domingo, 15 de agosto de 2010

ESTUDO BÍBLICO - ESCATOLOGIA







ESCATOLOGIA
PARTE FINAL
Lição 4 
A VINDA DE JESUS EM GLÓRIA.

Introdução: Quando Jerusalém estiver cercada pelo exército das nações confederadas a besta, e os judeus estiverem sem mais esperança de salvação, a ponto de serem tragados, estão clamarão angustiados a Deus. Dessa oração, fala o profeta Isaías em 64.8-12. É nessa situação crítica de Israel que o Senhor Jesus descerá em socorro ao seu povo, sobre os Monte das Oliveiras, em Jerusalém (Is 52.8; Mt 24.30). a Vinda de Jesus em Glória será seguida de cataclismos e morticínios mundiais e sobrenaturais (Is 24.40). Em Dn 2. 34.35,44,45, por quatro vezes é dito que o reino do mundo foram esmiuçados pleo impacto da pedra que desceu da montanha. Esta pedra representa a figura de Cristo na sua segunda vinda (Mt 21.44).

I. A BATALHA DO ARMAGEDON. ZC 12.3,9.
O termo “Armagedon” significa “Monte de Megido”. Trata-se de um local ao norte de Israel onde se travará a batalha final. Esse lugar tem sido famoso como campo de batalha da história, dado a sua posição estratégica que ocupa. Aí concentrar-se-ão as forças das nações em guerra contra Deus e Israel (Ap 16.13-16).  Do Armagedon, o Anti-cristo lançará seu ataque contra os judeus, e avançará sobre Jerusalém. A batalha visa a exterminação do povo judeu, pois o Diabo sabe que os planos futuros de Deus estão relacionados com Israel, quanto ao mundo (Jr 31.35,36; 46.48; Am 4.14,15). Os judeus lutarão heroicamente (Zc 14.14), e a batalha durará um dia (Zc 14.6,7). A ação destruidora e sobrenatural com repentina aparição de Jesus, em Jerusalém, causará completo destroço nos exércitos atacantes, tanto nos que estiverem em ação contra a cidade como no grosso das tropas e seu material de guerra concentrado no Armagedon (Zc 14.16). Ao virem Jesus, os do remanescente de Israel, exclamarão arrependidos e aliviados: “Bendito o que vem em nome do Senhor” (Mt 23.38,39). Os judeus clamarão pelo verdadeiro Messias (Zc 12.10,11). O próprio Senhor Jesus combaterá contra o anticristo e seu exército, e os vencerá (Ap 17.14; 19.17-21). Com a Vinda de Jesus em Glória, o anticristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo, que é o inferno final (2Ts 2.8; Is 59.20,21). Já o “dragão” que é Satanás, será acorrentado por mil anos. O remanescente judaico, expurgado e arrependido, reconhecerá Jesus como Messias e Redentor prometido, e, em escala nacional, todos o aceitarão, chorando (Is 4.3; Is 59.20,21; 11.25-27). 

2. O JUÍZO DAS NAÇÕES – AP 20.11-15.
Devido as constantes guerras e cataclismo sobrenaturais que desabarão sobre a terra por ocasião da Grande Tribulação, a população mundial estará bem reduzida. O julgamento das nações descrito em Mt 25.31-34, 41,46, será apenas a consumação daquilo que já começou muito antes, sob selos, trombetas e juízos divinos. O juízo da nações não é de indivíduos. O grego diz “panta ta ethne” - todas as nações. Certamente as nações comparecerão mediante seus representantes. O propósito deste juízo será determinar quais nações serão poupadas e ingressarão no milênio (Zc 14.16). Conforme Mt 25, haverá três classes de nações nesse juízo: 

  • Ovelhas – Povos pacíficos, amigos e protetores de Israel.

  • Bodes – Povo sanguinário, perseguidores de Israel.

  • Irmãos – Possivelmente os judeus – Mt 28.10.
Somente bodes e ovelhas serão julgados. A base do juízo será a maneira como essas nações trataram os “irmãos” (Mt 25.41-43; Jl 3.2). o juízo ocorrerá num lugar chamado de “Vale de Josafá” (Jl 3.2,12). Esse vale é até hoje desconhecido, nunca existiu. Possivelmente se formará pelo fenômeno sobrenatural de Zc 14.4, no momento em que Jesus descer a terra. Os povos tipo bode serão lançados vivos no inferno, como ocorreu em Armagedon com a besta o falso profeta e os que a adoraram (Mt 25.41-46). os povos tipo ovelhas, ingressarão no milênio. (Mt 24.34.

II. O REINADO DE CRISTO NA TERRA. Ap 20.2-6
A palavra “milênio” deriva do grego “milleniun” referindo-se a última dispensação que haverá sobre a terra. O milênio é o maravilhoso reinado de Cristo terra. É importante observar que os mil anos não será o período de duração do reinado de Cristo, já que a Bíblia afirma que seu reinado não terá fim (Lc 1.31,32), mas será o período em que Satanás estará preso (Ap 20.2). O milênio iniciará logo após a Vinda de Jesus em Glória, quando Ele em companhia de todos os santos, houver aniquilado o dragão, o anti-cristo e o falso profeta (Ap 19.11-21). no inicio de seu ministério Jesus revelou a plataforma do seu governo, apresentando uma legislação toda superior. No sermão do Monte (Mt 5-7) encontramos alguns propósitos de milênio:

  • Fazer convergir a Cristo todas as coisas – Ef 1.10

  • Estabelecer a justiça e a paz na terra – 1Co 15.24-28

  • Fazer convergir no milênio todas as alianças da Bíblia – Ef 1.10

  • Fazer Israel ocupar toda a terra que lhe pertence – Is 11.10-12

  • Cumprir as profecias a respeito do Reino do Messias – Dn 9.24
O milênio será uma teocracia (Is 1.26; Sl 72.8-11), isto é, Cristo reinará diretamente através de seus representantes. Todos os reinos do mundo estarão sob o senhorio de Cristo (Fp 2.10,11). Com o estabelecimento do milênio findará toda e qualquer supremacia predominante de nações, com exceção de Israel (Zc 14.9). A Igreja integrará a administração de Cristo, todavia, será um reino com predominância judaica. Jesus reinará sobre Israel através de seus apóstolos, conforme promessa feita em Mt 19.28, e reinará sobre os gentios certamente através da Igreja. (Is 16.5). haverá dois grupos de povos distintos que participarão do milênio:

  • Crentes glorificados – Consiste dos salvos do AT e do NT mais a Igreja e os crentes oriundos da Grande Tribulação. Estando “glorificados”  não serão limitados somente a terra. Terão o constante privilégio de acesso ao Trono do Pai.

  • Os povos naturais, em estado físico normal, vivendo na terra – Os judeus salvos saídos da Grande Tribulação e os gentios poupados no julgamentos das nações e o povo que nascerem neste período.
III. A ÚLTIMA REVOLTA DE SATANÁS.
No momento final da Grande Tribulação, o anti-cristo, chefiando todas as nações do mundo, avançará para exterminar israel e lutar contra Deus. O Senhor Jesus, descerá do céu e destruirá todo o exército atacante. O anti-cristo e o falso profeta, serão lançados vivos no Lago de Fogo e Enxofre, e Satanás, o dragão, ficará peso por mil anos. Após mil anos de paz, sob o governo de Cristo, Satanás será solto novamente, por um pouco de tempo, e então, começara uma campanha mundial para a formação de um grupo de nações para guerrearem contra o povo de Deus (Israel). A palavra profética descreve detalhes, como acontecerá esta guerra e quais as consequências para as nações envolvidas (Ez 38,39). Satanás, persuadirá o chefe de Gogue, isto é, do Norte, e Magogue, que são as terras do Norte. Não serão todas as nações da terra, porém serão tão numerosos como a areia do mar, pois haverá uma coligação de nações e povo (Ap 20.8). Deus pelejará por Israel, não chegando a ter batalha física entre moradores da Cidade Santa e os exércitos de Satanás (20.9). Deus trará os inimigos para o Monte de Israel e os destruirá com fogo do céu. Satanás, então, finalmente, será lançado no Lago que Arde em Fogo e Enxofre, onde será “atormentado” para todo o sempre (Ap 20.20). desta maneira, os que nasceram durante o milênio terão a oportunidade de escolher: Obedecer a Deus ou ao diabo (Ap 20.7,8). A finalidade desta curta liberdade de Satanás sera:

  • Provar os que nasceram durante o milênio

  • Revelar que o coração humano não convertido continua inalterável, mesmo sob o reino pessoal do Filho de Deus.

  • Demonstrar pela última quão pecaminosa é a natureza humana.

  • Demonstrar que Satanás é totalmente incorrigível.
IV. O JULGAMENTO DO GRANDE TRONO BRANCO.
Após a vitória de Deus sobre o diabo, terá incio o que a Bíblia chama de O Julgamento do Grande Trono Branco, onde as pessoas de todas as raças, línguas, povos e nações, grande e pequenos, comparecerão perante o Deus Criador. O julgamento final é a sessão judicial que terá lugar na consumação de todas as coisas temporais que, conduzido pelo Todo Poderoso, retribuirá a cada criatura moral  o que esta tiver cometido através do corpo durante sua vida terrena. Embora seja o julgamento final tratado, implicitamente, do primeiro ao último livro do AT, foi o profeta Daniel que discorreu, de forma mais sucinta acerca desta ato que haverá de realçar a supremacia e a singularidade da justiça divina (Dn 12.1-3). no Sermão do Monte, o Senhor Jesus deixou bem claro que o julgamento final não é mera hipótese, porém, uma realidade (Mt 25.31-41). Tem o julgamento final vários objetivos  conforme nos revela a Bíblia:

  • Mostrar que a justiça de Deus deve ser observada e acatada por todos (Gn 18.25).

  • Punir os que rejeitaram a Cristo e sua tão grande salvação (Ap 20.15; Mt 25.41).

  • Destruir a personificação do mal (1Co 6.3; Ap 20.10-12)
Se os falhos e imperfeitos julgamentos humanos tem os seus fundamentos, o que não diremos do julgamento final que será efetuado pelo altíssimo Deus:

  • A natureza Justa e Santa de Deus – Deus é amor, porém possui uma natureza santa e justa. Todas as vezes que sua santidade é ferida, sua justiça reclama, de imediato, uma reparação. Por conseguinte, estes atributos de Deus, a justiça e a santidade acham-se a fundamentar o julgamento final. Rm 2.5-10.

  • A Palavra de Deus – Os que hoje a desprezam, serão por ela julgados. Jo 12.48

  • A Consciência das Criaturas Morais – A consciência, embora falha, não deixa de ser um dos fundamentos do julgamento final. Rm 2.15; Ap 20.12.
1. O JULGAMENTO FINAL. Jo 3.18.
Os anjos caídos, tantos os livres que trabalham para Satanás, quanto os aprisionados “para juízo do grande dia” (Jd 6), serão julgados agora, juntamente com o diabo, a quem acompanharam, obedeceram e serviram (Mt 8.29; Lc 8.31; 2Pe 2.4). A Igreja certamente estará associada neste juízo, pois travou renhido combate contra o diabo e suas hostes (1Co 6.3). Este evento marcará o ponto final da liberdade de ação do diabo, dos anjos caídos e dos demônios (Mt 25.41). Nesta ocasião, os ímpios falecidos de todas as épocas ressuscitarão com seus corpos literais e imortais, porém carregados de pecados. Este julgamento é para a multiplicação das sentenças. O fato de Apocalipse enfatizar “grande e pequenos” (20.12) tem a ver com a importância, posição, prestígio ou influência, nada tendo a ver com a idade. A presença do “Livro da Vida” nesta ocasião, certamente será para mostrar que aos que estão sendo julgados, que seus nomes não se encontram nele (Mt 7.22,23). 


2. O ETERNO E PERFEITO ESTADO.
Aqui finda o tempo da história humana e começa o “Dia Eterno”. A Santa Cidade, a Jerusalém Celestial baixará de vez sobre a terra (Ap 21.2). A Igreja, em estado de glória e felicidade eterna, governará a terra sob Cristo (Dn 7.18,28). Os salvos oriundos do milênio, viverão na terra, mediante a arvore da vida, não mediante a ressurreição, nem porque passaram do estado mortal para o imortal. Jesus em sua forma humana pessoal, a qual jamais deixará, estará eternamente associado ao Pai na regência do universo (2Sm 7.13,15). Em suma, será uma estado perfeito. 


3. A CIDADE SANTA. Ap 21.1.
O novo céu e a nova terra não resultarão de nenhuma catástrofe não registrada na Bíblia, pelo contrário, são resultantes do processo de redenção e do reinado de Cristo. Uma vez consumada a purificação final da terra e o Julgamento, a redenção estará então completa. Por mil anos Cristo e os santos estarão trabalhando na tarefa de reconstrução de todas as coisas. O resultado é visto aqui: 








O MAR JÁ NÃO EXISTE. Isto não significa que não haverá mar, e sim que a terra e as águas estarão mais bem regularmente divididas. 








O NOVO CÉU. A única característica do novo céu, visto aqui é a Cidade Santa. 








A NOVA TERRA. Esta passagem sugere que a Cidade Santa permanecerá acima da Jerusalém terrena, e lhe servirá de luz, de forma a haver um local sobre a terra onde nunca haverá trevas.

  • ORIGEM: Descia do céu, da parte de Deus

  • LOCALIZAÇÃO: Próximo a terra, mas não farão parte dela. As nações andarão sob a luz da Nova Jerusalém.

  • DIMENSÕES: 12.000 estádios (cerca de 2.260 Km)

  • ILUMINAÇÃO: A Glória de Deus será a sua luz – Is 24.25

  • TEMPLO: Deus

  • MUROS: Muralhas altas 144 côvados (+/- 80 m)

  • PORTÕES: Não se fecharão, pois não haverá noite.

  • MORADORES: Todos os que tiverem os seus nomes escritos no Livro da Vida.
A Nova Jerusalém, a capital dos remidos, será a capital do universo, porquanto o trono de Deus estará ali. Seus cidadãos serão todos reis e sacerdotes, eles dispensarão ao mundo o beneficio da água da vida e das folhas da árvore da vida, que servem para a cura das nações. As pessoas da terra poderão viver para sempre se tiverem acesso a árvore da vida, mas ela nunca mais será plantada na terra, as nações dependerão da Cidade Santa para receber seus benefícios (Ap 21.26). o povo receberá da Cidade Santa não apenas as bençãos espirituais, mas também as materiais. A nova Jerusalém exercerá uma supervisão real e sacerdotal sobre as atividades da terra. “As nações andarão a sua luz".

BIBLIOGRAFIAS:
Maturidade Cristã – CPAD - Out. 1989
Manual da Escola Bíblica Dominical – Antônio Gilberto - CPAD
www.vivos.com.br
O Homem, corpo, alma e espírito – Severino Pedro da Silva – CPAD.
(Rev. Augustus Nicodemus Lopes - www.cacp.org.br)




ESTUDO BÍBLICO - ESCATOLOGIA



ESCATOLOGIA 
PARTE III
Lição 3 
O ARREBATAMENTO DA IGREJA

Introdução: Em relação à volta do Senhor Jesus, a única unanimidade que há entre os teólogos é que ela acontecerá. Nos demais aspectos, são várias correntes defendidas. Cada um com sua teoria e opinião. Por esta razão, podemos afirmar que existe “escolas interpretação” , dais quais citaremos:

1. Escola Pré-Tribulacional: O arrebatamento da Igreja ocorrerá antes que comece o período de sete anos da tribulação. Por isso, a Igreja não passará pela Tribulação, segundo este ponto de vista. Provas citadas:


  • A promessa de ser guardada (fora) da hora da provação. (Ap 3.10)

  • A remoção do aspecto de habitação no ministério do Espírito Santo exige necessariamente a remoção dos crentes. (2Ts 2)

  • A tribulação é um período de derramamento da ira de Deus, da qual a Igreja já está isenta. (Ap 6.17, cf. 1Ts 1.10; 5.9)

  • O arrebatamento só pode ser iminente se for pré-tribulacional.(1Ts 5.6) 
2. Escola Meso-Tribulacional: O arrebatamento ocorrerá depois de transcorridos três anos e meio do período da tribulação. Provas citadas:

  • A última trombeta de 1Co 15.52 é a sétima trombeta de Ap 11.15, que soa na metade da tribulação.

  • A Grande Tribulação é composta apenas dos últimos três anos e meio da septuagésima semana da profecia de Dn 9.24-27, e a promessa de libertação da Igreja só se aplica a esse período. (Ap 11.2; 12.6)

  • A ressurreição das duas testemunhas retrata o arrebatamento da Igreja, e sua ressurreição ocorre na metade da tribulação. (Ap 11.3,11) 
3. Escola Pós-Tribulacional: O arrebatamento acontecerá ao final da Tribulação. O arrebatamento é distinto da segunda vinda, embora seja separado dela por um pequeno intervalo de tempo. A igreja permanecerá na terra durante todo o período da tribulação. Provas Citadas:



  • O arrebatamento e a segunda vinda são descritos pelas mesmas palavras.




  • Preservação da ira significa proteção sobrenatural para os crentes durante a tribulação, não libertação por ausência (assim como Israel permaneceu no Egito durante as pragas, mas protegido de seus efeitos).




  • Há santos na terra durante a tribulação. (Mt 24.22) 




4. Arrebatamento parcial: Somente os crentes considerados dignos serão arrebatados antes de a ira de Deus ser derramada sobre a terra; os que não tiverem sido fiéis permanecerão na terra durante a tribulação. Provas citadas: Versículos como Hebreus 9.28, que exigem vigilância e preparo. 


I. SINOPSE DA DOUTRINA DA VINDA DE JESUS.
A vinda de Jesus é um mistério que só será bem compreendido quando ocorrer. Será um evento inicial profético de uma série, que abrangerá a Igreja, Israel e as nações em geral. Se dará em duas fases bem distintas uma da outra. Na primeira fase, Jesus virá para os seus (Jo 14.3), é a fase que conhecemos como “Arrebatamento da Igreja” (1Ts 4.17). na segunda fase, Jesus virá com os seus (Zc 14.5; 1Ts 3.13). Será sua revelação pessoal, ou sua “Vinda em Glória”. A primeira fase se dará nos ares, a segunda será sua manifestação pública. No arrebatamento Jesus não vem a terra, ao solo. O mundo não tomará conhecimento do fato. O mundo saberá depois, quando notar a ausência, a falta, o desaparecimento de milhões de cristãos em todo o mundo. Será um acontecimento secreto, reservado para os que são dEle. Na segunda fase, todos os olhos o verão e todas as tribos da terra se lamentarão (Mt 24.30). Entre o arrebatamento e a revelação de Jesus decorrerá um período que deverá durar pelo menos sete anos. Muitos fatos surpreendentes estarão acontecendo na terra. No arrebatamento Jesus virá secretamente para a Igreja, na revelação, Ele vem publicamente para Israel e as demais nações. Considerando as distintas manifestações de Jesus na sua primeira e segunda vinda, podemos dizer que:


  • Em Belém, Jesus veio como o Messias Salvador do mundo.

  • Nos ares, Jesus virá como o Noivo para a sua Igreja.

  • No Monte das Oliveiras, Jesus virá como Juiz e Rei para julgar as nações e estabelecer o seu Reino Milenar.

A vinda de Jesus está relacionada com três grupos de povos em que Deus divide a raça humana (1Co 10.32). Os povos da terra considerados sob o ponto de vista humano estão divididos nos mais diversos grupos étnicos. Porém, considerando-a sob o ponto de vista divino, temos três segmentos:


  • IGREJA. Jesus virá como seu noivo, a fim de levá-la para si, para a glória celestial (Jo 14.3). Isto inclui todos os santos de todos os tempos.


  • ISRAEL. Jesus virá como Messias e Libertador, após prová-los e expurgá-los mediante a Grande Tribulação (Mt 23.29; Rm 11.26)


  • GENTIOS. Isto é, as nações em geral, Jesus virá como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, e Juiz, para julgá-las, e, após isso, reinar sobre elas com vara de ferro e com justiça. (Sl 2.6-10; 96.13)
Apesar de não ter revelado o dia exato do arrebatamento, Jesus deixou algumas coordenadas através das quais podemos concluir estar perto ou longe este esperado dia (Mt 24.1-13).


  • Apostasia – 2Ts 2.3 “Abandono da fé e da doutrina”. 



  • Multiplicação das religiões e práticas demoníacas – 2Co 4.4; 1Tm 4.4. 



  • Indiferentismo espiritual – 2Tm 3.1-6; Jd 18. 



  • Guerras – Mt 24.6. 



  • Restauração nacional de Israel – Lc 21.29,30.


A Bíblia é rica em evidências que afirmam a veracidade da volta do Senhor Jesus:




  • Ele afirmou – JO 14.3; Ap 22.20. 





  • Os anjos afirmaram – At 1.10,11



  • Os escritores da Bíblia afirmaram – Jó 19.25; Dn 7.13,14; Hb 9.27,28. 




  • Os sinais confirmam – Mt 16.3; 24.3


O Arrebatamento da Igreja marca o inicio do chamado “dia de Cristo”. Este dia está diretamente relacionado com a Igreja e vai do arrebatamento até a sua Vinda em Glória. (1Co 1.8; Fp 1.6; 2Co 1.14; 2Tm 4.8). Segundo as Escrituras, Jesus virá para:

  • Levar a Igreja para si – Jo 14.3. 



  • Consumar a salvação – Rm 13.11. 



  • Glorificar os seus – Rm 8.17. 




  • Recompensar a todos – Mt 16.27. 




  • Reconhecer publicamente – 1Co 4.5 




  • Prender Satanás – Ap 20.1,2 




  • Ser glorificado por nós – 2Ts 1.10


II.  A GRANDE TRIBULAÇÃO.
Quando a Igreja for arrebatada à presença do Senhor nos céus, na Terra acontecerá o período chamado de “A Grande Tribulação”. Este período é um período de transição entre a Dispensação da Graça e o Milênio ou Governo Divino. Este período tem início com o arrebatamento da Igreja e termina com a Segunda vinda de Cristo com todos os santos para reinar sobre a Terra por mil anos (Ap 20.6). Existem três dias citados na Bíblia predeterminados por Deus: 




  • O Dia de Cristo: É o tempo do Arrebatamento da Igreja (ICo 1.8; 2Co 1.14; Fp 1.6). 




  • O Dia do Senhor: É o tempo que abrange a Grande Tribulação até o fim do Milênio. Jl 1.15-21; Am 5.18-20; 2Pe 3.10-11; ITs 5.2; Ez 22.17-22; Jr 30.4-7. 




  • O Dia de Deus: É o tempo do desfecho final de toda a história ( ICo 15.28); do Juízo Final, o Juízo do Trono Branco (Ap 20.11; Sl 9.17 e o ingresso no Estado Eterno (Ap 20 a 22). 


A palavra "tribulação" aparece 43 vezes na Bíblia (ARA) e tem o sentido de sofrimento, opressão e perseguição. É usada em muitos contextos diferentes para descrever diversos tipos de agonia. A frase "grande tribulação" se encontra apenas quatro vezes nas Escrituras (ARA). Ao invés de elaborar uma doutrina bem definida de um período que segue o "arrebatamento" e traz angustia sobre os que ficam na terra.

1. O QUE SERÁ E PARA QUEM SERÁ A GRANDE TRIBULAÇÃO.

A Grande Tribulação será um período de Juízo ou ira sobre o mundo ímpio, a Igreja apóstata e especialmente a Israel disperso (Note que os escolhidos citados em Mt 24.31 referem-se aos israelitas e não aos crentes, pois estes já estarão arrebatados e juntos com o Senhor Jesus Cristo 1Ts 5.9; 1.10). O Senhor Jesus em Lc 21.25-36 diz que a nossa redenção se aproxima. Já estamos vendo princípios das dores (Guerras, Tsunami, Incêndios vultosos, terrorismo) é sinal que a nossa redenção se aproxima, a redenção do corpo ou arrebatamento (Rm 8.22,23; ITs 1.10; 5.9). Então aguardamos o Arrebatamento e não a Grande Tribulação (ITs 5.1-9). Os juízos mais terríveis serão as sete pragas ou flagelos apontados em Ap 15.1; 16.1-19. A Grande Tribulação virá sobre todos os habitantes da Terra, mas é um tempo especial do trato de Deus com Israel (Jr 30.4-9; Dn 12.1; Mt 24.15-21). Há vários tempos citados como: semanas, tempo, tempos, metade de tempo, quarenta e dois meses, 1260 dias, 2300 dias e muitas simbologias nitidamente ligadas a Israel. O Período da Igreja, a Dispensação da Graça, é o período entre a 69ª e 70ª semana (Dn 9.25-27). A Grande Tribulação corresponde à 70ª Semana, semana de anos, sete anos. Corresponde à Grande Tribulação de Jacó (Dn 12.1; Jr 30.7; Ap 12.7-9). 


2. PRINCIPAIS ASPECTOS DO PERÍODO CHAMADO DE GRANDE TRIBULAÇÃO.
Inicialmente o Anti-Cristo fará uma Aliança com o povo de Israel (Dn 9.27); Quebrará a aliança na metade da semana (Dn 9. 27). No meio da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares o que indica que o Templo de Jerusalém estará reconstruído. Atualmente no lugar do Templo de Jerusalém está erigida uma mesquita muçulmana, a Mesquita de Omar. (há também quem diga que existe um espaço ao lado da mesquita com tamanho suficiente para a construção do templo). Certamente o Anti-Cristo terá interesse na reconstrução do Templo para tentar tirar proveito posteriormente na segunda metade da semana (2Ts 2.4). O Anti-Cristo então abominará o lugar santo (Dn 9.27; Mt 24.15; 2Ts . Esta abominação poderá ser uma imagem como descrita em Ap 13.15.

3. O QUE ACONTECERÁ DURANTE A GRANDE TRIBULAÇÃO.
O Estabelecimento do Governo do Anti-Cristo. (Dn 11.36-45; 12.1; 2Ts 2.3-10). Um rei que terá o domínio e não respeitará leis estabelecidas e nem religiões. Arregimentará nações e submeterão outras (Dn 11. 40-45) e armará as tendas do seu palácio entre o mar grande (Mar Mediterrâneo) e o monte santo e glorioso (Monte Sião). Neste tempo de angustia Israel será salvo, aqueles que se acharem escrito no Livro (Dn 12.1,10; Ap 7.1-8; 14.1-3). Que mistério e misericórdia (Rm 11). A perseguição se estende aos demais povos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo (Ap 12.17; 15.2-4; 14.9-13; 6.9-11; 20.4). Note que cai a Grande Babilônia, a falsa religião. Notem Ap 2.22 (A prostituição da Idolatria). Essas coisas serão cumpridas na segunda metade da Semana de Sete anos, a Grande Tribulação propriamente dita (Dn 12.7; Note que se refere a três anos e metade de um ano (Tempo, Tempos e Metade de um Tempo=1+2+1/2= 3,5 anos). O Apóstolo João (Ap 12.14) fala do mesmo período da Grande Tribulação. como uma mulher vestida do sol, que pode simbolizar aqueles que ficaram e serão perseguidos pelo anti-cristo. (Ap 12.1; Gn 37.9). Notem o Arcanjo Miguel batalhando no céu com os seus anjos contra o Dragão e os seus anjos (Ap 12.7), há um escape (fuga para o deserto) para o Israel salvo. Compare Ap 12.6,14 com Dn 12.7 e constate que o Dragão fará guerra aos santos no mundo inteiro destruindo as vidas que não se dobrarem à besta (Ap 14.13). 



4. DESCRIÇÃO DOS DETALHES:





  • A segunda metade da 70ª Semana de Daniel será “A Grande Tribulação” propriamente dita (Mt 24.15,21).




  • A Grande Tribulação se constitui no juízo de Deus para Israel em face de sua posição apostata e negação do Senhor Jesus Cristo como Rei e Messias.




  • A Grande Tribulação também terá efeito sobre os gentios apostatados da fé e terão ainda a chance de se redimirem.




  • A Grande Tribulação afetará todo o mundo politicamente, pois a questão entre árabes e israelenses afetam o mundo inteiro e o Anti-Cristo certamente trará uma solução para o problema que se arrasta desde a criação de Israel em 14 de Maio de 1948. No início da Grande Tribulação o mundo estará proclamando uma Paz e Segurança, conforme ITs 5.3.




  • A partir da segunda metade da semana de Daniel ou a Grande Tribulação propriamente dita, Deus derramará seus juízos sobre a terra (Ap 16). A Terra sofrerá as grandes pragas como foi em pequena escala comparadamente com o Egito. Essas pragas virão devido a grande depravação dos seres humanos e mesmo assim muitos não se arrependerão (Mt 24.37-39; 2Tm 3.1-9; Ap 9.20,21).




  • Neste período Satanás perderá o domínio sobre a Terra, ao final, quando Satanás arregimentar os exércitos das nações aliadas ao Anti-Cristo e cercar a cidade de Jerusalém e quando Israel não tiver como resistir e que desaparecerá do mapa como nação, sendo totalmente destruído, o povo se arrependerá e invocará o nome do Senhor. O Senhor virá do céu e vingará os seus inimigos e implantará o seu Reino de 1000 anos na Terra. A capital do Governo será Jerusalém. (Zc 14.1-11; 12.8-11; Jl 3.9-17; Is 64; Ap 11.15; 19.19-21; 20.1-3).

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...