terça-feira, 15 de novembro de 2016

A ABSOLUTA NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL VALE DAS BÊNÇÃOS EM BACAXÁ, SAQUAREMA – RJ.
"TEOLOGIA, A DOUTRINA DE DEUS”.
LIÇÃO II A ABSOLUTA NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS.

Texto Básico: Salmos 19:1-14 1 - OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. 2 - Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. 3 - Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. 4 - A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, 5 - O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. 6 - A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor. 7 - A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. 8 - Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. 9 - O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente. 10 - Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. 11 - Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa. 12 - Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. 13 - Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. 14 - Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!

Introdução: A Palavra Teologia vem de dois termos gregos: "theos" que significa Deus, e "logos" que significa discurso/ciência, ou tratado. Por se tratar de uma ciência, o estudo da Teologia costuma trilhar por alguns diferentes caminhos que devem ser analisados no sentido de que não fique dúvidas ou mesmo confusão entre as diversas contextualizações. O estudo da Teologia pode caminhar pelos seguintes argumentos:

➡ A Teologia, Estudo ou Ciência de Deus. Esta é a Teologia que investiga tudo o que diz respeito a Pessoa Deus. Por isso, ela também se interessa pelo papel dos homens na história e pela moral. Distinguindo-se essencialmente como teologia revelada, apoia-se naquilo que considera ser a Palavra de Deus, isto é, nos textos da Bíblia, e em teologia natural, apoiando-se na experiência e razão humanas.

Teologia natural ou racional. É a ciência do ser divino ou do ser perfeito, a parte da *metafísica que trata da existência de Deus e de seus atributos, com base exclusivamente na razão humana.

Teologia dogmática ou revelada. Este tipo de teologia se baseia na tradição cristã, sua exposição sistemática e argumentada nos dogmas da fé e das verdades reveladas, com base nos textos sagrados. Pode ser mais bem definida nas definições dos termos escolásticos e patrísticos.

Teologia negativa. Doutrina segundo a qual não podemos ter um conhecimento direto de Deus e de seus atributos, dados os limites da razão humana, porém podemos conhecê-lo apenas através de seus efeitos na criação.

Para cumprirmos o nosso objetivo primordial na EBD, o estudo da Teologia deverá ser investigado criteriosamente as luz das Sagradas Escrituras. Caminharmos por este tema observando, portanto fatos que dizem respeito a Sua Revelação, e em paralelo analisaremos a Pessoa de Deus segundo os argumentos doutrinários defendidos pelos Pais da Igreja e pelas principais Escolas da Igreja antiga. Portanto nossa Teologia assumirá um aspecto de estudo e ciência de Deus segundo a dogmática da Revelação.

I. A EXISTÊNCIA DE DEUS.
“Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo”, Jo 7.17.
O estudo de teologia nos conduz a duas importantes pressuposições em relação a Pessoa de Deus. Primeiro: Deus existe; e logo em seguida: Deus se revelou através da Sua Palavra. A Bíblia Sagrada será o principal documento para compreendermos o que Deus revelou a respeito de Si mesmo e a respeito de Sua relação para com as Suas criaturas. Todo material desta dogmática teológica bíblica, deverá exibir-se em um estudo de Deus feito pela aplicação do método trinitário, que disporá o assunto sob os três títulos: O Deus Pai; O Deus Filho; e O Deus Espírito Santo.

1. PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS.
“Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor”, Os 6.3.
Não vamos conseguir falar de Deus caso não admitamos francamente que Ele existe. A pressuposição da teologia cristã tem uma visão muito bem definida, e não trata a Pessoa de Deus como uma suposição de que exista alguma coisa, por trás de alguma ideia ou ideal, que tenha algum poder ou tendência com algum propósito, a que se possa aplicar o nome de Deus. Absolutamente! A Teologia apresenta Deus como Um Ser Pessoal Auto-Consciente, Auto-Existente, que é a origem de todas as coisas e que transcende a criação inteira, mas ao mesmo tempo é imanente em cada parte da criação. A existência de Deus não é de forma alguma definida por uma ideia ou demonstração lógica que deixe lugar para dúvida. Mas, a verdade da existência de Deus embora seja aceita pela fé, esta fé, se baseia numa informação confiável, que é a Bíblia Sagrada.

Nós os cristãos aceitamos a verdade da existência de Deus pela fé, entretanto nossa fé não é uma fé cega, mas uma fé que se baseia em provas muito bem estabelecidas: “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor”, Os 6.3. Os Teólogos procuram dividir a revelação de Deus à humanidade em pelo menos duas formas distintas. A Revelação Geral que corresponde a verdades em que podemos aprender sobre Deus através da natureza. A Revelação Especial que é a maneira em que Deus revela a verdades em relação a Sua Pessoa de maneira mais específicas.

Primeiramente as Escrituras Sagradas. A revelação nas Escrituras é o tipo de Revelação considerada Especial de Deus. Entretanto a prova argumental bíblica sobre Deus não nos vem na forma de uma declaração explícita, e menos ainda na forma de um argumento lógico, esta não é uma característica dos Livros Sagrados. A Bíblia não se preocupa em provar a existência de Deus. Em razão disso, podemos dizer que o texto que mais se aproximará de uma declaração explícita talvez seja o Hebreus 11:6 “... é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. A Bíblia apenas vai apresentar de forma antecipada a existência de Deus em sua declaração inicial, “No principio criou Deus os céus e a terra”. Neste texto, a Bíblia não somente se preocupa em descrever a Deus como o Criador de todas as coisas, mas o apresenta também como o Sustentador de todas as Suas criaturas,  e Governador de indivíduos e nações. A Bíblia testifica o fato de que Deus opera todas as coisas de acordo com o conselho da Sua vontade, e revela de forma gradativa toda a realização do Seu grandioso propósito de redenção. Podemos ver a Pessoa de Deus em quase todas as páginas da Escritura Sagrada em que Ele se revela em palavras e atos. Esta revelação de Deus constitui a base da nossa fé na existência de Deus, e a torna uma fé inteiramente razoável. “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem, pela loucura da pregação”, 1Co 1.20, 21.

⏩ A revelação de Deus na natureza. Este tipo de revelação é conhecido por "Revelação Geral". Baseia-se em uma expressão teológica para designar a revelação de Deus à humanidade através, em especial, da Sua obra na criação. Em acordo com a declaração do Salmo 19.1 A existência e o poder de Deus podem ser vistos claramente através da observação do universo. OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. A ordem dos detalhes e maravilha da criação fala da existência de um Criador poderoso e glorioso são descritos também na Epístola aos Rm1:20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;

II. A NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS.
A crença na Pessoa de Deus, segundo os estudiosos das religiões, é uma pratica considerada universal mesmo entre as mais atrasadas nações e tribos do mundo, de alguma forma, pode ser notada. Isto não significa, contudo, que no mundo também não existam pessoas que neguem completamente a existência de Deus, e o pior, vamos descobrir que mesmo em terras consideradas cristãs seremos capazes de encontrar um considerável número de pessoas que não vejam Deus como uma Pessoa de perfeições infinitas que realiza todas as coisas segundo um plano predeterminado. É sobre este tipo de forma de negação que vamos nos deter aqui. Este tipo de negação pode assumir várias formas e, na verdade assumiu no curso da história, trazendo um prejuízo sem precedentes a humanidade inteira.

1. ATEÍSMO, A ABSOLUTA NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS.
Sl 14.1 “Diz o insensato no seu coração: não há Deus”
Tendo em vista existir forte prova da ideia de Deus na mente humana, mesmo entre as tribos não civilizadas, Porque algumas pessoas negam a existência de Deus? A resposta está no fato da existência de pessoas que assumem uma posição de "não fé". São Pessoas considerados ateus. Os ateus de uma forma religiosa ou prática negam a existência de Deus, ou simplesmente preferem acreditar que Deus não exista. A saber, existem dois tipos de ateus, os ateus práticos e os ateus teóricos.

Os Ateus práticos. São simplesmente pessoas que não tem uma religião. Em suas vidas práticas não contam com Deus, e vivem como se Deus não realmente não existisse.

Os Ateus Teóricos. Estes tipos de ateus são em regra, de um tipo mais intelectual, e baseiam a sua negação num processo de raciocínio. Procuram provar que Deus não existe usando para este fim aquilo que lhes parece argumentos racionais conclusivos.

Tendo em vista a existência de um senso religioso implantado em todos os seres humanos, pela criação do homem à imagem de Deus, ninguém nasce ateu. O ateísmo resulta de um estado de perversão moral do homem desejoso de fugir de Deus. É deliberadamente cego para o instinto mais fundamental do homem, para as necessidades mais profundas da alma, para as mais elevadas aspirações do espírito humano, e para os anseios de um coração que anda tateando em busca de um ser mais alto; é cego para estas realidades e as procura suprimi-la na "não crença" em Deus.

2. OS ATEUS PRÁTICOS.
As Escrituras como a experiência atestam a existência do que chamamos de "Ateus Práticos". Paulo lembra aos Efésios que eles tinham estado anteriormente “sem Deus no mundo”, Ef 2.12. Confirmando algo que a experiência também dá abundante testemunho. Eles não são necessariamente ímpios notórios aos olhos dos homens, mas podem pertencer aos assim chamados “homens decentes do mundo”, embora consideravelmente indiferentes para com as coisas espirituais. Tais pessoas muitas vezes têm a consciência do fato de que estão em desarmonia com Deus, tremem ao pensar em confrontá-lo e procuram esquecê-lo. Na época presente, milhares desses ateus práticos pertencem à Associação Americana para o Progresso do Ateísmo.

3. OS ATEUS TEÓRICOS.
Os ateus teóricos são diferentes. Geralmente eles são um tipo mais intelectual e procuram justificar a afirmação de que não há Deus por meio de argumentação racional. O professor Flint distingue três espécies de ateísmo teórico, a saber,

Ateísmo dogmático. Nega de forma peremptória a existência de um ser divino.
Ateísmo cético. Duvidam da capacidade da mente humana em determinar se há ou não há um Deus.
Ateísmo crítico. Sustenta que não há nenhuma prova válida da existência de Deus.

Frequentemente estes tipos de ateísmos caminham de mãos dadas, mas mesmo o mais moderado deles realmente declara que toda e qualquer crença em Deus é pura ilusão.

No ateísmo é fácil percebemos um fragmento de pensamento agnóstico, que até admite uma possibilidade da existência de Deus, mas acaba nos deixando sem um objeto de culto e adoração exatamente como faz o ateísmo dogmático. Contudo, o verdadeiro ateu é sem dúvida, o dogmático, pois nele o homem afirma categoricamente a não existência de Deus. Esta afirmação significa uma de duas coisas: Ou ele não reconhece Deus nenhum, de nenhuma espécie, e não erige para si, nenhum ídolo, ou que ele não reconhece o Deus da escritura. Existem muitos poucos ateus que na vida prática não modelam nenhuma espécie de Deus para si próprio. No entanto há um número grande daqueles que teoricamente põem de lado todo e qualquer percepção em relação a Deus; e um número ainda maior dos que romperam com o Deus da Escritura. O ateísmo teórico geralmente está embasado em uma espécie de teoria científica ou filosófica das quais vamos citar:

O MONISMO MATERIALISTA. Em suas várias formas, o ateísmo normalmente anda de mãos dadas com o materialismo pré-socrástico propondo-se a fornecer uma explicação do mundo físico, dizendo que todos os objetos do mundo são compostos por um único elemento ou substância que se enquadra em apenas uma realidade, neste caso a material.

O IDEALISMO SUBJETIVO ABSOLUTO. É um tipo de idealismo se caracteriza pela suposição de que a única realidade plena e concreta é de natureza espiritual materialista e sensível a objetos poucos evoluídos. O Idealismo pode até nos deixar a ideia de Deus, mas nega que haja qualquer realidade que lhe corresponda.

O HUMANISTA MODERNO. O Humanismo moderno, também chamado de "Humanismo Naturalista ou Científico". Se define como uma filosofia que rejeita todo sobrenaturalismo e se apoia na razão e na ciência, na democracia e na razão humana. Para eles a crença básica é: “Deus” simplesmente significa o espírito da humanidade, o sentimento de integralidade, meta racial e outras abstrações desta espécie.

O PANTEÍSMO. Esta filosofia procura fundir o natural com o sobrenatural, o finito e o infinito numa só substância. A Base do ensino Panteísta é "Deus é tudo, e tudo é Deus". Para eles, Deus está presente em todo o universo, em cada elemento. Muitas vezes falam de Deus como base no oculto do mundo fenomenal, mas não o reconhecem como pessoal e, portanto não dotado de inteligência e vontade. Ousadamente declaram que tudo é Deus, assim incluem também Deus a todo o mal do mundo. Spinoza pode ser chamado “O homem intoxicado por Deus”, mas o seu Deus certamente não é o Deus que os cristãos cultuam e adoram. Seguramente, não pode haver dúvida da presença de ateus teóricos no mundo. Quando David Hume expressou dúvida a respeito da existência de um ateu dogmático, o Barão d’Holbach replicou: “Meu caro senhor, neste momento estais sentado à mesa na companhia de dezessete pessoas dessa classe”. Os que são agnósticos quanto à existência de Deus podem diferir um tanto do ateu dogmático, mas eles, como estes últimos, deixam-nos sem Deus.

bibligrafia.
http://question.org.portuguese.revelaçãodedeus.
Teologia sistemática, Louis berkhof
http//Winkipedia.org.materialistas
wwwhumanismosecular.org

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