domingo, 17 de dezembro de 2023

O NATAL DE CRISTO

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; Is 9:6

Int. O termo "natal" segundo o dicionário da língua portuguesa aponta para a condição ou o lugar de "nascimento" de alguém. O dicionário ainda relaciona o termo como LITURGIA•RELIGIÃO, indicando a festa de nascimento do Senhor Jesus, cuja data é celebrada no dia 25 de dezembro desde o século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental. Apesar da polêmica e toda discórdia gerada em relação às incertezas no que se refere a data de celebração do natal, o mais importante para nós, salvos na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, é o seu real significado e o sentido representativo no que diz respeito à razão da nossa fé.H oje, nesta cantata promovida pelos jovens Vale das Bênçãos, temos a oportunidade de refletirmos um pouco sobre este importante tema que podemos chamar de O NATAL DE CRISTO.

Eis um tema que fala de um assunto muito maior do que uma simples festa, data de comemoração ou registro de nascimento. O natal representa em todos os sentidos o início de um plano que podemos chamar de “processo de redenção divina” efetuado por Deus, na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, suficientemente poderoso para alcançar a humanidade inteira e resolver todos os problemas relacionados à queda do homem e sua condenação final. Pela sua grandeza, e em vista de toda a sua representação, o natal deve ser visto como a maior demonstração do imensurável e perfeito amor de Deus enviando Seu Filho Unigênito para morrer de morte expiatória para perdão dos nossos pecados. ‭‭Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Rm 5:8 

O natal é tudo isso e talvez um pouco mais, ele pode ser entendido como início de uma representação pragmática no desenvolvimento de um processo que se consolida no ato em que o Senhor Jesus, Deus em todo sentido da palavra, assume uma natureza humana, nasce do ventre de uma mulher chamada Maria, e habita corporalmente entre nós pecadores… Lc 2.11,12 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura…

E é assim, na forma humana que Jesus a si mesmo se entrega como preço de redenção, e morre de morte de cruz em favor da humanidade inteira. porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus Cl 1.19-20

Isaías consegue em poucas palavras desenvolver um quadro descritivo de toda a trajetória deste soberano plano divino que começa no que chamamos de NATAL DE CRISTO ao dizer…

I. UM MENINO NOS NASCEU…" A concepção de um plano"Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.  Gl 4.4-5

Neste texto o profeta consegue desenvolver um conceito teológico do que hoje conhecemos como natal de Cristo. Isaías é chamado de "profeta messiânico" exatamente por conseguir demonstrar com muita precisão o que os estudiosos da teologia chamam de "União hipotástica". Termo técnico empregado principalmente na Cristologia com referência à encarnação e a união das naturezas divina e humana de Cristo em uma só pessoa. ‭‭Cl‬ ‭2:9‬ ‭NTLH‬‬ Pois em Cristo, como ser humano, está presente toda a natureza de Deus, 

A doutrina da “União Hipostática” testemunhada pelo Concílio de Calcedônia, em 451 d.C, serviu para dar resposta a certos conceitos equivocados que vinham surgindo a respeito da pessoa do Senhor Jesus em relação à sua divindade e humanidade. As duas principais teorias nesse sentido eram o Nestorianismo e o Eutiquianismo. A primeira, o Nestorianismo afirmava que Jesus era duas pessoas distintas. Já a segunda, o Eutiquianismo, dizia que Jesus possuía uma natureza mista que foi formada de um suposto processo de absorção de sua natureza humana por sua natureza divina. Isso significa que enquanto a primeira dividia a pessoa de Cristo, a segunda confundia suas naturezas. Por isso o Concílio de Calcedônia se preocupou em enfatizar como nós os cristãos devemos enxergar a doutrina bíblica a respeito da pessoa de Cristo e suas naturezas. Nesse sentido, basicamente o Concílio afirmou que as duas naturezas, humana e divina, são inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis e inseparáveis na pessoa de Cristo, implicando no fato de que verdadeiramente Ele é o “Deus-Homem”. Isto é, plenamente Deus e plenamente Homem. ‭‭Cl‬ ‭1:19‬ ‭NTLH‬‬ Pois é pela própria vontade de Deus que o Filho tem em si mesmo a natureza completa de Deus. 

Paulo descreve esta condição quando escreve aos Filipenses, as seguintes palavras... "sendo Deus" se "esvaziou", assumindo a forma humana. pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Fp 2:6-8

Assim, o nascimento, ou "natal" de Cristo, deve ser entendido na sua maior representação como a execução de um processo soberano e grandioso em que Jesus, em toda a plenitude de sua divindade  assume a natureza humana e nesta condição entrega-se a si mesmo, morre em nosso lugar e nos reconcilia novamente com Deus, mesmo estando nós ainda na condição de pecadores. Rm ‭8:3‬ ‭NTLH‬‬ Deus fez o que a lei não pôde fazer porque a natureza humana era fraca. Deus condenou o pecado na natureza humana, enviando o seu próprio Filho, que veio na forma da nossa natureza pecaminosa a fim de acabar com o pecado. 

Em fim, o natal se concentra na grandeza do fato de que em toda plenitude da sua divindade, o Senhor Jesus, sem se desfazer da sua condição divina, assume corporalmente a condição humana em todo sentido da palavra. ‭‭João‬ ‭1:14‬ ‭NAA‬‬ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Por isso, ao dizer: "um menino nos nasceu" Isaías consegue responder todas as possíveis indagações e dúvidas em relação a condição humana assumida por Deus.‭‭Rm ‭9:4‭-‬5‬ ‭NAA‬‬ São israelitas. A eles pertence a adoção, assim como a glória, as alianças, a promulgação da Lei, o culto e as promessas. Deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para sempre. Amém! 

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1Tm 2.5).

Mas Isaías não para por aí, ele continua descrevendo com com precisão inconfundível de alguém que foi divinamente inspirado, todo este processo divino ao continuar dizendo…

II UM FILHO SE NOS DEU...." A execução de um plano" E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai  Jo 1.14

As duas naturezas de Cristo são imutáveis! Se Cristo tivesse se tornado menos Deus para ser homem, o universo com toda sua grandeza teria deixado de existir, uma vez que Ele próprio é o sustentador de toda criação Cl 1:15-17 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

Em sua obra seminal POR QUE DEUS SE TORNOU HOMEM, Anselmo da Cantuária (1033 – 1109 d.C.) sintetizou a importância das duas naturezas de Cristo para a sua obra expiatória ao dizer: “É necessário que a mesma e a própria Pessoa que há de realizar essa satisfação [pelos pecados da humanidade] seja perfeito Deus e perfeito homem, uma vez que Ele não pode fazê-lo a menos que seja de fato Deus, e a Ele não convém fazê-lo a menos que seja de fato homem” Liv II, cap. 7.

Assim, diante da fraqueza da nossa carne e de nossa incapacidade humana de nos libertarmos do poder do pecado e da morte por nossos próprios méritos, e no cumprimento pleno de todas as exigências da Lei, o próprio Deus se envolve no processo de libertação. O Pai envia o Filho, o Filho encarna, assume a natureza humana e, como homem, entrega sua vida para expiação dos pecados de todos nós Lc 2.10,11 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Por isso, na frase redentora de Isaías "um filho se nos deu", temos, em razão do natal de Cristo a "lei libertadora" que garante a inexistência de qualquer acusação, ou condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Rm 8.2,3 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,

Por fim, Isaías parece concluir a base de sua descrição da ideia bíblica doutrinária do que chamamos hoje de natal de Cristo, e faz isso quase que num fechamento ao dizer…


III. O GOVERNO ESTÁ SOBRE OS SEUS OMBROS…" A consumação de um plano" Rm 1.3-4 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor

Parece que temos nas palavras finais do verso 6 do capítulo 9 de Isaías o condicionamento capaz de nos fazer compreender o desenvolvimento final do processo na execução do plano divino. Ao falar do "menino que nos nasceu", Isaías nos mostra o início de tudo, com o nascimento de Jesus, redentor da humanidade perdida. Ao falar sobre "um filho que nos deu" o profeta desenvolve com precisão o caráter divino/humano assumido pelo Senhor Jesus no conceito doutrinário do processo. Mas agora, ao falar que "governo esta sobre seus ombros" Isaías vai ainda mais além, Isaías avança ainda mais no desenvolvimento de sua descrição e vislumbra um momento ainda mais distante e glorioso no que diz respeito a todo este processo de redenção divina. Isaías agora enxerga o governo final sobre os ombros do Senhor Jesus numa visão que inconfundivelmente está muitos passos à frente do nosso entendimento em relação a plenitude final da execução do plano divino. ‭‭Sl‬ ‭145:10‭-‬13‬ ‭NTLH‬‬ Ó Senhor Deus, todas as tuas criaturas te louvarão, e te darão graças os que são fiéis a ti. Todos falarão da glória do teu Reino e contarão a respeito do teu poder, para que todos os povos conheçam os teus atos poderosos e a grandeza e a glória do teu Reino.O teu Reino é eterno, e tu és Rei para sempre. O Senhor Deus sempre cumpre o que promete; ele é fiel em tudo o que faz.

O fator mais preponderante é que todo este processo descrito por Isaías inicia num ato onde tudo se desenvolve exatamente no tempo determinado por Deus, não deixando qualquer sombra ou mesmo qualquer possibilidade de dúvida no que diz respeito a sua grande representação. Assim, a festa que chamamos hoje de natal de Cristo é algo muito maior do que uma simples data ou comemoração. O natal é a certeza de que Jesus ao assumir a natureza humana, cumpriu todas as exigências divina, Isto é sim a maior representação da festa que hoje chamamos de O NATAL DE CRISTO. "Um menino nos nasceu, um filho se nos deu", 

Por tudo isso aqui exposto nesta cantata, podemos comemorar no próximo final de semana muito mais do que uma simples festa de troca de presentes. Comemoraremos o natal, um acontecimento único, capaz de mudar o futuro de uma  humanidade inteira…. Um plano divino que começou na eternidade com Deus e só terminará nesta mesma eternidade…

‭‭Lc‬ ‭1:26‭-‬33‬ ‭No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus… Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.  Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.

Feliz natal a todos…

domingo, 10 de dezembro de 2023

O DIA DA BIBLIA

Ap 1.3 Feliz quem lê este livro, e felizes aqueles que ouvem as palavras desta mensagem profética e obedecem ao que está escrito neste livro! Pois está perto o tempo em que todas essas coisas acontecerão.
 
Hoje, 10/12/2023 é um daqueles dias que chamamos de "dia muito especial". Dias especiais acontecem a todo tempo e graças a Deus sempre teremos dias especiais em nossa vida. Porém o que torna este domingo mais especial que os outros é o fato de que reverenciamos neste domingo o “DIA DA BÍBLIA”

O DIA DA BÍBLIA
O dia da Bíblia como data de comemorativa surgiu historicamente no ano de 1549, na Grã-Bretanha, uma ilha da Europa que abriga a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales. A história começa num tempo em que o Arcebispo de Cantuária, Sé Principal da Igreja da Inglaterra Tomás Cranmer, decide incluir no livro de orações comum, uma liturgia completa da Igreja Anglicana um dia especial para que a população inglesa intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. Foi escolhido o segundo domingo do Advento, que era celebrado nos quatro domingos que antecediam o Natal. Dessa forma ficou o segundo domingo de dezembro a data para celebrar o Dia da Bíblia. 

No Brasil, não temos muitas informações sobre o inicio das comemorações, mas segundo informações encontradas na internet, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado inicialmente por volta do ano de 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos. Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que os crentes se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, foi se popularizando. Diversas denominações evangélicas foram  institucionalizando a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro de 1948, aconteceu uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, especificamente no Monumento do Ipiranga. 

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em mais de 60 países, com algumas diferenças na data. Entretanto, um fato marcante é que desde 19 de dezembro de 2001, através da Lei nº10.335, o Dia da Bíblia passou a fazer parte do calendário nacional em nosso país.
 
BÍBLIA UM LIVRO EXEPCIONAL.
Certo filósofo francês expressou da seguinte maneira sobre a maravilha que é a Bíblia: Quão miseráveis e desprezíveis são as palavras dos filósofos quando comparadas com as da Bíblia! É possível um livro tão simples e ao mesmo tempo tão perfeito ser palavra humana!
Mas, que livro é este? Tão antigo e ao mesmo tão atual. Livro que de longe, é o mais traduzido, e o mais lido em todo o mundo.  Graças aos esforços das Sociedades Bíblicas e outras agências de tradução da Bíblia, no início de 2023 a Bíblia completa está disponível em 733 línguas faladas por 5.9 bilhões de pessoas. Outras 1.622 línguas possuem o NT, e 1.255 contam com porções das Escrituras. No total, 7.2 bilhões de pessoas têm alguma parte das Escrituras traduzidas para sua língua materna. Contudo, Um total de 3.776 línguas - mais da metade das línguas existentes no mundo - usadas por 201 milhões de pessoas, ainda não possuem tradução das Escritura. E cerca de 1.5 bilhão de pessoas não têm a Bíblia completa. Para administrar isto, desde 2018, a Fraternidade das Sociedades Bíblicas Unidas tem se concentrado em uma visão ousada: completar 1.200 traduções das Escrituras até 2038. Afinal, as línguas mudam com o tempo e as traduções das Escrituras podem tornar-se ultrapassadas e difíceis de entender, especialmente para as gerações mais jovens. Em 2022, as Sociedades Bíblicas forneceram novas traduções ou revisões das Escrituras em 25 línguas, usadas por mais de 623 milhões de pessoas.

Os deficientes visuais e auditivos não ficam de fora desta ousada visão, contudo, cerca de 60 das 400 línguas de sinais que existem no mundo já possuem alguma porção das Escrituras, e uma tem a Bíblia completa. No ano passado, as Sociedades Bíblicas completaram porções da Escritura em 20 línguas de sinais.

Temos ainda as Escrituras em áudio disponíveis em vários idiomas, porém muitos cegos preferem usar braile para interagir com as Escrituras de uma forma mais profunda e independente e em razão disso a SBB vem trabalhando exaustivamente, alcançando aproximadamente de 10% das 733 línguas com a Bíblia completa disponível em formato braile.

A Bíblia, sem dúvida, é o Livro de Deus. Napoleão Bonaparte em referência a este livro falou nestes termos: ...ele (A Bíblia) não é um mero livro, mas é, sim, uma criatura vivente, que conquista todos que lhe fica face a face. 

Apesar dos vários ataques, a Bíblia continua sendo o mais importante livro de todos os tempos. Soberanos de todas as épocas, políticos, ditadores e até líderes religiosos e seus cúmplices tentaram privar o povo de sua leitura. Combateram contra a Bíblia, tentaram despojá-la de seu conteúdo tentaram de todas as formas destruí-la. E apesar de todos os pesares, jamais, em todo tempo nenhum outro livro foi tão amado e ao mesmo tempo tão odiado quanto a Bíblia. 

A Bíblia é o único livro em que milhares de profecias nela registrada cumpriram-se fielmente e no mínimo detalhe durante a história humana. Locais e datas mencionados em seus relatos foram todos confirmados pela ciência. Nenhum outro livro transformou a vida de tanta gente para melhor quanto a Bíblia. Ela é um livro honesto e mostra o ser humano exatamente como ele é.  A Bíblia não esconde os erros humanos, ela expõe o pecado e aponta o caminho para o perdão. A Bíblia exorta, consola, e nos faz ser humildes nos edificando. A Bíblia nos mostra a razão de viver, coloca-nos diante de um alvo que faz sentido, e com ela entendemos a origem e o futuro da criação e da humanidade. A Bíblia lança luz sobre nossas dúvidas, coloca esperança diante dos nossos olhos e fala de Deus e da eternidade como nenhum outro livro jamais poderia fazer.

Frederich Nietzsche, inimigo do cristianismo, disse sobre a Bíblia: Ela é o livro da justiça de Deus. Ela escreveu coisas e pessoas em um estilo tão perfeito, que os escritos gregos e hindus não podem ser comparados a ela. O estilo do Antigo Testamento é um parâmetro de avaliação tanto de escritores famosos como de iniciantes.

O escritor Ernest Wiechert também escreveu: Tudo me encantava, muitas coisas me comoviam, outras me abalavam. Mas nada formou tanto minha alma naqueles anos como o Livro dos Livros. Não me envergonho das lágrimas que derramei sobre as páginas da Bíblia.

Para encerrar a sessão de testemunhos, preciso citar o incomparável Coelho Neto, poeta e apreciador profundo das Escrituras, escreveu: Homem de fé, o livro da minha alma aqui o tenho: é a Bíblia. Não o encerro na biblioteca, entre os de estudo, conservo-o sempre na minha cabeceira à mão. É dele que tiro água para a minha sede de verdades; é dele que tiro o pão para a minha fome de consolo; é dele que tiro a luz nas trevas das minhas dúvidas; é dele que tiro o bálsamo para as dores das minhas agonias. É vaso em que semeando a caridade, vejo sempre verde a esperança, abrindo-se na flor celestial, que é a fé. Eis o livro que é a valisa com que ando em peregrinação pelo mundo. Tenho nele tudo. O Deus que trago no coração, é Cristo. Tenho-o diante de mim, como trago no meu coração, no meu gabinete de trabalho, cercado de flores, turíbulos perenes, que embalsamam com seu aroma e, mais do que imagem, tenho-o em culto no oratório do meu coração. Os pontos cardeais da minha religião são os quatro evangelhos. Lendo-os, conforto-me e quanto mais os medito, mais me sinto aproximar de Deus.

UM LIVRO DE DEUS.
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hb 4:12

O fato é que a Bíblia não é apenas um livro, a Bíblia é uma verdadeira biblioteca, uma coleção de livros pequenos formada por 66 volumes e escrita por aproximadamente 40 autores diferentes num período de aproximadamente 1600 anos. Um livro maravilhoso que não foi escrito por nenhuma iniciativa coletiva, ou mesmo planejado por qualquer figura humana. Autores que não se conheciam uns aos outros, viveram em terras diferentes, e às vezes muito distantes entre si. Alguns escreveram na Arábia, outros na Síria, outros em Israel e tantos outros na Itália ou na Grécia. No entanto os seus escritos se harmonizaram perfeitamente. Suas ocupações e maneiras em que escreveram também foram muito adversas. Um dos autores atuou como historiador ou repórter, outro escreveu como biógrafo, outro escreveu tratados teológicos, e ainda outro compôs poemas e escreveu provérbios, enquanto outros registravam profecias. Eles escreveram sobre família, reinos e impérios do mundo. Os escritores iniciais jamais teriam como saber o que outros escreveriam 1400/1500 anos mais tarde. Assim como também os escritores dos séculos futuros jamais teriam como saberem, por si mesmo o sentido profético de um texto escrito centena de anos antes. Assim é a Bíblia, um livro de uma unidade impressionante, com coerência do princípio ao fim tendo um tema em comum em cada um dos seus 66 livros e falando de uma pessoa central: O Senhor Jesus Cristo.

Um ateu enviou a um jovem cristão grande número de artigos selecionados para convencê-lo de que a Bíblia era atrasada em muitas de suas afirmações e ultrapassada pelos conhecimentos dos tempos atuais. O jovem respondeu: Se o senhor tiver algo melhor que o Sermão do Monte, alguma coisa mais bela que a história do filho pródigo ou do bom  samaritano, alguma norma ou lei de nível superior aos Dez Mandamentos, se puderes apresentar algo mais consolador que o Salmo 23, ou algum texto que me revele o amor de Deus e esclareça mais o meu futuro do que a Bíblia, então, por favor, envie-o para mim com urgência!

UM LIVRO EXEPCIONALMENTE DIVINO.
O nome “Bíblia” vem de uma palavra grega “biblos”, nome que se dava a folhas de uma antiga planta utilizada para escrita, o papiro. Um rolo deste papiro pequeno era chamado “biblion” e vários destes rolos era uma “Bíblia”. O Autor da Bíblia é o próprio Deus, o Real Intérprete o Espírito Santo e o assunto central da Bíblia é a Pessoa do Senhor Jesus Cristo.
Sua divisão em partes principais são duas: AT e NT (O AT é três vezes mais volumoso que o NT). Os livros são ao todo 66, sendo 39 no AtT e 27 no NT. O maior livro é o Salmos e o menor 3João. Os capítulos são ao todo 1.189, sendo 929 no AT e 260 no NT. O maior capítulo é o Salmo 119 com 176 versículos e o menor o Salmo 117 com apenas 2
Os versículos são ao todo 31.173, sendo 23.214 no AT e 7.959 no NT. O menor versículo varia conforme a versão. Na ARC, é Lc 20.30: "e o segundo". Na ARA, Jó 3.2 que tem apenas 7 letras: “Disse Jó:”. O maior versículo Et 8.9

A Bíblia possui cerca de 3.566.480 letras que constituem 773.692 palavras. O AT termina com a palavra maldição, e o NT termina com benção. O último livro da Bíblia a ser escrito foi 3João. Há 3573 promessas na Bíblia. Dos quatro evangelistas, só dois andaram com Jesus; Marcos e Lucas não foram seus discípulos. Todos os versos do Salmo 136 terminam com o mesmo estribilho: "Porque a Sua misericórdia dura para sempre." Judas foi o único dos doze apóstolos que não era Galileu. João era o discípulo mais jovem dos doze.

NÚMERO DE VEZES QUE APARECE A PALAVRA:
Deus: 4.336 - Revisada
Senhor: 7.607 - Rev.
Lúcifer: 0 (nenhuma)
Satanás: 54 – Revisada
Fé: no AT da versão revisada - 5, na revisada (de AMTGH) – 2
Há 8.000 vezes a palavra "Senhor".
Igreja (Mt. 16.18). Esta palavra ocorre 109 vezes na Bíblia, mas não aparece nenhuma vez no AT. É a tradução da palavra grega "eklesia" e significa, "chamados para fora". O conceito exato é que igreja é um povo que Jesus comprou com Seu sangue. A igreja não tem nome, nem endereço, nem cor, nem tribo, nem nação. Ela não é uma instituição com templos, organizações etc. A igreja são as pessoas, o povo de Deus.

DIVISÃO EM CAPÍTULOS E VERSÍCULOS
A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França. 

A divisão do AT em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraico (AT) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d´Etiénne, dividiu o NT em versículos no ano de 1551. D´Etiénne morava então em Gênova, na Itália.

Conclusão: Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido (Josué 1:8)

Na verdade,  é um fato indisputável que todas as complexas e horrendas questões que nos confrontam, tanto no nosso lar quanto ao redor de todo o mundo, tem suas respostas naquele LIVRO SINGULAR (Ronald Wilson Reagan foi um ator e político norte-americano, o 40.º presidente dos Estados Unidos e o 33.º governador da Califórnia)


A Bíblia em poesia - Para o dia da bíblia - Milton Duarte.
DOS MUITOS LIVROS QUE EXISTEM
DA BÍBLIA QUERO FALAR
POIS ELA REÚNE TUDO
QUE O HOMEM POSSA BUSCAR
PASSADO, PRESENTE E FUTURO
SEU CONTEÚDO É SEGURO
A HISTÓRIA PODE CONTAR.

ESCRITA POR 40 HOMENS
PELA INSPIRAÇÃO DIVINA
LEVARAM 16 SÉCULOS
SEGUINDO A MESMA SINA
ELES NÃO SE CONHECERAM
EM OUTRAS ERAS VIVERAM
MAS A MENSAGEM É GENUÍNA.

É UMA ENCICLOPÉDIA
UM LIVRO EM 66
DIVIDIDA EM DUAS PARTES
ANTIGA E NOVA SE FEZ
CHAMADAS DE TESTAMENTOS
LUZ PRA TODOS OS MOMENTOS
RENOVA-SE A CADA VEZ.

A BÍBLIA É A VERDADE
ELA É JUSTA E ATUAL
REVELA O QUE ESTÁ OCULTO
DISCERNE O BEM E O MAL
É A PALAVRA DE DEUS
TRANSMITINDO AOS FILHOS SEUS
O ALIMENTO VITAL.

JÁ INSTRUIU PENSADORES
POETAS E ATÉ MESMO ATEUS
TEM PALAVRAS DE CONFORTO
PARA RICOS E PLEBEUS
TRANSFORMOU VIDAS SEM RUMO
PRA MUITOS SERVE DE PRUMO
POIS CONTÉM PODER DE DEUS.

ELA É LUZ PARA O CAMINHO
É LÂMPADA PARA OS PÉS
O MANUAL MAIS COMPLETO
SAÍDA PARA O REVÉS
O GUIA DO VIAJOR
PERFEITA FONTE DE AMOR
SUAS LETRAS SÃO FIÉIS.

É O LIVRO MAIS VENDIDO
MAIS LIDO, MAIS COMENTADO,
SOMENTE QUEM LÊ A BÍBLIA
TEM PRIVILÉGIO SAGRADO
DE ESTAR COM O AUTOR
BEM PERTINHO, DO SEU LADO.

segunda-feira, 3 de abril de 2023

RESILIÊNCIA, FÉ E CUIDADO

RESILIÊNCIA, FÉ E CUIDADO.
Vocês sabem que não temos muita coisa de nós mesmos. Estamos soterrados de problemas, mas não desmoralizados; não sabemos direito o que fazer, mas sabemos que Deus sabe o que fazer; estamos espiritualmente aterrorizados, mas Deus não nos abandonou; caímos, mas não estamos derrotados. 2Co 4:8,9 - Biblia A Mensagem

Int. O ano da resiliência, fé e cuidado. Assim começamos o ano de 2023. Começamos com um tema proposto pela igreja e que como  outros, em anos passados, tem o objetivo o de nos levar  não só a uma reflexão, mas a uma tentativa de colocar em prática um pouco das verdades por ele expressada.
Mas o que podemos dizer deste tema e quais as propostas que ele tem para estabeler para nós crentes "Vele das Bênçãos" para o ano de 2023? Vale lembrar que passamos por maus momentos, foram dias difíceis nos anos de 2021 e 2022. Principalmente em 2021 onde tivemos de enfrentar a pandemia, um inimigo  a princípio completamente desconhecido e nunca enfrentado por nenhum der nós. Na primeira fase dos acontecimentos não havia nenhuma arma para o combate, ficamos a mercê de um inimigo do qual não fazíamos a menor idéia de como combatê-lo, e nem por quanto tempo estaríamos a mercê da gigantesca força exercida por ele e que nos era contrária.

Perdemos amigos, pessoas queridas e muitos foram, de uma forma desumana destruídos em sua estrutura familiar pelas perdas de entes queridos. Febre, cansaço físico, perda do olfato e do paladar foram apenas alguns dos sintomas em que fomos expostos pela contaminação deste inimigo. Mas 2023 chegou, e nós estamos aqui, mesmo que alguns de nós, passamos o ano de 2022 ainda catando os cacos que sobraram, tendo de enfrentar uma dor que não temos como mensurar. A dor da separação física, trágica e cruel. Mas de uma forma ou de outra, temos sim que dizer: estamos em 2023 e "nós fomos vencedores"... O inimigo talvez tenha até, em algum momento, nos atingido, mas estamos aqui vivos, e isso sem dúvida é uma grande vitória, afinal segundo o censo só aqui no Brasil foram mais de 700 mil óbitos. 700.239 óbitos para ser mais exato. E nós não fazemos parte deste numero assustador.

Perdemos? Sim foram anos de perdas. E mesmo onde não houve casos de óbitos na família, assim mesmo, perdemos. Pois se  foram amigos... conhecidos... tantas pessoas que bem podiam estar ainda pertinho de nós. Fica agora para nós a decisão de, como diz o tema, sermos RESILIENTES. Talvez seja esta a tonica da mensagem que o tema nos deseja transmitir e que, espero, o façamos valer no ano de 2023.

Resiliência, fé e cuidado, este é o tríplice chamado feito pelo tema num convite ao seu desenvolvimento em todas as circunstâncias que ainda nos cercam. Se conseguirmos entender toda a tonica desta mensagem, e nos revestirmos destas três virtudes, quem sabe se não seremos mais capazes de transpor todas as barreiras relacionadas ao que passamos e estarmos um pouca mais preparados para transpor aquilo que ainda pode estar por vir... Desta forma, seria bom olharmos com um pouquinho de atenção para cada uma dessas três virtudes, atitudes, ou sei lá como as posso chamar... Estamos falando de Resiliência, fé e cuidado. Assim, observemos cada convite... 

I. SER RESILIENTE... Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;

Quando olhamos para o significado original do termo resiliência, descobrimos que o termo vem da física e define o nível de resistência de um material e sua capacidade de retornar ao estado original sem danos ou ruptura após sofrer uma deformação elástica. A Psicologia pegou emprestada esta palavra e criou o termo resiliência psicológica (ou resiliência emocional), termo que passou a se referir à habilidade das pessoas responderem às frustrações e estresses diários, em todos os níveis, com superação e recuperação emocional. Parece fácil? A resposta talvez seja: Não, não parece! E na verdade não é... Mas, podemos entender Resiliência como uma capacidade de se adaptar em situações difíceis ou de fontes significativas de estresse

Na prática, isso quer dizer que diante de uma adversidade, sendo resilientes podemos utilizar essa força interior para se recuperar. Paulo, ao que parece entendia isso, pois no texto lido ele diz que nos abatemos e sofremos como qualquer um, mas não somos abatidos... Isto é resiliência, uma capacidade que nos faz enxergar além dos problemas que insistem em tentar nos fazer parar... Ser resiliente é isso, conseguimos lidar com tais situações adversas de forma mais leve. Ou seja, pessoas resilientes não são livres de problemas, elas apenas os superam sem desmoronar. Ser resiliente, no melhor sentido da palavra é entender as palavras do Senhor Jesus e viver isso no sentido mais profundo da palavra . Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Mt 11:28

Essa capacidade nos ajuda a preservar a saúde mental – e a melhor parte é que essa capacidade pode ser desenvolvida e melhorada. É uma questão de bem-estar. Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas. 2 Co 4.16,17,18

A condição de resiliente além de nós capacitar a suportar as adversidades, ainda nos condiciona a sermos capazes de ajudar pessoas que estão vivendo problemas semelhantes. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. 2 Co 1:3-4.

II. ...MANTER A FÉ... logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gl 2:20

Agora que temos um pouco de entendimento do termo "Resiliência", temos um outro termo, mas este bem mais familiar. O termo " FÉ". Este termo parece ser um um pouco mais simples de lidar com ele, afinal a nossa vida cristã é movida por "isto" que a Bíblia chama de fé. Talvez nem tenhamos uma definição clara o suficiente para esvaziar este termo, talvez a melhor que temos é a de HB 11.1 que nem chega a ser uma definição:  a fé é a certeza de coisas que esperamos, e a convicção de fatos que não veemos. 

Mas quem de nós pôde experimentar viver a vida de Deus se não conseguiu ter fé em Deus? Como continua dizendo o escritor aos Hebreus, aquele que se aproxima de Deus precisa crê que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam  (11:6). A nossa vida cristã é movida por fé, vivemos e respiramos fé. sem fé é impossível agradar a Deus...
Recebemos o Senhor Jesus através da fé, vivemos a nossa vida cristã movida por ela. A fé nos fez crer, a fé nos fez receber e é a fé que nos move e nos conduz em direção a vida eterna. sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Gl 2:16

Mas mesmo tendo toda esta experiência de vida movida pelo fator "fé". Tempos difíceis tendem mexer com a nossa estabilidade de crença, e vez por outra somos surpreendidos pelas adversidades. E quem de nós nunca se sentiu enfraquecido ante uma situação que pareceu fugir da nossa  capacidade de resistência? É nesse ponto que o tema anual nos deixa esta mensagem encorajadora: Resiliência, fé e cuidado... E como bem vimos, a resiliência nos capacita a nos adaptarmos a situações difíceis. Mas também vimos que ser resilientes não é uma condição assim tão fácil de ser vivida. Precisamos mais do que simplesmente vontade de ser.  A fé cumpre o seu papel exatamente neste ponto.  Uma fé bem estruturada e bem direcionada talvez seja a força que nos torna capazes de viver tal experiência. por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento 2pe 1:5. E nós os salvos em Jesus Cristo, sabemos muito bem em quem direcionamos toda a nossa crença e todas as nossas expectativas. Talvez, a nossa falha seja a de não utilizarmos as nossa fé na medida correta. Ele respondeu: “Porque a fé que vocês têm é pequena. Eu asseguro que, se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada será impossível para vocês. ” Mt 17.20. 

A medida da fé que nos condiciona a transpor as adversidade é a fé que direcionamos não pela razão do vemos, mas na exatidão de quem cremos. Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. 1Ts 1.3 Como bem diz Paulo, é uma fé "vivida" não uma fé baseada em coisas que vemos ou sentimos. Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.  2Co 5.7

III. ...SER CUIDADOSO. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Ef 6.16

Por fim, temos uma terceira preposição... O "cuidado". Ser cristão é uma bênção imensurável, nossa capacidade humana, ou nossas medidas terrenas são incapazes de entender o grau dimensional desta condição que nos foi presenteada por Deus.
Nós, salvos em Jesus Cristo vivemos nossa vida terrena na expectativa de uma vida celestial. Contudo, como bem vimos, ainda não estamos livres de sermos importunados por situações adversas, e além de tudo o que já falamos anteriormente, sabemos que temos um inimigo que não aceita a nossa condição de pessoas que irão morar nos céus. Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.  Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos. 1Pe 5.8-9

Assim, temos na nossa fé, a força que nos move a condição de Resiliêntes,  e temos na vigilância a condição que nos coloca em expectativa para não sermos pegos de surpresa pelo nosso adversário.... Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.  O Senhor Jesus alertou os discípulas neste sentido. “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26.41. Será a condição de vigilância que nos capacitará a estarmos em condições para agir quando as circunstâncias adversas quiserem nos condicionar a uma situação de medo ou fraqueza. Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas e ponham toda a esperança na graça que será dada a vocês quando Jesus Cristo for revelado.  1Pe 1.13

Sentir medo, até podemos sentir dependendo da situação (quem de nós não temeu a Covid 19?). Sentir-se "fraco" também é um condicionamento humano... Não temos super poderes.... Contudo, não estamos nunca sozinhos... Temos promessas que nos garantem isto: Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.  Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes,  nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Rm 8.37-39. Paulo falando sobre este cuidado ou proteção que devemos ter contra o nosso inimigo nos descreveu nosso condicionamento da seguinte forma: Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder.  Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo,  pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Ef 6.10-12

CONCLUSÃO: Resiliência, fé e cuidado. Isto não é uma fórmula magica que se usada no momento certo e da forma correta vai nos tornar em pessoas super capacitadas. Não é isso que o tema anual visa nos transmitir. Passamos todo este tempo aqui falando destes três condicionamento, em nossos cultos temos ouvido com frequência mensagens relacionadas a este tema, e creio que sera assim até que 2023 chegue ao seu final e outro tema seja escolhido para que venhamos a refletir sobre ele. Por hoje, temos as palavras de Paulo quase que nos fazendo caminhar pelo mesmo desenvolvimento que vimos até aqui do tema anual... Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios,  aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus.  Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Ef 5.15-17

segunda-feira, 7 de junho de 2021

A QUEM PERTENCE A NOSSA GRATIDÃO

dizendo: — Amém ! Ao nosso Deus pertencem para todo o sempre o louvor, a glória , a sabedoria, a gratidão, a honra, o poder e a força! Amém! Ap 7:12 NTLH

Introdução. O texto de Apocalipse em questão descreve uma cena no mínimo curiosa. A cena destaca uma multidão de pessoas, um número tão absurdo de grande que o escritor chega ao ponto de afirmar que ninguém, isso mesmo, ninguém os podia contar...

Mas chama atenção também o fato de que tal multidão assim numerozíssima não possuía uma nacionalidade específica, pois segundo diz o escritor estavam ali pessoas de diversas nações, tribos e línguas, e mesmo se tratando de um grupo assim tão diversificado,  eles possuíam algumas características que os tornava de certa forma identificáveis naquilo em que estavam fazendo.

Mas convenhamos que se tratando do livro de Apocalipse nos deparamos com pelo menos quatro principais escolas de interpretação: Idealista, pretérita, futurista e historicista, e cada uma delas, com seus argumentos teológicos específicos vão dar a esta multidão uma identificação interpretativa.

Contudo o nosso foco hoje, não se concentra especificamente numa busca de entendimento teológico sobre quem são estes, vestidos de branco, que formam esta tão grande multidão. Nossa pretenção é de, pelo menos, observando algumas atitudes, formar um conceito abstrato daquilo que a cena está nos apresentando nesta noite. 

Se estamos falando de sentimentos, talvez precisaremos concentrar nossa atenção na busca de algumas respostas a perguntas que no texto se fazem pertinentes. Perguntas simples como “o que”, “a quem”, “porque” e “como”. Se conseguirmos nos concentrar nas respostas a estas perguntas, talvez conseguiremos compreender a verdadeira razão de estarmos reunidos aqui nesta noite nesta  celebracão neste culto de gratidão a Deus... 

Como o “quem” agora não nos importa, nossa primeira pergunta fica por conta do “O QUE?”

I. O QUE? Ap 7.9 Depois disso olhei e vi uma multidão tão grande, que ninguém podia contar. Eram de todas as nações, tribos, raças e línguas. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, vestidos de roupas brancas, e tinham folhas de palmeira nas mãos.

O quadro assim descrito nos apresenta uma grande concentração que pode ser facilmente identificada como um culto onde todos envolvidos se apresentam em um único objetivo: Adorar a Pessoa Bendita daquele que está assentado no trono. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro...

Olhando assim desta forma tudo fica muito óbvio... Aquelê que está assentado no trono é Senhor e em razão da sua dignidade magestosa, toda honra, toda glória e toda adoração são devidas unicamente e exclusivamente a Ele... Atribuam ao Senhor a glória que o seu nome merece; adorem o Senhor no esplendor do seu santuário. Sl 29:2

A cena que se segue consegue demonstrar o auto grau de devoção em que todos ali presentes estão inseridos. Suas vestes brancas falam da pureza do ato para o qual cada um deles se dipõem e as folhas de palmeiras em suas mão representam uma entrega sem reservas onde não existe espaço para qualquer dúvida ou incerteza naquilo em que estão fazendo...

Resumindo, Eles sabem exatamente o que estão fazendo ali e consequentemente reconhecem a postura que deve ser tomada frente a soberania daquele que no trono está assentado...

Estão de pé diante do trono... Até que, em um momento específico  da cena... todos juntamente se prostam... encostam o rosto no chão, e na mais sublime atitude de completa reverência e respeito demonstram toda satisfação em fazer exatamente aquilo que se esperava de todos os que estão presentes ali... Eles adoram ao Senhor... Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador; Sl 95:6

Falar de doração a esta altura da cena é falar de um ato sublime de reconhecimento a grandeza magestosa do ser adorado... é um ato de amor intenso não necessariamente ligado a uma devoção religiosa... O teu amor é melhor do que a vida! Por isso os meus lábios te exaltarão. Enquanto eu viver te bendirei, e em teu nome levantarei as minhas mãos. Sl 63:3, 4

Uma vez que identificamos o que eles fazem, a segunda questão é identificar o porquê eles fazem...

II. PORQUE? Ap 7.10 E gritavam bem alto: — Do nosso Deus, que está sentado no trono, e do Cordeiro vem a nossa salvação.

Neste ponto a concentração se volta mais objetivamente ao objeto da adoração e as razões que o fazem digno das mais altas honras. Todos ali presentes confirmam de forma consciênte não haver outra atitude a se tomar nesta hora se não a de prestar as mais altas honras devidas ao que no trono eestá assentado... E para isto, eles não economizam forças, soltam um grito capaz de expressar exatamente a razão do porque eles estão ali...

Não havia neles qualquer intenção de justificar o ato adorador... eles simplesmente adoraram fazendo deste ato um mecanismo de extravasão de todo sentimento contido em seus corações agradecidos.  Eles tinham mesmo razão de estarem ali e não seriam capazes de expressar tamanha gratidão por qualquer outro ato que não fosse uma sincera dedicação de louvor e adoração a Ele. Louvem o Senhor, todas as nações; exaltem-no, todos os povos! Porque imenso é o seu amor leal por nós, e a fidelidade do Senhor dura para sempre. Aleluia! Sl 117:1-2

Eles adoraram e sabiam que tinham razões de sobra para fazer isto... Por isso este grito não podia ficar contido no peito... Do nosso Deus, que está sentado no trono, e do Cordeiro vem a nossa salvação...

III. COMO? Ap 7.11 Todos os anjos estavam em pé ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes. Eles se prostraram com o rosto em terra diante do trono e adoraram a Deus.

A razão estava patente, o número era considerável e a agora só restava cumprir aquilo que no fundo do coração todos estavam anciosos por fazer... Mas em se tratando da grandeza do ato, não era aceitável  que tal ato fosse feito de qualquer maneira, era algo muito além do especial, e se exigia que fosse feito da maneira mais pura e sincera e que pudesse expressar o mais alto grau de gratidão...

Então eles se prostraram... Se prostrar neste caso não pode ser entendido como um ato ou posição de quem se sente inferior... não estamos presenciando nenhuma demonstração de fraqueza ou incapacidade.

Ao se prostrarem aos pés daquele que está assentado no trono toda aquela multidão proclama da forma mais real e verdadeira toda a honra que era devida a Sua magestade gloriosa, e em razão de toda sua grandeza, qualquer coisa que pudessem fazer era muito pouco para expressar um sentimento de profunda gratidão a Ele. ..

Esta era a razão de estarem ali naquele momento... E está foi a maneira que encontraram para expressar toda gratidão contida no fundo do peito... Por isso eles se prostraram diante do trono e adoraram aquele que vive para todo o sempre... No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Jo 4:23 

IV. A QUEM? Ap 77.12 Amém ! Ao nosso Deus pertencem para todo o sempre o louvor, a glória , a sabedoria, a gratidão, a honra, o poder e a força! Amém!

É chegado o momento em que a concentração entra no seu ápice maior... Todos agora juntos em uníssono proclamam em alta voz a Pessoa Bendita que se assenta no trono, no melhor gesto de gratidão possível.

Todos que estão presentes neste ato de adoração estão plenamente concientes das razões que os fazem estar ali. E mesmo que todas as razões sejam muitas para serem enumeradas, eles depositam neste ato de proclamação suprema a Pessoa Bendita de Deus, o patente fato de que não existe discordância na atitude objetiva daquela reunião.

Eles estão ali e sabem exatamente porque estão ali e sabem exatamente diante de quem eles estão e em razão de tal reconhecimento são capazes de direcionar todas as suas espectativas de adoradores gratos na direção daquele que é digno da mais alta e sublime honra adoradora. Eles reconhecem que diante deles, no trono está assentado o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Tu és o meu esconderijo; tu me livras da aflição. Eu canto bem alto a tua salvação, pois me tens protegido. Sl 32:7 NTLH

CONCLUSÃO. Venham! Cantemos ao Senhor com alegria! Aclamemos a Rocha da nossa salvação.

Diante de tudo o que nos foi e posto neste quadro de adoração, é impossível não percebermos que todo ato aqui expressado se volta para a figura bendita daquele que está no trono... Todos os que se fazem presentes se voltam unicamente em expressar toda a sua gratidão... Vamos à presença dele com ações de graças; vamos aclamá-lo com cânticos de louvor.

Eles sabiam o que estavam fazendo... Por isso, da maneira mais digna se apresentaram a Deus e entregaram a Ele tudo o que eles tinham e tudo que eles eram... Pois o Senhor é o grande Deus, o grande Rei acima de todos os deuses.

Eles sabiam porque fazer... E conseguiram expressar todo este sentimento de gratidão expressando com todas as suas forças a beleza da salvação que a eles fora dispensada...

Eles sabiam como fazer... Por isso, estando de pé diante do trono,  não se demoraram a se lançarem com seus rosto em terra num total reconhecimento da grandeza daquele que devia ser adorado. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, os cumes dos montes lhe pertencem. Dele também é o mar, pois ele o fez; as suas mãos formaram a terra seca.

Eles sabiam a quem fazer. Por isso se colocaram diante do trono, mas não se apresentaram vazios, ao se apresentarem vestidos de branco e com palmas em suas mão... eles gritam de forma a expressar a razão de estarem ali, e em seguida se prostram em terra na maior expressão de adoração a Deus... Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor,o nosso Criador; Sl 95:1-6





 

 

 

 

quarta-feira, 7 de abril de 2021

LIÇÃO 8 NOSSA DECLARAÇÃO DE FÉ Parte III

TEXTO BÁSICO: Gl 5.16-26

16. Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. 17. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. 18. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da Lei. 19. Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; 20. idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções 21. e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. 22. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, 23. mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. 24. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. 25. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. 26. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros

INTRODUÇÃO. Nossa Declaração de Fé, como vimos, trata-se de um documento que chegou aqui no Brasil a muitos anos atrás pelos primeiros missionários batistas. Ainda hoje, passado todos este tempo, pois estamos falando de um documento que foi redigido em 1833, tal documento, por se tratar de um documento que expressa de maneira geral o pensamento de nossa denominação, continua válido. Também vimos, que houve uma pequena mudança, apenas no artigo terceiro onde tratamos do Espírito Santo, ponto onde houve uma discordância de entendimento, como  vimos em lições anteriores, que inclusive causou a divisão batista e o surgimento da Convenção Batista Nacional. A mudança no artigo terceiro, foi extraído da Confissão dos Batistas do Sul. Assim, podemos dizer que a nossa visão confessional com exceção deste ponto em nada se difere da visão confessional dos demais Batistas. Nossa crença e nossa fé, está baseada nas Escrituras Sagradas, assim como a fé e a crença de todos os demais batistas.

DECLARAÇÃO DE FÉ DAS IGREJAS BATISTAS DA CONVENÇÃO BATISTA NACIONAL VOTADA NA SUA 1ª ASSEMBLÉIA. CONTINUAÇÃO.

VIII. DA GRAÇA DA REGENERAÇÃO. Jo 3.3 Em resposta, Jesus declarou: "Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo".

O termo “Regeneração” na Bíblia, tem o mesmo sentido de renascimento. A frase “nascer de novo”. dita pelo Senhor Jesus fala de um renascimento diferente de quando fomos concebidos fisicamente e herdamos a nossa natureza pecaminosa. Este “novo nascimento” trata de um nascimento espiritual, santo que resulta em nós no momento em que entregamos nossa vida ao Senhor Jesus. Ef 2:5.Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo.

  • Cremos que os pecadores para serem salvos precisam ser regenerados, isto é, nascer de novo; que a regeneração consiste na outorga de uma santa disposição à mente, e que isso se efetua pelo poder do Espírito Santo de um modo que transcende a nossa compreensão, em conexidade com a verdade divina, de maneira a assegurar-nos nossa obediência voluntária ao Evangelho; que a evidência da regeneração transparece nos frutos santos do arrependimento e da fé e em novidade de vida. 2Co 5.17 Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!

(Jo 3.3, 6, 7.1 Co 2.14; Ap 21.27; 2Co 5.17; Ez 36.26; Dt 30.6; Rm 2.28,29; Rm 5.5; 1Jo 4.7; Jo 3.8; Jo 1.13; Tg 1.16-18; 1Co 1.30; Fp 2.13; 1Pe 1.20,25; 1Jo 5.1; 1Co 12.3; Ef 4.20-24; Cl 3.9-11; Ef 5.9; Rm 8.9; Gl 5.16-23; Ef 2.14-21; Mt 3.8-10; 7.20; 1Jo 5.4).

IX. DO ARREPENDIMENTO E DA FÉ. 1Tm 1.12 Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele dia.

O termo “arrependimento” e o termo “fé” podem ter diferentes significados para diferentes casos apresentados ao longo das Escrituras. No caso do arrependimento, por exemplo, algumas vezes ele é confundido com outros sentimentos, como por exemplo, o remorso. No entanto, segundo a Bíblia, o arrependimento para a salvação consiste numa mudança profunda de pensamentos, afeições, convicções, compromissos e atitudes, onde o pecador não apenas reprova seu pecado, mas também sente um grande pesar por ele. Já a fé bíblica identificada no caso da regeneração é aquela que consiste em uma compreensão, aceitação e confiança plena na revelação de Deus nas Escrituras como verdades eternas. Através da fé verdadeira, o pecador confia exclusivamente em Cristo para a sua salvação. Ef 2.8 Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;

  • Cremos que o arrependimento e a fé são deveres sagrados e também graças inseparáveis, originadas em nossas almas pelo Espírito regenerador de Deus; que, sendo por essas graças convencidos profundamente de nossa culpa, perigo e incapacidade, bem como do caminho da salvação por Cristo, voltamo-nos para Deus com sincera contrição, confissão e súplica por misericórdia, recebendo ao mesmo tempo de coração o Senhor Jesus Cristo como nosso Profeta, Sacerdote e Rei, e confiando somente nEle como o único e auto-suficiente Salvador. Rm 10.9 Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.

(Mc 1.15; At 11.18; Ef 2.8; 1Jo 16.8; At 2.37,38; At 16.30,31; Lc 18.13; 15.18-21; Tg 4.7-10; 2Co 7.11; Rm 10.12-13; SI 51; Rm 10.9-11; At 3.22-23; Hb 4.14; SI 2.6; Hb 1.8; 7.25; 2Tm 1.12).

X. DO PROPÓSITO DA GRAÇA DE DEUS. Fp 3.12 Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus.

As Escrituras, apresenta a eleição como um propósito divino, segundo o qual, por sua misericórdia, somos regenerados, santificados e salvos. Tudo isto acontece numa gloriosa demonstração de Sua bondade soberana, e não acontece por merecimento humano. Esta “Graça” é verificada pelos efeitos produzido em todos aqueles que de forma consciente crêem em Cristo recebendo-o como Salvador pessoal. Neste ponto, temos o termo “livre-arbítrio” refletindo na vontade transformada, posteriormente efetuada por obra do Espírito Santo que torna a mente capaz de escolher Deus de maneira livre e irresistível. Essa ação da mente humana é promovida pela graça regeneradora de Deus, uma vez que a vontade é o julgamento de uma mente debilitada e radicalmente depravada e, portanto, incapaz de escolher a Deus sem a ação da graça regeneradora.

  • Cremos que a Eleição é o eterno propósito de Deus, segundo o qual Ele gratuitamente regenera, santifica e salva pecadores; que esse propósito, [sendo perfeitamente consentâneo com o livre arbítrio do homem]*, compreende todos os meios que concorrem para esse fim. Que é gloriosa a manifestação da soberana vontade de Deus, que é infinitamente livre, sábia, santa e imutável; que exclui inteiramente a jactância e promove a humildade, o amor, a oração, o louvor, a confiança em Deus, bem como a imitação ativa de sua livre misericórdia; que encoraja o uso dos meios de santificação no grau mais elevado e pode ser verificada por seus efeitos em todos aqueles que realmente crêem no Evangelho; que é o fundamento de segurança cristã e que verificá-la, a respeito de nós mesmos, exige e merece a nossa maior diligência.

(2Tm 1.8,9; Ef 1.3-14; 1Pe 1.1,2; Rm 11.5,6; Jo 15.16; 1Jo 4.19; 2Ts 2.13,14; At 13.48; Jo 10.16; Mt 20.16; At 15.14; Êx 33.18,19; Mt 20.13; Ef 1.11; Rm 9.23, 24; Jr 31.3; Rm 11.28,29; Tg 1.17,18; 2Tm. 1.9; Rm 11.32-36; 1Co 4.7; 1.26,31; Rm 3.27; 4.16; Cl 3.12; 1Co 3.3,7; 15.10; 1Pe 5.10; At 1.24; 2Ts 2.13; 1Pe 2.9; Lc 18.7; Jo 15.16; Ef 1.16; 1Ts 2.12; 2Tm 2.10; 1Co 9.22; Rm 8.28, 30; Jo 6.37-40; 2Pe 1.10; 2Ts 1.4-10; Tg 2.18; Jo 14.23; Rm 8.28- 30; Is 42.16; Rm 11.29; Fl 3.12; Hb 6.11).

 

Bibliografia:

Manual Básico Batista Nacional

Primeira Igreja Batista Nacional no Butantã - Declaração de Fé Batista Nacional (ibnbutanta.com.br)

 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

LIÇÃO 7 NOSSA DECLARAÇÃO DE FÉ Parte II

 TEXTO BÁSICO: Rm 3.21-31

21. Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, 22. justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que creem. Não há distinção, 23. pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, 24. sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. 25. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26. mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. 27. Onde está, então, o motivo de vanglória? É excluído. Baseado em que princípio? No da obediência à Lei? Não, mas no princípio da fé. 28. Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei. 29. Deus é Deus apenas dos judeus? Ele não é também o Deus dos gentios? Sim, dos gentios também, 30. visto que existe um só Deus, que pela fé justificará os circuncisos e os incircuncisos. 31. Anulamos então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei.

Introdução: Começamos na lição passada enumerar nossa Confissão de Fé, uma herança que nos foi deixada pelos primeiros batistas que trouxeram a mensagem do evangelho para o Brasil. Nossa Confissão Fé é uma expressão sucinta e consistente daquilo que acreditamos e da maneira como devemos proceder, por isso chamamos de “credenda” e “agenda”. Contudo, é preciso deixar claro que esse documento, em nosso entendimento, não substitui as Escrituras Sagradas, a nossa regra de fé e conduta por excelência, mas se constitue em um auxiliar importantíssimo para as nossas igrejas à medida que, como reconhece o Manual Básico Batista Nacional, contribui para a preservação de nossa identidade. Esse documento foi redigido por volta de 1833 pelo Reverendo John Newton Brown (1803 – 1868) no Estado de New Hampshire e posteriormente publicado pela convenção batista daquele Estado e tem como tendência geral uma inclinação para o modelo calvinista de interpretação das Sagradas Escrituras. Aqui nos Brasil, esse documento chegou com os primeiros missionários batistas e foi adotado como símbolo confessional pela Primeira Igreja Batista do Brasil em Salvador em 1882, a primeira igreja batista no Brasil fundada com a intenção de alcançar os brasileiros para o Senhor Jesus. Essa declaração de fé dos primeiros batistas no Brasil é ainda hoje a declaração de fé dos Batistas Nacionais, com exceção de seu terceiro artigo que fora extraído da Confissão dos Batistas do Sul (Convenção de Kansas City), por expressar o entendimento Batista Nacional quanto à doutrina do batismo com o Espírito Santo. Desta forma, nesta lição continuaremos a expor o texto da Confissão de Fé dos Batistas Nacionais conforme registrado no Manual Básico de nossa convenção.

 DECLARAÇÃO DE FÉ DAS IGREJAS BATISTAS DA CONVENÇÃO BATISTA NACIONAL VOTADA NA SUA 1ª ASSEMBLÉIA. CONTINUAÇÃO.

IV. DA QUEDA DO HOMEM. Gn 6.3 Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e e o deu a seu marido, que comeu também.

A Queda do Homem é o momento registrado na Bíblia Sagrada em que Adão e Eva desobedeceram a Deus. Esse ato também é chamado de Pecado Original, visto  ter sido nesse momento que o pecado contaminou a humanidade causando separação entre Deus e o homem. Entender a Queda do Homem é fundamental para a compreensão das Escrituras, sobretudo entender o plano de redenção com o sacrifício do Senhor Jesus no Calvário. Is 53.6 Todos nós, como ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.

  • Cremos que o homem foi criado em santidade, sob a lei do seu Criador, mas caiu desse estado santo e feliz, por transgressão voluntária, em conseqüência da qual toda a humanidade tornou-se pecadora, não por constrangimento, mas por livre escolha, sendo por natureza destituída completamente daquela santidade que a lei de Deus requer, e positivamente inclinada à prática do mal, estando, sem defesa nem escusa, condenada com justiça à ruína eterna. Ec 7.29 Assim, cheguei a esta conclusão: Deus fez os homens justos, mas eles foram em busca de muitas intrigas."

(Gn 1.27, 31; Ec 7.29; At 17.26; Gn 2.16; Gn 3.6-24; Rm 5.12; Rm 5.19; Jo 3.6; SI 51.5; Rm 5.15-19; 8.7; Is 53.6; Gn 6.12; Rm 3.9-18; Rm 1.18,32; 2.1-16; Gl 3.10; Mt 20.15; Ez 18.20; 3.19; Gl 3.22).

V. DO MEIO DA SALVAÇÃO. Mt 28.11 O Filho do homem veio para salvar o que se havia perdido.

A Bíblia é muito clara quanto ao fato de não existir salvação fora do Senhor Jesus. At 4.12 Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos. Não existe “meios de salvação”, a única possibilidade declarada pela Bíblia para a salvação da humanidade está na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, através do sacrifício realizado na cruz do Calvário. 1Tm 2:6 o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.

  • Cremos que a salvação dos pecadores é inteiramente de graça pela mediação do Filho de Deus, o qual, segundo desígnio do Pai, assumiu livremente nossa natureza, mas sem pecado, honrou a lei divina pela sua obediência pessoal, e por sua morte realizou completa expiação dos nossos pecados; que, tendo ressurgido dos mortos, está agora entronizado nos céus e que, unindo em sua maravilhosa pessoa a mais terna simpatia com a perfeição divina, está completamente capacitado para ser o Salvador adequado, compassivo e todo-suficiente dos homens. Hb 1.3 O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas,

(Ef 2.5, 8, 9; Mt 18.11; l Jo 4.10; 1Co 3.5,7; At 15.11; Jo 3.16; Jo 1.1-14; Hb 4.14; 12:24; Fl 2.6,7; Hb 2.9, 14; 2Co 5.21; Is 42.21; Fl 2.8; Gl 4.4, 5; Rm 3.21; Is 53.4, 5; Mt 20.28; Rm 3.21; 3.24, 25; 1Jo 4.10; 2.2; 1Co 15.1-3; Hb 9.13-15; Hb 1.3, 8; 8.1; Cl 3.1-4; Hb 7.25; Cl 2.9; Hb 2.18; 7.26; SI 89.19; SI 34).

VI. DA JUSTIFICAÇÃO, Rm 5:1 Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo

Justificação como definição Teológica ocorre quando o homem comum pecador recebe o caráter de Justo, em Cristo por intermédio da conversão. (Dicionário Informal). Simplificando podemos dizer que justificar significa declarar justo; fazer alguém justo diante de Deus. Fato que acontece imediatamente ao recebemos o Senhor Jesus como Salvador Pessoal. Apesar de podermos encontrar a justificação como um princípio por todas as Escrituras, a passagem que melhor a descreve em relação aos crentes é Rm 3:21-26:

  • Cremos que a grande bênção do evangelho, que Cristo assegura aos que nEle crêem, é a Justificação; que esta inclui o perdão dos pecados e a promessa da vida eterna, baseada nos princípios da justiça; que é conferida, não em consideração de quaisquer obras justas que tenhamos feito. Mas exclusivamente pela fé no sangue do Redentor que, em virtude dessa fé, a perfeita justiça de Cristo é livremente imputada por Deus; que ela nos leva ao estado da mais abençoada paz e favor com Deus e nos assegura todas as outras bênçãos necessárias para o tempo e a eternidade. Tt 3.4,5,6 não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna.

(Jo 1.16; Ef 3.8; At 13.39; Is 53.11, 12; Rm 8.1; Rm 5.9; Zc 13.1; Mt 9.6; At 10.43; Rm 5:17; Tt. 3.5,6; 1Jo 2.25; Rm 5.21; Rm 4.4, 5; 5.22; 6.23; Fl 3.8,9; Rm 5.19; 3.24-26; 4.23-25; 1Jo 2.12; Rm 5.1-3,11; 1Co 1.30,31; Mt 6.23; 1Tm 4.8).

VII. DA GRATUIDADE DA SALVAÇÃO. Rm 6:23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. 

A salvação é um dom gratuito de Deus, é um dom e não vem pelas obras. O caminho da salvação provido por Deus é receber a Cristo pessoalmente. Não a podemos adquirir com boas obras, penitências sacrifícios ou coisa do gênero. Sl 49:7,8 NTLH “Ninguém pode salvar a si mesmo, nem pagar a Deus o preço da sua vida, pois não há dinheiro que pague a vida de alguém. Por mais dinheiro que uma pessoa tenha”.

  • Cremos que as bênçãos da salvação cabem gratuitamente a todos por meio do evangelho; que é dever imediato de todos aceitá-las com fé obediente, cordial e penitente, e que nada impede a salvação, ainda mesmo do maior pecador da terra, senão sua perversidade inerente à voluntária rejeição do evangelho, a qual agrava a sua condenação. Is 55.1 Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo.

(Is 55.1; Ap 22.17; Lc 14.17; Rm 16.26; Mc 1.15; Rm 1.15,17; Jo 5.40; Mt 23.27; Rm 9.32; Pv 1.24; At 13.46; Jo 3.19; Mt 11.20; Lc 19.27; 2Ts 1.8).

 CONTINUA...

Bibliografia:

Manual Básico Batista Nacional

Dicionárioinformal.com.br/justificação


   UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE INCLUSIVA Texto: Atos dos Apóstolos 8 .26-29   26 - E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo:...