domingo, 22 de janeiro de 2017

QUANDO O PODER TRAZ A DESGRAÇA

QUANDO O PODER PODE TRAZER A DESGRAÇA
Porém, quando se tornou assim poderoso, Uzias ficou cheio de orgulho, e essa foi a sua desgraça. Ele pecou contra o SENHOR, seu Deus, pois entrou no Templo para queimar incenso no altar do incenso.” (2Cr 26:16)

Introdução: Uzias (Azarias). Javé Ajuda. Nome comum entre os israelitas, dado a 28 personagens bíblicos. O principal foi o décimo rei de Judá, também conhecido como Uzias, que reinou de 781 a 740 aC, filho de Amazias e Jecolias, uma mulher da cidade de Jerusalém.  (2Rs 14.21; 15.1-7). Uzias começou a reinar muito jovem, com apenas 16 anos ele assumiu o reinado depois que seu pai, vítima de uma conspiração foi morto. (2Cr 25.27). O reinado de Uzias se estendeu por longos 52 anos e o segredo do seu sucesso foi seguir o exemplo de seu pai. “Seguindo o exemplo do seu pai, Uzias fez aquilo que agrada a Deus, o SENHOR.” (2Rs 15:3). Durante muito tempo Uzias viveu sob a orientação de um homem de Deus chamado Zacarias que o ensinou a servir e respeitar a Deus o Senhor. “Enquanto Zacarias viveu, Uzias serviu a Deus fielmente, pois Zacarias o ensinou a respeitar o SENHOR. Durante esse tempo Deus o abençoou.” (2Cr 26:5). Uzias conquistou grandes vitórias pelo seu temor a Deus a ponto de se tornar muito famoso e poderoso. “Em Jerusalém os seus engenheiros construíram máquinas de guerra que eram postas nas torres e nas esquinas das muralhas, a fim de atirarem flechas e pedras grandes. A fama de Uzias se espalhou por toda parte. E ele se tornou muito poderoso, pois Deus o ajudava.” (2Cr 26:15). Mais por se tornar famoso e poderoso, Uzias começou a pecar contra Deus e desta forma iniciou uma verdadeira derrocada na vida do rei que estava no caminho certo, mais se deixou conduzir para um final triste e solitário. Tudo isto por causa de uma coisa chamada “poder” que lhe conferia a livre disposição de força ou autoridade, dando-lhe o direito de deliberar, agir e mandar da maneira que quisesse. Poder este que lhe conferia o pleno domínio e a força sobre tudo e sobre todos.
  • Mt 8:9 Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: “Vá lá”, e ele vai. Digo para outro: “Venha cá”, e ele vem. E digo também para o meu empregado: “Faça isto”, e ele faz.
O mesmo poder que fez daquele que começou como um garoto a reinar aprendendo a servir ao Senhor sendo obediente em tudo. Transformou ao longo deste tempo sua vida fazendo dele um homem que sorrateiramente ia se distanciando de seu Deus e conseqüentemente destruindo tudo aquilo que havia construído. “Porém, quando se tornou assim poderoso, Uzias ficou cheio de orgulho, e essa foi a sua desgraça. Ele pecou contra o SENHOR, seu Deus, pois entrou no Templo para queimar incenso no altar do incenso.” (2Cr 26:16). Quais foram os pecados de Uzias?

I. O SEU CORAÇÃO SE EXALTOU (FICOU ORGULHOSO)
Entre as grandes conquistas de Uzias, podemos citar o fortalecimento das muralhas de Jerusalém, a construção de torres de vigia nos campos, os homens que trabalhavam nas suas plantações e um exército pronto para a guerra todos soldados valentes. Uzias armou os seus soldados com escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e flechas, e fundas para atirar pedras.  Em Jerusalém os seus engenheiros construíram máquinas de guerra que eram postas nas torres e nas esquinas das muralhas, a fim de atirarem flechas e pedras grandes. (2Cr 26:9-15). Tudo isto serviu como para engrandecer e fortalecer o seu reino, mais serviu também para fazer com que Uzias começasse a sentir-se “todo-poderoso” e não demorou muito para que ele fosse atingido pelo primeiro mal: O orgulho. Conceito elevado que alguém faz de si próprio.
  • 1Sm 15.23 - O orgulho é pecado como é pecado a idolatria.
  • Pv 21:4 Os maus são dominados pelo orgulho e pela vaidade, e isso é pecado.
Uzias começou a agir como se fosse o rei mais poderoso e mais importante que já existiu em Judá. É exatamente assim que funciona o orgulho. Começamos a fazer um exagerado conceito de nós mesmo acompanhado de sentimentos tais como a:
  • Vaidade: Desejo imoderado de atrair admiração. Queremos e gostamos de sermos admirados pelas pessoas que nos cercam. Gostamos quando nos tornamos o centro das atenções.
  • Jactância: Ostentação (Exibição aparatosa, pompa, luxo). Fazemos toda questão de nos apresentarmos em público, e neste caso, quanto maior for o público para nos aplaudir melhor será. Evitamos “apresentações” em lugares onde não teremos destaque e não teremos os nossos “méritos” reconhecidos. A Sensação de que somos capazes de fazer qualquer coisa melhor que qualquer pessoa. Dn 4.30: “... Com o meu grande poder, eu a construí para ser a capital do meu reino, a fim de mostrar a todos a minha grandeza e a minha glória”.
  • Arrogância: Soberba, insolência (Ofensivamente desrespeitoso em atos e/ou palavras; atrevido, arrogante, grosseiro, malcriado). Tratamos todas as demais pessoas como se fôssemos muito melhores do que elas em tudo. Achamos que não precisamos respeitar a ninguém, mas todas as pessoas nos devem o respeito pelo aquilo que somos ou representamos. Acabamos por nos conduzir a um sentimento de que não precisamos nem mesmo de Deus. Sl 10.4 -... Por causa do seu orgulho ele pensa assim: “Para mim, Deus não tem importância.”
Todos sentimentos reprovados por Deus acompanham este tipo de atitude. Pv 8.13 Eu odeio o orgulho e a falta de modéstia,” Os resultado destes sentimentos não demoram aparecer:
  • Intrigas. Pv 13:10 “O orgulho só traz brigas...”
  • Destruição. Pv 16:18 O orgulho leva a pessoa à destruição”
  • Sl 73.6 -... Usam o orgulho como se fosse um colar e a violência, como uma capa.
Neste estado acabamos por nos tornar pessoas insuportáveis e pouco sociáveis.  As pessoas que no inicio estavam ao nosso lado tendem a ir se afastando em resposta ao tipo comportamento arrogante e recebido de nós. Sl 73:9 - Falam mal de Deus, que está no céu, e com orgulho dão ordens às pessoas aqui na terra.
Como conseqüência deste primeiro mal, o orgulho, veio em seguido o segundo:

II. CORROMPEU-SE
Em decorrência ao orgulho, Uzias não tardou a corromper-se em sua fé. Achando-se mais importante do que era, o rei Uzias quis tomar o lugar do sacerdote e exercer funções que não cabiam a ele. “Porém, quando se tornou assim poderoso, Uzias ficou cheio de orgulho, e essa foi a sua desgraça. Ele pecou contra o SENHOR, seu Deus, pois entrou no Templo para queimar incenso no altar do incenso.” (2Cr 26:16). A corrupção e a indução a realização de atos contrários ao dever ou a ética. Não cabia ao rei em nenhuma hipótese assumir o lugar sacerdotal. Uzias mostrou-se completamente deteriorado em sua fé a ponto de enfrentar o Sacerdote no intento de fazer aquilo que achava, pela sua corrupção, no direito de fazer. “O Grande Sacerdote Azarias e oitenta sacerdotes corajosos entraram atrás do rei e o enfrentaram, dizendo: Ó rei, o senhor não pode queimar incenso ao SENHOR Deus. Só têm esse direito os sacerdotes, os descendentes de Arão, que foram separados para este serviço. Saia deste Lugar Santo, pois o senhor pecou contra Deus, e por isso ele não vai abençoá-lo.” (2Cr 26:17, 18). A perversão e alteração do rei eram claras. Ele não era mais o mesmo. Havia sido atingido pelo mau e suas atitudes correspondiam aquilo no qual ele havia se entregado por completo. Sl 14:3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. Sua infidelidade A Deus era patente naquilo que ele fazia. “Fazendo essas coisas, eles se corromperam e foram infiéis a Deus.” (Sl 106:39)
A corrupção é um mal que atinge a alma humana vai fazendo com que ele, aos poucos vá perdendo todo o seu brilho. Corromper no sentido mais estrito da palavra significa deteriorar, decompor, apodrecer. É exatamente assim que funciona. A alma humana, entregue a Deus tem todo um brilho especial e suas atitudes correspondem exatamente a este brilho. Porém quando se corrompe, ela vai perdendo este brilho, porque ela vai se deteriorando, vai estragando, assim como um alimento que apodrece e não serve mais para alimentar, a alma humana deteriorada perde todo o seu resplendor em Deus e conseqüentemente as suas atitudes começam a sofrer uma mudança sendo pervertida pelo engano. Ef 4:22 “... quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano”,
Quais as situações que podem promover a corrupção?
  1. AÇÃO MALIGNA. “Pois, assim como Eva foi enganada pelas mentiras da cobra, eu tenho medo de que a mente de vocês seja corrompida e vocês abandonem a devoção sincera e pura a Cristo.” (2Co 11:3). Não existe ninguém mais interessado na corrupção da alma humana, do que Satanás. Por isso, ele procura minar de todas as formas a sua mente, enganado e fazendo com que ele vá se esquecendo de Deus. “Fazendo essas coisas, eles se corromperam e foram infiéis a Deus.” (Sl 106:39).
  2. RELAXAMENTO COM AS COISAS DE DEUS. “Os tolos pensam assim: “Para mim, Deus não tem importância.” Todos são corruptos e as coisas que eles fazem são nojentas; não há uma só pessoa que faça o bem.” (Sl 14:1). Quando achamos que somos alto suficientes temos a tendência natural de irmos enfraquecendo na nossa fé. Perdemos aos poucos o nosso contato com Ele, e como conseqüência deixamos que nossa alma seja minada. Uma vez que satanás consiga entrar, ele vai aos poucos nos destruindo, pois é esta sua especialidade.
  3. MÁ INFLUÊNCIA. “Não se enganem: “As más companhias estragam os bons costumes.”” (1Co 15:33). Pessoas boas devem se relacionar com pessoas boas. O relacionamento com pessoas más podem fazer com que suas prioridades sejam confundidas. Influência é a capacidade, ou poder, que uma pessoa ou coisa tem de interferir no comportamento, no desenvolvimento, na vida de outra. Assim, quando nos relacionamos com pessoas cuja tendência já está deteriorada, corremos o risco de sermos influenciado por elas. “Mas esses homens xingam aquilo que não entendem. E as coisas que eles conhecem por instinto, como os animais selvagens, são estas que os destroem.” (Jd 1:10)




III. COMETEU TRANSGRESSÕES CONTRA O SENHOR SEU DEUS
Uzias pecou ao permitir que os altares outrora levantados por reis que antecederam seu reinado, continuassem erguidos e servindo como lugar de adoração a deuses pagãos pelo povo. Por causa desta “permissão”, Uzias foi atingido por uma enfermidade que lhe impediu de continuar exercendo o seu ofício de rei, e foi seu filho Jotão que exerceu por muito tempo esta tarefa. “O SENHOR Deus feriu o rei Uzias, e ele ficou sofrendo de uma terrível doença da pele até o fim da sua vida. Ele morava numa casa separada, e era o seu filho Jotão quem cuidava das coisas do governo e reinava no país.” (2Rs 15:5). Transgredir significa passar além, atravessar. Uzias aprendeu desde muito novo a seguir ao Senhor. Zacarias lhe ensinou as leis de Deus e fez dele um jovem temente e obediente ao Senhor. Porém, na sua vida adulta, por causa das muitas vitórias e sucessos, Uzias foi se permitindo ultrapassar os ensinamentos de Deus, e foi atravessando uma linha invisível delimitadora entre o bem e o mal. Quando o texto diz que Uzias cometeu transgressões, o que na verdade o escritor bíblico está dizendo, é que Uzias começou a desobedecer a Deus, e infringiu e violou as lei do Senhor. Ele foi se esquecendo facilmente dos benefícios recebidos de Deus e se deixou levar por sentimentos ou sensações movidas pelo engano, de que por ele e só por ele, havia chegado até ali. Este foi o seu fim.  “Jamais procurei encobrir as minhas faltas, como fazem algumas pessoas, nem escondi no coração os meus pecados.” (Jó 31:33 NTLH). Deixar-se levar por este sentimento destruidor pode ser, como no caso de Uzias, uma descida implacável. Porém, o reconhecimento deste estado, e o abandono imediato desta situação, pode muito bem corrigir o problema a tempo e com a ajuda de Deus, fazer com que objetivos melhores ainda possam ser alcançados. “Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (Sl 51:3) Uzias escolheu terminar a sua vida assim, morando num casa separada de tudo e de todos.

CONCLUSÃO:
A escolha de Uzias não foi acertada, pois a Bíblia vais nos mostrar que outras pessoas também tiveram a sorte de Uzias, mais foram capazes de mudarem o fim da sua história. Não precisamos nos conformar com este estado final, podemos mudar o fim. O fim quem vai determinar somos nós mesmos. (2Cr 33.10-17)


“Quem tenta esconder os seus pecados não terá sucesso na vida, mas Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona.” (Pv 28:13)



A TRADIÇÃO QUE RECEBEMOS.

Mandamo s -vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segu...