quinta-feira, 13 de julho de 2017

ONDE HABITAVA LÚCIFER QUANDO PECOU?



Texto: Is 28.12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

O que conseguimos ver até aqui, nos estudos em relação a Satanás, é que, antes de haver pecado, ele era possuidor de um auto grau de notoriedade, tendo em vista sua posição e sua classificação como "Querubim Ungido". Talvez a simples leitura deste título não nos ajude muito como descrição do seu alto grau de colocação entre os demais anjos. Mas a verdade é que os textos de Isaías e Ezequiel, nas suas descrições, apresentam características bastantes excepcionais por não serem designadas a nenhum dos demais seres criados. Observemos com atenção a descrição do profeta Ezequiel 28.
  • Sinete da Perfeição. O termo “sinete” indica, entre outras coisas uma marca distintiva de originalidade. É uma espécie de selo gravado em relevo ou em baixo-relevo com as armas ou as iniciais de quem o está usando.
  • Cheio de sabedoria e formosura. Aqui as próprias palavras se auto determinam. Sabedoria tem a ver com o alto conhecimento que se acumula enquanto que a formosura tem a ver com sua extrema beleza.
  • Todas as pedras preciosas te cobriam. Nesta descrição, o profeta faz menção do alto grau de riqueza, beleza e notoriedade do anjo. As pedras preciosas falam de tudo isso e o fato dele estar coberto delas indica estar excedido e ultrapassado no auto valor de todas elas.


Os versos seguintes continuam as descrições.
Ez 28.14,15 Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. O texto faz a descrição da sua importância e se fecha com a atitude que o levou a queda: ...até que se achou iniquidade em ti.

Pois bem, se tudo isso já temos visto até aqui, talvez a nossa maior dificuldade seja mesmo em definir com exatidão o local em que tudo isto aconteceu. E aqui temos duas descrições que podem e devem ser vistas com bastante atenção.

A primeira está no verso 12. Como caíste do céu, ó estrela da manhã... Como foste lançado por terra... A segunda no verso seguinte, o 13. Estavas no Éden, jardim de Deus...

Aqui devemos fazer uma análise cuidadosa. Pois o verso 12 é categórico e fala com ênfase ao descrever os fatos relativos a queda sem deixar qualquer dúvida em referência ao lugar. O texto é assim descrito: "Como caíste do céu..." O profeta é muito claro em sua descrição, pois além de designar toda a verdade em relação a queda, ainda descreve com extrema particularidade o lugar onde esta queda aconteceu. Assim, Com base na descrição do verso 12, Lúcifer teria pecado em uma habitação no céu, de onde fora expulso como sentença ao seu erro cometido.

O verso 13, nos dá una descrição aparentemente um pouco mais duvidosa. Assim diz o texto: Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Neste caso, devemos descobrir que lugar é este descrito pelo profeta Ezequiel como "jardim de Deus", pois tal referência segue-se imediatamente após a referência ao céu. Precisamos saber se este "jardim" refere-se ao Éden, e se a sua localização possa ser designado em alguma parte aqui na terra, ou se este “jardim” faça referência ao céu, e por isso seja designado de "jardim de Deus".

Pois bem, O mesmo profeta Ezequiel traz uma descrição em relação a Faraó e cita um lugar descrito como jardim de Deus. Formoso o fiz com a multidão dos seus ramos; todas as árvores do Éden, que estavam no jardim de Deus, tiveram inveja dele. Ez 31:9 ARA

O que devemos observar aqui é que o Éden citado faz apenas uma referência a grandeza é a beleza supostamente atribuída ao Faraó. A quem, pois, és semelhante em glória e em grandeza entre as árvores do Éden? Todavia, descerás com as árvores do Éden às profundezas da terra; no meio dos incircuncisos, jazerás com os que foram traspassados à espada; este é Faraó e toda a sua pompa, diz o Senhor Deus. Ez 31:18 ARA. O texto em si não faz qualquer referência a ser o jardim um lugar terreno ou um local onde supostamente seres angelicais possam ter morado ou existindo antes da criação do homem. Não existe na Bíblia nenhuma referência que conduza a este entendimento. O Éden, é sempre citado como jardim, mas mas quase nenhuma vez como "jardim de Deus" ou "jardim do Senhor". As referências a um lugar com tal designação é sempre muito especulativa e não nos dá nenhuma descrição em que possamos ter uma interpretação completa. Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas. Ah! Venha o meu amado para o seu jardim e coma os seus frutos excelentes! Ct 4:16 ARA

Em relação ao Éden, como o jardim de Deus, citado por Ezequiel, esbarramos ainda no fato da descrição de Gênesis quanto a criação da terra. Gênesis relata o Éden como um lugar criado para o homem, sem pecado. E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado. Gn 2:8 ARA

Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. Gn 2:15 ARA

Pois bem, se o Éden foi criado e imediatamente dado ao homem para seu cultivo e guarda, isto nos conduz ao entendimento de que o Éden tenha sido criado depois da queda de Lúcifer, tendo em vista que Lúcifer foi criado em um tempo muito anterior ao homem, e pecado também num tempo muito anterior a criação humana. Também em afirmação a este conceito, podemos perceber no verso 3 que a serpente, isto é Satanás, já estava devidamente caído e obstinado no uso do engano. Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Gn 3:13 ARA

Agora observemos a descrição do Livro do Apocalipse: A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra... Ap 12:4 ARA

A descrição prossegue: Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. Ap 12:7-9 ARA

Vamos ver então que respostas encontramos nos textos para as seguintes perguntas:

  • De onde a "cauda" malígna arrastou a terça parte dos anjos?
  • Onde o texto diz ter havido uma guerra?
  • Onde diz o texto não haver mais lugar para os derrotados na peleja?
  • Para onde foi "atirado" Satanás em sua queda?


Se para as perguntas 1,2,3 as resposta são "Os céus" e a 4, a terra, então fica claro que Lúcifer pecou contra Deus nas regiões celestiais, e que foi exatamente dali que ele fora expulso juntamente com seus anjos. Is 28.12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

CONCLUSÃO:
Segundo os textos analisados, não temos outro entendimento que não seja o que Satanás pecou em um lugar onde não havia espaço para o pecado, e nem havia nenhuma tentação no sentido de o conduzi-lo a pecar. O fato é que a Bíblia nos leva a crer que Satanás pecou em algum lugar das regiões celestiais, e que na Bíblia tal lugar é designado como céu. Ez 28.14,15 Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti...














terça-feira, 4 de julho de 2017

OS TIPOS DE SERMÃO.





SALA DE ESTUDOS

Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! 1Co 9:16

O sermão é a explanação da palavra de Deus de forma didática com o sentido de trazer entendimento aos ouvintes. Para que haja um bom desenvolvimento na estrutura do sermão existem alguns elementos que facilitam o seu preparo. A Bíblia! Sempre será a principal fonte de inspiração do pregador, pois como bem disse certo escritor, Sermão sem texto bíblico se compara a uma árvore cortada na raiz. É algo como um poço sem água. Assim vale a pena repetir o que já foi dito aqui: Pregar sem Bíblia é o mesmo que oferecer ao faminto um prato vazio... Sem a comida que pode lhe saciar a fome. Assim, Qualquer explicação ou explanação de um assunto requer quatro importantes elementos:

Organização. Estrutura.
Ordenação. Disposição em ordem.
Lógica. Coerência.
Clareza. Expressão Inteligível ou que se perceba facilmente.


I. PRINCÍPIOS BÁSICOS NA FORMAÇÃO DO SERMÃO.
Alguns princípios e regras vão merecer nossa atenção para que evitemos interpretações distorcidas e erros primários. Portanto é bom escolhermos textos fáceis, mas que:

EXPRESSÃO. Expressem de forma completa, a mensagem a ser transmitida. Textos que caminhe de mãos dadas com aquilo que será dito no desenvolvimento do sermão. Não temos como ler o texto do Cego de Jericó e pregarmos sobre Zaqueu o Publicano. Isto não faz sentido algum.

CLAREZA. Sejam claros que não precisem de estudos aprofundados, de várias interpretações, com termos originais complicados. Podemos deixar isto para momentos mais específicos, tipo um estudo bíblico, pois o povo precisar caminhar com agente na mensagem que estamos pregando!

OBJETIVIDADE. Sejam objetivos e tragam respostas as necessidades espirituais, físicas, morais e materiais dos ouvintes. Se vamos falar a pessoas, é bom contar com o Espírito Santo, somente Ele tem condições de alcançar tais necessidades do ser humano. A pregação é o momento de Deus falar, então vamos nos colocar no nosso lugar... O de simples mensageiros. Lembrar-se de 1Co 9.16 ajuda bastante!

CAPACITAÇÃO. Que estejam dentro dos nossos limites de capacidade. Nada de tentar impressionar os ouvintes com textos, palavras ou expressões difíceis. Não subimos ao púlpito para impressionar ninguém, mas também não subimos ali para passarmos vergonha... Por isso é bom escolhermos textos dos quais tenhamos algum domínio deles. Será bem mais prático e mais razoável!

LEGITIMIDADE. Que legitimem o tema do sermão. Os textos escolhidos devem ser como um selo de autenticação da Mensagem. Legitimamos o assunto que vamos pregar, escolhendo textos que caminhe junto com ele.

INTERESSANTE. Que despertem o interesse dos ouvintes. Textos dinâmicos que produzam nos ouvintes o desejo de ouvir o que temos a dizer. Com textos muito difíceis corremos o risco de perder a atenção logo no princípio, antes mesmo de começarmos a nossa prédica.

FAMILIAR. Que possa ser lembrado com facilidade por nós e pelos ouvintes. O esboço ajuda pois temos nele o texto escrito ou ao menos referenciado. Se não vamos usar um esboço, é aconselhável escolher um texto conhecido, mais familiar.

II. REGRAS PARA A INTERPRETAÇÃO TEXTUAL.
Na formação da base do sermão, algumas regras determinam a interpretação do texto. Evitar desvios doutrinários de interpretações é fundamental para não acarretarmos danos aos ouvintes e a Igreja.

1. INTERPRETAÇÃO FIEL E CORRETA DO TEXTO. 2Co 2.17, “nós não somos “Falsificadores da Palavra”. É nosso dever interpretar corretamente o texto e o aplicar de acordo com o sentido real, verificando se a linguagem é literal ou simbólica. Não vamos expor nossas suas ideias, vamos pregar a Palavra de Deus. Conhecer um pouco da Hermenêutica ajuda bastante.

2. USO DO TEXTO DE ACORDO COM O SEU CONTEXTO. Existem textos que se aplicados isoladamente podem parecer estranhos aos ouvintes. Em razão disso, é sempre aconselhável examinar o contexto, isto é, que precede e o que sucede ao texto que vamos utilizar na preparação do sermão. Isto normalmente costuma elucidar qualquer dúvida deixada pelo texto propriamente dito. Em razão disso ao escolhermos um texto, A leitura do mesmo trará um conhecimento global daquilo que iremos falar, mesmo se fizermos, ao público a leitura completa.

3. EXPLICAR A ESCRITURA SEMPRE PELA ESCRITURA.
A Bíblia esclarece o que ensina, portanto o confronto da Bíblia com a própria Bíblia resolve as aparentes contradições e esclarece os textos, de maneira a enriquecê-lo, e o definir completando o seu pensamento.


sábado, 1 de julho de 2017

AS MÃOS QUE SALVAM


Jó 27:11  Ensinar-vos-ei acerca da mão de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso.

Introdução. Eu tive muitas coisas que guardei em minhas mãos, e as perdi. Mas tudo o que eu guardei nas mãos de Deus, eu ainda possuo. (Martin Luther King).
Com estas palavras do Pastor Martin Luther King, vamos nos conduzir a meditação de um tema, daqueles que quase nunca paramos para pensar sobre ele. Trata-se de um tema,  que no fundo sabemos, quase não falamos dele, pois é algo que parece não pontar para uma coisa que possa ter  importância para nós. Para falar a verdade, eu mesmo, não me lembro quando, ou se alguma vez cheguei falei sobre isto. Por esta é outras razões, é que tenho concluído, graças ao comentário de meu sobrinho Fábio, que este tema quase nunca falado em nosso arraial pode nos trazer muita edificação.

De que estamos falando afinal? Estamos falando das nossas mãos. Vamos ver o que sabemos e o que conhecemos deste órgão tão importante a nossa anatomia. 

Na verdade, podemos até não falar de nossas mãos, mas, deixa eu dizer, como usamos elas! Pense comigo, o que seria de nós se não tivéssemos elas? Logo pela manhã, assim que acordássemos, simplesmente para nos levantarmos da nossa cama, seria um enorme sufoco. Deixa eu te dizer, sem elas, precisaríamos de muito treino para nos conduzirmos a um aprendizado como estivéssemos começando a viver naquele momento. Para nossas primeiras higienes diárias, como tomar um banho, escovar os dentes, lavar o rosto, pentear os cabelos, fazer a barba, tudo isso depende das nossas mãos Elas desempenham um trabalho que pode até parecer simples, mas são extremamente importantes para nós. Pense um pouco, como acionaríamos o chuveiro para  derramará água sobre o nosso corpo a água que usaremos para nos limparmos?. Como faremos para o uso do sabonete, ou shampoo, ou qualquer outro produto que auxilia o nosso banho. Tudo isto será feito com o uso das nossas mãos. após o banho teremos que nos enxugar, e aí, mais uma vez precisaremos das nossas mãos para pegar a  toalha  e nos enxugarmos. Escovar dos dentes é outra tarefa onde as mãos são essenciais. Colocar creme dental na escova, e em seguida  conduzirmos a escola a nossa boca e aos nossos dentes,  fazendo um serviço  completo. Como faremos isso? Claro com as nossas mãos!

Já pensamos em tomar o café da manhã sem utilizar as mãos? Acho que não da! Primeiro temos que partir o pão, depois, passar manteiga, colocar queijo, mortadela, presento ou seja lá o que for, tudo terá que ser feito com a ajuda das mãos. O café pode até estar pronto, mas está, com certeza na garra térmica e aí precisaremos levá-lo ao nosso copo e adoçá-lo. Isto será mais uma missão para elas, as nossas mãos. Se formos falar do quanto utilizamos este órgão, precisaremos de bastante tempo, pois as mãos, nunca se cansa de trabalhar.

Mas o que sabemos sobre as mãos, além de todas estas questões biológicas básicas? Afinal, são tão poucas são as informações que temos acerca deste que é uma das mais poderosas ferramentas da civilização. Será que conseguimos imaginar algo que vai além disso? E não não é que tem! Entre tantas coisas interessantes que vimos sobre nossas mãos, ainda tem muito mais. Podemos citar, por exemplo, que elas são base para verdadeiro um verdadeiro sistema numeral.  Querem ver? Então me respondam, Quantos algarismos existem exatamente? Se a sua resposta é dez, então deixa eu fazer outra pergunta: Quantos dedos existem nas nossas mãos? Se sua resposta também é dez, pronto, podemos afirmar com toda certeza que foram nossas mãos que definiram nosso sistema de numerais.

Mais interessante ainda é a descoberta de que muitas vezes falamos com as nossas mãos! Ouvimos até alguém dizer que “italianos falam com as mãos”, não é verdade, a verdade é que é que  todos nós, falamos. Independente de nossa origem, nossa mão possui um setor no cérebro que dizem chamar-se  “Área de Broca”. Essa área, segundo dizem, é responsável pelo processamento, composição e compreensão da fala. Ao mesmo tempo, ela também controla alguns movimentos das nossas mãos. Logo... Por isso que ao falarmos costumamos mexer com nossas mãos. Isso até mesmo qunado falarmos no celular, já perceberam isso?

I. AS MÃOS HUMANAS.
Efésios 4:28  Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.
Nossas mãos são capazes de realizar diversos trabalhos que não teríamos como fazer, se não as tivéssemos. Nossas mãos parecem ser um órgão bem  simples, porém não é tão simples assim. Nossas pequeninas mãos, são formadas por não menos que 27 ossos. Desses, 8 são chamados de ossos do carpo, isto porque formam um conjunto de esqueletos que se articulam em harmonia com todos os outros demais ossos das mãos. 5 deles, são chamados de ossos metacarpo. São assim chamados por serem iguais, e possuírem uma forma alongada, articulando-se ao lado dos ossos do carpo e de ossos conhecidos como falanges. Por falar nisso. ainda temos mais 14 ossos. Estes são conhecidos como falanges. Temos três falanges em cada dedo, com exceção do polegar, que só possui duas. quando uma as falanges se aproximam do metacarpo, executam uma espécie de função preênsil nas mãos. É em razão disso que somos capazes de realizar a mais delicada tarefas. 

Com nossas mãos somos capazes de realizarmos uma cirurgia cerebral, desde que tenhamos formação para isto, é claro. Tocamos instrumentos musicais dos mais variados, emitindo sons de extrema beleza. Com as mãos somos capazes de pintar quadros, paredes, carros, etc. Podemos escrever cartas, modelar granitos, e fazer um monte de coisas que nem percebemos. Coisas simples como atender o telefone, mandar uma mensagem pelo celular, ligarmos a televisão, mudar os canais ou simplesmente falarmos ao microfone. Em tudo isto, a nossa mão terá sua participação! É com as mão que acenamos para pessoas amigas dando um "tchauzinho" ou mesmo pedindo para ela nos esperar,  com as mãos fazermos coisas deliciosas na cozinha, concertarmos coisas nas oficinas, e fazermos várias bugigangas que depois de prontas nós mesmo nem sabemos para que serve. Assim é as nossas mãos. 

Este órgão é tão importante que a Bíblia não economiza espaço para falar delas. A começar por Gênesis, os textos vão se multiplicando por todos os livros até chegar no Apocalipse. Com textos que invariavelmente  dão uma noção clara da importância de nossas mãos e a Bíblia apresentam homens e mulheres realizando trabalhos dos mais diversos. São muitos os textos, e como não temos tempo nem espaço para citarmos todos eles, vamos ver apenas alguns, começando pelo AT.

  1. Mãos que realizam os mais diversos trabalhos. Gn 5:29   ...Este (Noé) nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos...
  2. Mãos que recebem as mais diversas responsabilidades. Gn 9:2 - ...e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues.
  3. Mãos que são usadas para atender os pobres. Jó 20:10  Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens.
  4. Mãos que nos preparam e nos capacitam para a guerra. Sl 18:34  Ensina as minhas mãos para a guerra, ...
  5. Mas preguiçosas. Pv 21:25 - O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.
  6. E se as mão se mostrarem frouxas para o trabalho. Ec 10:18 - Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja.

E alguns textos do NT.
  1.  Mãos precisam passar por higienes pessoais. Mt 15: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão.
  2. Com que consagram os obreiros. At 6.6 - E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.
  3. Mas precipitadas. ITm 5:22 - A ninguém imponhas precipitadamente as mãos..
  4. Mãos que não receberão o selo da besta. Ap 20.4 - ...E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos...

II. AS MÃOS DIVINAS.
Jó 27:11  Ensinar-vos-ei acerca da mão de Deus, e não vos encobrirei o que está com o Todo-Poderoso.
Se temos tanto a falar das nossas mãos que são apenas parte de uma criação perfeita de Deus, o que dizer das mãos de Deus que a tudo criou. Vamos então analisar alguns textos que podem nos ajudar a termos uma, mesmo que pequena, noção das poderosas mãos do Deus Grande e Poderoso que a tudo criou, inclusive as nossas mãos!

As mão de Deus são as mãos formadoras. Gn 2:7 E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. Quando lemos este texto qual impressão que nos fica? A impressão de que Deus tenha tomado o pó da terra e o modelado de tal forma que o mesmo tenha assumido o formato do homem, em seguida Deus soprou sobre ele o fôlego de vida. Isaías o profeta parece aceitar este argumento:  “… Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos (Is. 64:8).

Os textos bíblicos vão surgindo nas folhas das Escrituras sempre nos revelando a Pessoa de Deus e nos mostrando cada um dos aspectos de Sua criação. “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos (Sl. 19:1). 
  1. Mãos na qual depositamos toda a nossa confiança. Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, Senhor Deus da verdade. Sl 31:5
  2. Mãos que nos exalta. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.
  3. 1Pe 5:6. Mão abençoadoras. Levanta-te, Senhor. Ó Deus, levanta a tua mão; não te esqueças dos humildes. Sl 10:12
  4. Mãos poderosas. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Hb 10:31

Resumindo, só podemos dizer como Moisés no livro ee DeuteronômioSenhor DEUS! já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua forte mão; pois, que Deus há nos céus e na terra, que possa fazer segundo as tuas obras, e segundo os teus grandes feitos? Dt 3:24

III. AS MÃO SALVADORAS DO SENHOR JESUS.
Mc 5:23  E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva.
Temos que terminar esta prédica, mas não podemos terminá-la olharmos, mesmo que de forma rápida e resumida, para as mãos benditas do nosso Senhor Jesus Cristo. Ele que durante seu ministério terreno, um ministério que durou alguma coisa entre três anos a três anos e meio, foi capaz de demonstrar como ninguém o poder abençoador através da imposição de suas mãos. Jesus em um breve momento da história, foi capaz de olhar com compaixão para um homem doente, um homem que as pessoas religiosas ou não, sequer pensavam na possibilidade de se aproximarem dele. Mas nosso Mestre, não apenas olhou para ele, Jesus derrubando todas as barreiras possíveis e impossíveis, estendeu as suas mãos e o recebeu.  Um homem que uma nação inteira por medo, havia desprezado. é recebido por Jesus que lhe oferece suas mãos salvadoras. Mc 1.41  E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. Encontramos Jesus agora estendendo estas mesmas mãos e trazendo de volta a vida a uma menininha, tão pequeina. Mt 9.25 E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se. Jesus também estendeu suas mãos para dar vistas aos cegos. Mc 8.25 Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado

Jesus que nunca se cansou de faze o bem, todos os dias as pessoas vinham a Ele para serem curadas, e Ele estendia suas mãos sobre elas.
Lc 40.40E, ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e, pondo as mãos sobre cada um deles, os curava.
Quando chegou a casa de seu amigo Pedro e encontrou sua sogra ardendo em febre, Jesus a tomou pelas mãos e ela foi curada.
Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e imediatamente a febre a deixou, e servia-os. Mc 1:31

As pessoas, com inveja de nosso Mestre armaram contra Ele um sistema corrupto para o prenderem e assim terminarem com sua história.
  1. Jesus é entregue nas mãos de soldados romanos. E lançaram-lhe as mãos, e o prendera Mc 14:46 Ora, achando-se eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens; Mt 17:22.
  2. Jesus foi amarrado e conduzido a diversos julgamentos, E Anás mandou-o, maniatado, ao sumo sacerdote Caifás. João 18:24.
  3. O que a cena seguinte vai nosmostrar será os homens usando suas mão para fazerem ao mestre todo tipo de maldade. Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam.Mt 26:67Como o esbofeteavam? Claro usando as suas mãos.
  4. Jesus é entregue a Pilatos, que, percebendo que a situação lhe fugia das mãos, desculpem pelo trocadilho, lavou  as suas mãos!  Mt 27.24 Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.
  5. Daí pra frente, o que vamos ver são várias mãos sendo utilizadas para trazer sofrimento ao nosso Mestre.
  6. Lhe fazem uma cora de espinho, algo parecido a um capacete, e após colocarem sobre sua baça de forma rude, bateram com bastões até que os espinhos adentrassem em seu crânio e o sangue escorreu em sua cabeça.
  7. Os soldados romanos também não deixaram por menos, o acorrentaram a uma mastro e lhe surraram de forma violenta deixando suas costas rasgadas e completamente  ensanguentadas. quantas mãos que juntas trouxeram tão grande sofrimento para aquele que apenas queria nos trazer vida.
  8. Obrigaram nosso Mestre a carregar até o lugar da crucificação um pesado madeiro sobre seus ombros. E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota. Jo 19.17.
  9. Ao chegar ao lugar chamado Gólgota, o deitaram sobre a cruz, e com pregos enormes cravaram suas mãos, pregando-as no madeiro. Jesus apenas se virava a cada pancada que o soldado romano aplicava sobre o prego. 

A morte não teve poder de contê-lo. Três dias após sua crucificação, Jesus ressuscita com todo poder e toda autoridade. 

Lc 24.37-40 - E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.

Benditas as mãos daquele que se entregou, mesmo sabendo de todo sofrimento que lhe seria imposto. Benditas as mão daquele que suportou todo tipo de sofrimentos sem nada ter feito para merecê-los. Benditas as mãos que seguraram aquele pesado tronco de madeira sobre os ombros daquele que tinha sofrido toda especie de sofrimento capazes, ou incapazes ao homem. Benditas as mãos que recebeu aqueles pregos enormes e não desistiu de nós um só momento na sua crucificação. Lc 24.46,47 -   E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.





terça-feira, 20 de junho de 2017

A NOIVA DE CRISTO



Texto Básico: Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. Ap 21:2-3

Introdução: será muito fácil encontrarmos na Bíblia uma figura que a primeira vista pode nos parecer meio fora de relação significativa para com aquilo que ela representa. Porém, se observarmos com um pouco mais atenção, vamos descobrir que a figura tem um encaixe perfeito naquilo em que em ela é usada como representação. Estamos falando da figura da “noiva” que de forma magnifica fala da união estabelecida entre Deus e o seu povo. A figura da noiva e do noivo é usada com frequência em textos bíblicos, e culmina sempre com o estabelecimento do casamento entre ambos e vão representar a relação final de união existente entre Deus e seu povo.

I. A REPRESENTAÇÃO DA FIGURA EM AMBOS OS TESTAMENTOS. 
Levanta os teus olhos ao redor, e olha; todos estes que se ajuntam vêm a ti; vivo eu, diz o Senhor, que de todos estes te vestirás, como de um ornamento, e te cingirás deles como noiva. Is 49:18.
Precisamos observar com certo cuidado, que a figura "noivo e noiva", na maneira como é apresentada em ambos os testamentos, pode conter uma pequena diferença básica no seu significado, ou melhor, nas pessoas de seu significado.

Olhando para o No Velho Testamento, encontraremos a Pessoa de Deus sendo representado como o noivo para o povo de Israel. Assim, nesta mesma representação, Israel passa a representar a noiva. Nesta figura o casamento entre o noivo, Deus e a noiva Israel, vai sempre indicar a união do povo com o Senhor Deus e culmina com a sua Libertação do Egito. Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias. Is 61:10.

Já no Novo Testamento, o noivo é uma representação da Pessoa do Senhor Jesus Cristo, enquanto que a igreja, é representada pela figura da noiva. O casamento entre ambos acontece no ato da vinda do Senhor Jesus no Arrebatamento da igreja quando a igreja será levada para estar para sempre com o Senhor. ITs 4,16-17 Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.

Se conseguirmos entender a riqueza desse processo simbólico, em ambas as representações, possivelmente iremos melhorar em muito nossa relação espiritual com a Pessoa do Senhor Jesus, e daremos mais importância à uma vida de obediência a Ele em nosso dia-a-dia.

II. OS NOIVOS E O PROCESSO QUE ENVOLVEM O CASAMENTO. 
Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito....Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Ef 5:25-27,32.
O simbolismo da figura da igreja como noiva de Cristo se encontra em várias passagens no Novo Testamento, e é o assunto central do nosso estudo no momento. Algumas passagens, inclusive a a carta de Paulo aos efésios nos conduz ao entendimento destas figuras representativas entre a Igreja e a Pessoa do Senhor Jesus. Vale a pena fazermos uma rápida análise de algumas informações históricas sobre como era o preparo para o casamento nos tempos bíblicos, e depois observarmos como estas coisas podem ser vistas no casamento entre Cristo e a Igreja. O que temos para observar é a maneira como alguns dos estudiosos da Bíblia descrevem o desenvolvimento do processo do casamento e quais as etapas o validam.

1. O DESPOSÓRIO. 
A primeira coisa que devemos observar, é descrito pelos estudiosos como “Desposório”. Para nós, este não é um termo usado com frequência e alguns de nós, talvez nem o tenhamos ouvido. Segundo o Dicionário Online de Português, Desposório é um substantivo masculino que indica a Promessa de casamento como união legalmente sancionada. O termo indica a União que se efetiva de maneira íntima, profunda, e muito estreita, e é derivado por duas palavras que vão indicar o termo “desposar”. despos + ório. Este processo era um passo oficial e fundamental ao casamento, pois nele se evidenciava o compromisso assumido pelo casal (muitas vezes arranjado pelos pais) em que se prometeram um ao outro. Temos um exemplo disto em um trecho do livro "Dom Quixote" Cap. XXVII, Pág. 155, de Miguel de Cervantes. "... Sabei, senhor, que ele me pediu por esposa para si; e meu pai, seduzido da vantagem que em seu entender vos leva Dom Fernando, tão deveras lhe conveio na rogativa, que em dois dias se há de celebrar o desposório tão secretamente e a sós, que as únicas testemunhas serão o céu e algumas pessoas da casa."

Na Bíblia encontraremos muitos textos que indicam que vão indicar a promessa assumida entre noivo e noiva. Como exemplo, podemos citar o caso de Maria sendo desposada com José. Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Mt 1:18. Devemos observar que o texto nos informa que Maria e José, mesmo compromissados, ainda não viviam o relacionamento de marido e mulher.

2. OS PRESENTES. 
Quando falamos de “presentes” somos levados a pensar na festa de casamento tal como conhecemos hoje. Geralmente estas festas em nossos dias, são realizadas em salões ou ambientes previamente escolhidos pelos noivos, e é normal que os nubentes, recebam de seus convidados muitos presentes. Porém aqui, o termo vai seguir para um outro tipo de interpretação ou desenvolvimento. No caso dos casamentos em tempos bíblicos, os presentes apontavam para o que hoje conhecemos como “dotes” que era uma certa quantia em dinheiro ou joias pagos à noiva e à sua família como garantia do casamento pelo noivo e sua família. E aconteceu que, o servo de Abraão, ouvindo as suas palavras, inclinou-se à terra diante do Senhor. E tirou o servo jóias de prata e jóias de ouro, e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e à sua mãe. Gn 24:52,53.

Esta prática de pagamento chamada denominada dote ainda é utilizado em alguns países, até os dias de hoje. Graças a Deus, não aqui no Brasil! Jacó, fez um pagamento de forma bem diferenciada. Ele serviu o seu sogro durante sete anos para receber Raquel como esposa. Foi enganado e teve que servir por mais um tempo para finalmente casar-se com Raquel. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava. Gn 29:20.

3. O INTERVALO DE ESPERA. 
O casamento uma vez prometido pelo desposório e pelo pagamento de dotes, agora deveria obedecer um tempo de espera que o antecedia até sua consumação. Durante este tempo, era vedado tanto ao noivo quanto a noiva, qualquer tipo de relacionamento que pudesse manchar o compromisso. Era importantíssimo que ambos, noivo e noiva mantivessem a pureza até que a noiva estivesse devidamente preparada para o casamento. Caso contrário, ambos poderiam romper o relacionamento sem que o processo se consumisse. Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Mt 1:18.

4. AS BODAS OU BANQUETE NUPCIAL. 
Esta era a festa de casamento propriamente dita. Aqui começava a celebração na espera da chegada do noivo à casa da noiva, para a conduzir para sua casa. A noiva enquanto aguardava a chegada do noivo, vestia-se de roupas e joias especiais e apropriadas ao evento, e tinham sempre como acompanhamento as donzelas e outros convidados. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. Mt 25:6,7A festa das bodas tipicamente durava cerca de uma semana. E chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas; sucedeu, pois, que ao sétimo dia lho declarou, porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo. Jz 14:17Somente a partir da realização das bodas, os noivos passavam a serem vistos como uma só carne, pois passam a morar juntos e usufruírem as bênçãos da vida conjugal.

III. O CASAMENTO DE CRISTO O NOIVO, COM A IGREJA, A NOIVA. 
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. Ap 19:7
Pois bem, o que vimos até aqui foram as considerações das etapas em relação ao casamento dos povos bíblicos. Vamos observar agora todo este conceito figurativo do termo, relacionado a Pessoa do Senhor Jesus Cristo e da Sua Igreja.

1. O COMPROMISSO
Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”  Ef 5:25
O que temos de inicio é a abordagem da linguagem bíblica para com as fases do casamento entre Cristo e a Igreja. Aqui, fica expresso o relacionamento de amor para com o povo chamado “Igreja”. O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. Sl 19:5.O Senhor Jesus veio ao mundo, assumiu uma forma humana e entregou a Sua vida por nós pecadores para nos dar uma condição de salvos por Seu sangue. Uma vez salvos na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, nossa identidade assume a condição não mais de nacionalidade mundana, mas somos vistos por Deus como “Igreja”. Como Igreja passamos a ter direitos e promessas advindas da nossa condição de fidelidade a Deus. A voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo e a voz da esposa, e a voz dos que dizem: Louvai ao Senhor dos Exércitos, porque bom é o Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre; dos que trazem ofertas de ação de graças à casa do Senhor; pois farei voltar os cativos da terra como ao princípio, diz o Senhor. Jr 33:11Dessa forma, tanto Cristo como nós o seu povo, assumimos o compromisso do Desposório.

2. O PRESENTE. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. Ef 1:14
Da mesma maneira como o noivo, nos tempos bíblicos, davam presentes valiosos à noiva, o Senhor Jesus não fez diferente. Ele deu para a Igreja, o bem mais precioso e valoroso para que se possa imaginar. Jesus entregou a Sua própria vida como pagamento do resgate da a igreja. Isto Ele fez derramando o seu próprio sangue. Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. At 20:28.

Podemos então afirmar que o presente, ou o “dote”, se assim quisermos interpretar, foi pago de forma evidenciada pelo ato de Cristo fazer por nós a Redenção. O termo “redenção” indica liberdade da força que nos retiam como prisioneiros mesmo que para isso não tivessem pagos nenhum preço por nós. Na verdade o que nos fez prisioneiros foi a nossa condição de pecadores, mas Cristo pagou por nós a nossa libertação do poder do pecado. Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; Cl 1:14.

3. A ESPERA. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai as crianças, e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu aposento. Jl 2:16
A nossa condição atual descreve muito bem o intervalo de espera. Mesmo sendo recebidos a comunhão com o Senhor Jesus, pelo ato da redenção dos nosso pecados, ainda não fomos levados à habitação eterna na presença Dele. Por esse motivo, diversos trechos no Novo Testamento enfatizam para nós, a necessidade de estarmos preparados para nosso encontro com o Noivo. Jesus voltará nos levará conduzirá para ficarmos para sempre ao lado Dele. Ef 5.27 gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 

O Senhor Jesus entregou-se a si mesmo para nos santificar e purificar como Igreja Gloriosa, nos dando condições de, como seus discípulos, sermos achados fiéis, e assim sermos conduzidos às bodas, e ao lar eterno com ele. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 1Ts 4:17A festa nupcial está preparada. Mas ainda temos que esperar a chegada do noivo para nos levar ao banquete nupcial. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Ap 19:7-9.

4. A NOIVA ADORNADA PARA O NOIVO. 
Vem comigo do Líbano, ó minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde os covis dos leões, desde os montes dos leopardos. Ct 4:8
Todo o simbolismo do casamento do Cordeiro com a igreja pode até ser apresenta como um belo conto romântico, principalmente como apresentado por Cantares de Salomão. Mas a verdade é que existe muito mais coisas envolvidas nesta história do que podemos imaginar.

As Escrituras é o caminho procedente ao preparo do adorno para a festa nupcial. Já entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite; comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados. Ct 5:1. As fontes de vida para nós, a Igreja do Senhor Jesus, ´são as Escrituras. A medida que nos aproximamos dela, mais recebemos condições de preparo para o nosso encontro. As Escrituras, são como o adorno para condizentes a festa nupcial, nos dando diretrizes e mostrando para nós as necessidades inerentes ao preparo.Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.

Ezequiel conta a história de uma noiva na espera da chegada do noivo, porém é o noivo quem prepara para a noiva todo o adorno, a deixando em condições de participar da festa. Ez 16,10-14 Eu te vesti de tecidos bordados, calcei-te com sapatos de pele de golfinho, cingi-te com um cinto de fino linho e um véu de seda. Ornei-te de adornos: braceletes nos teus pulsos, colares em teu pescoço, um anel para o teu nariz, brincos para tuas orelhas, uma coroa magnífica para tua cabeça. Teus ornatos eram de ouro, prata, com vestimentas de linho fino, de seda e panos bordados; teu alimento era trigo, mel e óleo. Cada vez mais bela, chegaste à dignidade real. A reputação da tua beleza correu entre as nações, pois essa beleza era perfeita, graças ao esplendor que te havia eu preparado - oráculo do Senhor Javé. O noivo no conto de Ezequiel é uma figura de Cristo que nos dá condições de nos prepararmos para o nosso encontro com Ele. Fato que não conseguiríamos se Ele não interviesse em nosso favor.

EPILOGO. A BELEZA DA NOIVA. 
Porventura esquece-se a virgem dos seus enfeites, ou a noiva dos seus adornos? Todavia o meu povo se esqueceu de mim por inumeráveis dias. Jr 2:32
Como são os preparativos para o adorno do casamento que nós conhecemos hoje? É mais ou menos assim: A noiva escolhe o vestido, cuida de toda sua estética arrumando os cabelos e fazendo tudo para chegar à cerimônia adornada. A diferença é que no casamento de hoje, é o noivo quem espera a noiva na igreja para o ato da cerimônia do casamento. Nos tempos bíblicos, funcionava de forma diferente, como já vimos. Deus cuidou deste particular ao encontrar Israel como uma menina recém-nascida que foi abandonada pelos próprios pais. Ele cuidou desse povo durante anos e, quando estavam prontos, consumou a simbologia como se o vestisse com as melhores roupas. Colocou enfeites e jóias finas. Deu-lhe os melhores alimentos, e este povo se tornou absolutamente pronto para ser recebido por Deus.Porque, como o jovem se casa com a virgem, assim teus filhos se casarão contigo; e como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus. Is 62:5. 

“...pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti” Ez 16:14. Esta narração embora possa parecer meio que equivocada, ela descreve fato aspectos fundamentais na doutrina bíblica da salvação pela graça. A beleza da noiva depende exclusivamente e prioritariamente pelo noivo. Assim como a beleza da igreja vem de Cristo pois foi Ele quem se entregou para santificá-la. “para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” Ef5:27.

JESUS QUER UMA IGREJA COMPOSTA DE PESSOAS SANTAS. 
Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro....São estas as verdadeiras palavras de Deus. Ap 19:9
Na cerimônia de casamento, o momento especial é o da entrada da noiva. O noivo ansioso aguarda próximo ao altar, sua noiva que resplandecente entrará para fazer o pacto solene com ele. Toda a cena de desenrola com a noiva entrando usando seu vestido devidamente adornado e sua aparência, apesar de cansada pelo dia cheio de afazeres, profundamente feliz. Assim será o momento final quando todo o processo simbólico do Noivo Jesus e a Noiva Igreja chagará a seu ponto mais culminante. O ponto será o encontro de Cristo com a Igreja. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras
1Ts 4:16-18.

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...