quarta-feira, 3 de maio de 2017

ANGELOLOGIA, A DOUTRINA A RESPEITO DOS ANJOS

pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Cl 1.16

Hoje começamos um novo tema em nosso estudo da Terça Feira. Existe uma ordem de seres celestiais que ocupam uma posição bastante distinta tanto de Deus como de nós seres humanos, eles estão em uma posição bem abaixo da divindade porém num estado superior ao nosso. O estudo que começamos hoje se relaciona a estes seres é na teologia este estudo é chamado de “Angelologia”. Primeiro estudaremos a classe de anjos bons, (que no caso estarei ministrando). Quanto aos anjos maus, será ministrado logo após pelo Pastor Edson Marcelino. Após o estudo dos anjos em seus mais variados aspectos tipo: Natureza, quantidade, hierarquia, teremos a Missionária Luciene fazendo o fechamento com a ministração da Batalha Espiritual. Esperamos que nestes dias sejamos muito abençoados por Deus e que possamos aprender um pouquinho mais de Sua Palavra, afinal, a Bíblia será, durante todo este estudo, o nosso manual de regra e de fé. O que posso dizer agora é: Bom Estudo, e aproveite aproveite para tirar as suas dúvidas!

INTRODUÇÃO.
 Hb 1.13,14.E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, Até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?
Para começar nosso estudo, o termo “Angelologia” vem de duas palavras gregas: “ângelo” que significa Anjo e “logia” , estudo ou tratado.  Assim, a Angelologia, é o estudo que trata exclusivamente a respeito dos anjos, tantos bons como maus. A palavra hebraica traduzida para anjo no AT é mal’ak, e significa mensageiro ou representante. Quanto a existências destes seres, a Bíblia é muito clara, e não nos deixa em dúvida, eles eles existem e são ministros de Deus com a missão de trabalhar a nosso favor, os salvos em todo tempo (coitados deles, que dura tarefa).

A Angelologia visa nos preparar teologicamente para impedir que sejamos surpreendidos e não venhamos cair nas mãos de líderes fraudulentos e ações malígnas, cuja única finalidade é a de nos conduzir ao erro da mera especulação teológica e de heresias perigosas sobre este assunto. O Anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.” Sl 34.7.

Ao longo deste estudo iremos abordar assuntos relacionados ao verdadeiro aspécto doutrinário em relação aos anjos, mas não deixaremos de abordar as heresias e os desvios doutrinários de falsas aplicações do texto bíblico. Veremos o quanto estes desvios doutrinários vem causando prejuízo e afastamento da verdadeira adoração e do verdadeiro culto a Deus.

I. A NATUREZA FUNDAMENTAL DOS ANJOS
Jó 38.4 Onde estava tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?... quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?”
Os anjos devem ser vistos inicialmente como parte especial da criação de Deus. E, sendo eles seres criados, assim como nós o somos, se faz necessário um estudo um pouco mais aprofundado no sentido de nos conduzir a um bom entendimento no que diz respeito ao que faz destes seres identificados biblicamente como anjos, seres diferenciados dos nós os humanos.

1.OS ANJOS SÃO TODOS SERES CRIADOS.
Ne 9.6 “Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora”.
O plano de criação levado a efeito por Deus, talvez esteja um pouquinho distante do nosso entendimento, principalmente quando analisamos à luz da criação universal. Entre as muitas coisas criadas por Deus estão os anjos que no entanto não são eternos como Deus o é, nem auto-existentes. Os anjos foram criados, como criadas foram todas as demais coisas do universo, como nós por exemplo. Porém, os anjos foram criados em um tempo distinto do nosso, Só não temos como precisar com exatidão esta época uma vez que a Bíblia não nos dá este registro. O mais provável é que tenham sido criados antes da fundação do mundo. A única coisa que podemos entender dos registros sagrados é que os anjos foram criados num princípio remotíssimo. A certeza é: Os anjos foram criados, mas quando foi esse principio, ninguém foi capaz de descobrir. Sl 148:2,5 Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos. Louvem o nome do SENHOR, pois mandou, e logo foram criados. 

Expressões tipo: “Exércitos dos céus”, “soberanias”, “principados” e “potestades”, são expressões figuradas, e geralmente são aplicadas na Bíblia, aos anjos. Cl 2.10“... Ele é o cabeça de todo principado e potestades. Outra situação que também não temos como precisar, (que tipo de estudo é este que não sabe precisar nada?) é a quantidade de anjos que foram criados por Deus, no tempo em que foram criados.   

2. OS ANJOS SÃO INCONTÁVEIS.
Jó 25.3Acaso, têm número os seus exércitos?...” 
Quanto ao número exato ou quantidade de anjos que foram criados por Deus, é ainda mais impossível precisar com exatidão. O livro de Apocalipse nos surpreende apresentando um número que não resolve de vez o problema da quantidade de anjos que foram criados por Deus, pelo contrário, nos deixa ainda com mais dúvidas. Ap 5:11 E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares.

O texto Apocalíptico nos fala de um numero que não temos como estabelecer em uma contagem determinada. O que parecer ter acontecido foi que João, o evangelista, viu, no céu, este número incontável de seres angelicais e não tendo como estabelecer com exatidão a grande quantidade, como saída, utilizou expressões conhecidas nossa como: milhões e milhares.

O profeta Daniel também não conseguiu definir o número exato nas regiões celestes. Em uma visão do julgamento final, Daniel se vê obrigado a seguir pelo mesmo caminho utilizando por João, ele utiliza expressão que  não nos dão nenhuma precisão deste número incontável. Daniel usa a expressão miríades, que tem o mesmo sentido de milhões. Dn 7.10. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, se abriram os livros.”  

Outro texto que fala da grande quantidade de anjos está na carta aos Hebreus. O escritor também não sabendo precisar, desta vez utiliza a expressão “incontáveis”, prova mais uma vez da impossibilidade de determinar o número exato como Daniel e João. Hb 12.22 Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia.

De acordo Lucas, uma multidões de anjos apareceram na noite do nascimento de Jesus, bradando de alegria pelas novas perspectivas de esperança que desciam à terra. Lc 2.13,14 De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor”.

A expressões milhões de milhões indicam uma quantidade que pode chegar a se aproximar dos cem milhões enquanto que a expressão milhares de milhares chegam a não menos que 4 milhões. Mt 26.53 Você acha que eu não posso pedir a meu Pai, e ele não colocaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos?  No Exército Romano uma Legião é igual a 10 coortes ou agrupamentos que compreendendo cerca de 4 a 6 mil soldados de infantaria e 300 cavaleiros. Se multiplicarmos 6.000 mil por 12 teremos 72.000 mil como resultado. Mais 3.600  cavaleiros o total será de 75.600.

3. OS ANJOS SÃO EXÍMIOS ADORADORES.
Jó 38.4,7 Onde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responda-me, se é que você sabe tanto. Enquanto as estrelas matutinas juntas cantavam e todos os anjos se regozijavam?
Que os anjos são seres que foram criados especialmente como adoradores de Deus, a Bíblia também não nos deixa em dúvidas. Eles são apresentados por diversas vezes nas Escrituras prestando algum tipo de louvor a Deus, e isso sempre com naturalidade e espontaneidade digna de um adorador. Ap 5. 11,12 Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e milhões de milhões. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os anciãos, e cantavam em alta voz: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!”

Por se tratar de adoradores de Deus, os anjos exercem um tipo de sujeição a Pessoa do Senhor Jesus Cristo que deve ser imitada. Fato devidamente comprovado ao longo de muitos textos nas Escrituras Sagradas. O NT está repleto de textos que apresentam inumeráveis momentos em que esta afirmação é corroborada. Ef 1.20,21 O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais; acima de todo principado, e potestades, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro.

Embora os anjos desfrutem de um poder excepcional em relação aos homens, eles não são onipotentes muito menos todo-poderosos. Os anjos por adoradores que são, possuem sua maneira de agir sempre direcionada a adoração a Deus. Tudo o que eles fazem, têm feito e farão, está sempre de acordo com aquilo que Deus estabeleceu para eles.. Bendizei ao Senhor, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra Sl 103.20

Estas atitudes de adoração de prostrar-se aos pés do Senhor Jesus, logicamente, no falar de Paulo, é uma atitude peculiar de um adorador, tanto homens, quanto anjos. Nós aqui na terra, adoramos em nossos cultos e com as nossas vidas. Quanto os anjos no céu, mesmo estando vivendo em condições bem superiores a nossa, vivem nessa condição adoradora e fazem isto com extremos prazer, como nós! Fp 2.9-11 Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.

4. OS ANJOS SÃO MUITO INTELIGENTES.
Ez 28.1-5 Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro; Assim diz o Senhor Deus: Visto que se eleva o teu coração, e dizes: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no coração dos mares, e não passas de homem e não és Deus,ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus – sim, és mais sábio que Daniel, não há segredo algum que se possa esconder de ti; pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste o teu poder...pela extensão da tua sabedoria no teu comercio, aumentaste as tuas riquezas; e, por causa delas, se eleva o teu coração. 
Os anjos, ministros de Deus, desempenham tarefas que são sumamente importantes em relação a nós os seres humanos. O que a Bíblia diz a respeito deles nos faz chegar a conclusão que eles excedem em muito toda sabedoria que nós, seres humanos possuímos ou possamos adquirir. Em nossa história, homens inteligentes como poetas, escritores, doutores etc, fizeram muito pelas nações, mas nada que se possa ao menos comparar com a sabedoria ou a inteligência dos anjos. A história de Israel é uma prova desta inteligência angelical. Na Bíblia encontraremos frequentes ações que no desenvolvimento natural mostrou que os anjos se sobressaíram não só como seres poderosos, mas também como inteligentes e sábios. Sl 91.11 Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos;

Em resumo, Bíblia os apresenta os anjos como seres dotados de inteligência e conhecimento muito superior ao nosso, não importando a formação que possuímos. O bom é que toda esta sabedoria e inteligência são usadas com multiplicidade de ações e atuações a nosso favor. Os anjos agem nos guardando e nos comunicando boas novas dos céus, são seres espirituais que estarão diretamente envolvidos nos acontecimentos proféticos escatológicos nos finais dos tempos. 2Ts 1.7 e dar alívio a vocês, que estão sendo atribulados, e a nós também. Isso acontecerá quando o Senhor Jesus for revelado lá dos céus, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes.

II. OS ANJOS E SUA CONDIÇÃO ESPIRITUAL.
HB 1:14 Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?
A Bíblia identifica os anjos como espíritos ministradores enviados por Deus a favor dos que hão de herdar a salvação. O fato de terem sido criados essencialmente espíritos, não nega a possibilidade de eles possam exercer uma  condição de materialização. Isto é, podem assumir formas materiais na semelhança do homem. Foi através desta condição que eles se manifestaram a pessoas como Abraão, Jacó, Daniel, Elias, Maria, Zacarias e aos pastores de Belém.

O Senhor Jesus ao referir-se a condição espiritual, fez uma afirmação bastante curiosa. Lc 24:39 Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. Entretanto não são poucas as vezes em que vemos na Bíblia os anjos assumindo forma humana. Indicando que, de alguma forma que também não sabemos como explicar, e como vimos acima, eles podem até se materializar. Talvez isto aconteça devido a posição intermediária que eles assumem entre a divindade e o homem. Ao se materializar os anjos podem assumir formas das mais variadas, eles também podem se apresentarem com vestimentas muitos diferenciadas. At 1:10 E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco.

Sendo assim é bom que entendamos que os anjos mesmo assumindo estas formas eles se diferenciam dos homens em muitos aspectos. Vejamos alguns aspectos no mínimo curiosos.

1. ANJOS SE DIFERENCIAM EM PODER.
E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. Mt 28.2
O que vimos até aqui e o que a Bíblia ensina, é que os anjos pertencem a uma classe de seres criados, inferiores a Deus, no entanto, com uma superioridade aos homens. Hb 2.7 Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, De glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos. Eles possuem poder sobre-humano, contudo, um poder limitado. O poder que exercem não é auto-originado, isto é, não faz parte da essência da natureza angélica. Eles são o que são e fazem o que fazem com base no poder delegado por Deus, já que o poder, no sentido mais elevado, pertence única e exclusivamente a Deus. Contudo, eles foram dotados com um poder tal que, para nós os seres humanos, muitas vezes pode parecer assombroso. Mt 28:3 E o seu aspécto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve.

Isso elimina um conceito largamente difundido, segundo o qual nós os crentes quando morrermos, bem como as almas das nossas crianças que morrerem, serão transformados em anjos. Evidentemente, este é um erro muito grande pois a alma dos crentes jamais podem transformar-se em anjos, pois estes para sempre serão distintos dos seres humanos. Dt 33.2 Disse, pois: O Senhor veio do Sinai e lhes alvoreceu de Seir, resplandeceu desde o monte Parã; e veio das miríades de santos; à sua direita, havia para eles o fogo da lei. 

O maior número de casos registrados nas Escrituras em relação a ação e o poder dos anjos estão no AT. São ações que se relacionam intimamente à proteção e preservação do povo de Deus. Fato que pode ser facilmente comprovado em ações como a destruição do Exército Assírios levando a óbito não menos que 185 mil soldados em apenas uma noite. 2 Rs 19.35 Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do SENHOR, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres.

Outra passagem que não esconde o poder dos anjos é o texto que apresenta uma resposta a oração feita pelo profeta Daniel. Forças malígnas tentaram impedir que a resposta chegasse ao servo de Deus, e anjos foram enviados anjos para abrir caminho entre os seres espirituais do mal e o servo do Senhor. Dn 10.12,13 Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. 

No caso de Davi, temos um texto em que um só anjo destruiu não menos que setenta mil homens de Israel, que estavam prontos para destruir a cidade de Jerusalém, o que teriam feito se o Senhor não tivesse intervindo. Estes são apenas alguns dos textos que comprovam a atuação poderosa dos anjos em favor dos servos de Deus. Em resumo: Na destruição do exercito assírio, um só anjo destruiu cento e oitenta e cinco mil soldados. No caso relacionado a oração de Daniel, em que a luta envolvia resistência de natureza espiritual, foi necessário a cooperação entre os anjos para que o inimigo fosse vencido. E com o rei Davi, Deus não o deixou desamparado. 2Sm 24:15,16 Então enviou o SENHOR a peste a Israel, desde a manhã até ao tempo determinado; e desde Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo. Estendendo, pois, o anjo a sua mão sobre Jerusalém, para a destruir, o SENHOR se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do SENHOR estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.


2. SE DIFERENCIAM EM CONHECIMENTO.
Mc 13.32 A respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o pai. 
Por mais ampla que seja a inteligência dos anjos, eles não são oniscientes. Não possuem todo o conhecimento e nem são iguais a Deus em sabedoria. Os anjos, sem dúvida, sabem de coisas a nosso respeito que desconhecemos devido ao fato de serem espíritos auxiliares de Deus. Eles usam sempre este conhecimento para o nosso bem e nunca para maus propósitos. Numa época em que não podemos confiar nossas informações secretas a qualquer pessoa, é consolador saber que os anjos nunca divulgarão seu notável conhecimento para nos prejudicar. Ao contrário, utilizarão sempre para o nosso bem. Jó 38:4,7 Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? 

3.SE DIFERENCIAM PORQUE NÃO SE CASAM.
Mt 22:30 Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu.
Aqui temos uma das afirmações mais curiosa a respeito do nosso estado espiritual no céu. É a declaração do Senhor Jesus de que seremos "como" anjos. Certamente que muitas dúvidas têm surgido, primeiro porque Ele não diz que seremos anjos, diz que seremos como anjos. E em seguida, ainda mais grave para nós, é a afirmação de que no céu não se casa nem se dá em casamento. (isto nos deixa profundamente preocupados!).

Analisando o que dizem alguns comentaristas em relação a condição dos anjos. Precisamos entender porque os anjos não se casam. Afinal, acho que muita gente ficou meio preocupada, pois Jesus disse que seremos como eles! A pergunta que não quer calar é: Se não se casam, porque não o fazem? Vamos tentar entender?

FILHOS DE DEUS E FILHAS DOS HOMENS.
Quero analisar uma situação observando em um texto no livro de Gênesis onde encontramos um caso que se tornou bastante curioso e controverso. Isto porque é um texto de interpretação muito difícil e teremos de analisar pelo menos em três (mais existem mais) posicionamento que se diferem.  Gn 6.2,4 Quando os homens começaram a multiplicar-se na terra e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas, e escolheram para si aquelas que lhes agradaram. Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos.
O Texto é este, ele tem sido tema de muitas discussões ao longo do tempo e os posicionamentos mais discutidos podem ser designados da seguinte forma:

(a) A visão cosmológica (a mistura de anjos e humanos);
(b) A visão  religiosa (os piedosos setitas e os mundanos cainitas); e
(c) A visão  sociológica (aristocratas despóticos e formosas plebeias).

Estudando cada um destes pontos de vista de forma distintas e separadamente vamos tentar definir quem eram as filhas dos homens e os filhos de Deus, embora sei que será extremamente difícil.

(a) A COSMOLOGIA.
Jó 6:1 E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.
Os “filhos de Deus, segundo um ponto de vista bem antigo são anjos caídos  que abandonaram sua habitação. Segundo esta interpretação estes anjos haviam sido expulsos do céu e tenham se estabelecido aqui na terra. Uma vez aqui na terra, estes anjos mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, que eram, supostamente as mulheres que habitavam no mesmo período. O resultado deste relacionamento foi uma raça de “gigantes” conhecida por Nephilim.

Esta é uma teoria que encontrou apoio em livros como Pseudo-Epígrafo de Enoque, escrito cerca de 200 anos a.C. e no livro “História dos Hebreus” de Flávio Josefo. Porém o apoio que parece ter dado mais vida a visão está na interpretação grega das Escrituras, uma a tradução do AT, que ficou conhecida como a “Septuaginta” ou Tradução dos Setenta, feita no século III a.C. A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos (seis de cada uma das doze tribos) trabalharam nela e, segundo a tradição, teriam completado a tradução em setenta e dois dias.

Assim, com base neste livros, tem-se o entendimento que o termo “Filhos de Deus” referia-se a anjos caídos que viviam aqui na terra. vejam que eles não habitavam mais os céus, e neste caso não contrariam as palavras do Senhor Jesus.

(b) A RELIGIÃO. 
O 2° LIVRO DE ADÃO E EVA. Cap 11 versos 3,4 E Sete o mais velho, grande e bom, de alma pura e de mente forte, liderava seu povo, e instruía-o em inocência, penitência e mansidão, e não permitia que nenhum dos seus descesse para junto dos filhos de Caim. Mas por causa da sua pureza eram chamados de “Filhos de Deus’, e estavam com Deus no lugar das hostes de anjos caídos; pois continuaram louvando a Deus e cantando-lhes Salmos em sua caverna, a caverna dos tesouros. (apócrifos e Pseudo-epígrafos da Bíblia (Claudio J.A. Rodrigues)

Este é outro ponto de vista, O Religioso. Parece ser, em nossos dias a visão mais aceita, porém não é a mais confiável. Segundo esta visão, os descendentes da linhagem de Sete cometeram o pecado de se colocarem em jugo desigual com mulheres descrentes da linhagem de Caim. Os descendentes de sete eram conhecidos como “filhos de Deus” enquanto as descendentes de  Caim as “filhas dos homens”. Este ponto de vista, no entanto, fracassa no que diz respeito ao emprego do termo “homens” no verso 1, estar interpretado de maneira distinta no verso 2. No verso 1, o termo “homem” significa “humanidade” de maneira geral, mas, no verso 2, significa a “linhagem de Caim” especificamente.

Seguindo tais raciocínios, fica a pergunta: Por que será que uma raça mista religiosamente teria resultados físicos tão dramáticos como a concepção de “gigantes”, conforme se interpreta a expressão hebraica nephilim? Até onde se sabe, a religião não afeta o DNA de ninguém desse modo! Também devemos notar que em nenhuma parte da Bíblia existe esta distinção de “filhos de Deus” representando uma linhagem fiel a Deus e “Filhos dos homens” como uma linhagem infiel. Portanto tal interpretação bate a ferro frio.

(c) A SOCIOLOGIA.
Parece que a interpretação da Sociologia soa bem melhor que as anteriores. Segundo esta visão o títulos “filhos de Deus” era atribuído a reis, nobres e aristocratas (Aqueles que tem tinham direito a nobreza) no Antigo Oriente Próximo. Esses homens que se comportavam de maneira tirânica procuravam obter poder completo pela maldade. O poder que tais homens exerciam os tornavam conhecidos como “homens de renome” Gn 6.4 Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.

Em sua busca pelo controle de forma autoritária, tais homens pervertiam o conceito de governo entregue por Deus e faziam o que bem entendiam. Além de tudo isso, eram homens extremamente polígamos. As filhas dos homens seriam as mulheres que habitavam as regiões em que tais nobres escolhiam para o ataque.  Gn 6.2 Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.

(d) OS GIGANTES.
Nm  13.33 Também vimos ali gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos gigantes; e eram aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos.
Quem eram esses gigantes? Em relação a eles, temos a palavra nephilim que ocorre em Gn 6.4 NVI Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos.

O termo “nephilins” é usado no AT para se referir a gigantes, conforme Gn 6.4: “Ora, naquele tempo havia gigantes na terra…”. Algumas versões da Bíblia preferem não traduzir o termo hebraico nesta passagem e usam apenas uma transliteração de ”nephilim” (NIV). As versões em português traduzem o termo nephilin como gigantes porque a referência feita aos nephilins em Números 13.33 apresenta-os como pessoas cuja estatura era visivelmente desproporcional à dos demais seres humanos

Mas o texto bíblico não diz que o relacionamento entre filhos de Deus com as filhas dos homens tenha gerado gigantes. Já havia gigantes na terra quando esse tipo de relacionamento supostamente tenha acontecido. O que resultou, desse tipo de relacionamento, foram os “valentes” e “varões de renome”, mas não os gigantes. A discussão se os filhos de Deus eram ou não seres angelicais é irrelevante para a compreensão do texto, pois aquilo que eles geraram não foi chamado de “gigantes”.

No primeiro texto, o termo “gigantes” refere-se aos anaquins, que eram pessoas de grande estatura. A raiz da palavra nephilim vem da naphal, “cair”. Ademais, em alguns contextos, a palavra nephilim está associada à palavra ”gibborim”, que vem de ”gibbor”, ou seja, “homem de valor, força, riqueza ou poder”. Por exemplo, temos Ninrode, com registo em Gn 10.8, era um gibbor. E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra.

Ninrode Parece ter sido também um rei na terra de Sinar, provavelmente a Babilônia. Portanto, o significado de nephilim, nesse contexto, não parece ser “gigantes”, mas algo como um “aristocratas”, “príncipes” ou “grandes homens” que governavam.

Assim, Gn 6.1-4 fica melhor compreendido como um retrato de governantes ambiciosos que se agarravam ao poder e as mulheres como bem lhes aprouvesse. Faziam isso na tentativa de construir sua própria notoriedade e reputação. Não é nada surpreendente que esse mesmo espírito fosse transmitido à prole deles. Como resultado, toda inclinação dos corações de tais homens e mulheres, de governantes ao populacho, ficava cada vez mais perverso. Foi por isso que Deus mandou o dilúvio: a humanidade tinha de ser julgada por sua perversão daquilo que é certo, com e justo, enquanto também se lançava julgamento sobre a instituição do estado e do governo, que provocaram Deus até o limite.
(http://voltemosaoevangelho.com/blog/2014/04/quem-sao-os-filhos-de-deus-e-as-filhas-dos-homens-em-genesis-6/)

III. NEGLIGÊNCIAS E DESVIOS DOUTRINÁRIOS.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos; eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. Sl 91.11,12
Os Anjos, mesmo possuindo condição superior em relação aos homens e fazendo parte de uma criação especial de Deus, não são deuses nem possuem qualquer atributo divino do tipo incomunicável. Possuem qualidades atribuídas por Deus, e devem, por isso mesmo serem vistos como Mensageiros da Sua vontade. 

A Angelologia se apresenta como uma doutrina extremamente importante para nós. A não compreensão dos ensinos bíblico em relação aos anjos tem causado prejuízos incontáveis ao culto a adoração e até a nossa fé cristã. Para termos uma ideia, existe tanta negligência em relação ao tema que determinadas denominações ditas evangélicas contaminaram seus cultos a tal ponto de passarem a utilizar aspectos que ferem frontalmente os ensinamentos sólidos e doutrinários da Bíblia, tipo, fazerem dos anjos as figuras principais do culto e da adoração. Fazem isto assumindo ações que os tornam completamente vulneráveis.  Gl 1:8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

1. NEGLIGÊNCIA NO DESENVOLVER DO CULTO DE ADORAÇÃO.
Ap 22.8,9.Eu, João, sou quem ouviu e sou estas cousas. E, quando as ouvi e vi prostrei-me antes os pés do anjo que me mostrou essas cousas, para adorá-lo. Então ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora A Deus. 
Somos obrigados neste contexto a falar do culto divino, pois em razão da falta de conhecimento bíblico adequado algumas denominações vem conduzindo a um culto onde a adoração a Deus, é substituída por uma adoração voltada a seres angelicais como “Gabriel” e “Miguel”. É comum encontrarmos, principalmente nos chamados “circulo de oração”, com orações e pedidos direcionados aos anjos. Em cultos assim torna-se comum a visão de supostas aparições destes seres que são identificados como anjos (e até podem ser). O problema é, quando o culto se direciona a tais aparições, perde seu verdadeiro sentido. O resultado é um bando de crentes que confiam mais na ação dos supostos anjos que na ação de Deus.

Cl 1:16-19 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse. Se dermos uma olhadinha com com um pouquinho de atenção para o texto de Colosensses talvez nos leve a entender o que o Apóstolo quis dizer com esta afirmação: “Nele foram criadas todas as coisas ”. É claro que Paulo está se referindo a Pessoa Bendita do Senhor Jesus e não faz nenhuma referência a anjos ou qualquer outro ser espiritual como criadores. 

Assim podemos afirmar que substituir o Senhor Jesus Cristo por supostas revelações ou manifestações de anjos é um erro muito grave. Podemos até crer na possibilidade da aparição de anjos, em visões ou sonhos, mais sempre justificado por uma ação Divina. Nestes casos, as aparições são manifestação do dom do Espírito Santo descrito por Paulo como discernimento de Espíritos (ver no âmbito espiritual). O problema é que hoje as pessoas usam supostas visões em completa  desarmonia com a Palavra de Deus, e conduzem o culto a uma reunião direcionada a anjos ou seres espirituais. 
 Cl 2:18 Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,

2. O MUNDO ANTIGO.  
Cl 2:18 Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,
Se hoje temos este problema da adoração equivocada, no passado não foi muito diferente. O agnosticismo é uma doutrina filosófica que declara a inexistência do absoluto. segundo eles, Algo único, que não existe igual, nunca haverá, e é completamente inacessível ao espírito humano. Eles consideravam vã qualquer ideologia religiosa que não podiam ser comprovadas com bases em pesquisas. Eles diziam que seus ensinos eram feitos a um grupo restrito e fechado de pessoas, pois faziam parte de uma ciência, doutrina ou prática, que se fundamentava em saberes sobrenaturais. (cabala).

Inicialmente, os  agnósticos levaram os menos avisados a prestarem uma espécie de culto de adoração a anjos. Na Idade Média, eles uniram suas crenças a certos rituais de bruxarias e idealizaram ainda mais suas idéias trazendo os anjos para os cultos chamados cristãos. A adoração a anjos se intensificou ainda mais graças aos estudos cabalísticos das ciência ocultas estabelecidas em supostas comunicações com os espíritos. Personalizados no meio das religiões esotéricas e místicas eles procuram fortalecer suas idéias de convidarem novamente a adoração a anjos, por meio de bruxos sofisticados e modernos, inclusive dentro de algumas denominações ditas evangélicas sob direção de determinados líderes que assumem tal postura, ou por pura falta de conhecimento bíblico ou por vantagens financeiras que recebam pelo engano a que leva o povo. Cl 2:18 Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,

3. NEGLIGÊNCIA EM UMA ADORAÇÃO EQUIVOCADA.
1Co 10:19-21 Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
Paulo escrevendo a Igreja dos Corintos parece estar travando uma luta grande contra a idolatria, eram situações que ele mesmo considerava como adoração a demônios. É possível observarmos que foi um tipo de "comunhão" assumido por determinados membros da igreja, mais que vinha experimentando considerável aumento em número. Hoje, estamos completamente cercados por tais heresias, jargões surgiram e vem sendo utilizados em muitos cultos ditos cristãos. Jargões tipo “olha o anjo com a bandeja de bênçãos em suas mãos” ou “o anjo está trazendo a cura”. “Gabriel está passando por aí” e coisas do gênero. Paulo nos alerta para tais situações como estas: 1Tm 4:1 MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;  

Paulo nos alerta a respeito deste tipo de culto diferentes dos cultos que deveriam ser direcionados unicamente a Pessoa de Deus. Ele fala de cultos que perdem seu aspécto fundamental de adoração a Deus, para dar lugar a uma adoração negligente e o pior, tais negligências acontecem porque os dirigentes ou líderes, não buscaram o conhecimento nem o ensino verdadeiro em relação ao desenvolvimento do culto. Em alguns casos, não há interesse por parte de alguns obreiros, pois eles passam ser  beneficiados nesta falsa adoração. O culto racional a Deus vai perdendo seu lugar para dar lugar à um culto de engano e mentira que negligência completamente a adoração divina. Tudo o que acontece neste tipo de culto, se volta aos interesses de quem está na direção, e aos espíritos malignos que na verdade são os que são adorados. 

A inserção da idolatria no âmbito destes cultos a Deus tem transformados crentes em pessoas possesas e ao mesmo tempo vazias. Os dirigentes vão colocando os anjos num lugar que eles biblicamente não estão, e inclusive dão a eles nomes dos mais mais variados que a própria Bíblia nunca mencionou. Ef 6:12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Em tudo isso, a Bíblia não nos deixa desavisados, afinal o crescimento assustador nos últimos dias das chamadas doutrinas espíritualisticas foram alertada nas páginas da Escritura em muitos textos. Tais doutrinas sempre  conduziu os crentes, homens, mulheres e até crianças a caminhos de profundas cegueiras espirituais. 1Tm 4:2 Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;

Esta estratégia maléfica conturbam o progresso da graça por esta razão a angelologia é fundamental a nossa formação teológica e a nossa vida cristã. Anjos não foram criados para serem adorados E, quando as ouvi e vi prostrei-me antes os pés do anjo que me mostrou essas cousas, para adorá-lo.  Eles foram criados, assim como nós, como adoradores. Então ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora A Deus. 

Não se preocupar em aprender conceitos doutrinários bíblicos tem feito com que muitos obreiros responsáveis pela direção do culto errem se tornando em presas fáceis nas mão do inimigo. Mt 22:29 Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.

IV. Anjos, SERES DE VÁRIAS PATENTES E ORDENS.
Ef 1.21 Muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir.
A Bíblia cita nominalmente a existência de pelo menos quatro classes de seres da esfera espiritual. São eles: Anjos, Arcanjos, Querubins e Serafins. Apesar de citá-los, a Bíblia não nos dá um detalhamento completo a respeito dos mesmos. Mas, mesmo com as poucas informações que temos,  podemos ter uma ideia razoável do que é cada um deles.

1.ANJOS.
Cl 1.16 pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele.
Na verdade, não existe uma exposição específica na Bíblia em relação aos anjos. Toda abordagem que temos acontece em forma de estudo sistemático, através da interpretação de textos paralelos. Vimos que a Bíblia não apresenta os anjos como uma raça, eles são apresentados como uma companhia, um exercito. Em geral, A Bíblia parece sugerir que, entre os anjos, existem certa diferenças na classificação. Alguns deles parece deterem maior glória, em face das diferentes classes que, somadas, formam as fileiras angelicais entre os quais se destacam os que são tidos simplesmente como anjos, depois os arcanjos, os Serafins e por fim os querubins. para uma melhor compreensão será bom observarmos também separadamente cada um deles.

2. ARCANJO.
Dt 10.13 Mas o prínci pe do reino da Pérsia me resistiu durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos príncipes supremos, veio em minha ajuda, pois eu fui impedido de continuar ali com os reis da Pérsia.
Arcanjo é o nome dado ao anjo que ocupa a segunda classe em sua hierarquia celestial religiosa. É um termo cujo prefixo indica a mais elevada categoria nessa posição hierárquica. O texto bíblico que utilizamos para começar a estudar este tópico não fala de “arcanjos” no plural, mas diz simplesmente “arcanjo”. Esta classificação se aplica a Miguel, cujo nome significa: “o que é semelhante a Deus”.   Jd 1.9 Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: “O Senhor o repreenda!

O prefixo arca, em “arcanjo’, sugere um anjo-chefe, principal ou poderoso. Assim Miguel é agora o anjo acima de todos os anjos, reconhecido como um dos primeiros príncipes dos céus. Miguel é uma espécie de administrador angélico de Deus para o juízo.  
Dt 10.12 Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. Haverá um tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto. 

Ainda temos a sugestão na carta aos Tessalonicenses que o arcanjo Miguel terá papel decisivo na ressurreição dos mortos e transformação dos vivos que comporão a Igreja triunfante no dia do arrebatamento. 1Ts 4.16 Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.

Entre os anjos, apenas dois são citados nominalmente, Gabriel e Miguel. O fato de haver a revelação apenas de dois nomes não dá margem para crer que os outros anjos não tenham os seus, afinal eles têm intelecto, emoções e vontade, ou seja, personalidade, um indício de que cada um deles tenham nomes próprios. Jd 6 E, quanto aos anjos que não conservaram suas posições de autoridade mas abandonaram sua própria morada, ele os tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande Dia..

GABRIEL.
Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus”  Lc 1.19
A Bíblia apresenta o Arcanjo Gabriel como uma pessoa algusta. Ele falou a Zacarias da sua posição junto às hostes angelicais e aparece quatro vezes na Bíblia, sempre trazendo boas-novas, por exemplo:
 Anunciou a Daniel a visão de Deus quanto a ventos futuros;
 Anunciar o nascimento de João batista;
  Anunciou o nascimento de Jesus.

Por mais magníficos e gloriosos que sejam os seres angelicais, tornaram-se obscuros diante da inexplicável glória de Cristo, o Senhor da glória, diante do qual hão de se dobrar todos os joelhos no Céu, na Terra, e debaixo da Terra. Sl 148.1,2 Aleluia! Louvem o Senhor desde os céus, louvem-no nas alturas! Louvem-no todos os seus anjos, louvem-no todos os seus exércitos celestiais.

3. QUERUBINS.
Gn 3.24 Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida.
O termo keruhbim, acha-se pela primeira vez no livro de Gênesis. Tem sua raiz no verbo “querub”, que significa “guardar”, “cobrir”, “proteger” e, também, “celestial”. A palavra “querubim” não ocorre no grego secular; é uma transliteração do hebraico, ou aramaico, e daí a variedade de terminação no plural de kerub. No  grego cheroub, é uma Palavra de etimologia incerta. Trata-se de uma classe de anjos que foram colocados como  responsáveis pela guarda da entrada do paraíso. Gn 3:24 Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida.

O que aprendemos acerca dos Querubins‚ é que eles possuem uma posição elevada na corte celestial e estão diretamente ligados ao trono de Deus Em Ezequiel 10, os Querubins aparecem cheios de olhos e o trono de Deus está acima deles. A ligação dos Querubins com o trono de Deus nos ensina que eles guardam o acesso á presença de Deus. Ez 10.1 Olhei e vi algo semelhante a um trono de safira sobre a abóbada que estava por cima das cabeças dos querubins.

Os querubins são apresentados na Bíblia como seres reais e poderosos simbolizando detalhadamente as coisas celestes. Foi sob a direção de Deus que figuras de querubins foram incorporados ao plano da Arca da Aliança e do Tabernáculo. Figuras que também foram utilizadas na decoração do templo de Salomão. 1Rs 2.23-28 O santuário interno ele esculpiu dois querubins de madeira de oliveira, cada um com quatro metros e meio de altura. As asas abertas dos querubins mediam dois metros e vinte e cinco centímetros: quatro metros e meio da ponta de uma asa à ponta da outra. Os dois querubins tinham a mesma medida e a mesma forma. A altura de cada querubim era de quatro metros e meio. Ele colocou os querubins, com as asas abertas, no santuário interno do templo. A asa de um querubim encostava numa parede, e a do outro encostava na outra. As suas outras asas encostavam uma na outra no meio do santuário. Ele revestiu os querubins de ouro.

Eles também são citados na Bíblia como figuras de seres que têm asas e uma forma semelhante a humana Em algumas passagens vemos querubins com forma de animais Ez 41. 18-19 havia querubins e tamareiras em relevo. As tamareiras alternavam com os querubins. Cada querubim tinha dois rostos: o rosto de um homem virado para a tamareira de um dos lados, e o rosto de um leão virado para a tamareira do outro lado. Estavam em relevo ao redor de todo o templo. Esses seres estão sempre ligados a glorificação da majestade e grandeza de Deus Ap 4. 6-8 E diante do trono havia algo parecido com um mar de vidro, claro como cristal. No centro, ao redor do trono, havia quatro seres viventes cobertos de olhos, tanto na frente como atrás. O primeiro ser parecia um leão, o segundo parecia um boi, o terceiro tinha rosto como de homem, o quarto parecia uma águia em vôo. Cada um deles tinha seis asas e era cheio de olhos, tanto ao redor como por baixo das asas. Dia e noite repetem sem cessar: “Santo, santo, santoé o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir”.

25.17-20. Faça uma tampa de ouro puro com um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura, com dois querubins de ouro batido nas extremidades da tampa. Faça um querubim numa extremidade e o segundo na outra, formando uma só peça com a tampa. Os querubins devem ter suas asas estendidas para cima, cobrindo com elas a tampa. Ficarão de frente  um para o outro, com o rosto voltado para a tampa.

2. SERAFINS.
Is 6.1,2 No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo. Acima dele estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam.
Outra classe a ser observada é a dos “serafins.  Segundo a opinião de alguns estudiosos, este nome ou classificação vem de uma raiz hebraica que significa amor. Outros, porém são da opinião que a palavra significa ardentes ou nobres. A referência bíblica aos serafins encontramos no livro de Isaías que afirma haver vários serafins. O profeta Isaías se refere a eles usando expressões como “cada um” e  “um clamava par o outro”

A conclusão que chegamos é que a função dos serafins é a de louvar a Deus e de promover a sua santidade. A Bíblia os mostra como estando acima do trono de Deus, enquanto que os querubins estão abaixo dele. Os serafins são apresentados na Bíblia também como possuindo asas, rosto, pés e mãos. Ainda que não saibamos tanto quanto gostaríamos de saber sobre os serafins, temos uma referência em que pelo toque dos Serafins, anulou iniquidade e anulou o pecado do profeta Isaías. Is 6.7 Com ela tocou a minha boca e disse: “Veja, isto tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado.

V. ANJOS, AGENTES DE DEUS.
Deus, pelo seu extraordinário poder, tem à sua disposição não só os maiores, mas também os melhores meios para fazer com que as coisas aconteçam para o nosso bem. Entre tais coisas destacam os anjos, comparados pelo salmista a “ventos” e “labaredas de fogo”. Deus os tem usado em diferentes ocasiões da história do seu povo, tanto na antiguidade, como hoje, com finalidades das mais diversas.

1. SÃO AGENTES PORQUE MINISTRAM A NOSSO FAVOR.
Sl 91:11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. 
Entre as múltiplas funções exercidas pelos anjos, destaca-se de maneira especial e particular, aquela que diz respeito à orientação e ministração do bem ao povo de Deus. Nem sempre podemos ter consciência da presença dos anjos, ainda que eles estejam ao nosso redor. Nem sempre podemos predizer como eles aparecerão. Diz-se, todavia, que os anjos são nossos vizinhos bem chegados. Com frequência, podem ser nossos companheiros em circunstâncias das mais diversas, sem, contudo nós apercebermos de sua presença. Pouco é o que sabemos acerca da sua constante assistência. Mc 1:13 E esteve no deserto quarenta dias sentado tentado por Satanás; estava entre as feras, e os anjos o serviam.

A Bíblia é a garantia que um dia todas as nossas dúvidas serão tiradas, iremos conhecer em toda a  plenitude as coisas que desconhecemos agora, inclusive a atenção que os anjos nos dedicam. Existem ocasiões em que recebemos a ajuda dos anjos sem nem mesmo ter sabido que estávamos sendo ajudados por eles. Muitos clássicos da literatura evangélica mostram como crentes nos em tempos de grandes perseguições foram guardados em circunstâncias das mais diversas. Foram confortadas por anjos de Deus. Portanto, podemos contar com o auxílio dos anjos, também hoje.

2. SÃO AGENTES PORQUE GUARDAM O POVO DE DEUS.
Sl 91.11 Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos;
Outro aspecto de grande relevância e digno de consideração, quanto ao ministério dos anjos, é aquele que diz respeito à função que exercem como guardas do povo de Deus. O mais provável é que há uma assistência geral pelos anjos a favor dos crentes. As Escrituras, sugere alguma forma de condição em que cada pessoa, ao nascer, possa ter da parte de Deus um anjo por companhia, o que chama de "anjo da guarda". Esta verdade não se destaca-se nas Escrituras como uma doutrina central, temos apenas o texto as palavras do Senhor Jesus em Mt 18.10 Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste. Claro que este texto não é suficiente como base doutrinária para crermos em tal afirmação. Se bem que existam doutrinas com bases bem menores do que estas e que são perfeitamente aceita pelas Igrejas. 

Temos outro caso, mas que também não traz nenhuma correlação com a possibilidade acima citada. Pedro estava na prisão de Jerusalém. Ao ser liberto da prisão por um anjo, Pedro decide ir à casa de Maria, mãe de João Marcos, onde parte da igreja em Jerusalém se achava reunida orando pela libertação dele. Chegando na casa, Pedro bateu na porta e foi atendido por uma menininha que ficou tão feliz com a chegada dele que se esqueceu de abrir a porta. Tão natural isto! At 12.14,15 “Quando ele bateu ao postigo do portão, veio uma criada, chamada Rode, ver quem era; reconhecendo a voz de Pedro, tão alegre ficou, que nem o fez entrar, mas voltou correndo para anunciar que Pedro estava junto do portão. Eles lhe disseram: Estás louca. Ela, porém, persistia em afirmar que assim era. Então disseram: é o seu anjo.”.

A proteção dos anjos de Deus em nosso favor é sim uma realidade ainda hoje, e não importa se temos um ou uma miríades a nosso favor. O que importa é que eles estão trabalhando por nós. Mas quanto a dizer que “Cada pessoa tem seu anjo”, pode até parecer bonito, mas não é bíblico, e portanto, não é uma afirmativa verdadeira. A história do rico e de Lázaro, em Lc 16.19-31 nos dá um detalhe importante sobre o assunto. Ao morrerem é dito que Lázaro foi “levado pelos anjos para o seio de Abraão” (v. 22). quanto ao rico é dito que “morreu e foi sepultado e no Hades…” (v. 22,23). Podemos perceber que o texto não faz revferência a um anjo, mas fala de “anjos”. Em Hb 1.14 o escritor aos Hebreus nos faz perceber que o ministério angélico é restrito aqueles que “hão de herdar a salvação”, o que obviamente excluiria os perdidos. Se este ministério começa mesmo antes da pessoa comprometer-se com Deus, não nos é dito. O Sl 34.7 restringe tal ministério protetor dos anjos aos que “temem ao Senhor”, o que não é a condição de todas as pessoas. Sendo assim, mesmo que não seja possível precisar quando e como começa a proteção angélica na vida de alguém, é bem claro que ela não se estende incondicionalmente a todas as pessoas. Temos ainda o texto visto a cima de Mt 18.10 que parece declarar uma proteção angélica especial às crianças. Mas não temos como ignorar que as crianças em seu estado de inocência são parte do reino de Deus Mt 19.14.

3. SÃO AGENTES PORQUE APLICAM OS JUÍZOS DE DEUS
Sl 104.4 Faz dos ventos seus mensageiros e dos clarões reluzentes seus servos.
Deus, tem poder ilimitado, Ele detém consigo elementos não só de edificação, mas também de destruição de todas as coisas que por Ele foram criadas. Nos domínios da natureza, em particular Ele tem usado o vento, a água, e o fogo, como elementos de manifestação da sua ira. Porém, no campo espiritual. Deus em geral, usa seus anjos, principalmente quando a ação visa à defesa do seu povo e o abatimento dos poderosos da terra. (Assunto que será melhor desenvolvido na ministração da Batalha Espiritual).

Entre as muitas ações dos anjos registrada nas Escrituras temos a morte dos primogênitos do Egito, a destruição de Sodoma e Gomorra, a destruição do exército assírios que pretendiam pelejar contra Ezequias, a ameaça de iminente destruição da cidade de Jerusalém nos dias de Davi, a punição de Herodes Agripa, etc, etc e etc...

Parece que nenhum outro texto fala de formação tão conclusiva da ação heroica dos anjos na execução das guerras e dos juízos de Deus, como o Salmo 104.4.

5. SÃO AGENTES PORQUE COMUNICAM AS BOAS-NOVAS.
Mt 1.20 Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo.
A Bíblia Sagrada está cheia de grandes eventos que marcam com determinação o cumprimento no desempenho dos anjos em papeis decisivos elaborados por Deus. Vimos anjos como comunicadores de boas-novas no AT, anunciando o nascimento de Isaque, Sansão, etc, e no NT, anunciaram o nascimento de João Batista, e o nascimento, de ninguém menos que o Senhor Jesus Cristo.

Deus usou seus anjos para anunciar o nascimento do Senhor Jesus Cristo, a sua ressurreição e sua volta triunfal, certamente podemos crer que Deus pode usá-los, ainda hoje, e os usa como comunicadores da sua vontade. Porém, ao crente de hoje, é conferida a maior responsabilidade do que aos anjos, no que concerne à comunicação das boas-novas do reino de Deus, a nós cabe a responsabilidade de pregar o Evangelho a toda criatura, enquanto que a eles, a de nos transmitir a vontade soberana de Deus a nós os salvos. 

5. SÃO AGENTES PORQUE PARTICIPARÃO NA CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS.
2Ts 1.7 e dar alívio a vocês, que estão sendo atribulados, e a nós também. Isso acontecerá quando o Senhor Jesus for revelado lá dos céus, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes.
Os anjos terão participação fundamental na consumação dos séculos. Eles sempre estiveram à disposição de Deus desde o princípio da criação, agora vão assumir uma posição de realce nos escritos proféticos que tratam de eventos do porvir relacionados com a igreja e com o povo de Israel. Se grandes e terríveis juízos de Deus serão derramados sobre os habitantes da terra, nos dias posteriores ao arrebatamento da Igreja pelo Senhor Jesus Cristo, então serão os anjos que terão um papel decisivo como agentes de libertação dos escolhidos e de condenação daqueles que rejeitaram os favores oferecidos por Cristo através do Evangelho. Ap 8.13 Enquanto eu olhava, ouvi uma águia que voava pelo meio do céu e dizia em alta voz: “Ai, ai, ai dos que habitam na terra, por causa do toque das trombetas que está prestes a ser dado pelos três outros anjos!”

Desde os Evangelhos até o Apocalipse estão registradas as mais diferentes ações angelicais a terem lugar na terra durante os dias que envolverão o arrebatamento da Igreja, a Grande Tribulação e os dias imediatamente após o fim do governo milenar de Cristo na Terra. Os anjos serão decisivos na ressurreição dos mortos em Cristo, no ajuntamento dos escolhidos, na manifestação de Cristo, na ceifa final, na extinção total da iniquidade, etc. Ap 14.9,10 Um terceiro anjo os seguiu, dizendo em alta voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber a sua marca na testa ou na mão, também beberá do vinho do furor de Deus que foi derramado sem mistura no cálice da sua ira. Será ainda atormentado com enxofre ardente na presença dos santos anjos e do Cordeiro,

Ação dos anjos no futuro há de verificar-se ainda nos seguintes eventos:
 A assinalação do Israel final. Ap 7.2 Então vi outro anjo subindo do Oriente, tendo o selo do Deus vivo. Ele bradou em alta voz aos quatro anjos a quem havia sido dado poder para danificar a terra e o mar...

 O tocar das sete trombetas de Deus como prenúncio de iminentes juízos, sob o comando de Miguel em guerra contra Satanás e seus anjos. “Miguel e seus anjos combateram contra o dragão” (Ap 12,7).

 A pregação do Evangelho eterno durante a Grande Tribulação. Ap 14.6 Então vi outro anjo, que voava pelo céu e tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo.

 O anúncio do destino eterno daqueles que hão de adorar a besta e dela receberem o sinal, no derramamento dos sete últimos flagelos da cólera de Deus. Ap 14.9 Um terceiro anjo os seguiu, dizendo em alta voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber a sua marca na testa ou na mão,

 E a prisão de Satanás antes da inauguração do reino milenar de Cristo.
Ap 20.1,2 Vi descer dos céus um anjo que trazia na mão a chave do Abismo e uma grande corrente.
2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo, Satanás, e o acorrentou por mil anos;



PREPARANDO-SE PARA O SERMÃO

SALA DE ESTUDO Antes de começarmos a desvendar todos os mistérios concernente o preparo do sermão propriamente dito, será de ...