segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

SOTERIOLOGIA

 SOTERIOLOGIA, A DOUTRINA DA SALVAÇÃO

TEXTO BÁSICO: Rm 5.12-21

12 - Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. 13 - Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei. 14 - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. 15 - Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. 16 - E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. 17 - Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. 18 - Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. 19 - Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos. 20 - Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; 21 - para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.

INTRODUÇÃO: A “Soteriologia é a área da teologia sistemática que estuda a salvação do homem na Pessoa do Senhor Jesus Cristo. A palavra vem de dois termos gregos: “soteria” que significa salvação e “logia” que significa estudo ou tratado. Portanto, é certo afirmar que a soteriologia é o estudo ou tratado a respeito da salvação. O termo salvação a ser tratado dentro deste conceito teológico incluiu: O perdão do pecado passado, a libertação do poder do pecado presente e a preservação contra as inovações do pecado no futuro. Como aspécto ela pode ser vista de três maneiras: Na regeneração do espírito, na santificação da alma e na glorificação do corpo.

I. CONDIÇÃO DO HOMEM.

Não poderemos compreender a Doutrina da Salvação sem conhecermos a condição do homem que dela necessita. Vejamos pois então a condição do homem sem salvação.

1. ESCRAVO DO PECADO. Jo 8.34 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. O termo escravo significa estar cativo debaixo de poder absoluto, por compra, herança ou guerra. O termo pecado significa “Transgressão a Lei Divina”. As Escrituras mostram que o pecado pode ser dividido em duas classes a saber: pecado por omissão e pecado por comissão são dois tipos de pecados, que se distinguem pela ação realizada: 

  • Pecado por comissão: É um ato que não atende uma condição imposta, isto é, que se comete ao fazer o mal, como mentir, roubar, etc. 
  • Pecado por omissão:  que se comete ao não fazer o bem que se deve, mesmo tendo a capacidade de fazê-lo. 

A Bíblia descreve o pecado por omissão em diversas passagens. Na carta a Tiago, por exemplo, está escrito: Aquele que souber fazer o bem e não o faz, peca (4, 17). Assim podemos entender que os Pecado de comissão são aquelas ações negativas que são realizadas proativamente, já o pecado de omissão é um pecado que ocorre por não fazer algo que é correto. É preciso estar ciente de que se o bem não age, o mal age".

2. MORTO ESPIRITUAL. Rm 5.12 Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. A morte espiritual é um tanto análoga a morte física que é a separação entre o corpo e o espírito. Quando o espírito abandona o corpo, ele morre. Da mesma forma, quando o espírito se separa de Deus, que é o caso da morte espiritual, ele consequentemente morre.

3. SEPARADO DE DEUS. A consequência da queda de Adão foi a exclusão da presença de Deus. Is 59.2 Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

II. DOIS PASSOS DA SALVAÇÃO.

Cristo chegara ao mundo, vindo do seio do Pai. Podia descrever as glórias do céu para comover os homens, mas sua mensagem era a mesma: Arrependimento e conversão. Mt 4.17 Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.

1. ARREPENDIMENTO – O verdadeiro arrependimento envolve a pessoa num todo, não apenas numa mudança de pensamento, mas em toda sua personalidade. Jo 3.3 Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. Arrependimento portanto envolve:

  • INTELECTO – Uma mudança na maneira de pensarmos em Deus, em nossos pecados e nas coisas espirituais e eternas. (faculdade de compreender; inteligência, entendimento, mente)
  • SENSIBILIDADE – O prazer a a alegria deixam de fixar-se nas coisas terrenas para fixar-se nas espirituais. Sl 51 (Sensibilidade consiste na capacidade perceptiva sensorial referente às emoções, sentimentos ou mesmo às sensações físicas).
  • VOLIÇÃO – Através do arrependimento o homem passa a querer fazer a vontade de Deus e ser dirigido por Ele.  Esta mudança na vontade do homem é, de fato, o elemento mais importante no arrependimento. (Poder de livre escolha; capacidade para tomar suas próprias decisões, não sendo controlado por Deus ou pelo destino; arbítrio).

2. CONVERSÃO – Conversão é uma palavra usada para exprimir o ato de o pecador abandonar o pecado para seguir a Jesus. A conversão, segundo a Bíblia, é um processo espiritual pelo qual uma pessoa se arrepende de seus pecados e se volta para Deus. É um ato de transformação interior que resulta em uma mudança de vida e de perspectiva. A Bíblia nos ensina que a conversão é um dom de Deus, que nos capacita a abandonar o caminho do pecado e seguir o caminho da retidão.

III. OS TRÊS ELEMENTOS BÁSICOS PARA A SALVAÇÃO. Rm 3.24

Os elementos básicos estabelecidos para a salvação, conforme os escritos de Paulo aos Romanos são:

  • GRAÇA. Tt 2.11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, Graça significa primeiramente, favor ou a disposição bondosa da parte de Deus. A Graça de Deus revela-se no fato de que Ele mesmo pela expiação de Cristo, pagou toda pena do pecado, por conseguinte, Ele pode justamente perdoar o pecado sem levar em conta os merecimentos ou não merecimentos. Por se revelar independente das obras dos homens, a graça é conhecida como “fonte da Salvação”
  • SANGUE. 1Jo 1.7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Em virtude do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, o crente é separado para Deus, seus pecados perdoados e sua alma purificada. O sangue é conhecido como a “Base da Salvação”
  • FÉ. Ef 2.8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Pela fé reconhece o homem a necessidade de salvação, e pela mesma fé, ele é levado a crer em Cristo Jesus. A fé conduz o homem ao Salvador colocando a verdade na mente e Cristo no coração. A fé e, portanto, a ponte que dá passagem ao mundo espiritual, sendo ela “O meio para a Salvação.”

IV. OS QUATRO ASPECTOS DA SALVAÇÃO.

1. JUSTIFICAÇÃO.

Justificar é um termo judicial que significa absolver, declarar justo. Esta doutrina assim se define: Justificação é um ato da livre vontade de Deus pelo qual Ele declara perdoado todos os pecados e aceita como justo aos seus olhos somente por imputar a justiça de Cristo a quem o recebe pela fé. Rm 3.24,30. a justificação nos é atribuída por:

  • IMPUTAÇÃO – Imputar é atribuir a alguém a responsabilidade pelos atos de outrem. Jesus assumiu nossos pecados e Deus permitiu que Ele pagasse nosso débito. Rm 4.6,7Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.
  • SUBSTITUIÇÃO – Como nosso substituto, Cristo ganhou esta justiça para nós, morrendo em nosso lugar. Gl 3.13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;
  • JUSTIÇA DE CRISTO – Esta justiça foi adquirida pela morte expiatória de Cristo, um ato perfeito que satisfez a lei de Deus. 1Co 1.30 Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;

2. REGENERAÇÃO.

Regenerar é o ato de restaurar o que estava destruído ao seu estado original. Trata-se de uma mudança radical operado pelo Espírito Santo na alma do homem atingindo todas as sua faculdades como intelecto, vontade e sensibilidade. 2Co 5.17. A Bíblia descreve a regeneração como:

  • NASCIMENTO. Jo 3.3 Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. Uma pessoa para pertencer a aliança feita a Israel e gozar de todos os seus direitos, precisava somente nascer de pais judaicos. Para pertencer ao reino do Messias, contudo, uma pessoa precisa nascer de novo. Ez 36.26
  • VIVIFICAÇÃO. Jo 10.10 O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância. A essência da regeneração é uma nova vida concedida por Deus, mediante Jesus e pela operação do Espírito Santo. Viver é estar com vida, vivificar é dar vida, portanto, vivificar é o ato ou ação de viver, usufruir a vida espiritual que Deus concedeu.
  • PURIFICAÇÃO. Tt 3.5 não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, A alma foi lavada completamente das imundícies de outrora

3. SANTIFICAÇÃO.

Santificar indica o ato de tornar sagrado, separar, consagrar, fazer santo. Portanto santificação seria a atitude de estar separado de tudo quanto seja terreno e humano 1Pe 3.11 aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e siga-a, e estar dedicado a Deus no sentido de ser sua propriedade Rm 12.1 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. santificação pois é um processo, o crente precisa progredir em santificação 2Co 7.1Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. Os meios da santificação são:

  • O SANGUE DE CRISTO. 1Jo 1.7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.
  • O ESPÍRITO SANTO. Fp 1.6 Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.
  • A PALAVRA DE DEUS. Jo 17.17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

4. GLORIFICAÇÃO. Fp 3.21  que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas. Glorificação fala do futuro recebimento de absoluta e definitiva perfeição por todos os crentes. É a adoção completada do crente, a sua salvação final. Acontecerá somente no Arrebatamento da Igreja,  ocasião em que nossos corpos serão transformados em corpo glorioso (Fp 3.21; 1Ts 4.13-18; 1Co 15.49).


Bibiografia: (não anotada)

 

HAMARTIOLOGIA

 HAMARTIOLOGIA, A DOUTRINA DO PECADO.

TEXTO BÁSICO: Romanos 5.12-21

12 - Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. 13 - Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei. 14 - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. 15 - Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. 16 - E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. 17 - Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. 18 - Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. 19 - Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos. 20 - Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; 21 - para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.

TEXTO DEVOCIONAL: Romanos 6.23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.

Introdução: Pecado é tudo aquilo que transgride a Lei de Deus sendo contrário ao Seu caráter. Desse modo, o homem peca tanto ao não fazer o que agrada a Deus quanto ao fazer aquilo que o desagrada. A doutrina acerca do pecado é bastante exaustiva na Bíblia, tanto no Antigo quando no Novo Testamento. São várias as definições apresentadas pelos teólogos, e dentre elas destacamos uma que vai servir de ponto de partida para o estudo desta matéria. Pecado é a falta de conformidade para com a lei moral de Deus, seja por ato, disposição ou estado (Dr A.H. Strong). Hamartiologia é a doutrina pecado. A palavra “hamartiologia” vem de dois termos gregos: ”hamartia”,  que significa impureza, erro, desvio. E ”logos”, palavra, lógica ou raciocínio. Por isso na teologia sistemática a matéria que aborda o ensino bíblico sobre o pecado é chamada de “hamartiologia”.

I. DEFINIDO O TERMO. 1Jo 1.8 - Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.

Pecado não é meramente um ato como alguma coisa estranha ao ser, é também uma qualidade do ser. Não há pecado se não existir pecador. Pecado, portanto é um estado da vontade  egoísta que assim se manifesta:

  • Sensualidade ou mal moral como herança do homem devido aos selvagens e brutos ancestrais. (Shleiemacher/ Rothe)
  • Finidade (limitação) do ser finito homem. Incide do desenvolvimento imperfeito, o fruto da ignorância e impotência, um elemento na educação humana e um meio do progresso (Leibnitz/ Espinoza)
  • Egoísmo, não querendo dizer simplesmente o exagerado amor próprio que constitui a antítese do Supremo Deus.

O amor de Deus é a essência de toda a virtude. O oposto a isto é a escolha do ego como supremo fim, podendo se constituir a essência do pecado, de sorte que todas as diferentes formas de pecado podem mostrar suas raízes no egoísmo.

II. UNIVERSALIDADE DO PECADO. Pv 20.9 - Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado!

.O pecado é um estado de vontade egoísta e universal. Ele é  uma violação consciente da lei divina tendo como aspécto principal sua tendência para o mal. Assim podemos afirmar que cada ser humano que tem chegado a consciência moral, tem cometido atos, ou nutrido disposições contrárias a lei de Deus.

Sl 143.2; Ec 7.20; Rm 3.10,12,19,20,23; Gl 3.22; Tg 3.2.

1. PROVAS DA HISTÓRIA. 1Rs 8.46 - Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares nas mãos do inimigo, para que os que os cativarem os levem em cativeiro à terra do inimigo, quer longe ou perto esteja; A história testifica a universalidade do pecado nos seus registros da universal prevalência do sacerdócio e do sacrifício. Cada homem reconhece a sua insuficiência de perfeição moral e o homem tem a mesma insuficiência e isto é expresso em algumas frases:

  • Nenhum homem é perfeito
  • Todo homem tem seu lado fraco
  • Cada homem tem seu preço

2. PROVAS DA EXPERIÊNCIA CRISTÃ. Ef 2.3 - entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

Na proporção do seu progresso espiritual o cristão reconhece uma disposição para o mal em si mesmo, e só pela graça divina pode germinar e produzir as mais variadas formas de evitar a transgressão.  Sl 51.5 Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Cada membro da raça humana, sem exceção, possui uma natureza corrompida, que é uma fonte de pecado. Esta natureza é culpável e condenável já que a ira de Deus permanece sobre aqueles que a merecem. Todos homens participam desta natureza e consequentemente culpados e condenados.

III. ORIGEM DO PECADO. Gn 3.6 - E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. As Escrituras se referem a origem do pecado ao ato livre de nossos primeiros pais pelo que eles se afastaram de Deus, corromperam-se a si mesmo e trouxeram sobre si mesmo a penalidade da lei.

Gn 3.1-7

1. CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA.

1. MORTE. Esta morte é vista sobre dois aspécto. Gn 2.17 mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

  • MORTE FÍSICA. Ou separação da alma do corpo. A semente da morte naturalmente implantada na constituição do homem começou a se desenvolver em si mesma no momento em que o acesso a árvore da vida foi negado ao homem. Daquele momento em diante o homem era sujeito a morte agora com um sentido punitivo. Rm 5.12 - Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
  •  MORTE ESPIRITUAL. Ou separação da alma de Deus. Nisto podemos incluir a perda do brilho da semelhança moral de Deus no homem. Também a depravação de todos os poderes integrantes da personalidade humana. Em outras palavras, a cegueira do seu intelecto, a corrupção de suas emoções e a escravidão de sua vontade. Procurando ser um deus, o homem se tornou um escravo. Procurando independência, deixou de ser dono de si mesmo. Rm 7.5 - Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.

2. EXCLUSÃO POSITIVA E FORMAL DA PRESENÇA DE DEUS. Isto significa: O término do relacionamento familiar com Deus e a colocação de barreiras entre o homem e seu criador. O banimento do Jardim do Éden – Onde Deus tinha especialmente manifestado a sua presença. Gn 3.23 o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado.

IV. LIBERTAÇÃO DO PECADO. 1Jo 1.9 - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

Uma vez que todos os homens são pecadores e que por natureza, todos são depravados, culpados e condenáveis, e que a condenação de nossos primeiros pais, até onde se refere a raça humana era o primeiro pecado, podemos considerar uma conexão entre pecado de Adão e depravação, culpa e condenação da raça humana. Rm 5.16,19. porem nenhum ser humano será condenado somente pelo pecado original, porque a expiação de Cristo cobriu a culpa deste pecado. Rm 5.16 - E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Através do sacrifício do Senhor Jesus alcançamos o perdão dos pecados, e temos uma nova oportunidade de voltar nossa comunhão com Deus. O remédio para o pecado é o que Jesus fez na cruz do Calvário, libertando assim a graça salvadora de Deus. 1Jo 2.1,2 - Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

Mas isto é assunto para a próxima lição...

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA. (não anotada)

 

 

ANTROPOLOGIA

ANTROPOLOGIA, A DOUTRINA DO HOMEM.

TEXTO BÁSICO: Gn 2.4-7

4 - Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o SENHOR Deus fez a terra e os céus. 5 - Toda planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra. 6 - Um vapor, porém, subia da terra e regava toda a face da terra. 7 - E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

TEXTO DEVOCIONAL: Sl 144.3

SENHOR, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes?

Introdução: Chama-se ANTROPOLOGIA a ciência que estuda o homem, suas obras e seu comportamento, desde seu aparecimento sobre a face da terra. Essa ciência, todavia, pode ser examinada por dois ângulos totalmente adversos um do outro, pois de um lado distingue-se como ciência que estuda o homem do ponto de vista físico-somático e do ponto de vista histórico – sua origem e seus princípios últimos. Enquanto que, do outro ponto de vista, temos a ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA que é a ciência que estuda o homem com Deus, sua origem, vida e destino, bem como suas relações com o criador.

I. TEORIAS SOBRE A ORIGEM DO HOMEM.

A principal fonte de informação a respeito da criação do homem é a Bíblia (At 17.25). Logo no primeiro capítulo (Gn 1.26) encontramos informações históricas, depois, ao longo encontraremos os elementos doutrinários. (Jó 33.4; Mc 10.6). As Escrituras mostram clara e enfaticamente, que o homem é o resultado direto de atos imediatos, especiais e formativos de Deus. Ao falar da criação, a Bíblia começa com estas palavras: “Criou Deus pois o homem” Gn 1.27, não se preocupando em provar o fato, mas apenas em apresentá-los. Existem algumas teorias extra bíblicas em relação a criação do homem dentre as quais destacamos

  • GERAÇÃO ESPONTÂNEA – Esta teoria não é uma doutrina moderna, pois entre os antigos já havia essa ideia. A teoria seria que a terra continha o poder de produzir toda classe de vida se lhe desse circunstâncias favoráveis.
  • DESENVOLVIMENTO GRADUAL – Esta é, em outras palavras, a teoria da evolução de espécie, como se apresenta até o dia de hoje. Essa teoria nega a existência de Deus e sua participação para a criação do homem. Esta teoria afirma que no passado remoto não existia mais do que a matéria em forma de gases ou pó de estrelas, como alguns têm expressado que a matéria tinha em si certas forças ou leis de movimento.

A DOUTRINA BÍBLICA – Deus é o criador, é o único que pode dizer como foi criado o homem. Nossa fé se baseia no fato de que a Escrituras é a Palavra de Deus, e ela ensina que o homem vem de uma criação direta tanto quanto ao corpo quanto ao ser espiritual.

II. TEORIAS SOBRE A NATUREZA DO HOMEM.

A Bíblia traz verdadeiras evidências de que o homem se parece com Deus, não em seus aspécto físico, mas por seus caracteres que dizem respeito a: imortalidade, moral, raciocínio e domínio de si mesmo. O homem se assemelha a Deus pelo fato de ter natureza racional e religiosa ao mesmo tempo.

SEMELHANÇA – Caráter moral separável da substância.

IMAGEM – Substância espiritual da alma.

A semelhança, por ser “separável da substância”, foi perdida na queda do homem, porém a imagem, não pode ser perdida, pois diz respeito a substância espiritual da alma. Esta imagem de Deus no homem tem quatro aspetos:

  • Somente o homem recebeu o sopro de Deus, e, portanto tem espírito imortal, por meio do qual pode ter comunhão com Deus. Gn 2.7
  • É um ser moral, não obrigado a obedecer a seus instintos como fazem os animais, porém possui livre arbítrio e consciência do bem e do mal
  • É um ser racional, com capacidade para pensar o abstrato, formar ideias as quais são transformadas em fluentes ideais.
  • Tem domínio sobre a natureza e sobre os seres vivos.

1. TEORIA TRICOTOMISTA – A palavra “tricotómo” quer dizer literalmente “cortar em três”, é a teoria que ensina que o homem consiste de três partes: CORPO, ALMA E ESPÍRITO

  • A natureza do “Somma” (corpo físico). 1Co 9.27
  • O sentido psíquico (sentido da alma) At 20.10
  • Seu “Pneuma” (espírito) Dn 7.15; 1Co 9.27; Zc 12.1

DEFINIÇÕES: Espírito: Órgão de comunhão com Deus. Alma: Sede da personalidade. Corpo: Tabernáculo de ambos.  Argumentos: 1Ts 5.23; Hb 4.12

2. TEORIA DICOTOMISTA – A palavra “dicótomo”  significa “cortar em dois”, isto é, o homem seria composto de duas partes: uma material e outra imaterial que seria a alma. A alma nesta teoria toma como sinônimo o espírito. Isto também é atestado quando da criação, Deus soprou no seu nariz o sopro de vida e foi feito alma vivente. Não diz nada a um terceiro elemento distinto da alma. Vejamos algumas expressões: Jó 27.3; Mt 10.28; Jo 12.27; Jo 13.21.

CONCLUSÃO DOS ARGUMENTOS: Quando estudamos o homem do ponto de vista da sua constituição, a Antropologia Teológica, passa a descrevê-lo como um ser tríplice, isto é composto de três partes: ESPÍRITO, ALMA E CORPO. Porém quando o analisamos do ponto de vista de sua natureza, então ele é visto como portador de duas naturezas: a humana, ligada ao corpo e a divina, ligada a alma e o espírito.

III. TEORIAS SOBRE A ORIGEM DA ALMA

Em relação a criação da alma temos pelo menos duas teorias que devem ser analisadas.

1. TEORIA PREEXISTENCIALISTA – Esta teoria afirma que as almas já existiam antes de serem incorporadas. Isso significa que Deus as criou por antecedência e que serão usadas ao longo da necessidade. É rejeitada porque contradiz frontalmente as Escrituras, posto que se a alma existisse anteriormente, logo, de alguma maneira, deveria haver alguma memória clara daquela existência.

2. TEORIA TRADUCIONISTA – O termo “traducionista” dá a ideia de conduzir através. Esta teoria ensina que Deus foi o criador do primeiro par, e pelas leis da natureza estabelecidas por meio da reprodução, é o criador direto de todos os descendentes de Adão e Eva. (Rm 3.7). não significa que todas as almas e corpos de todos os homens estavam em Adão, mas pela lei da multiplicação ou da propagação todos somos descendentes de Adão, tanto na alma quanto no corpo.

IV. O ESTADO NATURAL DO HOMEM.

O homem criado a imagem e semelhança de Deus. Este assunto demanda absoluta revelação, considerando-se que a ciência não alcança o estado original do homem. Portanto o Senhor Deus é o único capaz de nos dizer como fez o homem e quando saiu de suas mãos uma nova criação. Assim sendo quando lemos que Deus fez o homem a sua imagem e conforme a sua semelhança, devemos entender:

  • IMAGEM E SEMELHANÇA NATURAL – Deus é um ser pessoal, o homem feito a sua imagem é também um ser pessoal, isto é, não criado por espécies, mas de um modo pessoal e particular.
  • IMAGEM E SEMELHANÇA MORAL – Na santidade temos a semelhança moral de Deus. Em Deus a santidade é o atributo fundamental. O homem tem perdido a santidade, mas lhe permanece a capacidade de renová-la.
  • IMAGEM E SEMELHANÇA NA SOBERANIA – Segundo as Escrituras, o homem foi criado como cabeça da criação animal. Na queda, perdeu a perfeição deste  domínio que se tornou uma imposição.

BIBLIOGRAFIA:

O Homem, corpo, alma e espírito (Severino Pedro da Silva) CPAD

 

INTRODUÇÃO BÍBLICA(BIBLIOLOGIA)II

A Bíblia contém cerca de 3.566.480 letras, que constituem 773.692 palavras, 31.173 versículos, sendo Et 8.9 o maior, e Jó 3.2 o menor. A Bíblia contem1189 capítulos que foram divididos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França. A divisão do AT em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X primeiro dividiram o texto hebraico (AT) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no AT, um impressor francês chamado Robert d’Etiénne, dividiu o NT em versículos no ano de 1551. D ‘Etiénne morava então em Gênova, na Itália.  Até boa parte do século XVI, as Bíblias eram publicadas somente com os capítulos. Foi assim, por exemplo, com a Bíblia que Lutero traduziu para o Alemão, por volta de 1530. A primeira Bíblia a ser publicada incluindo integralmente a divisão de capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, lançada em 1560, na Suíça. Os primeiros editores da Bíblia de Genebra optaram pelos capítulos e versículos vendo nisto grande utilidade para a memorização, localização e comparação de passagens bíblicas. A primeira edição do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida, em português (1681) foi publicada com a divisão de capítulos e versículos.  O maior capítulo da Bíblia é o Salmo 119, com 176 versículos.  O menor capítulo da Bíblia é o Salmo 117, com 2 versículos apenas. A estrutura da Bíblia compreende a sua composição, isto é, a sua divisão em partes principais e seus livros quanto a classificação por assunto, divisões em capítulos e versículos, e certas particularidades.

LIÇÃO 2 - VERSÕES E TRADUÇÕES DA BÍBLIA

TEXTO BÁSICO: Salmos 119. 97-104

97 - Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! 98 - Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio que meus inimigos, pois estão sempre comigo. 99 -Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos. 100 - Sou mais prudente do que os velhos, porque guardo os teus preceitos. 101 - Desviei os meus pés de todo caminho mau, para observar a tua palavra. 102 Não me apartei dos teus juízos, porque tu me ensinaste. 103 - Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca. 104 - Pelos teus mandamentos, alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho.

TEXTO DEVOCIONAL: Hb 4.12

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

I. VERSÕES E TRADUÇÕES DA BÍBLIA

Almeida traduziu primeiro o NT, o qual foi publicado em 1681, em Amsterdam, Holanda. Na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, há um exemplar da 3° edição de “O Novo Testamento de Almeida, feito em 1712. Almeida traduziu o AT até o livro de Ezequiel. A essa altura Deus o chamou para o lar celestial. Em 1691, ministros do evangelho, amigos de Almeida, terminaram a tradução que foi publicada completa em 1753. A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, de Londres, começou a publicar a tradução de Almeida em 1809, apenas o NT. A Bíblia completa num só volume, a partir de 1819. o texto em apreço foi revisado em 1894 e 1925. a Bíblia de Almeida foi publicada pela primeira vez no Brasil em 1944 pela Imprensa Bíblica Brasileira, organização Batista.

1. PRINCIPAIS VERSÕES.

Tradução é a transferência de palavras e sentidos de um texto de uma língua para outra, de forma neutra, sem alterar as ideias ou mensagens do texto original. Já a “Versão”, por outro lado, é a adaptação de um texto de uma língua para outra, podendo estar relacionada com objetividade ou mesmo certa adaptação do texto em outro idioma. Revisão é uma atualização do texto em vernáculo, para que se entenda melhor em razão da uma língua evoluir como todas as coisas vivas. Há uma comissão permanente de revisão mantida pela SBB, acompanhando o progresso da crítica textual. Podemos citar entre as versões bíblicas algumas consideradas principais:

  • ARC – ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA – Foi publicada em 1951 pela Imprensa Bíblica Brasileira.
  • ARA – ALMEIDA REVISTA E ATUALIZADA – Uma comissão de especialistas brasileiros trabalhando de 1946 a 1956, prepararam a edição ARA. É uma obra magnífica, com melhor linguagem e melhor tradução. O NT foi publicado em 1951. o AT em 1958. a publicação é da Sociedade Bíblica do Brasil. Foi usado o texto grego de Nestle para NT e o hebraico de Letteris para o Antigo Testamento.
  • NTLH - NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE – Lançada em 2000, mantém-se fiel aos textos originais e ao mesmo tempo adota a estrutura gramatical e a linguagem falada pelo povo brasileiro. Desenvolvida pela Comissão de Tradução da SBB. Sendo uma revisão da BLH, recebendo uma revisão tão profunda que pode ser considerada, realmente, como uma nova tradução das Escrituras Sagradas. Lançada em 2000.
  • NVI - NOVA VERSÃO INTERNACIONAL - É uma versão de 2001, traduzida pela International Bible Society, atualmente chamada “Bíblica Brasil” e publicada pela editora Vida.
  • NAA - NOVA ALMEIDA ATUALIZADA - Esta nova tradução surge com modificações para apresentar uma linguagem mais moderna e compatível com as chamadas novas versões. É uma revisão da RA e tem o propósito de apresentar o texto clássico de Almeida numa linguagem mais atual.

2. OUTRAS TRADUÇÕES.

Além das traduções de Almeida, temos ainda outras traduções na língua portuguesa. Por questão de espaço citaremos algumas.

  • FIG – Antônio Pereira de Figueiredo: Padre católico romano. Grande latinista. Editou o NT em 1778 e o AT em 1790, tradução feita em Portugal. Atualmente é impressa pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, Londres.
  • TR BR – Tradução Brasileira, publicada inicialmente em 1917. feita por uma comissão de teólogos brasileiros e estrangeiros. O NT foi publicado em 1910 e o AT em 1917. é tradução mui fiel ao original. Esgotada. Sua publicação foi suspensa em 1954.
  • RHODEN – Humberto Rhoden: Ex padre brasileiro. Versão particular dele. Foi publicada em 1935. esse padre de Santa Catarina deixou a Igreja Romana. Versão mui usada na crítica textual. Esgotada.
  • SOARES – Matos Soares: Versão popular dos católicos brasileiros (Edições Paulinas). Foi padre brasileiro e traduziu a Vulgata. Foi publicado no Brasil em 1946. Já o era em Portugal desde 1933. um grava inconveniente são os itálicos que as vezes são mais extensos do que o texto em si, e conduzem a preconceitos e tendências.
  • VIBB – VERSÃO DA IMPRENSA BÍBLICA BRASILEIRA: Lançada em 1968, após longo e cuidadoso trabalho, baseada na tradução de Almeida. A edição de 1968 aparece apenas em formato de púlpito. Em 1972 foi lançada em formato popular.
  • CBPS – CENTRO BÍBLICO DE SÃO PAULO: Edição Católica popular de SP.
  • TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO – Versão da Bíblia publicada pelas TJs. Foi preparada para apoiar as crenças da seita.

3. BÍBLIA HEBRAICA.

Consiste apenas de nosso AT. Essa é a Bíblia dos judeus. Lá o arranjo dos livros é diferente, e o total é de 24 em vez de 39, porque vários grupos são contados como um livro. O texto é sempre o mesmo. Os 24 livros estão classificados em três grupos a que Jesus referiu-se em Lc 24.44. LEI, PROFETAS E ESCRITOS. Os Salmos eram o primeiro livro do último grupo, talvez por isso citados em Lc 24.44, querendo indicar o grupo.

4. EDIÇÕES CATÓLICAS (OS APÓCRIFOS).

A Bíblia de edição católica contém sete livros a mais, perfazendo um total de 73 livros ao todo. Esses “livros a mais são chamados de APÓCRIFOS, palavra que no sentido religioso significa: “não genuínos” ou espúrios”. São livros que não são considerados como inspirados por Deus. Os sete apócrifos estão todos inseridos no AT. Isto feito muito depois de encerrado o cânon do AT por conveniência da Igreja Católica. A aprovação deles por essa Igreja se deu no Concílio de Trento em 1546, em meio a muita controvérsia. Os sete livros são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, I e II Macabeus.  Além destes sete livros, a Bíblia de edição católica tem mais quatro acréscimos a livros canônicos:

ACRESCIMO AO LIVRO DE ESTER

  • O sonho de Mardoqueu (11.2-12) e sua descoberta de uma conspiração contra o rei ( 12.1-6)
  • O edito real de Hamã, proclamando uma perseguição letal contra os judeus  (13.1-7)
  • As orações de Mardoqueu (13.8-18) e Ester ( 14.1-9)
  • Ester aparece sem ser convocada perante o rei (15,4-19)
  • O edito real de Mardoqueu, contrariando o edito de Hamã (16.1-24)
  • Interpretação do sonho de Mardoqueu (10.4-13) e o colofão da versão grega (11.1)

ACRESCIMO AO LIVRO DE DANIEL

É a parte considerada pelo catolicismo como “deuterocanônica”. além da parte escrita originalmente em hebraico existem adições de origem grega: capítulos 3.24-90; 13 e 14

  • O sonho de Azarias e o Cântico dos três jovens (3.23,4)
  • História de Suzana (13)
  • Bel e o dragão (14)

 As Bíblias católicas têm livros cujos nomes diferem daqueles empregados nas edições dos evangélicos:

BÍBLIA PROTESTANTE

BÍBLIA CATÓLICA

I e II Samuel

I e II Reis

I e II Reis

III e IV Reis

I e II Crônicas

I e II Paralipômenos

Esdras/ Neemias

I e II Esdras

Lamentações de Jeremias

Trenos

Também existe variação na numeração dos salmos:

BÍBLIA PROTESTANTE

BÍBLIA CATÓLICA

Salmos 9,10

Salmos 9

11-113

10-112

114-115

113

116

114-115

117-146

116-145

147

146-147

148-150

148-150

II. TEORIAS SOBRE A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA.

Inspiração é a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia usando suas próprias personalidades e estilos comporem e registrarem sem erro as palavras de sua revelação. A inspiração aplica-se somente aos manuscritos originais, chamados de “autógrafos”. A inspiração é a ideia de que Deus iluminou a mente dos autores da Bíblia, permitido-lhes transmitir uma mensagem fiel. Numa definição abrangente podemos dizer que inspiração é uma supervisão divina dos autores humanos. Entre algumas teorias em relação a inspiração das Escrituras vamos destacar algumas observando seus erros e pontos divergentes,

  • Inspiração Natural – Não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A Bíblia foi escrita por homens de grande talento, estando no mesmo patamar de outros escritos.
  • Mística ou iluminativa - Os autores bíblicos foram cheios do Espírito como qualquer crente pode ser hoje, desta forma outros escritos podem ser tão inspirados quanto a Bíblia e não se pode crer em infalibilidade.
  • Mecânica (ou teoria da ditação) - Os autores bíblicos foram apenas instrumentos passivos nas mãos de Deus como máquinas de escrever com as quais Ele teria escrito. Deve-se admitir que algumas partes da Bíblia foram ditadas (os Dez mandamentos)
  • Parcial - Somente o não conhecível foi inspirado (criação, conceitos espirituais)
  • Conceitual - Os conceitos, não as palavras, foram inspirados. Os autores bíblicos foram mais inspirados que outros autores humanos.
  • Neo-ortodoxa - Autores humanos só poderiam produzir uma registro falível.
  • Inspiração Falível - Uma teoria, que vem ganhando popularidade, de que a Bíblia é inspirada mas não isenta de erros.
  • Verbal e Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que cada palavra (verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas no sentido da definição acima.

1. A INSPIRAÇÃO VERBAL E PLENÁRIA.

A verdadeira doutrina conhecida como Verbal e Plenária é válida apenas para os manuscritos originais e se estende às próprias palavras. Deus é superintendente do processo, não ditando aos escritores, mas guiando-os.  Inclui a inerrância.  

  • 2Tm 3.16. Afirma que Deus é o autor das Escrituras e que estas são o produto de Seu sopro criador. “Theopneustos”, soprado por Deus. .  
  • 2Pe 1.20,21. O “como” da inspiração - homens “movidos” pelo Espírito Santo.
  • Ordens especificas para escrever a Palavra do Senhor (Ex 17.14; Jr 30.2).
  • O uso de citações.  At 28.25.  
  • O uso que Jesus fez do A.T. Mt 5.17; Jo 10.35.
  • O NT afirma que outras partes do AT são Escrituras. 2Pe 3.16
  • Os escritores estavam conscientes de estarem escrevendo a Palavra de Deus 1Co 2.13; 1Pe 1.11,12.
  • A fidedignidade do caráter de Deus.  Rm 3.4.
  • O ensino de Cristo Mt 5.17; Jo 10.35.  
  • Os argumentos baseados em uma palavra ou na forma de uma palavra. Gl 3.16.

III. CANONICIDADE

O Cânon que significa do grego “Lista” ou “linha de medir” refere-se ao grupo de livros que entram como Sagrada Escritura. Existem há tempos divergências sobre os livros escritos no AT que devem entrar no cânon; resistências mesmo entre os pré-cristãos. Os samaritanos, por exemplo, rejeitam todos os livros do AT, com exceção do Pentateuco; em contrapartida no séc. II a.C. as pseudônimas de caráter apocalíptico reivindicam o caráter de inspirados. Entre os rabinos existe inaceitações com relação aos livros de Ezequiel, Provérbios, Cantares, Eclesiastes e Éster. As divergências patrísticas sobre os apócrifos gregos e latinos, se seriam ou não canônicos, o que perdurou até o Renascimento.

1. CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS.

A Bíblia é auto-autenticável e os concílios eclesiásticos só reconheceram (não atribuíram) a autoridade inerente nos próprios livros.  Deus guiou os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido.

a) CÂNON DO A.T.

Alguns afirmam que todos os livros do cânon do AT foram reunidos e reconhecidos sob a liderança de Esdras (quinto século a.C.). O NT se refere a AT como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus equivaleria dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42; 22.29).  O Sínodo de Jamnia (90 A.D.) Uma reunião de rabinos judeus que reconheceu os livros do A.T

b) OS PRINCÍPIOS DE CANONICIDADE DOS LIVROS DO N.T.

  • Apostolicidade. O livro foi escrito ou influenciado por algum apóstolo?
  • Conteúdo. O seu caráter espiritual é suficiente?
  • Universalidade. Foi amplamente aceito pela igreja?
  • Inspiração. O livro oferecia prova interna de inspiração?

c) A FORMAÇÃO DO CÂNON DO N.T.

  • O período dos apóstolos. Eles reivindicaram autoridade para seus escritos (1Ts 5.27; Cl 4.16).
  • O período pós-apostólico. Todos os livros forma reconhecidos exceto Hebreus, 2 Pedro e 3 João.
  • O Concílio de Cartago em 397 reconheceu como canônicos os 27 livros do N.T.

BIBLIOGRAFIA:

Maturidade Cristã – CPAD -  Out. 1989

Manual da Escola Bíblica Dominical – Antônio Gilberto - CPAD

www.vivos.com.br

 

INTRODUÇÃO BÍBLICA (BIBLIOLOGIA)

Introdução. Vivemos dias em que a descrença na Bíblia e em Deus é crescente, porém para nós, salvos em Jesus Cristo, a Bíblia é a Palavra de Deus em todos os sentidos. A Bíblia alumia nossos corações, fortalece a nossa fé e reverdece em nós a esperança da glória do Grande Deus. Sobre a Bíblia, o incomparável Coelho Neto, poeta e apreciador profundo das Escrituras, escreveu: Homem de fé, o livro da minha alma aqui o tenho: é a Bíblia. Não o encerro na biblioteca, entre os de estudo, conservo-o sempre na minha cabeceira à mão. É dele que tiro água para a minha sede de verdades; é dele que tiro o pão para a minha fome de consolo; é dele que tiro a luz nas trevas das minhas dúvidas; é dele que tiro o bálsamo para as dores das minhas agonias. É vaso em que semeando a caridade, vejo sempre verde a esperança, abrindo-se na flor celestial, que é a fé. Eis o livro que é a valisa com que ando em peregrinação pelo mundo. Tenho nele tudo. O Deus que trago no coração, é Cristo. Tenho-o diante de mim, como trago no meu coração, no meu gabinete de trabalho, cercado de flores, turíbulos perenes, que embalsamam com seu aroma e, mais do que imagem, tenho-o em culto no oratório do meu coração. Os pontos cardeais da minha religião são os quatro evangelhos. Lendo-os, conforto-me e quanto mais os medito, mais me sinto aproximar de Deus.

LIÇÃO 1 - A ORIGEM DIVINA DA BÍBLIA E SUA ESTRUTURA

TEXTO BÁSICO: Sl 119.65-72

65 - Fizeste bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra. 66 - Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos. 67 - Antes de ser afligido, andava errado; mas agora guardo a tua palavra. 68 - Tu és bom e abençoador; ensina-me os teus estatutos. 69 - Os soberbos forjaram mentiras contra mim; mas eu de todo o coração guardarei os teus preceitos. 70 - Engrossa-se-lhes o coração como gordura, mas eu me alegro na tua lei. 71 -Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. 72 - Melhor é para mim a lei da tua boca do que inúmeras riquezas em ouro ou prata.

TEXTO DEVOCIONAL: Sl 119.9,10

Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.

INTRODUÇÃO: A Bíblia é a revelação de Deus a humanidade. Seu autor é Deus, seu real intérprete é o Espírito Santo, e seu assunto central é o Senhor Jesus Cristo. Sendo a Bíblia a revelação de Deus, ela expressa a vontade de Deus, portanto, ignorá-la, é ignorar o próprio Deus. Certo autor anônimo corretamente declarou: “A Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando.” O vocábulo “Bíblia” não se encontra dentro do texto das Sagradas Escrituras, ele é derivado do nome grego que se dava a folha de papiro preparada para escritura – BIBLOS. Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado de BIBLION, e vários destes era uma BÍBLIA. Portanto a palavra “Bíblia” literalmente significa “coleção de livros pequenos”. Devido as Escrituras formarem uma unidade perfeita, a palavra “BÍBLIA”, sendo plural, passou a ser singular significando “O LIVRO”. A definição canônica de Bíblia é: “A Revelação de Deus a Humanidade”. Os vocábulos “bíblia” e “bíblion” constam no N.T. Grego, mas não se refere a própria Bíblia:

BÍBLIA – Jo 21.25; 2Tm 4.13; Ap 20.12.

BÍBLION – Lc 4.17; Jo 20.30

I. A BÍBLIA COMO LIVRO.

Além da necessidade de se aceitar a Bíblia como divina revelação de Deus para a humanidade, impõem-se o dever de compreendê-la como um livro escrito com palavras a nível da assimilação humana. Podemos começar observando os materiais usados para a escrita original. Primeiramente foi usada a pedra, como a roseta e centenas de outras, tanto no Egito como na Caldeia, em seguida aparece a cerâmica largamente usada na Mesopotâmia, e mais tarde o PAPIRO, uma planta aquática que crescia junto aos rios, lagos e banhados do Oriente, lugares húmidos. Sua haste conchada era prensada, lixada, polida com verniz especial, ficando pronto para receber a tinta da escrita. Usado no mundo todo, mas principalmente no Egito, tinha a vantagem de suportar emendadas chegando as folhas, alcançar 4 a 5 metros de comprimento ou mais. Ex 2.3; Jó 8.11; Is 18.2. De papiro deriva o termo “papel”. Seu uso na escrita vem de 3.000 a.C. No Egito. Por fim apareceu o PERGAMINHO que era a pele de cabrito, curtida, raspada polida e preparada para a escrita. É material mais caro superior ao papiro, porém de uso mais recente do que aquele. Tinha a vantagem de poder ser raspado e receber nova escrita. Teve seu uso generalizado, a partir do século I, na Ásia Menor. É também citado na Bíblia. 2Tm 4.13

1. FORMATO PRIMITIVO.

Outro fator importante era os formatos e os tipos de escritas primitivas que foram usados Inicialmente Os formatos antigos foram principalmente dois: ROLOS, que eram de fato um rolo, feito de papiro ou pergaminho preso por dois cabos de madeira para facilidade do manuseio. Cada livro da Bíblia era um rolo separado. CÓDICES - Era uma obra em formato de livro de grandes proporções. Nosso vocábulo “livros” vem do latim “liber”, que significa primeiramente “cascas de árvore”, depois “livros”. As escritas primitivas eram  feitas pelos escribas de modo laborioso, oneroso e lento. Existiam dois tipos de manuscritos:

MANUSCRITO UNCIAL – Era o que continha somente letras maiúsculas.

MANUSCRITO CURSIVO – O que continha somente minúsculas.

O AT foi todo escrito em hebraico, com exceção de Dn 2.4; 7.28; Ed 4.8; 6.18; 7.22-26 e Jr 10.11, escritos em aramaico. O NT foi escrito em grego popular chamado “KOINÉ” que quer dizer “comum”. Os manuscritos do NT aparecem em iniciais maiúsculos, e cursivos que vem a ser minúsculos.

2. ESCRITORES DA BÍBLIA.

A existência da Bíblia, abrangendo seus escritores, sua formação, composição, preservação e transmissão, só pode ser explicada como milagre de Deus, ou melhor, como Deus sendo o seu autor. Foram cerca de 40 os escritores da Bíblia. Deste modo, a Palavra Escrita de Deus foi dada por canais humanos. Estes homens pertenceram as mais variadas profissões e atividades. Escreveram e viveram distantes uns dos outros em épocas e condições diferentes. Levou aproximadamente 1600 anos (16 séculos) para escreverem a Bíblia toda. Apesar de todas estas dificuldades, a Bíblia não contém erros nem contradições. Existe sim, dificuldade de compreensão, interpretação, tradução e aplicação, mas tudo isto do lado humano, devido a nossa incapacidade em todos os sentidos.  Os homens escolhidos por Deus para compor a Bíblia, eram praticamente de todas as atividades da vida humana então conhecida, razão pela qual encontramos os mais variados estilos nos seus escritos.

Exemplos: Moisés foi príncipe e legislador, Josué, foi um valoroso soldado, Davi e Salomão foram reis e profetas, Isaías, foi estadista e profeta, Daniel, foi ministro de estado, na Babilônia, Jeremias e Zacarias, foram sacerdotes e profetas, Amós, foi agricultor e vaqueiro, Pedro, Tiago e João, foram pescadores, Mateus, foi funcionário público romano, Lucas, foi médico e historiador, Paulo, foi teólogo e erudito, além de confeccionar tendas. Apesar das variadas formações e ocupações dos escritores da Bíblia, examinando os seus escritos, observamos como eles se harmonizam e se inteiram do começo ao fim. Eles não tomam rumos diferentes. As condições em que eles escreveram os livros, também foram as mais variadas.

Por exemplo: Moisés escreveu os seus livros nas solitárias paragens do deserto durante suas peregrinações do Egito para Canaã. Jeremias escreveu nas trevas e imundícies dum cárcere. Davi, nas campinas e elevações do campo, no calor das batalhas. Salomão, no conforto do palácio, em um reino sem guerras. Paulo, ora em prisões, ora em viagens. João, exilado na Ilha de Patmos, escreveu o Apocalipse. Não obstante tantas e diferentes condições em que cada escritor encontrava-se quando tiveram que escrever seus livros, juntos eles são de uma uniformidade incrível, fluindo suavemente de Gênesis ao Apocalipse, e não apresentando nenhuma contradição.

II. DIVISÃO EM PARTES PRINCIPAIS

A estrutura da Bíblia compreende a sua composição, isto é, a sua divisão em partes principais e seus livros quanto a classificação por assunto, divisões em capítulos e versículos, e certas particularidades. A Bíblia se divide em duas partes principais: Antigo Testamento (AT) e Novo Testamento (NT).  O AT é três vezes mais volumoso que o NT.

1. COMPOSIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS LIVROS.

A Bíblia contém 66 livros, sendo 39 no AT e 27 no NT. O maior livro é o de Salmos e o menor o de 3João. Os 66 livros estão classificados ou agrupados por assunto, sem ordem cronológica. O Antigo Testamento se divide em quatro partes:

PENTATEUCO/ LEI. 5 Livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Tratam da criação e da lei

  • HISTÓRIA. 12 Livros: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Contém a história do povo escolhido.
  • POESIA – 5 Livros: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. São chamados poéticos devido ao gênero do seu conteúdo.
  • PROFECIA – 17 Livros subdivididos em dois grupos:
  • POFETAS MAIORES – 5 Livros: Isaías, Jeremias, Lam. de Jeremias, Ezequiel e Daniel
  • PROFETAS MENORES – 12 Livros: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Os nomes maiores ou menores referem-se ao volume e matéria dos livros bem como a extensão dos ministérios.

O Novo Testamento também pode ser dividido em quatro partes:

  • BIOGRAFIA – 4 Livros: Mateus, Marcos, Lucas e João. São os quatro Evangelhos. Descrevem a vida terrena do Senhor Jesus e o seu ministério entre os homens. Os três primeiros são chamados “Sinópticos” devido ao paralelismo que apresentam.
  • HISTÓRIA – 1 Livro: Atos dos Apóstolos. Registra a história da Igreja Primitiva,  viver e agir.
  • DOUTRINA/ EPÍSTOLAS – 21 Livros, podendo ser subdivididos em dois grupos:
  • EPÍSTOLAS PAULINAS - 13 Livros. Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemon.
  • EPÍSTOLAS GERAIS - 8 Livros. Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I,II e III João, Judas.
  • PROFECIA – 1 Livro. Apocalipse, que significa “Revelação” - Trata da volta pessoal de Jesus

CONTINUA...

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

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