quinta-feira, 15 de outubro de 2020

LUTERO, UM HOMEM PARA O SEU TEMPO.

 

ESCOLA BÍBLICA DINÂMICA

Jovens e Adultos -27 /11/2020 - Lição Especial

Aniversário da Reforma Protestante - 503 anos


Texto Básico: Rm 1.8-17

8. Antes de tudo, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vocês, porque em todo o mundo está sendo anunciada a fé que vocês têm. 9. Deus, a quem sirvo de todo o coração pregando o evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como sempre me lembro de vocês 10. em minhas orações; e peço que agora, finalmente, pela vontade de Deus, me seja aberto o caminho para que eu possa visitá-los.11. Anseio vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los, 12. isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé.13. Quero que vocês saibam, irmãos, que muitas vezes planejei visitá-los, mas fui impedido até agora. Meu propósito é colher algum fruto entre vocês, assim como tenho colhido entre os demais gentios.14. Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. 15. Por isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma.16. Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.17. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé".

Texto Devocional: Rm 1.17 Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.

Introdução: Sentenciado por ordem papal a morrer queimado, João Huss, um dos mais famosos precursores da Reforma, no momento da sua execução, disse em alto e bom som: podem matar o ganso, mas daqui a cem anos surgirá um cisne que não poderão queimar. Cem anos após ditas estas palavras, isto é a 10 de novembro de 1483, em Eisleben, na Saxònia, nascia Martinho Lutero.

No próximo sábado, dia 31 de outubro de 2020, comemoramos 503 anos de Reforma Protestante. Deste dia 31/10/1517, temos a história, ou melhor, uma mudança na história que começou a ser escrito pelo jovem camponês chamado de Martinho Lutero. Um jovem estudioso da Palavra que não se conformou com uma imposição papal e a maneira desrespeitosa como o povo de sua comunidade vinha sendo enganado. Conhecer a história de Lutero é conhecer a história de um homem que apesar de sua simplicidade e fidelidade a Igreja, desafiou os poderes mais influentes de seu tempo. Uma história que começou a ser escrita ainda em seus primeiros anos passados num humilde lar camponês alemão, onde teve um preparo religioso com base na piedade simples da família da Idade Média, misturando realismo com superstições características da era medieval. O grande desejo de seu pai era vê-lo formado em direito e, para tanto, com idade de apenas 18 anos, ingressou na mais famosa Universidade alemã a de Erfurt. Levou quatro anos de estudo preliminares. Durante esse tempo, destacou-se como um moço estudioso, orador capaz, hábil polemista, amante da música e admirado pelos colegas.

I. COMO TUDO COMEÇOU.

Mt 7.18 Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.

Lutero estava se preparando para iniciar sua vida profissional como advogado, quando, de repente, para espanto dos amigos e desapontamento do pai, Lutero decide entrar para uma organização monástica tornando-se monge no convento dos Agostinianos, em Erfurt. O que Lutero mais desejava era certeza da salvação, e foi com o propósito de alcançá-la empreendeu peregrinações a locais indicados pela igreja, fazendo jejuns e sacrifícios que às vezes iam além do suportável para uma pessoa normal. No mosteiro, Lutero travou consigo mesmo uma grande guerra interior, pois não encontrou ali no convento aquilo que esperava alcançar. Após algum tempo, Lutero volta a Universidade de Erfurt, onde finalmente consegue apoio, inclusive de seus pais, diminuindo os efeitos sombrios do tempo de convento. Na universidade Lutero se manteve firme num propósito: "Orar sempre... é a melhor metade do estudo".    

Lutero com um tem um tempo vago em suas atividades, resolve dar uma limpeza na biblioteca da Universidade, e ao mesmo tempo em que aproveitava a proximidade com os livros, examinando alguns deles. Derrepente, em um canto, acorrentado a uma parede, Lutero encontra um livro. Um livro que Lutero supunha nunca ter visto antes. Ele até tinha ouvido algumas porções dos chamados "evangelhos" e das "epístolas" e supunha que estas poções fossem a Bíblia em sua totalidade. Mas agora era diferente, Lutero a tinha diante dele, e pela primeira vez podia olhar para aquele fascinante livro. Sem perder tempo, Lutero começa a folhear página por página, ele vai lendo pausadamente e com grande interesse cada palavra ali escrita. No fim sobra-lhe uma exclamação: "Oh se Deus me concedesse possuir tal livro!" Ap 1.3 Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

Contudo, Lutero foi um monge de vida exemplar, apesar de sentir extinguir a alma pelo sofrimento e pelos constantes tormentos diante da possibilidade de vir a sucumbir sob a espada da ira divina. Quanto mais ele tentava alcançar Deus de acordo com os ritos da Igreja Medieval, mais distante de Deus ele se sentia. Até que o Evangelho finalmente libertou Lutero de tanta angustia e terror espiritual, através de um amigo, o vigário geral da sua Ordem, chamado Staupitz, lhe o ensinou que Deus era misericordioso, e assim conseguiu anular seu pensamento de que Deus só sabia castigar, não se importando por revelar o seu amor para com o homem. . "Em vez de torturar-te por causa do pecado, lança-te nos braços do Redentor. Confia nele, na justiça de Sua morte... O Filho de Deus... se fez homem para dar-te a certeza do favor divino... Ama Aquele que primeiro te amou". Nesse tempo, Staupitz deu-lhe um trabalho a realizar: A responsabilidade de lecionar filosofia na nova Universidade de Wittenberg. Por isso podemos afirmar que Lutero foi mais que um camponês ou um Monge Agostiniano, Lutero foi mais que o professor da Faculdade, doutorado em Teologia, Lutero foi o servo de Deus que ainda que não se achasse capaz, denunciou o que ele mesmo chamou de "verdadeiro assalto aos poucos recursos do povo" Lutero foi aquele que chamamos hoje de o "Pai da Reforma Protestante"  Mt 10.34 Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada;

1. LUTERO VAI A ROMA. Rm 1.29,30,31 Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;

Antes de revelar-se como reformador, Lutero teve uma vida muito agitada.

  • Entrou para o mosteiro em 1505,
  • Foi ordenado em 1507,
  • Em 1508 foi a Winttenberg,
  • Em 1509 a Erfurt,
  • Em 1511 foi convidado a lecionar na Universidade de Wintenberg, onde passou a residir.

No verão de 1511, a negócio de sua Ordem, fez finalmente uma visita a Roma. Rezou em muitas igrejas e lugares sagrados dos santos mártires. Viu muitas relíquias e ouviu muitas histórias dos poderes milagreiros. Para livrar o seu pai do Purgatório subiu de joelhos a Scala Sancta”, escadaria que se dizia trazida da casa de Pilatos; em cada degrau recitava o “Pai Nosso”. Antes de chegar ao topo surgiu-lhe uma pergunta: Quem sabe se tudo isto é verdade?”  Lutero, decepcionado  com tudo o que vê em Roma se escandaliza, mas volta ao mosteiro e ao seu ensino. Mais tarde deixa registrada as seguintes palavras:. "Ninguém pode imaginar que pecados e ações infames se cometem em Roma... Por isso costumam dizer: Se há inferno, Roma está construída sobre ele". 

Em 1512, Lutero torna-se doutor em teologia em Winttenberg. Mais tarde, ele mesmo confessou que nesse tempo ele era ignorante quanto ao Evangelho de Cristo. Foi no início de 1512, que, Enquanto lia a Epístola aos Romanos, Lutero encontrou a declaração revolucionária: O justo viverá pela fé” (Rm 1.17). Estas palavras foram como labaredas de Deus incendiando a mente de Lutero com vislumbres da verdade que ele procurava há tanto tempo. Lutero descobriu que a salvação lhe pertencia, simples e unicamente por fé na obra que Cristo consumou na cruz. E foi com o intuito de melhor compreender esta verdade, que Lutero empreendeu cuidadoso estudo das Escrituras, e das obras de grandes mestres cristãos, como Agostinho e Anselmo. Contra esta verdade descoberta e agora vivida por Lutero, militavam os ensinos e mestres da Igreja da Idade Média, que pregavam a salvação adquirida pelas obras e sacramentos ministrados pela igreja. Por mais quatro anos Lutero trabalhou em Winttenberg, decepcionado com a Igreja, mas sem romper com seus líderes. Nessa época, adquiriu projeção como um dos mais destacados líderes da sua Ordem. Suas lições e preleções na Universidade tinham o sabor de um vinho novo, em comparação ao vinho roto dos demais professores conformados com o estado da Igreja. Um pouco antes da Reforma, Lutero disse: "Deus... me impele avante... Desejo viver em repouso; mas sou arrojado ao meio de tumultos e revoluções."

II. AS INDULGÊNCIAS E A INCONFOMIDADE DE LUTERO. Jd 1.3,4 Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso; Jesus Cristo.

Numa localidade próxima a Winttenberg, onde Lutero morava, em 1517, apareceu um frade dominicano alemão de nome João Tetzel, enviado pelo arcebispo de Mongúncia com missão de vender Indulgências emitidas pelo papa. Indulgências era uma espécie de documento que, apresentado como favores divinos, concedidos aos homens, mediante os méritos do papa, perdoava os pecados. As indulgências eram adquiridas em troca de dinheiro que, conforme os que os vendiam, seria usado na construção da Basílica de São Pedro, em Roma. Diziam eles: Ao tilintar da moeda no fundo do cofre, uma alma e livre do purgatório”.  

Tt 1.11 Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. Ao entrar em uma cidade, o pretensioso e blasfemo Tetzel era recebido pelo povo como a se fosse o próprio Deus. Um mensageiro vinha adiante dele, anunciando: "A graça de Deus e do santo padre está as vossas portas!”. Tetzel subia ao púlpito da Igreja e exaltava as indulgências como o mais precioso dom de Deus. Ele declarava que em virtude dos "certificados de perdão", todos os pecados, inclusive os que mais tarde o comprador quisesse cometer ser-lhe-iam perdoados, e que "mesmo o arrependimento não seria necessário". Tetzel assegura aos ouvintes que as indulgências tinham poder de salvar inclusive os mortos; no exato momento que o dinheiro tinia de encontro ao fundo de sua caixa, a alma em cujo favor era pago escaparia do purgatório, ingressando no céu.  

1. A REAÇÃO DE LUTERO. 3Jo 1.11 Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus.

O conhecimento da verdade adquirida por Lutero, já o fazia capaz de julgar os méritos da venda das indulgências papais. Lutero via esse fato como verdadeiro assalto aos poucos recursos do povo e completo desrespeito ao futuro eterno do povo alemão. Ao ver tal encenação, Lutero não se contém e enche-se de horror. Muitos de sua congregação haviam comprado tais "certidões de perdão” e iam a ele para confessar seus pecados esperando receber a absolvição, não por estarem arrependidos, mas pelos fundamentos das indulgências. Como era de se esperar, Lutero se recusa, advertindo-os que sem arrependimento e mudança de vida pereceriam em seus pecados.

Até que em 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, quando grande multidão comparecia a igreja do castelo na cidade de Winttenberg, Lutero afixou na porta da catedral, as suas 95 teses, denunciando o abuso gritante da venda das indulgências papais. Esse método era o mais comum de se denunciar uma disputa nos meios universitários da época, e não havia nada de dramático no ato. Lutero cria que receberia o apoio dos papas ao revelar os males da venda das indulgências. Estas teses espalharam-se por toda a Alemanha, e em breve semanas repercutia por toda a Europa. Muitos dedicados romanistas leram as proposições com grande regozijo, reconhecendo nelas a voz de Deus.

Inicialmente o papa achou graça nas teses de Lutero, dizendo: Um alemão embriagado escreveu-as”. Mas não tardou para que ele mesmo tivesse que mudar de ideia e começasse a agir contra esse “monge rebelde”.

2. REAÇÕES DO PAPA E A EXCOMUNHÃO DE LUTEROTt 1.7,10 Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus. Não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores...

A primeira atitude do papa Leão X foi intimar Lutero a comparecer em Roma. Mas o eleitor da Saxônia, admirador da capacidade do ilustre professor de sua Universidade, temendo por sua vida, resolveu protegê-lo, não permitindo que ele fosse a Roma, ordenando que o caso fosse resolvido mesmo na Alemanha. Seguiram-se as conferências de Lutero com os enviados do papa que em nada puderam fazer Lutero mudar de opinião quanto a sua nova fé. Pelo contrário, em debate em Leipzing, Lutero declarou que o papa não possuía autoridade divina e que os concílios eclesiásticos não eram infalíveis. Foram essas declarações que marcaram o rompimento de Lutero com a Igreja Romana. Lutero agora estava no centro da batalha. Ele mesmo começava a ver a sua causa como redenção nacional. Sua doutrina de salvação e justificação pela fé estava produzindo efeitos inimagináveis. Mas só em 1520 é que Lutero revelou-se como um grande líder nacional, ao escrever o livro:

  •  A Nobreza Cristã da Nação Alemã”.

Através do qual proclama a queda da muralha romanista atrás da qual o papa havia construído seu poder. Logo após, Lutero escreveu outros dois livros:

  •  Cativeiro Babilônico da Igreja
  •  Sobre a Liberdade Cristã”.

Enquanto era publicado o livro de Lutero, publicava-se na Alemanha a bula de excomunhão de Lutero, coisa que ele já esperava. A bula obrigava Lutero e os simpatizantes da sua causa, a retratarem-se de suas “heresias” dentro de 60 dias, e ainda determinava que caso não o fizessem seriam tratados como hereges, isto é, presos e condenados à morte. Pelas autoridades da igreja foi ordenada ao povo que queimasse os livros de Lutero, ação que foi posta em prática primeiramente pelos legados do papa. A mesma coisa fez Lutero com os livros que continham os decretos do papa.

 III. LUTERO E A DIETA IMPERIAL EM WORMS.

Em janeiro de 1521, o papa publicou a terrível sentença final, excomungando Lutero e o condenado a todas as penalidades consequentes da sua heresia. Mas, para que essa bula tivesse efeito legal, dependia das autoridades civis, levar Lutero a morte. Desse modo, o caso tinha de ir a Dieta Imperial que deveria se reunir naquele mesmo ano, em Worms. Era a primeira Dieta do governo do Imperador Carlos V, o qual estava sofrendo forte pressão do papa para condenar Lutero à morte. Citado a comparecer a Dieta, certo de que marchava para a morte, Lutero não temeu. Os amigos de Lutero insistiam para que ele recusasse ir a Worms, pois não foi João Huss entregue a Roma para ser queimado, apenas da garantia de vida dada pelo Imperador? Mas em resposta a todos que se esforçavam por dissuadi-lo de comparecer perante seus terríveis inimigos, Lutero, fiel a sua chamada de Deus, respondeu: ainda que haja em Worms tantos demônios quanto sejam as telhas nos telhados, confiando em Deus, eu aí entrarei”. Depois de dar ordens acerca da continuação do trabalho, caso ele não voltasse mais, partiu resoluto. Durante a sua viagem a Worms, o povo afluiu em massa para ver o grande homem que desafiava a autoridade do papa. Em Mora, pregou ao ar livre, porque as igrejas não mais comportavam as grandes multidões que queriam ouvir seus sermões. Ao avistar as torres dos castelos e as igrejas de Worms, levantou-se na carruagem em que viajava e cantou o seu hino preferido, o mais famoso da reforma “CASTELO FORTE” (23CC). Ao entrar na cidade foi acompanhado por uma grande multidão. No dia seguinte, levado perante Imperador Carlos V, ao lado do qual se achavam o delegado do papa, seis eleitores do Império, vinte e cinco duques, oito margraves, trinta cardeais e bispos, sete embaixadores, os deputados de dez cidades e grande número de príncipes, condes e barões.  Sabendo que tinha de comparecer perante uma das mais imponentes assembleias de autoridades religiosas e civis de todos os tempos, Lutero passou a noite anterior em oração e vigília. Prostrado com o rosto em terra lutou com Deus, chorando e suplicando: Oh Deus Todo Poderoso! A carne é fraca, o diabo é forte! Ah, Deus, meu Deus! Que perto de mim estejas contra a razão e a sabedoria do mundo. Fá-lo, pois somente Tu o podes fazer. Não é a minha causa, mas sim é a Tua. Que tenho eu com os grandes da terra? É a Tua causa Senhor, a Tua justa e eterna causa. Salva-me, oh Deus fiel! Somente em Ti confio, oh Deus! Meu Deus...vem, estou pronto a dar, como um cordeiro,a minha vida. O mundo não conseguirá prender a minha consciência ainda que esteja cheio de demônios; e se o meu corpo tem de ser destruído, a minha alma te pertence, e estará contigo eternamente.

Conta-se quer no dia seguinte, na ocasião de Lutero transpor a porta para comparecer perante a Dieta, o veterano general Greudsburg, colocou a mão no ombro do Reformador e disse-lhe: Pequeno monge, vais a um encontro diferente, do qual eu, ou qualquer outro jamais experimentamos mesmo nas nossas conquistas mais Ensanguentadas. Contudo, se a causa é justa, e sabes que o é, avança em nome de Deus, e não temas nada. Deus não te abandonará”. Quando o porta-voz do papa exigiu que Lutero se retratasse perante assembleia, respondeu o Reformador:Se não me refutardes pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos - desde que não creio somente nos papas e nos concílios, sendo evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros – a minha consciência tem de ficar submissa a Palavra de Deus. Não posso retratar-me, nem retratarei de qualquer coisa, desde que não é justo, nem seguro, agir contra a consciência. Deus me ajude. Amém.”

CONCLUSÃO:  A sentença de morte contra Lutero teria de ser cumprido rapidamente, o que não aconteceu porque o príncipe da Saxônia, simulando um sequestro, enquanto Lutero voltava para Winttenberg, levou-o, alta noite, ao castelo de Wartburgo. No castelo, Lutero passou muitos meses, disfarçado tomou como nome “Cavaleiro Jorge”, e o mundo o consideravam morto. Contudo, no seu retiro, livre dos inimigos, foi lhe concedida a liberdade de escrever, e o mundo logo soube, pela grande quantidade de literatura, que essa obra saíra da sua pena e que, de fato, Lutero vivia. Profundo conhecedor do grego e do hebraico, traduziu o N.T. para a língua do seu povo, em apenas três meses. Poucos meses depois a obra estava impressa e nas mãos do povo. Contudo, a maior obra de toda a sua vida, sem dúvida, fora a de dar ao povo alemão a Bíblia na sua própria língua.

 

 

 

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Lição 15 - A GRANDE TRIBULAÇÃO parte IV

 ESCOLA BÍBLICA DINÂMICA - ESCATOLOGIA BÍBLICA

A IGREJA QUE FICOU

Texto Básico: Ap 12.1-17

1. Apareceu no céu um sinal extraordinário: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. 2. Ela estava grávida e gritava de dor, pois estava para dar à luz. 3. Então apareceu no céu outro sinal: um enorme dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres, tendo sobre as cabeças sete coroas. 4. Sua cauda arrastou consigo um terço das estrelas do céu, lançando-as na terra. O dragão pôs-se diante da mulher que estava para dar à luz, para devorar o seu filho no momento em que nascesse. 5. Ela deu à luz um filho, um homem, que governará todas as nações com cetro de ferro. Seu filho foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono. 6. A mulher fugiu para o deserto, para um lugar que lhe havia sido preparado por Deus, para que ali a sustentassem durante mil duzentos e sessenta dias. 7. Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. 8. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus. 9. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra. 10. Então ouvi uma forte voz dos céus, que dizia: "Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite. 11. Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram; diante da morte, não amaram a própria vida. 12. Portanto, celebrem-no, ó céus, e os que neles habitam! Mas ai da terra e do mar, pois o Diabo desceu até vocês! Ele está cheio de fúria, pois sabe que lhe resta pouco tempo". 13. Quando o dragão foi lançado à terra, começou a perseguir a mulher que dera à luz o menino. 14. Foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que ela pudesse voar para o lugar que lhe havia sido preparado no deserto, onde seria sustentada durante um tempo, tempos e meio tempo, fora do alcance da serpente. 15. Então a serpente fez jorrar da sua boca água como um rio, para alcançar a mulher e arrastá-la com a correnteza. 16. A terra, porém, ajudou a mulher, abrindo a boca e engolindo o rio que o dragão fizera jorrar da sua boca. 17. O dragão irou-se contra a mulher e saiu para guerrear contra o restante da sua descendência, os que obedecem aos mandamentos de Deus e se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus.

Introdução: Como Visto nas lições passadas, o anticristo auxiliado pelo falso profeta estabelecerá seu governo aqui na terra por um período que deverá durar pelo menos 7 anos, período em que começa ser contado como a última Semana de Daniel. Quando chega metade do tempo do acordo, isto é 3,5 anos, é dito nas profecias que o anticristo rompe tal aliança revelando sua verdadeira face satânica. "E ele firmará aliança com muitos por uma semana (7 dias =7 anos); e na metade da semana (3,5) fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assola, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador." Dn 9:27. No primeiro momento, como vimos, isto é, nos 3 primeiros anos e meio, ele estabelecerá uma falsa paz na terra, e multidões confiarão nele. 1Ts 5:3 Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Será neste período que o anticristo se organizará no sentido de potencializar a perseguição contra a igreja que não foi foi arrebatada e que está trazendo muitos problemas ao seu governo. Uma uma vez percebido que o arrebatamento aconteceu, os que aqui ficaram despertaram no sentido de não se unirem ao povo que enganado aprovam o governo do anticristo. Para podermos entender um pouco melhor, vamos utilizar uma interpretação segundo a Escola Historicista apresentada no livro “O Futuro Glorioso do Planeta Terra” de Arthur Bloomfield.

I. A PARTE DA IGREJA QUE NÃO FOI ARREBATADA. v. 1 - E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

 Na Bíblia, o vocábulo “mulher” quase sempre é usado para representar uma Igreja. Partindo deste princípio, e segundo a escola de interpretação HISTORICISTA apresentada por Arthur Bloonfield, esta mulher representa as Igrejas que aparecem no segundo e terceiro capítulo de Apocalipse, isto é, a Igreja “visível”. Contudo é preciso entender que existem outras escolas de interpretação, e que no caso, apresentam interpretações diferentes desta que iremos estudar agora. No texto é dito que a mulher está “Vestida de Sol”, característica que aponta para o fato da igreja estar vestida de luz. Mt 5.14. Ainda é dito que ela tem a “Lua debaixo dos pés”, e isto fala de sua vitória sobre o poder das trevas. Outro característica importante e que ela traz em sua cabeça uma “Coroa de doze estrelas” que fala de sua realeza, conforme 1Pe 2.9. Todos estes detalhes descrevem a igreja na sua plenitude, como deve ser vista agora.

 v. 2 - E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. Aqui, sem dúvida temos uma descrição do momento que antecede o arrebatamento, momento em que os sinais, já aqui estudados, se tornam mais evidentes. v. 5 - deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. Se entendemos que a mulher é um símbolo que representa a igreja, então podemos também entender o “filho varão” como um símbolo, e neste caso, se a mulher representa um grande número de pessoas, que representa a igreja visível, o filho varão pode muito bem representar um grupo menor que sairá do maior, isto é um grupo que chamamos de “igreja invisível, que saíra do grupo que chamamos de igreja visível. Temos aqui portanto um quadro perfeito do arrebatamento. O texto diz que o filho varão será “arrebatado” aos céus. 1Ts 4.16,17. Uma vez sendo arrebatado o “filho varão”, percebemos que mais nada é dito em relação a ele ou ao que ele representa. Quanto a mulher, ou aquilo que ele representa, uma vez que foi deixada para trás, terá de enfrentar o anticristo, e sua condição agora será bem diferente da anterior, Toda a glória terá desaparecido, Será perseguida, caçada, Ficará acossada, Estará a um passo da extinção e da morte. v. 6 - E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. 

 II. A PERSEGUIÇÃO DO ANTICRISTO. v.13 - E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem. 

Toda a grandeza da mulher estava concentrada no filho varão, isto é na igreja invisível. Uma vez que a igreja foi arrebatada, a parte da igreja que aqui ficou, não mais conseguirá resistir, e terá de fugir em temor e fraqueza. Sua habitação passa a ser o deserto que representa as condições desfavoráveis que ela enfrentará sobre a face da terra. v.15 - E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar. Satanás uma vez não tendo mais qualquer ação sobre os verdadeiros crentes, uma vez que foram levados, descarregará a sua ira sobre aqueles que ficaram e desencadeará uma terrível perseguição contra aqueles que ainda permanecerem fieis a Deus. A perseguição logicamente, mesmo que em menor potência começa logo em seguida ao arrebatamento, mas a perseguição ganha potencialidade a partir do acordo feito entre o anticristo e os judeus. O que não temos como saber é quanto tempo decorrerá, do arrebatamento até que seja feita a aliança, mas uma vez feita a aliança, o anticristo passa a concentrar toda a sua força no sentido de destruir a igreja que ficou. v.16 - E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. Terremotos, estrelas cadentes, pestilência e os flagelos enviados durante a grande tribulação servirá de empecilho ao dragão, e consequentemente ajudarão a mulher, assim ela conseguirá permanecer existindo por mais três anos e meio, exatamente o tempo de duração da metade da aliança. O anticristo se levantará contra Deus e contra toda fé em Jesus Cristo. "Abriu, pois, a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do céu" Ap 13,6. A humanidade enganada adorará ao próprio Satanás, que seduzirá a muitos com um falso poder, ele falará contra o nome do Senhor, contra o Trono de Deus, contra os anjos de Deus, contra os crentes arrebatados e ainda perseguirá abertamente e matará todos os que buscarem ao Senhor durante três anos e meio: Ap 13:4-8 "E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça."

O anticristo terá uma marca, provavelmente algo como um microchip ou coisa semelhante com o qual dominará e governará sobre os homens, rastreando seus passos e punindo com morte severamente quem ousar não se curvar a ele. Ninguém poderá comprar, vender, negociar se não tiver a sua marca, a marca da besta: Ap 13:16-18 E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Tal marca beneficiará e atenderá aos que quebrarem a aliança com Deus, e se posicionarem contra os que se manterem fiéis ao Senhor Jesus. Mesmo com toda perseguição os fiéis se manterão determinados, e farão coisas tremendas. Dn 11:30-32 Voltará e atenderá aos que tiverem abandonado o santo pacto. E estarão ao lado dele forças que profanarão o santuário, isto é, a fortaleza, e tirarão o holocausto contínuo, estabelecendo a abominação desoladora. Ainda aos violadores da aliança ele perverterá com lisonjas; mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas. Muitos cristãos desviados e conhecedores da Palavra que ficaram, neste tempo voltarão na sua fé e serão usados para ensinar a outras pessoas acerca da atuação de Satanás. Serão vencidos e mortos, pagando com a própria vida, por se negarem a adorar a besta. "E os entendidos entre o povo ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, e pelo roubo, por muitos dias. E, caindo eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas. E alguns dos entendidos cairão, para serem provados, purificados, e embranquecidos , até ao fim do tempo, porque será ainda para o tempo determinado." Dn 11:33-35 Os apoiadores do anticristo serão beneficiados por ele, assim ele comprará os interesseiros e materialistas no mundo inteiro."Com o auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas; aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço." Dn 11:39. Devido a intensa perseguição a igreja será martirizada e finalmente calada, o que provavelmente para os seguidores da besta parecerá uma grande vitória. Os mártires são visto por João já no céu. Ap 7.13,14 Então um dos anciãos me perguntou: "Quem são estes que estão vestidos de branco e de onde vieram?" Respondi: Senhor, tu o sabes. E ele disse: "Estes são os que vieram da grande tribulação, que lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.

 III. A QUEBRA DA ALIANÇA. Ap 12.14 -E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.

Evidentemente, depois de três anos e meio de tratado, o “príncipe vindouro” rasga este tratado. O motivo para esta atitude é óbvia, ninguém que odeia a Cristo vai amar o seu povo. Esta aliança foi feita meramente por conveniência política, portanto, tendo atingido seus objetivos, não haverá razão para que o trato permaneça. Outra razão descobrimos lendo  2Ts 2.4 O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Ap 13.8-18. Embriagado pelo poder, o anticristo se assentará no templo de Deus, exigindo honras e adoração que são devidas somente a Deus, e isso para os judeus, com certeza será “a abominação da desolação”. Este é o “tempo de angústia de Jacó” Jr 30.7 Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. A quebra da aliança também marca o inicio do período chamado de “Grande Tribulação” de Mt 24.15-21. em resumo, haverá uma aparente calmaria durante os três anos e meio iniciais, sob o tratado da besta, período chamado de “Tribulação, depois desencadeará o temporal de fúria terrível predito em Mateus.

1. O FIM DO PERÍODO. Os únicos dado cronológicos que podemos ler nesta profecia estão baseados sobre a medida de tempo que é apresentada variadamente como:

· Tempo, tempos e metade de um tempo. Ap 12.14 E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.

· Quarenta e dois meses. Ap 11.2 E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. Ap 13.5 - E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses.

· Mil duzentos e sessenta dias. Ap 12.6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. Ap 11.3 - E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco.


Continua...

 

 

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Lição 14 - A GRANDE TRIBULAÇÃO Parte III

 ESCOLA BÍBLICA DINÂMICA

ESCATOLOGIA BÍBLICA

TEXTO BÁSICO: Apocalipse 17 .1-14

1. Um dos sete anjos que tinham as sete taças aproximou-se e me disse: "Venha, eu mostrarei a você o julgamento da grande prostituta que está sentada sobre muitas águas, 2. com quem os reis da terra se prostituíram; os habitantes da terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição". 3. Então o anjo me levou no Espírito para um deserto. Ali vi uma mulher montada numa besta vermelha, que estava coberta de nomes blasfemos e que tinha sete cabeças e dez chifres. 4. A mulher estava vestida de púrpura e vermelho e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Segurava um cálice de ouro, cheio de coisas repugnantes e da impureza da sua prostituição. 5. Em sua testa havia esta inscrição: MISTÉRIO:BABILÔNIA, A GRANDE;A MÃE DAS PROSTITUTASE DAS PRÁTICAS REPUGNANTES DA TERRA. 6. Vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos, o sangue das testemunhas de Jesus. Quando a vi, fiquei muito admirado. 7. Então o anjo me disse: "Por que você está admirado? Eu explicarei o mistério dessa mulher e da besta sobre a qual ela está montada, que tem sete cabeças e dez chifres. 8. A besta que você viu, era e já não é. Ela está para subir do Abismo e caminha para a perdição. Os habitantes da terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a criação do mundo, ficarão admirados quando virem a besta, porque ela era, agora não é, e entretanto virá. 9. "Aqui se requer mente sábia. As sete cabeças são sete colinas sobre as quais está sentada a mulher. 10. São também sete reis. Cinco já caíram, um ainda existe, e o outro ainda não surgiu; mas, quando surgir, deverá permanecer durante pouco tempo. 11. A besta que era, e agora não é, é o oitavo rei. É um dos sete, e caminha para a perdição. 12. "Os dez chifres que você viu são dez reis que ainda não receberam reino, mas que por uma hora receberão, com a besta, autoridade como reis . 13. Eles têm um único propósito e darão seu poder e sua autoridade à besta. 14. Guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e vencerão com ele os seus chamados, escolhidos e fiéis".

INTRODUÇÃO: Imediatamente ao surgimento do anticristo deverá ser estabelecida uma espécie de anti-igreja, ou a Babilônia mística (Ap 17). Para isto, deverá surgir uma segunda figura, que no Apocalipse é descrito como “A besta que surge da terra”. Ap 13.11 Então vi outra besta que saía da terra, com dois chifres como cordeiro, mas que falava como dragão. Esta besta será o falso profeta, uma espécie de ministro de culto que durante o governo do anticristo organizará uma suposta super igreja, cujo perfil se acha Em Ap 17. Essa super igreja será uma religião inversa a de Deus e seu ponto alto será a adoração ao anticristo, o super homem de Satanás (Ap. 13.8,12; 2 Ts 2.4). É bom ficar entendido que não estamos falando da igreja católica romana cujo líder é o papa; estamos falando de uma suposta igreja mundial que será chefiada pelo falso profeta, o líder religioso aliado do anticristo. Em Apocalipse 17 podemos ver uma Babilônia simbólica, mas no capítulo 18, temos a Babilônia literal. A diferença entre ambas está no fato de que a Babilônia do capitulo 17, é a falsa igreja mundial, e aparece sob a figura de uma mulher. O cálice segurado pela mulher é a falsa religião que prevalecerá naqueles dias do reinado da besta (v.4). Quanto a Babilônia do capitulo 18, trata-se da cidade de Babilônia que será reconstruída, como a primeira capital do reino do anticristo, um gigantesco reino político, religioso e financeiro. A besta organizará tudo para com isso tentar assumir de vez o poder sobre o mundo inteiro.

I. O REINO DO ANTICRISTO E DO FALSO PROFETAAp 13.8 Todos os habitantes da terra adorarão a besta, a saber, todos aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo.

 Visto que o mês profético é composto de 30 dias, o ano é de 360 dias. Se dividirmos 1.260 dias pelos 360 dias que correspondem ao ano profético, o resultado serão três anos e meio. Este será o tempo de duração da metade dos sete anos ou primeira metade da 70ª (septuagésima) semana de Daniel. A primeira fase corresponde aos registros dos capítulos 6 ao 13 de Apocalipse, onde pode ser visto a implantação do reino do anticristo que operará no mundo uma espécie de “trindade satânica” formada pelo Dragão, que é o Diabo, sendo, neste caso o anti-deus; a besta que subiu do mar sendo o anticristo e a besta que subiu da terra sendo o anti-espírito santo, conhecido também como Falso Profeta (Ap. 13.1-18; 12.7-18). Paulo escreveu sobre estas duas Bestas: o anticristo e o falso profeta.

  • 2 Ts. 2.3-6 refere-se ao anticristo.
  • 2Ts. 2.7-12 refere-se ao falso profeta.

Não está dito que o anticristo fará milagres, mas o falso profeta sim (Ap.13.12-14). No capítulo 13 de Apocalipse são apresentadas duas Bestas:

  • A que subiu do mar, que é o anticristo. Ap. 13.1-10
  • A que subiu da terra, que é o falso profeta. Ap. 13.11-18

Ter subido do mar pode significar ter surgido entre as nações o que faria do anticristo uma figura não necessariamente judia. Já ter subido da terra, pode ser uma afirmação de que o falso profeta venha surgir em Jerusalém e neste caso, podemos entender ser alguém com tal nacionalidade, ou não. Conforme Ap 13.4, a expressão Quem poderá batalhar contra ela? mostra que o poder do anticristo será um poder POLÍTICO E BÉLICO e, portanto, um “Chefe Político” que comandará um bloco de dez nações, representadas pelos “dez chifres”. Ainda conforme Ap.13.13, a expressão até fogo fazia descer do céu mostra mais o aspecto religioso e, portanto, um “Chefe Religioso” que vai liderar a Igreja Mundial Falsa, representada pela “Grande Meretriz” Ap. 17.1-18. Será uma espécie de “Igreja cumênica” que buscará associar todas as religiões místicas da Terra ao comando do falso profeta. 

Nos últimos três anos e meio, quando o anticristo quebrar o pacto com Israel, haverá pregação do evangelho nos arredores de Jerusalém por duas testemunhas cujos nomes não são revelados pela Bíblia (Ap. 11.3-12). alguns estudiosos especulam ser eles Elias e Moisés, mas não temos provas suficiente para tais afirmações.

II. SALVAÇÃO NA GRANDE TRIBULAÇÃO.

E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mt 24:14

 Quando a salvação no período da grande tribulação o livro do Apocalipse mostra dois grupos distintos de salvos:

  • Os 144 mil provenientes de todas as tribos de Israel. Ap 7.4-8.
  • E os gentios martirizados por causa do testemunho do Senhor Jesus Cristo Ap 7.9-14.

A Bíblia, apesar da oposição do Anticristo, continuará a ser largamente ensinada. Desta forma entendemos ser um engano pensar que, após o Arrebatamento da Igreja, as Escrituras perderão a sua inspiração sobrenatural e que o Espírito Santo será retirado da terra. Precisamos tomar muito cuidado com tais ensinamentos, pois não possuem respaldo bíblico contundente. Is 40.8 Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. As condições espirituais neste período serão tremendamente desfavoráveis e haverá grande oposição a pregação. O evangelho que será pregado é chamado de “evangelho do reino” e será o mesmo evangelho que foi pregado aos judeus por Jesus e por João Batista que anunciava a vinda do Rei para reinar. Era o tipo de pregação focado nas sinagogas e Mateus e Marcos foram os únicos evangelistas que focaram tal evangelho por estarem escrevendo ao povo judeu.

  • Mt 4.23 Jesus foi por toda a Galileia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas-novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo.
  • Mt 9.35 Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas-novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças.

Podemos perceber algumas diferenças em relação ao evangelho do reino e o evangelho da graça, que e o evangelho pregado atualmente.

 

EVANGELHO DO REINO

EVANGELHO DA GRAÇA

Anuncia a vinda do Rei e seu reino

Mt 3.2

Anuncia a graça de Deus para salvação

Rm 3.23,24

O Rei e o reino foram prometidos a Israel

Lc 1.69

A Graça é oferecida a todos

Rm 3.22

Matar o Rei é uma coisa trista e perversa

Lc 24.17; Mt 16.18

A crucificação de Cristo e´a nossa glória

Gl 6.14

A ressurreição não fazia parte da mensagem Jo 20.9

Pregar é inútil sem a ressurreição

1Co 15.14

A cura era sinal do reino

Mt 4.23; Mc 16.18

A falta de cura  é sinal da graça suficiente de Deus Rm 8.10

 Quando o Senhor Jesus afirmou E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim” ele está se referindo ao evangelho que será pregado no período da Grande Tribulação, desta forma, sua volta para arrebatar a igreja, não está condicionado a pregação do evangelho a todas as nações.

III. A GRANDE TRIBULAÇÃO, OS TRÊS ANOS E MEIO FINAL. Ap 16.1 Então ouvi uma forte voz que vinha do santuário e dizia aos sete anjos: "Vão derramar sobre a terra as sete taças da ira de Deus".

 Voltando ao ano profético se multiplicarmos 42x30, temos 1.260 dias, e isto corresponde ao mesmo tempo de três anos e meio da primeira fase, ou seja, os três anos e meio que faltam para completar os 7 anos da grande tribulação ou a Septuagésima Semana Profética de Daniel. Esta fase será ainda pior que os 3 anos e meio iniciais. Somando os 1.260 dias da 1ª Fase mais os 1.260 dias da 2ª Fase, temos então os 7 anos da Última Semana Profética de Daniel num total de 2.520 dias. Quando o Senhor Jesus comentou sobre a grande tribulação em Mt. 24.15-22, Ele afirmou que por causa dos escolhidos, tais dias seriam abreviados. Nos primeiros três anos e meio da grande tribulação haverá uma falsa paz mundial e, por isso, a primeira metade da grande tribulação será menos pior que a segunda metade. O que o Senhor Jesus Cristo quis dizer é que “se aqueles 2.520 dias não fossem abreviados para 1.260 dias, como subsistiria Jacó?” Am 7.5. Portanto, será na segunda metade da grande tribulação que a ira de Deus será consumada sobre a terra Ap. 15.1. Deus conserva o povo de Israel nesta última fase para em seguida gozar das bênçãos do reino Milenar Dn 12.7, 11,12. Nesta fase, o anticristo continuará a se fortalecer à frente do bloco das Dez Nações, representadas simbolicamente pelos dez chifres da Besta Ap.13.1; Dn 7.7. Mas será também nesta fase que a justiça divina, através das piores sete pragas e sob as taças de juízo, será derramada sobre a terra como vemos em Ap. 15 e 16.


CONTINUA...

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...