sábado, 7 de janeiro de 2017

Romanos Lição V

ESCOLA BÍBLICA VALE DAS BENÇÃOS
EM BACAXÁ/ SAQUAREMA
CARTA AOS ROMANOS
Lição V

Romanos 3.1-31. 1 - QUAL é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? 2 - Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas. 3 - Pois quê? Se alguns foram incrédulos, a sua incredulidade aniquilará a fidelidade de Deus? 4 - De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, E venças quando fores julgado. 5 - E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? (Falo como homem.) 6 - De maneira nenhuma; de outro modo, como julgará Deus o mundo? 7 - Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador? 8 - E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa. 9 - Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; 10 - Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. 11 - Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. 12 - Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. 13 - A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; 14 - Cuja boca está cheia de maldição e amargura. 15 - Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. 16 - Em seus caminhos há destruição e miséria; 17 - E não conheceram o caminho da paz. 18 - Não há temor de Deus diante de seus olhos. 19 - Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. 20 - Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. 21 - Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; 22 - Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. 23 - Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; 24 - Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. 25 - Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; 26 - Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. 27 - Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. 28 - Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. 29 - É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, 30 - Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão. 31 - Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.

Introdução: Finalmente passamos da abordagem dos pecados da igreja em Roma para uma área mais voltada a teologia sistemática. O Apóstolo agora aborda temas mais temáticos procurando mostrar a universalidade do pecado e ao mesmo tempo a inexistência, em Cristo, no que diz respeito a pertencer a este ou a aquele povo. É bem verdade que Paulo inicia sua descrição fazendo uma defesa ao povo judeu, declarando as supostas vantagens em pertencer a este povo.
  • A Circuncisão. v.1 QUAL é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?  Circuncisão refere-se a uma cerimônia religiosa em que é cortada a pele, chamada prepúcio, que cobre a ponta do órgão sexual masculino. Os meninos israelitas eram circuncidados no oitavo dia após o seu nascimento. A circuncisão era sinal da ALIANÇA que Deus fez com o povo de Israel. Gn 17.11 E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós. No NT o termo às vezes é usado para designar os israelitas. Gl 2.8 Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios. Outras vezes o termo significa a circuncisão espiritual, que resulta numa nova natureza, a qual é livre do poder das paixões carnais e obediente a Deus. Cl 2.11 No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; Segundo o dizer de Paulo, embora a circuncisão seja um símbolo externo que indique fidelidade ao Senhorio Divino, esta prática era também uma declaração de que eles haviam recebido diretamente de Deus a Sua Palavra. Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas. v.2. O desafio agora era é recompor a Igreja de Roma do seu presente estado de rebeldia e pecado para um estado de arrependimento e retorno a Deus. O texto que se segue é mais que um convite, é um chamamento para o entendimento de que o pecado é um mal que deve ser extirpado seja em que povo for. Gl 6:15 Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.

I. A CONDENAÇÃO E A INJUSTIÇA HUMANA.
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. v.12
Paulo, assim como fez no inicio da epístola faz uma apresentação do verdadeiro estado da situação humana. Paulo enfatiza desta vez o pecado como uma prática universal que é capaz de atingir não somente os romanos, mas a toda a espécie humana. Na sua afirmação: Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. v.10. Paulo cita as Escrituras para fortalecer o argumento de que a permanência neste estado de vida é um grande engano. Não devemos pensar que por simplesmente estarmos fazendo parte de uma Igreja estabelecida por Deus, nos fazemos verdadeiramente filhos de Deus. O pecado sempre será um excludente deste estado. É claro neste ponto de vista paulino sua descrição generaliza da maneira que se segue:
  •  Não há ninguém que busque a Deus... Não podemos pensar em uma Igreja sem a busca a Pessoa de Deus. Se a Igreja abre mão desta ferramenta fundamental, perde a oportunidade de viver o melhor de Deus para ela neste mundo. O próprio desenvolvimento do culto é uma aproximação onde à busca a Deus é parte integrante. Toda oração é feita direcionada a Deus e cada louvor entoado faz parte da adoração que lhe é devida.  Gl 5:6 Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. O contrário também é verdade, pois a ausência da busca a Deus coloca a Igreja em um estado de queda em direção ao pecado, e a única coisa que nos torna distante do nosso Senhor é exatamente a prática do pecado. Aquilo que deveria ter sido abandonado e não foi nos impede do encontro e de uma vida devocional verdadeira. O pecado, em razão da ausência da busca diária a Deus, vai assumindo nosso tempo, nossas vontades e sem percebermos substituímos nosso devocional por uma vida dupla onde tentamos 
  • viabilizar a prática pecaminosa com a vida na Igreja. ICo 10:21 Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
  • Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. A palavra "extraviar" tem o sentido de perder-se, de não chegar a seu destino, logo, apresenta a real condição do crente que tenta viver da maneira que o apóstolo descreve. A percepção paulina não podia ser outra: Uma pessoa extraviada dos preceitos de Deus caminha em direção contrária a uma vida com Deus. Isto diz respeito ao desvio moral e religioso. Se deixarmos de priorizar as coisas de Deus preferindo exatamente as coisas que Deus disse que deveríamos abandonar, nos tornamos pessoas que embora estejam na igreja, vivem muito longe do Senhor da Igreja. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
  •  sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente... A habilidade para o erro chega ao ponto de atingir a integridade e a credibilidade humana. O engano é uma espécie de moeda nos negócios escusos. Infelizmente muitos crentes, principalmente aqueles que usam de suas habilidades no falar, podem conduzir muitos de seus ouvintes fazendo deles vítimas do erro. Tratam e descumprem seus tratos com a mesma velocidade com que se enveredam cada vez mais neste perigoso terreno do engodo e da mentira. Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios...  Esta descrição da "língua enganosa" vai além das páginas da Carta aos Romanos. Os textos Sagrados tratam deste tema com a mesma seriedade, apontando para o fato de que com discursos do engano muitos fazem de seus ministérios uma espécie ferramenta arrecadadora de recursos de enriquecimento ilícito baseado em mentiras e engodos. Tt 1.10-11 Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. O Apóstolo Pedro, também conhecendo a existência de tais enganadores, faz algumas exigências aos que desejam assumir cargos importantes como o de presbítero. Pedro exige que tal ministério seja livre de ganância e com total voluntariedade no serviço. 1Pe 5:2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
A descrição Paulina que se segue, é capaz de nos deixa muito intrigados e pensativos: vv.14, 15,16 - Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria. Será que Paulo está tratando com crentes mesmo? A sua descrição foge completamente daquilo que a Bíblia determina como estilo de vida. Não tem nenhuma similaridade como os parâmetros bíblicos para nós.
ü  Boca cheia de maldição? A Bíblia nos ensina diferente quando diz: Ef 4.29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.
ü  Pés ligeiros para derramar sangue? O profeta Isaias nos dá melhor direcionamento ao uso dos nossos pés. Is 52.7 Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina!
ü  Caminhos de miséria? Como pode ser isso? O que nos foi oferecido e o que recebemos quando se diz respeito a caminho é o próprio Senhor Jesus. Jo 14.6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

II.  A ABUNDÂNCIA DA GRAÇA DE DEUS.
VV.22,23 Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
A convicção final fica por conta do fato de que o pecado e seus efeitos nocivos podem ser contidos pela fé na Pessoa bendita do senhor Jesus. Este é o grande diferencial na situação descrita pelo Apóstolo Paulo. Fica aqui a condição de escolha. Parece que o melhor a fazer seria dar início a um novo corpo ministerial instituindo novos obreiros para estarem à frente do reanho. Pessoas dedicadas, fiéis a Deus e compromissadas com a Palavra, era o mínimo a se exigir aos candidatos a tais funções. No entanto o Apóstolo prefere seguir um caminho de terapia, de tratamento dos doentes na tentativa de recuperá-los para Deus, ao invés de lançá-los fora. Paulo declara que o pecado sendo um mal que atingiu toda a humanidade era de se esperar em seus resultados tamanha destruição. "Todos Pecaram..." é a descrição paulina da situação. Se tivermos a situação no quadro em que se encontrava, o tratamento não é nada fácil, e a solução será encontrada segundo o conceito de trabalho exercido por cada igreja. E aí, não há como definirmos o tipo de tratamento, o que não podemos é deixar as coisas como descritas pelo apóstolo. vv.28,29 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,

A primeira coisa a se perceber, é a decisão de arrependimento. Se há esta liberalidade, então as coisas se encaminham para um acerto, caso contrário, não há saída, a substituição é inevitável. A Graça de Deus é o elemento de definição em casos assim e a Igreja deve ter em seu estatuto as formas de tratamentos punitivos a tais obreiros ou membros. No caso da Igreja em Roma, sua membresia era composta tanto de judeus como de gregos e Paulo precisou enfatizar que o tratamento deveria ser o mesmo independente da nacionalidade. vv.30,31 Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão. Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.

A conclusão final deste capítulo fica por conta da verdade de que a Fé em Jesus Cristo não pode ser anulada por quem quer que seja. Não existe doutrina capaz de eliminar seus efeitos benéficos em relação ao pecador arrependido. A necessidade mais urgente da Igreja hoje é de pessoas que estabeleçam em suas vidas a comunhão e obediência a Deus.





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