sábado, 15 de janeiro de 2011

HAMARTIOLOGIA, A DOUTRINA DO PECADO


Introdução: São várias as definições de pecado apresentadas pelos teólogos, e dentre elas destacamos uma que vai servir de ponto de partida para o estudo desta matéria. Pecado é a falta de conformidade para com a lei moral de Deus, seja por ato, disposição ou estado (Dr A.H. Strong)

I. DEFINIDO O TERMO.
Pecado não é meramente um ato como alguma coisa estranha ao ser, é também uma qualidade do ser. Não há pecado se não existir pecador. Pecado, portanto é um estado da vontade egoísta que assim se manifesta:
  • Sensualidade ou mau moral como herança do homem devido aos selvagens e brutos ancestrais. (Shleiemacher/ Rothe)
  • Finidade (limitação) do ser finito homem. Incidem do desenvolvimento imperfeito, o fruto da ignorância e impotência, um elemento na educação humana e um meio do progresso (Leibnitz/ Espinoza)
  • Egoísmo, não querendo dizer simplesmente o exagerado amor próprio que constitui a antítese do Supremo Deus.
O amor de Deus é a essência de toda a virtude. O oposto a isto é a escolha do ego como supremo fim, podendo se constituir a essência do pecado, de sorte que todas as diferentes formas de pecado podem mostrar suas raízes no egoísmo.

II. UNIVERSALIDADE DO PECADO.
O pecado é um estado de vontade egoísta e universal. Ele é uma violação consciente da lei divina tendo como aspecto principal sua tendência para o mal. Assim podemos afirmar que cada ser humano que tem chegado a consciência moral, tem cometido atos, ou nutrido disposições contrárias a lei de Deus.
1Rs 8.46; Sl 143.2; Pv 20.9; Ec 7.20; Rm 3.10,12,19,20,23; Gl 3.22; Tg 3.2.

1. PROVAS DA HISTÓRIA – A história testifica a universalidade do pecado nos seus registros da universal prevalência do sacerdócio e do sacrifício. Cada homem reconhece a sua insuficiência de perfeição moral e o homem tem a mesma insuficiência e isto é expresso em algumas frases:
  • Nenhum homem é perfeito
  • Todo homem tem seu lado fraco
  • Cada homem tem seu preço
2. PROVAS DA EXPERIÊNCIA CRISTÃ.
Na proporção do seu progresso espiritual o cristão reconhece uma disposição para o mal em si mesmo, e só pela graça divina pode germinar e produzir as mais variadas formas de evitar a transgressão. Sl 51.5; Ef 2.3. Cada membro da raça humana, sem exceção, possui uma natureza corrompida, que é uma fonte de pecado. Esta natureza é culpável e condenável já que a ira de Deus permanece sobre aqueles que a merecem. Todos homens participam desta natureza e conseqüentemente culpados e condenados.

III. ORIGEM DO PECADO.
As Escrituras se referem a origem do pecado ao ato livre de nossos primeiros pais pelo que eles se afastaram de Deus, corromperam-se a si mesmo e trouxeram sobre si mesmo a penalidade da lei. Gn 3.1-7

1. CONSEQUÊNCIA DA QUEDA.
a) MORTE. Esta morte é vista sobre dois aspectos.
  • MORTE FÍSICA. Ou separação da alma do corpo. A semente da morte naturalmente implantada na constituição do homem começou a se desenvolver em si mesma no momento em que o acesso a arvore da vida foi negado ao homem. Daquele momento em diante o homem era sujeito a morte agora com um sentido punitivo.
  • MORTE ESPIRITUAL. Ou separação da alma de Deus. Nisto podemos incluir a perda do brilho da semelhança moral de Deus no homem. Também a depravação de todos os poderes integrantes da personalidade humana. Em outras palavras, a cegueira do seu intelecto, a corrupção de suas emoções e a escravidão de sua vontade. Procurando ser um deus, o homem se tornou um escravo. Procurando independência, deixou de ser dono de si mesmo. 
b) EXCLUSÃO POSITIVA E FORMAL DA PRESENÇA DE DEUS
Isto significa: O término do relacionamento familiar com Deus e a colocação de barreiras entre o homem e seu criador. O banimento do Jardim do Éden – Onde Deus tinha especialmente manifestado a sua presença.

c) IMPUTAÇÃO DO PECADO DE ADÃO A SUA POSTERIDADE. 
Uma vez que todos os homens são pecadores e que por natureza, todos são depravados, culpados e condenáveis, e que a condenação de nossos primeiros pais, até onde se refere a raça humana era o primeiro pecado, podemos considerar uma conexão entre pecado de Adão e depravação, culpa e condenação da raça humana. Rm 5.16,19. porem nenhum ser humano será condenado somente pelo pecado original, porque a expiação de Cristo cobriu a culpa deste pecado.

IV. LIBERTAÇÃO DO PECADO.

Só através do Senhor Jesus alcançaremos o perdão dos pecados, e teremos uma nova oportunidade de voltar nossa comunhão com Deus. O remédio para o pecado é o que Jesus fez na cruz do Calvário, libertando assim a graça salvadora de Deus. Jo 17.15; 7.37-39
BIBLIOGRAFIA. (não anotada)

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