terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

 A INVASÃO DE JERUSALÉM.

Texto Básico: Lc 21.20-24
Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei, então, que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judéia, que fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, que saiam; e, os que estiverem nos campos, que não entrem nela. Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. Mas ai das grávidas e das que criarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira sobre este povo. E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.”

Introdução:

O cerco de Jerusalém e a consequente destruição do Templo pelos Romanos sem dúvida deve ser entendido como o principal assunto nas palavras do Senhor Jesus registradas por Lucas, texto básico da nossa lição. O contexto histórico que se segue a descrição destes fatos tempo depois desta narrativa é um cenário muito triste que podemos pelo menos imaginar lendo as linhas do historiador Flávio Josefo em seu livro Antiguidades Judaicas quinto volume, entre os capítulos 27 e 28: “Continua a horrível matança no Templo. Tumulto espantoso. Descrição de um horrível espetáculo. Os revoltosos fazem tal esforço num ataque, que repelem os romanos e retiram-se para a cidade. Quando o fogo devorava o Templo, os soldados furiosos saqueavam e matavam todos os que encontravam. Não perdoavam nem a idade, nem a condição. Os velhos e as crianças, os sacerdotes e os leigos, eram todos passados a fio de espada; todos eram envolvidos nessa matança geral e os que recorriam aos rogos não eram tratados com mais clemência do que os que tinham a coragem de se defender até o fim; o gemido dos moribundos misturava-se com o barulho do crepitar das chamas, que avançavam sempre, e o incêndio de tão grande edifício, situado num lugar elevado, fazia, aos que o contemplavam de longe, pensar que toda a cidade estava sendo devorada pelas chamas.” O Templo foi incendiado e todo o ouro dos revestimentos, vasos e utensílios se derreteu infiltrando-se por entre as pedras da construção. Para recuperá-lo os romanos desmontaram pedra por pedra, deixando no lugar apenas a laje, hoje ocupada por uma mesquita, e um muro de arrimo conhecido como “Muro das Lamentações”. Todo este desfecho trágico acontece no ano 70 dC. quando Jerusalém foi completamente arrasada. Dizem os historiadores que foram tantos os mortos que os cavalos dos soldados romanos não paravam em pé por causa do sangue que escorria nas ruas. A situação do povo que estava dentro dos muros era desesperadora. O Senhor Jesus havia advertido que todos deveriam sair às pressas da Judéia e os que estivessem no campo não teriam tempo de voltar à cidade para pegar coisa alguma, deveriam fugir rapidamente deixando absolutamente tudo para trás: os que estiverem na Judéia fujam para os montes” “Quem estiver no campo (fora das cidades) não volte para pegar seu manto”. “É então um caso miserável, uma visão que até poria lágrimas em nossos olhos ... a fome foi muito dura para todas as outras paixões... a tal ponto que os filhos arrancaram os próprios bocados que seus pais estavam comendo de suas próprias bocas, e o que mais dava pena, assim também faziam as mães quanto a seus filhos... quando viam alguma casa fechada, isto era para eles sinal de que as pessoas que estavam dentro tinham conseguido alguma comida, e então eles arrombavam as portas e corriam para dentro... os velhos, que seguravam bem sua comida eram espancados, e se as mulheres escondiam o que tinham dentro de suas mãos, seu cabelo era arrancado por fazerem isso.. .” (Flávio Josefo Guerras dos Judeus, lv 5, cap 10, seção 3). 

A advertência não parou por aí: Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábadoNo inverno havia muita chuva e as estradas ficavam muito escorregadias, os dias também tornavam curtos e as noites extremamente longas. No sábado, os portões da cidade fechavam e isto dificultaria ainda mais uma fuga. De fato, quando Tito veio contra Jerusalém, muitos discípulos viram os exércitos se aproximando e fugiram rapidamente para uma cidade chamada “Pela”, localizada do outro lado do rio Jordão e conseguiram se salvar da destruição. Foi um dia de ira contra os judeus, como diz o evangelista Lucas 21:23-24, onde encontramos três profecias: 

  • cairão ao fio da espada” 

  • serão levados cativos para todas as nações” 

  • Jerusalém será pisada pelos gentios até que os dias deles se completem

Os judeus ficaram divididos entre os que queriam a reconciliação com os romanos e os extremistas que de toda forma defendiam a guerra. Neste contexto cada vez mais difícil, a comunidade judaico-cristã de Jerusalém decidiu abandonar a cidade e buscar refúgio na cidade de Pela, na Transjordânia. Uma postura que encontrava apoio nas palavras do Senhor Jesus, uma oposição contra a ideologia de sublevação violenta e que se situava na linha de profetas como Isaías e Jeremias que tinham advertido o povo judeu contra qualquer guerra contra potências muito mais poderosas. 
Marcos 13.14-18 - Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predito, estar onde não deve estar (quem lê, que entenda), então, os que estiverem na Judéia, que fujam para os montes; e o que estiver sobre o telhado, que não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa; e o que estiver no campo, que não volte atrás, para tomar a sua veste. Mas ai das grávidas e das que criarem naqueles dias! Orai, pois, para que a vossa fuga não suceda no inverno,
Roma obviamente, não tolera o levantamento judaico e o então imperador Nero, mobiliza um quarto do seu vasto exército imperial, cerca de 80.000 efetivos, para reprimir e enfrentar a resistência judaica. Os romanos recorreram ao terror em larga escala, com a destruição de povoações, a matança dos homens capazes de pegar em armas e a venda de mulheres e crianças como escravos. Perante este cenário de guerra de terror, muitas povoações de Israel entregaram-se em rendição. Com a rebelião ganhando destaque, o General Vespasiano do Império Romano é apontado para lidar com o tumulto na Judéia. Com seu filho Tito ao seu lado, ele efetivamente sufocou a revolução ao conquistar redutos fortificados que circundam a fortaleza principal de Jerusalém. Apesar de se passar dois anos após o início da revolta, Nero comete suicídio e Vespasiano com suporte das legiões sob seu comando assegura o trono e precisa retornar a Roma deixando a Judéia com seu filho Tito que tomou controle das legiões dando continuidade na luta aos Judeus. 

2. O EMBATE TEM INÍCIO.

E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” 

Estamos agora em 14 de Abril de 70 d.C O General Tito e o Império Romano marcham em direção a Jerusalém. Com a Páscoa acontecendo, muitas pessoas tinham viajado a Jerusalém e por isso existia um grande fluxo de pessoas na cidade quando os exércitos Romanos chegaram e estabeleceram um perímetro. Com tantas pessoas lá e a guerra indo de mal a pior para a Judéia, existiam inúmeras facções dentro da rebelião, resultando em muitos conflitos internos especificamente em Jerusalém o que causava perdas em recursos humanos e consumia grande parte das reservas de comida previamente armazenadas. Duas facções predominantes chamadas “Zelotes” causavam ainda maior desespero na cidade eram Simon, que com seu grupo controlava a Cidade Alta e o palácio de Herodes no Oeste, e João e seus homens que mantinham suas posições no Monte do Templo.

Tito e suas legiões chegaram em 14 de abril do ano 70 d.C. e após alguns contratempos comandou o preparo do terreno para aumentar a visibilidade e a mobilidade para os equipamentos de guerra. Os soldados romanos eram muito bem treinados para a guerra e estavam totalmente preparados para começar o sítio com seus acampamentos base estabelecidos fazendo progresso em direção à conquista da fortaleza. Inicialmente, Tito procurou vencer a resistência de Jerusalém mais pela fome do que pelas armas. Cercou a cidade com uma forte paliçada e ordenou a crucificação ou o corte das mãos dos que tentavam escapar ao cerco militar romano. Quando considerou, com fundamento, que Jerusalém estava sem provisões alimentares, Tito lançou a sua máquina de guerra implacável contra a cidade. Os romanos iam avançando mas os rebeldes fizeram emboscadas trazendo uma derrota que embora não fosse devastadora, conseguiu fraquejar bastante  moral nos acampamentos romanos.
Com esta derrota fresca na mente de ambos os exércitos, Tito ordena a construção de uma muralha de circunverão com objetivo de ocupar suas legiões para não ficarem se lamentando em perdas e ao mesmo tempo impedir que comidas fossem contrabandeadas para dentro de Jerusalém. Tito remonta o assalto na segunda muralha, e desta vez determina que quando o exército estivesse dentro,  toda a muralha deveria ser destruída exceto pelas torres. Os líderes Rebeldes acabaram ordenando um retiro para dentro da primeira muralha.
Tito ordenou a construção de rampas onde aríetes e torres de sítio foram situadas nas muralhas e depois de 17 dias, as preparações foram finalizadas. Roma estava pronta para atacar a fortaleza. Contudo, sem que os Romanos desconfiassem, os Judeus cavaram uma mina que percorria diretamente debaixo do acampamento recém-construído pelos romanos. Os judeus preencheram a mina com combustível e a incendiaram. A mina colapsou com o projeto de engenharia dos romanos, e quando o fogo surgiu e veio à tona, ele incendiou o equipamento de sítio. Não se podia subestimar a engenhosidade dos defensores. Usando todos os recursos que eles tinham, eles foram capazes de frustrar uma máquina militar bem engrenada.
A vitória na mina teve vida curta. Quando o incêndio foi extinguido, Tito ordenou um ataque à fortaleza. Enquanto a mina, embora engenhosa, continha uma falha fatal. Ela enfraqueceu as fundações da fortaleza, e depois de um dia de ataque, a muralha colapsou. Os romanos conseguiram penetrar a primeira muralha e deram um passo à frente no Monte do Templo.

3. A INVESTIDA ROMANA.

O sítio, em particular, demonstrava a determinação de ambas as forças - Os Judeus lutando por sua sobrevivência e os Romanos demonstrando a disciplina de seus treinamentos. 
  1. PRIMEIRA BATALHA.

Com a  brecha na muralha, uma pequena contingência de soldados atacaram na noite, mas eles fizeram isso sem receberem ordens diretas. Quando os judeus perceberam que não era toda a força Romana, se mobilizaram para os impedir de alcançarem uma posição mais poderosa. Os reforços Romanos eventualmente chegaram, e uma batalha em grande escala se desencadeou. Sem a mínima vantagem de se posicionarem em formação, os Judeus conseguiram uma vitória no final da primeira Batalha do Templo.
  1. SEGUNDA BATALHA.

Neste período, Tito ordenou que a fortaleza fosse totalmente destruída e um novo ataque foi desencadeado durante a noite. Os legionários eram altamente treinados, mas a área era bem confinada, e o caos foi demasiado para operar de uma maneira mais efetiva. A batalha durou até o amanhecer, mas nenhum dos dois lados conseguiu tomar uma posição de vantagem. Algum momento depois da conclusão desta batalha, os rebeldes atraíram os Romanos até as muralhas externas do Templo. Os Judeus retrocederam na esperança de que eles pudessem capturar os maiores números possíveis de inimigos nas muralhas antes que os defensores incendiassem as colunatas do qual eles tinham acabado de retroceder. Soldados presos em um inferno acima das muralhas chegaram a ser vistos por ambos os lados na batalha. A vitória mais uma vez fortaleceu a moral Judaica e ao mesmo tempo e de uma maneira desfavorável acabou afetando os Romanos.
  1. TERCEIRA BATALHA.

Na terceira Batalha do Templo, Tito destruiu toda a colunata norte para proporcionar uma abertura mais ampla para suas tropas. A área em aberto o fez possível empurrar para frente a formação e com isso deu aos agressores uma vantagem incrível. Com os defensores confinados ao Tempo interior, a derrota era iminente para os Judeus. Em vez dos Romanos avançarem sua ofensiva, os Judeus investiram em um contra-ataque e atacaram as linhas inimigas. No entanto, surpreso, os homens de Tito mantiveram suas linhas. Eles lutaram por várias horas,

mas nenhum dos dois lados conseguiram tomar território. No final acabou sendo um empate.

  1. QUARTA BATALHA.

Cada vez mais desesperados, os Judeus atacaram outra vez. Desta vez, contudo, os Romanos não somente mantiveram suas linhas, mas também tomaram território. Colocando os rebeldes contra o Templo, eles lutaram em espaços confinados mais uma vez. Mais uma vez, sem ordens, uns poucos legionários tomaram a iniciativa e começaram um fogo no Templo. O caos que se desencadeou favoreceu os agressores, e os Romanos ganharam o dia. No assalto ao Templo, os Romanos o saquearam por suas riquezas. Assim concluiu a Quarta Batalha pelo Templo. O restante do sítio veio com uma certa facilidade para os romanos. 

4. A DERROCADA FINAL DE JERUSALÉM.

No início do verão, os romanos construíram rampas e conseguiram abrir brechas nos muros e entrar na cidade em etapas. Atearam fogo à cidade e destruíram as muralhas.Tito ordenou que uma parte da cidade fosse queimada empurrando as forças rebeldes até a parte alta da cidade no palácio de Herodes, onde eles fariam seu último ato de resistência significantemente enfraquecidos e incapacitados para se defenderem da mesma maneira que eles tinham feito antes. Tito cercou os rebeldes colocando unidades de sítio dentro da cidade e flanqueando do lado de fora do muro. Sem o poderio de seus homens para se defender, Jerusalém foi finalmente conquistada. A fúria dos romanos se tornou incontrolável diante da habilidade tática e resistência dos judeus, a ponto de eles atearem fogo em edificações adjuntas ao Segundo Templo, em Jerusalém. Esse fogo se alastrou tanto que consumiu toda a cidade. Foi, então, que os romanos contra-atacaram rapidamente.
Em setembro de 70, Jerusalém e o seu templo eram ruínas fumegantes e a maioria dos seus habitantes judeus tinham sido mortos ou feitos prisioneiros ou escravos. É estimado pelos historiadores Tácito e Flávio Josefo que entre 600.000 e 1.100.000 pessoas foram mortas neste sítio. Homens com idade de 17 ou mais velho eram ou enviados para campos de trabalho pesados ou moldados para serem Gladiadores. Mulheres e crianças foram vendidas a escravidão. Os dois líderes, Simão Bar Gioras e João de Gischalla, foram levados de volta a Roma, desfilados pelas ruas como prisioneiros, e publicamente julgados. João foi sentenciado à prisão enquanto Simon foi julgado, espancado e depois executado.
Os efeitos duradouros que desta batalha teve ao Império Romano não podem ser quantificados, mas sem dúvida mudou o curso da nação. A vitória legitimou Vespasiano e Tito como Imperadores capazes para assim começar a Dinastia Flaviana. Com a destruição de Jerusalém, cessaram também as peregrinações dos judeus para adorar no templo e eles foram espalhados por todas as nações. No decorrer dos séculos, a cidade foi ocupada por diversos povos: romanos , cristãos do império bizantino, muçulmanos e turcos otomanos. 

CONCLUSÃO.

Foi o fim trágico de uma nação que havia escrito uma bela história de conquistas pelas mãos do próprio Deus, mas que ao longo desta mesma história escolheu apagar as linhas que lhes eram favoráveis dando as costas e abandonado a direção divina.
A história dos judeus não termina, ainda haveria um longo caminho e o extermínio de 6 milhões de judeus em campos de concentração, durante a II Guerra Mundial, impulsionou a reconstituição de um Estado próprio para eles, após quase 2 mil anos, com a criação do Estado de Israel em 1948. Desde então, judeus de todas as partes do mundo estão voltando para Jerusalém. Em 1996 estimava-se que houvesse 4,5 milhões de judeus vivendo em Israel, cerca de 5,5 milhões nos Estados Unidos e 130 mil no Brasil. O plano de Deus se cumpriu perfeitamente no decorrer da história, e vai continuar se cumprindo!
Mas isto é assunto para as próximas lições…. 




 

O INÍCIO PROFÉTICO ESCATOLÓGICO 
NA HISTÓRIA

Textos Básicos:

Mateus 24:15-22.  Assim, quando vocês virem o ‘sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo – quem lê entenda – então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes. Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e as que estiverem amamentando! Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado; Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas por causa dos eleitos aqueles dias serão abreviados.

Lucas 21:20-24. “Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos, vocês saberão que a sua devastação está próxima. Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes, os que estiverem na cidade saiam, e os que estiverem no campo não entrem na cidade. Pois esses são os dias da vingança, em cumprimento de tudo o que foi escrito. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão pela espada e serão levados como prisioneiros para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram.”

Introdução: Chamamos de Escatologia Bíblica a doutrina que se ocupa quase que em sua totalidade com profecias que ainda aguardam o seu cumprimento e se relacionam com a volta do Senhor Jesus. Não é uma doutrina fácil pois trata também de assuntos que estão localizados em tempos distintos da história. Outra grande dificuldade que encontramos no estudo da Escatologia está no fato de haver alguns pontos importantes com mais de uma interpretação, isto é, existem alguns fatos proféticos onde os estudiosos da bíblia  divergem em seus entendimentos.

Hoje a EBD Vale das Bençãos inicia uma série de estudos cujo objetivo é o de tentar caminhar em direção ao entendimento de fatos escatológicos descritos na história e que se desenvolvem ao longo das Escrituras Sagradas chegando aos nossos dias e avançando para dias futuros.

O entendimento básico deste assunto tão empolgante das Escrituras Sagradas não tem o objetivo de esgotar o tema até mesmo em razão  das dificuldades citadas acima. Portanto, durante algumas terças-feiras abordaremos assuntos que com certeza são dúvidas que muitos de nós ainda guardam em relação a Escatologia Bíblica e suas principais interpretações. O que podemos dizer de antemão é que será um assunto bem empolgante, por isso desejamos um bom estudo a você aluno da Escola Bíblica Dominical Vale das Benção em Bacaxá, Saquarema.

I. A VOLTA DE JESUS E OS DIAS PRÉ ORDENADOS POR DEUS.

Apocalipse 20.6 [NTLH]: Felizes e abençoadas as pessoas que forem incluídas nessa primeira ressurreição, pois a segunda morte não tem poder sobre elas! Serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele durante os mil anos.

Quando a Igreja for arrebatada à presença do Senhor Jesus as nuvens dos céus, na Terra iniciará um período que a Bíblia chama de “A Grande Tribulação”. Este período terá início com o arrebatamento da Igreja e terminará com a vinda de Jesus em Glória para reinar sobre a Terra. Existem três dias citados na Bíblia predeterminados por Deus e que resumem os acontecimentos proféticos guardados em seus cumprimentos. Estes “dias” nada têm a ver com dias específicos da semana, não se trata de nenhum dia como sábado ou domingo, mas trata-se de um momento específico na história onde fatos proféticos finalmente terão o seu cumprimento. Os três dias citados são os seguintes:

O Dia de Cristo: É o tempo do Arrebatamento da Igreja. 1Co 1.8 o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Este dia marca o momento em que o Senhor Jesus Cristo virá até as nuvens do céu e arrebatará a Sua igreja. 2Co 1.14 como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa no Dia do Senhor Jesus. Este dia será o dia tão esperado em que os mortos no Senhor Jesus serão ressuscitados e os vivos serão transformados. Fp 1.6 Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.

O Dia do Senhor: É o tempo que abrange a Grande Tribulação e avança até o fim do Milênio. é um dia escatológico em todos os sentidos que vem acompanhado de um grande número de profecias bíblicas que ainda aguardam o seu cumprimento. Jl 1.15 Ah! Aquele dia! Porque o dia do SENHOR está perto e virá como uma assolação do Todo-poderoso. Este será um tempo que abrangerá as nações e o povo de Israel uma vez que a igreja já terá sido tirada aqui da terra. Am 5.18 - Ai daqueles que desejam o dia do SENHOR! Para que quereis vós este dia do SENHOR? Trevas será e não luz.. Serão dias difíceis onde muitas pragas e catástrofes deverão acontecer em cumprimento as revelações do Apocalipse. 2Pe 3.10 - Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão. Este dia terá início em seguida ao arrebatamento da igreja, assim, não há como precisar o momento de seu acontecimento. 1Ts 5.2 - porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite.

O Dia de Deus: É o tempo do desfecho final de toda a história 1Co 15.28 E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos. É o dia do Juízo Final, o Juízo do Trono Branco Ap 20.11 E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Será um tempo de julgamento e de agonia para aqueles que estão na eternidade sem Deus. Sl 9.17 - Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus. E também o “dia” do ingresso ao Eterno e Perfeito Estados daqueles que estão na eternidade com Deus. Ap 21.1-3 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.

II. UMA PROFECIA EM TEMPOS DIFERENTES DA HISTÓRIA.

Mt 24.2 - Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. Em Mateus 24 e Lucas 21, (estes textos devem ser lidos na íntegra) temos uma profecia com cumprimento parcial. Primeiro a fala do Senhor Jesus trata da destruição de Jerusalém pelos romanos, fato que aconteceu anos após. Em seguida, a profecia assume um cunho mais “escatológico” e passa a tratar de assuntos cujo cumprimento se dará nos dias da Grande Tribulação, com o surgimento do anticristo:

“Jerusalém rodeada de exércitos” é um sinal referente à destruição de Jerusalém e do seu templo no ano 70 dC. Já teve o seu cumprimento. (Assunto da próxima lição).

A abominação da desolação” ou “o sacrilégio terrível” no lugar santo é um sinal referente ao surgimento do anticristo e da Grande Tribulação, fatos que ocorrerão nos dias após o arrebatamento da igreja..

Podemos nos deter um pouco no contexto da história e ver o cumprimento parcial da profecia. Dentro deste contexto encontramos um ponto de partida que nos conduzirá ao entendimento de fatos que acontecem ainda hoje em nossos dias. Mas isto faremos a partir da lição 2, portanto não faltem na próxima terça-feira…


domingo, 17 de dezembro de 2023

O NATAL DE CRISTO

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; Is 9:6

Int. O termo "natal" segundo o dicionário da língua portuguesa aponta para a condição ou o lugar de "nascimento" de alguém. O dicionário ainda relaciona o termo como LITURGIA•RELIGIÃO, indicando a festa de nascimento do Senhor Jesus, cuja data é celebrada no dia 25 de dezembro desde o século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental. Apesar da polêmica e toda discórdia gerada em relação às incertezas no que se refere a data de celebração do natal, o mais importante para nós, salvos na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, é o seu real significado e o sentido representativo no que diz respeito à razão da nossa fé.H oje, nesta cantata promovida pelos jovens Vale das Bênçãos, temos a oportunidade de refletirmos um pouco sobre este importante tema que podemos chamar de O NATAL DE CRISTO.

Eis um tema que fala de um assunto muito maior do que uma simples festa, data de comemoração ou registro de nascimento. O natal representa em todos os sentidos o início de um plano que podemos chamar de “processo de redenção divina” efetuado por Deus, na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, suficientemente poderoso para alcançar a humanidade inteira e resolver todos os problemas relacionados à queda do homem e sua condenação final. Pela sua grandeza, e em vista de toda a sua representação, o natal deve ser visto como a maior demonstração do imensurável e perfeito amor de Deus enviando Seu Filho Unigênito para morrer de morte expiatória para perdão dos nossos pecados. ‭‭Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Rm 5:8 

O natal é tudo isso e talvez um pouco mais, ele pode ser entendido como início de uma representação pragmática no desenvolvimento de um processo que se consolida no ato em que o Senhor Jesus, Deus em todo sentido da palavra, assume uma natureza humana, nasce do ventre de uma mulher chamada Maria, e habita corporalmente entre nós pecadores… Lc 2.11,12 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura…

E é assim, na forma humana que Jesus a si mesmo se entrega como preço de redenção, e morre de morte de cruz em favor da humanidade inteira. porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus Cl 1.19-20

Isaías consegue em poucas palavras desenvolver um quadro descritivo de toda a trajetória deste soberano plano divino que começa no que chamamos de NATAL DE CRISTO ao dizer…

I. UM MENINO NOS NASCEU…" A concepção de um plano"Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.  Gl 4.4-5

Neste texto o profeta consegue desenvolver um conceito teológico do que hoje conhecemos como natal de Cristo. Isaías é chamado de "profeta messiânico" exatamente por conseguir demonstrar com muita precisão o que os estudiosos da teologia chamam de "União hipotástica". Termo técnico empregado principalmente na Cristologia com referência à encarnação e a união das naturezas divina e humana de Cristo em uma só pessoa. ‭‭Cl‬ ‭2:9‬ ‭NTLH‬‬ Pois em Cristo, como ser humano, está presente toda a natureza de Deus, 

A doutrina da “União Hipostática” testemunhada pelo Concílio de Calcedônia, em 451 d.C, serviu para dar resposta a certos conceitos equivocados que vinham surgindo a respeito da pessoa do Senhor Jesus em relação à sua divindade e humanidade. As duas principais teorias nesse sentido eram o Nestorianismo e o Eutiquianismo. A primeira, o Nestorianismo afirmava que Jesus era duas pessoas distintas. Já a segunda, o Eutiquianismo, dizia que Jesus possuía uma natureza mista que foi formada de um suposto processo de absorção de sua natureza humana por sua natureza divina. Isso significa que enquanto a primeira dividia a pessoa de Cristo, a segunda confundia suas naturezas. Por isso o Concílio de Calcedônia se preocupou em enfatizar como nós os cristãos devemos enxergar a doutrina bíblica a respeito da pessoa de Cristo e suas naturezas. Nesse sentido, basicamente o Concílio afirmou que as duas naturezas, humana e divina, são inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis e inseparáveis na pessoa de Cristo, implicando no fato de que verdadeiramente Ele é o “Deus-Homem”. Isto é, plenamente Deus e plenamente Homem. ‭‭Cl‬ ‭1:19‬ ‭NTLH‬‬ Pois é pela própria vontade de Deus que o Filho tem em si mesmo a natureza completa de Deus. 

Paulo descreve esta condição quando escreve aos Filipenses, as seguintes palavras... "sendo Deus" se "esvaziou", assumindo a forma humana. pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Fp 2:6-8

Assim, o nascimento, ou "natal" de Cristo, deve ser entendido na sua maior representação como a execução de um processo soberano e grandioso em que Jesus, em toda a plenitude de sua divindade  assume a natureza humana e nesta condição entrega-se a si mesmo, morre em nosso lugar e nos reconcilia novamente com Deus, mesmo estando nós ainda na condição de pecadores. Rm ‭8:3‬ ‭NTLH‬‬ Deus fez o que a lei não pôde fazer porque a natureza humana era fraca. Deus condenou o pecado na natureza humana, enviando o seu próprio Filho, que veio na forma da nossa natureza pecaminosa a fim de acabar com o pecado. 

Em fim, o natal se concentra na grandeza do fato de que em toda plenitude da sua divindade, o Senhor Jesus, sem se desfazer da sua condição divina, assume corporalmente a condição humana em todo sentido da palavra. ‭‭João‬ ‭1:14‬ ‭NAA‬‬ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Por isso, ao dizer: "um menino nos nasceu" Isaías consegue responder todas as possíveis indagações e dúvidas em relação a condição humana assumida por Deus.‭‭Rm ‭9:4‭-‬5‬ ‭NAA‬‬ São israelitas. A eles pertence a adoção, assim como a glória, as alianças, a promulgação da Lei, o culto e as promessas. Deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para sempre. Amém! 

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1Tm 2.5).

Mas Isaías não para por aí, ele continua descrevendo com com precisão inconfundível de alguém que foi divinamente inspirado, todo este processo divino ao continuar dizendo…

II UM FILHO SE NOS DEU...." A execução de um plano" E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai  Jo 1.14

As duas naturezas de Cristo são imutáveis! Se Cristo tivesse se tornado menos Deus para ser homem, o universo com toda sua grandeza teria deixado de existir, uma vez que Ele próprio é o sustentador de toda criação Cl 1:15-17 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

Em sua obra seminal POR QUE DEUS SE TORNOU HOMEM, Anselmo da Cantuária (1033 – 1109 d.C.) sintetizou a importância das duas naturezas de Cristo para a sua obra expiatória ao dizer: “É necessário que a mesma e a própria Pessoa que há de realizar essa satisfação [pelos pecados da humanidade] seja perfeito Deus e perfeito homem, uma vez que Ele não pode fazê-lo a menos que seja de fato Deus, e a Ele não convém fazê-lo a menos que seja de fato homem” Liv II, cap. 7.

Assim, diante da fraqueza da nossa carne e de nossa incapacidade humana de nos libertarmos do poder do pecado e da morte por nossos próprios méritos, e no cumprimento pleno de todas as exigências da Lei, o próprio Deus se envolve no processo de libertação. O Pai envia o Filho, o Filho encarna, assume a natureza humana e, como homem, entrega sua vida para expiação dos pecados de todos nós Lc 2.10,11 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Por isso, na frase redentora de Isaías "um filho se nos deu", temos, em razão do natal de Cristo a "lei libertadora" que garante a inexistência de qualquer acusação, ou condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Rm 8.2,3 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,

Por fim, Isaías parece concluir a base de sua descrição da ideia bíblica doutrinária do que chamamos hoje de natal de Cristo, e faz isso quase que num fechamento ao dizer…


III. O GOVERNO ESTÁ SOBRE OS SEUS OMBROS…" A consumação de um plano" Rm 1.3-4 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor

Parece que temos nas palavras finais do verso 6 do capítulo 9 de Isaías o condicionamento capaz de nos fazer compreender o desenvolvimento final do processo na execução do plano divino. Ao falar do "menino que nos nasceu", Isaías nos mostra o início de tudo, com o nascimento de Jesus, redentor da humanidade perdida. Ao falar sobre "um filho que nos deu" o profeta desenvolve com precisão o caráter divino/humano assumido pelo Senhor Jesus no conceito doutrinário do processo. Mas agora, ao falar que "governo esta sobre seus ombros" Isaías vai ainda mais além, Isaías avança ainda mais no desenvolvimento de sua descrição e vislumbra um momento ainda mais distante e glorioso no que diz respeito a todo este processo de redenção divina. Isaías agora enxerga o governo final sobre os ombros do Senhor Jesus numa visão que inconfundivelmente está muitos passos à frente do nosso entendimento em relação a plenitude final da execução do plano divino. ‭‭Sl‬ ‭145:10‭-‬13‬ ‭NTLH‬‬ Ó Senhor Deus, todas as tuas criaturas te louvarão, e te darão graças os que são fiéis a ti. Todos falarão da glória do teu Reino e contarão a respeito do teu poder, para que todos os povos conheçam os teus atos poderosos e a grandeza e a glória do teu Reino.O teu Reino é eterno, e tu és Rei para sempre. O Senhor Deus sempre cumpre o que promete; ele é fiel em tudo o que faz.

O fator mais preponderante é que todo este processo descrito por Isaías inicia num ato onde tudo se desenvolve exatamente no tempo determinado por Deus, não deixando qualquer sombra ou mesmo qualquer possibilidade de dúvida no que diz respeito a sua grande representação. Assim, a festa que chamamos hoje de natal de Cristo é algo muito maior do que uma simples data ou comemoração. O natal é a certeza de que Jesus ao assumir a natureza humana, cumpriu todas as exigências divina, Isto é sim a maior representação da festa que hoje chamamos de O NATAL DE CRISTO. "Um menino nos nasceu, um filho se nos deu", 

Por tudo isso aqui exposto nesta cantata, podemos comemorar no próximo final de semana muito mais do que uma simples festa de troca de presentes. Comemoraremos o natal, um acontecimento único, capaz de mudar o futuro de uma  humanidade inteira…. Um plano divino que começou na eternidade com Deus e só terminará nesta mesma eternidade…

‭‭Lc‬ ‭1:26‭-‬33‬ ‭No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus… Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.  Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.

Feliz natal a todos…

domingo, 10 de dezembro de 2023

O DIA DA BIBLIA

Ap 1.3 Feliz quem lê este livro, e felizes aqueles que ouvem as palavras desta mensagem profética e obedecem ao que está escrito neste livro! Pois está perto o tempo em que todas essas coisas acontecerão.
 
Hoje, 10/12/2023 é um daqueles dias que chamamos de "dia muito especial". Dias especiais acontecem a todo tempo e graças a Deus sempre teremos dias especiais em nossa vida. Porém o que torna este domingo mais especial que os outros é o fato de que reverenciamos neste domingo o “DIA DA BÍBLIA”

O DIA DA BÍBLIA
O dia da Bíblia como data de comemorativa surgiu historicamente no ano de 1549, na Grã-Bretanha, uma ilha da Europa que abriga a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales. A história começa num tempo em que o Arcebispo de Cantuária, Sé Principal da Igreja da Inglaterra Tomás Cranmer, decide incluir no livro de orações comum, uma liturgia completa da Igreja Anglicana um dia especial para que a população inglesa intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. Foi escolhido o segundo domingo do Advento, que era celebrado nos quatro domingos que antecediam o Natal. Dessa forma ficou o segundo domingo de dezembro a data para celebrar o Dia da Bíblia. 

No Brasil, não temos muitas informações sobre o inicio das comemorações, mas segundo informações encontradas na internet, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado inicialmente por volta do ano de 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos. Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que os crentes se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, foi se popularizando. Diversas denominações evangélicas foram  institucionalizando a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro de 1948, aconteceu uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, especificamente no Monumento do Ipiranga. 

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em mais de 60 países, com algumas diferenças na data. Entretanto, um fato marcante é que desde 19 de dezembro de 2001, através da Lei nº10.335, o Dia da Bíblia passou a fazer parte do calendário nacional em nosso país.
 
BÍBLIA UM LIVRO EXEPCIONAL.
Certo filósofo francês expressou da seguinte maneira sobre a maravilha que é a Bíblia: Quão miseráveis e desprezíveis são as palavras dos filósofos quando comparadas com as da Bíblia! É possível um livro tão simples e ao mesmo tempo tão perfeito ser palavra humana!
Mas, que livro é este? Tão antigo e ao mesmo tão atual. Livro que de longe, é o mais traduzido, e o mais lido em todo o mundo.  Graças aos esforços das Sociedades Bíblicas e outras agências de tradução da Bíblia, no início de 2023 a Bíblia completa está disponível em 733 línguas faladas por 5.9 bilhões de pessoas. Outras 1.622 línguas possuem o NT, e 1.255 contam com porções das Escrituras. No total, 7.2 bilhões de pessoas têm alguma parte das Escrituras traduzidas para sua língua materna. Contudo, Um total de 3.776 línguas - mais da metade das línguas existentes no mundo - usadas por 201 milhões de pessoas, ainda não possuem tradução das Escritura. E cerca de 1.5 bilhão de pessoas não têm a Bíblia completa. Para administrar isto, desde 2018, a Fraternidade das Sociedades Bíblicas Unidas tem se concentrado em uma visão ousada: completar 1.200 traduções das Escrituras até 2038. Afinal, as línguas mudam com o tempo e as traduções das Escrituras podem tornar-se ultrapassadas e difíceis de entender, especialmente para as gerações mais jovens. Em 2022, as Sociedades Bíblicas forneceram novas traduções ou revisões das Escrituras em 25 línguas, usadas por mais de 623 milhões de pessoas.

Os deficientes visuais e auditivos não ficam de fora desta ousada visão, contudo, cerca de 60 das 400 línguas de sinais que existem no mundo já possuem alguma porção das Escrituras, e uma tem a Bíblia completa. No ano passado, as Sociedades Bíblicas completaram porções da Escritura em 20 línguas de sinais.

Temos ainda as Escrituras em áudio disponíveis em vários idiomas, porém muitos cegos preferem usar braile para interagir com as Escrituras de uma forma mais profunda e independente e em razão disso a SBB vem trabalhando exaustivamente, alcançando aproximadamente de 10% das 733 línguas com a Bíblia completa disponível em formato braile.

A Bíblia, sem dúvida, é o Livro de Deus. Napoleão Bonaparte em referência a este livro falou nestes termos: ...ele (A Bíblia) não é um mero livro, mas é, sim, uma criatura vivente, que conquista todos que lhe fica face a face. 

Apesar dos vários ataques, a Bíblia continua sendo o mais importante livro de todos os tempos. Soberanos de todas as épocas, políticos, ditadores e até líderes religiosos e seus cúmplices tentaram privar o povo de sua leitura. Combateram contra a Bíblia, tentaram despojá-la de seu conteúdo tentaram de todas as formas destruí-la. E apesar de todos os pesares, jamais, em todo tempo nenhum outro livro foi tão amado e ao mesmo tempo tão odiado quanto a Bíblia. 

A Bíblia é o único livro em que milhares de profecias nela registrada cumpriram-se fielmente e no mínimo detalhe durante a história humana. Locais e datas mencionados em seus relatos foram todos confirmados pela ciência. Nenhum outro livro transformou a vida de tanta gente para melhor quanto a Bíblia. Ela é um livro honesto e mostra o ser humano exatamente como ele é.  A Bíblia não esconde os erros humanos, ela expõe o pecado e aponta o caminho para o perdão. A Bíblia exorta, consola, e nos faz ser humildes nos edificando. A Bíblia nos mostra a razão de viver, coloca-nos diante de um alvo que faz sentido, e com ela entendemos a origem e o futuro da criação e da humanidade. A Bíblia lança luz sobre nossas dúvidas, coloca esperança diante dos nossos olhos e fala de Deus e da eternidade como nenhum outro livro jamais poderia fazer.

Frederich Nietzsche, inimigo do cristianismo, disse sobre a Bíblia: Ela é o livro da justiça de Deus. Ela escreveu coisas e pessoas em um estilo tão perfeito, que os escritos gregos e hindus não podem ser comparados a ela. O estilo do Antigo Testamento é um parâmetro de avaliação tanto de escritores famosos como de iniciantes.

O escritor Ernest Wiechert também escreveu: Tudo me encantava, muitas coisas me comoviam, outras me abalavam. Mas nada formou tanto minha alma naqueles anos como o Livro dos Livros. Não me envergonho das lágrimas que derramei sobre as páginas da Bíblia.

Para encerrar a sessão de testemunhos, preciso citar o incomparável Coelho Neto, poeta e apreciador profundo das Escrituras, escreveu: Homem de fé, o livro da minha alma aqui o tenho: é a Bíblia. Não o encerro na biblioteca, entre os de estudo, conservo-o sempre na minha cabeceira à mão. É dele que tiro água para a minha sede de verdades; é dele que tiro o pão para a minha fome de consolo; é dele que tiro a luz nas trevas das minhas dúvidas; é dele que tiro o bálsamo para as dores das minhas agonias. É vaso em que semeando a caridade, vejo sempre verde a esperança, abrindo-se na flor celestial, que é a fé. Eis o livro que é a valisa com que ando em peregrinação pelo mundo. Tenho nele tudo. O Deus que trago no coração, é Cristo. Tenho-o diante de mim, como trago no meu coração, no meu gabinete de trabalho, cercado de flores, turíbulos perenes, que embalsamam com seu aroma e, mais do que imagem, tenho-o em culto no oratório do meu coração. Os pontos cardeais da minha religião são os quatro evangelhos. Lendo-os, conforto-me e quanto mais os medito, mais me sinto aproximar de Deus.

UM LIVRO DE DEUS.
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hb 4:12

O fato é que a Bíblia não é apenas um livro, a Bíblia é uma verdadeira biblioteca, uma coleção de livros pequenos formada por 66 volumes e escrita por aproximadamente 40 autores diferentes num período de aproximadamente 1600 anos. Um livro maravilhoso que não foi escrito por nenhuma iniciativa coletiva, ou mesmo planejado por qualquer figura humana. Autores que não se conheciam uns aos outros, viveram em terras diferentes, e às vezes muito distantes entre si. Alguns escreveram na Arábia, outros na Síria, outros em Israel e tantos outros na Itália ou na Grécia. No entanto os seus escritos se harmonizaram perfeitamente. Suas ocupações e maneiras em que escreveram também foram muito adversas. Um dos autores atuou como historiador ou repórter, outro escreveu como biógrafo, outro escreveu tratados teológicos, e ainda outro compôs poemas e escreveu provérbios, enquanto outros registravam profecias. Eles escreveram sobre família, reinos e impérios do mundo. Os escritores iniciais jamais teriam como saber o que outros escreveriam 1400/1500 anos mais tarde. Assim como também os escritores dos séculos futuros jamais teriam como saberem, por si mesmo o sentido profético de um texto escrito centena de anos antes. Assim é a Bíblia, um livro de uma unidade impressionante, com coerência do princípio ao fim tendo um tema em comum em cada um dos seus 66 livros e falando de uma pessoa central: O Senhor Jesus Cristo.

Um ateu enviou a um jovem cristão grande número de artigos selecionados para convencê-lo de que a Bíblia era atrasada em muitas de suas afirmações e ultrapassada pelos conhecimentos dos tempos atuais. O jovem respondeu: Se o senhor tiver algo melhor que o Sermão do Monte, alguma coisa mais bela que a história do filho pródigo ou do bom  samaritano, alguma norma ou lei de nível superior aos Dez Mandamentos, se puderes apresentar algo mais consolador que o Salmo 23, ou algum texto que me revele o amor de Deus e esclareça mais o meu futuro do que a Bíblia, então, por favor, envie-o para mim com urgência!

UM LIVRO EXEPCIONALMENTE DIVINO.
O nome “Bíblia” vem de uma palavra grega “biblos”, nome que se dava a folhas de uma antiga planta utilizada para escrita, o papiro. Um rolo deste papiro pequeno era chamado “biblion” e vários destes rolos era uma “Bíblia”. O Autor da Bíblia é o próprio Deus, o Real Intérprete o Espírito Santo e o assunto central da Bíblia é a Pessoa do Senhor Jesus Cristo.
Sua divisão em partes principais são duas: AT e NT (O AT é três vezes mais volumoso que o NT). Os livros são ao todo 66, sendo 39 no AtT e 27 no NT. O maior livro é o Salmos e o menor 3João. Os capítulos são ao todo 1.189, sendo 929 no AT e 260 no NT. O maior capítulo é o Salmo 119 com 176 versículos e o menor o Salmo 117 com apenas 2
Os versículos são ao todo 31.173, sendo 23.214 no AT e 7.959 no NT. O menor versículo varia conforme a versão. Na ARC, é Lc 20.30: "e o segundo". Na ARA, Jó 3.2 que tem apenas 7 letras: “Disse Jó:”. O maior versículo Et 8.9

A Bíblia possui cerca de 3.566.480 letras que constituem 773.692 palavras. O AT termina com a palavra maldição, e o NT termina com benção. O último livro da Bíblia a ser escrito foi 3João. Há 3573 promessas na Bíblia. Dos quatro evangelistas, só dois andaram com Jesus; Marcos e Lucas não foram seus discípulos. Todos os versos do Salmo 136 terminam com o mesmo estribilho: "Porque a Sua misericórdia dura para sempre." Judas foi o único dos doze apóstolos que não era Galileu. João era o discípulo mais jovem dos doze.

NÚMERO DE VEZES QUE APARECE A PALAVRA:
Deus: 4.336 - Revisada
Senhor: 7.607 - Rev.
Lúcifer: 0 (nenhuma)
Satanás: 54 – Revisada
: no AT da versão revisada - 5, na revisada (de AMTGH) – 2
Há 8.000 vezes a palavra "Senhor".
Igreja (Mt. 16.18). Esta palavra ocorre 109 vezes na Bíblia, mas não aparece nenhuma vez no AT. É a tradução da palavra grega "eklesia" e significa, "chamados para fora". O conceito exato é que igreja é um povo que Jesus comprou com Seu sangue. A igreja não tem nome, nem endereço, nem cor, nem tribo, nem nação. Ela não é uma instituição com templos, organizações etc. A igreja são as pessoas, o povo de Deus.

DIVISÃO EM CAPÍTULOS E VERSÍCULOS
A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França. 

A divisão do AT em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraico (AT) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d´Etiénne, dividiu o NT em versículos no ano de 1551. D´Etiénne morava então em Gênova, na Itália.

Conclusão: Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido (Josué 1:8)

Na verdade,  é um fato indisputável que todas as complexas e horrendas questões que nos confrontam, tanto no nosso lar quanto ao redor de todo o mundo, tem suas respostas naquele LIVRO SINGULAR (Ronald Wilson Reagan foi um ator e político norte-americano, o 40.º presidente dos Estados Unidos e o 33.º governador da Califórnia)


A Bíblia em poesia - Para o dia da bíblia - Milton Duarte.
DOS MUITOS LIVROS QUE EXISTEM
DA BÍBLIA QUERO FALAR
POIS ELA REÚNE TUDO
QUE O HOMEM POSSA BUSCAR
PASSADO, PRESENTE E FUTURO
SEU CONTEÚDO É SEGURO
A HISTÓRIA PODE CONTAR.

ESCRITA POR 40 HOMENS
PELA INSPIRAÇÃO DIVINA
LEVARAM 16 SÉCULOS
SEGUINDO A MESMA SINA
ELES NÃO SE CONHECERAM
EM OUTRAS ERAS VIVERAM
MAS A MENSAGEM É GENUÍNA.

É UMA ENCICLOPÉDIA
UM LIVRO EM 66
DIVIDIDA EM DUAS PARTES
ANTIGA E NOVA SE FEZ
CHAMADAS DE TESTAMENTOS
LUZ PRA TODOS OS MOMENTOS
RENOVA-SE A CADA VEZ.

A BÍBLIA É A VERDADE
ELA É JUSTA E ATUAL
REVELA O QUE ESTÁ OCULTO
DISCERNE O BEM E O MAL
É A PALAVRA DE DEUS
TRANSMITINDO AOS FILHOS SEUS
O ALIMENTO VITAL.

JÁ INSTRUIU PENSADORES
POETAS E ATÉ MESMO ATEUS
TEM PALAVRAS DE CONFORTO
PARA RICOS E PLEBEUS
TRANSFORMOU VIDAS SEM RUMO
PRA MUITOS SERVE DE PRUMO
POIS CONTÉM PODER DE DEUS.

ELA É LUZ PARA O CAMINHO
É LÂMPADA PARA OS PÉS
O MANUAL MAIS COMPLETO
SAÍDA PARA O REVÉS
O GUIA DO VIAJOR
PERFEITA FONTE DE AMOR
SUAS LETRAS SÃO FIÉIS.

É O LIVRO MAIS VENDIDO
MAIS LIDO, MAIS COMENTADO,
SOMENTE QUEM LÊ A BÍBLIA
TEM PRIVILÉGIO SAGRADO
DE ESTAR COM O AUTOR
BEM PERTINHO, DO SEU LADO.

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...