sábado, 15 de junho de 2019

As Dimensões Teológicas da Comunhão

Lição  - Adultos
Texto Básico: Rm 15.1-13
1. Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.
2. Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo.
3. Pois também Cristo não agradou a si próprio, mas, como está escrito: "Os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim".
4. Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança.
5. O Deus que concede perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus,
6. para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
7. Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma com que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus.
8. Pois eu digo a vocês que Cristo se tornou servo dos que são da circuncisão, por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos patriarcas,
9. a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia, como está escrito: "Por isso, eu te louvarei entre os gentios; Cantarei louvores ao teu nome".
10. E também diz: "Cantem de alegria, ó gentios, com o povo dele".
11. E mais: "Louvem o Senhor, todos vocês, gentios; cantem louvores a ele todos os povos".
12. E Isaías também diz: "Brotará a raiz de Jessé, aquele que se levantará para reinar sobre os gentios; estes porão nele a sua esperança".
13. Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.

Texto Devocional: Jo 14.9-11
9. Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: 'Mostra-nos o Pai'?
10. Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo não são apenas minhas. Ao contrário, o Pai, que vive em mim, está realizando a sua obra.
11. Creiam em mim quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim; ou pelo menos creiam por causa das mesmas obras.

Introdução: Temos aprendido ao longo destas sextas feiras que comunhão, em termos bem simples, pode ser definido como o ato de abrir o coração para os irmãos. Porém, de acordo com o dicionário da Bíblia de Almeida, comunhão vai um pouco mais do que simplesmente isto. Comunhão, segundo Almeida, tem a ver com a associação entre pessoas, envolvendo amizade, e incluindo participação nos sofrimentos, nas experiências e nas vivências. O que Almeida está tentando nos transmitir com esta definição é que comunhão é o mesmo que relacionamento, e relacionamento envolve propósitos e atividades em comum, envolve parceria. Falamos na lição anterior sobre alguns obstáculos que impedem esta parceria em que se caracteriza a vida de comunhão na igreja, hoje, pretendemos abordar alguns aspectos práticos teológicos de como tornar a realidade da comunhão em algo concreto, vamos observar algumas dimensões bíblicas da comunhão, e nos esforçarmos em entender e conceituar de maneira bem firme estas verdades nos concentrando em reunir esforços no sentido de viver a comunhão em nossas vidas diárias e chegarmos a estar tão próximos de Deus e dos irmãos, ao ponto de sermos achados dignos de sermos tomados deste mundo para estar com Deus na eternidade. Gn 5.24 Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado.

I. A COMUNHÃO CRISTÃ MANIFESTA A GRAÇA DE DEUS.
2Co 13.14 A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês.

Se não fosse o relato bíblico de Lucas, a história da igreja seria uma grande lacuna. É através do livro de Atos do Apóstolos, bem como das epístolas do NT, que tomamos conhecimento das normas ou dos padrões estabelecidos por Deus para a igreja do Senhor Jesus Cristo no modelo primitivo. Antes de qualquer coisa, precisamos entender que igreja se define pelo ajuntamento de pessoas com suas diferenças em congregações locais, unidas pelo Espírito Santo, que buscam um relacionamento pessoal, fiel e leal com Deus, com Jesus Cristo e, por conseguinte, com os irmãos em geral. At 16.5 Assim as igrejas eram fortalecidas na fé e cresciam em número cada dia. 

O cristianismo, é uma religião que se baseia na união, união de gregos e troianos, judeus e gentios, negros e brancos ricos e pobres todos unidos numa só fé, mas que não tolera a conjunção entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, a luz e a escuridão. Assim, a unidade cristã acontece sempre em consonância com a verdade bíblica, a Palavra de Deus. Na sua oração pela unidade, o Senhor Jesus disse: Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam; … Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.Jo 17.8,17. Sem a Palavra de Deus não haverá unidade cristã verdadeira, pois a unidade não é meramente alguma coisa espiritual, mas acima de tudo, um ensinamento bíblico-doutrinário. É através da vida de comunhão que nossas almas se renovam e são alimentadas. Pela ação do Espírito Santo em nossos corações conseguimos nos manter vivos espiritualmente e desejosos em crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus. 

É o Espírito Santo quem nos capacita pela busca desse crescimento constante pela Palavra de Deus, e é através deste crescimento que a comunhão se torna possível entre nós. Por meio de nosso esforço em compartilhar o conhecimento que adquirimos capacitação fortalecimento. Despedida a congregação, muitos dos judeus e estrangeiros piedosos convertidos ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé. Estes conversavam com eles, recomendando-lhes que continuassem na graça de Deus. At 13:43. O fato é que ao sabermos que existem filhos de Deus que estão orando por nós, que se preocupam conosco, e que compartilham experiências enfrentadas e vencidas, traz grande enriquecimento a nossa vida cristã. Assim como o apoio e suporte que damos e recebemos uns dos outros avançamos em passos importantes no processo de amadurecimento cristão. Tg 5.17 Confessai portanto, os vossos pecados uns com os outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A comunhão cristã é sem duvida um dos meios pelos quais se manifesta a graça de Deus.

II. A COMUNHÃO CRISTÃO ATESTA UMA VIDA COM DEUS.
2Rs 4.8,9 Certo dia, Eliseu foi a Suném, onde uma mulher rica insistiu que ele fosse tomar uma refeição em sua casa. Depois disso, sempre que passava por ali, ele parava para uma refeição. Em vista disso, ela disse ao marido: "Sei que esse homem que sempre vem aqui é um santo homem de Deus.

Infelizmente muitos líderes buscam a unidade em meio a erros doutrinários, e esse tipo de “unidade” baseada em erros, não agrada a Deus e não confirmam uma vida com Ele. Não são as pequenas diferenças existentes no meio cristão, que comprometem a sã doutrina, mas aquelas que contradizem as verdades bíblicas. Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? Am 3.3. Precisamos estar atentos pois não estamos isentos da insurgência de hereges que ensinam idéias e doutrinas sem fundamento bíblico e criam divisões nas igrejas. O que nos chama a atenção é  que, neste caso, para se manter a união, faz-se necessário a divisão. Se depois de uma segunda admoestação não houver a correção de tais pessoas, elas devem ser evitadas, isto é, rejeitadas e excluídas da igreja. Aqueles que rejeitam as verdades da Bíblia e colocam em seu lugar as próprias idéias e opiniões, são pervertidos e pecaminosos e devem sim serem extirpados para não “levedar a massa”, isto é não trazer consequências desastrosas para a vida de comunhão da igreja. Tt 3.10,11 Quanto àquele que provoca divisões, advirta-o uma primeira e uma segunda vez. Depois disso, rejeite-o. Você sabe que tal pessoa se perverteu e está em pecado; por si mesma está condenada.

Será sempre mediante o testemunho e a fidelidade da igreja para com a Pessoa de Deus que os pecadores são alcançados, regenerados e recebidos a comunhão. Assim, a igreja deve basear sua teologia, prática e missão, no padrão divino revelado no livro de Atos e nos demais escritos do NT. A igreja deve primar em todos os sentidos pela comunhão entre seus membros, engajando-os em idéias, opiniões, doutrina e ações baseadas na Palavra. A comunhão com Deus, é o grau de mais intima experiência que o homem pode ter com Ele, e ter comunhão com Deus, significa viver uma vida tão profunda de amizade, a ponto de sermos reconhecido como amigos Dele. Sendo assim, a vida de comunhão entre os irmãos em Cristo também deve ser entendido como o grau mais profundo de amizade, e por consequência, seremos também reconhecidos, por onde quer que andarmos, como “filhos” de Deus e irmãos em Cristo Jesus.

III. O LADO HUMANO DA COMUNHÃO.
Jo 14.9,10 Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: 'Mostra-nos o Pai'? Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo não são apenas minhas. Ao contrário, o Pai, que vive em mim, está realizando a sua obra.

Uma das doutrinas fundamentais da fé cristã é a doutrina da Trindade. Esta e uma doutrina é vista um tanto como misteriosa e desafia as limitações de nossa mente humana. Nós Batistas Nacionais, somos Trinitarianos, isto é, defendemos a crença em um Deus único, mas que se revela em três pessoas distintas em uma só essência, caráter e natureza. Neste entendimento Bíblico, a Pessoa de Deus é o exemplo mais óbvio da comunhão perfeita. Devemos entender a unidade da trindade divina como uma unidade ética e não matemática. Esta unidade tem a ver com o fato de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo terem a mesma essência e natureza divina. No cenário do relacionamento humano, nós os cristãos somos os responsáveis em viver uma vida de comunhão uns com os outros. Deus colocou recursos em nossas mãos para que possamos desenvolver este processo. Estes recursos encontrados em Sua Palavra, são orientações seguras para o desenvolvimento na vida da igreja. Tais princípios tem a ver com a mutualidade e a reciprocidade das ações a serem realizadas entre nós. Nosso papel nesta tarefa será o de obedecer e colocar tais princípios em prática, com a ajuda do Espírito Santo. Entretanto, devemos sempre lembrar que conquanto exista o lado humano na comunhão da igreja, em última análise, a comunhão é resultado direto da ação de Deus em nossas vidas e na vida da igreja.

CONCLUSÃO: Nossa vida não se esgota na temporalidade de nossas existências. Da mesma forma a realidade da igreja não é apenas uma realidade histórica e temporal. Nossa comunhão ultrapassa os limites estreitos da história humana e alcança a dimensão da eternidade. A igreja é uma entidade horizontal, isto é, está na história, sofre as limitações do processo histórico, mas pela fé consegue enxergar além do horizonte. Ao vivermos em comunhão uns com os outros antecipamos, aqui neste mundo, um pouco da comunhão que iremos desfrutar na dimensão da eternidade de Deus com todos os santos em todas as épocas.

Bibliografia:
crescimentoemcristo.blogspot.com/2011/08/palavra-chave-comunhao.html
A Nova Vida Em Cristo4/Editora Horizontal/lição4/DarciDusilec

O EVANGELHO DE MATEUS II

SALA DE ESTUDOS
BIBLIOLOGIA - O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS
Parte II
Mateus escreveu o livro que leva o seu nome, logo no inicio do período da igreja, muito provavelmente entre os anos 50 a 70 d.C. Neste período muitos judeus haviam se convertido ao cristianismo e Mateus procurou alcançar o coração destes leitores ao mesmo tempo em que dava provas de que o Senhor Jesus, era de fato o Messias prometido. Mateus, mais que os outros evangelistas, citou por muitas vezes o AT, chegando citar mais de 60 passagens proféticas relacionadas aos judeus que se cumpriram fielmente no Senhor Jesus. A frase “para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta” é usada treze vezes. Mateus também descreve detalhadamente a linhagem do Senhor Jesus começando em Abraão e passando por Davi por entender que era fundamental que seus conterrâneos reconhecessem o Senhor Jesus como pertencente a linhagem davídica, sendo portanto o verdadeiro herdeiro não só do trono espiritual, mas sobretudo herdeiro do trono temporal de Israel. O propósito e tema do Evangelho de Mateus é apresentar o Senhor Jesus como o Messias e como Filho de Deus. De um total de cerca de 40 textos dedicados ao seu nascimento, infância e paixão, 36 são baseados em uma Escritura especifica. Vinte deles são peculiares ao Evangelho de Mateus. Com um arranjo sistemático muito bem elaborado, Mateus traz uma categorização e organização dos temas de forma impecável proporcionando a experiência maravilhosa da leitura dos relatos do ministério de Jesus descritos por uma testemunha ocular, indicando desta forma ter sido escrito quase que exclusivamente para leitores de formação judaica. Mateus descreve o Senhor Jesus como“ O Grande Mestre”, o novo legislador que veio cumprir toda lei que fora dada por Moisés. De um total de 35 milagres de Jesus relatados detalhadamente nos Evangelhos, 20 deles são registrado por Mateus, e três deles só aparecem neste evangelho:
  • Os dois cegos que recuperaram a visão (9.27-31),
  • A cura do homem mudo e endemoninhado (9.32,33)
  • O dinheiro na boca do peixe (17.24-27)
 Numerosos resumos das atividades miraculosas do Senhor Jesus podem ser encontradas em Mateus.
  • 4.23 Jesus foi por toda a Galileia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas-novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo.
  • 9.35 Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas-novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças.
  • 15.30,31 Uma grande multidão dirigiu-se a ele, levando-lhe os aleijados, os cegos, os mancos, os mudos e muitos outros, e os colocaram aos seus pés; e ele os curou. O povo ficou admirado quando viu os mudos falando, os mancos curados, os aleijados andando e os cegos vendo. E louvaram o Deus de Israel.
  • 19.1,2 Quando acabou de dizer essas coisas, Jesus saiu da Galileia e foi para a região da Judeia, no outro lado do Jordão. Grandes multidões o seguiam, e ele as curou ali.
 De um total de de cerca de 51 parábolas descritas nos Evangelhos, 21 delas são relatadas em Mateus, e 11 são exclusivas em seu livro.
  • As sementes (13.24-30,37-43),
  • O tesouro escondido(13.44),
  • A pérola de grande valor (13.45-56),
  • A rede de pesca (13.4750),
  • O servo ingrato e mau(18.23-35),
  • Os trabalhadores da vinha(20.1-16),
  • Os dois filhos (21.28-32),
  • O casamento do filho do rei (22,1-14;cf.Lc14.16-24),
  • As dez virgens(25.1-13),
  • Os talentos (25.1430)
  • As ovelhas e bodes (25,31-46).
Mateus organizou seus escritos em blocos de ensinos separados dos blocos de realizações. Assim, vemos cinco sessões de ensinos, cada uma delas terminando com uma afirmação semelhante a: “acabando Jesus de dizer estas coisas”:
  • O Sermão do Monte (5.1 - 7.29).
  • A missão dos discípulos (9.35 -11.1).
  • Parábolas do reino (13.1-53).
  • Discipulado (18.1 - 19.1).
  • As ultimas coisas (24.1 -26.1).
Peculiaridades especiais podem ser vistas no material apresentado por Mateus.
  • Quatro mulheres: Tamar, Raabe, Rute e a esposa de Unas são mencionadas na genealogia.
  • A expressão “reino dos céus”, que não é encontrada nos outros livros, é usada 32 vezes;
  • Os demais Evangelhos utilizam frequentemente a expressão "reino de Deus”.
  • Mateus é o único Evangelho em que aparece a palavra igreja (16.18;18.17).
  • O Sermão do Monte (Mt 5-7) é três vezes mais longo em Mateus do que na narrativa Lucas.
  • Mateus é o Evangelho que mais cita a frase “para que se cumprisse o que fora dito
  • A palavra “reino” é encontrada 56 vezes no Evangelho de Mateus
  • Mateus é Evangelho que mais apresentou Jesus como Rei dos Judeus.
Mateus apresenta um numero extraordinário de itens que estão de acordo com a literatura Rabínica e que não foram enfatizados nos outros Evangelhos. Por essa razão, assim como pelo seu continuo apelo as Escrituras do AT, esse livro deve ser considerado “o mais judaico de todos os Evangelhos".
Os cinco sermões principais encontrados no Evangelho de Mateus (Sermão do Monte, Instruções aos Doze, As Parábolas do Reino, A Comunidade Cristã, e o Sermão Escatológico de Jesus) contém os textos mais completos entre os Evangelhos sobre o ensino de Jesus. Embora tenha sido originalmente escrito para a igreja em Antioquia, constituída de judeus e gentios, claramente o objetivo do Evangelho de Mateus não era apenas ficar restrito aquela congregação, mas que fosse propagado também entre todos os seguidores de Cristo ao longo dos tempos.

BIBLIOLOGIA - O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS

SALA DE ESTUDOS


BIBLIOLOGIA - O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS
Parte I
Introdução: O Evangelho de Mateus, leva o nome de seu autor embora ele mesmo não se identifique. A Igreja tem lhe atribuído a autoria desde o primeiro século. A provável data de sua redação indica algum tempo entre os anos 50 a 70 d.C, visto que nesta época os judeus cristãos, ainda tidos como uma seita judaica, haviam sido expulsos da Palestina, e Mateus ao que parece, ter escrito para os cristãos que lá permaneceram. Ireneu, em “Contra as heresias”, e Eusébio da Cesaréia, em “História eclesiástica,’ dizem que “Mateus introduziu um evangelho escrito entre os judeus ao estilo deles…”. Seu evangelho foi originalmente escrito em hebraico, mas provavelmente traduzido para o grego cerca de 64 anos depois de Cristo, possivelmente quando os apóstolos estavam sendo perseguidos e fugiram da região da Palestina para o deserto.
1.QUEM FOI MATEUS.
Seu nome, em aramaico, é Mattatyah, “dom de Yahweh”, e aparece nas quatro listas dos doze discípulos de Jesus (Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.15; At 1.13). Mateus chama-se a si mesmo de “publicano” (Mt 10.3), pois era um cobrador de impostos a serviço de Roma. Esses profissionais eram odiados pela população de modo geral, sendo vistos como traidores pois eram exploradores, desviavam o dinheiro público em beneficio próprio cometendo injustiças a seus próprios conterrâneos. Eram em geral muito ricos (Lc 19.2). Marcos e Lucas o chamam de Levi (Mt 9.9, Mc 2.14 e Lc 5.27), seu nome judeu que significa “unido ou ligado”. Mateus era natural de Caná da Galiléia, lugar onde Jesus realizou o primeiro milagre. Era filho de um homem chamado Alfeu e foi comissionado para ser apóstolo quando estava sentado na coletoria de impostos em Cafarnaum.
2.JESUS NO EVANGELHO DE MATEUS.
Mateus em seu livro apresenta o Senhor Jesus como o Messias prometido mais do que qualquer outro evangelho, chegando a citar o AT por mais de 60 vezes. Ele começa seu evangelho com a genealogia de Jesus, traçando sua linhagem até Abraão. 1.1 Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Constantes destaques dado por Mateus a respeito de Jesus o apresenta como o Messias que viria da linhagem de Davi (Ez 34.23-24), e que não se apresentaria como um guerreiro, mas como o Salvador (1.21), dando origem a um novo povo, maior que Israel 21.43 "Portanto, eu digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino” . Mateus ainda destaca a linhagem real do Senhor Jesus logo no inicio de sua narração. Jesus é maior do que Moisés (5.21-22, 5.27-28, 5.31-32, 5.33-34, 5.38-39), e Mateus o apresenta cumprindo toda lei. 5.17 Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Em resumo, Mateus apresenta o Senhor Jesus como o Salvador prometido que traz uma revelação nova e superior.
Mateus é tópico e não cronológico. Ele não faz um relato dos acontecimentos em ordem, mas apresenta tópicos que comprovam sua tese. A mensagem central do evangelho de Mateus: “É chegado o reino dos céus” (3.2 e 4.17). Como judeu, Mateus evita usar o nome de Deus e em vez de “reino de Deus” usa “reino dos céus”. Jesus disse que o reino chegou com sua Pessoa: 12.28. Jesus veio estabelecer o reino.
3. ESBOÇO DO LIVRO MATEUS
O Evangelho de Mateus com seu estilo lógico de escrita, facilita em muito a localização das discussões sobre vários temas.

  • Nascimento e infância do Messias – 1.1 a 2.23
  • Preparo do Messias para seu ministério – 3.1 a 4.11
  • Grande ministério na Galiléia – 4.12 a 13.58
  • O ministério das retiradas do Messias – 14.1 a 18.35
  • O Messias vai a Jerusalém para sofrer e morrer – 19.1 a 20.34
  • Últimos dias do Messias – 21.1 a 28.20
Devemos observar que a maior parte do ministério de Jesus aconteceu na Galiléia, a região mais desprezada de Israel. Por isso ele foi chamado de “galileu” (26.69). Isto não era um elogio, propriamente.
4. OS CINCO GRANDES DISCURSOS.

1. O Sermão da Montanha. Mt 5.1-7.29
2. Missão e Martírio. Mt 9.35-11.1
3. Parábolas do Reino. Mt 13.1-52
4. Ensino sobre a igreja. Mt 18.-1=35
5. A narrativa da ressurreição. Mt 28.1-20
Bibliografia:
Teologia do Espírito Santo/Evangelhos e Atos, estudo panorâmico dos evangelhos e do livro de atos

segunda-feira, 10 de junho de 2019

TRÊS ATITUDES PARA UMA VIDA FELIZ

Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Salmos 1:1 ARC95


Introdução. A felicidade, o que é? Como definir este que  sem sombra de dúvidas é o bem mais desejado de todas as pessoas? Segundo uma definição da Web, a felicidade pode ser entendida como um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento é a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo.

A felicidade tem ainda o significado de bem estar espiritual ou paz interior. O problema é que as vezes temos o costume de relacionar este bem ou sentimento a coisas que possuímos ou fazemos, tipo: Um carro, uma casa, uma viajem, um emprego melhor. E assim na maioria das vezes nos frustramos quando não alcançamos determinadas coisas que almejamos. E como resultado desta frustração  tendencialmente nos consideramos pessoas tristes.

Contudo, não podemos negar a verdade de que estas coisas podem sim nos conceder momentos felizes, no entanto não serão estas coisas que definitivamente determinarão a nossa verdadeira felicidade. Podemos ser pessoas extremamente felizes e nem por isso termos alcançando todas as coisas projetadas em um determinado espaço de tempo. Mas, é no Livro de Salmos, logo no início do desenvolvimento da narrativa do capítulo um, que conseguimos encontrar uma ideia do sentido real deste sentimento que chamamos de felicidade.

Neste Salmo o escritor consegue enriquecer nosso entendimento com uma descrição de algumas atitudes ou maneiras de vida que invariavelmente podem nos tornar pessoas extremamente infelizes. Vejamos então o que diz o texto: Bem-aventurado o varão, isto é, o homem, que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

Isto visto, percebemos, não uma atitude, mas pelo menos três atitudes que devem ser tomadas, e se observadas, segundo descrição do salmista, poderão fazer de nós pessoas extremamente felizes e bem resolvidas. Então vale a pena observarmos com cuidado cada uma destas atitudes:
1. NÃO ANDAR SEGUNDO O CONSELHO DOS ÍMPIOS.
Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios...
Neste primeiro ponto precisaremos determinar o real sentido das frases "não andar" e "conselho dos ímpios". Neste caso a primeira expressão vai determinar nossa atitude em relação a segunda, por isso, precisaremos entender o que diz primeiramente a segunda, para então depois agirmos como determina a primeira. Para tanto, vamos começar, examinando algumas traduções do Texto sagrado.
NBV-P. Como é feliz o homem que não vai atrás da opinião de pessoas más...
NTLH. Felizes são aqueles que não se deixa levar pelos conselhos dos maus...
Bíblia Ave Maria. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios...


Observadas estas traduções fica fácil entender o que o Salmista está dizendo. E neste caso, quando ele fala "conselho dos ímpios"  ele não está falando de outra coisa senão da "opinião das pessoas más". E aí vem a pergunta: Qual o critério usaremos para definirmos uma pessoa como "má ou malvada". O critério é simples, e foi ensinado por ninguém menos que o Senhor Jesus: Pelas atitudes e pelas escolhas feitas na vida de tais pessoas. MT 12.33 Ou dizeis que a árvore é boa e seu fruto bom, ou dizeis que é má e seu fruto, mau; porque é pelo fruto que se conhece a árvore.
Assim se uma pessoa por seus procedimentos ou atitudes se demonstram uma pessoa de caráter ruim, esta pessoa deve ser evitada e seus conselhos ou opiniões precisam ser severamente analisados e invariavelmente desprezados. Paulo chega mesmo dizer que devemos nos afastar de pessoas assim. Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado. Tito 3:10‭-‬11 ARC. Será este afastamento que determinará o "não andar". Não significa que não devemos mais falar com pessoas assim, mas implica que não devemos andar em conformidade com suas atitudes, conselhos ou opiniões. Tito 3:8 Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens.
.
Se não temos como evitar a companhia de tais pessoas, por razão de trabalho, escola, igreja ou coisa do gênero, o melhor a fazer é evitar que as atitudes e o modo de proceder delas nos contaminem, a ponto de nos fazer iguais a elas. Não andar com tais pessoas pode significar até mesmo, não frequentar os lugares que elas costumam frequentar e principalmente, no caso, evitar ser participantes ou mesmo ouvintes de seus conselhos e opiniões. O melhor a fazer é evitar "andar" segundo os seus conselhos ou opiniões, não ser companheiros delas em situações ou lugares que não nos dizem respeito. É por fim, não fazer delas, pessoas a quem devemos dar crédito. Agindo assim, conseguimos dar o primeiro passo.

2. NÃO SE DETER NO CAMINHO DOS PECADORES.
...nem se detém no caminho dos pecadores...
Se na primeira preposição conseguimos identificar as pessoas que a Bíblia chama de ímpios, então devemos acrescentar a esta definição aqueles que agora no texto são identificados por pecadores, que neste caso, são as pessoas que vivem na prática do pecado. 1Jo 3.9 Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.
E se determinamos que as atitudes ou as opiniões de tais pessoas devem ser evitadas, agora percebemos que a segunda preposição se reforça no ensinamento de Paulo de que tais pessoas devem ser evitadas e por isso, não devemos nos "deter" no caminho deles, uma vez que eles, como bem diz a NTLH, em seus caminhos, não querem ou não andam com Deus. Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus...

"Deter-se no caminho dos pecadores" pode não parecer o mesmo que andar no caminho deles. O sentido aqui parece indicar uma atitude de ficar parado, ou manter-se ao lado de tal pessoa. Não parece indicar o de ficar "andando" com ela. Mas na verdade o contexto está dando um sentido de aumento na não participação ou aceitação do adverso. Neste sentido, quando "estamos andando com" significa que estamos dando atenção ao que ele está nos dizendo. Porém quando "nos detemos" ou paramos, é sinal que já estamos sendo convencidos. Assim, mesmo que tal caminho possa nos parecer um caminho agradável ou seguro, o conselho é não nos mantermos nele. Pv 14.12 Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.
Assim, o conselho do Salmista deve ser entendido como um convite a escolher melhor as pessoas com quem andamos e nos relacionamos. Pv 9.6 Deixai os insensatos, e vivei, e andai pelo caminho do entendimento. O caminho do entendimento pode e deve ser entendido como um caminho que inevitavelmente nos conduzirá a lugares bons com pessoas boas. Pv 2.20,21, 22 Para que andes pelo caminho dos bons e guardes as veredas dos justos. Porque os retos habitarão a terra, e os sinceros permanecerão nela. Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os a Lei os os serão exterminados.

3. NÃO SE ASSENTAR A RODA DOS ESCARNECEDORES.
...nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Esta terceira preposição deve ser entendida como o fechamento da ideia geral do texto. O texto se completa no sentido daquilo que ele quer mostrar, que no caso é a "separação" necessária entre os justos e os injustos. Ele começou com o "não andar", em seguida nos convidou a "não nos deter".  Mas agora o texto nos convida a "não nos assentarmos" e o entendimento aqui neste ponto não só estarmos dando completa atenção, mas o de que já fomos plenamente convencidos e agora nós tornamos participantes com eles. Pv 4.19 O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem conhecem aquilo em que tropeçam.

Se assentar a roda dos escarnecedores significa em todos os sentidos nos tornarmos participantes em suas maldades e pecados. Significa sermos iguais a eles e fazer as mesmas coisas que eles fazem. 1Co 7.23 Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens. O que precisamos saber aqui é o fato de que foi pago um preço muito grande para nossa salvação. É algo como a pérola de Grande valor de MT 13.46 e, encontrando uma pérola de Grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a.
A felicidade deve estar na certeza de que pelo sacrifício de Cristo Jesus na cruz do Calvário fomos perdoados de nossos pecados e recebidos como filhos de Deus. Desta forma o nosso prazer, como diz o Salmo na sua continuação, é a Lei do Senhor. Lei que determinou a nossa condição de filhos e que nos mantém na condição de salvos. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor , e na sua lei medita de dia e de noite. Sl 1.2. Assim, ser feliz  não é viver apenas momentos de alegria. Felicidade é ter coragem de enfrentar os momentos de tristeza e sabedoria para transformar os problemas em aprendizado. pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele. 1Co 6:20 NTLH. Ser feliz e viver de acordo com aquilo que Deus projetou para nós.
Aí a tradução da Bíblia "A Mensagem" parece ilustrar muito bem o que estamos tentando dizer: Como Deus deve gostar de você: você não aparece no Bar do Pecado, você não anda à espreita no Beco Sem Saída, você não frequenta a Escola dos Desbocados!

OBSTÁCULOS A COMUNHÃO NA IGREJA

Lição 3 - Adultos
TEXTO BASICO: 1Co 1.10-17 
Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: "Eu sou de Paulo"; ou "Eu sou de Apolo"; ou "Eu sou de Pedro"; ou ainda "Eu sou de Cristo". Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo? Dou graças a Deus por não ter batizado nenhum de vocês, exceto Crispo e Gaio; de modo que ninguém pode dizer que foi batizado em meu nome. (Batizei também os da casa de Estéfanas; além desses, não me lembro se batizei alguém mais.) Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho, não porém com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não seja esvaziada.

TEXTO DEVOCIONAL: Rm 12.2 

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Introdução: Vimos na lição anterior que comunhão não é algo que encontramos pronto, ela precisa ser constituída nos relacionamentos pessoais. A própria dimensão vertical de nossa comunhão com Deus não acontece de forma automática, depende de esforço e disciplina espiritual da nossa parte. Assim, a dimensão horizontal da comunhão na igreja também não vai acontecer de uma hora para outra, ela surgirá a partir dos relacionamentos entre os nós os crentes, pessoas que formam a comunidade cristã. Pois bem, na sexta feira passada, consideramos a importância da vida de comunhão, mais ficamos ainda com algumas dúvidas a serem discutidas hoje, entre elas citamos: Porque é tão superficial o nível de vida comunitária nas igrejas hoje, e quais as causas que nos impedem e vivermos esta comunhão. É o que tentaremos objetivar em entendimento no estudo de hoje. Portanto, bom estudo!


I. IMPEDIMENTOS AO DESENVOLVIMENTO DA COMUNHÃO.
1Co 1.10 Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente UNIDOS, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.
As dúvidas acima, são de natureza bem complexas, e possivelmente deve existir um número amplo de causas que possam explicar o fenômeno Psico, econômico, social e espiritual, que possivelmente é o grande causador da dificultação da vida de comunhão de forma integral na igreja e na comunidade. Teremos de observar algumas dessas possíveis causas e ao mesmo tempo descobrir a luz da Bíblia algumas estratégias que, uma vez seguidas podem nos ajudar a minar tais resistências impedidoras. Então, vamos lá!

1. FALTA DE CONVERSÃO GENUÍNA.
Jo 1.12,13 Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.

Será que todas as pessoas que se reúnem domingo após domingo para cultuar nas igrejas são de fato pessoas que receberam o Senhor Jesus Cristo como Salvador Pessoal? Será que estas pessoas compartilham e defendem verdadeiros valores da doutrina e da cultura cristã? Será que  experimentaram, o novo nascimento ou são apenas pessoas “interessadas” em alguma forma de experiência pseuda-cristã? E os chamados “filhos de crentes? Que cresceram acostumados com a ideia de obrigatoriamente frequentar os cultos, mas responsabilidade que é bom, nada! Pois bem, o que podemos dizer, é que vivemos atualmente um fenômeno conhecido como “segunda” ou “terceira” geração de crentes. E não queremos dizer com isso que eles estejam inteiramente fora dos padrões ou contextos doutrinários da Bíblia, mas também não podemos negar que este fenômeno, por si só, parece ser representado por “crentes” que não experimentaram o nascimento no contexto da fé cristã. Parecem ser pessoas que foram desenvolvendo uma idéia de igreja, porém na grande maioria nunca experimentaram em suas vidas a autenticidade daqueles que, pela fé no Senhor Jesus, receberam o direito de “filhos de Deus”. O resultado e a formação de grupos individualistas sem responsabilidades, sem conhecimento bíblico e sem relacionamentos duráveis e principalmente sem comunhão com o corpo que é a igreja. O pior é que bem poucas igrejas tem consciência desse problema para dedicar a ele tempo necessário par desenvolver estratégias específicas que ajudem no seu equacionamento. Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês. Fp 4:9

2. LIDERANÇA DESCLASSIFICADA.
Como já dissemos, agora repito: Se alguém anuncia a vocês um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! Gl 1:9

As igrejas históricas vem perdendo terreno para supostos grupos que auto se denominam “igreja” e arrebanham muitos adeptos com suas doutrinas repletas de “novidades”. Muitas dessas novas “igrejas” nascem lideradas por pessoas que por uma insatisfação qualquer colocam em descrédito muito daquilo que ao longo da história foi recebido como doutrinas fundamentais da fé cristã, e para piorar ainda mais, a grande maioria das igrejas não estão preparada para lidar ou trabalhar com este problema. Gl 1.6,7 Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. O resultado é que com o surgimento destes inumeráveis grupos ou “novas igrejas” fora dos padrões da Bíblia e com ensinamentos que mais afastam do une o Corpo de Cristo, acontece um afastamento bilateral. Por um lado são as chamadas igrejas históricas que por desconsiderem tais movimentos, procuram manter um distanciamento considerado seguro. Por outro, são os líderes de tais movimentos que se consideram “mais iluminados” que os das igrejas que chamam de “ultrapassadas, não permitem a seus liderados qualquer tipo de comunhão por medo de perdê-los. 1Co 1.11-13 Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: "Eu sou de Paulo"; ou "Eu sou de Apolo"; ou "Eu sou de Pedro"; ou ainda "Eu sou de Cristo". Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo? O pior é que medida que o tempo vai passando, mais crucial esse fenômeno tem se tornado, e as perdas vem se multiplicando. O melhor a fazer neste caso é investigar tais movimentos por suas doutrinas e ensinamentos, se no todo não contradizem as doutrinas fundamentais da fé, devemos procurar manter com eles um relacionamento de comunhão. Caso o contrario, se eles deturpam a Bíblia para embasar conceitos heréticos, o melhor mesmo a fazer mesmo, é manter certa distancia, sem deixar de amá-los. 1Jo 3.11 Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.

3. O PECADO NÃO CONFESSADO.
Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a Lei é boa. Nesse caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.  Rm 7:14-17

Outra causa que vem trazendo muita dificuldades a comunhão na igreja é o pecado não confessado na vida de muitos crentes. Não estamos falando de coisas comuns e pequenas que as vezes parecem ser até meio que inevitáveis, mas falamos de pecados mais específicos que destroem em primeiro plano a vida do envolvido e sua comunhão com Deus e depois, acaba por destruir também a sua comunhão com a igreja. A Bíblia é muito clara em relação ao pecado. Jesus respondeu: Digo a vocês a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. Jo 8:34. O pecado por  nos tornar pessoas escravizadas, acaba nos conduzindo a uma vida de desconfiança, e por consequência tendemos achar que todas as pessoas estão nos julgando ou nos condenando por nossas práticas, embora talvez outras pessoas nem tenham conhecimento delas. Nossas conversas e relacionamentos com outros crentes se tornam meio que superficiais pois temermos que descubram nossas falhas e venhamos a cair num completo descrédito. A orientação bíblica é bem diferente disso, e o ensino continua valendo para os dias de hoje: Tg 5.16 Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.
O problema é que o pecado não confessado traz profundas frustrações e distanciamento da vida em comum da igreja. Ele vai minando aos poucos as forças e consequentemente conduzem a uma queda fatal. Tg 1.13-15 Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: "Estou sendo tentado por Deus". Pois Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ser consumado, gera a morte.

4. INCAPACIDADE DE VIVENCIAR A GRAÇA DE DEUS.
Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Tt 2:11
A falta de comunhão entre nós os crentes pode também ser resultado de uma certa incapacidade nossa em acreditar de forma suficiente na graça salvadora do Senhor Jesus Cristo. Nos tornamos as vezes meios que incapazes de viver a graça em nossa própria experiência diária, e a explicação disso é que em alguns momentos infelizmente permitimos predominar no seio da igreja uma atitude legalista em condenar pessoas por erros cometidos (como visto no ponto anterior). Parece que não aprendemos a separar as pessoas dos seus erros e generalizamos nosso conceito sobre elas agindo como se fossemos os juízes. Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Gl 6:1-2

Em alguns momentos chegamos a ser tão legalistas que olhamos mais para os outros que para nós mesmos. Assim procedendo teremos toda dificuldade em cumprir as palavras de Paulo no texto acima. De acordo com a Bíblia, a igreja deve funcionar como um hospital afim de restaurar a saúde espiritual das pessoas em todos os sentidos e não como um centro condenatório onde as pessoas são colocadas para pagar suas penas. 1Jo 2.1,2 Meus filhinhos, escrevo a vocês estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo. O ambiente da igreja deve ser o mais saudável possível para que as pessoas se sintam a vontade para colocar para fora os seus problemas, sabendo que serão compreendidas a ajudadas. Isso é comunhão. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte. 2Co 12:10

5. A ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DA IGREJA.
Em primeiro lugar, ouço que, quando vocês se reúnem como igreja, há divisões entre vocês, e até certo ponto eu o creio. 1Co 11:18
Este é um ponto é mais estratégico e de certa forma menos teológico, pois vai tratar da estrutura funcional da igreja e para isso parece não haver uma regra específica. A igreja deve ser o melhor lugar do mundo, mas se mal instituída, pode trazer dificuldades a comunhão. Uma estrutura governamental hierárquica muito centralizadora tendencialmente afastará as pessoas por exigir obediência irrestrita em função de uma causa ou ideologia. Todas as pessoas precisam ser respeitadas em suas vontades desde que tais vontades não interfiram diretamente nas doutrinas fundamentais da fé cristã.
Esforço-me para que eles sejam fortalecidos em seu coração, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistério de Deus, a saber, Cristo. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Cl 2:2-3;
Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando vocês mesmos. Tg 1:22.

Por outro lado, uma liderança frouxa demais pode também ser prejudicial. Aqui os dois extremos podem ser ruins. Outro ponto é a organização ou arrumação estrutural do templo e do culto propriamente dito. Um culto formal demais tende a trazer um desconforto e levar as pessoas a mecanizarem demais o processo se distanciando da espiritualidade. Por outro lado, se o culto for espiritual ao extremo a tendência natural é que todo o processo fuja das mãos do dirigente e ele perca por completo a direção do mesmo. O resultado é um culto sem organização e sem hora para terminar. Isto pode trazer um formato muito desproporcional e ao mesmo tempo um distanciamento daqueles chamados “menos espirituais”. Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos... Mas tudo deve ser feito com decência e ordem.1Co 14:33,40. O grande problema neste ponto é o de conseguir equacionar o culto a gosto de todos uma vez que todos nós temos nossa própria visão do certo ou errado. Então aqui deve valer o bom senso e acima de tudo, deve haver respeito uns pelos outros. Cada igreja tem sua forma de culto e desde que não fuja aos padrões doutrinários da Bíblia o ideal é nos adequarmos aquela que melhor nos convier.  O ideal é uma avaliação mais profunda de sua estrutura e estilo de funcionamento a fim de introduzir mudanças necessárias ao atendimento das necessidades de comunhão de seus membros. Samuel, porém, respondeu: Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. 1Sm 15:22

CONCLUSÃO:
É imprescindível reconhecermos estas prováveis causas que impedem a comunhão entre os crentes, mas também imprescindível que cada uma destas causas sejam discutidas e trabalhadas no objetivo de frear o seu avanço. Discutimos algumas causas mais o assunto ainda não está esgotado pois encontraremos outros ponto para serem analisados. O que vale agora, é o entendimento da nossa posição como igreja, vivermos verdadeiramente como irmãos uns dos outros. Na igreja, como em família temos todos uma origem comum, pois nascemos de uma mesma fé. Assim como temos uma vida em comum, pois servimos ao mesmo Senhor. Temos identificação de propósitos, pois cremos em um mesmo céu. As diferenças decorrente das personalidades, deverão ser trabalhadas pois somos todos indivíduos. Nossa disposição será a de nos ajudarmos uns aos outros num ambiente favorável para compartilhar problemas e solidariedade. Todos estes fatores se destacam como comunhão familiar, e vida na igreja implica necessariamente em vida de comunhão. Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça, fruto que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus. Fp 1:9-11


Bibliografia:
A Nova Vida em Cristo/Editora Horizontal/Desenvolvendo a Comunhão na Igreja

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...