domingo, 30 de julho de 2017

A ECONOMIA DE DEUS


Texto Básico: Dt 6.4 -  Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.
Texto Devocional: Is. 43.10 - Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.

INT. Economia significa harmonia entre partes e o todo. Quando pensamos na "economia" de Deus, estamos nos referindo ao fato de que Deus, apesar de ser único, existe de maneira harmônica em três pessoas distintas, o que teologicamente chamamos de doutrina da Trindade de Deus.

DEFINIDO O TERMO: Deus existe eternamente como três pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo - e cada pessoa é plenamente Deus, e existe só um Deus. Trindade, portanto é: A união das três pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo - formando um só Deus. Um Deus que é ao mesmo tempo uno e trino (Mt 3.13-17; 28.19; 2Co 13.13).

ESCLARECENDO O ARGUMENTO: A palavra "trindade" não existe na Bíblia, ela é um termo teológico, extrabíblico utilizado para designar aquilo que é revelado nas Escrituras, e que começou a ser utilizada por Tertuliano, no inicio do século III, em sua obra "Adversus Praxeas" Tertuliano utilizou o termo latino "trinitas". No entanto, a doutrina da "Trindade"  está fortemente enraizada, e a idéia está explícita em toda a Bíblia.

DESVENDADO O TERMO HISTORICAMENTE
Para entendermos o termo "trindade" precisamos conhecer um  pouco da história da Igreja, e alguns outros termos que ao longo da história acabaram servindo de estopim para que o termo trindade viesse a ser usado e até mesmo aceito pela Igreja. MONARQUIANISMO - este termo foi primeiramente usado por Tertuliano com referência àqueles que procuravam enfatizar que Deus era somente Um, soberano monarca, e que a doutrina da trindade era errônea. Entre eles dividiam-se:

1. MONARQUIANISTAS DINÂMICOS - Negavam a divindade de Jesus Segundo seus ensinamentos, Jesus era apenas um mero homem que foi "adotado" de uma maneira especial por Deus. (Esta heresia também é chamada de "adocionismo",  e foi condenada no Concílio de Antioquia em 268 d.C.)

2. MONARQUIANISTAS MODALISTAS - Ensinavam que Jesus era Deus, mas que Ele era a única Pessoa da Trindade. Segundo eles, a trindade se manifestava em vários modos sucessivos. Eles identificavam Jesus como sendo a mesma pessoa do Pai, em uma manifestação diferente. (Esta heresia foi também chamada no Ocidente de "Patripassionismo" - do latim "Pater", Pai e "passus", sofrer - pois resultava no ensinamento que o Pai sofreu na cruz, já que o Pai e o Filho eram a mesma pessoa - No Oriente esta heresia era chamada de "Sabelianismo", porque foi divulgada por Sabélio, excomungado por sua heresia no ano 220 d.C.) Essa doutrina foi combatida por Tertuliano, e foi nesse contexto que pela primeira vez usa o termo "trinitas" argumentando que Deus é uma Trindade na qual existe uma só essência e ao mesmo tempo três pessoas.

CONTEXTUALIZANDO O TERMO NA HISTÓRIA
A controvérsia Trinitariana impulsionou os concílios de Nicéia (325 d.C.) e Constantinopla (381 d.C.), que definiram o entendimento da Igreja com relação ao ensinamento bíblico sobre quem era Jesus. As controvérsias posteriores referiam-se a questões sobre o relacionamento entre a divindade e a humanidade de Jesus. Dentre as muitas heresias que surgiram neste tempo, destacamos três:

ARIANISMO - Negou a natureza divina de Cristo - Arius era um bispo em Alexandria que negou que Cristo fosse Deus (a Segunda Pessoa da Trindade). Arius ensinava que Jesus era divino, mas de uma divindade subordinada ao Pai. Ele era um pregador dinâmico e famoso, tendo personalidade atraente, chegou a inventar um slogam sobre Cristo que se tornou famoso:  "Houve um tempo quando ele não existia"  Seus ensinamentos, porém, logo causaram consternação levando o Imperador Constantino, no ano de 325,  a convocar um Concílio, ou Sínodo, em Nicéia, no qual os bispos de todo o império, cerca de 250 a 300, compareceram para avaliar estes ensinamentos e formular um entendimento universal sobre as doutrinas bíblicas sobre o assunto. O objetivo principal era produzir um documento que definisse a crença ortodoxa sobre Deus e sobre Jesus. Para isso, era preciso que se usasse linguagem teológica e técnica - e não somente termos bíblicos - para as definições. os hereges usavam termos bíblicos, fora do contexto, para defenderem suas próprias teses. desse modo o concílio decidiu usar a palavra grega "homoousios" - significando "da mesma essência" - para definir a relação de Jesus e Deus, tendo como mais hábil defensor, desta doutrina ortodoxa, Atanásio, que se tornou bispo da Alexandria em 328, coma excomungação de Ário pelo Imperador.  Após vários imperadores terem sucedido Constantino que morreu em 337, em 379 Teodósio, tornou-se imperador. Como defensor da ortodoxia Nicena, convocou outo concílio na capital do Império, em Constantinopla em 381 que expandiu e revisou o Credo de 325 e ratificou a doutrina Nicena.

NESTORIANISMO - Negou a união das naturezas de Cristo - Nestório era um dos mais importantes líderes eclesiástico do 5° século, foi acusado de ensinar que as duas naturezas de Jesus (humana/divina) eram tão separadas a ponto de ele ser duas pessoas. Nestório argumentou que Maria deu luz ao filho de Deus, e não a Deus, ela deu luz a natureza humana de Jesus, não a natureza divina, que é eterna. Cirilo, bispo da Alexandria, foi o opositor mais ferrenho de Nestório. Um Concílio foi convocado na cidade de Éfeso em 431 d.C., e o ensinamento atribuído a Nestório foi condenado. O concílio oficialmente declarou que Jesus tem duas naturezas, mas é uma só pessoa.

EUTIQUIANISMO - Negou a distinção das naturezas de Cristo. Eutíques, monge de Constantinopla começou a ensinar uma heresia no extremo oposto, segundo ele, Jesus não só era uma só pessoa, mas ele também tinha uma só natureza, e não duas. (Essa heresia foi chamada de 'monofitismo" - "mono", um - "physis", natureza) A única natureza de Jesus, segundo eles, era a divina, que absorveu a natureza humana, divinizando-a. O Eutiquianismo foi condenado como heresia no Concílio de Calcedônia em 451 d.C. A formula dotada no concílio apresentou quatro qualificações que se tornaram a definição clássica sobre a relação entre as duas naturezas - A fórmula diz que existe um único Cristo, que possui duas naturezas, não confusas e não transformadas, não divididas, não separadas, pois a união das naturezas não suprimiu as diferenças; antes, cada uma das naturezas conservou as suas posteridades e se uniu com a outra numa única pessoa e numa única hipóstase (ou essência).

VASCULHANDO A BÍBLIA E EXPLICITANTO A DOUTRINA
Tendo o entendimento que o nome "Trindade" não se encontra nas Escrituras, mas que a doutrina da Trindade está explícita em toda a Bíblia,  dizemos pela Bíblia que no que concerne a divindade  de Deus Filho, refere-se, por exemplo, a Sua Onisciência (Cl 2.3), Sua Onipotência (Mt 28.18), a sua Onipresença (Mt 28.20), ao fato de perdoar pecados (Mc 2.5-7; Is 1.18), e de ser doador da vida (JO 10.28), em íntima unidade porém diferenciando as pessoas (JO 17.21,22)

No que concerne a  divindade Do Espírito Santo reportamos-nos aos textos bíblicos que claramente:Chama-O de Deus (At.5,3,4), demonstram sua Onisciência (1Co 2.10,11), sua Onipotência (1Co 12.11), sua Onipresença (JO 14.10), chama-o de "Espírito de Verdade" (JO 16.13), de "Espírito de Vida" (Rm 8.2). Prerrogativas que tais, como apresentadas para Deus-Filho, segundo a bíblia são únicas e exclusivas de Divinas.

No que concerne a personalidade do Espírito Santo, assunto que foi muito debatido ao longo dos primeiros séculos do cristianismo, é comum referir-se aos atributos que, tal como no A.T. são aduzidos para a personalidade do Deus YHVH cuja divindade e personalidade nunca foram alvo de críticas substanciadas entre os cristãos - testemunham o seu caráter pessoal, o fato de que o Espírito Santo:

  • Guia, fala, declara e ouve - Jo 16.13 - Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.  
  • Ama - Rm 15.30 - E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus;  
  • Clama - Gl 4.6 - E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.  
  • Toma decisões/ administra - 1Co 12.11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.  pode ser contristado - Ef 4.30 - E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção
  • Implora e Intercede - Rm 8.26 - E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.  
  • Ensina - Lc 12.12 - Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar.  
  • Pode ser resistido - At 7.51 - Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.  
  • Proíbe/ põe obstáculos - At 16.6 - E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.  
  • Ordena, dirige e dá testemunho - At 8.29,39; 20.23.
  • Designa, comissiona - At 20.28 - Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.  
  • É mencionado entre outras pessoas - At 15.28 - Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:


EMBASANDO A DOUTRINA NO ANTIGO TESTAMENTO

1° PLURALIDADE EM ELOHÍM
Gn 1.26-27 - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;...E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.  - Deus se apresenta no singular e faz o homem no plural
conferir: Jo 1.1; Cl 1.16,17; Hb 1.10
Outros Textos: Gn 3.22; 11.7-9; Is 6.8

Conclusão: Tanto o Pai, como o Filho, como o Espírito Santo é o Deus uno, apresentando assim o termo Deus no singular e as pessoas no plural.
a) O Pai é Deus - Ef 4.6
b) O Filho é Deus - 1Jo 5.20
c) O Espírito Santo é Deus - At 5.3

2° UNIDADE COMPOSTA
Dt 6.4 - Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.
Os unissistas (unitários) entendem que este verso exclui o Filho da divindade e da unidade com o Pai. Nos trinitarianos, cremos no único Deus YHVH, pois a palavra hebraica originalmente usada para chamar YHVH de "único" é "echad" (pronuncia: "errad"), que é a palavra usada para expressar a unidade composta. quando se deseja expressara a unidade absoluta, a palavra é "yachid" (pronuncia: yarrid)

Exemplos:

a) Gn 2.24 - "uma carne" - echad -  Unidade composta - Marido e mulher são pessoas distintas, porém no plano espiritual, seus corpors são unos.
b) Gn 26.6 - "Um tabernáculo" - echad  -  Unidade das cortinas
c) Gn 41.25 - "o sonho é um só" - echad   -  dando conotação de que Faraó tivera dois sonhos em um, ou um sonho sobre um "evento"  com duas personificação que diziam a mesma verdade.

EMBASANDO A DOUTRINA NO NOVO TESTAMENTO
A revelação da Triunidade de Deus no A.T. não é tão clara quanto no N.T. Os textos bíblicos, respeitando seus contextos, mostram sempre juntos o Pai, o Filho e o Espírito Santo - Levando em conta que deus é único (Is 43.10) e que não partilha a sua glória com ninguém (Is 42.8; 48.11), Notamos como O Pai, O Filho e o Espírito Santo são postos em pé de igualdade.

a) Mt 28.19 - ...batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
b)  Lc 3.22 - E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.
c) 2Co 13.13 -  A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém.
d) 1Pe 1.1,2 - PEDRO, apóstolo de Jesus Cristo... Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo...

OUTRAS REFERÊNCIAS: Rm 8.14-17; 15.16,30; 1Co 2.10-16; 6.1-20; 2Co 1.21,22; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14; Tt 3.4-6; Jd 20,21; Ap 1.4.

OPERAÇÕES E FUNÇÕES DAS PESSOAS DA TRINDADE
As Três pessoas da Trindade estabelecem uma comunhão e união perfeita, formando um só Deus, e constituem um perfeito modelo transcendente para as relações interpessoais. Elas possuem a mesma natureza divina, a mesma sabedoria, poder, bondade e santidade, mas, em algumas vezes, certas atividades são mais reconhecidas em uma pessoa do que em outra. As funções, suas principais atividades desempenhadas e o seu modo de operar está registrado nas Escrituras e claramente resumido no Credo Niceno-Constantinopolitano, o credo oficial de muitas denominações cristãs.

1. DEUS  PAI - Não foi criado nem gerado. É o "principio e o fim, princípio sem princípio" da vida e está em absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. foi o Pai quem enviou seu Filho, Jesus Cristo, para salvar-nos da morte espiritual, pelo sacrifico vicário. Isto revela o amor infinito de Deus sobre os homens e o não abandono aos seus filhos adotivos. O Pai, a primeira pessoa da Trindade, é considerado como Pai eterno e perfeito. É atribuído a esta pessoa divina a criação do mundo.

2. DEUS FILHO - Procede do Pai e é eternamente consubstancial (pertence a mesma natureza e substância) a Ele. Não foi criado pelo Pai, mas gerado na eternidade da substância do Pai. encarnou-se em Jesus de Nazaré, assumindo a natureza humana. O Filho, a segunda pessoa da Trindade, é considerado como Filho Eterno, com todas as perfeições divinas; a Ele é atribuída a redenção (salvação) do mundo.

3. DEUS ESPÍRITO SANTO - Procede do Pai e do Filho, sendo por estes espirado. Esta pessoa divina personaliza o Amor íntimo e infinito de Deus sobre os homens, segundo a reflexões de Agostinho. Manifestou-se primeiramente no bastimo e na transfiguração de Jesus e plenamente revelado no dia de Pentecostes. Habita nos corações dos fiéis e estabelece entre estes e Jesus uma comunhão íntima, tornando-os unidos num só corpo. O  Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, e considerado como puro anexo de amor. Atribui-se a esta pessoa divina a santificação da Igreja e do mundo com seus dons.

ESCLARECENDO CONCEITOS MAL INTERPRETADOS
Alguns grupos se perdem na terminologia das Escrituras, dando significados errôneos a certos termos aplicados ao Senhor Jesus, como por exemplo:

1. PRIMOGÊNITO - Cl 1.15 - O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação -  O termo Primogênito é um título que indica preeminência ou primazia, apontando assim para a soberania de Cristo sobre a criação, nada tendo a ver com "primeiro criado" ou "primeiro de uma série"

2. UNIGÊNITO - Jo 3.16 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito... - Este título fala da singularidade de Jesus, o eterno Filho de Deus. Ele é Único, não há ninguém semelhante a Ele (Jd 4)

3. PRINCIPIO DA CRIAÇÃO - Ap 3.14 - ...Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus -  A palavra grega "arché" traduzida por "principio" em muitas traduções da Bíblia, também significa "governador", "soberano" , "origem" . Assim, já que diversas passagens bíblicas atestam a eternidade de Jesus, posto ser Ele o criador e sustentador de todas as coisas (Cl 1.16,17; Hb 1.3)  fica evidente entender arché  como o "Primeiro de uma série"

3. FILHO DE DEUS - Mc 1.1 - PRINCÍPIO do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus  Esse termo geralmente é usado para indicar inferioridade do filho em relação ao pai No caso de Jesus, isto não pode ser aplicado, pois Ele é chamado de:
a) Filho de Maria - Mc 6.3 - Sentido biológico
b) Filho de Davi - Mc 10.48 - Sentido de linhagem
c) Filho do Homem - Mc 25.31 - Sentido de humanidade
Assim, o título, Filho de Deus, indica que Ele é participante da mesma natureza divina da qual o Pai também participa.


FONTES DE CONSULTAS
www. winkipédia.org
Revista EBD Editora Cristã Evangélica

terça-feira, 25 de julho de 2017

Tipos de sermão.


Continuando nosso tema, hoje na Sala de Estudo, analisaremos  tipos de esboços de sermão que tradicionalmente encontramos praticamente em todas as obras de homilética, e pelo menos, três tipos básicos que podemos chamá-los de: Sermão Temático, Sermão Textual e Sermão Expositivo são os que mais utilizamos sempre que subirmos ao púlpito para pregar a Palavra, sempre ,mesmo sem conhecê-los,  utilizaremos um deles. 





SALA DE ESTUDO

1. O Sermão Temático.
O sermão temático é o tipo de sermão cujos argumentos ou as divisões resultam sempre do tema  independente do texto utilizado. Neste tipo de esboço, o pregador faz toda a argumentação baseado no tema que ele mesmo escolheu, e neste caso, o que será dividido será o tema e não o texto, o que o permite utilizar vários textos bíblicos. A Determinação do assunto orientará na procura dos textos, de ilustrações e dos pensamentos que deverão apoiar a mensagem. Um Cuidado, uma vez escolhido o texto, o pegador sempre procurará se deter dentro dele.

Vejamos então um exemplo de Sermão temático.
TÍTULO OU TEMA: A Tríade do Cristianismo.
TEXTO: Tito 2.12
INTRODUÇÃO: definição do termo “triáde” e contexto histórico sobre o Cristianismo
TÓPICO I. Renuncia. Rm 6.19
TÓPICO II. Modo de vida. 1Tm 6.11-13
TÓPICO III. Esperança. 1Pe 1.13
CONCLUSÃO OU PERORAÇÃO: 2Co 7.1

Reparem que cada tópico ou divisão, apresenta uma característica do “Cristianismo” que está proposto pelo tema, e que foi definido historicamente na introdução. Observem também que para cada ponto há um texto diferente, ou seja, a base do sermão é a “A Tríade do Cristianismo” que é abordada em diversos textos bíblicos. É necessário aplicarmos um texto bíblico em cada divisão do tema assim evitamos divagações e generalizações vazias e inexpressivas. O sermão temático exige que o pregador tenha uma boa cultura geral e teológica, além de criatividade e estilo apurado. Se analisarmos bem este tipo de sermão repararemos que ele conserva melhor a unidade proposta pelo tema.

Temos dito ao longo deste estudo que o pregador deve ser um entusiastas pela leitura da Bíblia além de um profundo observador das coisas que estão acontecendo em sua volta. Na preparação do sermão podemos trabalhar com o que vimos ou o que descobrimos em nossas observações. Mas, apesar de toda criatividade, as vezes nos perguntamos: Como vou de fato preparar o sermão? Seguem então algumas dicas.

  • Escolhemos o tema. Criamos frases, retirando dos textos bíblicos ou de outras fontes. Aqui nossa criatividade e observações podem ser de grande ajuda.
  • Analisamos o tema. Podemos fazer isto observando-o a luz das Escrituras e dos acontecimentos que estão a nossa volta. Repeti-lo várias vezes pode nos ajudar a gravá-lo e refletir sobre o mesmo.
  • Aqui vale algumas perguntas básicas: O que sei em relação a este tema? O que devo falar sobre ele? Qual será a relevância do que falarei? O que o povo está precisando ouvir? E, finalmente, O que “eu” estou precisando ouvir de Deus?
  • Extraímos a principal palavra ou frase do tema que poderá se repetir em cada um dos argumentos.
  • Separamos no mínimo três argumentos ligados ao tema.
  • Pesquisamos passagens bíblicas que se façam referencia aos argumentos que usaremos no desenvolvimento do sermão.
  • Cada uma das divisões devem ser uma explicação ou respostas em relação ao tema propriamente dito.  


2. Sermão Textual.
O sermão textual, como o nome indica é aquele em que o pregador utiliza os argumentos ou as divisões que são retiradas diretamente do texto bíblico. Toda a argumentação estará amarrada ao texto principal, e o mesmo será dividido em tópicos. As divisões do sermão textual podem ser feitas de acordo com as declarações originais do texto. Ou se o pregador preferir, pode também utilizar uma análise bem apurada que se baseará em perguntas como: Onde? Que? Quem? Por quê? Perguntas que deverão ser respondidas pelas declarações ou frases do texto. O pregador pode ainda dividir por inferência, as orações textuais reduzindo-as a expressões que encerra o conteúdo.   

Temos também um exemplo do Sermão Textual.
TÍTULO OU TEMA: As Três Ações que Movem o Coração de Deus.
TEXTO: 2 Crônicas 7.14
INTRODUÇÃO: Breve descrição do contexto histórico referente ao texto.
TÓPICO I. Humilhação. 
TÓPICO II. Oração.
TÓPICO III. Busca
CONCLUSÃO OU PERORAÇÃO: “Então Eu ouvirei dos céus...”

Assim como no sermão temático, o sermão textual também deve seguir uma linha básica de observações em seu preparo.

  • O principal, Ler o texto em sua totalidade.   
  • Procurar identificar qual a ideia principal do texto. Observando todo o contexto, e a situação em que foi escrito. Também será de boa ajuda conhecer o escritor e seu contexto na história.
  • Identificar os principais verbos e seus complementos. Lembrando-se que verbo é sempre uma ação. Aqui um dicionário da Língua Portuguesa será um bom ajudante.
  • Procurar com cuidado os sentidos expressos e as representações simbólicas, metáforas e figuras que se fizerem presente.
  • Com base nos verbos e significados retirados do texto, o pregador pode usar sua criatividade e criar frases (divisões) que serão os complementos e que, passarão a ideia da mensagem que pregará.
  • Organizar as frases dentro da ideia principal.


Devemos Reparar que cada tópico ou divisão apresenta um termo ou uma passagem do texto, o que dá ao pregador, condições de explorar bem o texto. As divagações e generalizações vazias e inexpressivas devem ser evitadas. O sermão textual exige do pregador conhecimento do texto, contexto e cultura bíblica.  

3. Sermão Expositivo.
Este tipo de sermão pode ser considerado aquele em que o pregador deve possuir bastante profundidade em relação ao que vai pregar. O Sermão Expositivo se utiliza de argumentos que giram em torno de uma exposição exegética completa do texto. A mensagem surge de uma passagem bíblica em que geralmente se evidência com mais de dois ou três versículos, e neste caso, o pregador deverá ser alguém que seja apreciador e dedicado estudioso das Sagradas Escrituras. Neste tipo de sermão, o pregador deverá fazer uma análise de línguas, interpretação, pesquisa arqueológica, pesquisa histórica, bem como, comparação de textos. Ele deve explorar os argumentos principais da exegese e da hermenêutica fazendo uma exposição completa de um trecho doutrinário da Bíblia. Na verdade, este tipo de Sermão pode ser considerado uma aula em forma de pregação, uma análise pormenorizada e lógica do texto sagrado, e isto requer do pregador cultura teológica e poder espiritual. Teoricamente este tipo de sermão difere do sermão textual, principalmente pela extensão da passagem bíblica em que se baseia.

O Sermão Expositivo segue, como os demais, uma linha de características que merece ser observada.

  • Planejamento. Neste sermão o cuidado deve ser redobrado, pois geralmente o pregador falará de assuntos de grande relevância espiritual e difícil interpretação. Conhecimento bíblico, neste caso, é fundamental para o Planejamento da mensagem.
  • Condições de abordar textos grandes ou curtos, mas extremamente argumentativos e doutrinários. Pouco importa o tamanho do texto, o que mais importará será o domínio que o pregador exerce em matéria de conhecimento Bíblico e doutrinário..
  • Interpretação fiel. O uso da Hermenêutica aqui será fundamental para a preparação da mensagem.
  • Análise profunda do texto. Refazer a leitura quantas vezes se fizerem necessárias.
  • Tempo de estudo dos pontos difíceis.
  • Pode ser abordado em série.    


Neste tipo de sermão a unidade e as ideias devem ser agrupadas com tendo como base uma ideia principal. Não é suficiente apresentar somente tópicos ou divisões. Vamos então a um exemplo:

TÍTULO OU TEMA: A Ressurreição do Corpo.
TEXTO: 1 Coríntios 15.35-38
INTRODUÇÃO: Definição do termo Ressurreição.
TÓPICO I. Razões da Ressurreição do Corpo. Rm 8.22,23
1. Desfazer o Corpo do Pecado. 1 Co 25.26
2. Desfazer os resultados do Pecado. 1 Co 25.26
TÓPICO II. Como será o Corpo ressurreto?
1. Um Corpo Semelhante ao de Jesus. Rm 8.29
2. Um Corpo Transformado para o céu. 1 Co 15.42
3. Um Corpo não Limitado a Leis da Natureza. Lc 24.30,31
CONCLUSÃO OU PERORAÇÃO: 1 Coríntios 15.35

segunda-feira, 24 de julho de 2017

HOJE É O DIA ACEITÁVEL


Texto: 2Co 6.2  Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.


Introdução: O termo "hoje! É a indicação do dia que estamos vivendo. É uma definição de tempo, e num conceito mais exato, podemos dizer que o termo aponta para um adjunto adverbial cuja expressão indica um período de 24 horas. O termo ainda pode ir um pouco além de sua simples significação. Isto porque o "hoje" é um tempo que estamos vivendo em detrimento a muitos "hojes" que já foram vividos e muitos "hojes" que ainda esperamos viver.

O hoje pode ser um dia natural como tantos outros "hojes" pelos quais já passamos. Muitos destes podem nos trazer excelentes lembranças e até mesmo um desejo enorme de voltarmos atrás e vivê-los novamente. Mas os "hojes" passados, podem terem sidos marcados por acontecimentos que não nos trazem nenhuma lembrança agradável. Isso porque muitos "hojes não foram dias bons, e outros infelizmente, podem ter sidos dias extremamente ruins. Hoje, por exemplo, milhões de crianças nasceram no mundo e isto foi motivo de extrema alegria e felicidade a seus pais e familiares que ansiosos aguardavam por este momento. Mais, lamentavelmente, hoje, para tristeza de muitas famílias, milhões de pessoas tiveram um ponto final em sua existência, e o pior, para este momento não há preparo, o sofrimento é certo.

Mas deixa eu falar um pouquinho de hoje! Para nós que aqui estamos agora, hoje é um dia pra lá de especial. Hoje é um dia em que temos o privilégio de podermos nos reunir neste lugar  e cantarmos musicas em adoração a ninguém menos que a Pessoa mais importante, de ontem de HOJE e de ternamente, O nosso Senhor Jesus Cristo. Talvez muitas pessoas que por aqui passam ou simplesmente nos ouvem, podem estar se perguntando: Porque estas pessoas estão aqui  hoje? Então deixa eu te dizer porque estamos aqui hoje.

I. ESTAMOS AQUI HOJE, PORQUE HOJE É UM EXCELENTE DIA PARA SE ENCONTRAR E FALAR COM DEUS. 
Ouvi-te em tempo aceitável...
Se você tivéssemos a oportunidade de falar com Deus hoje, o que falaríamos com Ele? Talvez gostaríamos de poder expressar um sentimento ruim, uma situação angustiante, um dor que possa estar nos incomodando, seja ela física ou psicossomática, não importa. Ou, quem sabe, gostaríamos simplesmente de dizer algo do tipo: "Deus, eu estou aqui!". Então deixa eu te dizer uma coisa: Hoje nós viemos a este lugar especialmente, porque talvez você não tenha ainda percebido ainda a verdade. Mas a verdade, é que Deus está muito interessado em nos ouvir, por isso Ele nos trouxe aqui hoje. Fomos enviados para te dizer que o Senhor Jesus não mudou, (Hb 13.8) Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. Viemos hoje aqui, exatamente para falar de Jesus, o mesmo que na cruz, sem culpa e sem pecado algum, olhou para um dos salteadores que com ele estava sendo crucificado, e lhe disse: (Lc 23.43)  ...Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.

Por isso precisávamos mesmo estar aqui hoje, porque hoje é sim um dia especial.
Especial porque hoje, talvez, muitos que nos vêem, ou simplesmente nos ouvem nunca tiveram a oportunidade de ouvir o Senhor Jesus, e nós estamos aqui hoje para te dizer , e para que você fique sabendo que é Ele quem o está convidando HOJE, para você receber esta Palavra ainda hoje, e mudar a sua vida. Por isso...  (Hb 4.7) Hoje, se ouvirdes a sua voz, (a voz do Senhor teu Deus) Não endureçais os vossos corações.

Sabe agora porque viemos aqui hoje? Viemos porque como portadores da voz Salvadora do Senhor Jesus, e sabendo que não existe amanhã, gostaríamos muito de ver neste dia de hoje a salvação alcançando muitos corações neste lugar. Queremos muito que isto aconteça hoje, porque nunca mais, teremos outro dia que possamos dizer que é o dia de hoje. Serão outros "hojes", então não perca esta oportunidade, pois não existe o dia de amanhã. Quando acabar o dia de hoje, começará outro dia que também chamaremos hoje, mas nada do que aconteceu hoje talvez se repita, e descobriremos, quem sabe, que perdemos uma grande oportunidade de receber hoje, hoje de hoje mesmo, a Palavra poderosa que pode mudar sua vida ainda hoje, e lhe livrar de todos os conceitos e coisas que sempre trabalharam para lhe tirar a paz. Lc 19.9 E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão

Então, aproveite o dia de hoje, pois hoje é um excelente dia para falar com Deus. Ele está pronto para ouvir seu clamor, sua súplica, seu pedido de socorro, ou simplesmente o ressoar de sua voz simplesmente dizendo: Senhor Deus, hoje eu estou aqui, me receba... Sl 2.7 ...o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei

II. ESTAMOS AQUI HOJE PORQUE HOJE É UM EXCELENTE DIA PARA PEDIR SOCORRO E CONFORTO A DEUS. 
e socorri-te no dia da salvação;
Será que sabemos que dia é hoje? Talvez muitos não saibam, talvez nem façam a menor ideia. Então deixa eu dizer: Hoje não é simplesmente um sábado, um domingo, ou um dia qualquer da semana. Hoje não é simplesmente o dia 1 ou o dia 10 de junho, julho, agosto ou setembro. Hoje é muito mais que simplesmente isto. Hoje não é o meu aniversário, e nem sei se alguém aqui presente está fazendo aniversário hoje, mais isto também não é o que faz do dia de hoje ser um dia tão especial. Hoje é o dia em que você pode ter um encontro pessoal com o Senhor Jesus Cristo. Hoje é o dia de receber o socorro que talvez muitos aqui estejam precisando... Sl 124.8  O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra.

Isto mesmo, hoje é o dia do socorro que talvez você, mesmo precisando tanto dele, não sabe onde mais possa procurá-lo. Quem sabe se já tenhas ido a diversos lugares e como Jó, esteja cercado por tormentos dos quais não consigas mais ter nenhum controle sobre eles, muitas vezes, nesta hora, a vontade é só de gritar, exatamente como fez Jó: Jó 30.28 Denegrido ando, porém não do sol; levantando-me na congregação, clamo por socorro.
Estamos aqui hoje para te dizer que isso pode mudar, e pode mudar ainda hoje! Só depende de você! Não somos nós que vamos tirar você desta situação, nós não temos recursos para isso. Mas estamos aqui em nome de alguém que pode fazer isto ainda hoje! Então deixa em te dizer mais duas coisas:

  • Não conte com socorro de homens. Sl 60.11  Dá-nos auxílio na angústia, porque vão é o socorro do homem.
  • Pode contar com o socorro de Deus. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra

eu quero falar um pouco mais sobre isto. Temos plena certeza dos motivos que nos trouxeram aqui hoje, a Bíblia, o Livro de Deus não nos deixa com dúvidas. Este Livro Sagrado nos diz com todas as letras que é hoje o dia para confiar em Deus. Sl 46.1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto, hoje é um excelente dia para vivermos esta verdade. Se abrirmos o nosso coração, Deus virá cavalgando em nosso socorro...Dt 33.26 Não há outro... semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda, e com a sua majestade sobre as mais altas nuvens.
E mesmo que existam pessoas que não queiram ver você de pé, deixa eu te dizer então mais uma coisa. A nossa confiança está em Deus... Talvez alguém possa até dizer: E daí? A nossa resposta sempre será: Hoje é o dia  de confiar em Deus e receber dele a ajuda que estamos precisando. Hb 13.6  E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei O que me possa fazer o homem.

III. ESTAMOS AQUI HOJE, PORQUE HOJE É UM EXCELENTE DIA, E AGORA É UMA EXCELENTE HORA PARA RECEBER JESUS COMO SENHOR E SALVADOR.
...eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.
O nosso tempo pode ser definido por nós mesmos. Podemos passar o resto da nossa vida vivendo uma vida de sofrimentos e sem perspectiva de melhora, gastado todo o nosso tempo. Ou podemos mudar a nossa vida dando fim ao tempo do sofrimento. Esta escolha, ninguém pode fazer por nós! Hoje porém, estamos neste lugar para dizer que o tempo aceitável é HOJE! O tempo de mudar sua vida, é HOJE!  O tempo de deixar que Deus assuma de uma vez todo o rumo que você tem tomado e que faça as mudanças que serão necessárias para que você tenha uma vida vitoriosa, é HOJE!. O dia é hoje , a hora é agora, este é o tempo aceitável, esta é a hora da salvação. Então diga pra você e para Deus: Sl 79.9 Ajuda-me, ó Deus da minha salvação, pela glória do teu nome; e livra-me, e perdoe os meus pecados por amor do teu nome.







terça-feira, 18 de julho de 2017

PREPARANDO-SE PARA O SERMÃO




SALA DE ESTUDO

Antes de começarmos a desvendar todos os mistérios concernente o preparo do sermão propriamente dito, será de bom proveito observarmos mais alguns detalhezinhos rápidos mais que poderão ser de grande ajuda para quando colocarmos as mãos na massa!

Então, deixa eu falar sobre o corpo do sermão. O corpo do sermão será o local onde distribuiremos de maneira uniforme os pontos da mensagem que pretendemos desenvolver. Mas tudo feito com cuidado e com muita calma, observando cada detalhe atenciosamente. Nada de pressa! É preciso tempo para desenvolver o esboço.

Outro detalhe importante é o tema que vamos dar a nossa mensagem. Então, vale a pena ver rapidinho alguns detalhezinhos em relação a ele. São coisas muito básicas, nenhum bicho de sete cabeças. Então vamos lá: O Temos possui pelo menos duas formas:

A Forma lógica. Aquela pela qual apresentamos um pensamento de modo resumido. Deixa eu dar um exemplo: “A fé, o firme fundamento de Deus”. Aqui abordaremos o assunto “fé”, e, como o tema indica, abordaremos a fé como sendo um fundamento firme de Deus. Entenderam? Isso é lógica, simples assim!

A Forma retórica. É a forma que não requer uma expressão de pensamento completo facilitando nossa criatividade em sua formação. Neste caso podemos dizer que o tema é mais objetivo, e geralmente o expressamos por meio de uma frase, como por Exemplo: “A fé em Deus, o que é?”.
Para um melhor entendimento, deixa eu falar outra coisa: O bom desenvolvimento na escolha de um tema para nossa mensagem pode precisar de pelo menos de três coisinhas básicas, que devemos anotar. São elas: 
  • A Criatividade, 
  • O hábito da leitura da Bíblia,
  • A visão global do sermão que iremos pregar. 

Se conseguirmos unir estas três coisinhas, Xeque Mate, estamos prontos!

O tema do sermão pode sofrer algumas variações, isto é, ele pode ser apresentados em diferentes formas. Podemos citar algumas.

TEMA INTERROGATIVO: É o tipo de tema que se desenvolve em forma de perguntas que fazemos e que respondemos no desenrolar do nosso sermão. Exemplos: “Que farei de Jesus?” “O Sangue de Cristo é suficiente para nos salvar?”. O importante neste temas, é nunca deixar as perguntas sem as devidas respostas.

TEMA LÓGICO OU EXPLICATIVO. Já este tema aqui, nos força a mostrar aos ouvintes, de forma lógica e explicativa toda a verdade que durante o desenvolvimento da nossa mensagem iremos expressar. Por exemplo: “O que o homem semear, isto também ceifará”.

TEMA IMPERATIVO. Aqui o tema é apresentado em forma de ordens ou Mandamentos. Pode variar numa espécie de aviso, chamamento ou coisa do gênero. Por isso que é dito que são imperativos! Exemplos: “Enchei-vos do espírito!” “Não sejais incrédulos!”.

ENFÁTICOS. Os temas enfáticos são aqueles que realçam o aspécto doutrinário que desejamos apresentar durante o nosso sermão. Exemplos: “Só Jesus salva”. “Dois tipos de cristãos”. Em temas assim, se faz extremamente importante a interpretação correta dos textos. Se bem que esta deve ser uma preocupação em todos os temas e desenvolvimentos nos nossos sermões.

TEMA GERAL. Por fim temos o chamado: Tema geral. Este tema é o mais usado, pois ele aborda um assunto, mas sem a preocupação em especifica-lo. Ele deixa a nosso cargo quaisquer definições que se fizerem necessárias para a mensagem. Exemplo: “A fé, a esperança e o amor...”. Perceberam? Podemos desenvolver nossa mensagem em qualquer uma destes preposições, pois não existe uma regra específica. Por isso é dito que o tema é geral. 

Agora podemos começar, e vamos começar dividindo nosso sermão em pelo menos três partes principais ou essenciais que formarão a sua estrutura.

1° INTRODUÇÃO OU EXÓRDIO.
A introdução é o nosso ponto de contato com os ouvintes, costumamos dizer que ela é uma ponte entre o tema e a primeira divisão da mensagem, por isso, em via de regra, ela deve ser breve, apropriada, interessante e simples, afinal ela é apenas uma idéia do que vamos pregar. Podemos deixar para prepará-la por último.

Podemos usar qualquer um destes tipos de introduções para iniciar nosso sermão:

INTRODUÇÃO ILUSTRATIVA. É quando utilizamos uma história que contada esclareça o assunto que vamos desenvolver. Podemos neste caso utilizar nosso Conhecimento Intelectual envolvendo nosso conhecimento cientifico, psicológico, técnico ou cultural. Exemplos. Técnico Cientifico: A antena da TV recebe todas as frequências ao mesmo tempo entretanto, quando escolhemos um canal, através da sintonia, estamos selecionando uma determinada frequência.

DEFINIÇÃO. Neste tipo de introdução, explicamos detalhes de um conceito que temos a desenvolver. Podemos dar significados de símbolos, descrição geográfica de lugares bíblicos, interpretação de termos e assuntos que provavelmente o ouvinte não conheça. Quando aplicamos um conhecimento histórico ou explicação do contexto em que o texto esta inserido fazermos uso deste tipo de introdução e podemos também designá-lo de Introdução Histórica e Contextual. Exemplos: Fundo da agulha, aponta para uma Porta estreita na cidade de Jerusalém onde, os mercadores tinham dificuldades de passar com os camelos. Mt 19.24.

DIVISÃO. Aqui temos de usar o bom senso e falarmos de características opostas a determinados assuntos dos quais deveremos dar esclarecimentos, é algo como mostramos os dois lados da moeda.

CONVITE. Nesta introdução podemos convidar algum ou alguns dos ouvintes para participarem e interagirem com a mensagem que iremos pregar. É preciso ter bastante criatividade para desenvolver este tipo de introdução, pois temos que levar o ouvinte à uma ação usando verbos imperativos. O IMPERATIVO caracteriza um convite e ao mesmo tempo uma ordem. Dessa forma o ouvinte vai ser estimulado a agir e participar. Alguns pregadores conseguem com suas criatividades elaborarem uma espécie de teatro, ilustrando ações dos personagens da mensagem.

INTERROGAÇÃO. Aqui, é como no tema interrogativo, a diferença é que  a mensagem já foi pregada, então, nossa pergunta precisará variar entre o tema e a mensagem propriamente dita.
Fazemos a pergunta e respondemos tal pergunta relembrando o que já foi pregado.

SUSPENSE. A introdução como suspense é uma composição narrativa que consiste em retardar ou levar momentaneamente a ação num crucial, a fim de levar o ouvinte a uma expectativa ansiosa dos acontecimentos que virão a seguir. A mensagem principal está oculta e será esclarecida no corpo do sermão.

ALUSÃO HISTÓRICA. O texto utilizado para a mensagem, neste caso pode ser explicado dentro do contexto histórico em que será aplicado. Neste caso a mensagem falando de época, países, costumes, tradição, tornam-se excelentes modelos para este tipo de introdução. Quando empregamos figuras metafóricas como uma historia bíblica, secular ou até mesmo folclórica. Quando empregamos figuras metafóricas como uma historia bíblica, secular ou até mesmo folclórica podemos chamar esta introdução de Metafórica ou Alegórica.

EXPERIÊNCIA PESSOAL. Neste tipo de introdução o cuidado deve ser redobrado. Devemos nos lembrar que o momento é para pregarmos e não darmos o testemunho da nossa vida. Podemos utilizar Testemunhos de fatos verídicos que demonstram a atuação de Deus, através de milagres que podem ser nosso ou de outras pessoas. Todas as respostas que Deus atendeu realizando curas, transformações, salvação, livramentos, libertação, mas de forma resumida.

2° PLANO OU CORPO DO SERMÃO.
O corpo do sermão é o lugar onde desenvolvemos a estrutura ou o plano do nosso esboço. Nele desenvolvemos a ordem nas divisões com suas partes colocadas em seus devidos lugares e com ordem própria onde cada ponto corresponde a outro ponto. Devemos fazer existir ordem lógica entre os pontos e subpontos da mensagem que apresentaremos, e em cada divisão destes pontos, deve haver uma ordem ascendente com os argumentos mais fracos aumentando em força à medida que progridem. 

A ordem do esboço deve ser ainda “cronológica” e ter evolução natural de um ponto principal para o outro. A transição entre os pontos deve ser suave, havendo uma ponte entre estas passagens. As divisões precisam ser pertinentes as necessidades presentes e o tempo do sermão. Todos estes pontos podem ser retirados do texto escolhido, mas para isso devemos observar alguns critérios tipo:

  • Ler todo o texto. Ex.: At 2: 37-47 (Nada de preguiça!)
  • Procurar a ideia principal do texto. (subtema, o contexto, e a situação)
  • Procurar os principais verbos e seus complementos existentes.
  • Criar frases (divisões) que passem ideia que esteja ligada com a mensagem que vamos pregar.
  • Organizar as frases dentro da ideia principal.

Mas um cuidado: Devemos apresentar as divisões que retiramos do texto, de forma ordenada evitando uma confusão de ideias. O ouvinte precisa entender o que falamos. Cada divisão, subdivisão, ilustrações e explicações terão de apontar na direção do alvo e em ordem de interesse. Cada ponto deve discutir um aspécto diferente para que não haja repetição. As frases devem ser breves e claras. As divisões devem indicar a linha de pensamento que apresentaremos no sermão.

3° CONCLUSÃO OU PERORAÇÃO.
A conclusão é o clímax do sermão. É o momento de apresentarmos a aplicação final da mensagem. Se não tivermos uma conclusão, corremos o risco de ficar dando voltas e até se envolvendo em outros assuntos sem nenhuma relação com a mensagem. A conclusão deve apontar para o objetivo especifico da mensagem, deve ser clara e especifica, pode trazer um breve resumo do sermão e ter aplicação direta à vida dos ouvintes. Mas nunca se esqueça... Ela deve ser pequena! Você já pregou tá na hora de terminar... Olha a hora, vigia!

Uma boa conclusão proporciona aos ouvintes satisfação, no sentido de ter esclarecido completamente o objetivo da mensagem. Para a conclusão podemos ter várias aplicações, como:

RECAPITULAÇÃO. Implica simplesmente em relembrarmos aos ouvintes de forma sucinta e dinamicamente os principais pontos, pensamentos chave e os pontos fortes e positivos da mensagem pregada. Mas tudo de forma reduzida. Não se trata de uma nova pregação!

NARRAÇÃO. É como a introdução. Narramos um fato que possa servir de aplicação à mensagem que pregamos. Pode ser histórico ou contextual, porém breve!

PERSUASÃO. Neste ponto procuramos Levar os ouvintes a uma decisão. Nem sempre a decisão será um a que esperamos. De qualquer forma, sempre os ouvintes terão de fazer uma escolha, seja pelo sim, pelo não ou pelo agora não.

CONVITE/ APELO. O convite deve enquadrar o propósito específico da pregação, e o apelo um esforço para alcançar o coração, a consciência e a vontade do ouvinte. Apelo não e apelação. Dois tipos de apelo podem ser feitos após a mensagem: Conversão/reconciliação. Aos ímpios e aos desviados. Restauração. A igreja




A TRADIÇÃO QUE RECEBEMOS.

Mandamo s -vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segu...