segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Estudo Bíblico - Homilética

HOMILÉTICA A ARTE NA PREPARAÇÃO DOS SERMÕES

INTRODUÇÃO: a palavra "homilética" deriva-se do grego "homilétike" que significa "o ensino em tom familiar". No grego clássico "homilos" significa "multidão, assembléias do povo". Da mesma origem aparece o verbo "homileo" que quer dizer "conversar". Este foi usado nas reuniões cristãs primitivas para indicar os discursos familiares feito por seus dirigentes. De "homíleo" adaptou-se o termo "homilia". Hoje entendemos por "HOMILÉTICA" A arte na preparação dos sermões. Assim sendo podemos dizer que "HOMILÉTICA" é a ciência que ensina os princípios fundamentais dos discursos em público, que proclamam o ensina da verdade divina em reuniões regulares para exercício do culto (Holppin). É a arte na preparação dos sermões, os quais não se abstêm do aprimoramento das habilidades oratórias. Todo pregador deve ter em mente o significado de cada um dos seguintes termos, muito relacionados entre si, mas distintos quanto a significação:

  • ORATÓRIA. É a arte de falar em público de forma elegante, precisa, fluente e atrativa.
  • ELOQUÊNCIA. Capacidade do bem falar. Expressividade ao falar. Pode ser desenvolvida na teoria e na prática da oratória. Nela o dom natural é que se desenvolve, entretanto, existem correntes de interpretação que dizem ser uma arte, uma técnica.
  • RETÓRICA. É o estudo teórico das regras que desenvolvem e aperfeiçoam o talento natural da palavra, baseando-se na observação e no raciocínio. (Conjunto de regras relativo a eloqüência).
  • HOMILÉTICA. No seu aspecto técnico e prático atinge três elementos que devem ser claramente entendidos: Dom, conhecimento e habilidade. O Dom ou talento vem de Deus. O conhecimento é o resultado do estudo concentrado e consciencioso da Palavra de Deus. A habilidade pode ser desenvolvida pelo uso e pela experiência.

  •  

O PREGADOR

Introdução: Pregador é alguém que recebe a mensagem de Deus e a entre aos homens. É o que trata com Deus dos interesses dos homens e, com os homens do interesse de Deus. Num termo clássico, pregador é aquele que faz "pregações", um orador religioso, aquele que repreende ou adverte, é a pessoa responsável a fazer o anuncio da mensagem divina, tanto no AT (Is 53.1), quanto no NT (1Co 1.21). A Bíblia
não diz que todos os crentes seriam pregadores e ensinadores (1Co 1.29; Ef 4.11). Na verdade, pregar e ensinar são dois ministérios diferentes e importantes no NT. A habilidade tanto de pregar como de ensinar em público e, portanto um Dom de Deus.

REQUISITOS AO PREGADOR.

  1. CONVERSÃO. O pregador precisa se alguém que experimentou a obra regeneradora do Espírito Santo em sua vida. Como alguém poderá pregar uma mensagem de salvação se ainda não tiver sido alcançado?
  2. CHAMADA INVIDIUAL. É a chamada do indivíduo pelo Espírito Santo para determinado trabalho que Deus quer que ele faça. Entre estes trabalhos está o que a Bíblia chama de "Ministério da Palavra" (2Tm4.5). Ter chamada especial de Deus para pregar implica na responsabilidade de ser portador de uma mensagem capaz de transformar seus ouvintes e manter s si próprio puro.


     

PRINCÍPIOS QUE REGEM A PREGAÇÃO E O PREGADOR.

1. OBJETIVIDADE. Qualidade necessária ao pregador para que a mensagem alcance resultados positivos. O sucesso da pregação verifica-se quando a mensagem redunda em louvor e glória a Cristo, e não ao pregador. Portanto, o pregador não deve chamar atenção para si, o objeto de sua pregação deve ser Cristo. O propósito da pregação não é exibição, mas a transmissão da mensagem divina com o fim de alcançar o resultado desejado, Cristo. A objetividade envolve três aspectos da pregação: O alvo, o sucesso e o resultado.

2. TRANSMISSÃO. O pregador deve receber a mensagem de Deus e transmiti-la aos homens. Ele deve olhar em duas direções: Para Deus na sua revelação aos homens, e para o povo a quem terá de entregar a mensagem de Deus.

3. EXPERIÊNCIA. A mensagem pregada, deve ser sentida e experimentada na vida do pregador. Ele não poderá convencer o povo sem que ele próprio tenha experimentado a eficácia de sua pregação.

FALA DO CORPO

O sermão é expresso através do corpo do pregador. A expressão do resto, as gesticulações, etc. de certa forma o pregador é o sermão.

1. EXPRESSÃO DO ROSTO. A
expressão do rosto deve refletir toda a beleza da alma, ela envolve os olhos, que possui um poder muito grande no rosto e podem contribuir para expressar alegria ou tristeza. É importante que o pregador saiba usar os olhos. Ele não deve fixar os olhos no teto, no chão e nem fechá-lo enquanto prega como se estivesse com medo de encarar o auditório. Certos hábitos faciais na forma de "cacoetes" devem ser corrigidos.

2. POSTURA. O pregador precisa cultivar uma postura educada e elegante, natural livre de hábitos prejudiciais.

  • CORPO. Deve estar naturalmente ereto, e todos os movimentos devem ser conscientes.
  • BRAÇOS. Os gestos das mãos e dedos devem ser naturais, disciplinados, evitando gestos que indicam gírias.
  • ROUPA. Devem ser decentes, sem extravagância, sempre limpas e bem passadas. As roupas devem demostrar zelo, asseio e ordem, devendo ser modestas, mas não deselegantes.
  • VOZ. O pregador deve cultivar o uso correto da voz por ser ela o principal instrumento da pregação. Uma boa voz precisa ter força, ela deve atingir o auditório sem necessariamente gritar. Deve ter pureza de tom, evitando aspereza da voz para que os pensamentos sejam emitidos com limpidez. Ritmo e velocidade devem reger o uso da voz, para que a pronunciação das palavras seja clara. Vícios de linguagem que cortam palavras ou distorcem sua pronunciação devem ser evitados. Em suma, o pregador deve usar a voz de maneira que o auditório não estranhe sua maneira de falar.

O MAU EMPREGO DA VOZ.

  • O RESMUNGADOR. É aquele que fala com os lábios fechados, dificultando a compreensão do que diz.
  • O GRITADOR. É o oposto do resmungador, não sabe dar volume a sua voz, sem gritar.
  • O CANTAROLADOR. Prega cantando, sua voz sob e desce compassadamente como numa canção.
  • O MONÓTONO. Mantém uma só tonalidade na voz. É um tipo de voz que enfada o ouvinte e o faz ter sono. Parece ser um pregador sem convicções.
  • O REPETIDOR. É aquele que repete uma dezena de vezes a mesma coisa a um só tempo.
  • O PIGARREADOR. O que normalmente, sofre de um tique psicológico, cada vez que tenta falar, procura limpar a garganta, como se nela houvesse algum pigarro.

QUALIDADES DA VOZ

Como o timbre, altura e volume da voz variam de indivíduo para indivíduo, devem as pessoas esforçar-se por conhecer a própria voz e os seus recursos, para tirar deles o máximo de aproveitamento. Quatro qualidades podem ser cultivadas:

  • CORREÇÃO. Emissões nítidas das vogais, articulação clara e constante das sílabas, e pronuncia de boa qualidade. O pregador deve ouvir sua própria voz.
  • FLUIDEZ. Consiste em falar sem cansar-se. Baseia-se na boa respiração, na adaptação do volume ao meio ambiente e na ausência de explosões e de gritos estridentes.
  • VARIEDADE. Consiste na modulação da voz, regulando as suas entonações, para evitar a monotonia que, por sua vez gera fadiga ao ouvinte.


 

AS BASES DO SERMÃO

Introdução: A Bíblia é a fonte principal da pregação. Um sermão sem texto bíblico por base é qual árvore cortada na raiz. Portanto, a base do sermão é o seu texto bíblico.

1. O TEXTO. Da palavra latina "textu", que significa tecido, deriva a palavra "texto". O texto na prédica refere-se a porção escolhida das Escrituras, na qual o sermão será desenvolvido. O texto pode ser um, mais de um ou apenas parte de um versículo. É fundamental o trabalho na escolha de textos para a pregação. Neste mister, certos princípios e regras merecem devida atenção para que se evitem interpretações distorcidas e erradas.

  • Textos que expressem um pensamento completo, isto é, que contenham toda a proposição no sermão
  • Textos claros que em via de regra não necessitem de estudos profundos.
  • Textos objetivos que respondam as necessidades espirituais, físicas, morais e materiais dos ouvintes.
  • Textos que estejam dentro dos limites de capacidade do pregador para que, ao expor, não desaponte.
  • Textos que legitimem o tema do sermão.
  • Texto que despertem o interesse do auditório, textos dinâmicos.
  • Texto cujo fio possa ser lembrado com facilidade pelo pregador e não esquecido pelos ouvintes.

Ao formar a base do sermão, o pregador deve seguir as regras que determinam a interpretação do texto, para evitar desvios doutrinários ou uso de interpretações que podem acarretar danos aos ouvintes.

  • Interpretação fiel e correta do texto. É dever do pregador interpretar e aplicar o texto de acordo com o sentido real, verificando se a linguagem é literal ou simbólica.
  • Recorrer ao contexto. Significa examinar o que precede e o que sucede ao texto. Existem textos que isoladamente parecem estranhos, mas o contexto os elucida.
  • Explicar a Escritura pela Escritura. A Bíblia esclarece o que ensina, portanto o confronto da Bíblia com a própria Bíblia resolve as aparentes contradições e esclarece o texto, enriquecendo-o, definido-o e completando-o.


 

TERMOS INTERELACIONADOS NA APRESENTAÇÃO DO SERMÃO.

a) O TEMA. O tema é o assunto da mensagem, é a verdade central do sermão. Na verdade, o tema é o próprio sermão de forma resumida. A função básica do texto e a sua escolha é a de fornecer o tema do sermão. O texto é a raiz do tema. As vezes é o Espírito Santo que aviva a mente do pregador sobre um texto bíblico do qual tirará o tema a ser desenvolvido, outras vezes , o tema pode surgir na sua mente antes da escolha de um texto, bastando então que o pregador procure com cuidado o texto a ser adaptado ao tema. Em relação ao tema, temos pelo menos duas formas de temas:

  • Forma lógica. É a que apresenta um pensamento de modo resumido.
  • Forma retórica. Esta forma não requer que o tema seja expresso por um pensamento completo, mas facilita a criatividade do pregador na formação do tema mais objetivo, expresso por uma frase que não exija pensamento completo.

b) TÍTULO. O título de um sermão é o nome que a ele se dá, ou seja, o seu encabeçamento. O propósito primordial de um título é o de mostrar a linha de pensamento que vai se apresentar o sermão. O tema envolve "o todo" do sermão. O título é o nome que se dá ao todo.

c) PROPOSIÇÃO. É aquilo que se vai propor no sermão. É uma tese. A proposição é uma declaração na forma mais concisa possível, do tema que há de ser discutido na pregação. É a informação aos ouvintes do que se pensa dizer acerca do tema. É a apresentação do que há de ser explicado. A proposição envolve o esboço do sermão, e este desenvolve a proposição

A ESTRUTURA DO SERMÃO.

Três são as partes principais ou essenciais que formam a estrutura do sermão:

1. INTRODUÇÃO OU EXÓRDIO. É a parte do sermão que serve como ponto de contato entre o pregador e os ouvintes. Normalmente é a última coisa a ser feita na preparação, visto que o pregador deve, antes de tudo, formar ângulos a serem atingidos. A introdução de um sermão deve fazer com que os ouvintes sintam boa disposição para escutar o pregador. É a ponte entre o tema e a primeira divisão da prédica. A introdução não deve apresentar várias proposições. Em regra, ela inclui uma só idéia, por isso deve ser breve, apropriada, interessante e simples.

2. PLANO. Dentro da estrutura do sermão, plano é parte principal. Ele tem a ver com a ordem das divisões. Esta parte também é chamada de "Movimento do Sermão". Na realidade, o plano é o esqueleto com as partes colocadas em seus lugares, que devem ser revestidas com o desenvolvimento dinâmico do sermão. O sermão deve possuir uma ordem própria nas divisões, cada ponto deve corresponder ao outro, e isto chama-se: "dar ordem lógica ao pontos e sub-pontos do sermão". Cada divisão deve obedecer a uma ordem ascendente, isto é, os argumentos mais fracos devem ser crescentes, devem aumentar em força a medida que progridem. A ordem do esboço deve ser ainda "cronológica" que tem a ver com a evolução natural de um ponto principal para o outro. A transição é a passagem destes pontos, e o pregador precisa fazer uma ponte entre estas passagens, para que o raciocínio dos ouvintes passe para outro pensamento de maneira solene. As divisões precisam ser pertinentes com as necessidades presentes, por isso mesmo o tempo presente deve predominar em todo o sermão.

3. CONCLUSÃO OU PERORAÇÃO. Na conclusão o pregador deve apresentar o clímax da sua pregação. A aplicação final e definitiva de todo o sermão está na conclusão. Para a conclusão podemos Ter várias aplicações, como:

a) RECAPITULAÇÃO. Implica em relembrar, sucinta e dinamicamente os pontos principais, os pensamentos chave, os pontos fortes e positivos, sem discuti-los outra vez.

b) NARRAÇÃO. Narrar um fato que possa servir de aplicação a mensagem pregada.

c) PERSUAÇÃO. Levar os ouvintes a decisão.

d) CONVITE. Enquadra o propósito específico da pregação.

TIPOS DE SERMÃO.

Introdução: Basicamente existem três tipos de sermões que abrangem vários tipos, podendo ser usados nas mais diferentes ocasiões conforme a necessidade, lugar e as circunstâncias. Estes três tipos são apenas as formas de conduzir uma mensagem, aproveitando toas as possibilidades científicas que a homilética oferece ao pregador na preparação dos sermões.

  1. SERMÃO TÓPICO. Também chamado de sermão temático ou do assunto. As divisões derivam-se do tema ou assunto apresentado, e é independente do texto. Neste tipo de sermão, o texto pode fornecer o pensamento para o assunto de que se vai tratar. O pregador pode exercer a sua capacidade analítica e imaginativa, para usar diferentes modos de dividir o assunto que deseja apresentar. Este tipo de sermão envolve criatividade e versatilidade da parte do pregador, oferecendo algumas vantagens tais como: maior unidade no sermão, maior campo de ação para desenvolver o tema, além de adestrar a mente do pregador na análise lógica.
  2. SERMÃO TEXTUAL. Aqui, o plano do sermão é tirado do texto. Suas divisões são encontradas nas próprias palavras escolhidas para basear o sermão. Consiste em selecionar alguns versículos, um versículo ou parte de um versículo como texto. As divisões do sermão podem ser:

a) NATURAL. É a divisão encontrada no próprio texto. Neste caso a distinção das idéias está no texto e apenas devem ser postas em destaque.

b) ANALÍTICA. Baseia-se em perguntas: Quem? Que? Quando? Por que? Onde?. O tema do sermão textual analítico é tirado da idéia geral do texto.

c) SINTÉTICA. É a que dá ao pregador o direito de organizar seu esboço sem se preocupar com a ordem das partes do texto, podendo o mesmo adaptar cada divisão na ordem que desejar, sem se prender a ordem cronológica. A palavra "sintética" é relativa a síntese, resumo.

  1. SERMÃO EXPOSITIVO. Este sermão está diretamente ligado ao sermão textual, com a diferença de que seu desenvolvimento é feito sob regras da exegese bíblica, e não abrange um só versículo, mas uma passagem, um capítulo, vários capítulos ou mesmo um livro inteiro. O sermão expositivo é primordialmente bíblico, porque se ocupa em interpretar, literal ou figuradamente a passagem ou o texto bíblico.


 

REQUISITOS BÁSICOS A DIVISÃO DO ESBOÇO.

Quatro são os requisitos básicos indispensáveis na elaboração das divisões dos sermões.

1. UNIFORMIDADE. Cada divisão principal do esboço deve Ter relação com a outra divisão. Todos os pontos principais devem Ter a mesma classe de relação com o tema do sermão.

2. SIMETRIA. É a harmonia resultante de certas combinações e proporções regulares. É o que forma a posição das partes que estão em lados opostos. As divisões de um sermão ainda que distintas, devem harmonizar-se com o propósito do tema.

3. TRANSIÇÃO. Este requisito trata do cuidado que o pregador deve ter na passagem de um ponto para o outro. Em cada divisão o pregador deve fazer um ponte de passagem para o ponto seguinte, evitando assim um salto precipitado. Neste ponto conta-se com a perícia do pregador. Os pontos e sub-pontos devem Ter correspondência para que a transição seja feita naturalmente.

4. PERTINÊNCIA. O assunto exposto no começo do sermão deve ser o mesmo até o fim. A unidade está na pertinência dos pontos principais entre si e com o tema do sermão. Para que haja pertinência nas divisões, é necessário que o sermão tenha um só tema, um só propósito e uma só forma de elaboração.


 

Bibliografia

Alfalit, Curso Bíblico, Mod 14 - Homilética

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

UMA VIDA DIFÍCIL PARA ASÁFE


UM DIA DIFÍCIL NA VIDA DE ASAFE

Texto: Sl 73.25 -
No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra?



Introdução: Asafe: Colecionador/ cobrador

  • Diretor de Música sacra no tempo dos reis Davi e Salomão
  • Nomeado por Davi como chefe dos levitas dirigentes da adoração (1Cr 29.30)
  • Compositor junto com o rei Davi (2Cr 29.30)
  • Autor dos Salmos: 50, 73-83
  • Profeta
I. ASAFE "COLECIONOU" SENTIMENTOS "MENORES" DO QUE AQUELES QUE DEVERIA GUARDAR.

1. INVEJA. v.3 Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles.
Inveja: Sentimento de pesar pelo bem ou pela felicidade de outra pessoa, junto com o desejo de ter o que ela tem para si.

"O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é pior ainda." (Pv 27:4 NTLH)

  • Destrói como câncer. Pv 14.30
  • Nos torna violentos. Pv 24.1
  • Nos deixa "confusos". Tg 3.16
a) Nós não devemos...ter inveja uns dos outros. . Gl 5:26
b). Portanto, abandonem... inveja... 1Pe 2:1



2. AMARGURA. V.21 "O meu coração estava cheio de amargura..."

(dor, tristeza, aflição)

  • Só você conhece. Pv 14.10 – "Só você conhece a sua própria amargura..."
  • Nos faz desistir. Jó 10.1 – "Estou cansado de viver. Vou me desabafar e falar da amargura que tenho no coração".
  • Nos faz "adoecer". Sl 38.8 – "Sinto-me profundamente abatido e desanimado; o meu coração está aflito, e eu fico gemendo de dor."
"Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades!" (Ef 4:31)

3. REVOLTA. V.21 – "...e eu fiquei revoltado"
(zangado, indignado)

Is 1:2 "Escutem, ó céus, preste atenção, ó terra, pois o SENHOR Deus! Ele disse: "Criei filhos e cuidei deles, mas eles se revoltaram contra mim."
INDIGNAÇÃO: Sentimento de cólera ou despreza provocado por ultraje ou por uma injustiça
  • Pv 24:19 - Não se revolte por causa dos maus, nem tenha inveja deles. 
II. ASAFE "COBROU" DE SI MESMO RESULTADOS MAIORES DO QUE AQUELES QUE PODERIA ALCANÇAR.

v. 16 - Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim.
Ef 3:19 "Sim, embora seja impossível conhecê-lo perfeitamente..."


1. ELE COBROU UMA COMPREENSÃO A RESPEITO DE UM DEUS QUE É INFINITAMENTE INCOMPREENSÍVEL.
V.22 - "Eu não podia compreender, ó Deus; era como um animal, sem entendimento."

  • Dt 29.4,5,6 – "Mas até o dia de hoje o SENHOR não deixou que vocês percebessem, ouvissem ou entendessem tudo o que viram..."
  • Ec 3:11 "Deus marcou o tempo certo para cada coisa. Ele nos deu o desejo de entender as coisas que já aconteceram e as que ainda vão acontecer, porém não nos deixa compreender completamente o que ele faz."
  1. Posso compreender as suas leis - Sl 119:33 "Ó SENHOR Deus, ensina-me a entender as tuas leis, e eu sempre as seguirei."
  2. Posso louvá-lo -
    Sl 145:3 "O SENHOR Deus é grande e merece receber altos louvores. Quem pode compreender a sua grandeza?"
2. ELE COBROU DE SI UMA COMPREENSÃO A RESPEITO DE UM HOMEM QUE EMBORA FINITO NÃO CONSEGUE COMPREENDER A SI MESMO.

v.16 "Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim."

  • "Quanto ao ser humano, somente o espírito que está nele é que conhece tudo a respeito dele. E, quanto a Deus, somente o seu próprio Espírito conhece tudo a respeito dele." (1Co 2:11)
  • "Quem pode entender o coração humano? Não há nada que engane tanto como ele (Jr 17:9)
V.13 "Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado"


CONCLUSÃO:
"Porém, quando fui ao teu Templo, entendi..." Sl 73:17

  • Na minha fraqueza, Deus é força – v.26
  • Ele segura as minhas mãos – v. 23
  • Ele guia-me por seus conselhos – v.26
  • Ele é tudo o que eu preciso – v.26
"Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus! Faço do SENHOR Deus o meu refúgio e anuncio tudo o que ele tem feito." (Sl 73:28)



Mensagem pregada dia 01/11/2010
Igreja Metodista Wesleyana
Filial do Lote XV - Duque de Caxias - RJ

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jesus, a Porta aberta para a Salvação


JESUS, A PORTA ABERTA A SALVAÇÃO

1Co 16.9 - Porque uma porta grande e eficaz se me abriu; e há muitos adversários.

Introdução: Porta: Na maioria das cidades e aldeias dos hebreus a única praça ou lugar aberto encontrava-se dentro da porta (Ne 8.16). Ali se vendia e se comprava (2Rs 7.1), questões se decidiam (2Sm 15.2) e se fazia toda espécie de negócios (Gn 23.10). A porta era o centro da vida social do lugar (Jr 17.19; Pv 1.21) (Pequena Enciclopédia Bíblica Orlando Boyer)
PORTA FALA DE:
  • Oportunidades – Ap 3.8 "eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta"
  • Ocasião Apropriada – Jo 10.7 – "Eu sou a porta das ovelhas"
  • Entrada ou saída – Mt 7.13 "Entrai pela porta estreita"
I. JESUS, UMA PORTA GRANDE O SUFICIENTE PARA QUE ENTRE POR ELE TODOS QUANTOS QUIZEREM.

Jo 10.9 - Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.

  • Lc 19.3 - Zaqueu - "E procurava ver quem era Jesus..."
1. REVELA MAGNIMINIDADE OU HEROÍSMO

"Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido." (Mateus 18:11)

  • Por seu amor e entrega - Gl 2.20 "...me amou e a si mesmo se entregou por mim"
Ef 5:2 - e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.
2. POSSUI DIMENSÃO DE SUPERFÍCIE ACIMA DO NORMAL

"Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam;" (Atos 17:30)

  • Todas as nações – Lc 24.47
  • Todos os homens – Tt 2.11
  • Todo o que crê – Jo 3.16; Mc 16.15
3. POSSUI DISTÂNCIA ATINGÍVEL DESMEDIDA OU EXAGERADA

"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." (Hb 4:12)
  • Capaz de atingir o interior do homem, transformando-o assim por dentro e por fora "Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria." (Lc 19:6)
    "Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais." (Lc 19:8)
II. JESUS, UMA PORTA EFICAZ A PONTO DE POR ELE PODEREM ENTRAR TODOS QUANTOS PRECISAREM.
"Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo;" (Mc 5:2-3)
  • Produz efeito desejado
    "Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo..." (Mc 5:15)

 
Mensagem pregada dia 10/10/2010 – Batista Nacional Vale das Benções em Bacaxá - Saquarema

O TEMPO ESTÁ PERTO


Prepara-te igreja, pois O TEMPO ESTÁ PERTO
Texto: Mc 13.29,31 - Assim também, quando virem acontecer essas coisas, fiquem sabendo que o tempo está perto, pronto para começar. O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre.

Introdução: A vinda de Jesus é certa. A Igreja tem convicção desta verdade e sabe que precisa estar preparada para o encontro triunfal com o Senhor nos ares. Talvez o que nós não saibamos muito bem é: Como é estar preparado! O texto de Marcos é esclarecedor e comparativo: VV. 33,34 - É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã.
Podemos enxergar o Senhor Jesus como "o homem que se ausentou do país" (
Eles ainda estavam olhando firme para o céu enquanto Jesus subia, quando dois homens vestidos de branco apareceram perto deles. Atos 1:10). O seu retorno é certo, porém a data é incerta. Ninguém sabe o dia nem a hora (v. 32). Porém antes que ele retorne, ele toma as seguintes medidas:

I. DÁ ORDENS (autoridade)
(disposição ou colocação metódica das coisas em seu devido lugar)
Lei, modo de ser, natureza
  • "Vivam de acordo com toda a lei..." Js 1.7-9
  • "Sereis meus amigos" – Jo 15.14
  • Sl 119.48 – Respeito
  • Tt 2.13,14 – "vivamos neste século..."
  • 1Pe 2.24 – "uma vida correta"
II. DISTRIBUI O TRABALHO ENTRE OS EMPREGADOS
1Co 12.28 - Na Igreja, Deus pôs tudo no lugar certo: em primeiro lugar, os apóstolos; em segundo, os profetas; e, em terceiro, os mestres. Em seguida pôs os que fazem milagres; depois os que têm o dom de curar, ou de ajudar, ou de liderar, ou de falar em línguas estranhas.
DISTRIBUIR: Repartir/ Entregar

Ef 4.11 - Ele escolheu alguns para serem...
  • Usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu Rm 12.6
  • v.11 – "Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos"
  • 1Co 15.58 – "Continuem ocupados no trabalho do Senhor,"
  • 1Co 3.8 - Deus dará a recompensa de acordo com o trabalho que cada um tiver feito.
  • Fp 1.20-23 – "O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever"
  • Hb 6.10 - Deus não é injusto. Ele não esquece o trabalho que vocês fizeram
III. MANDA O PORTEIRO FICAR VIGIANDO.
"Por isso não vamos ficar dormindo, como os outros, mas vamos estar acordados e em nosso perfeito juízo." 1Ts 5:6
PORTEIRO: Aquele que guarda uma porta ou porteira
JO 10.3 - O porteiro abre a porta para ele...
Sl 24.7,8 – "Abram bem os portões, abram os portões antigos, e entrará o Rei da glória"
(Trata-se dos portões do templo os quais as pessoas entravam para adorar)
  • Sl 48.19 - Abram os portões do Templo para mim; eu entrarei e louvarei o SENHOR.
  • v. 20 - Este é o portão do SENHOR; somente os que lhe obedecem podem entrar por ele.
VIGIAR: estar atento/ velar
  • Mt 26.38,41 – Por causa da fraqueza da carne.
  • Lc 21.36 – Por causa do tempo mau.
  • At 20.29-31 – Por causa dos lobos mentirosos.
CONCLUSÃO: Fiquem vigiando!
"O que eu lhes digo, digo a todos: fiquem vigiando!" (Marcos 13:37)

Jesus vem num dia em que não esperamos!


 

Mensagem pregada no dia 24/10/2010 na Assembléia de Deus em Parque São Carlos

Filial do Jardim Paraíso – Nova Iguaçú

PLANTANDO FÉ E COLHENDO MILAGRES


FAMÍLIA, PLANTANDO FÉ E COLHENDO MILAGRES
Lc 1.37 - Porque para Deus nada é impossível.
Introdução:
Família: Pessoas aparentadas que vivem, geralmente, na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos./ Pessoas do mesmo sangue, Origem, ascendência.
Família elementar ou família nuclear: A que é constituída pelo casal e seus filhos.
Não existirá família, se não houver casamento.
Casamento: O casamento é uma instituição antiga, advinda dos costumes, incentivada pelo sentimento moral e religioso, os quais foram completamente incorporados pelo direito pátrio. DEFINIÇÕES:
Para Clóvis Beviláqua, o casamento é um contrato bilateral e solene, pelo qual um homem e uma mulher se unem indissoluvelmente, legitimando por elas suas relações sexuais; estabelecendo a mais estreita comunhão de vida e de interesse, e comprometendo-se a criar e educar a prole que de ambos nascer.
No entendimento de Maria Helena Diniz, é o casamento o vínculo jurídico entre o homem e a mulher que visa o auxílio mútuo, material e espiritual, de modo que haja uma integração fisiopsíquica e a constituição de uma família legítima.
Assim o conceituou Lafayette.
O casamento é um ato solene pelo qual duas pessoas de sexo diferente se unem para sempre, sob promessa recíproca de fidelidade no amor e da mais estreita comunhão de vida,
O fundamento básico do casamento e da vida conjugal é a afeição entre os cônjuges e a necessidade de que perdure a completa comunhão de vida.
Porém lamentavelmente, a instituição casamento parece estar em crise. Quando vêm os problemas, a tendência é optar pela separação e divórcio. Parece que a família dividida logo será a família comum.
O percentual de casamentos e separações nos estados brasileiros é alarmante: 2005
  • Brasil: 184.184.264 habitantes/ 835.846 casamentos/ 102.503 separações (23%)
  • RJ: 15.383.407 habitantes/ 66.410 casamentos/ 3.986 separações
  • SP: 40.442.795 habitantes/ 228.110 casamentos/ 40.570 separações
Desde 1984, a taxa de divórcios no País cresceu 200%, refletindo uma gradual mudança de comportamento da sociedade brasileira. Em 2007, quando se completou 30 anos da instituição do divórcio no Brasil, ele atingiu o pico da série iniciada pelo IBGE em 1984 e chegou a 1,49 por mil (1,49 divórcios por cada mil habitantes)

MILAGRES QUE PODEM SALVAR A FAMÍLIA.

I. O MILAGRE DO AMOR QUE NÃO ACABA

"O amor que não existe mais como foi a muito tempo atrás..."

1Co 13.1 - AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como...

1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem.
  • Rm 12.9 - O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.
  • Rm 13.10 - O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.
2.Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro. (Abnegação, devotamento.)
Ef 5.25 - Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,

  • ICo 13.4 - O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
  • ICo 16.14 - Todas as vossas coisas sejam feitas com amor.
3. Inclinação ditada por laços de família.
  • Cl 3.14 - E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.
  • Hb 13.1 - PERMANEÇA o amor fraternal. (amor de irmão)
  • Tt 2.4 - Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, 
II. O MILAGRE DA ALEGRIA SEMPRE EXISTENTE

"A alegria que existia no lar hoje se esfriou..."

Pv 5.18 - Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.

ALEGRIA: Qualidade ou estado de quem tem prazer de viver, de quem denota jovialidade. Contentamento, satisfação./ Sl 4.7 - Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho.
As pessoas unem-se para serem felizes - o casamento é tido como um meio de realização pessoal e afetiva tornando assim as pessoas:
  • Mais bonitas - Pv 15.13 - O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate.
  • Com mais saúde - Pv 17.22 - O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos.
  • Mais livres - Pv 15.15 Todos os dias do oprimido são maus, mas o coração alegre é um banquete contínuo.
Gn 29.20 - Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.



III. O MILAGRE DA COMUNHÃO QUE UNE A FAMÍLIA
"O filho que dos pais se esqueceu, a família que não se fala mais, a filha que perdida está, o casal que pensa em se separar..."

2Co 6.6 - Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,

COMUNHÃO: O ato, ou a condição de compartilhar das mesmas idéias, valores, sentimentos
PV 14.30 - O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos.


INIMIGOS DA COMUNHÃO

1. DESPREZO: Falta de apreço; desdém.
"...o desprezo que o vovô suportou..."
Pv 15.17 - Melhor é a comida de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado, e com ele o ódio.

RESPEITO/ REVERÊNCIA - Ef 5.33 - Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

2Sm 6.16 - ...Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi, que ia bailando e saltando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.
Jó 31.34 - Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, e eu me calei...


2. INDIFERENÇA. Que demonstra desinteresse por algo ou alguém, ou não lhe dá atenção.
"...a indiferença que sofreu a vovó..."
Cl 3.19 - Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas.

1Tm 5.8 - Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.


3. ORGULHO. Amor-próprio demasiado; soberba.
"...o orgulho invadiu os corações..."
Ef 5.28 - Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.

Sl 19.13 - Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão.

  • CONTENDA - Pv 13.10 - Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.
  • RUÍNA - Pv 16.18 - A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. 
CONCLUSÃO: Para que este milagre esteja na minha casa à única coisa que se pede é que eu creia que Deus tem poder de restaurar, isto é Pôr em bom estado, refazendo ou consertando o quebrado, renovando o deteriorado, repondo o que se gastou. Crendo que só Deus, e somente Ele, PODE RESTAURAR ESSE AMOR.


Mensagem pregada na Comunidade Evangélica mais que Vencedores

em Belford Roxo - Congresso de Casais

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Não desista da sua oração


NÃO DESISTA DA SUA ORAÇÃO
Texto: At 12.5 - E assim Pedro estava preso e era vigiado pelos guardas; mas a igreja continuava a orar com fervor por ele.
Introdução: Oração: Uma aproximação da pessoa a Deus por meio de palavras ou pensamento em particular ou em público. Inclui:

  • Confissão – Sl 5.1
    Ó SENHOR Deus, ouve as minhas palavras e escuta os meus gemidos!
  • Adoração: Sl 95.6 - Venham, fiquemos de joelhos e adoremos o SENHOR. Vamos nos ajoelhar diante do nosso Criador.
  • ComunhãoSl 103.1-

    Ó SENHOR Deus, que todo o meu ser te louve! Que eu louve o Santo Deus com todas as minhas forças!
  • Gratidão2Co 9.12 "...façam muitas orações de gratidão a Deus."
  • Petição Pessoal
    2Co 12.8 "... três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim"
  • Intercessão pelos outrosRm 10.1 Meus irmãos, desejo de todo o coração que o meu próprio povo seja salvo. E peço a Deus em favor deles.
(Bíblia de Estudo BLH)
I. A BÍBLIA NOS ENCORAJA A ORAR.
  • Pv 15.29 - O SENHOR está longe dos maus, porém ouve a oração de quem é correto.
  • Mt 21.22 - e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.
  • Rm 12.12 - Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres... e orem sempre.
  • Cl 4.2 - Continuem firmes na oração, sempre alertas ao orarem e dando graças a Deus.
  • Sl 65.2 - Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens
POR ISSO:
II. NÃO TENHA MEDO OU VERGONHA DE PEDIR A DEUS O QUE VOCÊ PRECISA
Fp 4.6 - Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido.
  • Ore como que "ofertando" - Sl 141.2 Recebe a minha oração como se fosse incenso, e que as minhas mãos levantadas sejam como a oferta da tarde!
  • Ore Insistentemente

    Mt 7.7,8 Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês...
  • Ore em Nome de Jesus – Jo 16.24 Até agora vocês não pediram nada em meu nome; peçam e receberão para que a alegria de vocês seja completa.
  • Ore a quem pode te atender - Mt 6.6 Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.
  • Ore com em qualquer hora
    Sl 88.1,2 Ó SENHOR, meu Deus e Salvador, dia e noite, na tua presença, eu clamo a ti. Ouve a minha oração; escuta o meu grito pedindo socorro.
  • Ore por qualquer razão - 1Ts 5.17 – "orem sempre"
  • Ore até que a resposta chegueLc 18.7
    Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo?
II. NÃO TENHA "MEDIDA" NA SUA ORAÇÃO, DEUS QUER TE OUVIR, ENTÃO FALE SEM SE PREOCUPAR SE ESTÁ SENDO REPETITIVO.
1. ORE COMO CRISTO, DURANTE TODA A SUA VIDA
Hb 5.7 Durante a sua vida aqui na terra, Cristo, em voz alta e com lágrimas, fez orações e súplicas a Deus, que o podia salvar da morte. E as suas orações foram atendidas porque ele era dedicado a Deus.
2. ORE COMO DAVI, SEMPRE QUE PRECISAR DE SOCORRO
Sl 116.1,2 Eu amo a Deus, o SENHOR, porque ele me ouve; ele escuta as minhas orações. Ele me ouve sempre que eu clamo pedindo socorro.
3. ORE COMO JOÃO, COM CORAJEM E CERTEZA
Jo 5.14,15 Quando estamos na presença de Deus, temos coragem por causa do seguinte: se pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, temos a certeza de que ele nos ouve. Assim sabemos que ele nos ouve quando lhe pedimos alguma coisa. E, como sabemos que isso é verdade, sabemos também que ele nos dá o que lhe pedimos.
4. ORE COMO JUDAS, GUIADO PELO ESPÍRITO SANTO.
Jd 20 Porém vocês, meus amigos, continuem a progredir na sua fé, que é a fé mais sagrada que existe. Orem guiados pelo Espírito Santo.
CONCLUSÃO: Faça da sua oração uma ferramenta poderosa para te colocar lado a lado com o Senhor Jesus - Jo 15.7 Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem


Mensagem pregada em 17/10/2010
Igreja Batista Sião em Werneck – Paraíba do Sul
Ministério Vale das Bençãos

 


























 

sábado, 16 de outubro de 2010

ESTUDO BÍBLICO - HERMENÊUTICA


Hermenêutica,
A arte da Interpretação dos Textos Sagrados
Introdução: Hermenêutica é a ciência tanto bíblica quanto secular que se ocupa dos métodos é técnicas da interpretação. É basicamente o estudo da compreensão dos textos da Bíblia, e, portanto, trata-se de uma das primeiras ciências que o pregador deve conhecer. Hermenêutica Bíblica é a disciplina da teologia exegética que ensina as regras para interpretar as Escrituras, e a maneira de aplicá-la corretamente. Seu objetivo primário é estabelecer regras gerais e específicas de interpretação, a fim de entender o verdadeiro sentido do autor ao redigir as Escrituras. É a ciência da compreensão de textos bíblicos. Exegese é a aplicação dos princípios da hermenêutica para chegar a um entendimento correto do texto.

O termo "Teologia"
tal qual conhecemos na língua portuguesa não se encontra nas Escrituras, procede originalmente de dois substantivos gregos, o genitivo "theos" = Deus e do acusativo "logia" = tratado, fala. A teologia pode ser comparada a um edifício de quatro andares, cada um desses com suas respectivas funções, dependendo uma das outras numa mesma correspondência recíproca, formando todo o mesmo edifício.

I. DIVISÃO DA TEOLOGIA.
1. TEOLOGIA EXEGÉTICA – Enfatiza o emprego dos métodos hermenêuticos a fim de poder auscultar (sondar, inquirir) corretamente a mensagem dos textos sagrados. Preocupa-se com o sentido primário e literal do texto. Inclui os seguintes estudos:
  • Hebraico – Língua original de quase todos os textos do AT.
  • Aramaico – Algumas porções do AT foram redigidas originalmente nesta língua, geralmente são mensagens de gentios aos judeus ou dos gentios aos gentios, porém jamais de judeus para judeus.
  • Grego – Língua original do NT com exceção do original do Evangelho de Mateus, escrito em aramaico, traduzido para o grego coiné, ou comum.
  • Isagogue Bíblica/ Introdução Bíblica – É a designação técnica para descrever os estudos que fornecem informações gerais e preliminares sobre assuntos cujo conhecimento seja necessário a uma melhor compreensão das Escrituras.
2. TEOLOGIA HISTÓRICA – Trata do desenvolvimento histórico da doutrina e se preocupa com as variações sectárias e afastamento herético da verdade bíblica que apareceram durante a era cristã. Contém duas divisões principais: O Estudo do desenvolvimento progressivo das doutrinas da Bíblia e o Exame do desenvolvimento histórico das doutrinas da igreja desde a a era apostólica. A Teologia Histórica abrange:
  • História da Igreja.
  • História das Missões.
  • História dos Credos e Confissões.
  • História das Doutrinas.
3. TEOLOGIA BÍBLICA – O objetivo da Teologia bíblica é traçar o progresso da verdade nos diversos livros da Bíblia, e descreve a forma de cada escritor apresentar as doutrinas fundamentais. As duas principais divisões da Teologia Bíblica são:
  • Teologia do AT – Ciência que trata da Natureza de Deus e da sua relação com o universo.
  • Teologia do NT – É o ramo da teologia que segue determinados temas através de todos os autores do NT
4. TEOLOGIA SISTEMÁTICA – É a ciência teológica que se encarrega do material das disciplinas anteriores com fim de arranjá-los de forma metódica e lógica, para facilitar a compreensão e promover as aplicação prática do mesmo. As disciplinas comuns da Teologia Sistemática são:
  • Bibliologia, a Doutrina das Escrituras.
  • Teologia, a Doutrina de Deus.
  • Angelologia, a Doutrinas dos anjos e demônios.
  • Antropologia, a Doutrina dos homens.
  • Cristologia, a Doutrina de Cristo.
  • Soteriologia, a Doutrina da Salvação.
  • Hamartiologia, a Doutrina do Pecado.
  • Pneumatologia, a Doutrina do Espírito Santo.
  • Eclesiologia,a Doutrina da Igreja.
  • Escatologia, a Doutrina das Ultimas Coisas.
II. DEFINIÇÃO DE HERMENÊUTICA.
A Hermenêutica como ciência é:
  • Objetiva, pois está fundada em fatos concretos, isto é, na verdade bíblica. 
  • Racional, pois é constituída de conceitos e raciocínios, e não por "sensações" e "imagens".
  • Analítica, pois em virtude da abordar um fato, processo ou situação de interpretação, ela decompõem o todo em partes componentes relacionadas entre si.
  • Explicativa, em virtude de ter como finalidade explicar os fatos em termos de leis, e as leis em termos de princípios.

A hermenêutica é tanto descritiva quanto prescrita. Como descritiva, ela explica o que é o texto, seu significado. Enquanto prescritiva, ela determina qual deve ser o nosso comportamento mediante a interpretação fornecida através de métodos e regras.
  • Método. Por método entendemos ser todo processo racional usado para chegar a determinada conclusão válida.
  • Regras. Em hermenêutica, refere-se as regras ou técnicas usadas para chegar ao conhecimento do significado original do texto.
Deste modo a Hermenêutica propõe-se a postular métodos válidos de interpretação visando auxiliar o obreiro e qualquer estudante da Bíblia a usar de métodos de interpretação confiáveis, além de estabelecer princípios fundamentais da exegese bíblica, com base para o estudo do texto na sua diversidade cultural e histórica.

III. HERMENÊUTICA, EXEGESE E EISEGESE
A Hermenêutica precede a EXEGESE. Esta por sua vez, vale-se dos princípios, regras e métodos hermenêuticos em suas conclusões e investigações. A "EXEGESE" é a aplicação dos princípios hermenêuticos para chegar a um entendimento correto sobre o texto. É o estudo do sentido literal do texto, referindo-se a idéia de que o intérprete está derivando o seu entendimento do texto, em vez de incutir no texto o seu entendimento. Enquanto a hermenêutica é a teoria da interpretação, a exegese é a prática. Porém deve-se notar uma diferença grande entre "EXEGESE" E "EISEGESE". A primeira consiste em extrair o significado de um texto qualquer, mediante legítimos métodos de interpretação. A segunda, consiste em "injetar" no texto alguma coisa que o intérprete quer que esteja ali, mas que na verdade não faz parte do mesmo. Eisegese é na verdade a manipulação do texto para fá-lo dizer o que na verdade ele não está dizendo. Assim podemos dizer que a Hermenêutica e a Exegese têm por função:
a) Traduzir o texto original tornando-o compreensível em língua nacional, isto é da região em que se está estudando a mesma, sem sangrar o sentido primário.
b) Compreender o sentido do texto dentro de seu ambiente histórico-cultural e das construções gramaticais.
c) Explicar o verdadeiro sentido do texto em todas as dimensões possíveis (autor, audiência, condições sociais, condições religiosas, etc...)
d) Tornar a mensagem das Escrituras inteligível ao homem moderno.
e) Conduzir-nos a Cristo.
Por outro lado, o intérprete pratica a "Eisegese" quando:
f) Força o texto dizer o que não diz – O intérprete está consciente de que a interpretação por ele asseverada não está condizente com o texto, ou então, está inconsciente quanto ao objetivo do autor ou propósito da obra, entretanto, voluntária ou involuntariamente, manipula o texto afim de que sua capacidade de falar seja aceita como princípio escriturístico.
g) Ignora o contexto, sob pretexto ideológico – Ignorar o contexto é rejeitar deliberadamente o processo histórico que deu margem ao texto. Neste caso o intérprete não examina com a devida atenção os parágrafos pré e pós texto, e não vincula um versículo ou passagem a um contexto remoto ou imediato, isto quase sempre para se conformarem com a sua ideologia.
h) Ignora a mensagem e o propósito principal de um livro – Um livro pode mais facilmente ser entendido quando se sabe o propósito do autor e qual a mensagem que ele procurou afirmar para os seus contemporâneos. Ignorar estes propósitos leva a dispersão na aplicação do texto.
i) Quando não esclarece um texto a luz de outros – Os textos obscuros devem ser entendidos a luz de outros e segundo o propósito e a mensagem do livro. Recorrer a outro texto é reconhecer a unidade das Escrituras na correlação de idéias.
J) Quando põem
a "revelação" acima da mensagem revelada – Não é difícil encontrarmos pessoas "sangrando" o texto sob pretexto de que "recebeu" de Deus uma revelação, colocando a pseudo-revelação acima da mensagem revelada.
l) Quando está comprometido com um sistema ou ideologia – É um grande problema para o intérprete encontrar na Bíblia doutrinas que afetam diretamente o sistema e as tradições de sua denominação.
A tarefa da hermenêutica e da exegese não é nada fácil. Propor-se a interpretar as Escrituras, significa deparar-se com bloqueios a uma compreensão espontânea do significado primitivo da mensagem. O intérprete terá de lidar com uma língua e cultura distinta da sua. Entre estes bloqueios possíveis, destacamos:
I. DIFICULDADES INTERNAS.
  • HISTÓRICOS-CULTURAIS. As Escrituras foram escritas não para a nossa realidade e cultura, mas para outra cultura eqüidistante da nossa há mais de três milênios.
  • LINGUÍSTICAS. A Bíblia foi originalmente escrita em pelo menos três idiomas: o hebraico, o aramaico e o grego. Além de possuir diversos vocábulos derivados de outros idiomas semitas.
  • TEXTUAIS. Nenhuns dos escritos originais chegaram até nós. O que temos são cópias manuscritas. Apesar da meticulosidade dos escribas, o Texto Sagrado sofreu algumas alterações ao ser repetidamente copiado, porém não invalidando o conjunto. Neste caso lançamos mão da "Critica Textual" que tem por finalidade reconstruir com toda perfeição o texto bíblico, expurgando-o de qualquer alteração produzida por erro do escriba.
II. DIFICULDADES EXTERNAS.
  • AÇÃO MALÍGNA NO MUNDO. 2Co 4.4. É notória uma atividade maligna com o intuito de impedir que o Evangelho floresça na mente e no coração dos incrédulos. 2Tm 4.1; Cl 2.8,22; Ef 4.14
  • DEPRAVAÇÃO MENTAL DO HOMEM APÓS SUA QUEDA. Através, e por causa do pecado, os homens adquiriram uma mente depravada em relação a Deus, a moral e a si mesmo. Rm 1.28; Tt 1.15
III. ATITUDES E QUALIDADE DO INTÉRPRETE.
  1. MATURIDADE ESPIRITUAL. O estudioso das Escrituras deve possuir qualidades espirituais, principalmente o temos e a reverencia ao Espírito Santo. 1Co 2.14
  2. COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO. Além do temos, o intérprete deve ser uma pessoa cheia do Espírito Santo, sendo guiado por Ele. 1Co 2.10.
  3. VIDA DE ORAÇÃO. Todo trabalho de interpretação das Escrituras deve ser acompanhado de oração.
  4. INIMIZADE PARA COM A OCIOSIDADE BÍBLICA. Os cristãos hebreus são chamados pelo autor da epístola de "indolentes" (Hb 5.11; 6.12). por serem preguiçosos deixaram de receber profundas instruções espirituais, pois devido ao tempo de fé, cerca de trinta anos, nunca se preocuparam com o estudo sério da Palavra.
  5. MENTE SÃ E EQUILIBRADA. O hermeneuta deve evitar o raciocínio defeituoso, a extravagância na imaginação, a perversão do raciocínio e as idéias vagas, devendo ser capaz de perceber rapidamente o que uma passagem ensina e não ensina, assim como observar sua verdadeira tendência.
  6. OBSERVADOR DAS LÍNGUAS ORIGINAIS. Reconhecer o valor das línguas sagradas propiciará riquezas a interpretação, pois se sabe que uma consistente extração da verdade depende, até certo ponto, do conhecimento dessas línguas bíblicas, sua gramática e idiotismo.
  7. POSSUIR CULTURA GERAL. Não possuir somente conhecimento da gramática e do vernáculo de sua língua, mas também da história dos povos bíblicos, da geografia, arqueologia, etc.
IV. FERRAMENTAS NECESSÁRIAS A INTERPRETAÇÃO BÍBLICA.
1. CHAVE E CONCORDÂNCIA BÍBLICA. Concordância é uma compilação em ordem alfabética, de termos ou conceitos bíblicos, que remete as passagens da Bíblia onde ocorre o respectivo termo ou conceito. Existem dois tipos de concordâncias:
  1. VERBAIS – Relacionam palavras. São chamadas também de "CHAVE BÍBLICA"
  2. REAIS – Estas, ao contrário de somente palavras, arrolam também idéias, é em sentido estrito, lista de idéias ou assuntos que remetem aos textos bíblicos.
2. DICIONÁRIO E ENCICLOPÉDIAS. Os dicionários bíblicos não se propõem como as concordâncias, a reproduzir os textos, e sim oferecer a cada assunto uma exposição mais ampla. Dicionário é um conjunto de vocábulos e termos de uma língua disposta em ordem alfabética com seus significados. As enciclopédias bíblicas, entretanto, não se prestam a verificar significados dos termos, ainda que muitos se ache nela, mas abranger todos os ramos do conhecimento bíblico teológico.

3. VERSÕES DA BÍBLIA. São diversas as traduções da Bíblia em circulação no Brasil – Todas com base na tradução de João Ferreira de Almeida, traduzida para o Brasil no século XVII pela SBBE. Nesta ocasião a tradução de Almeida foi entregue a uma comissão de tradutores brasileiros, a fim de tirar os lusitanismos do texto e dar características lingüísticas mais brasileiras.


V. TERMINOLOGIAS

  1. TRADUÇÃO. Ato de transpor uma composição literária de uma língua para outra.
  2. TRANSLITERAÇÃO. Ato de reduzir um sistema de escrita a outro, letra por letra.
  3. VERSÃO. É a tradução de uma língua original para outra língua.
  4. REVISÃO/ VERSÃO REVISADA. Ato ou efeito de rever através de um novo exame do texto, com vista a corrigir erros ou introduzir emendas ou substituições.
  5. RECENSÕES. Ato de comparar o texto de edições anteriores com os manuscritos.
  6. PARÁFRASE. É uma tradução livre, solta, de um texto, procurando expressar a idéias ou mensagem do texto e não palavras.
  7. EDIÇÃO. É um empreendimento editorial com vista a publicação, podendo ser:
  • ATUALIZADA. Quando o texto sofreu acréscimo ou modificação em relação a edição anterior
  • ANOTADA. quando o texto se faz acompanhar de notas destinadas a esclarecer, completar ou atualizá-lo
  • CRÍTICA. (exegética) – Quando se procura estabelecer o texto original de uma obra, mediante colação com manuscrito, correção de erros tipográficos, modernização na maneira de compor, e tanto quanto possível, de particularidades ortográficas e gramaticais acrescentando variantes de passagens, notas e comentários que constituem o aparato crítico.
  • ABREVIADA. Quando o texto foi parcialmente suprido ou resumido em trechos ou passagens supostamente não essenciais a sua compreensão.
  • BIBLIÓFILO. Quando se destina a colecionador de tiragens reduzidas e exemplares enumerados
  • FAC-SIMILAR. Quando reproduz outra por processo foto mecânico.
  • CORRENTE. É uma edição comum, de baixo custo, feita para o grande público e que contém o texto puro e simples da obra.
  • DE LUXO. Quando editada em papel de alto preço, em formato quase sempre grande e com margens amplas.
  • COMEMORATIVA. Quando procura celebrar um acontecimento.
  • DE AFINIDADE. Quando procura personalizar certas edições para grupos especiais.
As grandes doutrinas e princípios do cristianismo estão expostos com clareza nas Escrituras, por isso, só se evocam as regras de interpretação para conseguir verdadeiro significado dos pontos obscuros e de difícil compreensão. Para se conhecer o sentido inato da Bíblia, ela mesma deve ser a própria intérprete.

I. REGRAS DE INTERPRETAÇÃO.
1. É PRECISO, O QUANTO SEJA POSSÍVEL, TOMAR AS PALAVRAS EM SEU SENTIDO COMUM. Nem sempre este sentido comum será o literal, por isso, para esta regra perguntamos: Qual o significado desta palavra? Os verdadeiros sentidos dos textos são, muitas vezes conseguidos pelo significado de suas palavras. Os significados das palavras na Bíblia estão determinados pela peculiaridade e uso da linguagem bíblica, devendo, portanto buscar o conhecimento do sentido em que se usam as palavras antes de tudo na própria Bíblia. Se não tem mais de um significado, estamos de imediato esclarecidos: possuímos já o verdadeiro sentido. Porém, caso contrário, tem outra pergunta!

2. É DE TODO NECESSÁRIO TOMAR AS PALAVRAS NO SENTIDO QUE INDICA O CONJUNTO DA FRASE. Esta segunda regra responde a pergunta: Que sentido requer o restante da frase? Na linguagem bíblica, como em qualquer outra, existem palavras que variam muito em seu significado, segundo o sentido da frase ou argumento em que ocorrem. Importa, pois averiguar e determinar sempre qual seja o pensamento especial que o escritor se propõe a expressar, e assim, tomando por guia este pensamento, pode-se determinar o sentido positivo da palavra que apresenta dificuldade.

3. É NECESSÁRIO TOMAR AS PALAVRAS NO SENTIDO INDICADO NO CONTEXTO, A SABER, OS VERSÍCULOS QUE PRECEDEM E SEGUEM O TEXTO QUE SE ESTUDA. Nem sempre o conjunto de uma frase é suficiente para determinar qual o verdadeiro significado de certas palavras. Nestes casos, para uma correta interpretação precisamos ainda da resposta de uma terceira pergunta: Qual o sentido que requer o contexto? No contexto, isto é, nas passagens mais acima ou, mais abaixo, podemos encontrar expressões, versículos ou exemplos que nos esclarecem e definem o significado da palavra obscura.

4. É PRECISO TOMAR EM CONSIDERAÇÃO O OBJETIVO OU DESÍGNIO DO LIVRO OU PASSAGEM QUE OCORREM AS PALAVRAS OU EXPRESSÕES OBSCURAS. Se mesmo assim couberem mais um sentido, vamos ampliar ainda mais nossa averiguação perguntando: Qual o sentido que requer o desígnio ou objetivo geral da passagem ou livro em que se encontra? O objetivo ou desígnio de um livro ou passagem se adquire, sobre tudo, lendo-o e estudando com atenção e repetida vezes, tendo em conta em que ocasião e a que pessoas originalmente foram escritos.

5. É NECESSÁRIO CONSULTAR PALAVRAS PARALELAS (Existem Paralelo de palavras ou de idéias e de ensino gerais). Como passagens paralelas entendemos aqui as que fazem referência um a outra. Fazemos uso destes paralelos, quando o conjunto de frase ou contexto não basta para explicar as palavras duvidosas. Não sendo possível determinar pela palavra, deve-se procurar ensinos, narrativas e fatos contidos em textos ou passagens, chamam-se "paralelo de idéias". Se ainda assim, não houver correta interpretação usando estes paralelos, será preciso recorrer ao teor geral, ou seja, aos ensinos gerais das Escrituras. Se porventura com as respostas a todas estas averiguações for possível ainda, encontrar mais de um significado em alguma palavra ou passagem, pode considerar-se verdadeiro ambos os significados ou ambas as interpretações, devendo-se, por certo, conferir a que mais condições reunam para ser aceita como verdadeira.

II. FIGURAS DE RETÓRICA.
Vimos até aqui, que para correta compreensão das Escrituras se faz necessário, na medida do possível, tomar as palavras em seu sentido usual e comum, o que, devido a linguagem não significa que sempre devem ser tomadas ao pé da letra. Descobrimos também ser necessário familiarizarmos com a linguagem para chegarmos a compreender, sem dificuldades, qual seja o seu sentido usual e comum destas palavras. Para tanto, se faz necessário ao estudante das Escrituras explorarem uma série de figuras e hebraísmo, com seus correspondentes exemplos que precisam ser estudados detidamente e repetida vezes.

1. METÁFORA. Tem por base alguma semelhança entre dois objetos ou fatos, caracterizando-se um com o que é próprio do outro (Jo 15.1).
2. SINÉDOQUE. Faz uso desta figura quando se toma a parte pelo todo ou o todo pela parte, o plural pelo singular, o gênero pela espécie, ou vice-versa (Sl 16.9; 1Co 11.26; At 24.5).
3. METONÍMIA. Emprega-se esta figura quando se emprega a causa pelo efeito, ou o sinal ou símbolo pela realidade que indica o símbolo (Lc 16.29; Jo 13.8).
4. PROSOPOPÉIA. Usa se esta figura quando se personificam as cousas inanimadas, atribuindo-lhes feitos e ações das pessoas (1Co 15.55; Is 55.12; Sl 85.10,11).
5. IRONIA. Faz-se uso desta figura quando se expressa o contrário do que se quer dizer, porém sempre de tal modo que se faz ressaltar o sentido verdadeiro (2Co 11.5; 12.11; 1Rs 18.27; Jó 12.2).
6. HIPÉRBOLE. É a figura pela qual se representa uma cousa maior ou menor do que a realidade e, para apresentá-la viva a imaginação (Nm 13.33; Dt 1.28).
7. ALEGORIA. É uma figura retórica que geralmente consta de várias metáforas unidas, representando cada uma delas realidades correspondentes. Costuma ser tão palpável a natureza figurativa da alegoria que uma interpretação ao pé da letra quase se faz possível.
8. FÁBULA. É uma figura de retórica pouco usada nas Escrituras, na qual um fato ou alguma circunstância se expõe em forma de narração mediante a personificação de cousas ou de animais (2Rs 14.9).
9. ENÍGMA. Também é um tipo de alegoria, porém de solução difícil e abstrusa, isto é confuso, difícil de compreender (Jz 3.14; Pv 30.24).
10. TIPO. É uma classe de metáfora que não consiste meramente em palavras, mas em fatos, pessoas ou objetos que designam fatos semelhantes, pessoas ou objetos no porvir. Estas figuras são numerosas e chamam-se nas Escrituras "Sombras dos bens vindouros", e se encontram, portanto no AT (Jo 3.14; Mt 12.40; Rm 5.14; 1Co 5.7).
11. SÍMBOLO. É uma espécie de tipo pelo qual se representa alguma cousa ou algum fato por meio de outra cousa ou fato familiar que se considera a propósito para servir de semelhança ou representação (Ap 5.5; 6.2; Mt 10.16).
12. PARÁBOLA. É uma espécie de alegoria apresentada sob forma de narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis. Sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades importantes (Lc 18.1-7; Mt 13.3-8).
13. SÍMILE. Procede da palavra latina "similis" que significa semelhante ou parecido a outro. Consiste em denominar uma cousa empregando o nome de outra, na esperança de que o leitor ou ouvinte reconhecerá a semelhança entre o sentido real e o figurado da comparação.
14. INTERROGAÇÃO. A palavra procede de um vocábulo latino que significa "pergunta". Mas nem todas as perguntas são figuras de retórica. Somente quando a pergunta encerra uma conclusão evidente é que é uma figura de literária – figura pela qual o orador se dirige a seu interlocutor, ou adversário, ou ao público, em tom de pergunta, sabendo de antemão que ninguém vai responder (Enciclopédia Brasileira Mérito) Gn 18.25; Rm 8.33-35.
15. APÓSTROFE. Semelhante a prosopopéia, o vocábulo indica que o orador se volve dso seus ouvintes imediatos para dirigir-se a uma pessoa ou coisa ausente ou imaginária. Quando as palavras são dirigidas a um objeto impessoal, a personificação e a apostrofe se combinam (Sl 114.5-8; Jr 47.6).
16. ANTITESE. É a inclusão na mesma frase, de duas palavras, ou dois pensamentos, que fazem contrastes um com o outro. (Dt 30.15; Mt 7.13,14).
17. CLIMAX OU GRADAÇÃO. Concatenação dos elementos de um período de modo a fazer com que cada um comece com a última palavra do anterior; amplificação, apresentação de uma série de idéias em progressão ascendentes ou descendentes (Hb 11. Rm 8).
18. PROVÉRBIO. Trata-se de um dito comum ou adágio. Os provérbios do AT estão redigidos em sua maior parte em forma poética, consistente em dois paralelismo, que geralmente são sinônimos, antitéticos ou sintéticos.
19. PARADOXO. Uma proposição ou declaração oposta a opinião comum. Uma afirmação contrária a todas as aparências e a primeira vista, absurda, impossível ou em contraposição ao sentido comum, porém que, se estudada detidamente ou meditando nela, torna-se correta e bem fundamentada (Mt 16.12; 8.22).
20. HEBRAÍSMO. Certas maneiras e expressões peculiares do idioma hebreu que ocorrem em nossas traduções da Bíblia, que originalmente foi escrita em hebraico e em grego (Lc 10.6; Ef 2.2; 5.6,8).
Exemplos de hebraísmo e suas peculiaridades:
  • De posse e poder – Sl 108.9
  • De felicidade e suficiência – Sl 63.5
  • De contraste ou antítese – Pv 15.20
  • DE poder e força – Sl 104.24
 
Bibliografia:
Hermenêutica Fácil e Descomplicada – Costa Bento, Esdras – CPAD
Hermenêutica. E Lund/P.C. Nelson – Editora Vida

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