segunda-feira, 22 de abril de 2024

A ÚLTIMA SEMANA DE DANIEL

 

Texto Básico: Dn 9.26,27

E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. 

INTRODUÇÃO. Mt .24.15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda). Na lição anterior vimos que das 70 semanas da profecia de Daniel, 69 se cumpriram. O inicio aconteceu no ano 445 a.C a partir de um decreto assinado pelo rei Artexerxes autorizando a reconstrução dos muros e da cidade de Jerusalém, e o termino ou final das 69 semanas aconteceu com a entrada triunfal do Senhor Jesus na mesma cidade de Jerusalém em 32 a.D. A partir de então estamos num intervalo entre as semanas 69 e 70 que já passa de 2.000 anos. Este intervalo de tempo é bem natural quando estamos tratando com profecias bíblicas. Vimos como exemplo o texto de Lc 4.18,19 onde o Senhor Jesus ao tomar e ler o rolo do profeta Isaías, omitiu parte do trecho que faz referência a um tempo que ainda era futuro. O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. Notamos que o texto lido omite a parte final de Isaías 61.1,2 ...e o dia da vingança do nosso Deus...” Isto porque, segundo o próprio Jesus diz, a parte do texto anterior a esta, estava se cumprindo naquele dia. Lc 4.21 - Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. Assim, percebemos que existe no texto um intervalo de tempo pois a parte que fala do dia da vingança, é ainda futura sendo separado apenas por uma virgula. Hoje vamos finalmente entrar na última semana chegando assim ao ápice de nossa lição. A conclusão até aqui é que esta última semana ainda não se cumpriu, e sendo futura ela é escatológica reservando para nós fatos e detalhes que aguardam o seu cumprimento na história. Portanto passamos a tratar a partir de agora de fatos que ainda não se cumpriram, mas, podemos afirmar que seguramente se cumprirão. Esta última semana, curiosamente não começará enquanto Israel estiver fora da sua terra, disperso, o que pode ser visto no verso 26. É a partir deste contexto que podemos finalmente entender tudo o que estudamos até aqui. Tudo o que vimos em relação a “diásporas” e expulsão da sua terra. E como vimos, no começo desse século, 1947/1948 Israel iniciou finalmente uma reconhecida a volta à Palestina e, em meio a conflitos e guerras continua o retorno. Todo este contexto histórico que vimos até aqui são acontecimentos que se localizam  dentro do intervalo de tempo localizado entre a semana 69a e a 70a indicado no verso 26, pela expressão " e até o fim " . Este intervalo, que já passa de 2.000 anos, e Israel continua sendo rejeitado. Lc.13.34,35 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor!  Mesmo diante de toda rejeição e toda guerra, Israel vem aos poucos, em cada investida, tomando a terra antes denominada de Terra de Canaã , conhecida por Palestina. Tenhamos todos um bom estudo e continuemos a orar pela paz em Jerusalém.

I. TERCEIRO GRUPO DE SEMANAS - UMA SEMANA, 7 ANOS. 

Dn 9.27 - E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

Estamos agora na última semana das setenta do texto de Daniel. Esta é a única das semanas que ainda aguarda o seu cumprimento, portanto aqui trataremos de um texto que deve ser visto com muita atenção. Observando atentamente o texto, podemos perceber a menção de dois príncipes diferentes: O primeiro é chamado de “Messias, o príncipe” que sem dúvida refere-se ao Senhor Jesus. O segundo é  identificado como “o príncipe que há de vir”. Quanto ao “Messias”, é dito que Ele será “tirado”, uma referência a crucificação. Em seguida o texto afirma que o povo do “príncipe que há de vir” destruirá a cidade de Jerusalém, fato que como também vimos, aconteceu, cerca de 38 anos após. O “Messias, o príncipe” é uma alusão a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, fato que definitivamente findou a sexagésima nona semana. Então, a crucificação e a destruição da cidade de Jerusalém por soldados romanos são acontecimentos que já não se localizam dentro das 69 semanas. E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra. Existem outros textos nas Escrituras que falam deste suposto “príncipe” que deverá surgir e em cada um deles é feito alguma referência em relação a sua identidade. Daniel o  identifica como “chifre pequeno” Dn 7.8 Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas; e eis que nessa ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente. Suas características indicam que ele se levantará subitamente entre dez reis do Império Romano e por um pouco de tempo exercerá um poder quase ilimitado sobre todas as nações. Paulo fala deste mesmo suposto príncipe chamando-o de “homem do pecado”. 2Ts 2.3 Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. A João, no Apocalipse ele é identificado como  “a besta que subiu do mar”, o último grande perseguidor do povo judeu. Ap 13.1 E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia.

1. UM PACTO DE UMA SEMANA.

E ele firmará um concerto com muitos por uma semana...

Agora podemos finalmente ver o inicio da setuagésima semana. Identificamos o “príncipe que há de vir” como aquele que surgirá como último perseguidor de Israel, precisamos identificar quando acontecerá tal aliança ou concerto citado na profecia que será o marco de inicio da última semana. Um detalhe importante que precisamos saber, é que este concerto ou aliança somente será estabelecido com Israel, quando a igreja não mais estiver aqui na terra. Assim, fica óbvio que não existe uma forma de estabelecer uma cronologia concreta deste momento da história.

a) ARREBATAMENTO DA IGREJA.

1Ts 4.16 - Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

Nesse intervalo de tempo entre a penúltima e a última semana de anos, Israel continua seus conflitos pela posse integral da terra, e até ao fim haverá guerra...”  A Igreja é formada, fato descrito em Atos dos Apóstolos e será finalmente será Arrebatada para o céu. Realmente, à luz de Daniel 9.24, a profecia das Setenta Semanas não se relaciona com a Igreja, a não ser indiretamente, como já veremos, no caso do Intervalo: "e até o fim ". A sexagésima semana somente terá inicio no momento em que o anticristo, o “príncipe que há de vir” fizer um pacto com Israel, e isto somente acontecerá após o arrebatamento da Igreja. A partir deste pacto começa a contagem dos sete anos de duração da última semana e consequentemente da chamada Grande Tribulação, a qual é descrita em detalhes no Livro de Apocalipse. O tempo total de duração da Grande Tribulação não dá par ser determinado, pois até que haja o pacto com o anticristo, não sabemos ao certo a quanto tempo aconteceu o arrebatamento da igreja.

II. A ÚLTIMA SEMANA.

Dn.9:27 E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. 

"Ele", como indicado no verso 27 trata-se especificamente do Anticristo, que deverá firmar uma aliança. "Fará firme aliança com muitos". Esta aliança feita com “muitos”  faz referencia a um concerto com povo de Israel, já reunido em sua terra. O tempo de duração desta aliança deveria ser de sete anos.  "Por uma semana". No entanto, é indicado que tal aliança será quebrada na metade da semana, isto é, em três anos e meio. "Na metade da Semana".  Dn.7:24-25; Ap.11:2-3; 12:6,14; 13:5. A partir da quebra da aliança, e nos  três anos e meio seguintes da profecia, ocorre a Grande Tribulação de que falou Jesus em Mt.24. Disso também se ocupa Apocalipse nos capítulos 11 ao 18. Uma vez quebrada a aliança a primeira ação do anticristo será a de voltar-se especificamente contra o povo judeu: "Fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares" Isso demonstra que o templo de Jerusalém terá finalmente sido reconstruido, possivelmente fato que aconteceu durante a duração dos três anos e meio do pacto. Disso falou Jesus em Mt.24:15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda). Aqui o texto de 2Ts 2.3,4 se torna mais claro em sua contundência. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Se existe um sonho para os judeus apesar de todo progresso material e cultural já conseguido atualmente na terra da Palestina, é a restauração do templo e o retorno dos ritos mosaicos. O problema é que no lugar em que deveria estar o templo hoje, existe uma mesquita muçulmana, lugar santo para milhões de maometanos do mundo, e uma manipulação de qualquer nação neste sentido se torna muito perigoso. É precisamente  aqui neste ponto que o anticristo conseguirá estabelecer sua federação de dez chifres. Em três anos e meio ele deverá ter alcançado o seu apogeu do domínio mundial depois de sua carreira política como “chifre pequeno”.

a) ACONTECIMENTOS DURANTE A ÚLTIMA SEMANA

na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação;

Cinco coisas deverão acontecer durante esta última "Semana", ou durante os sete anos de ascendência do Anticristo: O Anticristo deverá fazer uma aliança de peso, com os judeus, por sete anos. Notemos as palavras da profecia "Fará firme aliança". Tal aliança não indica efetivamente que o anticristo tenha qualquer afeto pelo povo judeu, pelo contrário, ele na verdade deseja sua destruição completa. A razão para tal aliança será uma estratégia do anticristo pela conquista geral das nações fato que somente será possível tendo sob seu domínio um vasto poderio bélico e para isso ele buscará prestígio político e sustento financeiro. Por outro lado ainda haverá a presença de um povo identificado pela “mulher” de Apocalipse 12 que deverá trazer transtornos aos planos do anticristo o que o forçará a manter uma perseguição mais ferrenha durante o tempo de duração da metade da semana, ou seja nos primeiros três anos meio. Ap 12.13,14 E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o varão. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. Se entendermos que esta mulher representa aqueles que não foram arrebatados, logo perceberemos que o anticristo precisará de um tempo para se livrar  especificamente de um povo que se opõe as suas investidas. Ap 12.15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar. A aliança do Anticristo com Israel será quebrada no meio da semana, e isto é o tempo exato em que manteve sua perseguição extrema contra parte igreja que ficou. Ap 12.17 E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Isto significa que já terão decorridos três anos e meio desde que a Grande Tribulação teve inicio nas nações agora, com a quebra da aliança, terá inicio também sobre Israel. "Sobre a asa das abominações virá o assolador". O Anticristo dominará "Até que a destruição....se derrame sobre ele".

b) O ROMPIMENTO DA ALIANÇA.

E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares

O anticristo, uma vez rompendo sua aliança com os judeus, volta toda sua atenção contra eles, e isto é muito fácil de entender. Como vimos, o anticristo não tem qualquer interesse em manter-se aliançado com os judeus a não ser por razões bélicas, políticas e financeiras. Assim, uma  vez tendo alcançado seus objetivos com a ajuda da influência e riqueza dos judeus, não mais precisará deles. Por outro lado percebemos ainda que embriagado pelo poder uma vez alcançado, Paulo diz que ele se “assentará como de Deus” ...de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Isto talvez seja de fato o significado do termo sobre a asa das abominações virá o assolador...” Ato certamente rejeitado pelo povo judeu. Como o texto afirma que a aliança é feita com “muitos”, existe uma grande probabilidade de que nem todos os judeus tenham aceito tal acordo. Neste tempo ainda haverá acontecido uma grande influência das Duas Testemunhas que durante a primeira metade da semana denunciaram as mentiras do anticristo e de tal acordo, selando seus testemunhos com o próprio martírio. A partir da quebra da aliança, seguem-se ainda um período de três anos e meio de perseguição. Ap 13.5 E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. A Perseguição agora se torna mais específica contra o povo judeu, já que a igreja que havia ficado já não estará mais na terra. Ap 11.2 - E deixa o átrio que está fora do templo e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a Cidade Santa por quarenta e dois meses.

c) O FIM DA ULTIMA SEMANA

e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. 

O termo é "Abominação" nas Escrituras é bastante utilizado  para indicar adoração a ídolos. Se compararmos algumas passagens, poderemos perceber que no caso da profecia das setenta semanas pode se tratar de algo como um ídolo que, por certo, deverá ser colocado no lugar Santo do templo, que nesta época estará reconstruido.

Dn.11:31 E sairão a ele uns braços, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o contínuo sacrifício, estabelecendo a abominação desoladora.

12:11 E, desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias.

Mt.24:15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda),

Temos também textos que nos levam a concluir que em algum momento, possivelmente durante a duração do acordo, deverá acontecerá a reconstrução do templo de Jerusalém.  

2Ts.2.4  O qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

Ap.11.1,2  E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo e disse: Levanta-te e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram. E deixa o átrio que está fora do templo e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a Cidade Santa por quarenta e dois meses.

Desta forma  a frase "Virá o assolador". deverá fazer referencia direta ao surgimento do Anticristo. No entanto, a frase seguinte:"Até que a destruição, que está determinada se derrame sobre ele".Faz uma referencia direta a derrota total e completa do Anticristo e seus exércitos confederados. Isto acontecerá no final da semana 70, no momento em que acontecer a Vinda de Jesus em Glória quando Ele descerá sobre o Monte das Oliveiras, conforme está registrado em Zc.14.3,4 E o SENHOR sairá e pelejará contra estas nações, como pelejou no dia da batalha. E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul. Assim, a última semana culminará com uma batalha denominada nas Escrituras como “Batalha do Armagedom”, também conhecido como Megido, o vale do Armagedom é o local da batalha que se dará entre o Anticristo, seus aliados e o povo de Israel. As Escrituras nos provêm os detalhes de como se dará tal acontecimento, e o seu desfecho.. Ap 16.12,16 - E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente. E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom. Tal batalha deverá acontecer no momento em que o anticristo estiver com toda sua força bélica  formada contra o povo de Israel. Zc 14.2 - Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não será expulso da cidade. Este batalha será a última batalha de Israel e findará com a Vinda de Jesus em Glória com todos os seus santos para socorrer Israel, destruir a Besta, seus exércitos, e por fim julgar as nações. Mt 24.30 - Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

VINDA DE JESUS EM GLORIA.

Ap 19.11-13 E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo.E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.

Podemos afirmar, depois de tudo que vimos até aqui, que o arrebatamento da igreja deverá acontecer dentro do intervalo entre a semana 69 e a semana 70. Neste tempo, surge o Anticristo na condição de um político envolvente que conseguirá seduzir as nações num momento em que o mundo estará vivendo um verdadeiro caos em razão do desaparecimento em massa daqueles que foram levados no arrebatamento. Num momento que não temos como precisar, o Anticristo firmará um concerto de sete anos com Israel, momento em que começa a contagem da última semana de Daniel. Este concerto será quebrado pelo Anticristo na metade dos sete anos, isto é, com três anos e meio. Com a quebra do acordo terá inicio para os judeus a grande tribulação propriamente dita, que para as nações em geral já havia começado desde a ascensão do Anticristo, após o arrebatamento da igreja. Depois de passado os três anos e meio seguintes, isto é, ao final dos sete anos acontecerá a segunda fase da vinda de Jesus quando Ele virá em Glória. Assim, a vinda de Jesus será um acontecimento em duas fases distintas. Primeiro Ele vem para a igreja, que será arrebatada a encontrar-se com o Senhor Jesus nas nuvens do céu. 1Co 15.51,52 Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. O Senhor Jesus nesta fase não virá a terra, a das, nuvens, será conduzida com Ele para o céu. 1Ts 4.15-17 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Na terra se estabelecerá um caos, pois será um acontecimento que afetará todas as nações em um mesmo momento. Isto marcará o inicio do que a Bíblia chama de tribulação. A Vinda de Jesus em Glória será um segundo momento da volta de Jesus. Diferente do arrebatamento, na vinda em Glória o Senhor Jesus descerá na terra, literalmente em Israel, no Monte das Oliveiras, e aqueles que foram arrebatados, neste momento voltaram com Ele. Mt 24.30 - Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. Ap 19.14 - E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro.Cristo aparecerá para destruir o Anticristo e suas hostes, livrando assim Israel da destruição total quando toda esperança de salvação estiver perdida. Isso ocorrerá na Batalha do Armagedom. Com a volta do Senhor Jesus, o Anticristo e o falso profeta serão lançados no inferno. O dragão, que representa Satanás será preso por mil anos dando inicio ao tempo que a Bíblia denomina como Milênio, que será uma preparação do mundo por mil anos, sob o governo de Cristo, seguindo-se o juízo Final ou do Grande Trono Branco, e o eterno e perfeito Estado Eterno, conforme 1Co.15:24-25 Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ap.20:5-6 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos. Somente no Milênio se cumprirá efetivamente as seis bênçãos preditas na profecia das Setenta Semanas.. Dn.9:24 "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos. 

CONCLUSÃO: Dn.9:24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos. 

1. As Setenta Semanas de Daniel conforme visto até aqui, tratam das provações e sofrimentos pelos quais Israel deverá passar antes que o seu libertador apareça, para que, como diz o final do verso 24, os pecados de Israel tenham fim e a justiça eterna seja finalmente estabelecida. Estas "Semanas", como bem vimos, não dizem respeito à Igreja, mas ao povo de Israel. "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo”. O povo de Daniel, os Judeus e sobre a tua santa cidade. A cidade, Jerusalém. Portanto, seis coisas preditas na profecia deverão acontecer ao final das Setenta Semanas e o fato de essas coisas ainda não terem ainda acontecido, é a prova mais contundente de que as semanas totais ainda não se cumpriram

"Fazer cessar a transgressão" . O tipo de transgressão do povo judeu, como Daniel confessou em Oração. Uma vez que todas as bênçãos são para Israel e Jerusalém, o pecado judaico somente terá fim após o termino das 70 semanas.

"Dar fim aos pecados". O sentido aqui é o mesmo que deter, restringir, tornar inativo, e em nenhum momento da história dos judeus o pecado foi assim desta forma tirado. porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. Jr 31.34

"Expiar a iniquidade". A obra realizada por Cristo no Calvário deverá operar agora também em favor de Israel e do povo judeu. Na Vinda em Glória, o Senhor Jesus reconciliará consigo os judeus na base do sacrifício no Calvário.

"Trazer a justiça eterna". Isto terá lugar em Israel pela transformação interior, conforme o que está escrito em Jr.31:33 Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

"Selar a visão e a profecia". Quando o povo andar em retidão, abandonando as suas transgressões, a visão e a profecia podem ser seladas.

"Ungir o Santo dos santos". Certamente isto tem a ver com a purificação do templo de Jerusalém que foi profanado pela "Abominação desoladora" 

Dn.11:31.E sairão a ele uns braços, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o contínuo sacrifício, estabelecendo a abominação desoladora. Jesus fez clara alusão a isto em Mt.24.15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entendam. Portanto,  todas estas seis coisas, finalmente  tenham lugar na história no final das setenta semanas quando Israel seja finalmente restaurado e convertido.

 

terça-feira, 16 de abril de 2024

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL SEGUNDA PARTE

 

Texto Básico: Dn 9.25,26,27 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; me o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. 

 Introdução. Iniciamos na lição passada um novo contexto relacionado a história do povo hebreu. Depois de acompanharmos um longo período de história iniciando nas páginas no NT e chegando até nossos dias. Passamos agora para um momento da história onde encontramos o profeta Daniel como protagonista, já adiantado em idade e vivendo sob cativeiro Babilônia/Persa, depois de um longo período de cativeiro babilônico. Encontramos Daniel aqui em um momento de oração, depois de ter lido o livro do profeta Jeremias e não ter compreendido exatamente o que o profeta dizia relacionado ao período final do cativeiro que o seu povo estava vivendo. Segundo o que escreveu Jeremias, o período de tempo em que deveria durar o cativeiro era de 70 anos e para Daniel este período estava perto do fim. Jr 25.11 E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto, e estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos. Neste contexto de dúvidas, Daniel busca resposta na Pessoa de Deus, pois somente Deus poderia lhe fazer entender o que o profeta, por inspiração divina havia escrito em seu livro. Daniel nem terminou sua oração, e Deus envia a ele, ninguém menos que o anjo Gabriel, que em outra ocasião já lhe havia aparecido também com respostas de Deus. Dn 9.23 No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão. Vimos na semana passada alguns ponto importantes que seria bom que fossem lembrados:  A profecia das Setenta Semanas trata especificamente de um “povo”, o povo de Daniel e de sua cidade, isto é Israel e Jerusalém. Todo período de tempo envolvido é precisamente indicado como “Setenta Semanas”, que como também vimos devem ser entendidas como semanas de anos, algo bem peculiar aos judeus. Estas setenta semanas são divididas em três períodos menores, um período de sete semanas, um período de sessenta e duas semanas e finalmente um período de uma semana. Hoje vamos continuar analisando esta tão importante profecia entregue a Daniel e aos poucos veremos a existência de fatos que ainda não aconteceram ou estão acontecendo em nossos dias. É bom também estarmos atento par o fato de que o livro de Daniel foi escrito para leitores judeus, enquanto o livro de Apocalipse foi escrito para nós a igreja. Assim quando Deus quis revelar o final dos tempos para os judeus, falou com Daniel, e quando a igreja, revelou a João na Ilha de Patmos o Apocalipse. Visto isso, prossigamos neste estudo tenhamos todos uma boa aula!

I. A DURAÇÃO DE TEMPO DAS SETENTA SEMANAS.

Dn.9:24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos.

Vimos na lição passada, que a profecia das Setenta Semanas tem um tempo determinado pelo próprio texto.Estas semanas, como também vimos, devem ser entendidas como semanas de anos, pois não faria nenhum sentido em uma semana de dias se cumprirem tudo o que está predito na profecia em apreço. Temos no texto uma palavra do hebraico  “shabua” cujo significado é um “sete”. Se lermos a profecia substituindo a frase “semanas” por “setes” talvez a evidência ficaria bastante clara para nosso entendimento, assim leríamos: “Setenta Setes estão determinados...” Contudo, o mais importante é sabermos que os judeus tinham tanto as semanas de anos quanto as semanas de dias.

Semana de anos Lv 25.8,9 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então, no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no Dia da Expiação, fareis passar a trombeta por toda a vossa terra.

Semana de dias -Dn 10.2,3 Naqueles dias, eu, Daniel, estive triste por três semanas completas. Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com unguento, até que se cumpriram as três semanas.

Assim fica óbvio quando se trata de semanas de dias, pois seria impensável que o profeta ficasse em jejum por vinte e um anos. Quanto a semana de anos temos ela bem especifica também no texto bíblico. Com este entendimento especificado, precisamos agora definir a duração destes anos proféticos e para tanto usaremos o livro de Gênesis e o livro de Apocalipse. Em Gênesis temos a narrativa do dilúvio, se observarmos com cuidado o texto perceberemos que o mês era bíblico era composto por 30 dias, assim, doze meses ou um ano teríamos 360 dias. Vejamos:

Inicio do dilúvio: Gn 7.11 No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês...

Termino do dilúvio: Gn 8.4 E a arca repousou, no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate.

Total de tempo em dias: Gn 8.3 - E as águas tornaram de sobre a terra continuamente e, ao cabo de cento e cinquenta dias, as águas minguaram.

 Em outro caso, temos o profeta Daniel menciona no seu livro um período de perseguição aos judeus por um “príncipe vindouro”: Dn 7.25 E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, e tempos, e metade de um tempo. Apocalipse cita este mesmo tempo em que surgirá este regente político e sua perseguição aos santos em meses: Ap 11.2 - E deixa o átrio que está fora do templo e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a Cidade Santa por quarenta e dois meses. No mesmo Apocalipse em 12.6 temos o período mencionado em dias: E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

Se atentarmos para estes números percebemos que todos tratam de um período 3 anos e meio. Onde, em Daniel “tempo” significa um ano, “tempos” 2 anos e “metade de um tempo” 6 meses. Apocalipse nos da estes mesmos 3,5 anos em meses, isto é: 42 meses, e também em dia, ou seja: 1260 dias. A Conclusão é óbvia: O ano profético é composto de 360 dias, pois temos temos 70X7=490 anos

 II.QUANDO COMEÇARAM AS 70 SEMANAS.

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 

Uma que definimos as setenta semanas em semanas de anos e entendido que cada um destes anos tem 360 dias, resta-nos agora identificarmos na história quando exatamente começou a contagem deste período. Neste ponto Daniel não nos deixa em dúvida pois na profecia ele aponta um fato específico para inicio das semanas. O texto fala da expedição de um decreto de reconstrução da cidade de Jerusalém. Tal decreto foi baixado no ano 445 a.C. por Artaxerxes Longímano, de acordo com as maiores autoridades no assunto. No livro de Neemias encontramos a ocasião desse decreto onde Neemias foi comissionado pelo rei para dar cumprimento a esse ato. Ne 2.4-6 E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao Deus dos céus, E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique. Então o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo. De acordo com a profecia, no fim de 49 anos a cidade de Jerusalém estaria reconstruída (ano 397 a.C). Na verdade houve dois decretos ligados à reconstrução de Jerusalém. Um em 457 a.C, que aponta a reconstrução do templo e restauração do culto, a cargo de Esdras (Ed.7). O outro foi o da reconstrução dos muros e, portanto, da cidade, a cargo de Neemias. É deste que a profecia está tratando. Neemias  registra em seu livro a data exata deste decreto: Ne 2.1 - Sucedeu, pois, no mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes.. A data de ascensão de Artexerxes, segundo a Enciclopédia Britânica foi no ano de 465 a. C. desta forma, o ano vigésimo e ano em que o decreto foi baixado seria o ano 445 aC. A partir daí, segundo o texto de Daniel, temos o começo da contagem das Setenta Semanas Proféticas. O mês foi nisã e como o dia não foi indicado, conforme costume judaico seria entendido como o primeiro dia. No nosso calendário a data seria: 14 de março de 445 a.C. (“As Setenta Semanas de Daniel, um Estudo Profético” do Dr Alva J. MªClain)

III. O SEGUNDO GRUPO DE SEMANAS - 62 SEMANAS OU 434 ANOS 

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações

Já temos o inicio das Setenta Semanas e agora precisamos  encontrar o tempo específico de cada grupo uma vez que como vimos as setenta semanas se dividem em três grupos de tempos. O texto fala em sete semanas, sessenta e duas semanas e por fim uma semana. O texto define: “...desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas...” Aqui faremos uso, mais uma vez do livro “As Setenta Semanas de Daniel, um Estudo Profético” do Dr Alva J. MªClain, onde na página 22 cita cálculos de Sir Robert Anderson, em seu livro “The Coming Prince” - O Principe Vindouro. Para encontrar o final das sessenta e nove semanas, diz Robert Anderson, temos que reduzi-las em dia. Desde que há 69 semanas de 7 anos e cada ano tem 360 dias, a equação que chegamos é: 69x7x360=173.880 dias. Começando com 14 de março de 445 a.C. chegamos em 6 de abril de 32 a.D. Seguindo este calculo, chegamos a um evento bíblico específico: Lc 19.35,36 E trouxeram-no a Jesus; e, lançando sobre o jumentinho as suas vestes, puseram Jesus em cima. E, indo ele, estendiam no caminho as suas vestes. O dia em que Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém montado em um jumentinho se apresentando como príncipe e rei de Israel. Texto em cumprimento a Zc 9.9 Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta. O texto de Lucas pode parecer não ter grande importância, mas este evento marca o fim das 69 semanas, e o Senhor Jesus tinha plena noção da importância deste dia. Lc 19.42 dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos.

Jesus aqui se refere a significância deste dia, o dia estabelecido por Deus, na profecia do profeta Daniel, o dia em que o Messias se manifestaria como o “príncipe”. O dia 173.880 da profecia das Setenta Semanas.

EPÍLOGO. Então temos até aqui que as 70 semanas inicia com um decreto de reconstrução da cidade de Jerusalém no ano 445 a.C. “...desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém...” A partir deste decreto inicia as primeiras sete semanas ou 49 anos. Em seguida o texto diz: “...até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas...” Agora, temos um acontecimentos importante citado, o surgimento do Messias, e consequentemente, o final  das 62 semanas ou dos 434 dias mencionados no texto. Assim temos: 7 semanas + 62 semanas = 69 semanas. Depois das 69 semanas o texto aponta outros dois acontecimentos, mas eles não fazem parte da semana 69, estes eventos estão localizados entre as semanas 69 e 70 semana, mas em um intervalo de tempo entre as duas.  São eles: o Messias é tirado: E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias...”  e a cidade de Jerusalém é destruída por um “príncipe que há de vir. “...e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá...”  Aqui temos a crucificação do Senhor Jesus e em seguida a cidade de Jerusalém sendo completamente destruída. Os 434 anos vão de 397 a.C, até os dias da morte de Jesus Cristo. Logo depois ocorreu a destruição de Jerusalém pelos Romanos, em 70 d.C. e conforme o versículo acima, após a morte de Jesus seguiu-se um período até a destruição de Jerusalém. Assim, de acordo com a profecia lida, o Messias morreria antes da destruição da cidade, o que de fato ocorreu conforme estudamos em aulas anteriores. Em resumo podemos dizer que com o aparecimento do Messias findaram as 69 semanas, ou seja 483 anos, dia em que Jesus entrou em Jerusalém em um jumentinho. Em seguida segue-se um  intervalo de tempo de 38 anos entre a crucificação e a destruição de Jerusalém. Daniel vê precisamente os sofrimentos  do Senhor Jesus depois da sexagésima nona semana mas antes da setuagésima e confessa: Dn 12. 8 - Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso, eu disse: Senhor meu, qual será o fim dessas coisas? Em referência a semana 70 a resposta a Daniel é a seguinte: Dn 12. 9 - E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Aqui, fica óbvio que o tempo de cumprimento das profecias estava longe da época de Daniel. Diferente de João no Apocalipse que ao final da revelação, recebe uma orientação bem diferente. Ap 22.10 E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo. Após a “retirada do Messias”, a profecia fala sobre a incidência de guerras até o fim. Mas isto será assunto na próxima lição...

 

 

quarta-feira, 10 de abril de 2024

AS 70 SEMANAS DE DANIEL

 AS 70 SEMANAS DE DANIEL  (primeira parte)

Texto Básico: Daniel 9.24-27 Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.

INTRODUÇÃO: Israel e Palestina, este tem sido o foco de nossas últimas lições. Vimos que desde 1947/48 muitos conflitos e tentativas de acordos entre árabes e judeus aconteceram mais o resultado sempre foi o de mais conflitos e mais desentendimentos entre esses dois povos. Israel sempre foi, para nós cristãos, um sinal iminente da volta do Senhor Jesus, o problema é que estamos falando de um conflito que como vimos atravessa gerações, começou bem antes de 1948. Na verdade é um conflito que remonta a tempos bíblicos do Antigo Testamento, e mesmo se olharmos apenas para os conflitos mais recentes, perceberemos que ainda assim estamos falando de um tempo extenso de guerras que parece que nunca terá fim. Contudo, é certo que profecias bíblicas relacionadas aos judeus apontam para um tempo que ainda aguardam o seu cumprimento e dessa forma é correto que aguardemos confiantes no cumprimento destas profecias bíblicas em que Israel é apontado como foco principal, mas com grandes desdobramentos escatológicos relacionado a igreja. Dn 10.14 Agora, vim para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias. 

Hoje passaremos a olhar para este povo, não apenas no contexto histórico como fizemos até aqui. Nossa abordagem agora visa destacar uma visão mais bíblica na tentativa de posicionarmos diante das profecias e fatos escatológicos que aconteceram, estão acontecendo e de fatos que ainda vão acontecer. As Setenta Semanas de Daniel é uma destas grandes profecias extremamente importante que revela o futuro da nação de Israel, Incluindo em seu contexto de revelações o período final da Igreja aqui na Terra. Na verdade, se não entendermos a profecia das SETENTA SEMANAS, corremos o risco de não entendermos o Sermão profético descrito em Mateus 24, e pior, não compreendermos corretamente o livro de Apocalipse. As Setenta Semanas é uma profecia relacionada ao povo judeu, mas abrange fatos que dizem respeito a igreja. Em resumo: Daniel escreveu seu livro para os leitores judeus enquanto João, escreveu para nós, a Igreja. Ninguém além de Deus, poderia fazer tal apresentação pois somente Ele tem todo o conhecimento e controle no que diz respeito ao passado, ao presente e ao futuro das nações em geral. Muitos fatos preditivo da profecia, já se cumpriram e assim o estudo desta profecia torna-se ainda mais edificante e até mais empolgante se considerarmos que estamos agora vivendo no "TEMPO DO FIM" de que falou o profeta Daniel. Dn 12.4 E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará. Este será o caminho que tentaremos percorrer a partir de hoje na Escola Bíblica Dinâmica, tenhamos todos um bom estudo, e continuemos a orar perseverantemente pela nação de Israel. Bom Estudo!

I. O CENÁRIO HISTÓRICO. 

Dn.9:1,2 No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos. 

 Tudo bem, temos aqui mas um inicio com contexto histórico na nossa lição. Mas não podia ser diferente, Daniel agora é o protagonista dessa história é ele quem vai nos conduzir para um entendimento escatológico.   Daniel não deixa dúvidas quanto ao tempo em que tais revelações acontecem. O quadro ainda é de cativeiro, agora sob domínio persa. Este Dário citado por Daniel era conhecido por "Dário o Médo". Foi ele quem sucedeu no governo da Babilônia, ao rei Belsazar. Dn.5:31 E Dario, o medo, se apoderou do reino, quando tinha mais ou menos sessenta e dois anos de idade. Neste tempo Dário havia escolhido Daniel para ser um dos três presidentes colocados a frente dos 120 Sátrapas, uma espécie de chefe da administração de determinada província, que estava rodeado por uma corte de caráter não real. Ele atuavam coletando impostos, controlando os representantes locais do governo, os clãs e as cidades sob tutela. Eram juiz supremo da província, diante do qual todo caso civil e criminoso podia ser levado. Foi também Dário que, depois do fascinante livramento de Daniel da cova dos leões, publicou um decreto exigindo reverência ao Deus de Daniel em todos os seus domínios. Neste tempo, Daniel entendeu que estava chegando o final dos Setenta anos de Cativeiro do povo judeu. V.2 eu, Daniel, entendi pelos livros... Daniel menciona ter lido alguns “livros” dentro os quais ele menciona "as profecias de Jeremias".

Jr.25:11-12 E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto, e estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei da Babilônia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles um deserto perpétuo. 

Jr.29:10 Porque assim diz o SENHOR: Certamente que, passados setenta anos na Babilônia, vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar. 

O texto de Jeremias menciona um rei, que pelo contexto dos fatos, Daniel entende ser o rei Belsazar, rei da Babilônia que segundo o mesmo texto já fora castigado, fatos que se cumpriram neste tempo de Daniel e que o levou a conclusão que já estava no tempo para terminarem as "Assolações de Jerusalém ", sua cidade amada que ainda continuava destruída. 

1. A ORAÇÃO DE DANIEL (DN 9.1-9) 

V.3. Eu, pois, dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinzas. Daniel, pelo que comprova o texto, foi um homem de oração Jejum e integridade em sua fé no Deus de Israel, mesmo vivendo e trabalhando no palácio não se corrompeu. Uma coisa que chama nossa atenção na oração de Daniel é o fato dele confessar os pecados da sua nação como se fossem os seus, e com isso identificando-se com o seu povo. Em sua oração Daniel não esconde o fato de reconhecer que todo o mal pelo qual passaram e ainda lhes estava reservado não tinha outra razão se não a rebeldia do seu próprio povo Dn 9.5 pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 

2. A RESPOSTA A ORAÇÃO (Dn.9:20-23) 

Dn 9:21 estando eu, digo, ainda falando na oração, do varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora do sacrifício da tarde. Daniel não chega a concluir a sua oração, pois a resposta divina vem antes mesmo que ele a termine. Como resposta Deus mobiliza um dos anjos mais proeminentes para lhe trazer a resposta, o anjo Gabriel. Dn.9:21,22,23 Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde. Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão. Gabriel aparece pela primeira vez na Bíblia quando ele foi interpretar a visão do mesmo Daniel sobre um carneiro e um bode. Gabriel apareceu a Daniel na forma de um homem e lhe explicou que a visão era sobre os tempos do fim (Dn 8:15-17). Os animais representavam reinos e seus futuros. Agora, Gabriel aparece outra vez a Daniel, depois que ele orou a Deus pedindo perdão pelos pecados de seu povo. Gabriel disse que Daniel era muito amado e que havia uma resposta para sua oração.

II. AS SETENTA SEMANAS. 

Dn.9:24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Daniel, pela leitura do Livro do profeta Jeremias, entende que os 70 anos mencionados pelo profeta havia chegado a fim, contudo ainda não era possível ver qualquer ocorrência relacionada ao repatriamento dos judeus.

Dn.9.2 No ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos

Jr 29.10 - Porque assim diz o SENHOR: Certamente que, passados setenta anos na Babilônia, vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar.

1. A RAZÃO DO CATIVEIRO.

LV 25.3,4 Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás a sua novidade. Porém, ao sétimo ano, haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha. O cativeiro tratava-se da disciplina imposta sobre o povo de Israel por quebra deliberadamente os preceitos divinos. O cativeiro de Judá foi, em grande parte, fruto da desobediência dos Judeus quanto às palavras do Senhor, acima. Na passagem de Levítico Deus determinou a observância de uma ano Sabático, ou um ano de Descanso a terra. Isso devia ser observado cada 7 anos. Ora, durante os quase 500 anos que vão da monarquia de Israel ao seu cativeiro, eles não cumpriram o preceito do Senhor, e o resultado foi o próprio Deus fazendo a terra repousar, mantendo seus maus "Inquilinos" fora por 70 anos. 70 anos é o total de anos Sabáticos ocorridos no espaço de 490 anos. 2Cr.36.20,21 E os que escaparam da espada levou para a Babilônia; e fizeram-se servos dele e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram. 

2. SEMANAS DE ANOS E SEMANAS DE DIAS

Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade... As Setenta Semanas da profecia em Dn.9:24-27 devem ser entendidas como Semanas de anos; não em semanas de dias como temos em nosso calendário. Para nós isto pode parecer estranho, mas para os judeus isto era muito comum. Segundo os estudiosos, o texto na  língua original  não diz "SEMANA", a palavra no hebraico é “Shabua” e significa "SETES ". Desta forma o texto deveria ser lido: Setenta Setes estão determinados... Quando se trata de semana de dias, é acrescentado, em hebraico, a palavra para dias: "YAMIN ". Dn 10 .2,3 - Naqueles dias, eu, Daniel, estive triste por três semanas completas. Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas. Mesmo não tendo acesso ou conhecimento das línguas originais, pela descrição do texto também é possível notar a diferença entre ambos os casos.

Lv 25. 8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. 

Nm 14.34 Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e conhecereis o meu afastamento. Assim fica claro o texto profético. “Setenta Setes” ou Setenta Semanas “de anos” dando um total de 490 anos.

Seis eventos preditos, a respeito de Israel, em Dn.9:24 ainda não se cumpriram. Em Dn.9:27, por ocasião da última das Setenta Semanas, a Bíblia diz: "E ele fará firme aliança com muitos por uma Semana"  É algo impensável um pacto entre nações por uma Semana de dias, quando somente o protocolo e as celebrações muitas vezes tomam mais de uma Semana. A autenticidade desta profecia Dn.9.24-27 foi atestada por Jesus, em Mt.24.15, onde Ele mostra que a última das Setenta Semanas é ainda futura, uma vez que o fato ali citado por Jesus ainda não ocorreu depois que Ele proferiu aquelas palavras. A leitura acima mostra que as Semanas estão divididas em 3 três grupos. Sendo Semanas de anos, totalizam 490 anos. 7 semanas, 62 semanas e 1 semana. Vamos comparar dois textos de Apocalipse para identificarmos biblicamente a duração dos anos proféticos.

Ap 12.6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

Ap 13.5 - E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.

Comparando os textos acima, vemos que o ano Bíblico ou profético é de 360 dias, pois 1.260 dias dá 42 meses de 30 dias. O calendário religioso de Israel era lunar. A lua nova marcava o início dos meses, sendo essa uma ocasião festiva. Esse ano era de 354 dias, mas nos fatos gerais e nas profecias era arredondado para 360 dias. O calendário solar é posterior, e é relacionado comas estações do ano. 

 

 

 

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...