terça-feira, 4 de outubro de 2016

GALARDÃO


Mateus 5:12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.

INTRODUÇÃO: GALARDÃO.
"Porque é grande o vosso GALARDÃO nos céus... "
Não posso negar que já faz algum tempo que mantenho dúvidas em relação ao significado do termo galardão. Na verdade minhas dúvidas se erguem mais em sentido de uma falta de interesse em buscar na definição da Palavra, qualquer relacionamento imediato com os textos bíblicos que tratam do assunto.

Na maioria das vezes, Basta uma rápida pesquisa de um  term, Neste caso, da Palavra da Palavra galardão, para descobrir no dicionário da língua portuguesa alguma indicação que possa, pelo menos me conduzir a um entendimento. A palavra "galardão"  aparece no dicionário da com a indicação de que é uma palavra que tem origem  controversa, mesmo assim o dicionário apresenta algumas definições.
➡ Recompensa de Serviços Importantes.
➡ Prêmio.
➡ Glória, honra.

Interessante é que no dicionário bíblico encontramos as mesmas significações apenas com a diferença de apresentar a palavra no seu sentido original grego, língua original do N. T. "misthós", e acrescenta o termo "salário" a significação.Podemos então dizer que a palavra galardão refere-se a um Prêmio ou distinção de reconhecimento  pela realização de algum trabalho ou apresentação especial e específica.

O galardão propriamente dito pode ser representado por uma coroa, uma condecoração,  uma homenagem ou um Prêmio que pode até ser em dinheiro, já que pode ser definido por salário. Em fim, galardão representa uma forma de pagamento ou distinção a alguem que fez algo por merecer. UM exemplo bem próximo que podemos citar, foram os jogos olimpícos e os jogos paralimpicos, onde atletas participantes e vencedores foram "galardoados" em suas modalidades. Os Prêmio foram  medalhas de bronze, prata e ouro para os respectivos vencedores.

Porém, se queremos caminhar por significações mais bíblicas. Veremos que não são poucos os textos que apresentam o termo.

I. OS FOCOS.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus...
Vamos nos direcionar ao Senhor Jesus. Ele fala que o recebimento do "galardão" acontecerá em algum lugar no céu. E é aqui que temos que nos concentrar.  Para entendermos corretamente vamos fazer uma separação entre os texto que falam da terra e os textos que apontam para o céu.  Vamos tentar perceber as possíveis diferenças e os pontos que poderemos considerar idênticos.

1° FOCO. O FATO.
1Co 3.8 Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu GALARDÃO segundo o seu trabalho.
Pelos escritos Paulinos percebemos que o galardão é exatamente como vimos até aqui. Uma Recompensa por obras praticadas aqui na terra. Percebam... o termo vai se direcionar conforme sua definição, e vai descrevendo uma espécie  de pagamento, sem se preocupar em dar qualquer explicação ou  significação do mesmo.

Embora o foco do trabalho seja a terra, o foco da entrega sai da terra e se transfere para um lugar celestial que Paulo identifica com sendo um local   específicamente preparado para este fim. O próprio Paulo identifica este local como Tribunal de Cristo. 2Co 5.10 Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.

Vamos destacar as colocações do Apóstolo:
Todos nós. Indica a presença física  daqueles que serão galardoados.
Sejamos manifestos.  Indica que os presentes serão expostos ou apresentados para a premiação.
Diante do Tribunal de Cristo. Indica local onde a premiação acontecerá.
Para que cada um receba. Indica a razão do Tribunal.
O que fez por meio do corpo. Fala da razão da premiação.
Segundo o que praticou. Indica o motivo da premiação.
O mal ou bem. Indica a forma como foi realizada a obra.

Paulo fala sobre o tribunal descrevendo-o com exatidão como o local onde as recompensas deverão ser entregues.  Segundo o que ele diz, compareceremos neste tribunal em um tempo na eternidade para que recebemos segundo o que fizemos. Tais afirmações confirmam a veracidade destas informações.

2° FOCO. O LOCAL DO FATO.
...Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.
O local onde acontecerá o Tribunal de Cristo sem dúvida será o céu num tempo imediatamente após a vinda do Senhor Jesus. Toda história da Igreja aqui na terra gira em torno da chegada de um grande acontecimento...

O ARREBATAMENTO DA IGREJA.
1 Ts 4:16-17 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.
O arrebatamento da Igreja será o evento que  finalizará o tempo estabelecido para a Igreja aqui na terra. Toda a história da Igreja que começou a ser escrita a partir de Atos dos Apóstolos tem o seu momento derradeiro no Livro do Apocalipse.

A história Começou a ser escrita no Pentecostes, com a descida do Espírito Santo. At 2:1, 2 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar... Foi mais ou menos por aí que começou um movimento que no início ficou denominado apenas pelo designativo: "Os do Caminho".  Foi o início de um projeto de Deus, onde os seguidores do Senhor Jesus começaram a se estabelecer em locais apropriados, como casas, Cenáculo ou locais de Oração.
➡ Cenáculo. At 20:7-8 No primeiro dia da semana... falava com eles, e prolongou o seu discurso até a meia-noite. Ora, havia muitas luzes no cenáculo onde estávamos reunidos.
➡ "Lugar de Oração" At16:13 No sábado saímos portas afora para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas.
➡ Nas casas.  Cl 4:15 Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia, e a Ninfas e a igreja que está em sua casa.

A história prossegue nos textos posteriores a este. Mas são nas cartas pastorais que podemos encontrar as igrejas já estabelecidas sendo orientadas doutrinariamente.  (O tempo não nos permite aprofundar os nestes detalhes). Encerrando as Epístolas, vamos encontrar o termo "igreja" no Livro de Apocalipse. Começando em 1.4. João, às sete igrejas que estão na Ásia... Nós capítulos 2 e 3, o termo igreja vai aparecendo na descrição de cada uma destas sete igrejas, uma após a outra. Ao anjo da igreja em... escreve...

Existe um detalhe importante em 1.10  que deve nos chamar a atenção. É a forma em que se deu a apresentação da visão a João . Ap 1:10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, Avançando ao verso 11 finalmente aparece a ordem para escrever em um livro, detalhes que lhe seriam apresentados em relação a cada uma das sete igrejas. Ap 1:11 O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia. Do verso 1 até o final do verso 3 vão sendo ditadas Pelo Senhor Jesus cartas que são direccionadas a Igreja enquanto no seu trajeto aqui na terra. A partir do verso 4, a cena muda completamente e o termo "igreja" vai simplesmente desaparecer do texto sagrado. Ap 4:1 Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer

João já não mais se direcionar a Igreja porque a Igreja já não mais está na terra. Ela foi para céu, e no céu ela já não mais precisará desta designação. O destaque fica por conta da parte do texto que diz: Depois destas coisas... João que anteriormente, nas cartas, viu o tempo que a Igreja passou aqui na terra. A partir do verso 4, não ela não mais vai será vista com este nome, pois o que acontece daqui pra frente acontece sem qualquer indicação de tempo ou povo. 

Em 1Co 15:51-52 Paulo fala reforça o ensino sobre este tão esperado acontecimento que a Bíblia chama de arrebatamento da Igreja. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Mas é a Igreja, para onde ela foi é onde ela está?
Voltemos então ao galardão...

3° FOCO. A REALIDADE DO FATO.
Ap 19:11,14 E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça... Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.
EM fim, oTribunal de Cristo ACONTECERÁ, isto é  fato.  Acontecerá em um período de tempo  após o arrebatamento da Igreja e antes da Vinda de Jesus em Glória. O texto bíblico diz que seremos levados da terra a encontrar o Senhor nos ares, e finalmente ficaremos para sempre com o Senhor. "estaremos para sempre com o Senhor" Se seguido ao Arrebatamento, seremos conduzidos imediatamente ao céu, e ali ficaremos para a eternidade. Isso quer dizer que o Tribunal de Cristo, deverá acontecer antes que retornemos com o Senhor Jesus na Sua volta para julgar a terra.

Neste julgamento os salvos aparecem como algo como auxiliares. Quem estará sendo julgado serão as nações vivas neste período.

5° FOCO. O FOCO DA CONCLUSÃO.
Depois de falar tanto, e Diante do que vimos até  aqui, podemos chegar às seguintes conclusões:
⏩ O Tribunal de Cristo acontecerá em um período de tempo entre o Arrebatamento da Igreja e a Vinda de Jesus em Glória.
⏩O Tribunal de Cristo será localizado em algum lugar no céu visto ser para lá que será conduzida a Igreja Arrebatada.
⏩somente uma classe de pessoa estará presente neste Tribunal, Os salvos. Somente os salvos serão recompensados.
⏩Somente os salvos comparecerão, e somente os salvos receberão galardão no céu, que será uma reconhecimento a Igreja por obras realizadas aqui na terra.

6° FOCO. O FOCO DA RECOMPENSA.
Galardão nos fala de recompensas que serão entregues a nós os crentes. Já sabemos a quem, onde é porque estas coroas deverão ser entregues. Agora queremos saber o que são os galardãs.
A Bíblia fala sobre diversas coroas.
➡ A primeira coroa que encontramos no NT é uma coroa que não podemos considerar como galardão. Pelo contrário é uma coroa de suplício. Mt 27:29 e tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça...
➡ Mas a frente encontramos Paulo fazendo distinção entre dois tipos de coroas.  Uma terrena que se desfaz ou se corrompe. E outra, espiritual, preparada pelo próprio Deus, que não se corrompe. 1Co 9:25 E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.
➡ A Timóteo, Paulo descreve que no final de seu ministério terreno, ele tem, reservado "no céu" o que ele mesmo chama de "coroa da justiça".  No final do verso Paulo conclui que a nós também está coroa encontra-se reservada. 2Tm 4:8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
➡ Tiágo descreve outra coroa, A coroa da vida. Tg 1:12 Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. No escrito de Tiágo, a coroa da vida é  uma Prêmiação para as pessoas que suportam algum tipo de provação.
➡ Pedro usa um termo bem pouco usado e muito pouco conhecido por nós. 1Pe 5:4 E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória.
A NTLH traduz a palavra IMARCESCÍVEL, por "imperecível". Segundo o Dicionário da língua portuguesa,  o termo aponta para alguma coisa que não perde o Viço ou o frescor. Indica uma coisa "impossível de se corromper" inalterável. Pedro, neste texto confirma as palavras de Paulo. Ele está dizendo exatamente o que Paulo disse. O galardão que receberemos no céu é alguma coisa representada por uma coroa "incorruptível" Ninguém pode tirá-la de nós, é algo que nunca perderá o seu valor é não existe matéria química alguma que poderá fazê-lo perder suas particularidades. Ela, com bem diz os escritores bíblicos, não se corrompe.

O galardão está reservado no céu para todos nós que aguardamos ansiosamente  retorno do nosso Senhor Jesus Cristo.  Ap 3:11 Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

Pode ser que tenhamos que nos deparar com algumas situações que tentarão nos fazer desistirmos da nossa fé. São investidas cujo objetivo será nos fazer perder o direito de comparecer no Tribunal de Cristo, e recebermos das mãos do nosso Senhor a Recompensa que Ele mesmo fez questão de guardar no céu para nós.

Fica o Conselho de Apocalipse 2:10
Não temas... Fala da ausência do medo.
O que hás de padecer... Fala que haverá tempos difíceis...
Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão Para que sejais provados... Fala da personalidade e intenção do nosso inimigo.
E tereis uma tribulação de dez dias. Fala que todo período, por pior que possa parecer tem um tempo determinado para chegar ao final.
Sê fiel até a morte... É o tempo final. Ap 21:4 Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
➡ E dar-te-ei a coroa da vida... Fala do Galardão, a premia ção pela Vitória.



Harpa Cristã, um Hinário Atual Para os Nosso Dias



Cl 3:16
A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração.

Introdução. Hinário oficial das Assembleias de Deus no Brasil, a Harpa Cristã ganhou espaço nas mais diversas denominações evangélicas do Brasil. Bem pode ser que tal fato se deu em razão dos diversos crentes assembleianos que por um motivo ou outro resolveram mudar de denominação. Porém, a verdade não pode ser negada, será extremamente difícil encontrar um crente sequer que nunca tenha se encantado pelas letras abençoadas dos hinos reunidos neste abençoado hinário cristão. Embora vez por outra, nos deparamos com aqueles que não concordem, os hinos da Harpa Cristã são fontes de inspiração divina. Claro, não com a mesma inspiração da Bíblia, mais uma inspiração particular movida por uma vida de devoção com a Pessoa do Espírito Santo. Seja asembleiano, batista ou membro de qualquer outra denominação, os hinos da Harpa Cristã continuarão fazendo parte do nosso culto a Deus, seja na Igreja, seja em nossa casa. "Nós cantamos o louvor de Deus com saltério vivo. Porque mais agradável e caro a Deus do que qualquer instrumento é a harmonia da totalidade do povo cristão. Nessa cítara é a totalidade do corpo, por cujo movimento e ação a alma canta hinos adequados a Deus, e nosso salteio de dez cordas é a veneração do Espírito Santo pelos cinco sentidos do corpo e as cinco virtudes do espírito".  Eusébio da Cesaréia.

I. PRIMEIROS HINÁRIOS.
1Co 14.26 Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
No início da sua história, as igrejas Assembleia de Deus não possuíam um hinário próprio de louvores organizados para o seu culto devocional. Para sanar esta necessidade os assembleianos utilizavam um hinário organizado pelo Dr Robert Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley, fundadores da Igreja Evangélica Fluminense. Salmos e Hinos. Este hinário teve sua primeira edição em Londres, no ano de 1855. Contava com 10 salmos e 17 hinos, 27 títulos, ao todo. Em razão da necessidade de um hinário na língua portuguesa, em 1861 aparece à primeira edição brasileira, composta por 50 títulos, sendo 18 salmos e 32 hinos. Foi usado pela primeira vez em 17 de novembro de 1861, seis anos depois da sua chegada ao Brasil.  Esta foi à primeira coletânea de hinos evangélicos cuja organização se deu aqui no Brasil. Tornou-se o primeiro hinário usado por diversas denominações evangélicas.  

Desde seu primeiro lançamento em Londres, o hinário "Salmos e Hinos" conta com aproximadamente 161 anos de existência. Em 2016, a "Harpa Cristã" completa 94 anos com mais de 500 hinos. A primeira edição foi lançada em 1922, na AD em Recife (PE), com hinos apropriados para o culto público, a Santa Ceia, o batismo, casamento, apresentação de crianças funeral, entre outros. Ef 5:19 Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;

II.  A HARPA CRISTÃ.
1Co 1.10 Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.
Na igreja como em qualquer outra organização, é normal que haja casos de divergências em razão de desentendimento. Não é o ideal, mas infelizmente é coisa do ser humano. Assim, as Igrejas mais conservadoras entenderam que existiam peculiaridades que distinguia a nova igreja das igrejas evangélicas das tradicionais, e por esta razão entenderam haver a necessidade de criar um hinário mais apropriado, até que em 1921, surge um novo hinário com o nome de "Cantor Pentecostal". Este novo hinário foi editado pela tipografia Guajarina e teve como orientador Almeida Sobrinho um pastor batista que se tornara pentecostal, e era o redator responsável, auxiliado por João Trigueiro da Silva. Este novo hinário continha 44 hinos e 10 corinhos. O Cantor Pentecostal foi distribuído pela Assembleias de Deus de Belém/PA, que, naquela época, achava-se localizada na Travessa 9 de Janeiro, 75. Passado um ano da publicação do Cantor Pentecostal é lançado no Recife-PE a primeira edição da Harpa Cristã. Aos cuidados do Pastor Adriano Nobre, surge o hinário oficial da Igreja Assembleia de Deus com uma tiragem de 1.000 exemplares, distribuídos para todo o Brasil pelo missionário Samuel Nyström. A segunda edição da Harpa Cristã, já como 300 hinos, foi impressa nas Oficinas Irmãos Pangeti, no Rio de Janeiro, em 1923.

Em junho de 1931 foi lançado o hinário "Psaltério Pentecostal", para suprir uma demanda da Harpa Cristã. Teve como editor responsável o Missionário Gunnar Vingren. Este hinário foi impresso pelo Estabelecimento Gráfico Fernandes & Rohe, Rio de Janeiro1931. Nove anos depois da edição do "Cantor Pentecostal". Em 1932, dez anos após sua primeira edição, a Harpa Cristã já contava com 400 hinos. Na elaboração dos hinos, muito contribuiu o missionário Samuel Nyström. Como não tivesse perfeito conhecimento da língua portuguesa, ele traduziu, literalmente, diversas letras da hinódia escandinava. Para que os poemas fossem adaptados às suas respectivas músicas, foi necessário que o Pastor Paulo Leivas Macalão empreendesse semelhante tarefa. Por isso, tornou-se o Pastor Macalão, fundador do Ministério de Madureira, no principal compositor e adaptador do hinário oficial da Igreja Assembleia de Deus...

 A primeira Harpa Cristã com letra e música começou a ser elaborada em 1937. Com o passar dos anos, foram acrescentados outros hinos até que o hinário oficial chegou a 524. Até o ano de 1981, todos os hinos já haviam sido revisados. Em 1979, o Conselho Administrativo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), cumprindo resolução da Assembleia Geral da CGADB, nomeou uma comissão para proceder a revisão geral da música e letra dos hinos da Harpa Cristã. A proposta foi apresentada pelo pastor Adilson Soares da Fonseca. As análises tiveram o apoio técnico e especializado de João Pereira, na correção e adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras.

Bibliografia:



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Jejum e a Oração Parte III

ESTUDO BÍBLICO TERÇA-FEIRA
IGREJA BATISTA NACIONAL
VALE DAS BENÇÃOS
EM BACAXÁ – SAQUAREMA
"O Jejum e a Oração a Luz da Bíblia"
Parte III

Mateus 6:5-16
5 - E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 6 - Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. 7 - E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. 8 - Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. 9 - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 - Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; 11 - O pão nosso de cada dia nos dá hoje; 12 - E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; 13 - E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. 14 - Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 - Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. 16 - E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

Introdução: Vamos nos focar agora especificamente no tema oração. Estudamos até aqui detalhes sobre a prática do jejum, contudo, nosso objetivo é unir os dois temas, pois queremos estar prontos e com entendimento para o propósito que será desenvolvido em nossa igreja. Ambos, jejum e oração são temas infinitamente abundantes e queremos entender alguns detalhes que os envolvem. Lembrando sempre que todos os temas aqui tratados devem ser analisados a luz das escrituras. Qualquer dúvida, não deve ser levada para casa, deve ser apresentada aqui para que juntos busquemos na Bíblia respostas. No demais, esperamos conseguir sua atenção e despertar interesse no que diz respeito à ministração da Palavra.  Então só nos resta desejar-lhe um bom estudo!

I. ORAÇÃO, DEFINIÇÕES E BASE BÍBLICA.
Jo 4:24 Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
Particularmente entendemos que não precisamos nos deter prolongadamente neste tema, (até porque este é nosso último estudo). Mas como é um tema profundo demais, e dificilmente conseguiremos nos deter diante de todas as verdades expostas no Livro de Deus.  Como crente sabemos, pelo menos, um pouquinho do que é orar. Se não sabemos, com toda certeza, do nosso jeito, já tivemos ou temos alguma experiência no que diz respeito à prática da orar.

Do grego “proseuchomai” o termo oração aponta para uma conversa com Deus que pode ser feita em particular ou em público. Os textos que tratam deste assunto na Bíblia são abundantes, e tanto o VT quanto o NT fazem referência à oração como uma atitude de suplicação e adoração ao Senhor. Como doutrina bíblica a oração deve destacar sempre o caráter de Deus e a necessidade do indivíduo em manter-se em comunhão constante com Ele. Oração, na Bíblia, não deve ser vista apenas como uma atitude natural de reação do crente, oração é muito mais do que isto, oração é uma conversa franca e necessária entre a criatura e Criador, entre o servo e seu Senhor, entre o homem e o próprio Deus. Na Bíblia, além das palavras “oração” e “orar”, encontraremos esta atividade sendo descrita por outros nomes tais como:
  • Invocar. Sl 17.6 Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir...
  • Clamar. Sl 3.4 Com a minha voz clamei ao SENHOR...
  •  Levantar nossa alma. Sl 25.1 A TI, SENHOR, levanto a minha alma.
  •  Buscar. Is 55:6 Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar...
  • Chegar ao trono da graça. Hb 4.16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia...
  • Chegar perto. Hb 10.22 Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé...

1. A ORAÇÃO, PARA QUE SERVE?
Rm 12:12 Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;
A prática da oração é um bem inigualável na vida do salvo em Cristo Jesus, e como todos cristãos já experimentamos, nem que seja uma vez, o privilégio de ver nossa oração sendo prontamente atendida por Deus. Aliás, acho que todos sabemos da prontidão de Deus em nos ouvir e prontamente nos atender. 2Cr 7.15 Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.
A oração é um relacionamento de intimidade com Deus. Quanto mais dedicamos tempo à oração, mas aumentamos nossa condição de se relacionar com Ele. Sl 42.8 Contudo o SENHOR mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida. Então querer apontar uma finalidade a prática da oração pode parecer um tremendo paradoxo visto que nossa própria experiência cristã nos diz que devemos buscar para nossas vidas este contato mais intimo com o Senhor. Porém, como se trata de um estudo, vamos ver algumas razões em pelas quais somos ou devemos ser conduzidos à oração.
  •  SÚPLICA OU PEDIDO DE PERDÃO. I Reis 8:49-50 Ouve então nos céus, assento da tua habitação, a sua oração e a sua súplica, e faze-lhes justiça. E perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti, todas as transgressões que houverem cometido contra ti; e dá-lhes misericórdia perante aqueles que os têm cativos, para que deles tenham compaixão.
  • MEDOS OU TEMORES. Sl 64.1 OUVE, ó Deus, a minha voz na minha oração; guarda a minha vida do temor do inimigo.
  • PROBLEMAS INDIVIDUAIS OU NA IGREJA. At 12.5 Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.
  • SENTIMENTOS DE ANGUSTIA OU ANSIEDADE. Fp 4.6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
  • ENFERMIDADES. Tg 5.15 E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará...


2. TEM HORA CERTA PARA ORAR?
Claro que as razões apresentadas acima, são apenas algumas poucas razões para orarmos. A verdade, é que não precisamos ter um motivo para orar, precisamos ter liberalidade para orar. De fato, a oração precisa fazer parte do nosso culto diário, e para isso também não precisamos marcar uma hora com Deus. Deus não tem agenda, Ele está o tempo todo, como diz o Salmos, atento para nos ouvir. 34.15 Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.
  • DIA E NOITE. 1Rs 8.29 Para que os teus olhos noite e dia estejam abertos sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar.
  • PELA MANHÃ. Sl 5.3 Pela manhã ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei.
  • DE MADRUGADA. Sl 88.13 Eu, porém, SENHOR, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração.
  •  A NOITE INTEIRA. Lc 6:12  E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.
  • A TARDE. Gn 24.63  E Isaque saíra a orar no campo, à tarde...
  • EM TODO TEMPO. Ef 6.18 Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,

Se não existe hora, também é fato que não existe lugar. Todo lugar é um local apropriado à oração. Só devemos saber que algumas atitudes devem ser evitadas em determinados lugares, tipo: Fechar os olhos para orar estando na direção de um veículo ou trabalhando em algum maquinário que requer maior atenção. Vamos encontrar na Bíblia, servos do Senhor orando nos lugares menos prováveis possíveis, por exemplo, encontramos em Atos 10.9, Pedro subindo no que a Bíblia identifica como um “terraço". E no dia seguinte, indo eles seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. Em 16.13, Paulo, vai a um lugar identificado apenas como "a beira do rio". E diz que ficava fora dos muros da cidade e era um lugar onde se costumava fazer oração. E no dia de sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde se costumava fazer oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram.
Existem ainda alguns textos que falam sobre algumas casas que funcionavam como Igrejas e devemos entender que nestas reuniões havia momentos de louvor e muita oração. Cl 4:15 Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa. Na verdade, como já dissemos, a oração pode ser feita a qualquer hora e em qualquer lugar. Podemos citar ainda como exemplos, mais dois textos.
  • NO MONTE. Mc 6.46 E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar.
  • NO TEMPLO. Lc 18.10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.

O local não importa, o que importa mesmo é a intenção de buscar mais intimidade com o Senhor.

3. A ORAÇÃO QUE DEUS NÃO OUVE.
Como todos os temas, sempre existem algumas dúvidas que precisam ser esclarecidas. A primeira dúvida que temos é: Será que Deus ouve a qualquer pessoa que orar a Ele? Ou será que existe alguma característica específica que faz com que nossa oração chegue até a presença de Deus? Na verdade o que vemos na Bíblia que Senhor não ouve a qualquer tipo de oração. Existem casos na Bíblia em que Deus, através de seus profetas, deixou isto bem claro.
  • Is 1.15 Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
  • Is 29.13 Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;

Aqui nestes dois textos temos duas situações. Na primeira, Deus deixa de ouvir a oração em razão do pecado. vossas mãos estão cheias de sangue”. Neste caso não houve arrependimento nem abandono da prática pecaminosa, e neste caso Deus é enfático: ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei”,

O caso seguinte parece ser um pouco diferente. O texto de Isaías apresenta certa indisposição no coração das pessoas citadas no sentido de lealdade na adoração e na honra a Pessoa de Deus. Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim”.

Temos tanto em um caso quanto no outro há um entendimento em comum: Deus não houve a qualquer pessoa e nem a qualquer forma de oração. No primeiro caso existe a referência direta no sentido da oração não ouvida. não as ouvirei”. No texto seguinte a referência fica por conta de um afastamento da pessoa em relação a Deus. “o seu coração se afasta para longe de mim”.  Assim, fica o entendimento que o coração afastado, e o pecado não confessado podem impedir à resposta a oração.

4. A CERTEZA DA ORAÇÃO ATENDIDA.
1Ts 5:17 Orai sem cessar.
Antes de qualquer coisa é bom sabermos que a Bíblia ensina que o crente precisa ter uma vida regular de oração. A orientação para orarmos vem através dos vários escritores sagrados.
  • Os salmistas. Sl 105.4 Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente.
  • Os profetas. Am 5.6 Buscai ao SENHOR, e vivei...
  • Os apóstolos. Cl 4.2 Perseverai em oração...
  • O Senhor Jesus. Mt 26.41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

Deus aspira esta comunhão com o crente, e é mediante a oração que conseguimos manter o nosso relacionamento com Ele. Nossa comunhão na oração se acentua na sinceridade do coração, e não por palavras vazias. Não seremos atendidos na oração simplesmente porque sabemos falar bem em público, seremos ouvidos simplesmente porque fazemos da oração o nosso ponto de contato com o nosso Senhor. Mt 6:7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.

Se, estamos certos que Deus está pronto a nos ouvir, podemos estar também certos que Ele está pronto a nos atender. Contudo existem orações que fazemos que o melhor mesmo seja que Deus não nos atenda. Existem situações que pedimos determinadas "bênçãos" que mais a frente podem se transformar em maldições. O ideal é aprendermos a orar de forma correta. E a forma correta é sempre orar pedindo a Deus que faça a Sua Vontade, não a nossa. Se tivermos dificuldades com isto, podemos recorrer ao Espírito Santo: Rm 8.26 E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
  • Jesus ao ensinar aos discípulos a maneira correta de orar. Mt 6.10 ...seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
  • Em Mt 26:42  Jesus nos ensina o princípio, dando Ele mesmo o exemplo: E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.
  • Paulo em Rm 1.10 manifestou sua vontade de ir a Igreja em Roma. Contudo, ele deixa claro que a vontade de Deus é que ofereceria a ele ocasião de ir vê-los. Pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco.
  • Por fim, em Efésios 5.17, Paulo nos exorta a buscar entendimento em relação a vontade do Senhor. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.

3. QUAL A MANEIRA CORRETA DE ORAR?
Lc 11.1 E ACONTECEU que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.
Podemos orar de qualquer maneira? Ou será que existe alguma forma específica para a oração? A posição: De pé, ajoelhado, deitado, andando, de olhos fechados? Qualquer uma serve? Ou temos que saber que procurar uma maneira correta? O lugar? Na Igreja, em casa, em reuniões de grupos, andando pela rua? A Bíblia apresenta respostas a cada uma destas perguntas.

A FORMA. Quanto à forma de orar, temos algumas referências na Bíblia, porém nenhumas delas com finalidade de apresentar uma doutrina sobre o assunto.
  • Posso orar em silêncio. 1Sm 1.13 Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada.
  • Posso orar em voz alta. Ne 9.4 E Jesuá, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no lugar alto dos levitas, e clamaram em alta voz ao SENHOR seu Deus.
  •  Posso orar com minhas Próprias palavras. 1Sm 7.5 Disse mais Samuel: Congregai a todo o Israel em Mizpá; e orarei por vós ao SENHOR.
  • Posso orar sozinho. Mt 14:23 E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.
  • Posso orar acompanhado. Lc 9:28  E aconteceu que, quase oito dias depois destas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar.
  • Devo orar com confiança. Mt 21:22 E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.
  • Devo orar perseverante. Rm 12:12 Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;

Além de nos orientar em relação à maneira como devo orar, a Bíblia nos orienta também em ralação a favor de quem devemos orar. Talvez uma primeira e importante orientação em relação à oração é a de que devemos orar em favor de todas as pessoas, inclusive por aquelas pelas quais não temos nenhuma afinidade. Mt 5:44 ...orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;  Orar também por pessoas de difícil relacionamento. Lc 6:28 Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Em fim, temos que orar uns pelos outros. Tg 5:16 Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.

O TEMPO. Em relação ao tempo que temos de passar em aração, esta é uma atitude muito pessoal. Não podemos impor que todas as pessoas tenham o mesmo tipo de relacionamento que talvez tenhamos. Não podemos acreditar que a oração especificamente seja a única maneira de se relacionar com Deus. Existem pessoas, por exemplo, que não possuem a prática de tirar longos períodos orando ou se oram, o fazem sem dobrar seus joelhos demonstrando uma postura que a maioria de nós entende como uma postura irreverente.
A maneira correta de orar é orar da maneira que sabemos. Se gostarmos de tirar longos períodos de joelhos em oração, maravilha, isto é realmente uma atitude louvável. Se, no entanto preferirmos orar andando pela casa, ou de mãos dadas com membros da família ou até mesmo deitados em nossa cama, antes de dormirmos, amém. Esta é uma atitude de entendimento entre nós e Deus. É nossa comunhão com Ele, e para isso não existe regra específica.

As orientações bíblicas quanto à oração são bem específicas e podemos citar as seguintes:
  • Evitar qualquer atitude de Hipocrisia, isto é, qualquer falsa demonstração de sentimentos que na verdade não possuímos. Mt 6:5 E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
  • Orar sempre com uma atitude de gratidão a Deus. Seja qual for o motivo que nos esteja conduzindo a orar, devemos sempre lembrar que Deus tem pleno controle da situação. Então, agradeça sempre.
  • Orar sempre, insistentemente. Cl 4:2 Perseverai em oração, velando nela com ação de graças.
  • Orar em atitude de entrega pessoal a Deus. Mt 6:6 Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.

Este foi um estudo bastante resumido em relação ao tema ORAÇÃO. Em fim, qualquer demais dúvidas que surgirem em relação ao assunto, procuraremos respostas e juntos buscaremos em Deus maiores esclarecimentos. Se necessário, 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O Jejum e a Bíblia parte II

ESTUDO BÍBLICO TERÇA-FEIRA
IGREJA BATISTA NACIONAL
VALE DAS BENÇÃOS
EM BACAXÁ – SAQUAREMA
"O Jejum e a Oração a Luz da Bíblia"
Parte II


Texto Bíblico: Lucas 18:9-14
9 - E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: 10 - Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. 11 - O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. 12 - Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. 13 - O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! 14 - Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Introdução: Até aqui, vimos algumas definições básicas em relação ao termo jejum ao mesmo tempo em que também nos foram presentados alguns dos mais ilustres servos do Senhor Jesus que, através de suas vidas escreveram boa parte da história da Igreja. Vimos na Bíblia (E não podia ser diferente), alguns homens e mulheres de Deus que também apresentaram uma vida devocional de entregas e tiveram registrados os seus nomes na galeria dos heróis da fé. Vimos um pouco daqueles que fizeram uso destas importantes ferramentas chamadas jejum e oração. São ferramentas que nos proporciona um condicionamento espiritual e nos torna sensíveis para ouvir a voz de Deus. A Bíblia e história apenas registraram os nomes e alguns dos feitos destes grandes teólogos, pregadores e servos que aprenderam a confiar de forma tão intensa que fizeram do jejum e da oração um modo de vida digno de ser imitados.

Hoje, dando sequência ao nosso estudo, queremos ver alguns detalhes importantes em relação à prática tanto do jejum quanto da oração. Inclusive tentaremos observar a luz da Bíblia, as diferenças básicas na ação ou na resposta quando a oração o jejum são feitos em conjunto. Veremos os tipos de jejum que podemos praticar e a maneira correta em que os praticaremos. No demais estamos certos de que alguns detalhes a mais surgirão ao longo deste estudo, detalhes que procuraremos ir buscando respostas juntos e a luz das Escrituras.

I. TIPOS DE JEJUM.
O jejum é a prática, ou melhor, a não prática da alimentação, por uma razão pré-determinada e específica, e de forma proposital. Então, quando nos abstemos de comer ou de beber por horas ou em alguns casos especiais, por dias, dizemos que estamos praticando o que a Bíblia chama de jejum. No entanto existem casos parecidos, mas que não se considera jejum bíblico. O ato de abstenção do alimento por razões dietéticas ou por razões de terapias médicas, por exemplo. O jejum é propositalmente um elemento espiritual nada tendo a ver com terapias para emagrecimento ou curas. Na verdade Deus nos criou com uma necessidade inerente de ingerirmos alimentos (isto é, de comermos), e isto é muito bom! Se não tivermos uma razão específica para jejuarmos, o melhor mesmo é acordarmos de manhã e tomar aquele cafezinho com leite acompanhado por aquele pãozinho que só o Naldinho sabe fazer... Agora, se desejamos saber mais sobre este contato mais íntimo com Deus, este estudo pode ser um bom caminho. Então vamos seguir...

1. OS TRÊS TIPOS APRESENTADOS PELA BÍBLIA.
Em relação ao jejum, será muito fácil de encontrarmos duas vertentes completamente opostas sobre o assunto. Teremos que nos posicionar de forma objetiva, talvez, nem por uma e nem por outra, mas nos centralizando entre elas. Existem, por exemplo, aqueles que por uma razão qualquer, e não me pergunte qual prefere silenciar diante do assunto. Nada comentam a respeito desta prática, talvez por alguma decepção ou por algo visto ou vivido na prática que não condiz com aquilo que pregam em relação à fé e crença.  Outros escolhem uma vertente completamente oposta a esta. Utilizam a prática do jejum de forma quase que abusiva. O praticam por diversos dias, e por muitas horas seguidas, isto sem nenhum cuidado com a saúde física. Com um assunto desta natureza precisamos ter o cuidado de nem nos tornarmos fanáticos e nem o de nos tornarmos formais. Uma posição entre os dois pontos quase sempre será a escolha correta. As práticas ou tipos de jejum podem ser assim enumerados:

a. Jejum Típico. É o tipo de jejum onde não encontramos referências que indiquem a abstinência de líquidos. Neste caso, faz-se a abstinência apenas de alimentos sólidos, podendo neste período haver a ingestão de água. Muitas pessoas não levam em consideração este tipo de jejum, pois acham que pela não abstenção dos líquidos, o jejum se torna obsoleto. É um erro muito grande pensar assim. A Bíblia menciona em Mt 4.2, que o Senhor Jesus praticou um jejum rigoroso não pela abstenção mais pelo tempo em que se absteve. É dito neste texto que Jesus passou quarenta dias e quarenta noites "sem comer". Segundo os estudiosos, o fato de Mateus ter omitido a informação de que o Mestre tenha sentido sede, além da fome, indica a possibilidade que o Senhor Jesus tenha feito ingestão de água durante este período. Até porque, para ter momentos de intimidade e oração com o Pai, o Senhor Jesus se manteve no deserto por todo este período. O local era extremamente quente durante o dia e não é devemos admirar caso ele tenha feito uso deste liquido tão preciso. Este é o jejum dito como típico. A não ingestão de alimentos sólidos o caracteriza. Quantos aos líquidos, estes ficam a critério da pessoa que fez o propósito. Lembre-se sempre, o que importa mesmo é o propósito que você faz não o tipo de jejum. Este tipo de jejum é aconselhável a pessoas que fazem uso de medicamentos e necessita beber água para ingerir. Mesmo que precise fazer isso várias vezes por dia, em nada interferem no seu propósito espiritual.

b. O Jejum Completo. Neste tipo de jejum, também conhecido como jejum absoluto, nos abstemos de todo e qualquer tipo de alimentação. Seja sólido ou líquido. Trata-se de uma forma bastante rigorosa de jejuar e só deve ser feito em ocasiões extremamente necessária e com extremo cuidado. Aconselha-se a uma pessoa que tenha problemas de saúde evite tal tipo de jejum. Também é aconselhável que este tipo de jejum não seja praticado por um período de tempo muito extenso. O Antigo Testamento nos apresenta a prática deste tipo jejum pela primeira vez num ato voluntário e individual de Moisés. Na verdade são apresentadas duas vezes em que Moisés jejuou por quarenta dias e quarenta noites.
  • Êx 34.28 E esteve ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.
  • Dt 9.9 Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o SENHOR fizera convosco, então fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi;
  • Dt 9:18 E me lancei perante o SENHOR, como antes, quarenta dias, e quarenta noites; não comi pão e não bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis cometido, fazendo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira.

Podemos perceber que não há alimento disponível no deserto. Ter suprimentos para quarenta dias e quarenta noites seria realmente muito difícil. Quanto à água, ficar em abstinência dela por este período era provavelmente parte de uma escolha voluntária, pois mesmo no deserto é possível encontrar alguns nascentes de águas onde se poderia muito bem saciar a sede. (hipoteticamente, talvez tenha sido o caso do Senhor Jesus). No caso de Moisés havia um poço nascente em uma fenda que estava a trinta metros abaixo do topo de Jabel Musa, próximo ao local onde Ele esteve e falou com Deus. (Dicionário Wycliffe pags 1016/1017 jejuar, jejum).

Temos ainda outro caso excepcional. O caso de Elias. 1Rs 19.8 Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
O relato que temos de Elias é mínimo curioso. No cap. 18, Elias desafia o Rei Acabe, e seus profetas de Baal e Aserá. Vence o desafio. Em seguida, ora a Deus e como resposta a sua oração Deus envia chuva para Israel, depois de vários dias de extrema seca. Jezabel, mulher de Acabe, promete matar o profeta que com medo da rainha, foge! 1Rs 19.3 O que vendo ele, se levantou e, para escapar com vida...  A narração agora, não parece estar falando da mesma pessoa. O Elias de antes determinado, desafiador e confiante dá lugar a um Elias cansado de fugir, desanimado e sem esperança de vida. Na verdade sem nenhum desejo de viver. 1Rs 19.4 Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte... Elias, não estava desamparado, Deus envia o seu anjo... E a história recomeça a tomar o rumo anterior... 1Rs 19.5,7 ...e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. E o anjo do SENHOR tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho.
A partir daqui encontramos Elias se reclinando a uma ação de reconhecimento da grandeza de Deus. Diz o texto que Elias após comer, caminha por quarenta dias e quarenta noites até o Horebe (v.8). Em seguida Elias está pronto para ouvir a voz de Deus. É fato que o texto não diga que Ele tenha jejuado neste período. Mas fica o entendimento disso quando diz: 1Reis 19:8 Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. O que podemos ver em todos estes casos é que um jejum deste tipo não é para ser praticado por nenhum de nós. Foram casos excepcionais e sobrenaturais. Em todos estes casos houve uma intervenção divina e tanto Moisés quanto Elias foram sustentados por Deus. O corpo humano não consegue resistir a tanto tempo sem alimentação e sem água.

Segundo médicos que estudam o assunto, em períodos muito longos em jejum, a fome geralmente cede no final do terceiro dia e não retorna até que as reservas de alimento armazenadas nos tecidos do corpo sejam consumidas. ("E... depois teve fome"  Mt 4.2). Isto pode demorar um grande período, somente então tem inicio o processo de inanição. Mas durante este processo já se inicia um estado de incapacidade e fraqueza física, em razão da falta de ingestão do alimento e da água.

c. O Jejum Parcial. O jejum parcial se diferencia dos demais tipos pela sua caracterização. Neste tipo de jejum, não é propriamente a abstenção dos alimentos que o caracterizam, mas a natureza e a frequência com que comemos. Neste tipo de jejum podemos não nos abster de todos os tipos de alimentos, mas de alguns alimentos especificamente. Um exemplo deste tipo de jejum, segundo a interpretação de algumas autoridades bíblicas, é o chamado "Jejum de Daniel" onde os jovens Daniel, Hananias, Misael e Azarias escolheram não comer da comida oferecida pelo rei e obtiveram permissão para comerem somente um tipo de legume acompanhado somente por água. Dn 1:8-15 E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei...Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias: Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos dêem legumes a comer, e água a beber. Então se examine diante de ti a nossa aparência, e a aparência dos jovens que comem a porção das iguarias do rei; e, conforme vires, E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei.
Este tipo deve é aconselhável a pessoas que não tem costume de jejuar. Também pode ser praticado por pessoas que por problemas de saúde não podem ficar por períodos longos sem se alimentar podendo fazer uma troca entre a alimentação típica de sempre por uma alimentação diferenciada, e de menor teor calórico. Não adianta trocar bola da pá por picanha, que neste caso, não parece uma troca justa.

2. O JEJUM E RELACIONAMENTO SEXUAL ENTRE CASADOS.
No caso do relacionamento sexual, na prática do jejum, algumas coisas importantes devem ser obervadas, e merece um comentário a parte. A Bíblia apresenta o sexo como um presente de Deus para as pessoas casadas. Pv 5:18-19 Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente. Em nenhum momento e por nenhuma razão os solteiros precisam “interromper” a prática do sexo, visto que, a luz da Bíblia, os solteiros não devem fazer uso desta prática. Embora a prática do sexo seja extremamente prazerosa ela é biblicamente apresentada como uma benção para o casamento e em nenhum momento, no NT, a Bíblia aponta para a realização desta prática entre pessoas que não são casadas. Hb 13:4 Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.  A Igreja ainda defende o ensinamento da Bíblia em referência a este assunto. Vivemos em uma época onde se prega uma extrema liberdade em relação à prática sexual entre solteiros, e o pior, entre pessoas do mesmo sexo. Mesmo que pareça fora de tempo falarmos disto, não é, pois se faz necessário sempre lembrarmos-nos dos ensinos das Escrituras, seja em que assunto for, e deixar entendível que determinadas práticas tem o objetivo de impedir nossa comunhão com o Senhor. A Igreja precisa se posicionar diante deste tema, pois não podemos achar que este foi um problema do passado.

No caso do jejum praticado especificamente por pessoas casadas e que tenham uma vida sexual ativa, devemos entender que nenhum destes tipos de jejum especificamente proíbe o ato durante o tempo de a abstenção alimentar. Mas, como em alguns casos existem pessoas que por razão de entendimento preferem a abstenção total, inclusive também dos prazeres do casamento, devemos acompanhar os ensinamentos do Apóstolo Paulo em 1Co 7.3-5 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
Neste texto Paulo deixa claro algumas regrinhas no que diz respeito à vida a dois, embora ele mesmo frise que tal entendimento não deve ser encarado como uma ordenança doutrinária bíblica. O que o apóstolo deixa claro é que, uma vez casados, marido e mulher não têm mais a palavra final quanto ao seu próprio corpo. Tanto um quanto o outro, possuem deveres e direitos que devem ser respeitados entre si. No caso da vida devocional, que é o que nos interessa por momento, Paulo assevera que marido e mulher devem entrar em entendimento mútuo. Caso contrário, o melhor é evitar o confronto. Como dizem, se um não quer dois não brigam.

Sempre houver a decisão no sentido de tirar um período em jejum. As regrinhas de Paulo devem ser observadas. Deve haver um entendimento pelo período em que acontecerá a abstinência do sexo. Este entendimento chega-se após uma conversa franca. Outra coisa, o casal deve entender que caso um deles não opte em fazer o jejum, mas abre mão do sexo durante o período, não deve haver nenhuma imposição no sentido de obrigar ou impor que seu cônjuge o faça, pois esta prática deve ser voluntária. Também, lembra o apóstolo, que esta separação não seja por um período prolongado, pois ninguém é de ferro. 1Co 7:6 Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento.

II. FALANDO MAIS UM POUQUINHO...
Rm 14:1-3 ORA, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.

1. A DURAÇÃO DO TEMPO DO JEJUM.
Se analisarmos o tempo do jejum a luz dos costumes judeus, vamos observar que a duração se estendia há apenas um dia, não mais que isso. Ia de pôr do sol a pôr do sol. Assim funcionava: A pessoa não comia nada de noite e nem se alimentaria durante o dia seguinte. Ao entardecer do segundo dia, então, tal pessoa esta liberada para a alimentação. Jz 20:26 Então todos os filhos de Israel, e todo o povo, subiram, e vieram a Betel e choraram, e estiveram ali perante o SENHOR, e jejuaram aquele dia até à tarde; e ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas perante o SENHOR. Esta forma de jejuar leva em consideração costume judaico de considerar o inicio do dia ao entardecer. Temos o caso de Ester onde houve uma convocação do jejum por um período de três dias e três noites. No entanto, neste caso, eles viviam um momento de crise nacional, estando a ponto de serem extintos. Et 4:16 Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci.

Para a Igreja, fica o entendimento de que o jejum é uma prática a ser observada por crentes determinados a melhorar seu relacionamento de aproximação a Deus. Fica o entendimento de que para realização desta prática devemos observar os seguintes direcionamentos:
  • O Propósito. Todo jejum deve ter um propósito definido feito de antemão. O propósito pode ser em causa própria ou por pessoas ou situações definidas.
  • O Tipo. Uma vez defino o propósito, é bom definirmos também o tipo de jejum que praticaremos. Neste caso, vimos três tipos: O típico, o completo e o parcial. É bom lembrarmos que embora sejam tipos diferenciados, não existe entre eles uma questão de melhor ou pior. É miais uma questão de condicionamento.
  • O Tempo. O tempo de duração do jejum também é bom que seja estabelecido de antemão. Lembre-se que não temos que impressionar ninguém, por isso nada de querer fazer um jejum muito prolongado quando não temos o costume de ficar tanto tempo sem comer. Comece devagar e estabeleça o seu tempo segundo sua condição.
  • A Oração. Durante o tempo da prática do jejum é bom que estejamos em contato diário com a Pessoa de Deus. Se não tivermos como estar na Igreja, podemos orar durante a realização das nossas tarefas diárias. O importante é que estejamos em oração.


2. PERIGOS A SEREM EVITADOS.
A prática do jejum, se não estabelecida de forma consciente, pode oferecer certos perigos que devem ser evitados. As maiorias destes perigos são sempre de natureza física. Mas também acontecem atitudes que distorcem o verdadeiro sentido da prática.
  •  Saúde. Vimos que pessoas que tem algum tipo de enfermidade e estão em tratamento, devem evitar alguns tipos de jejum, principalmente o chamado de jejum completo. Pessoas que tomam medicamentos, por exemplo, não devem deixar o uso dos medicamentos para praticar o jejum. Nestes casos é aconselhável a opção por um jejum típico ou parcial para não haver o caso de interferir no uso da medicação.
  • Hipocrisias. A hipocrisia é um ato de fingimento ou dissimulação dos verdadeiros sentimentos ou intenções. Infelizmente encontramos casos na Igreja em que pessoas praticam o jejum no sentido de se mostrarem mais espirituais que os demais. O sentido bíblico é que não devemos chamar a atenção para o fato de estarmos jejuando. O jejum é um condicionamento particular entre o crente e a Pessoa de Deus. Lc 18:11-12 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
  • Legalismo. Algumas pessoas teimam em associar a prática do jejum com a ideia de estar fazendo boas obras para agradar a Deus e assim garantir sua salvação. O jejum em hipótese alguma nos beneficia ou nos coloca em condições de preferência no que diz respeito à obtenção da salvação. Somo salvos pelo sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. O jejum não muda em nada este condicionamento.
  • Espiritualidade excessiva. Existem grupos que enxergam o jejum como um meio de alcançar uma espiritualidade superior. Por isso tendem a exigir que todos os demais integrantes pratiquem o jejum com a mesma finalidade. O jejum, como visto até aqui deve ser uma prática voluntária e com propósitos específicos. Mt 6:16 E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.

3. A QUEBRA DO JEJUM.
Vimos que o inicio do jejum deve ser marcado por uma observação quanto ao tipo e tempo de duração do mesmo. Se começamos, temos que ter um tempo certo para encerrar. Dependendo do tipo de jejum praticado e do tempo estabelecido, o encerramento deve ser observado com bastante cuidado. Se fizermos, por exemplo, uma total abstinência de alimentos e líquidos, será bom que observemos alguns cuidados antes de voltarmos à alimentação, principalmente se ficamos por um tempo prolongado em jejum. Neste caso, pode ser que nosso estômago necessite de algum tempo para que ele volte a funcionar de forma ideal. É aconselhável então que na quebra destes tipos de jejum, a alimentação ocorra de maneira moderada. Não vai comer um frango inteiro, assado, porque está morrendo de fome. Calma! Vai devagar!

O ideal, mas nem sempre podemos optar pelo ideal, é que encerremos nosso jejum em uma reunião da Igreja. Vale das Bênçãos, por exemplo, é um excelente lugar para fazer isto. Geralmente em reuniões de oração, no encerramento sempre é servido um café (e que café). Na verdade inúmeras Igrejas fazem uso desta prática abençoada.  Glória a Deus por isso!

É possível também que estando em jejum tenhamos um momento de distração e coloquemos algum alimento na boca. Em alguns casos, embora tais alimentos sejam levados à boca, não havendo a degustação dos mesmos, não há quebra. Caso haja a degustação do alimento, então houve a quebra do jejum, o que não quer dizer que houve quebra no propósito. Neste caso, o melhor a fazer é entregar imediatamente o jejum e tomar, mas cuidado da próxima vez!




Continua...

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