terça-feira, 18 de julho de 2017

PREPARANDO-SE PARA O SERMÃO




SALA DE ESTUDO

Antes de começarmos a desvendar todos os mistérios concernente o preparo do sermão propriamente dito, será de bom proveito observarmos mais alguns detalhezinhos rápidos mais que poderão ser de grande ajuda para quando colocarmos as mãos na massa!

Então, deixa eu falar sobre o corpo do sermão. O corpo do sermão será o local onde distribuiremos de maneira uniforme os pontos da mensagem que pretendemos desenvolver. Mas tudo feito com cuidado e com muita calma, observando cada detalhe atenciosamente. Nada de pressa! É preciso tempo para desenvolver o esboço.

Outro detalhe importante é o tema que vamos dar a nossa mensagem. Então, vale a pena ver rapidinho alguns detalhezinhos em relação a ele. São coisas muito básicas, nenhum bicho de sete cabeças. Então vamos lá: O Temos possui pelo menos duas formas:

A Forma lógica. Aquela pela qual apresentamos um pensamento de modo resumido. Deixa eu dar um exemplo: “A fé, o firme fundamento de Deus”. Aqui abordaremos o assunto “fé”, e, como o tema indica, abordaremos a fé como sendo um fundamento firme de Deus. Entenderam? Isso é lógica, simples assim!

A Forma retórica. É a forma que não requer uma expressão de pensamento completo facilitando nossa criatividade em sua formação. Neste caso podemos dizer que o tema é mais objetivo, e geralmente o expressamos por meio de uma frase, como por Exemplo: “A fé em Deus, o que é?”.
Para um melhor entendimento, deixa eu falar outra coisa: O bom desenvolvimento na escolha de um tema para nossa mensagem pode precisar de pelo menos de três coisinhas básicas, que devemos anotar. São elas: 
  • A Criatividade, 
  • O hábito da leitura da Bíblia,
  • A visão global do sermão que iremos pregar. 

Se conseguirmos unir estas três coisinhas, Xeque Mate, estamos prontos!

O tema do sermão pode sofrer algumas variações, isto é, ele pode ser apresentados em diferentes formas. Podemos citar algumas.

TEMA INTERROGATIVO: É o tipo de tema que se desenvolve em forma de perguntas que fazemos e que respondemos no desenrolar do nosso sermão. Exemplos: “Que farei de Jesus?” “O Sangue de Cristo é suficiente para nos salvar?”. O importante neste temas, é nunca deixar as perguntas sem as devidas respostas.

TEMA LÓGICO OU EXPLICATIVO. Já este tema aqui, nos força a mostrar aos ouvintes, de forma lógica e explicativa toda a verdade que durante o desenvolvimento da nossa mensagem iremos expressar. Por exemplo: “O que o homem semear, isto também ceifará”.

TEMA IMPERATIVO. Aqui o tema é apresentado em forma de ordens ou Mandamentos. Pode variar numa espécie de aviso, chamamento ou coisa do gênero. Por isso que é dito que são imperativos! Exemplos: “Enchei-vos do espírito!” “Não sejais incrédulos!”.

ENFÁTICOS. Os temas enfáticos são aqueles que realçam o aspécto doutrinário que desejamos apresentar durante o nosso sermão. Exemplos: “Só Jesus salva”. “Dois tipos de cristãos”. Em temas assim, se faz extremamente importante a interpretação correta dos textos. Se bem que esta deve ser uma preocupação em todos os temas e desenvolvimentos nos nossos sermões.

TEMA GERAL. Por fim temos o chamado: Tema geral. Este tema é o mais usado, pois ele aborda um assunto, mas sem a preocupação em especifica-lo. Ele deixa a nosso cargo quaisquer definições que se fizerem necessárias para a mensagem. Exemplo: “A fé, a esperança e o amor...”. Perceberam? Podemos desenvolver nossa mensagem em qualquer uma destes preposições, pois não existe uma regra específica. Por isso é dito que o tema é geral. 

Agora podemos começar, e vamos começar dividindo nosso sermão em pelo menos três partes principais ou essenciais que formarão a sua estrutura.

1° INTRODUÇÃO OU EXÓRDIO.
A introdução é o nosso ponto de contato com os ouvintes, costumamos dizer que ela é uma ponte entre o tema e a primeira divisão da mensagem, por isso, em via de regra, ela deve ser breve, apropriada, interessante e simples, afinal ela é apenas uma idéia do que vamos pregar. Podemos deixar para prepará-la por último.

Podemos usar qualquer um destes tipos de introduções para iniciar nosso sermão:

INTRODUÇÃO ILUSTRATIVA. É quando utilizamos uma história que contada esclareça o assunto que vamos desenvolver. Podemos neste caso utilizar nosso Conhecimento Intelectual envolvendo nosso conhecimento cientifico, psicológico, técnico ou cultural. Exemplos. Técnico Cientifico: A antena da TV recebe todas as frequências ao mesmo tempo entretanto, quando escolhemos um canal, através da sintonia, estamos selecionando uma determinada frequência.

DEFINIÇÃO. Neste tipo de introdução, explicamos detalhes de um conceito que temos a desenvolver. Podemos dar significados de símbolos, descrição geográfica de lugares bíblicos, interpretação de termos e assuntos que provavelmente o ouvinte não conheça. Quando aplicamos um conhecimento histórico ou explicação do contexto em que o texto esta inserido fazermos uso deste tipo de introdução e podemos também designá-lo de Introdução Histórica e Contextual. Exemplos: Fundo da agulha, aponta para uma Porta estreita na cidade de Jerusalém onde, os mercadores tinham dificuldades de passar com os camelos. Mt 19.24.

DIVISÃO. Aqui temos de usar o bom senso e falarmos de características opostas a determinados assuntos dos quais deveremos dar esclarecimentos, é algo como mostramos os dois lados da moeda.

CONVITE. Nesta introdução podemos convidar algum ou alguns dos ouvintes para participarem e interagirem com a mensagem que iremos pregar. É preciso ter bastante criatividade para desenvolver este tipo de introdução, pois temos que levar o ouvinte à uma ação usando verbos imperativos. O IMPERATIVO caracteriza um convite e ao mesmo tempo uma ordem. Dessa forma o ouvinte vai ser estimulado a agir e participar. Alguns pregadores conseguem com suas criatividades elaborarem uma espécie de teatro, ilustrando ações dos personagens da mensagem.

INTERROGAÇÃO. Aqui, é como no tema interrogativo, a diferença é que  a mensagem já foi pregada, então, nossa pergunta precisará variar entre o tema e a mensagem propriamente dita.
Fazemos a pergunta e respondemos tal pergunta relembrando o que já foi pregado.

SUSPENSE. A introdução como suspense é uma composição narrativa que consiste em retardar ou levar momentaneamente a ação num crucial, a fim de levar o ouvinte a uma expectativa ansiosa dos acontecimentos que virão a seguir. A mensagem principal está oculta e será esclarecida no corpo do sermão.

ALUSÃO HISTÓRICA. O texto utilizado para a mensagem, neste caso pode ser explicado dentro do contexto histórico em que será aplicado. Neste caso a mensagem falando de época, países, costumes, tradição, tornam-se excelentes modelos para este tipo de introdução. Quando empregamos figuras metafóricas como uma historia bíblica, secular ou até mesmo folclórica. Quando empregamos figuras metafóricas como uma historia bíblica, secular ou até mesmo folclórica podemos chamar esta introdução de Metafórica ou Alegórica.

EXPERIÊNCIA PESSOAL. Neste tipo de introdução o cuidado deve ser redobrado. Devemos nos lembrar que o momento é para pregarmos e não darmos o testemunho da nossa vida. Podemos utilizar Testemunhos de fatos verídicos que demonstram a atuação de Deus, através de milagres que podem ser nosso ou de outras pessoas. Todas as respostas que Deus atendeu realizando curas, transformações, salvação, livramentos, libertação, mas de forma resumida.

2° PLANO OU CORPO DO SERMÃO.
O corpo do sermão é o lugar onde desenvolvemos a estrutura ou o plano do nosso esboço. Nele desenvolvemos a ordem nas divisões com suas partes colocadas em seus devidos lugares e com ordem própria onde cada ponto corresponde a outro ponto. Devemos fazer existir ordem lógica entre os pontos e subpontos da mensagem que apresentaremos, e em cada divisão destes pontos, deve haver uma ordem ascendente com os argumentos mais fracos aumentando em força à medida que progridem. 

A ordem do esboço deve ser ainda “cronológica” e ter evolução natural de um ponto principal para o outro. A transição entre os pontos deve ser suave, havendo uma ponte entre estas passagens. As divisões precisam ser pertinentes as necessidades presentes e o tempo do sermão. Todos estes pontos podem ser retirados do texto escolhido, mas para isso devemos observar alguns critérios tipo:

  • Ler todo o texto. Ex.: At 2: 37-47 (Nada de preguiça!)
  • Procurar a ideia principal do texto. (subtema, o contexto, e a situação)
  • Procurar os principais verbos e seus complementos existentes.
  • Criar frases (divisões) que passem ideia que esteja ligada com a mensagem que vamos pregar.
  • Organizar as frases dentro da ideia principal.

Mas um cuidado: Devemos apresentar as divisões que retiramos do texto, de forma ordenada evitando uma confusão de ideias. O ouvinte precisa entender o que falamos. Cada divisão, subdivisão, ilustrações e explicações terão de apontar na direção do alvo e em ordem de interesse. Cada ponto deve discutir um aspécto diferente para que não haja repetição. As frases devem ser breves e claras. As divisões devem indicar a linha de pensamento que apresentaremos no sermão.

3° CONCLUSÃO OU PERORAÇÃO.
A conclusão é o clímax do sermão. É o momento de apresentarmos a aplicação final da mensagem. Se não tivermos uma conclusão, corremos o risco de ficar dando voltas e até se envolvendo em outros assuntos sem nenhuma relação com a mensagem. A conclusão deve apontar para o objetivo especifico da mensagem, deve ser clara e especifica, pode trazer um breve resumo do sermão e ter aplicação direta à vida dos ouvintes. Mas nunca se esqueça... Ela deve ser pequena! Você já pregou tá na hora de terminar... Olha a hora, vigia!

Uma boa conclusão proporciona aos ouvintes satisfação, no sentido de ter esclarecido completamente o objetivo da mensagem. Para a conclusão podemos ter várias aplicações, como:

RECAPITULAÇÃO. Implica simplesmente em relembrarmos aos ouvintes de forma sucinta e dinamicamente os principais pontos, pensamentos chave e os pontos fortes e positivos da mensagem pregada. Mas tudo de forma reduzida. Não se trata de uma nova pregação!

NARRAÇÃO. É como a introdução. Narramos um fato que possa servir de aplicação à mensagem que pregamos. Pode ser histórico ou contextual, porém breve!

PERSUASÃO. Neste ponto procuramos Levar os ouvintes a uma decisão. Nem sempre a decisão será um a que esperamos. De qualquer forma, sempre os ouvintes terão de fazer uma escolha, seja pelo sim, pelo não ou pelo agora não.

CONVITE/ APELO. O convite deve enquadrar o propósito específico da pregação, e o apelo um esforço para alcançar o coração, a consciência e a vontade do ouvinte. Apelo não e apelação. Dois tipos de apelo podem ser feitos após a mensagem: Conversão/reconciliação. Aos ímpios e aos desviados. Restauração. A igreja




quinta-feira, 13 de julho de 2017

ONDE HABITAVA LÚCIFER QUANDO PECOU?



Texto: Is 28.12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

O que conseguimos ver até aqui, nos estudos em relação a Satanás, é que, antes de haver pecado, ele era possuidor de um auto grau de notoriedade, tendo em vista sua posição e sua classificação como "Querubim Ungido". Talvez a simples leitura deste título não nos ajude muito como descrição do seu alto grau de colocação entre os demais anjos. Mas a verdade é que os textos de Isaías e Ezequiel, nas suas descrições, apresentam características bastantes excepcionais por não serem designadas a nenhum dos demais seres criados. Observemos com atenção a descrição do profeta Ezequiel 28.
  • Sinete da Perfeição. O termo “sinete” indica, entre outras coisas uma marca distintiva de originalidade. É uma espécie de selo gravado em relevo ou em baixo-relevo com as armas ou as iniciais de quem o está usando.
  • Cheio de sabedoria e formosura. Aqui as próprias palavras se auto determinam. Sabedoria tem a ver com o alto conhecimento que se acumula enquanto que a formosura tem a ver com sua extrema beleza.
  • Todas as pedras preciosas te cobriam. Nesta descrição, o profeta faz menção do alto grau de riqueza, beleza e notoriedade do anjo. As pedras preciosas falam de tudo isso e o fato dele estar coberto delas indica estar excedido e ultrapassado no auto valor de todas elas.


Os versos seguintes continuam as descrições.
Ez 28.14,15 Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. O texto faz a descrição da sua importância e se fecha com a atitude que o levou a queda: ...até que se achou iniquidade em ti.

Pois bem, se tudo isso já temos visto até aqui, talvez a nossa maior dificuldade seja mesmo em definir com exatidão o local em que tudo isto aconteceu. E aqui temos duas descrições que podem e devem ser vistas com bastante atenção.

A primeira está no verso 12. Como caíste do céu, ó estrela da manhã... Como foste lançado por terra... A segunda no verso seguinte, o 13. Estavas no Éden, jardim de Deus...

Aqui devemos fazer uma análise cuidadosa. Pois o verso 12 é categórico e fala com ênfase ao descrever os fatos relativos a queda sem deixar qualquer dúvida em referência ao lugar. O texto é assim descrito: "Como caíste do céu..." O profeta é muito claro em sua descrição, pois além de designar toda a verdade em relação a queda, ainda descreve com extrema particularidade o lugar onde esta queda aconteceu. Assim, Com base na descrição do verso 12, Lúcifer teria pecado em uma habitação no céu, de onde fora expulso como sentença ao seu erro cometido.

O verso 13, nos dá una descrição aparentemente um pouco mais duvidosa. Assim diz o texto: Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Neste caso, devemos descobrir que lugar é este descrito pelo profeta Ezequiel como "jardim de Deus", pois tal referência segue-se imediatamente após a referência ao céu. Precisamos saber se este "jardim" refere-se ao Éden, e se a sua localização possa ser designado em alguma parte aqui na terra, ou se este “jardim” faça referência ao céu, e por isso seja designado de "jardim de Deus".

Pois bem, O mesmo profeta Ezequiel traz uma descrição em relação a Faraó e cita um lugar descrito como jardim de Deus. Formoso o fiz com a multidão dos seus ramos; todas as árvores do Éden, que estavam no jardim de Deus, tiveram inveja dele. Ez 31:9 ARA

O que devemos observar aqui é que o Éden citado faz apenas uma referência a grandeza é a beleza supostamente atribuída ao Faraó. A quem, pois, és semelhante em glória e em grandeza entre as árvores do Éden? Todavia, descerás com as árvores do Éden às profundezas da terra; no meio dos incircuncisos, jazerás com os que foram traspassados à espada; este é Faraó e toda a sua pompa, diz o Senhor Deus. Ez 31:18 ARA. O texto em si não faz qualquer referência a ser o jardim um lugar terreno ou um local onde supostamente seres angelicais possam ter morado ou existindo antes da criação do homem. Não existe na Bíblia nenhuma referência que conduza a este entendimento. O Éden, é sempre citado como jardim, mas mas quase nenhuma vez como "jardim de Deus" ou "jardim do Senhor". As referências a um lugar com tal designação é sempre muito especulativa e não nos dá nenhuma descrição em que possamos ter uma interpretação completa. Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas. Ah! Venha o meu amado para o seu jardim e coma os seus frutos excelentes! Ct 4:16 ARA

Em relação ao Éden, como o jardim de Deus, citado por Ezequiel, esbarramos ainda no fato da descrição de Gênesis quanto a criação da terra. Gênesis relata o Éden como um lugar criado para o homem, sem pecado. E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado. Gn 2:8 ARA

Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. Gn 2:15 ARA

Pois bem, se o Éden foi criado e imediatamente dado ao homem para seu cultivo e guarda, isto nos conduz ao entendimento de que o Éden tenha sido criado depois da queda de Lúcifer, tendo em vista que Lúcifer foi criado em um tempo muito anterior ao homem, e pecado também num tempo muito anterior a criação humana. Também em afirmação a este conceito, podemos perceber no verso 3 que a serpente, isto é Satanás, já estava devidamente caído e obstinado no uso do engano. Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Gn 3:13 ARA

Agora observemos a descrição do Livro do Apocalipse: A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra... Ap 12:4 ARA

A descrição prossegue: Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. Ap 12:7-9 ARA

Vamos ver então que respostas encontramos nos textos para as seguintes perguntas:

  • De onde a "cauda" malígna arrastou a terça parte dos anjos?
  • Onde o texto diz ter havido uma guerra?
  • Onde diz o texto não haver mais lugar para os derrotados na peleja?
  • Para onde foi "atirado" Satanás em sua queda?


Se para as perguntas 1,2,3 as resposta são "Os céus" e a 4, a terra, então fica claro que Lúcifer pecou contra Deus nas regiões celestiais, e que foi exatamente dali que ele fora expulso juntamente com seus anjos. Is 28.12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

CONCLUSÃO:
Segundo os textos analisados, não temos outro entendimento que não seja o que Satanás pecou em um lugar onde não havia espaço para o pecado, e nem havia nenhuma tentação no sentido de o conduzi-lo a pecar. O fato é que a Bíblia nos leva a crer que Satanás pecou em algum lugar das regiões celestiais, e que na Bíblia tal lugar é designado como céu. Ez 28.14,15 Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti...














terça-feira, 4 de julho de 2017

OS TIPOS DE SERMÃO.





SALA DE ESTUDOS

Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! 1Co 9:16

O sermão é a explanação da palavra de Deus de forma didática com o sentido de trazer entendimento aos ouvintes. Para que haja um bom desenvolvimento na estrutura do sermão existem alguns elementos que facilitam o seu preparo. A Bíblia! Sempre será a principal fonte de inspiração do pregador, pois como bem disse certo escritor, Sermão sem texto bíblico se compara a uma árvore cortada na raiz. É algo como um poço sem água. Assim vale a pena repetir o que já foi dito aqui: Pregar sem Bíblia é o mesmo que oferecer ao faminto um prato vazio... Sem a comida que pode lhe saciar a fome. Assim, Qualquer explicação ou explanação de um assunto requer quatro importantes elementos:

Organização. Estrutura.
Ordenação. Disposição em ordem.
Lógica. Coerência.
Clareza. Expressão Inteligível ou que se perceba facilmente.


I. PRINCÍPIOS BÁSICOS NA FORMAÇÃO DO SERMÃO.
Alguns princípios e regras vão merecer nossa atenção para que evitemos interpretações distorcidas e erros primários. Portanto é bom escolhermos textos fáceis, mas que:

EXPRESSÃO. Expressem de forma completa, a mensagem a ser transmitida. Textos que caminhe de mãos dadas com aquilo que será dito no desenvolvimento do sermão. Não temos como ler o texto do Cego de Jericó e pregarmos sobre Zaqueu o Publicano. Isto não faz sentido algum.

CLAREZA. Sejam claros que não precisem de estudos aprofundados, de várias interpretações, com termos originais complicados. Podemos deixar isto para momentos mais específicos, tipo um estudo bíblico, pois o povo precisar caminhar com agente na mensagem que estamos pregando!

OBJETIVIDADE. Sejam objetivos e tragam respostas as necessidades espirituais, físicas, morais e materiais dos ouvintes. Se vamos falar a pessoas, é bom contar com o Espírito Santo, somente Ele tem condições de alcançar tais necessidades do ser humano. A pregação é o momento de Deus falar, então vamos nos colocar no nosso lugar... O de simples mensageiros. Lembrar-se de 1Co 9.16 ajuda bastante!

CAPACITAÇÃO. Que estejam dentro dos nossos limites de capacidade. Nada de tentar impressionar os ouvintes com textos, palavras ou expressões difíceis. Não subimos ao púlpito para impressionar ninguém, mas também não subimos ali para passarmos vergonha... Por isso é bom escolhermos textos dos quais tenhamos algum domínio deles. Será bem mais prático e mais razoável!

LEGITIMIDADE. Que legitimem o tema do sermão. Os textos escolhidos devem ser como um selo de autenticação da Mensagem. Legitimamos o assunto que vamos pregar, escolhendo textos que caminhe junto com ele.

INTERESSANTE. Que despertem o interesse dos ouvintes. Textos dinâmicos que produzam nos ouvintes o desejo de ouvir o que temos a dizer. Com textos muito difíceis corremos o risco de perder a atenção logo no princípio, antes mesmo de começarmos a nossa prédica.

FAMILIAR. Que possa ser lembrado com facilidade por nós e pelos ouvintes. O esboço ajuda pois temos nele o texto escrito ou ao menos referenciado. Se não vamos usar um esboço, é aconselhável escolher um texto conhecido, mais familiar.

II. REGRAS PARA A INTERPRETAÇÃO TEXTUAL.
Na formação da base do sermão, algumas regras determinam a interpretação do texto. Evitar desvios doutrinários de interpretações é fundamental para não acarretarmos danos aos ouvintes e a Igreja.

1. INTERPRETAÇÃO FIEL E CORRETA DO TEXTO. 2Co 2.17, “nós não somos “Falsificadores da Palavra”. É nosso dever interpretar corretamente o texto e o aplicar de acordo com o sentido real, verificando se a linguagem é literal ou simbólica. Não vamos expor nossas suas ideias, vamos pregar a Palavra de Deus. Conhecer um pouco da Hermenêutica ajuda bastante.

2. USO DO TEXTO DE ACORDO COM O SEU CONTEXTO. Existem textos que se aplicados isoladamente podem parecer estranhos aos ouvintes. Em razão disso, é sempre aconselhável examinar o contexto, isto é, que precede e o que sucede ao texto que vamos utilizar na preparação do sermão. Isto normalmente costuma elucidar qualquer dúvida deixada pelo texto propriamente dito. Em razão disso ao escolhermos um texto, A leitura do mesmo trará um conhecimento global daquilo que iremos falar, mesmo se fizermos, ao público a leitura completa.

3. EXPLICAR A ESCRITURA SEMPRE PELA ESCRITURA.
A Bíblia esclarece o que ensina, portanto o confronto da Bíblia com a própria Bíblia resolve as aparentes contradições e esclarece os textos, de maneira a enriquecê-lo, e o definir completando o seu pensamento.


sábado, 1 de julho de 2017

AS MÃOS QUE SALVAM


Jó 27:11  Ensinar-vos-ei acerca da mão de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso.

Introdução. Eu tive muitas coisas que guardei em minhas mãos, e as perdi. Mas tudo o que eu guardei nas mãos de Deus, eu ainda possuo. (Martin Luther King).
Com estas palavras do Pastor Martin Luther King, vamos nos conduzir a meditação de um tema, daqueles que quase nunca paramos para pensar sobre ele. Trata-se de um tema,  que no fundo sabemos, quase não falamos dele, pois é algo que parece não pontar para uma coisa que possa ter  importância para nós. Para falar a verdade, eu mesmo, não me lembro quando, ou se alguma vez cheguei falei sobre isto. Por esta é outras razões, é que tenho concluído, graças ao comentário de meu sobrinho Fábio, que este tema quase nunca falado em nosso arraial pode nos trazer muita edificação.

De que estamos falando afinal? Estamos falando das nossas mãos. Vamos ver o que sabemos e o que conhecemos deste órgão tão importante a nossa anatomia. 

Na verdade, podemos até não falar de nossas mãos, mas, deixa eu dizer, como usamos elas! Pense comigo, o que seria de nós se não tivéssemos elas? Logo pela manhã, assim que acordássemos, simplesmente para nos levantarmos da nossa cama, seria um enorme sufoco. Deixa eu te dizer, sem elas, precisaríamos de muito treino para nos conduzirmos a um aprendizado como estivéssemos começando a viver naquele momento. Para nossas primeiras higienes diárias, como tomar um banho, escovar os dentes, lavar o rosto, pentear os cabelos, fazer a barba, tudo isso depende das nossas mãos Elas desempenham um trabalho que pode até parecer simples, mas são extremamente importantes para nós. Pense um pouco, como acionaríamos o chuveiro para  derramará água sobre o nosso corpo a água que usaremos para nos limparmos?. Como faremos para o uso do sabonete, ou shampoo, ou qualquer outro produto que auxilia o nosso banho. Tudo isto será feito com o uso das nossas mãos. após o banho teremos que nos enxugar, e aí, mais uma vez precisaremos das nossas mãos para pegar a  toalha  e nos enxugarmos. Escovar dos dentes é outra tarefa onde as mãos são essenciais. Colocar creme dental na escova, e em seguida  conduzirmos a escola a nossa boca e aos nossos dentes,  fazendo um serviço  completo. Como faremos isso? Claro com as nossas mãos!

Já pensamos em tomar o café da manhã sem utilizar as mãos? Acho que não da! Primeiro temos que partir o pão, depois, passar manteiga, colocar queijo, mortadela, presento ou seja lá o que for, tudo terá que ser feito com a ajuda das mãos. O café pode até estar pronto, mas está, com certeza na garra térmica e aí precisaremos levá-lo ao nosso copo e adoçá-lo. Isto será mais uma missão para elas, as nossas mãos. Se formos falar do quanto utilizamos este órgão, precisaremos de bastante tempo, pois as mãos, nunca se cansa de trabalhar.

Mas o que sabemos sobre as mãos, além de todas estas questões biológicas básicas? Afinal, são tão poucas são as informações que temos acerca deste que é uma das mais poderosas ferramentas da civilização. Será que conseguimos imaginar algo que vai além disso? E não não é que tem! Entre tantas coisas interessantes que vimos sobre nossas mãos, ainda tem muito mais. Podemos citar, por exemplo, que elas são base para verdadeiro um verdadeiro sistema numeral.  Querem ver? Então me respondam, Quantos algarismos existem exatamente? Se a sua resposta é dez, então deixa eu fazer outra pergunta: Quantos dedos existem nas nossas mãos? Se sua resposta também é dez, pronto, podemos afirmar com toda certeza que foram nossas mãos que definiram nosso sistema de numerais.

Mais interessante ainda é a descoberta de que muitas vezes falamos com as nossas mãos! Ouvimos até alguém dizer que “italianos falam com as mãos”, não é verdade, a verdade é que é que  todos nós, falamos. Independente de nossa origem, nossa mão possui um setor no cérebro que dizem chamar-se  “Área de Broca”. Essa área, segundo dizem, é responsável pelo processamento, composição e compreensão da fala. Ao mesmo tempo, ela também controla alguns movimentos das nossas mãos. Logo... Por isso que ao falarmos costumamos mexer com nossas mãos. Isso até mesmo qunado falarmos no celular, já perceberam isso?

I. AS MÃOS HUMANAS.
Efésios 4:28  Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.
Nossas mãos são capazes de realizar diversos trabalhos que não teríamos como fazer, se não as tivéssemos. Nossas mãos parecem ser um órgão bem  simples, porém não é tão simples assim. Nossas pequeninas mãos, são formadas por não menos que 27 ossos. Desses, 8 são chamados de ossos do carpo, isto porque formam um conjunto de esqueletos que se articulam em harmonia com todos os outros demais ossos das mãos. 5 deles, são chamados de ossos metacarpo. São assim chamados por serem iguais, e possuírem uma forma alongada, articulando-se ao lado dos ossos do carpo e de ossos conhecidos como falanges. Por falar nisso. ainda temos mais 14 ossos. Estes são conhecidos como falanges. Temos três falanges em cada dedo, com exceção do polegar, que só possui duas. quando uma as falanges se aproximam do metacarpo, executam uma espécie de função preênsil nas mãos. É em razão disso que somos capazes de realizar a mais delicada tarefas. 

Com nossas mãos somos capazes de realizarmos uma cirurgia cerebral, desde que tenhamos formação para isto, é claro. Tocamos instrumentos musicais dos mais variados, emitindo sons de extrema beleza. Com as mãos somos capazes de pintar quadros, paredes, carros, etc. Podemos escrever cartas, modelar granitos, e fazer um monte de coisas que nem percebemos. Coisas simples como atender o telefone, mandar uma mensagem pelo celular, ligarmos a televisão, mudar os canais ou simplesmente falarmos ao microfone. Em tudo isto, a nossa mão terá sua participação! É com as mão que acenamos para pessoas amigas dando um "tchauzinho" ou mesmo pedindo para ela nos esperar,  com as mãos fazermos coisas deliciosas na cozinha, concertarmos coisas nas oficinas, e fazermos várias bugigangas que depois de prontas nós mesmo nem sabemos para que serve. Assim é as nossas mãos. 

Este órgão é tão importante que a Bíblia não economiza espaço para falar delas. A começar por Gênesis, os textos vão se multiplicando por todos os livros até chegar no Apocalipse. Com textos que invariavelmente  dão uma noção clara da importância de nossas mãos e a Bíblia apresentam homens e mulheres realizando trabalhos dos mais diversos. São muitos os textos, e como não temos tempo nem espaço para citarmos todos eles, vamos ver apenas alguns, começando pelo AT.

  1. Mãos que realizam os mais diversos trabalhos. Gn 5:29   ...Este (Noé) nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos...
  2. Mãos que recebem as mais diversas responsabilidades. Gn 9:2 - ...e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues.
  3. Mãos que são usadas para atender os pobres. Jó 20:10  Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens.
  4. Mãos que nos preparam e nos capacitam para a guerra. Sl 18:34  Ensina as minhas mãos para a guerra, ...
  5. Mas preguiçosas. Pv 21:25 - O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.
  6. E se as mão se mostrarem frouxas para o trabalho. Ec 10:18 - Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja.

E alguns textos do NT.
  1.  Mãos precisam passar por higienes pessoais. Mt 15: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão.
  2. Com que consagram os obreiros. At 6.6 - E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.
  3. Mas precipitadas. ITm 5:22 - A ninguém imponhas precipitadamente as mãos..
  4. Mãos que não receberão o selo da besta. Ap 20.4 - ...E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos...

II. AS MÃOS DIVINAS.
Jó 27:11  Ensinar-vos-ei acerca da mão de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso.
Se temos tanto a falar das nossas mãos que são apenas parte de uma criação perfeita de Deus, o que dizer das mãos de Deus que a tudo criou. Vamos então analisar alguns textos que podem nos ajudar a termos uma, mesmo que pequena, noção das poderosas mãos do Deus Grande e Poderoso que a tudo criou, inclusive as nossas mãos!

As mão de Deus são as mãos formadoras. Gn 2:7 E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. Quando lemos este texto qual impressão que nos fica? A impressão de que Deus tenha tomado o pó da terra e o modelado de tal forma que o mesmo tenha assumido o formato do homem, em seguida Deus soprou sobre ele o fôlego de vida. Isaías o profeta parece aceitar este argumento:  “… Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos (Is. 64:8).

Os textos bíblicos vão surgindo nas folhas das Escrituras sempre nos revelando a Pessoa de Deus e nos mostrando cada um dos aspectos de Sua criação. “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos (Sl. 19:1). 
  1. Mãos na qual depositamos toda a nossa confiança. Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, Senhor Deus da verdade. Sl 31:5
  2. Mãos que nos exalta. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.
  3. 1Pe 5:6. Mão abençoadoras. Levanta-te, Senhor. Ó Deus, levanta a tua mão; não te esqueças dos humildes. Sl 10:12
  4. Mãos poderosas. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Hb 10:31

Resumindo, só podemos dizer como Moisés no livro ee DeuteronômioSenhor DEUS! já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua forte mão; pois, que Deus há nos céus e na terra, que possa fazer segundo as tuas obras, e segundo os teus grandes feitos? Dt 3:24

III. AS MÃO SALVADORAS DO SENHOR JESUS.
Mc 5:23  E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva.
Temos que terminar esta prédica, mas não podemos terminá-la olharmos, mesmo que de forma rápida e resumida, para as mãos benditas do nosso Senhor Jesus Cristo. Ele que durante seu ministério terreno, um ministério que durou alguma coisa entre três anos a três anos e meio, foi capaz de demonstrar como ninguém o poder abençoador através da imposição de suas mãos. Jesus em um breve momento da história, foi capaz de olhar com compaixão para um homem doente, um homem que as pessoas religiosas ou não, sequer pensavam na possibilidade de se aproximarem dele. Mas nosso Mestre, não apenas olhou para ele, Jesus derrubando todas as barreiras possíveis e impossíveis, estendeu as suas mãos e o recebeu.  Um homem que uma nação inteira por medo, havia desprezado. é recebido por Jesus que lhe oferece suas mãos salvadoras. Mc 1.41  E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. Encontramos Jesus agora estendendo estas mesmas mãos e trazendo de volta a vida a uma menininha, tão pequeina. Mt 9.25 E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se. Jesus também estendeu suas mãos para dar vistas aos cegos. Mc 8.25 Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado

Jesus que nunca se cansou de faze o bem, todos os dias as pessoas vinham a Ele para serem curadas, e Ele estendia suas mãos sobre elas.
Lc 40.40E, ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e, pondo as mãos sobre cada um deles, os curava.
Quando chegou a casa de seu amigo Pedro e encontrou sua sogra ardendo em febre, Jesus a tomou pelas mãos e ela foi curada.
Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e imediatamente a febre a deixou, e servia-os. Mc 1:31

As pessoas, com inveja de nosso Mestre armaram contra Ele um sistema corrupto para o prenderem e assim terminarem com sua história.
  1. Jesus é entregue nas mãos de soldados romanos. E lançaram-lhe as mãos, e o prendera Mc 14:46 Ora, achando-se eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens; Mt 17:22.
  2. Jesus foi amarrado e conduzido a diversos julgamentos, E Anás mandou-o, maniatado, ao sumo sacerdote Caifás. João 18:24.
  3. O que a cena seguinte vai nosmostrar será os homens usando suas mão para fazerem ao mestre todo tipo de maldade. Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam.Mt 26:67Como o esbofeteavam? Claro usando as suas mãos.
  4. Jesus é entregue a Pilatos, que, percebendo que a situação lhe fugia das mãos, desculpem pelo trocadilho, lavou  as suas mãos!  Mt 27.24 Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.
  5. Daí pra frente, o que vamos ver são várias mãos sendo utilizadas para trazer sofrimento ao nosso Mestre.
  6. Lhe fazem uma cora de espinho, algo parecido a um capacete, e após colocarem sobre sua baça de forma rude, bateram com bastões até que os espinhos adentrassem em seu crânio e o sangue escorreu em sua cabeça.
  7. Os soldados romanos também não deixaram por menos, o acorrentaram a uma mastro e lhe surraram de forma violenta deixando suas costas rasgadas e completamente  ensanguentadas. quantas mãos que juntas trouxeram tão grande sofrimento para aquele que apenas queria nos trazer vida.
  8. Obrigaram nosso Mestre a carregar até o lugar da crucificação um pesado madeiro sobre seus ombros. E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota. Jo 19.17.
  9. Ao chegar ao lugar chamado Gólgota, o deitaram sobre a cruz, e com pregos enormes cravaram suas mãos, pregando-as no madeiro. Jesus apenas se virava a cada pancada que o soldado romano aplicava sobre o prego. 

A morte não teve poder de contê-lo. Três dias após sua crucificação, Jesus ressuscita com todo poder e toda autoridade. 

Lc 24.37-40 - E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.

Benditas as mãos daquele que se entregou, mesmo sabendo de todo sofrimento que lhe seria imposto. Benditas as mão daquele que suportou todo tipo de sofrimentos sem nada ter feito para merecê-los. Benditas as mãos que seguraram aquele pesado tronco de madeira sobre os ombros daquele que tinha sofrido toda especie de sofrimento capazes, ou incapazes ao homem. Benditas as mãos que recebeu aqueles pregos enormes e não desistiu de nós um só momento na sua crucificação. Lc 24.46,47 -   E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.





PREPARANDO-SE PARA O SERMÃO

SALA DE ESTUDO Antes de começarmos a desvendar todos os mistérios concernente o preparo do sermão propriamente dito, será de ...