terça-feira, 5 de junho de 2012

QUANDO O PODER TRAZ A DESGRAÇA


Porém, quando se tornou assim poderoso, Uzias ficou cheio de orgulho, e essa foi a sua desgraça. Ele pecou contra o SENHOR, seu Deus, pois entrou no Templo para queimar incenso no altar do incenso.” (2Cr 26:16)

Introdução: Uzias (Azarias). Javé Ajuda. Nome comum entre os israelitas, dado a 28 personagens bíblicos. O principal foi o décimo rei de Judá, também conhecido como Uzias, que reinou de 781 a 740 aC, filho de Amazias e Jecolias, uma mulher da cidade de Jerusalém.  (2Rs 14.21; 15.1-7). Uzias começou a reinar muito jovem, com apenas 16 anos ele assumiu o reinado depois que seu pai, vítima de uma conspiração foi morto. (2Cr 25.27). O reinado de Uzias se estendeu por longos 52 anos e o segredo do seu sucesso foi seguir o exemplo de seu pai. “Seguindo o exemplo do seu pai, Uzias fez aquilo que agrada a Deus, o SENHOR.” (2Rs 15:3). Durante muito tempo Uzias viveu sob a orientação de um homem de Deus chamado Zacarias que o ensinou a servir e respeitar a Deus o Senhor. “Enquanto Zacarias viveu, Uzias serviu a Deus fielmente, pois Zacarias o ensinou a respeitar o SENHOR. Durante esse tempo Deus o abençoou.” (2Cr 26:5). Uzias conquistou grandes vitórias pelo seu temor a Deus a ponto de se tornar muito famoso e poderoso. “Em Jerusalém os seus engenheiros construíram máquinas de guerra que eram postas nas torres e nas esquinas das muralhas, a fim de atirarem flechas e pedras grandes. A fama de Uzias se espalhou por toda parte. E ele se tornou muito poderoso, pois Deus o ajudava.” (2Cr 26:15). Mais por se tornar famoso e poderoso, Uzias começou a pecar contra Deus e desta forma iniciou uma verdadeira derrocada na vida do rei que estava no caminho certo, mais se deixou conduzir para um final triste e solitário. Tudo isto por causa de uma coisa chamada “poder” que lhe conferia a livre disposição de força ou autoridade, dando-lhe o direito de deliberar, agir e mandar da maneira que quisesse. Poder este que lhe conferia o pleno domínio e a força sobre tudo e sobre todos.
  • Mt 8:9 Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: “Vá lá”, e ele vai. Digo para outro: “Venha cá”, e ele vem. E digo também para o meu empregado: “Faça isto”, e ele faz.
O mesmo poder que fez daquele que começou como um garoto a reinar aprendendo a servir ao Senhor sendo obediente em tudo. Transformou ao longo deste tempo sua vida fazendo dele um homem que sorrateiramente ia se distanciando de seu Deus e conseqüentemente destruindo tudo aquilo que havia construído. “Porém, quando se tornou assim poderoso, Uzias ficou cheio de orgulho, e essa foi a sua desgraça. Ele pecou contra o SENHOR, seu Deus, pois entrou no Templo para queimar incenso no altar do incenso.” (2Cr 26:16). Quais foram os pecados de Uzias?

I. O SEU CORAÇÃO SE EXALTOU (FICOU ORGULHOSO)
Entre as grandes conquistas de Uzias, podemos citar o fortalecimento das muralhas de Jerusalém, a construção de torres de vigia nos campos, os homens que trabalhavam nas suas plantações e um exército pronto para a guerra todos soldados valentes. Uzias armou os seus soldados com escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e flechas, e fundas para atirar pedras.  Em Jerusalém os seus engenheiros construíram máquinas de guerra que eram postas nas torres e nas esquinas das muralhas, a fim de atirarem flechas e pedras grandes. (2Cr 26:9-15). Tudo isto serviu como para engrandecer e fortalecer o seu reino, mais serviu também para fazer com que Uzias começasse a sentir-se “todo-poderoso” e não demorou muito para que ele fosse atingido pelo primeiro mal: O orgulho. Conceito elevado que alguém faz de si próprio.
  • 1Sm 15.23 - O orgulho é pecado como é pecado a idolatria.
  • Pv 21:4 Os maus são dominados pelo orgulho e pela vaidade, e isso é pecado.
Uzias começou a agir como se fosse o rei mais poderoso e mais importante que já existiu em Judá. É exatamente assim que funciona o orgulho. Começamos a fazer um exagerado conceito de nós mesmo acompanhado de sentimentos tais como a:
  • Vaidade: Desejo imoderado de atrair admiração. Queremos e gostamos de sermos admirados pelas pessoas que nos cercam. Gostamos quando nos tornamos o centro das atenções.
  • Jactância: Ostentação (Exibição aparatosa, pompa, luxo). Fazemos toda questão de nos apresentarmos em público, e neste caso, quanto maior for o público para nos aplaudir melhor será. Evitamos “apresentações” em lugares onde não teremos destaque e não teremos os nossos “méritos” reconhecidos. A Sensação de que somos capazes de fazer qualquer coisa melhor que qualquer pessoa. Dn 4.30: “... Com o meu grande poder, eu a construí para ser a capital do meu reino, a fim de mostrar a todos a minha grandeza e a minha glória”.
  • Arrogância: Soberba, insolência (Ofensivamente desrespeitoso em atos e/ou palavras; atrevido, arrogante, grosseiro, malcriado). Tratamos todas as demais pessoas como se fôssemos muito melhores do que elas em tudo. Achamos que não precisamos respeitar a ninguém, mas todas as pessoas nos devem o respeito pelo aquilo que somos ou representamos. Acabamos por nos conduzir a um sentimento de que não precisamos nem mesmo de Deus. Sl 10.4 -... Por causa do seu orgulho ele pensa assim: “Para mim, Deus não tem importância.”
Todos sentimentos reprovados por Deus acompanham este tipo de atitude. Pv 8.13 Eu odeio o orgulho e a falta de modéstia,” Os resultado destes sentimentos não demoram aparecer:
  • Intrigas. Pv 13:10 “O orgulho só traz brigas...”
  • Destruição. Pv 16:18 O orgulho leva a pessoa à destruição”
  • Sl 73.6 -... Usam o orgulho como se fosse um colar e a violência, como uma capa.
Neste estado acabamos por nos tornar pessoas insuportáveis e pouco sociáveis.  As pessoas que no inicio estavam ao nosso lado tendem a ir se afastando em resposta ao tipo comportamento arrogante e recebido de nós. Sl 73:9 - Falam mal de Deus, que está no céu, e com orgulho dão ordens às pessoas aqui na terra.
Como conseqüência deste primeiro mal, o orgulho, veio em seguido o segundo:

II. CORROMPEU-SE
Em decorrência ao orgulho, Uzias não tardou a corromper-se em sua fé. Achando-se mais importante do que era, o rei Uzias quis tomar o lugar do sacerdote e exercer funções que não cabiam a ele. “Porém, quando se tornou assim poderoso, Uzias ficou cheio de orgulho, e essa foi a sua desgraça. Ele pecou contra o SENHOR, seu Deus, pois entrou no Templo para queimar incenso no altar do incenso.” (2Cr 26:16). A corrupção e a indução a realização de atos contrários ao dever ou a ética. Não cabia ao rei em nenhuma hipótese assumir o lugar sacerdotal. Uzias mostrou-se completamente deteriorado em sua fé a ponto de enfrentar o Sacerdote no intento de fazer aquilo que achava, pela sua corrupção, no direito de fazer. “O Grande Sacerdote Azarias e oitenta sacerdotes corajosos entraram atrás do rei e o enfrentaram, dizendo: Ó rei, o senhor não pode queimar incenso ao SENHOR Deus. Só têm esse direito os sacerdotes, os descendentes de Arão, que foram separados para este serviço. Saia deste Lugar Santo, pois o senhor pecou contra Deus, e por isso ele não vai abençoá-lo.” (2Cr 26:17, 18). A perversão e alteração do rei eram claras. Ele não era mais o mesmo. Havia sido atingido pelo mau e suas atitudes correspondiam aquilo no qual ele havia se entregado por completo. Sl 14:3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. Sua infidelidade A Deus era patente naquilo que ele fazia. “Fazendo essas coisas, eles se corromperam e foram infiéis a Deus.” (Sl 106:39)
A corrupção é um mal que atinge a alma humana vai fazendo com que ele, aos poucos vá perdendo todo o seu brilho. Corromper no sentido mais estrito da palavra significa deteriorar, decompor, apodrecer. É exatamente assim que funciona. A alma humana, entregue a Deus tem todo um brilho especial e suas atitudes correspondem exatamente a este brilho. Porém quando se corrompe, ela vai perdendo este brilho, porque ela vai se deteriorando, vai estragando, assim como um alimento que apodrece e não serve mais para alimentar, a alma humana deteriorada perde todo o seu resplendor em Deus e conseqüentemente as suas atitudes começam a sofrer uma mudança sendo pervertida pelo engano. Ef 4:22 “... quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano”,
Quais as situações que podem promover a corrupção?
  1. AÇÃO MALIGNA. “Pois, assim como Eva foi enganada pelas mentiras da cobra, eu tenho medo de que a mente de vocês seja corrompida e vocês abandonem a devoção sincera e pura a Cristo.” (2Co 11:3). Não existe ninguém mais interessado na corrupção da alma humana, do que Satanás. Por isso, ele procura minar de todas as formas a sua mente, enganado e fazendo com que ele vá se esquecendo de Deus. “Fazendo essas coisas, eles se corromperam e foram infiéis a Deus.” (Sl 106:39).
  2. RELAXAMENTO COM AS COISAS DE DEUS. “Os tolos pensam assim: “Para mim, Deus não tem importância.” Todos são corruptos e as coisas que eles fazem são nojentas; não há uma só pessoa que faça o bem.” (Sl 14:1). Quando achamos que somos alto suficientes temos a tendência natural de irmos enfraquecendo na nossa fé. Perdemos aos poucos o nosso contato com Ele, e como conseqüência deixamos que nossa alma seja minada. Uma vez que satanás consiga entrar, ele vai aos poucos nos destruindo, pois é esta sua especialidade.
  3. MÁ INFLUÊNCIA. “Não se enganem: “As más companhias estragam os bons costumes.”” (1Co 15:33). Pessoas boas devem se relacionar com pessoas boas. O relacionamento com pessoas más podem fazer com que suas prioridades sejam confundidas. Influência é a capacidade, ou poder, que uma pessoa ou coisa tem de interferir no comportamento, no desenvolvimento, na vida de outra. Assim, quando nos relacionamos com pessoas cuja tendência já está deteriorada, corremos o risco de sermos influenciado por elas. “Mas esses homens xingam aquilo que não entendem. E as coisas que eles conhecem por instinto, como os animais selvagens, são estas que os destroem.” (Jd 1:10)

III. COMETEU TRANSGRESSÕES CONTRA O SENHOR SEU DEUS
Uzias pecou ao permitir que os altares outrora levantados por reis que antecederam seu reinado, continuassem erguidos e servindo como lugar de adoração a deuses pagãos pelo povo. Por causa desta “permissão”, Uzias foi atingido por uma enfermidade que lhe impediu de continuar exercendo o seu ofício de rei, e foi seu filho Jotão que exerceu por muito tempo esta tarefa. “O SENHOR Deus feriu o rei Uzias, e ele ficou sofrendo de uma terrível doença da pele até o fim da sua vida. Ele morava numa casa separada, e era o seu filho Jotão quem cuidava das coisas do governo e reinava no país.” (2Rs 15:5). Transgredir significa passar além, atravessar. Uzias aprendeu desde muito novo a seguir ao Senhor. Zacarias lhe ensinou as leis de Deus e fez dele um jovem temente e obediente ao Senhor. Porém, na sua vida adulta, por causa das muitas vitórias e sucessos, Uzias foi se permitindo ultrapassar os ensinamentos de Deus, e foi atravessando uma linha invisível delimitadora entre o bem e o mal. Quando o texto diz que Uzias cometeu transgressões, o que na verdade o escritor bíblico está dizendo, é que Uzias começou a desobedecer a Deus, e infringiu e violou as lei do Senhor. Ele foi se esquecendo facilmente dos benefícios recebidos de Deus e se deixou levar por sentimentos ou sensações movidas pelo engano, de que por ele e só por ele, havia chegado até ali. Este foi o seu fim.  “Jamais procurei encobrir as minhas faltas, como fazem algumas pessoas, nem escondi no coração os meus pecados.” (Jó 31:33 NTLH). Deixar-se levar por este sentimento destruidor pode ser, como no caso de Uzias, uma descida implacável. Porém, o reconhecimento deste estado, e o abandono imediato desta situação, pode muito bem corrigir o problema a tempo e com a ajuda de Deus, fazer com que objetivos melhores ainda possam ser alcançados. “Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (Sl 51:3) Uzias escolheu terminar a sua vida assim, morando num casa separada de tudo e de todos.

CONCLUSÃO:
A escolha de Uzias não foi acertada, pois a Bíblia vais nos mostrar que outras pessoas também tiveram a sorte de Uzias, mais foram capazes de mudarem o fim da sua história. Não precisamos nos conformar com este estado final, podemos mudar o fim. O fim quem vai determinar somos nós mesmos. (2Cr 33.10-17)


“Quem tenta esconder os seus pecados não terá sucesso na vida, mas Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona.” (Pv 28:13)


terça-feira, 1 de maio de 2012

ATITUDES CORRETAS NO CULTO A DEUS


"Ao verem o fogo descer e a glória do SENHOR encher o Templo, todos os israelitas que estavam ali no pátio se ajoelharam e encostaram o rosto no chão. Eles adoraram a Deus e o louvaram, dizendo: "Louvem a Deus, o SENHOR, porque ele é bom, e porque o seu amor dura para sempre." (2 Cr 7:3)

Introdução: Qual o melhor ambiente para que possamos ver, literalmente, a Glória de Deus? A resposta e esta pergunta, talvez seja: No "culto a Deus". O problema é que estamos vivendo um tempo em que estão sendo apresentadas muitas "formas" de cultos como sendo a Deus, mais ao que parece, nos esquecemos, com o passar do tempo, de como é, ou pelo menos, o que é,  cultuar na realidade a Deus. O próprio Senhor Jesus afirmou em Mt 15:8, Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Temos insistido em "ver" a Glória de Deus em atuações religiosas nas quais Deus não tem sido reverenciado e nem cultuado. Algumas vezes não percebemos uma distinção do que é verdadeiramente a "Glória de Deus" daquilo que achamos que possa ser a Sua glória. Insistimos em algumas supostas manifestações espirituais que definitivamente nada tem a ver com a Glória de Deus e nos contentamos com elas. De forma simples e bem objetiva  a Bíblia define "Glória de Deus", como sendo a Qualidade essencial de Seu caráter Sl 63.2 "Para ver a tua força e a tua glória, como te vi no santuário".  A Glória de Deus, biblicamente falando, é o seu valor, a sua dignidade. Tudo o que há em Deus, comprova ser Ele digno de receber louvor, honra e respeito. No NT, o Senhor  Jesus é revelado como o Senhor da glória. 1Co 2.8 "A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória". Na Bíblia, glória está muitas vezes associada a brilho ou esplendor. Lc 2.9 "E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor". A Glória de Deus traz ao coração do homem temor e respeito, assim sendo a única maneira ou possibilidade de "vermos" a Glória de Deus, será prestando a Ele um culto real, verdadeiro e respeitoso. Só conseguiremos atingir este "culto verdadeiro", observando, algumas atitudes que o culto de adoração requer do adorador. Podemos chamar de "Atitudes corretas no culto a Deus".

I. PROSTRARAM COM ROSTO EM TERRA...
Ap 5:14. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.
Como primeira atitude na prestação do culto a Deus, vem a "REVERÊNCIA". Cultuar a Deus requer do adorador, atitude de profundo respeito, honra e deferência. A reverência é sempre o modo digno do adorador corresponder à majestade e à santidade de DEUS. Diante de uma atitude de reverência, por parte do adorador, fluirá com naturalidade os seus atos de obediência. 2Co 7.1 "ORA, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus".  Prostrar-se, como verbo transitivo direto, tem pelo menos três significados
·   Lançar-se  por terra. É a atitude do reconhecimento de nossa fragilidade diante daquele que tem todo poder e é digno da mais alta adoração. 2Cr 20:18. Então Jeosafá se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o SENHOR, adorando-o.
·   Abater-se. É a atitude de humilhação em reconhecimento ao senhorio do Senhor e de nossa condição de servo. Is 2:17. E a arrogância do homem será humilhada, e a sua altivez se abaterá, e só o SENHOR será exaltado naquele dia.
·   Prosternar. (curvar-se ao chão com respeito). É a atitude de reverência diante daquele que tem em si mesmo todos os predicados que lhe fazem Rei e Senhor. Sl 119:15. Meditarei nos teus preceitos, e terei respeito aos teus caminhos.
Quando, como adoradores fazemos do nosso culto um ambiente de adoração, conseguimos preencher este ambiente com atitudes que coadunam com tudo aquilo que esperamos em relação a Deus como senhor e ao homem como servo dependente de Deus. 2Cr 7:14. E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.  Aprendemos desta forma que:

"O CULTO É UM AMBIENTE ONDE SE DEVE REVERENCIAR AO SENHOR"
Hb 12:28. Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade;
Sl 89:7. Deus é muito formidável na assembléia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam.
Não acontecerá um culto verdadeiro se na nossa "forma" de adoração faltarem as atitudes que denotem total respeito a pessoa a ser cultuada. Deus é a figura central da nossa adoração, assim, tudo o que fizermos durante o culto, fará parte do nosso culto, por isso, toda atitude contrária ao culto deve ser desprezada. O culto a Deus precisa ser em sua essência um ambiente onde as possamos nos reunir para oferecermos a Deus o melhor que pudermos em matéria de adoração. No nosso culto a Deus cantaremos músicas de louvor, leremos e falaremos a Palavra, faremos oração, e testemunharemos. Tudo isto faremos como parte do nosso culto. Porém tudo isto faremos com atitude de adoração e respeito. Cl 3:16. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração. O local do culto, desta forma, deverá estar em sua plenitude exalando adoração a Deus em virtude daqueles que ali se reúnem e em virtude daquilo que ali acontece. Atitudes que contrariem este ambiente devem ser evitadas, pois reverenciar significa em todos os sentidos respeito e consideração. Ef 5:19. Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;
·   1Sm 24:8 -  ... Inclinou-se Davi e fez-lhe reverência, com o rosto em terra.
·   Tt 2:7 - Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência,
·   Sl 22:23 - vós que temeis o SENHOR, louvai-o; glorificai-o, vós todos, descendência de Jacó; reverenciai-o, vós todos, posteridade de Israel.


II. ...ADORARAM AO SENHOR...
A segunda atitude e não menos importante como elemento fundamental de nosso culto a Deus é a adoração. Na verdade não existe culto sem adoração. Adoração é na sua própria essência o culto e o culto é a adoração. Não existe culto sem adoração e toda adoração sempre culminará em um culto a Deus, Jr 7:2. Põe-te à porta da casa do SENHOR, e proclama ali esta palavra, e dize: Ouvi a palavra do SENHOR, todos de Judá, os que entrais por estas portas, para adorardes ao SENHOR.  Assim podemos afirmar que:

"O CULTO É UM AMBIENTE ONDE SE DEVE ADORAR AO SENHOR"
Adorar a Deus, significa cultuar a Ele em atitude de amor extremoso. É inviável ao adorador sequer pensar na possibilidade de que possa render qualquer forma de culto a Deus se durante este culto não expressar um sentimento de extremo amor por Deus. Absolutamente, é de fato, impossível adorar sem entrega total e irrestrita. A entrega é a expressão maior de um amor extremoso. Esta entrega se expressa em se permitir ser conduzido por Deus a extremos que somente nele somos capazes de chegar. É aquele tipo de amor capaz de nos fazer confiar em Deus a tal ponto que qualquer expressão na adoração, será apenas o reflexo daquilo que sentimos ao nos aproximar de Deus e de Sua Santidade. É a capacidade  de entregar-se a Deus de tal modo, que nada que seja indiferente a este culto será grande o suficiente para nos fazer parar a adoração.  Hb 12:28. Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade.  O ambiente do culto se transforma num local agradável de se estar, e a atitude reverente do adorador é também capaz de "agradar" a Deus em toda a Sua Plenitude. Não há neste ambiente qualquer intenção de agradar a homens, porém qualquer pessoas que participe de forma ativa neste ambiente adorador, se envolverá de tal forma que por voluntariedade, não vai desejar deixar este ambiente saudável da adoração a Deus. Quando adoramos a Deus, mais do que qualquer outra coisa, precisamos sentir contentamento nisto, e este contentamento fluirá sempre de um coração contrito e verdadeiro.
·   Sl 66:4. Todos os moradores da terra te adorarão e te cantarão; cantarão o teu nome.


III. ...DERAM-LHE GRAÇAS.
Jn 2:9. Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do SENHOR vem a salvação.
A terceira atitude que deve ter o adorador no culto a Deus é a gratidão. O adorador é alguém que reconhece os benefícios feitos pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário, benefícios pelo qual ele não tem nenhum merecimento, assim, encontra motivos de sobra para agradecer a Deus em um culto racional com verdadeiras atitudes de adoração. 1Cr 29:13. Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. A maneira como deve ser a expressão da gratidão diante de Deus, talvez não importe muito. Ela vai diferir de adorador para adorador. Alguns cantam, outros choram, outros ainda ficam simplesmente olhando par o alto, mais tudo isto fluindo de um coração contrito e agradecido. Ed 3:11. E cantavam juntos por grupo, louvando e rendendo graças ao SENHOR, dizendo: porque é bom; porque a sua benignidade dura para sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com altas vozes, quando louvaram ao SENHOR, pela fundação da casa do SENHOR.  Sl 69:30. Louvarei o nome de Deus com um cântico, e engrandecê-lo-ei com ação de graças. Dessa forma afirmamos que:

"O CULTO DEVE SER UM AMBIENTE ONDE DEVEMOS EXPRESSAR GRATIDÃO AO SENHOR"
O adorador já chega no culto com razões diversas para agradecer a Deus, ele consegue expressar esta sua gratidão as vezes em palavras sussurradas, outras vezes cantadas, mais seu ritmo é sempre uma adoração ao Senhor. Sua oração no culto se direciona no sentido de dizer a Deus o quanto ele está grato a Ele por tudo o que Ele tem feito. Ef 5:20. Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; No culto, o adorador está consciente de sua posição: Ele é alguém dependente por completo do seu Senhor, estando está intimamente ligado a Ele por intermédio da sua fé. Cl 2:7. Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.  Sua vontade, como adorador, é que este ambiente se estenda por tanto tempo quanto for possível, que nunca se acabe, por isso, ele adora não só pensando em si, mais consegue lembrar em sua oração das pessoa que lhe são queridas, conseguindo agradecer a Deus pela vida de cada uma dessas pessoas. Ef 1:16. Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações. Em fim, Ele conhece a vontade de seu Deus, ele sabe que no culto ele tem a oportunidade de dizer ao Senhor da sua gratidão e do quanto está feliz em ser um adorador.  1Ts 5:18. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.



quinta-feira, 26 de abril de 2012

POSSUINDO A NATUREZA DE DEUS


Sim, embora seja impossível conhecê-lo perfeitamente, peço que vocês venham a conhecê-lo, para que assim Deus encha completamente o ser de vocês com a sua natureza. (Ef 3:19)

Introdução: Natureza é o mesmo que temperamento, é o caráter íntimo de uma pessoa ou coisa. Falar da natureza humana é na verdade falar das qualidades, propriedades, atributos ou condições que distingue as pessoas umas das outras determinando-lhes a natureza. Para uma melhor compreensão do que estamos dizendo podemos observar o texto bíblico de Colosensses 3.10 Essa natureza é a nova pessoa que Deus, o seu criador, está sempre renovando para que VOCÊ se torne parecido com ELE...” Assim, podemos afirmar que a natureza da pessoa são as qualidades que as tornam diferentes umas das outras. Quando dizemos que alguém tem a natureza idêntica a de outra pessoa, é porque por alguma razão, identificamos algumas características semelhantes em ambas. Isto é muito fácil de acontecer. Possuir a natureza de Deus é ter as qualidades que são próprias do Ser Deus. É ser “parecido” com Ele. Isto não parece ser uma coisa fácil de fazer. Não estamos falando de forma física, mais nas qualidades essências do ser. Assim, se Deus é amor, quando demonstramos amor, estamos demonstrando uma qualidade que mesmo sendo essencialmente divina, pode muito bem ser vista no ser humano. Vistam-se com a nova natureza, criada por Deus, que é parecida com a sua própria natureza e que se mostra na vida verdadeira, a qual é correta e dedicada a ele. (Ef 4:24). Desta forma seremos capazes de distinguir o tipo de pessoa que somos pela observação da natureza que possuímos. Pessoas boas, evidentemente, são aquelas pessoas portadoras de natureza boa, suas características são por excelência as da pratica das coisas boas. Pessoas más, por outro lado, são portadoras de natureza má. Sempre estão em busca de praticar maldades. Pessoas más, podem se tornar pessoas boas e pessoas boas podem melhorar ainda mais a sua natureza humana, ou até mesmo se deteriorar tornando-se por alguma razão em pessoas malvadas. Vai fazer enorme diferença em nossa natureza se ela foi moldada em Deus ou simplesmente aprendida com o mundo. Somente entenderemos estas diferenças se conseguirmos entender o processo de Deus na salvação do homem e conseqüentemente a mudança interior que é fruto de uma operação sobrenatural do Espírito Santo em nossa natureza humana e pecaminosa.

              I.        POSSUIR  A NATUREZA DE DEUS É RECEBER OS MÉRITOS DE UMA MORTE FISICA DIVINA PARA VIVER UMA MORTE ESPIRITUAL HUMANA.
Pois sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado.(Rm 6:6 )
Para que a nossa velha natureza humana se tornasse uma com Deus, foi primeiro necessário que o Filho de Deus entregasse a Sua vida em favor da humanidade. O pecado original manchou a natureza humana, e o homem se tornou em essência, pecador. “O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Como resultado, a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram.” (Rm 5:12). Como poderemos entender isto? Paulo esclarece em Filipenses 2.5-9, que Jesus, que é Deus, e que possui natureza divina, abriu mão de tudo que era seu e assumiu uma natureza humana de servo ficando parecido com nós os seres humanos e vivendo uma vida comum e humilde. Nessa condição de servo Jesus entregou a Sua vida na cruz a fim de que nós, os seres humanos, pudéssemos adquirir através dele, uma natureza parecida com a dele “É verdade que, por causa de um só homem e por meio do seu pecado, a morte começou a dominar a raça humana. Mas o resultado do que foi feito por um só homem, Jesus Cristo, é muito maior! E todos aqueles que Deus aceita e que recebem como presente a sua imensa graça reinarão na nova vida, por meio de Cristo.” (Rm 5:17). Em suma, somos o resultado da  morte de um justo que sem merecimento algum, entregou a sua vida para que nós os seres humanos injustos, também sem termos feito absolutamente nada por merecer, pudéssemos, pelo mérito de Sua morte, viver uma novidade de vida. “Pois em Cristo, como ser humano, está presente toda a natureza de Deus,  e, por estarem unidos com Cristo, vocês também têm essa natureza. Ele domina todos os poderes e autoridades espirituais.” (Cl 2:9-10). Por causa disso, as qualidades da natureza divina de Cristo, e os méritos de sua morte na cruz fazem com que nós, mesmo carnais, sejamos transformados uma vez que por decisão própria, recebemos o Senhor Jesus como Salvador pessoal. “Desse modo ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina.” (2Pe 1:4). Pertencer a Cristo é o fato determinante para esta mudança de natureza. Nada acontecerá se não houver por parte do ser humano, uma decisão em permitir que Cristo torne-se o Senhor da sua vida. “Pois, pela morte de Cristo na cruz, nós somos libertados, isto é, os nossos pecados são perdoados. Como é maravilhosa a graça de Deus,” (Ef 1:7).

              II.        POSSUIR A NATUREZA DE DEUS É VIVER DE MANEIRA TAL A NÃO PERMITIR UMA INVASÃO DA ANTIGA NATUREZA HUMANA.
“As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza.” (Gl 5:24)
Antes de recebermos a Cristo, tínhamos uma vida completamente indiferente para com as coisas de Deus. Vivíamos de acordo com a nossa própria vontade e não tínhamos nenhuma inclinação para as coisas espirituais. É no momento em que recebemos os méritos do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário que passamos a experimentar uma mudança radical em nossa natureza humana e pecaminosa. De fato, todos nós éramos como eles e vivíamos de acordo com a nossa natureza humana, fazendo o que o nosso corpo e a nossa mente queriam. Assim, porque somos seres humanos como os outros...” (Ef 2:3). Estávamos destinados a sofrer o castigo de Deus por conta do salário pelo pecado que sempre será a morte (Rm 6.23). Uma vez que nosso estado era de pecado, logicamente, não havia esperança alguma para nós. “Porque, se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente.” (Rm 8:13). No entanto, tendo recebido Jesus como Senhor e Salvador pessoal, tudo muda, agora já não existe condenação alguma sobre nossas vidas (Rm 8.1), todo o preço e toda a paga pelos nossos pecados foram acertados de fato na cruz por Cristo. “Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque eram não-judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou todos os nossos pecados  e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz.” (Cl 2:13-14). Não é exatamente por algo que nós fizemos, mais é por aquilo que cristo fez por nós na cruz, e uma vez que agora somo salvos por Ele, temos que andar em novidade de vida. Andar unidos ao Senhor, ser como Ele é, ter a sua natureza. “Portanto, já que vocês aceitaram Cristo Jesus como Senhor, vivam unidos com ele.” (Cl 2:6). Permitir uma completa mudança de mente e de coração e ser transformados por Deus, é a parte que nos cabe como filhos. Deus o nosso Pai, fez tudo o que era preciso para que a nossa salvação estivesse garantida, agora a nossa parte neste trato é o de procurar viver o melhor de Deus, procurando sempre agradá-lo com nossas ações e atitudes. “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Rm 12:2). A nossa velha natureza, foi morta e sepultada em Cristo, na cruz do Calvário. Somos novas criaturas e temos o dever de não permitir que a velha natureza se reflita novamente sobre nós. “Portanto, meus irmãos, nós temos uma obrigação, que é a de não vivermos de acordo com a nossa natureza humana.” (Rm 8:12). Como bem disse Paulo em 2 Corítios 5.17, as coisas velhas, isto é, tudo aquilo que fazia parte de nossa antiga natureza pecaminosa, se passaram, agora, chegou o novo!

                                      III.        POSSUIR A NATUREZA DE DEUS SIGNIFICA SER UM COM ELE.
A natureza divina que tu me deste eu reparti com eles a fim de que possam ser um, assim como tu e eu somos um.
(Jo 17:22)
Novas atitudes, novos comportamentos e novo modo de ser, são algumas das características que uma vez moldadas em Cristo, farão enorme diferença para com o mundo. Ser discípulo de Cristo, é aprender com Ele. Possuir a natureza de Cristo, é viver como Ele. “E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos.” (Jo 15:8). Isto quer dizer que ao recebermos as virtudes da natureza de Cristo, recebemos dele “Qualidades”. Estas qualidades de Cristo em nós, sempre moldarão a nossa vida para o melhor. “Mas tenham as qualidades que o Senhor Jesus Cristo tem e não procurem satisfazer os maus desejos da natureza humana de vocês.” (Rm 13:14). O diferencial na vida daquele recebe Jesus como Senhor, são exatamente estas qualidades. Manter estas qualidades é a tarefa que nos cabe como crentes. Algumas práticas precisam ser abandonadas e nem sempre é fácil abandoná-las. Parecer com Cristo exige mudanças e esforços principalmente em relação a comportamentos. Práticas sexuais que são contrárias a moral, impurezas. (Aquilo que, misturado a uma substância, a polui ou adultera), ações contrárias a decência, são apenas alguns exemplos de práticas que o salvo deve abandonar por amor ao Senhor. “As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes,” (Gl 5:19). Abandonar a velha natureza, está será a máxima que de forma alguma e em momento algum pode ou deve ser negligenciada pelo salvo. O salvo deve ser sempre alguém que entendeu o seu chamado e que aprendeu que viver em novidade de vida é tudo o que ele precisa para ser parecido com o Mestre. “Portanto, abandonem a velha natureza de vocês, que fazia com que vocês vivessem uma vida de pecados e que estava sendo destruída pelos seus desejos enganosos.” (Ef 4:22). Quanto mais conhecemos o Senhor Jesus, mais desejamos nos tornar parecidos com Ele. Quanto mais nos parecermos com o Senhor Jesus mais a nossa velha natureza vai sendo sacrificada e morta. “Não mintam uns para os outros, pois vocês já deixaram de lado a natureza velha com os seus costumes  e se vestiram com uma nova natureza. Essa natureza é a nova pessoa que Deus, o seu criador, está sempre renovando para que ela se torne parecida com ele, a fim de fazer com que vocês o conheçam completamente.” (Cl 3:9-10)

CONCLUSÃO:
Como receber a natureza de Deus? Recebendo os méritos da morte de Cristo na cruz, nossa natureza humana é sacrificada juntamente com Ele, passamos a viver uma nova natureza em Deus. Vivendo neste mundo de maneira a não permitir que nossa velha natureza humana pecaminosa assuma novamente as o controle de nosso atos, e conseqüentemente deixemos de viver em novidade de vida ao lado de nosso Senhor Jesus Cristo. Possuir a natureza de Deus significa acima de qualquer coisa, realmente ser um com Ele, de forma tal a que todos os nossos atos e todas as nossas atitudes sejam moldadas na vida dele, e que como o Apostolo Paulo, possamos dizer: Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim. (Gl 2:20)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

QUANDO ESTOU PRONTO A ME ENCONTRAR COM A MORTE?


Texto: Por esse tempo, o rei Ezequias ficou doente e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e disse: O SENHOR Deus diz assim: Ponha as suas coisas em ordem porque você não vai sarar. Apronte-se para morrer.  (Is 38:1 NTLH)

Introdução: Não gostamos de falar de morte. É o tipo de assunto que na maioria das vezes achamos melhor evitá-lo, pois quando falamos de morte é muito provável que tenhamos algumas lembranças dolorosas pelo fato de que possivelmente já perdemos algum ente querido levado pela mesma. No entanto, a Bíblia em muitas ocasiões se refere a morte física, nem sempre pelo termo “morte” mais em algumas vezes os escritores usaram alguns termos um pouco mais poético para descrever esta separação física e dolorosa, talvez até mesmo com intuito de amenizar a dor causada pelo impacto da notícia.

  • ·         Dormir com seus pais – Dt 31.16
  • ·         Descansar com seus pais – 1Rs 11.21
  • ·         Fugir como a sombra – Jó 14.2
  • ·         Voltar ao pó – Sl 104.19
  • ·         Desfazer-se a nossa casa terrestre – 2Co 5.1
  • ·         Deixar o meu tabernáculo – 2Pe 1.14
A verdade é que a Bíblia declara que não temos como fugir da morte, todos nós teremos que nos deparar com ela um dia. “Quem pode continuar vivo e nunca morrer? Quem pode escapar da sepultura?” (Sl 89:48).Não existe a menor possibilidade de fugir da morte, ela vem para toda e qualquer pessoa. “Todo mundo vê que até os sábios morrem, e morrem também os tolos e os ignorantes. E todos deixam as suas riquezas para os outros.” (Salmos 49:10). Jó, de forma muito poética declara que a nossa vida é passageira, ele nos compara a flor que de forma natural, nasce e logo desaparece.“O ser humano é como a flor que se abre e logo murcha; como uma sombra ele passa e desaparece.” (Jó 14:2). Assim, enquanto existir vida, também existirá a morte, pois uma é consequência da outra.  Como diz o ditado, “Só morre quem está vivo”: “assim, enquanto o céu existir, todos vamos morrer. Vamos dormir o sono da morte, para nunca mais levantar.” (Jó 14:12). As causas que implicam em morte acontecem em grande escala e por muitas causas circunstanciais, a cada dia somos expostos a estas causas e por isso mesmo estamos sempre correndo o risco de, vivendo em mundo mau, sermos atingidos por sua maldade e consequentemente termos as nossa vida ceifada. “Estive cercado de perigos de morte, e ondas da destruição rolaram sobre mim.  A morte me amarrou com as suas cordas, e a sepultura armou a sua armadilha para me pegar.” (2Sm 22:5-6). Dentre as muitas causas que tem levado muitos a perderem a sua vida podemos citar, pela Bíblia:

  • ·         Enfermidades. “A morte pode vir de repente, no meio da noite. A pessoa tem um ataque e morre...” (Jó 34:20)
  • ·         Violência. “Não se pode confiar no que eles dizem, pois só pensam em destruir. A sua conversa é uma bajulação macia, mas está cheia de engano e morte.” (Sl 5:9)
  • ·         Perigos. “Estive cercado de perigos de morte, e ondas de destruição rolaram sobre mim.” (Salmos 18:4)
  • ·         Alimentos deteriorados. “ficaram com enjôo diante da comida e chegaram bem perto da morte.” (Sl 107:18)
  • ·         Envolvimentos perigosos. “As palavras dos bons fazem bem a muita gente, mas a falta de juízo leva à morte.” (Pv 10:21)
  • ·         Escolhas erradas. “Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte.” (Pv 14:12 ); “Quem se afasta do bom senso está caminhando para a morte.” (Pv 21:16)
  • ·         Envolvimentos em discussões e brigas. “As pessoas revoltadas estão sempre criando problemas; por isso a morte virá para elas como um mensageiro cruel.” (Pv 17:11)
Isto apenas para citar algumas. A nossa alma está redimida, e consequentemente estamos salvos da condenação eterna, mais o nosso corpo ainda não foi redimido e por isto estamos sujeitos a adoecer e a morrer como qualquer outra pessoa, temos um corpo ainda corruptível, isto um corpo que se corrompe e morre. Todo este argumento pode nos levar a ter a mesma indagação do salmista: “Ó SENHOR Deus, quanto tempo ainda vou viver? Mostra-me como é passageira a minha vida. Quando é que vou morrer?” (Sl 39:4). Não sabemos exatamente como dar resposta para esta pergunta, mais se não tenho resposta, para a morte, preciso ao menos ter resposta para a vida e para a indagação do poeta eclesiástico: “ De fato, como é que podemos saber o que é melhor para nós nesta vida de ilusões, vida que passa como uma sombra? Como podemos saber o que vai acontecer na terra depois da nossa morte?” (Ec 6:12). Talvez possa parecer muito difícil para nós conjecturar sobre a morte, mais encontramos resposta para a vida na oração angustiada do rei Ezequias, que após receber sua sentença de morte da boca do profeta Isaias, vira o seu rosto para a parede, e dentro de seu quarto, a sós com o Seu Deus, abre o seu coração e diz: “Ó SENHOR, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente.” (Is 38:3)

I. EU ESTOU PRONTO PARA ME ENCONTRAR COM A  MORTE QUANDO TIVER PLENA CONVICÇÃO DE QUE EM MINHA VIDA EU SERVI AO MEU SENHOR COM FIDELIDADE.
“Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor.” (Rm 12:11)
Servir significa viver ou trabalhar como servo. O servo é aquela pessoa que não tem a livre disposição de sua personalidade ou bens. Ser servo é ser serviçal, e o mesmo que ser escravo. “Vivam como pessoas livres. Não usem a liberdade para encobrir o mal, mas vivam como escravos de Deus.” (1 Pedro 2:16 NTLH). Temos que viver nossa vida entregando a Deus o melhor dela, isto é nossa vontade e nossos bens. É o entendimento de que nada do que temos ou somos é exatamente nosso. Somos apenas “mordomos” ou administradores de Deus, e todas as nossas posses vem de Deus. A nossa casa, o nosso carro, o nosso emprego, o nosso talento, tudo vem de Deus. Assim, se tudo o que tenho vem de Deus, logicamente a minha vida também flui Dele, é Ele o doador da vida e consequentemente eu devo viver na minha vida a vida de Deus. Se tenho esta convicção, logo tenho também a convicção de que a minha vida deve ser uma vida de trabalho em agradecimento por tudo aquilo que sem merecer de Deus eu tenho recebido. Mesmo sendo escravos, não somos tratados como escravos, mais com entendimento de que no reino de Deus, é Ele que é o Soberano Senhor, e nós somos seus súditos sempre prontos a servi-lo com fidelidade. O nosso serviço será um serviço:

  • ·         Com disposição e sem interesse: “Mas, se vocês não querem ser servos do SENHOR, decidam hoje a quem vão servir. Resolvam se vão servir os deuses que os seus antepassados adoravam na terra da Mesopotâmia ou os deuses dos amorreus, na terra de quem vocês estão morando agora. Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o SENHOR.” (Js 24:15)
  • ·     Com liberdade: “Porém agora estamos livres da lei porque já morremos para aquilo que nos mantinha prisioneiros. Por isso somos livres para servir a Deus não da maneira antiga, obedecendo à lei escrita, mas da maneira nova, obedecendo ao Espírito de Deus.” (Rm 7:6 )
  • ·         Com dedicação: “Eu recomendo a vocês a nossa irmã Febe, que é diaconisa da igreja de Cencréia.  Recebam essa irmã em nome do Senhor, como deve fazer o povo de Deus. Dêem a ela toda a ajuda que precisar, pois ela tem ajudado muita gente e a mim também.” (Rm 16:1-2)
O Apóstolo Paulo cita no final de sua epístola aos Romanos alguns servos que demonstraram por seu serviço extrema dedicação e fidelidade a Deus:

  • ·         Febe: hb. Puro, brilhante. Assim tem que ser o nosso serviço a Deus, um serviço isento de intenções escusas mais que possa transparecer e refletir em sua essência a Glória do Senhor “Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (1Co 10:31
  • ·       Áquila e Priscila: hb. Águia Velha. No serviço a Deus precisamos voar cada vez mais alto. Tal como uma águia, precisamos alcançar o topo, e o topo será sempre o resultado de nossa fidelidade a Deus. Enquanto dispostos e fiéis, não mediremos esforços no trabalho a Deus. “Por meio de Cristo, Deus me deu a honra de ser apóstolo no serviço de Cristo para levar pessoas de todas as nações a crerem em Cristo e a serem obedientes a ele.” (Rm 1:5)
  • ·      Epenêto: hb. Digno de Louvor. É o entendimento de que nada do que fizermos, por melhor que fizermos, deverá se converter em louvor a nós mesmos. Somo serviçais e o nosso trabalho deverá sempre reverter toda glória ao Senhor. “Ao Rei eterno, imortal e invisível, o único Deus a ele sejam dadas a honra e a glória, para todo o sempre! Amém!” (1Tm 1:17)
  • ·    Andrônico: hb. Conquistador de homens. O fiel busca cada vez mais tornar o reino de Deus conhecido ao maior número de pessoas possível. Ele é um verdadeiro conquistador de súditos para o reino. Ele não possui nenhum interesse em conquistar glórias para si mesmo. “Pois é meu dever pregar a todos, tanto aos civilizados como aos não-civilizados, tanto aos instruídos como aos sem instrução.” (Rm 1:14)
  • ·         Urbano: hb. Polido. O servo fiel será alguém que procura de muitas maneiras apresentar o Reino de Deus da maneira mais simples e educada, ele não pensa em “convencer” ninguém com suas palavras, pelo contrário, ele conta com a ajuda do Espírito santo e desta forma busca um conhecimento básico a respeito da salvação e das doutrinas fundamentais da fé cristã. Sendo atencioso e cortês transmite a seus ouvintes com confiança a Palavra de Deus, não perdendo tempo com coisas sem importância e que nada acrescentam. “Diga a essa gente que deixe de lado as lendas e as longas listas de nomes de antepassados, pois essas coisas só produzem discussões. Elas não têm nada a ver com o plano de Deus, que é conhecido somente por meio da fé.” (1Tm 1:4)
O resultado deste entendimento pode ser visto claramente nas palavras de Paulo, que em respeito a “fidelidade” trata-a não como um opção, mais como uma exigência fundamental ao servo do Senhor “Vocês nos devem tratar como servidores de Cristo, que foram encarregados de administrar a realização dos planos secretos de Deus.  O que se exige de quem tem essa responsabilidade é que seja fiel ao seu Senhor.” (1Co 4:1-2)

II. ESTAREI PRONTO A ME ENCONTRAR COM A MORTE QUANDO TIVER PLENA CONVICÇÃO DE QUE EM MINHA VIDA TENHO FEITO A VONTADE DE DEUS COM TODO O MEU CORAÇÃO.
“Eu sirvo a Deus com todo o meu coração, anunciando a boa notícia a respeito do seu Filho; Deus é testemunha de que digo a verdade. Ele sabe que eu sempre lembro de vocês” (Rm 1:9)

A nossa vida não tem nenhum valor se não servirmos aos desígnios de Deus. “Eu tenho prazer em fazer a tua vontade, ó meu Deus! Guardo a tua lei no meu coração.”” (Sl 40:8).Toda a nossa vontade precisa ser colocada a disposição de Deus. O coração, que é a sede de nosso sentimento moral deve ser local de habitação de Cristo, de onde toda a nossa vontade passe pelo crivo daquele que é o doador de todo bem e toda bondade. A nossa consciência estando aberta para Cristo somos capazes compreender a sua vontade e consequentemente fazer da vontade do Senhor Jesus a nossa vontade.“Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Rm 12:2). Fazer a vontade de Deus implica em fazer aquilo que agrada a Ele. Não se trata de uma troca, mais o fato é que quando fazemos de coração a vontade de Deus, Ele se torna favorável e garantia de resposta a cada uma de nossa oração. “Recebemos dele tudo o que pedimos porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que agrada a ele.” (1Jo 3:22). Fazer a vontade de Deus, é uma entrega, é abrir mão do que eu quero ou  gosto para permitir que Deus escolha por mim. É ter o coração contrito, quebrantado. É uma oferta onde o coração é o objeto deste sacrifício e onde Deus se encarrega de curar todas as possíveis deformações deste coração que por muito tempo esteve a mercê de um mundo mal e entregue a vontade do diabo. “Naquele tempo vocês seguiam o mau caminho deste mundo e faziam a vontade daquele que governa os poderes espirituais do espaço, o espírito que agora controla os que desobedecem a Deus.  De fato, todos nós éramos como eles e vivíamos de acordo com a nossa natureza humana, fazendo o que o nosso corpo e a nossa mente queriam. Assim, porque somos seres humanos como os outros, nós também estávamos destinados a sofrer o castigo de Deus.  Mas a misericórdia de Deus é muito grande, e o seu amor por nós é tanto,  que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo. Pela graça de Deus vocês são salvos.  Por estarmos unidos com Cristo Jesus, Deus nos ressuscitou com ele para reinarmos com ele no mundo celestial.” (Ef 2:2-6). Deus na sua vontade trata de todas as nossas feridas para que possa viver a Sua vontade. “Ele cura os que têm o coração partido e trata dos seus ferimentos.” (Sl 147:3). Uma vez curados por Deus passamos a viver no desejo de fazer constantemente a sua vontade.
·         Tu és o meu Deus; ensina-me a fazer a tua vontade. Que o teu Espírito seja bom para mim e me guie por um caminho seguro! Sl 143:10
·         A minha comida disse Jesus, é fazer a vontade daquele que me enviou e terminar o trabalho que ele me deu para fazer. Jo 4:34


III. ESTAREI PRONTO A ME ENCONTRAR COM A MORTE QUANDO TIVER PLENA CONVICÇÃO DE QUE FIZ DA  MINHA VIDA UMA ALTAR DE LOUVOR E AGRADECIMENTO AO MEU DEUS.
“A vida inteira eu louvarei o meu Deus, cantarei louvores a ele enquanto eu viver.” (Sl 146:2)

Enquanto não fizer de minha vida um canal de adoração ao Senhor, não estarei pronto para partir desta vida. Na eternidade eu serei a extensão do que tenho sido aqui na terra. Se posso passar a minha vida inteira o adorando não vejo nada melhor do que fazer exatamente isto. O problema é que já perdi bastante tempo fazendo outras coisas que de nenhuma forma se traduz em adoração ao Senhor e como não tenho certeza de quanto tempo ainda me resta, preciso fazer deste meu tempo um tempo de exaltação ao meu Senhor. Daqui pra frente a minha disposição terá a de ser um adorador em tempo integral. “Por isso, não ficarei calado, mas cantarei louvores a ti. Ó SENHOR, tu és o meu Deus; eu te darei graças para sempre.” (Sl 30:12). A vida inteira, é o que me resta e eu preciso aproveitar cada segundo desta vida. Eu sempre darei graças a Deus, o SENHOR; o seu louvor estará nos meus lábios o dia inteiro.” (Sl 34:1)

CONCLUSÃO: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece.” (Tg 4:14). Podemos até não termos muita certeza sobre o que faremos amanhã mais podemos fazer do nosso hoje o prenuncio de um amanhã vitorioso, e mesmo que tenhamos que enfrentar a morte, enfrentaremos sem medo pois na nossa vida aprendemos a servir aquele que é Senhor tanto da vida como da morte. Ó SENHOR Deus, eu te louvarei com todo o coração e contarei todas as coisas maravilhosas que tens feito.  Por causa de ti eu me alegrarei e ficarei feliz. Cantarei louvores a ti, ó Deus Altíssimo.” (Sl 9:1-2)

   UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE INCLUSIVA Texto: Atos dos Apóstolos 8 .26-29   26 - E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo:...