quinta-feira, 14 de maio de 2015

AMIGOS

Jó 2.11-13 Três amigos de Jó ouviram sobre todos os males que o haviam atingido e planejaram fazer-lhe uma visita, para dar um pouco de consolo e ânimo. Os nomes desses três amigos eram Elifaz, da cidade de Temã, Bildade, da cidade de Suá, e Zofar, da cidade de Naamate. Quando os três viram Jó de longe, mal puderam reconhecer seu amigo. Cheios de tristeza, rasgaram suas roupas, chorando em voz alta, e jogaram terra sobre a cabeça. Durante os sete dias e noites seguintes, os três se sentaram junto com Jó, sobre a cinza, sem dizer uma única palavra, porque vi­ram que o sofrimento de Jó era grande demais.
Introdução. Amigos segundo as melhores definições podem ser definidos como pessoas ligadas por íntimos laços de amizade. Um amigo pode ser visto como um defensor ou como um aliado. A amizade pode ser entendida como um sentimento capaz de proporcionar o afeiçoamento ou ligações entre pessoas.
I. CARACTERÍSTICAS DO AMIGO.
Pv 27.10. Não despreze o seu amigo nem o amigo de seu pai. Uma boa amizade vale muito nas horas difíceis; se você tem um bom amigo próximo de você, não precisará depender de parentes distantes.
O que melhor nos faz entender a figura de um amigo é sua capacidade em viver momentos de profunda complexão ao lidar com as dificuldades problemas ou dores daqueles que lhe são queridos.  Jó 6.14.O amigo deve mostrar compreensão e ajuda na hora da dificuldade..."
O que Jó está dizendo é que:
1. Um amigo de verdade é aquele que na hora da angústia, é capaz de agir como um irmão. Pv 17.17. O amigo é sempre leal, mas na hora da dificuldade ele se torna mais que um amigo; ele passa a ser um irmão.
2. Por sua proximidade os amigos assumem atitudes que o fazem parecer parte da família. Pv 18.24. Quem tem muitos amigos pode ser levado à ruína. No entanto, há amigos mais achegados que um irmão.
3. Os verdadeiros amigos não são se aproximam com objetivo de obterem para si algum retorno. Pv 19.4. Quem tem muitas riquezas sempre arranja muitos amigos, mas o pobre é abandonado até pelos seus poucos amigos.
Um amigo que interesseiro tem data de validade. Lc 15.14. Quando o dinheiro dele acabou, uma grande fome espalhou-se sobre a terra, e ele começou a passar necessidade.
Eu suma, um verdadeiro amigo pode ser descrito por atitudes facilmente perceptíveis, tais como:
a) Desprendimento.  Ele não tem interesse em coisas palpáveis. Seu interesse está na amizade e no companheirismo. Pv 19.6. O homem generoso está sempre cercado por gente que quer agradá-lo, e todos são amigos de quem dá presentes.
b) Imparcialidade. O amigo é amigo em qualquer situação. Ele não escolhe seus amigos pelo que eles tem, ele escolhe seus amigos pelo que eles representam. Pv 14.20. O pobre é desprezado até pelos seus vizinhos, mas o rico tem muitos amigos.
c) Confiábilidade. O amigo é sempre leal,  ele é capaz de perdoar,  ele é capaz de sofrer junto, ele é capaz de entender mesmos as situações mais complexas que possam envolver uma amizade.
Pv 27.10. Não despreze o seu amigo nem o amigo de seu pai. Uma boa amizade vale muito nas horas difíceis; se você tem um bom amigo próximo de você, não precisará depender de parentes distantes.
II. CINCO CLASSE QUE NÃO MERECECE SER CONSIDERADOS COMO AMIGOS.
2Co 6.14. Não entrem debaixo do mesmo jugo daqueles que não amam o Senhor, pois que tem o povo de Deus em comum com o povo do pecado? Como pode a luz conviver com as trevas?
1. O IRACUNDO/ COLÉRICO.
Pv 15.18. O homem de gênio irritadiço está sempre arranjando brigas, mas o homem paciente acalma a discussão. Identificamos como iracundo o tipo de pessoa que tem tendência natural para a ira. Qualquer coisa, por menor que seja é suficientemente para despertar nele um sentimento de ódio e de ira. Ele é tão propenso a ira que acaba se acostumando com este tipo de vida.
Para pessoas assim existe um conselho bíblico:
Pv 22.24. Não se torne amigo de quem vive de mau humor, nem ande em companhia de pessoas iradas e grosseiras,
Este é o tipo de pessoa que se possível,  deve ser evitada.  Não são boa companhia. São instáveis,  mundam o humor de uma hora para outra. Está bem em um momento e muda completamente logo em seguida. Pv 29.22. O homem irado provoca brigas, e o de gênio violento comete muitos pecados.
2. O DIFAMADOR.
Pv 10.18. O coração cheio de ódio produz lábios mentirosos; quem espalha a calúnia não tem juízo.
Difamamação é uma arma maligna capaz de levar uma pessoa a um total descredito. Uma pessoa difamadora tem prazer em calumiar e mentir com o objetivo escuso de ver outra pessoa destrída.
O Salmista pergunta e em seguida ele mesmo responde:
Sl 15.1, 2, 3 SENHOR, quem poderá viver no seu santuário? Quem morará no seu santo monte? Aquele que é honesto e sincero em tudo quanto faz, que pratica a justiça e que de coração fala a verdade; que não usa suas palavras para destruir outras pessoas, não prejudica de propósito o seu semelhante e não repete boatos e mexericos;
O difamador está vinculado ao tipo de pessoa que a Bíblia chama de "amantes de si mesmo". 2Tm 3.2. Porque as pessoas só amarão a si mesmas e ao dinheiro; serão incapazes de se controlarem, orgulhosas, zombarão de Deus, desobedecendo aos pais, sendo ingratas e completamente más.
3. O REVOLTADO.
Pv 24.21. Meu filho, tema o SENHOR e o rei; nunca faça parte de grupos revoltosos,
Eis aí o que chamamos de "insubordinado". É o revoltado, o perturbador da ordem. Nada está bom para ele,  sua vida se resume em arrumar encrenca. Vive querendo mudar tudo, nunca está satisfeito.  Rm 16.17. E agora tenho mais uma coisa a dizer-lhes antes de terminar esta carta. Conservem-se distantes daqueles que causam divisões e estão perturbando a fé do povo, ensinando sobre Cristo coisas que são contrárias aos ensinos que vocês receberam.
Pessoas assim são chamadas de "facciosos" e se não mudam seu modo de vida, a Bíblia nos ensina que devemos "evitá-las" Tt 3. 10. Se alguém está provocando divisões entre vocês, devem ser-lhe feitas uma primeira e uma segunda advertência. Depois disso, cortem as relações com ele,
4. O DESOBEDIENTE.
2Ts 3.14. Se alguém se recusar a obedecer ao que dizemos nesta carta, vejam quem é e afastem-­se dele, a fim de que ele se sinta envergonhado.
Aqui figura àqueles que conhecemos como "rebeldes" . Parecidos com os revoltados, estes são "recalcitrantes", teimosos,  sempre se acham com razão,  nunca estão errados, e nunca dão o braço a torcer. Em relação a pessoas assi a Bíblia nos dá alguns conselhos que faremos bem se os observarmos:
a) Devemos evitá-los, não nos "misturarmos" a elas. 2Ts 3.14. Se alguém se recusar a obedecer ao que dizemos nesta carta, vejam quem é e afastem-­se dele...
b) Devemos evitar a companhia de pessoas assim. 1Co 5.11. O que eu queria dizer era que vocês não devem fazer companhia a ninguém que se diz irmão em Cristo, porém está envolvido em pecados sexuais, ou é ganancioso, ou adora ídolos, ou é um bêbado, ou um ladrão. Nem ao menos comam com alguém assim.
c) Devemos, sempre que pudermos evitar relacionamentos.
Tt 3.10. Se alguém está provocando divisões entre vocês, devem ser-lhe feitas uma primeira e uma segunda advertência. Depois disso, cortem as relações com ele,
CONCLUSÃO: A amizade é uma bênção divina. Ter muitos amigos é uma graça que deve ser sempre almejada. Por isso, na igreja ou fora dela, precisamos viver de tal forma que nunca nos falte pessoas em quem possamos confiar a nossa sincera amizade.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

UMA MULHER MUITO QUERIDA

1Tm 1.5 trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice e estou certo de que também habita em ti.
Introdução. Ontem foi um domingo pra lá de especial.  Especial porque foi o domingo designado como "O Dia das mães". E não preciso dizer que o que fez este dia ser tão especial foi o fato de que nele homenageamos ninguém menos que a pessoa mais importante da nossa vida, nossa querida "mãezinha".
Esta data, desde que me entendo por gente (olha que isso já faz um tempinho) tem sido comemorada em todos os lares e também nas muitas instituições, como escolas, creches, igrejas etc.
Motivo de muita alegria para as famílias, o segundo domingo de maio foi separado, não como um dia onde devemos amar nossa mãe mais que em outros dias, não! O segundo domingo de maio foi separado simplesmente como um dia onde  as famílias se esforçam no sentido de se unirem e oferecerem a mamãe, uma retribuição do carinho que ela em sua vida inteira nunca poupou em relação a nós os seus filhos.
1Sm 2.19 E sua mãe lhe fazia de ano em ano uma túnica pequena, e lha trazia quando com seu marido subia para oferecer o sacrifício anual.
I. NA MITOLOGIA.
Esta comemoração tão significante parece ser mais antiga do que imaginamos.  A primeira vez em que se tem notícia de uma comemoração nesse sentido, é mitológica, dizem que aconteceu na Grécia antiga. Segundo dizem, na entrada da primavera festejavam honras a uma "suposta" mãe dos deuses conhecida como "Rhea". É tudo que eu sei...
Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
II. NA HISTÓRIA.
Na história,  a primeira sugestão em relação a criação de uma data para celebrar as mães se deu nos Estados Unidos por uma ativista, Ann Maria Reeves Jarvis. Conta a história que Jarvis,  com o objetivo de diminuir a taxa de mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores fundou no ano de 1858 (157 anos atrás) o"Mothers Days Works Clubs". Mais tarde, em 1865 (150 anos) pensando em melhorar também as condições dos feridos na Guerra de Sucessão que havia assolado os Estados Unidos, na época, ela mesmo fundou o "Mother's Friendship Days" (Dia da Amizade para as mães) com o objetivo de unir e procurar trazer algum conforto as pessoas. Assim nasceu esta comemoração. 
Em  reforço, em 1780 a escritora Julia Ward Home (autora de Hino de Batalha da República) publicou um manifesto intitulado "Mother's Day proclamation", no qual, pedia paz e desarmamento depois da guerra.
III. A ORIGEM NOS MOLDES ATUAIS.
Porém reconhecidamente como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual foi a filha de Ann Maria Reeves Jarvis, a metodista Anna Jarvis. Em maio de 1905, Anna perde sua mãe, e, diante do sofrimento e dor Anna organiza na cidade de Grafton, no estado da Virgínia Ocidental, EUA, com a ajuda de outras moças um dia especial para homenagear todas as mães e ensinar as crianças a importância da figura materna. Em 12 de maio de 1907, Anna criou um memorial a sua mãe e a partir daí iniciou uma forte campanha para que o Dia das mães fosse um feriado reconhecido. Um ano após, em 10 de maio de 1908, Anne com suas amigas celebraram um culto em homenagem às mães na Igreja Metodista Andrews, em Grafton. A repercussão foi bombástica e o tema do culto logo chamou atenção de líderes locais e do então governador do estado de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock que  defini a data de 26 de abril de 1910 como o dia oficial de comemoração em homenagem às mães.
Anne Jarvis obteve tanto sucesso que em 8 de maio de 1914 o congresso dos Estados Unidos, também passa a reconhecer a importância desta comemoração e instala o segundo domingo de maio como o dia estabelecido para o "Dia das mães". Logo a repercussão da celebração oficial em âmbito estadual alastrou-se para outras regiões dos Estados Unidos e foi adotada também por outros governadores. Até que o então presidente dos EUA, Thomas W. Wilson, por sugestão de Jarvis, propôs que o dia nacional das mães fosse comemorado em todo segundo domingo de maio. Anna Jarvis ficou internacionalmente conhecida como patrona do Dia das Mães. No âmbito desta resolução o Presidente dos Estados Unidos Thomas W. Wilson proclamou no dia seguinte que no Dia das mães os edifícios públicos deveriam ser decorados com bandeiras.  Assim, o Dia das mães foi celebrado pela primeira vez em 9 de maio de 1914.Infelizmente, com a crescente difusão e comercialização que se proliferou em referência a data Anna Jarvis acabou se afastando completamente do movimento, lamentou a criação desta data e lutou duramente para a abolição do feriado.
IV. NO BRASIL.
Aqui pelas bandas do Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em outros lugares, houve também outros focos de comemoração de mesmo teor, geralmente associados a instituições religiosas. Mas foi somente em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães passou a ser celebrado segundo o molde dos Estados Unidos, isto é, em todo segundo domingo do mês de maio. A pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino Getúlio oficializou a data como parte de uma estratégia feminista de valorizar a importância das mulheres na sociedade,  animadas com as perspectivas que se abriram a partir da conquista do direito de votar. Em fevereiro de 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro,  determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
V. A MÃE NA BÍBLIA.
1Rs 2.19 Foi, pois, Bate-Seba ter com o rei Salomão, para falar-lhe por Adonias. E o rei se levantou a encontrar-se com ela, e se inclinou diante dela; então, assentando-se no seu trono, mandou que pusessem um trono para a rainha-mãe; e ela se assentou à sua direita.
A figura da mãe sempre tão importante em todo o contexto da história humana, também tem seu lugar de destaque nas páginas das Escrituras Sagradas. Na Bíblia, entre os povos cristãos ou não, são inúmeros os textos onde a figura materna tem seu destaque. Mesmo numa cultura onde a figura feminina sempre foi tratada com desprezo, a figura da mãe foi exaltada e valorizada.
Dt 5.16 Honra a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá.
Valorizar, não menos que isso é o que a Bíblia faz em relação a figura materna, chegando mesmo a chamar "maldito" qualquer pessoa que de alguma forma a menosprezasse ou tratassem com desprezo.
Dt 27.16 Maldito aquele que desprezar a seu pai e sua mãe...
A Bíblia apresenta a mãe como uma figura que nunca deve ser desprezada ou esquecida...
Pv23.22 Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.
Em todas as anotações que fazem referências aos grande soberanos que reinaram em Israel ou nações, sempre ao lado da figura do Rei, figura o nome da mulher que lhe deu a luz, isto é, sua mãe! Apenas a título de exemplo podemos verificar nomes como:
Acazias, e sua mãe Atalia
Jeú e sua mãe Zíbia
Amazias e sua mãe Jeoadim
Azarias e sua mãe Jecolia
Jotão e sua mãe Jenisa
Ezequias e sua mãe Abi
Manassés e sua mãe Hefzibá
Amom e sua mãe Mesumelete
Josias e sua mãe Jedida
Jeoacaz e sua mãe Hamutal
Jeoaquim e sua mãe Zebida
Joaquim e sua mãe Neusta
Faltaria tempo e espaço para citar tantos reis e soberanos que ao lado de seu nome exaltado e temido, vinha o nome de alguém que devia ser simplesmente amada e obedecida, a mãe!
Pv 1.8 Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe.
Com seu lugar de destaque em situações onde se exigia extrema coragem e abnegação, a figura materna sempre são vistas em defesa de seus filhos. As mães estavam presente fosse qual fosse a situação. Ali estavam elas intercedendo, lutando ou simplesmente chorando ante a impotência de nada poder fazer:
Como Maria diante da cruz em Jo 19.25 E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.
Ou como a Mulher Cananeia de Mt 15.21 que se humilhou diante do mestre buscando a cura para sua filha. v.27 E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
Ou até mesmo como Joquebed que ante ao perigo iminente de ter seu filho morto por um erro do Faraó, o escondeu colocando em risco sua própria vida. Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.
As histórias que teríamos para contar não seriam suficientes para resumir tamanha a importância desta figura que queremos homenagear, mas sendo hoje, o "Segundo Domingo de Maio" este dia tão importante, deixemos que a nossa própria história ao lado desta pessoa tão importante seja a melhor forma de homenagear a alguém a quem desejamos todo o bem deste mundo!parabéns mamãe, nosso amor por ti é incomensuravelmente maior do que as nossas palavras ou os nossos gestos possamos expressar. Te amamos sempre, e por toda vida. Este é o teu dia, aproveite-o, a Senhora merece!
Pv 15.20 O filho sábio alegra a seu pai e a sua mãe...
Gn 20.12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

sábado, 18 de abril de 2015

SEPARADO PARA DEUS

Lc 2.22, 23 Terminados os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor. (conforme está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito será consagrado ao Senhor),

Int. Consagrar alguém ou algo a Deus foi, desde os mais primórdios tempos, um costume geral entre os povos bíblicos. Não será difícil  encontrarmos na Bíblia textos onde o próprio Deus exigia para si, a separação de pessoas ou coisas. Exemplo. Arão e seus filhos. Ex 28.41 E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também a seus filhos, e os ungirás e consagrarás, e os santificarás.

Definição do termo: Consagrar. Separar ou dedicar para o uso de Deus Êx 13.2 Santifica-me todo primogênito, todo o que abrir a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais; porque meu é.
Lucas registra, e é o único dos evangelistas a fazê-lo,  Maria e José conduzindo Jesus ao Templo de Jerusalém,  quarenta dias depois de seu nascimento. Eles estão cumprindo um ritual de purificação pós-parto, que, de acordo com a lei de Moisés chamava-se "a redenção do primogênito".  ...os pais trouxeram o menino Jesus, para fazerem por ele segundo o costume da lei, v.27. Para cumprirem este ritual José e Maria escolheram a opção mais disponível  aos pobres, aqueles que não podiam comprar um cordeiro, entregavam "Um par de rolas ou dois pombinhos" (v.24). Lv 12.1-4 Mas, se as suas posses não bastarem para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos: um para o holocausto e outro para a oferta pelo pecado...

Pontos importantes podem e devem ser observados aqui:

1. José e Maria, pais de Jesus, não esperavam cumprir qualquer ritual indicado por uma igreja ou denominação evangélica, como judeus eles cumpriam um ritual do "judaísmo" que era a religião oficial daquele povo.  Mesmo em tempos de domínio dos Romanos, um povo completamente alheio aos preceitos divinos, os judeus se mantinham,  na medida do possível fiéis ao Senhor e as suas crenças. ...levaram Jesus a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor...

2. O ato de levar Jesus ao templo para ser apresentado não vinha de nenhum ensinamento apostólico, e nem tinha qualquer intenção de deixar algum exemplo que deveria ser seguido pela igreja. Ainda não haviam sido instituído nem igrejas e nem apóstolos naqueles tempos, a prática era estritamente judaica.

3. Jesus também não pretendeu, por este ato a que foi submetido por seus país, deixar nenhum exemplo para as igrejas que se estabeleceriam. Jesus tinha apenas 40 dias de nascido, uma criança de 40 dias não é capaz de escolher onde ir, o que vestir, o que fazer, muito menos dar exemplo para alguém.

I. AS IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA DA APRESENTAÇÃO DE CRIANÇAS.
A apresentação de crianças, saiu dos tempos bíblicos e acabou se tornando uma prática comum nas igrejas evangélicas. Adotamos a prática por não batizarmos as nossas crianças. Assim, substituímos uma prática pela outra por entender que tal prática tenha se tornado motivo de grande alegria para muitas famílias. Para entender um pouco melhor as implicações no ato de apresentarmos nossos filhos, talvez seja procurarmos entender um pouquinho sobre o assunto batismo.

1. O BATISMO CATOLICO ROMANO.
Os Católicos veem o batismo como um dos sete sacramentos (Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e o Matrimônio). Consideram-no como um ritual "santo" e, fundamental a vida cristã. Pela prática do batismo, segundo ensinam, as porta para a vida no Espírito e o acesso aos demais sacramentos são abertas. Definem o batismo como o sacramento da regeneração pela água e pela Palavra, acreditando que, pela prática dele, a criança é salva tornando-se membro do Corpo de Cristo, regenerada do seu estado de pecador, e livre do paganismo.

2. O BATISMO A LUZ DA BIBLIA.
O nosso pensamento em relação ao batismo, difere circunstancialmente do pensamento católico. O ensino da Bíblia é que  nenhum ritual religioso é suficientemente eficaz para salvação. A salvação advém única e exclusivamente na convicção e na crença na pessoa bendita do Senhor Jesus Cristo. At 4:12 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos. Pensamento confirmado pelo texto de Jo 3:16  Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna. E por Paulo em Rm10.9,10 Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Ainda, é preciso lembrar do “salteador” arrependido na cruz, ao lado de Cristo, que foi salvo sem ter tido ao menos tempo pensar em batismo. Lc 23:43 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

3. A APRESENTAÇÃO.
Curioso em tudo isso é que temos uma crença diferente dos católicos, mas permitimos que sorrateiramente se introduza nas nossas igrejas um pensamento idêntico ao deles substituindo um ritual por outro. (Ritual aqui não é um termo pejorativo) "Ritual" conjunto de gestos, palavras e formalidades, imbuídos de algum valor simbólico, cuja performance é, usualmente, prescrita e codificada por uma religião ou por tradições da comunidade. A prática na apresentação de crianças não traz em si nenhuma conotação mística, como também não há nenhuma ordenança bíblica neste sentido. Podemos entendê-la como um melhoramento de uma prática bíblica judaica habilitada para uma prática de uso eclesiástico sem  nenhum valor salvívico, e nada tendo a ver com perdão de pecados. No entanto este ato pode ser motivo de muita exultação e alegria aos pais e familiares que o entenderem como deve ser entendido. É preciso muito cuidado pois não são poucos os pais que teimam em acreditar que se não apresentarem seus filhos, eles se tornam “pagãos”. É por causa deste pensamento que muitos pais correm para as igrejas para apresentarem seus filhos, e depois... simplesmente desaparecem, somem, nunca mais são vistos.

II. IMPLICAÇOES DO RITUAL.
Pois bem, este é um ato que embora simples,  traz consigo algumas implicações. Jesus, não foi sozinho ou por vontade própria ao templo... Levaram ele.... Ele não escolheu estar ali, não escolheu a roupa que deveria vestir e nem as pessoas que deveriam estar também ali. Para falar a verdade, não fazia a menor ideia do que estava acontecendo ali.

COMPROMETIMENTO.
JESUS não tinha como saber nada  sobre o que iria acontecer, mas seus pais sabiam muito bem. Os pais que hoje trazem seus filhos para serem apresentados na igreja precisam e devem saber que este ato que traz implicações e que esta implicações dizem exatamente em respeito a eles. Mas, fiquem tranquilos, não é nada sobrenatural, nada para se ter medo... A principal implicação e a única da qual me deterei neste opúsculo tem a ver com a palavra "compromisso".
Nossos filhos ainda não possuem idade suficiente que lhes deem condições de escolha, por isso eles precisam ser instruídos, e esta missão de "mostrar" a eles o caminho em que devem andar pertence em primeiro lugar a nós os pais. Pv 22.6 Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. Por isso, devemos ser os maiores interessados em manter nossas vidas comprometidas com o Senhor Jesus. Nossos filhos precisarão aprender a ser bons cidadãos, bons filhos e, principalmente bons  servos de Deus.

a. COMO ISTO FUNCIONA.
Ao "trazermos" nossos filhos para serem apresentados ao senhor, nós o estão consagrando ele a Deus. estamos "entregando" nossos filhos aos cuidados de Deus. Isto é maravilhoso! Mais, não é uma troca, é uma aliança. Deus recebe nossos filhos no sentido de abençoa-los e guardá-los. Nós assumimos a responsabilidade de educá-los nos preceitos bíblicos afim de que eles cresçam conhecendo o Senhor.Moisés nos mostra direitinho funciona esta engrenagem:

Primeiro. Dt 6-9 E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos... A implicação número um desta aliança é o amor e o apego pela Palavra. Não faz sentido querer inculcar algum ensino em alguém sem que esteja primeiro inculcado em nós. Precisaremos amar a Palavra de Deus na prática para que nossos filhos aprendam, na prática, como amar Deus e Sua Palavra. É a parte de vocês na aliança. Tg 1.22-25 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla no espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo e vai-se, e logo se esquece de como era. Entretanto aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer. 

"Entretanto, se continuar olhando com firmeza na lei de Deus que traz a liberdade e não a esquecer, mas praticar o que ela diz, Deus abençoará grandemente essa pessoa em tudo quanto fizer" (Bíblia Viva) Aqui se fundamenta o ensino daquilo que se vive e ama. Não é ensinar por ensinar. Não se trata simplesmente de contar historinhas porque as acha bonitas ou úteis. O ensino aqui deve vir de dentro, fluir da alma, brotar de um coração que acima de tudo, ama as coisas que vem de Deus.

Segundo: ...e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Estamos apenas começando com nossos pequeninos, e em hipótese alguma poderão desistir deles. A segunda implicação está no fato de nunca pensarmos que já falamos de Deus o suficiente.  O aprendizado vem pela persistência, (por osmose). Se não formos insistentes o suficiente na transmissão da Palavra de Deus, os meios de comunicação como a TV ou a internet poderão ser mais convincente, e  fatalmente perderemos esta batalha. Por isso,  ainda no berço, a Bíblia precisa começar a ser inculcada, ela está repleta de belas historias que podem muito bem ser adaptadas a linguagem e ao entendimento deles. Mesmo que eles ainda não entendam a linguagem das palavras, com um pouco de carinho, quem sabe, consigamos falar na "linguagem"  deles. Todas as oportunidade para "inculcar" neles a verdade sobre o Senhor Jesus devem ser aproveitadas ao máximo.

PARA A ESCOLA. Levar nossos filhos na escola é uma alegria que não deve ser desperdiçada. (Não tem preço). É uma oportunidade indescritível poder andar de mãos dadas com eles e  conversar.... o tempo passa muito rápido e daqui a pouco vão restar apenas lembranças... 

EM TODOS OS LUGARES. Portanto, devemos procurar aproveitar todo tempo com eles para falar de Deus. Andado na rua... indo a igreja...brincando no parquinho, ou estando simplesmente em casa. Tudo isso é válido.

DEPOIS DE UM DIA CANSATIVO. Algumas noites, mesmo depois de um dia cansativo e estressante em virtude do trabalho, eles estarão nos esperando desejoso de alguma atenção. Não devemos perder esta oportunidade, podemos brincar nem que seja um pouquinho, assistir TV com eles,  convidá-los a deitar ao nosso lado e falar para eles da Bíblia,  contar historinhas, no final, mesmo que sejamos nós a durma primeiro, posso te garantir,  valerá a pena...

Terceiro: Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos... A terceira implicação está em assumir de vez nossa responsabilidade como pais educadores.  Muitos pais preferem transferir para a igreja ou para as instituições de ensino responsabilidades que são suas. Não é a igreja ou a escola que tem a missão de "educar" nossos filhos, a igreja, e a escola são "ajudadores" nesta missão, elas vão nos auxiliar nesta tarefa, mais os educadores somos nós.

A EBD. A EBD tem sido ao longo de muitos anos a melhor escola de ensino que a igreja dispõe. Infelizmente muitos pais não tem a prática de frequência na EBD, mas, contudo, enviam seus filhos todos os domingos. Isto pode ter um lado negativo, porque acaba passando para eles a ideia de que a EBD não é um lugar tão bom, "se fosse bom, eles iriam juntos!" Também parece não ser uma boa ideia os pais irem a EBD e não levarem seus filhos. Estão impedindo que eles de recebam boa instrução, por pessoas dispostas e preparadas para isso. Não tenhamos dúvidas, a EBD pode ser um excelente "auxiliar" na educação de nossos filhos. Lá eles aprenderão coisas muito mais importantes e edificantes que com toda certeza a televisão ou a Internet não tem para lhes ensinar.

Como sinal na tua mão e por frontais entre os teus olhos.  A Palavra de Deus estando a nossas mãos, nossas mãos não servirão apenas para dar umas "palmadinhas". Pelo contrário, elas estarão sempre prontas e estendidas nos momentos difíceis da caminhada, e não duvidem sempre chega um tempo em que nossos filhos precisarão se sentir seguros, a Palavra de Deus é a segurança que precisamos ter sempre a mão para os auxiliar. 

A Bíblia Viva verte este texto da seguinte forma: "Amarre estes mandamentos nos braços como constante lembrete". Antes de tomarmos qualquer atitude no sentido de punirmos ou corrigirmos nossos filhos, devemos ter o cuidado de ver com os olhos de Deus. Não se trata de deixar sem correção,  mas aprender com Deus. Hb 12.7, 8 É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Com a Palavra na mão,  estamos aptos para corrigir e ajudar. Com a Palavra nos "olhos", estamos prontos para ver com os olhos de Deus. Ef 2.17 que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor,

Quarto e último: ...e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas...  Para finalizar,  não podemos nos esquecer da nossa casa. Ela o ambiente onde vamos criar nossos filhos, por isso nossa casa precisa ser uma extensão da casa de Deus. Tudo que imaginamos ser a casa de Deus, deve ser a nossa casa... A Palavra, a música, a comunhão, o ambiente saudável... Um lugar prazeroso de se estar. Nossos filhos, como nós precisam sentir prazer em estar em casa... Casas onde o ambiente se verifica por brigas, palavrões e panelas voando, certamente nunca será um lugar bom de se estar. Por causa de ambientes como estes que muitas crianças e até adultos, preferem ficar na rua. Paulo nos fala como devemos agir para que nossa casa seja um lugar agradável.

1. Evite ficar falando "palavrões" na frente de seus filhos, nem ache bonito quando ouvir eles falando.Ef 4.29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas ó a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.

2. Evite ficar brigando ou discutindo na frente de seus filhos. Se tiverem que "discutir" qualquer assunto mas acalorado, faça-o,  longe deles, preferencialmente. v.31 Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia.

3. Evite guardar no coração qualquer tipo de recebimento. Procure sempre agir com bondade. Se precisar corrigir seu filho, não o faça no calor da sua ira, espere um pouco até que esteja pronto para falar. v. 32 Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

CONCLUSÃO: Finalmente Arthur será apresentado a Deus, e vocês proverão um ambiente saudável para que ele cresça no temor do Senhor. Ele, agora não está em condições de escolher vir a igreja, mas vocês poderão fazer disto uma rotina prazerosa para ele... O que eu posso dizer... Desde seu nascimento, Arthur, foi separado para Deus...

Mensagem pregada no culto de apresentação do pequenino Arthur filho de meus sobrinhos Márcio e Luana.  Assembleia de Deus em Cerâmica, Nova Iguaçu. 19/04/2015


quinta-feira, 26 de março de 2015

JESUS CRISTO, SENHOR E DEUS

Cl 2.9 Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.

Int. Dentre as muitas indagações relativas a ortodoxia e a fé cristã, tenho por convicção uma verdade que se reveste da mais absoluta certeza, a afirmativa Bíblica de que Jesus Cristo é plenamente Senhor e Deus! Confesso, não tenho plena conviccão teológica em relação a "muitos" assuntos bíblicos, e, ao contrário do que muitos pensam, algumas doutrinas importantes da Bíblia ainda venho aos poucos processado em minha mente, de forma lenta e cuidadosa, para evitar o erro de incair na perigosa rede da falsa interpretação. Porque nós não somos falsificadores da palavra de Deus, como tantos outros; mas é com sinceridade, é da parte de Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo, falamos 2Co 2:17

No entanto, quando o assunto é a divindade  do Senhor Jesus, a Bíblia não nos permite sequer pensar na possibilidade de que um dia, ou em algum tempo, Cristo não tenha sido   Deus em toda a plenitude da palavra. Cl 1.16,17 porque nele (Jesus) foram criadas todas as    coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas. O Apóstolo Paulo de forma contudente e com uma segurança digna de alguém que sabe exatamente o que está dizendo, faz uma bela e inconfundível descrição para a igreja em Colossos. Ele reafirma a imparcialidade que lhe é peculiar a idéia bibliocêntrica da divindade do Mestre, No verso 17 Paulo diz: "Ele (Jesus) é antes de todas as coisas". Frase suficientemente forte no sentido de comprovar a verdade que, em meu coração, é impossível negar: Jesus Cristo é "antes de todas  as coisas" Senhor e Deus! "Ninguem subsistiu antes dele e após Ele, ninguem subsistirá" At 17. 28  porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos...

É uma verdade comprovada ao longo dos vários textos da Bíblia. O próprio Mestre, em nenhum  momento sequer pensou em esconder esta verdade de alguém. Em Jo 8.58 O Senhor Jesus reforça com base solida toda a razão da nossa fé, quando diz: "...Em verdade, em verdade vos   digo que antes que Abraão existisse, eu Sou" Esta comprovação bíblica, teológica e doutrinária, nos impossibilita de negar ou duvidar que em algum momento na história, o Senhor Jesus Cristo não tenha sido Deus em toda plenitude do Seu ser. Cl 2. 9 porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Portanto, este é o grito inconfundível da minha alma "...Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade"  Este é um grito que não se cala mesmo num tempo em que tantas filosofias estranhas ao cristianismo bíblico tentam deturpar o som desta verdade. Eles negam que Jesus Cristo foi ou um dia será plenamente "Senhor e Deus".

1Co 8.6 diz: "todavia para nós..." Eis a resposta da nossa consciência: "...há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.

Esta é a verdade da qual tenho plena e total convicção de fé, portanto, quero apresentar: "Três pilares onde se  sustento com base a minha convicção de que Jesus Cristo é meu Senhor e Deus. "as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo... 1Co 2:13

I. O PILAR DA SUA REVELAÇÃO PESSOAL.
Cl 1.15. o qual  (Jesus) é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.

Ao contrário do que "pareçe" querer nos transmitir o texto, Jesus não se "parece" com Deus. A expressão do escritor bíblico pode ser melhor entendida a luz da NTLH. "Ele, o primeiro Filho, é a revelação visível do Deus invisível; ele é superior a todas as coisas criadas" A expressão "imagem" aqui, não desvincula nem enfraquece a verdade bíblica em relação a divindade do Senhor Jesus, pelo contrário, com esta expressão a Bíblia apenas reforça o argumento da Sua "revelação" pessoal. O texto de Paulo aos Filipenses apresenta Jesus, em toda plenitude da Sua divindade. Paulo apresenta Jesus assumindo uma natureza de homem, mais que em nenhum momento, perde qualquer uma das suas caracteristicas Divina. Paulo diz que Ele se "despojou" da sua glória, isto é, Ele mesmo, por vontade própria, "abriu mão de tudo que era seu..."

No entanto, Ele não deixou de ser o que Ele sempre foi. E Paulo reforça aida mais a idéia. Fp 2:6-7 Ele (Jesus) tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus.  Pelo contrário, ele (Jesus) abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo,             tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano... Quando Paulo diz que Jesus  é a revelação visível do Deus invisível,  Paulo está dizendo que Jesus se tornou o Deus palpável e visível. Dizer que Ele asumiu a forma humana, significa dizer que Ele viveu a vida comum a qualquer ser humano. "....tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano". As caracteristicas humanas vistas em Jesus somente comprovaram sua existência, mais não o desvincula da Sua divindade.  Como Deus Ele se fez homem, e as caracteristicas humanas comprovam a existência do homem que nunca deixou de ser Deus. Rm 1. 19,20 Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lhe manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis. Em Jesus ambas as naturezas (divina e humana) são fatos  indiscutíveis nas Escrituras Sagradas. A Bíblia apresenta Jesus como a "imagem do Deus invisível, primogênito de toda a criação". Cl 1.15. Possuidor dos "atributos invisíveis, eterno poder e divindade. Caracteristicas, que segundo Paulo, "...são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis"  Rm 1.20. Isto é, não existe nenhuma "desculpa" para não crer isto.

II. O PILAR DA SUA MANIFESTAÇÃO DIVINA.
Jo 1:1-3 No começo aquele que é a Palavra  (Jesus) já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela.

A mesma Bíblia que apresenta Jesus com características que são distintivas ao ser humano, apresenta também o Senhor Jesus com características que são inerentes somente a Deus. A Bíblia apresenta "Nele", características tipicamente divinas. Nunca são vista em homens, não são vistas em anjos. Nenhum ser carnal ou espiritual possuem tais características. São características distintivas que fazem uma profunda divisão entre a divindade e a humanidade terrena.

a) ELE É PRÉ EXISTENTE. Jo 1:1 No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus.

Jesus não é uma bela história que começou a ser contada escrita ou editada um dia qualquer em Belém de Judá. A Bíblia é perfeitamente clara ao afirmar: "Jesus sempre existiu".  1Pe 1.20 O qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós. Homens nascem, homens crescem e homens morrem, é uma lei da qual não temos como desviar dela. Jesus, porem é diferente de todos os homens. Ele "sempre existiu" . Jesus não tem começo, 2Tm 1. 9 que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus "antes dos tempos eternos".

  • Jesus não tem fim... Ef 1.10. para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.


b. ELE É REI SOBERANO DETENTOR DE TODO PODER E AUTORIDADE
Ef 1:21-22 Cristo reina sobre todos os governos celestiais, autoridades, forças e poderes. Ele tem um título que está acima de todos os títulos das autoridades que existem neste mundo e no mundo que há de vir. Deus colocou todas as coisas debaixo da autoridade de Cristo e deu Cristo à Igreja como o único Senhor de tudo.

A divindade do Senhor Jesus pode ser comprovada pela autoridade que somente a Ele é atribuída. Em toda história da humanidade, ninguém foi ou será descrito como portador de tamanha honra e tamanho poder. "Deus colocou todas as coisas debaixo da autoridade de Cristo". O Senhor Jesus é descrito pelo texto sagrado como portador de tamanha autoridade que nada, e absolutamente ninguém pode escapar da grandeza poderosa atribuída a Ele. Tamanho é o Seu poder que seria até mais correto dizer que Jesus não possui autoridade, Jesus é, em todos os sentidos, a própria autoridade. Fp 2. 9-11. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus PaiSua Majestade pode ser visto claramente no Seu nome soberano e digno, diante do qual todos os joelhos terão de se prostarem. Sua uma magnificiência está muito acima de qualquer poder temporal que possamos conhecer ou simplesmente termos ouvido falar. Ninguém recebeu tamanha honra nem neste mundo e nem em toda a eternidade. Jo 5. 26,27 Pois assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter vida em si mesmo; e deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homemMuitos nomes se tornaram celébres por seus feitos. Lembramos de nomes como o de Martin Luther King Jr, e sua luta contra o preconceito social. Nelson Mandela, lutando contra o apartaid e a segregação racial. Mahatma Ghandi em sua busca ansiosa pela pacificação mundial. Porém Jesus é muito maior que Luther King, excepcionalmente maior que Ghandi e grandissimamente maior que Mandela. Por mais que tenham feito estes ou qualquer outros nomes, nenhum deles, nenhum deles recebeu um nome majestoso e poderoso como o nome do Senhor Jesus. Ef 1. 21 muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro.

c. PERDOADOR DE PECADOS
Hb 1.3 sendo ele (Jesus) o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a           purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.

]A sentença final deste texto enaltece de maneira honrosa a dignidade majestosa e divina do Senhor Jesus. Ninguem, além Dele, foi capaz de, por iniciativa própria, "entregar" sua própria vida em favor de uma humanidade  condenada e perdida. Ef 5:2 ...Cristo nos amou e deu a sua vida por nós, como uma oferta de perfume agradável e como um sacrifício que agrada a Deus! Não é sem razão que o escritor afirma ter "ele mesmo feito a purificação dos pecados". Atitude sem a qual nenhum de nós teríamos sequer a condição de nos aproximarmos Dele. Porém no ápice final do texto, o Apóstolo de declara a maravilhosa grandeza magestosa do Senhor Jesus ao dizer que Ele: "assentou-se à direita da Majestade nas alturas"

Nos evangelhos é claro o entendimento de que ninguém senão Deus tem poder de perdoar pecados. Mc 2. 7. Por que fala assim este homem? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus?

Lc 5. 21. Então os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?

Neste universo de dúvidas e acusações, Jesus apenas se levanta, e com uma autoridade que lhe é peculiar, dá apenas uma ordem... Apenas uma única ordem... Lc 5. 24, 25 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te  digo: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Imediatamente se levantou diante deles, tomou o leito em que estivera deitado e foi para sua casa, glorificando a Deus. O que dizer e o que pensar se diante dos fatos não existem argumentos? A única coisa a fazer, é nos prostrarmos ante a majestade gloriosa do Senhor Jesus e declarar a certeza de nossa fé. Rm 14. 8 Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.


CONCLUSÃO:
Rm 10. 9. Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

Na certeza da minha fé, cumpro com maior orgulho e na maior reverência, por convicção teológica aquilo que a minha consciência pede em relação ao rei e seu súdito: A Ele, toda dignidade e toda honra.... A nós que se cumpra as palavras do Apostolo Paulo. 2Co 4. 5. Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus.



segunda-feira, 23 de março de 2015

BUSCANDO SANTIDADE E VIVENDO EM AVIVAMENTO

BUSCANDO A SANTIDADE E VIVENDO EM AVIVAMENTO
Rm 8.7, 10 porque a velha natureza pecaminosa dentro de nós é inimiga de Deus. Ela nunca se submete à Lei de Deus, e nunca o fará... Mas se Cristo vive dentro de vocês, seus corpos estão mortos por causa do pecado; no entanto, o espírito está vivo por causa da justiça.

SANTIDADE   É por assim dizer o atributo essencial da Pessoa bendita de Deus. O termo descreve Deus como um ser distinto e inspirador do mais profundo respeito sendo por isso mesmo digno da mais alta e profunda adoração. O termo hebreu "kadosh" que significa "separar" apresenta a santidade como um processo  que consiste antes de tudo em que o homem se  aposse da graça Divina que transforma seu interior fazendo-o participante da santidade e da vida de Deus. Jonathan Edwards, o grande teólogo, disse que para vencer o pecado, devemos substituir um desejo pecaminoso por um desejo mais forte de santidade. A questão não é matar a paixão, mas ser apaixonado pelas coisas certas. O segredo é ser apaixonado pelas coisas de Deus. Gl 5.17 Porque nós por natureza gostamos de fazer as coisas ruins que são justamente o oposto das coisas que o Espírito nos manda fazer; e as coisas boas que desejamos fazer quando o Espírito nos domina são justamente o oposto dos nossos desejos naturais. Estas duas forças dentro de nós estão lutando constantemente uma contra a outra, a fim de ganharem o domínio sobre nós, e os nossos desejos nunca estão livres de suas pressões. O convite, portanto, é para uma separação total e incondicional para Deus pois "Santidade" fala em um coração santo que não suporta viver sem esta busca constante pela santificação. Gl 5.24 Aqueles que pertencem a Cristo Jesus crucificaram seus maus desejos e paixões.

A IMPORTÂNCIA DA SANTIFICAÇÃO A LUZ DA BÍBLIA.
Êx 15:11 Não há outro deus como tu, ó Senhor ! Quem é santo e majestoso como tu? Quem pode fazer os milagres e as maravilhas que fazes?
A Bíblia inteira trata da santificação.  A palavra parece não menos que 600 vezes nas páginas das Sagradas Escrituras, algumas vezes ela se refere ao caráter do homem outras fala dos atributos de Deus.Então este  não é um tema novo, e pelo que podemos ver nas Escrituras, tambem não é um estilo de vida opcional. Santidade é em todos os sentidos um retorno a Deus. O escritor aos Hebreus chega mesmo a fazer a seguinte afirmação: Hb 12.14. Procurem viver em paz com todos e busquem levar uma vida pura e santa, porque aquele que não é santo não verá o Senhor. O conceito da santidade vai sempre apontar para a Pessoa bendita de Deus destacando sua absoluta pureza moral, como um indicador de que Deus não somente é incapaz de pecar como também não tolera de forma algums o pecado. Ez 39.7 “Assim farei o meu povo de Israel conhecer o meu santo nome. Nunca mais permitirei que eles desonrem o meu nome diante de outras nações. Assim todas as nações saberão que eu sou o SENHOR, o Santo de Israel". A santidade mostrar ainda que o domínio de Deus exercido sobre a criação distingue sua perfeição moral do caráter caído  e maculado inerente a todos os seres humanos. 1Sm 2:2 Ninguém é santo como o Senhor ; não existe outro deus além dele, e não há nenhum protetor como o nosso Deus. Portanto vejam a importância da santidade; medida em que nos aproximamos de Deus, mas descobrimos o exercício soberano da Sua majestade gloriosa. Sl 47.8 Assentado em seu santo trono, Deus reina sobre todas as nações. A santidade de Deus aponta para a separação de tudo aquilo que é mau ou corrompido. Em Jó 34.10 lemos: Vocês que têm bom senso, ouçam! Será que Deus faria alguma coisa errada? Será que o Todo-poderoso cometeria injustiças? Mas é o Salmo 99 quem apresenta de forma sublime e contundente toda verdade escondida por trás deste conceito abstrato e descritivo do caráter e do padrão de absoluta perfeição moral pertencente unica e exclusivamente, a Pessoa de Deus.

Os versos 1-3 O SENHOR reina! As nações tremem! O seu trono é sustentado pelos querubins; a terra será abalada!  Grande é o SENHOR em Sião! Ele é exaltado acima de todas as nações! Que as nações louvem o seu grande e poderoso nome, que é santo!
A única coisa que identifica o Senhor deste reino e o atributo pelo qual ele se faz conhecido. O salmista não se preocupa em apresentar um nome,  não faz questão de mencionar nenhuma geneologia e nunca fala dele como uma pessoa humana e finita.
A apresentação fica por conta daquilo que este Rei representa,  do grande poder que Ele detem e por conta do domínio que Ele exerce sobre todo o seu reino. A única coisa que se diz é que como Senhor Ele reina e o seu reino é exaltado sobre de toda e qualquer nação. Por fim o salmista fala do aspecto que melhor classifica o Senhor deste reino. Descrever o Rei não parece ser uma tarefa fácil,  talvez por isso ele não o identifica por um nome mas por um dos seus aspecto mais importante sua santidade: o seu grande e poderoso nome, que é santo! O texto fala do santo Deus cujo nome deve ser reverenciado e adorado por toda a sua criação. Homens, anjos todos os seres viventes, exatamente como nas estrofes 2 e 5 do hino 124 da HC "Adorai-O, anjos poderosos,Vós que Sua glória contemplais! Vós, remidos, já vitoriosos; Graças, rendei-Lhe mais! ...Homens! Jovens! Velhos e meninos! Adorai ao vosso Redentor! Reis e sábios, grandes, pequeninos,Dai-Lhe veraz louvor!"

Os versos 4,5 Como Rei poderoso ele ama a justiça e estabelece o direito, a honestidade e a verdade por todo o Israel. Proclamem a grandeza do SENHOR, o nosso Deus! Ele é santo, e por isso devemos nos curvar até o chão diante dele.
Apartir destes versos  o salmista passa a descrever com mais clareza o conceito de separação do pecado e do mal. Ele passa a descrever Deus como o Rei cujo Reino tem por base a santidade e a justiça. Um Rei que, em virtude do seu grande amor santo e incompreensível estabeleçe por força de lei para o seu reino tudo aquilo que é justo,  honesto e verdadeiro. Sl 11.7. O SENHOR ama a justiça, porque ele é justo. Quem obedece de coração à sua lei, viverá na sua presença.

II. AS POSSIBILIDADES DA SANTIFICAÇÃO.
Ef 4.24. Sim, vocês devem revestir-se do novo ser, criado por Deus, que é parecido com a sua natureza, santa e justa, proveniente da verdade.
A santificação é um processo que nos faz amar mais as coisas de Deus, do que as coisas do mundo. Através da santificação Deus passa a agir em nós de maneira que nos faz ser semelhante a Ele. Se a Santidade é uma escolha,  um estilo de vida, será preciso abrir mão de algumas coisas, e principalmente renunciar a nossa natureza carnal. Rm 8.7, 10 porque a velha natureza pecaminosa dentro de nós é inimiga de Deus. Ela nunca se submete à Lei de Deus, e nunca o fará... Contudo são nas páginas do AT que encontraremos o Deus santo em sua interação com o homem pecador, acreditando neste homem, e por acreditar na possibilidade da redenção,  Deus passa a incentivá-lo a que busque de todas as formas possíveis viver a realidade daquilo na Bíblia se conceitua como "santificação" Lv 19.2 “Diga o seguinte a toda a comunidade de Israel: Sejam santos porque eu, o SENHOR, o Deus de vocês, sou santo"

III. O PADRÃO DA SANTIDADE DIVINA.
Êx 15:11 Não há outro deus como tu, ó Senhor ! Quem é santo e majestoso como tu? Quem pode fazer os milagres e as maravilhas que fazes?
Se o conceito de santidade basea-se na expressão da Pessoa bendita de Deus, isto significa que santidade se expressa quando a mente humana está em consonância com a mente divina. Ser santo, portanto é pensar com o padrão da Palavra de Deus. Evitar o pecado e esforçar-se o máximo para "consagrar" a Deus a nossa vida em uma entrega voluntária e dedicada a Ele, é tudo que se pede num conceito básico de santificação. . Jó 11.13, 14 Contudo, faça um propósito de consagrar o seu coração, e estender as mãos para ele; abandonar o pecado que mancha as suas mãos e não permitir que a maldade habite em sua casa.

1. UMA ENTREGA PESSOAL
O santo deve usar todas as suas forças para ser como o Senhor Jesus. Deve pensar como Ele,  andar conforme a imagem dele e cultivar, como Ele o fruto do Espírito. O santo procura demonstrar interesse em ter um bom testemunho mortificando os desejos do mundo e fujindo das inclinações da carne. Rm8.29. Desde o princípio de tudo, Deus já conhecia os seus escolhidos, e ele também os predestinou para que se tornassem semelhantes à imagem de seu Filho, de tal modo que seu Filho seja o primeiro entre muitos irmãos.

2. UMA ENTREGA MORAL
Ser santo é abominar a mentira,  a difamação,  a maledicência,  o engano, a desonestidade,  e a injustiça mesmo nas pequenas coisas.Ser santo é buscar fidelidade em deveres e relacionamentos. Cl 3.8-10 entretanto, agora é o momento de arrancar e lançar fora todas estas coisas: ira, ódio, maldade, blasfêmia e palavras obscenas. Não mintam uns aos outros; a vida velha que vocês levavam, com toda a sua perversidade, é que fazia essa espécie de coisas; agora ela está morta e desapareceu. Vocês estão vivendo uma espécie de vida totalmente nova, que consiste em estar continuamente aprendendo cada vez mais o que é correto, e procurando constantemente ser cada vez maítimois semelhantes a Cristo, que criou essa vida nova no íntimo de vocês. Lutando para ser bom esposo (esposa), bons filhos, bons patrões,  bons empregados, bons vizinhos, bons amigos, bons cidadões, bons em particular, bons em público,  bons na rua, bons e, casa, bons na igreja.  1Pe 2.1. Portanto, libertem-se dos seus sentimentos de maldade e de todo engano! Acabem com a falta de sinceridade e o ciúme, e parem de falar dos outros por trás.

Conclusão:
É impossível viver o avivamento sem que primeiro experimentemos um processo legítimo de santificação em nossas vidas. Não dá para ficarmos nos enganando com palavras bonitas e bem colocadas se não experimentarmos de vez um processo de transformação.
Deus não está pedindo muito de nós,  Ele só pede,  e para isso Ele nos deu o Seu Espírito,  que vivamos nossa vida de tal maneira  tal que o agrademos em tudo.
At 17.28. ‘Porque nele nós vivemos, e nos movemos, e existimos!’... ‘Nós também somos descendência dele’.


   UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE INCLUSIVA Texto: Atos dos Apóstolos 8 .26-29   26 - E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo:...