sábado, 14 de janeiro de 2017

MEU FILHO NA FÉ.


PROJETO MEU FILHO NA FÉ

INTEGRANDO O NOVO CRENTE

“Escrevo a você, Tito, meu verdadeiro filho na fé, esta fé que é sua e minha. Que a graça e a paz de Deus, o Pai, e de Cristo Jesus, o nosso Salvador, estejam com você!” (Tito 1:4 NTLH)

CONCIENTIZAÇÃO, E MOTIVAÇÃO
Introdução: Muito pouco temos feito por uma eficiente integraçção do novo crente na Igreja. Por esta nossa falta de empenho, as perdas no reino, acabem sendo irreparáveis. Muitos dos que se convertem não permanecem por muito tempo, a porta dos fundos parecem serem bem maiores do que a da frente. Precisamos agir rápido e recuperarmos o tempo perdido. Recursos até temos bastante, o que está faltando mesmo é vontade tanto por parte da líderança quanto por parte dos membros em geral. Mudar este quadro, com ajuda do Espírito Santo, será uma tarefa que exigirá de todos nós uma extrema dedicação de tempo, por isso, como proposta, este projeto visa a oportunidade de darmos a Deus a maior quantidade de tempo de que dispusermos, pois nada substituirá a evangelização, e o trabalho de conservação de resultados. A igreja pode fazer tudo, mas se não voltar-se de maneira decidida para buscar incessantemente a ovelha perdida e a sua consequente integração no Corpo de Cristo, sua presença não terá sentido na terra. “Tome os ensinamentos que você me ouviu dar na presença de muitas testemunhas e entregue-os aos cuidados de homens de confiança, que sejam capazes de ensinar outros.” (2Tm 2:2). Este treinamento está voltado para a formação de seguidores de Jesus, bem como o seu conseqüente treinamento para integração e discipulado do novo crente na Igreja. Está dividido em duas partes principais: Uma de conscientização e motivação, e outra de treinamento prático. A primeira é o embasamento bíblico, e a segunda é a orientação pratica desses princípios.

I. EVANGELHO, EVANGELISMO, EVANGELISTA E A EVANGELIZAÇÃO.
“Quando a verdadeira mensagem, a boa notícia do evangelho, chegou a vocês pela primeira vez, vocês ouviram falar a respeito da esperança que o evangelho oferece. Por isso, a fé e o amor que vocês têm são baseados naquilo que esperam e que está guardado para vocês no céu.” (Cl 1:5)

Introdução: Para um melhor entendimento, vamos primeiro compreender alguns termos básicos que usamos com muita liberdade mais nem sempre com compreensão. Para chegarmos a uma compreensão básica a respeito de evangelismo, é necessário, primeiro percorrermos uma conceituação de “evangelho” e “evangelização”. Depois então formularemos um entendimento razoável sobre “evangelismo”. Uma vez com claro entendimento dos termos, ficaremos de certa forma “prontos” para colocá-los em prática num projeto sério que tem como proposta o crescimento do corpo de Cristo e a manutenção de novos crentes preparando-os para o encontro triunfal com o Senhor Jesus. “Jesus nos mandou anunciar o evangelho ao povo e testemunhar que ele foi posto por Deus como Juiz dos vivos e dos mortos.” (At 10:42)

1. EVANGELHO.
“Digam a ele que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem o evangelho.” (Mt11:5)
A palavra “evangelho” ocorre 72 vezes no NT, das quais 54 nas Cartas Paulinas. O termo vem do grego e significa literalmente “boas novas”. O correspondente em hebraico quer dizer “proclamar boas novas” ou “trazer novas de vitória”. Porém “evangelho” é mais do que “boas novas”, numa definição prática podemos afirmar que evangelho é o próprio Jesus presente entre os homens, cumprindo os desígnios de Deus, com o fim de salvá-los.

2. EVANGELIZAÇÃO.
“ E nós estamos aqui para trazer o evangelho a vocês.” (Atos 13:32 NTLH)
Em última análise, evangelização é a ação de evangelizar. A palavra “evangelizar” ocorre 52 vezes no NT, incluindo 25 vezes em Lucas e 21 vezes nas Cartas Paulinas. Podemos dizer que a evangelização constitui-se na ação de comunicar o evangelho, visando levar perdidos ao Senhor Jesus para que sejam salvos por Ele. A técnica da evangelização é ação, ação que realiza. A palavra “evangelizar” difere da palavra “pregar” pois nem toda pregação tem por finalidade a evangelização. A idéia fundamental da evangelização é a de passar o evangelho para alguém, de tal maneira que a pessoa fique “entranhada” por ele. Pela evangelização, a pessoa absorve o evangelho e ele passa a fazer parte da sua vida. “Pois é meu dever pregar a todos, tanto aos civilizados como aos não-civilizados, tanto aos instruídos como aos sem instrução.” (Romanos 1:14 NTLH)

3. EVANGELISMO.
A palavra evangelismo não se encontra no NT. Naturalmente, é ele que torna possível a ação de evangelizar. A partícula “ismo” denota sistema. Assim, antes de mais nada, evangelismo envolve os princípios, os métodos, as estratégias, as técnicas na ação de evangelizar. O evangelho dá a evangelização as condições para que ela atinja os seus objetivos. Para melhor compreensão do termo, podemos recorrer a uma definição Anglicana de 1918: Evangelizar é apresentar Cristo Jesus no poder do Espírito Santo, para que os homens possam vir a pôr sua confiança em Deus através dEle, aceitá-lo como seu salvador, e servi-lo como Rei na fraternidade de Sua igreja. Pelo evangelismo, nós fazemos o evangelho chegar ao pecador e atuar nele. Os métodos são apenas dois: evangelismo pessoal e evangelismo em massa. De qualquer maneira, o indivíduo será atingido. Dependendo do contexto em que esteja o indivíduo ou os indivíduos a serem alcançados, vamos estudar as estratégias. Dependendo ainda, do tipo de pessoa, das circunstâncias que cercam, o evangelista usará a técnica adequada. A técnica é o recurso que usamos, tudo isto é trabalhado pelo Espírito Santo que usa homens que usam recursos dados por Deus. Jesus respondeu: —Vamos aos povoados que ficam perto daqui, para que eu possa anunciar o evangelho ali também, pois foi para isso que eu vim. (Marcos 1:38 NTLH)

4. EVANGELISTA.
A palavra “evangelista” ocorre três vezes no NT.
·         No dia seguinte partimos e chegamos à cidade de Cesaréia. Ali fomos para a casa do evangelista Filipe e ficamos com ele. Filipe era um dos sete homens que haviam sido escolhidos em Jerusalém. At 21:8 NTLH)
·         Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja. Ef 4:11 NTLH
·         Mas tu sê sóbrio em {ou em todas as coisas} tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. 2Tm 4:5 RC

Na primeira referência, encontramos o nome de Felipe, classificado como um evangelista. Alguém que recebeu um cargo eclesiástico e foi incumbido de uma missão pela igreja. Em Efésios, a menção são a “dons espirituais” ou dotações sobrenaturais do Espírito Santo, que Ele dá a “crentes” para crescimento e aperfeiçoamento da igreja. Na última, o jovem pastor Timóteo é conclamado a fazer a obra de um evangelista. Neste caso a ênfase recai no fato de que o termo pode e deve ser estendido a todos os crentes. Todos os crentes são testemunhas de Cristo e pregam o Evangelho na tentativa de conduzir alguém a Cristo. Assim um “evengelista” seria alguém que “prega” o evangelho esteja ele incubido desta missão pela igreja, sendo assim alguém que possui um função eclesiastica, ou simplesmente alguém que entendeu sua chamada e respondeu a ela, pregando.

II. QUALIFICAÇÕES A SEREM CULTIVADAS PELO EVANGELISTA.

Fazer discípulos implica em algo muito mais profundo do que simplesmente entregar um folheto ao não crente ou trocar com ele algumas palavras sobre salvação. Fazer discípulo é torna-lo um seguidor do Senhor Jesus, através do aprendizado das doutrinas fundamentais da fé cristã. É um acompanhamento diário, com dedicação e amor, de seus primeiros passos nesta caminhada. Pessoas que não sabem relacionar-se e nem são capazes de dar-se ao exercício da paciência terão dificuldades para conviver com as dificuldades do discípulos. O evangelista, portanto deve cultivar características ou qualificações  essenciais que abaixo passamos a listar como “experiências” ou, conhecimentos obtidos na prática da vida. O evangelista precisa cultivar habilidades ou perícias que são resultado do exercício contínuo de uma vida  dedicada a Deus e a Igreja.

a. Experiência de Conversão. O simples fato de nascer numa família cristã, engajar na igreja e no seu sistema, ou aprender educação religiosa não quer dizer exatamente que a pessoa está salva. Isto pode ser um tremendo engano.  O salvo precisa ter uma experiência com Deus, mesmo que variável de pessoa para pessoa, mais uma experiência que seja determinante na convicção inconfundível de sua conversão. Se alguém não nasceu de novo, também não terá condições de conduzir alguém a este novo nascimento. “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo.” (2Co 5:17) Podemos definir a conversão como uma mudança de vida operada por Deus. Essa mudança tem dois aspectos. O primeiro, relacionado com o pecado, chama-se arrependimento, e o segundo, relacionado com cristo, é a fé. Ser convertido é uma caracteristica fundamental para se tornar um discipulador.

B. Experiência de Santificação. Sendo a salvação um ato selado pelo Espírito Santo, o evangelista precisa ter uma relação convicta e inconfundível com Ele. Existem muitos movimentos confusos sobre a doutrina do Espírito Santo, por isto, já é mais do que hora de entendermos que não é possível ser crente sem ter o Espírito Santo, pois não não há conversão sem Ele. A santificação é o ato, estado ou processo de se tornar santo. É realizada na vida do salvo pela ação do Espírito Santo, e portanto, qualificação também necessária ao crente como capacitação para o trabalho de evangelização pois é a santificação que mantém o “vaso limpo” dando ao Espírito Santo as condições necessárias para usar o crente poderosamente. “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” (Romanos 6:22 RC)

c. Experiência com a Palavra. O conhecimento da Palavra de Deus é um dos requisitos mais importantes ao discipulador. O evangelista tem que conviver com a Bíblia de tal maneira que possa, por ela, não só seja instruído, mais, mas do que isto, seja por Ela, “alimentado”. Enquanto você espera a minha chegada, dedique-se à leitura em público das Escrituras Sagradas, à pregação do evangelho e ao ensino cristão. (1Tm 4:13). Infelizmente, exitem muitos crentes com pouco convívio com a Bíblia, não lêem, não estudam, não procura um conhecimento básico, o resultado é que se tornam cristãos imaturos e inseguros. O ideal é não somente lê-la, mais estudá-la de maneira ordenada e sistemática. Ajuda também neste processo, “ouvir a Bíblia”, existem hoje alguns programas para computador com a Bíblia em áudio. Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo.” (Rm 10:17). A audição da Bíblia, vai ajudar a memorização que é outro processo muito importante ao evangelista. Saber textos bíblicos de cor podem ajudar na evangelização e também servem de “armas” nos momentos de lutas e conflitos espirituais. “Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje” (Dt 6:6) Se a nossa missão será “ensinar”, teremos quer  ter preparo espiritual e bíblico para tanto. Espiritual porque crentes espirituais, formarão crentes espirituais, e bíblicos porque será sempre a Bíblia a nossa “regra” de conduta e fé. Assim, nunca é demais lembrar que é imprescindível ao discipulador, o bom “manejo” da Palavra. “Faça todo o possível para conseguir a completa aprovação de Deus, como um trabalhador que não se envergonha do seu trabalho, mas ensina corretamente a verdade do evangelho.” (2Tm 2:15)

Além destas qualificações básicas, acima demostradas, requer-se ainda que o evangelista ou discipulador tenha profunda convicção de sua missão, pois a falta dela produzirá inconstância, dúvidas e falta de firmeza nos discípulos. Requer-se ainda que ele sinta paixão pelos perdidos. Sem este amor ardente pelas almas não haverá um discipulado produtivo, poderá ser apenas uma espécie de “cumprimento de dever” sem maior envolvimento. da Palavra. A oração deve fazer parte da vida do evangelista, ele deve possuir um programa pessoal de oração, fazendo da oração um estilo de vida. A conduta do evangelista é outra importante exigência importante, devendo se ruma pessoa digna de caráter firme e de hábitos puros. Não deve ser ‘mundano”, mas deve conviver bem com a família. para que vocês não tenham nenhuma falha ou mancha. Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, que não querem saber de Deus. No meio delas vocês devem brilhar como as estrelas no céu, (Fp 2:15)
CONTINUA...


SALA DE ESTUDOS - HERMENÊUTICA

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