terça-feira, 1 de outubro de 2019

FÉ, O SEGUNDO ASPECTO D A SALVAÇÃO

SOTERIOLOGIA, A DOUTRINA DA SALVAÇÃO
Jovens e Adultos - Lição 3

Texto Devocional:
Ef 2.8 Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;

LEITURA EM CLASSE: Hb 11.1-13. 1 Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. 2 Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom testemunho. 3 Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível. 4 Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala. 5 Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte; "e já não foi encontrado, porque Deus o havia arrebatado", pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus. 6 Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. 7 Pela fé Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família. Por meio da fé ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé. 8 Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo. 9 Pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. 10 Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus. 11 Pela fé Abraão - e também a própria Sara, apesar de estéril e avançada em idade - recebeu poder para gerar um filho, porque considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12 Assim, daquele homem já sem vitalidade originaram-se descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e tão incontáveis como a areia da praia do mar. 13 Todos esses viveram pela fé e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

Introdução:  Fé é uma palavra do NT, Ela ocorre apenas duas vezes no AT (Dt 32.20; Hc 2.4). A palavra equivalente no AT e “confiança” que em suas formas correlatas ocorrem mais de 150 vezes como a tradução de varias palavras hebraica diferente. Para compreendermos o termo “fé”, no NT podemos partir de um termo grego “pistisque tem tanto o sentido de “fidelidade” (Rm 3.3), quanto o de confiança (Mc 11.22). No AT o termo apontava mais para uma espécie de relacionamento entre partes de um contrato em que deveria haver promessas fidelidade. Mais tarde, este mesmo termo passou a indicar, num sentido mais lato da palavra, a credibilidade nas declarações, algo como relatórios e narrativas em geral, que bem podiam ter alguma indicação sacra ou secular. No grego do Novo Testamento, o termo ganhou uma importância especial e passou a ter um conteúdo bem mais específico ao apontar para a possibilidade de relacionamento entre Deus e os homens. isto dando ao termo a seguinte definição: Fé é a aceitação e reconhecimento, em plena confiança, daquilo que Deus fez ou prometeu através de seu Filho o Senhor Jesus Cristo.

I. DEFINIÇÃO DO TERMO.
A fé é a virtude básica no NT (1Co 13.13; Hb 11.6; 2Pe 1,5-7). Segundo a opinião de alguns teólogos não existe nenhuma definição formal do termo na Bíblia, inclusive no texto de Hebreus 11.1, que às vezes mencionamos como definição. “As palavras famosas com as quais este capítulo é aberto não são tanto uma definição, mas uma descrição. Elas não são uma definição, pois não indicam, como disse Tomas de Aquino, a essência da fé. Elas nos dizem o que a fé produz, e não o que ela é. Suas questões, ao invés da sua natureza. A ‘fé’, diz o escritor, e a base das coisas que se esperam e a demonstração de objetos não vistos’. Isto é o que a fé é em seus resultados”. (Dean F. W. Farrar)
No catolicismo, fé é a primeira das três virtudes teologais seguida pela esperança e a caridade. O termo vem do latim “fide” e indica a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão. O termo fé surge em algumas expressões populares e também no contexto legislativo, como por exemplo:
  • Fazer fé. Acreditar em alguém ou em algum fato, ter esperança.
  • Dar fé. Afirmar como verdade.
  • Boa fé. Forma de agir honestamente, sem quebrar compromisso.
  • Má fé. Agir de forma intencional para prejudicar terceiros.

Na Bíblia podemos encontrar pelo menos três diferentes tipos de fé:
  • Fé Natural. É inato ao homem, nascemos acreditando em alguma coisa.
  • Fé salvadora. É a fé que faz o homem se aproximar de Deus.
  • Fé Sobrenatural. A fé que se recebe através dos dons espirituais.

A fé que nos interessa neste estudo é a fé salvadora que funciona em relação a alma do próprio indivíduo.

II. RELAÇÃO DO TERMO NO QUE DIZ RESPEITO À SALVAÇÃO.
Rm 10.9 Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação.
A fé salvífica é mais que um sentimento do intelecto humano ou consentimento da vontade. Embora tanto intelecto quanto vontade estejam envolvidos no ato de crer na Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

1. NO ANTIGO TESTAMENTO.
Uma vez que o termo hebraico, aman, pode ser aplicado tanto aos homens, quanto ao próprio Deus, no AT, é fácil perceber possibilidade de relação e de fidelidade entre a criatura e o criador. Quanto a Deus, esta relação se estabelece no que diz respeito a Sua aliança e graça. No que diz respeito ao homem, fala de uma aproximação de entrega e fidelidade. Dt 7.9 Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é que é Deus, o Deus fiel, que guarda o pacto e a misericórdia, até mil gerações, aos que o amam e guardam os seus mandamentos; No AT o termo “fé” é encontrado apenas duas vezes (Dt 32:20; Hc 2:4). Isso não significa, entretanto, que a fé não seja elemento importante no ensino do AT, pois ainda que a palavra não seja frequente, a ideia, o é. É usualmente expressa por verbos tais como “crer”, “confiar” ou “esperar”, os quais ocorrem com grande abundância.

2. NOVO TESTAMENTO.
No NT, a fé é altamente proeminente. O substantivo “pistis” e o verbo “pisteuõ” ocorrem ambos mais de 240 vezes, enquanto que o adjetivo “pistos” ocorre 67 vezes. O pensamento predominante é a ação de Deus em enviar Seu Filho para ser Salvador do mundo. Cristo realizou a salvação ao entregar Sua vida de forma expiatória na cruz do Calvário. Portanto, a fé se relaciona com a atitude mediante a qual o homem, após crer no sacrifício de Cristo, abandona sua vida de pecado, abrindo mão de toda a confiança em seus próprios esforços para confiar em Deus e Seu Filho Jesus Cristo. Em João, a fé ocupa um lugar importantíssimo, pois ali o verbo “pisteuõ” é encontrado 98 vezes. Curioso é que o substantivo “pistis” fé, nunca é encontrado. Isso possivelmente se deve ao seu uso em círculos de tipo gnóstico. O enorme uso de “pisteuõ” em João se deve ao próprio objetivo claramente revelado no Evangelho em Jo 20:31. A fé não consiste meramente em aceitar certas coisas como verdadeiras, mas consiste em confiar numa Pessoa, e essa Pessoa é Jesus Cristo. E como a fé é fundamental ao Cristianismo, os cristãos são simplesmente chamados “crentes”. E crer implica em: Confiar (Jo 4:50); Seguir (Jo 8:12); Servir (Jo 13:12-15; 21:15-17); Obedecer (Jo 14:23,24).

3. BENEFÍCIOS DA FÉ.
Exercendo a fé somos justificados (Rm 5.1), e experimentamos o novo nascimento, que é espiritual e procede de Deus (Jo 3.5), e somos recebidos como filhos de Deus (Jo 1.11,12), passando assim a desfrutar de todas as bençãos que em Cristo estão reservadas para os salvos, a saber, “todas as bençãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo Jesus (Ef 1.3).


ARREPENDIMENTO, O PRIMEIRO ASPECTOS FUNDAMENTAL A SALVAÇÃO

SOTERIOLOGIA, A DOUTRINA DA SALVAÇÃO.
Jovens e adultos - Lição 2 

Texto Devocional: Mc 1:14,15 - Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho. 

Leitura em Classe: Jo 3:1-12 - 1.Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. 2. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: "Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais milagrosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele". 3. Em resposta, Jesus declarou: "Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". 4. Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!" 5. Respondeu Jesus: "Digo a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. 6. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. 7. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. 8. O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito". 9. Perguntou Nicodemos: "Como pode ser isso?" 10. Disse Jesus: "Você é mestre em Israel e não entende essas coisas? Asseguro que nós falamos do que conhecemos e testemunhamos do que vimos, mas mesmo assim vocês não aceitam o nosso testemunho. 12. Eu falei de coisas terrenas e vocês não creram; como crerão se falar de coisas celestiais?

INTRODUÇÃO: Deus em Sua soberania, sempre exerceu pleno poder na execução de Sua vontade, sobre a criação. No entanto, é fácil perceber, ao longo das Escrituras, que, mesmo tendo “TODA AUTORDADE”, Deus nunca a exerceu sobre a humanidade de forma tirana ou irrespeitável. Deus não nos trata como se  fossemos alguma coisa desprovida de inteligência e capacidade de livre vontade e de escolha. Ao contrário, Deus sempre nos permitiu a decisão final, mesmo que tal escolha confronte a Sua própria vontade, que é o de uma entrega voluntária ao Senhor Jesus Cristo e ao plano de salvação que Ele mesmo idealizou. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.” (Jo 14.6). Sendo pois a Salvação parte de um plano de Deus, exige de nós alguns passos em relação a ele, a saber:

® RECONHECIMENTO DE NOSSO ESTADO. (PECADOR). Precisamos reconhecer o nosso estado de pecador afastado de Deus, e que nesta situação vivemos num estado miserável de separação de Deus. “Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.” (Rm 3:23).

® ARREPENDIMENTO DE NOSSA CONDUTA. (MUDANÇA DE MENTE). Uma vez compreendendo nosso estado de pecador, compreendemos que somente tomando a decisão de dar meia volta em nosso caminho poderemos ser libertos desta situação de escravo e de erro. “...Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto!(Mt 3.2).

® RECEBIMENTO DA SALVAÇÃO. (MUDANÇA DE ATITUDE). Receber a Pessoa do Senhor Jesus Cristo como Salvador, é o principal passo que precisamos dar em direção à salvação. Sem esta decisão, nunca sairemos de nosso estado de pecado. “Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos.” (Ap 3.20).

I. PRIMEIRO ASPECTO: O ARREPENDIMENTO.
Se você disser com a sua boca: Jesus é Senhor e no seu coração crer que Deus ressuscitou Jesus, você será salvo. Porque nós cremos com o coração e somos aceitos por Deus; falamos com a boca e assim somos salvos. Rm 10.9,10.

O termo “ARREPENDIMENTO” vem de uma raiz hebraica naham” e  seu significado indica uma mudança de ideia ou de propósito. No entanto, o conceito do AT, é expressado pelo verbo hebraico shub”, que aponta diretamente para termos como “converter”, ou “retornar”, podendo ser ainda traduzido por “arrepender” (Ez 14.6; 18.30). No NT, a palavra arrependimento parte da tradução do termo grego metanoiacujo significado indica “mudança de pensamento”, e também do verbo metamelomai”, “mudar de atitude”, que é usado pelo menos cinco vezes no texto original.

A doutrina do arrependimento é apresentada de forma muito clara no NT pelo substantivo metanoia” e seu verbo coligado. Onde quer que este substantivo ou verbo ocorra há um convite para que os homens se convertam de seus pecados e busquem a graça de Deus, ou ainda um registro ou referência de uma atitude de arrependimento.  Assim, podemos entender o arrependimento, como a atitude que ocorre naquelas pessoas que se declaram salvos em Jesus Cristo (2Co 7.9,10), sendo o apelo dirigido aos descrentes para que estes tenham este encontro pessoal. Há um nítido desenvolvimento do uso da palavra no NT. João Batista (Mt 3.2,8,11; Mc1.4; Lc 3.3,8) pregava o arrependimento para todo o povo judeu, em vista da vinda repentina do Messias. Seu ministério pode resumido nas palavras de Paulo: “João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto e, em Jesus Cristo” At 19.4. Sendo o ARREPENDIMENTO o primeiro passo para a salvação. É a volta do pecador a Deus. Entre muitas definições, podemos destacar as seguintes:

  • Arrepender-se significa mudar a maneira com pensamos em relação ao pecado e a vontade de Deus, e tomarmos a decisão capaz de conduzir em nossa vida uma transformação de sentimentos e de propósitos em relação a vida de pecado.
  • Arrepender-se é a conceber um sentimento verdadeiro capaz de produzir, em nós, tristeza pelo pecado, e incluir neste sentimento um esforço sincero no sentido de abandoná-lo e mudar de vida.
  • Arrepender-se é confessar a nossa culpa, respondendo de forma positiva o toque do pelo Espírito Santo aplicando esta Lei Divina no nosso coração.

1. A NATUREZA DO ARREPENDIMENTO.
2Co 7:10. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação...”.

A ênfase dos escritos de Paulo aos Coríntios é a existência de uma relação entre sentimentos como tristeza e arrependimento. Neste texto, a tristeza e o arrependimento não indicam, de modo algum, uma mesma coisa. O processo pode ser descrito desta forma: O ser humano, imbuído de um sentimento de tristeza em relação aos seus pecados, tem um encontro com o Senhor Jesus. Como resultado desse encontro, ele se arrepende de seus atos resultando numa mudança de opinião em relação à sua vida sem Deus. A este processo, chamamos “salvação”. O apóstolo estabeleceu dessa forma uma progressão neste processo: Tristeza, arrependimento e salvação. Pelas palavras de Paulo o processo do arrependimento não indica somente o sentimento de tristeza em relação ao pecado, é bem mais do que isto. Arrependimento tem a ver com o pecador que, uma vez sendo alcançado pela salvação, passe a viver sua vida de forma diferente. At 2:38; Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. O real arrependimento envolve pelo menos três faculdades básicas do homem: seu intelecto, suas emoções e sua vontade.
  • Intelecto. O Arrependimento se traduz por uma mudança de pensamento em relação à maneira de pensarmos em Deus, em nossos pecados e nas nossas relações com o próximo. Esta mudança produzida pelo arrependimento é vista como uma atitude radical, pois é capaz de produzir transformação na maneira de viver a vida, e na maneira de enxergar Deus e Sua Palavra.
  • Emoções. Arrependimento também envolve mudar sentimentos. O homem quando se arrepende deixa de amar ou apreciar as coisas que antes amava ou apreciava, mas que o separava de Deus. Seu prazer deixa de se fixar em coisas terrenas para focar de vez as coisas celestiais. O arrependimento, em alguns casos, chega a conduzir o homem ao choro ao descobrir a realidade e as causas de seus pecados. O verdadeiro estado de arrependimento vai fixar os olhos do arrependido na Pessoa de Deus com maior intensidade que no pecado cometido.
  • Vontade. Arrepender-se indica também uma mudança de propósitos. Antes de experimentar o arrependimento, o homem age por sua própria vontade, dirige a si mesmo, e anda no seu próprio caminho. Quando se arrepende, o homem passa a desejar fazer a vontade de Deus, e vai querer ser dirigido por Ele. Isto é resultado do conhecimento de que a vontade e a direção de Deus são sempre as melhores. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito inabalável (Sl 51:10).

SOTERIOLOGIA, DEFINIÇÃO E ASPECTOS ESSÊNCIAIS

SOTERIOLOGIA, A DOUTRINA DA SALVAÇÃO.
Lição 1
Texto Devocional. At 4:12 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.

LEITURA EM CLASSE. Tt 2:11-15
11. Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. 12. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, 13. enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. 14. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras. 15. É isso que você deve ensinar, exortando-os e repreendendo-os com toda a autoridade. Ninguém o despreze.

Introdução: A salvação, em uma definição bem simples e rápida, pode ser entendida como o ato pelo qual o homem libertar-se do poder e dos efeitos do pecado. O vocábulo no entanto se visto por seus termos originais, pode parecer um pouco mais complicado. Do português o termo "salvação deriva do latim "salvare" (salvar) e de "salus" (saúde, ajuda). O vocábulo é tradução do termo hebraico "yeshu'a" (largura, facilidade, segurança). No grego temos o vocábulo "sõteria" (cura, recuperação, redenção, remédio, salvação, bem estar). Podemos então dizer que "salvação" indica a ação ou o resultado de livramento ou preservação de algum perigo ou enfermidade, subentendendo segurança, saúde e prosperidade.

I. A SALVAÇÃO, OS SEUS TERMOS NA LINGUAGEM ORIGINAL.
Na Bíblia o termo salvação parte de seus aspectos mais físicos para uma designação de seu aspecto moral e espiritual de livramento. As porções mais antigas do AT dão ênfase a salvação como os meios em que Deus de forma individual concede a Seu povo o escape das mãos de seus inimigos, emancipado-os da escravidão e os estabelecendo numa terra de abundância. Neste caso a referência é diretamente relacionada ao povo de Israel. Já nas porções posteriores, os textos bíblicos vão recair numa ênfase das condições e qualidades morais e religiosas e estendem suas amenidades além das fronteiras nacionais. Em primeira instância, na linguagem original temos dois termos que foram traduzidos para o português como salvação.

  • "sõzõ" (verbo). salvar
  • "sõtêria", (substantivo). salvação.
Ambos os termos apontam o "salvamento" e a "libertação" no sentido de evitar algum perigo que traga ameaça a vida. Podendo ocorrer na guerra ou em alto mar. Entretanto aquilo de que se recebe o livramento pode ser uma doença, e neste caso não se menciona qualquer perigo imediato mas pode significar "conservar" ou "preservar". O verbo e o substantivo podem até significar "voltar com segurança" para casa. Na LXX (Septuaginta, ou Tradução dos Setenta), "sõzõ" traduz nada menos  que 15 verbos hebraicos diferentes. Dentre eles, destacamos  dois  considerados mais importantes:

  • "yãsa", libertar/salvar, e
  • "mãlat", escapulir/escapar/salvar".
E embora "Iahweh" empregue agentes humanos, o israelita piedoso tinha consciência do fato do livramento vir do próprio Iahweh  Sl 12:1,2 Salva-nos, Senhor, pois não existe mais o piedoso; os fiéis  desapareceram dentre os filhos dos homens Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobre. Mas o conteúdo exato dessa libertação ou salvação varia de acordo com o contexto e as circunstâncias. Sl116:12, 13 Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor.  Temos na expressão "o cálice da salvação" neste texto de Salmos, pelo menos, quatro interpretações sugeridas: 


  1. Uma libação de vinho que fazia parte da oferta de ações de graças. Nm 28.7 A oferta de libação do mesmo será a quarta parte de um him para um cordeiro; no lugar santo oferecerás a libação de bebida forte ao Senhor. (LIBAÇÃO: Ato que consiste na aspersão  de um líquido em intenção de uma divindade)
  2. Uma metáfora da libertação, e o antônimo da taça da ira de Iahweh. Is 51.17 Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que bebeste da mão do Senhor o cálice do seu furor; que bebeste da taça do atordoamento, e a esgotaste. Jr 25.15 Pois assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: Toma da minha mão este cálice do vinho de furor, e faze que dele bebam todas as nações, às quais eu te enviar.
  3. Um cálice em conexão com alguma ordem específica Nm 5.16-28
  4. Um cálice de vinho tomado na refeição de ações de graças. Sl 23.5 Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.
Os melhores intérpretes preferem a primeira dessas alternativas tendo em vista a sua associação com alguma coisa dada a Iahweh. É atraente, no entanto, a sugestão de que semelhante cálice, necessariamente, fica em contraste com o cálice da ira de Deus, e, portanto, esta ideia também pode ser presente. No NT, o verbo "sõzõ" ocorre 106 vezes, e o substantivo "sõtêria", 45 vezes. Ambos apontam para a mesma direção: A graça de Deus, que é a grande fonte de salvação. Ef 2:8,9 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. E ao Filho de Deus, o Salvador do Mundo. Lc 2:11 É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

II. ASPECTOS ESSÊNCIAIS A SALVAÇÃO.
Todos nós, invariavelmente, somos carentes de salvação, e a vontade de Deus é que cada um de nós sejamos salvos. Para consecução deste plano, Deus cuidou da parte mais difícil que foi a de enviar o seu próprio Filho, o Filho Unigênito e Amado, o Senhor Jesus Cristo. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Jo 3.16.  O único e verdadeiro caminho para a vida eterna é o Senhor Jesus, que disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim. (Jo 14.6). É Ele próprio que convida o pecador para receber a salvação: Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos. Ap 3.20. No entanto, a salvação também exige alguns passos importantes de nossa parte, a saber:


  1. RECONHECIMENTO DE NOSSO ESTADO. Precisamos reconhecer nosso estado como pecadores, entendendo que por esta razão, estamos afastado de Deus numa situação inevitavelmente miserável. Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Rm 3:23.
  2. ARREPENDIMENTO DE NOSSA CONDUTA. Ao reconhecermos nosso estado pecador, devemos tomar a decisão de dar meia volta e seguirmos um caminho em direção oposta ou diferente da que estávamos seguindo. ...Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto! Mt 3.2.
  3. RECEBIMENTO DA SALVAÇÃO. Receber Jesus como Senhor e Salvador, é o principal passo em direção a salvação. O texto bíblico é  muito claro no que se refere a esta condição. Jesus é Senhor e se no nosso coração crermos que Deus ressuscitou Jesus, seremos salvo. Porque nós cremos com o coração e somos aceitos por Deus; falamos com a boca e assim somos salvos. Rm 10.9,10.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

EXPRESSANDO A COMUNHÃO NA VIDA DA IGREJA

 JOVENS E ADULTOS - Lição 12

Leitura em Classe: 1Co 12.12-27
12 Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. 13 Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito. 14 O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. 15 Se o pé disser: "Porque não sou mão, não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de fazer parte do corpo. 16 E se o ouvido disser: "Porque não sou olho, não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de fazer parte do corpo. 17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato? 18 De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. 19 Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20 Assim, há muitos membros, mas um só corpo. 21 O olho não pode dizer à mão: "Não preciso de você!" Nem a cabeça pode dizer aos pés: "Não preciso de vocês!" 22 Ao contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis, 23 e os membros que pensamos serem menos honrosos, tratamos com especial honra. E os membros que em nós são indecorosos são tratados com decoro especial, 24 enquanto os que em nós são decorosos não precisam ser tratados de maneira especial. Mas Deus estruturou o corpo dando maior honra aos membros que dela tinham falta, 25 a fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros. 26 Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele. 27 Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.

Introdução: Em sua segunda epístola dirigida a igreja de Corinto, o apóstolo Paulo, de uma maneira bem simples mas harmoniosa formula uma bela comparação entre a igreja e o corpo. No uso desta figura de linguagem, Paulo consegue traduzir de forma gloriosa a verdade no que diz respeito a realidade social da vida comum da igreja. O apóstolo consegue descrever com profundidade os aspectos funcionais do corpo quando fala da diversidade de funcionamento entre seus muitos membros. Fazendo isso, ele consegue trazer profundas implicações em relação a natureza, vida e missão da igreja aqui na terra. Tal comparação desta forma elaborada implica no funcionamento atmosférico de unidade onde cada membro do corpo é uma extensão do outro, cooperando e trabalhando para que aconteça o bem estar do conjunto. Nesta diversidade de cooperação e dependência mútua a igreja se identifica na união social e espiritual promovendo a comunhão o desenvolvimento e a harmonia entre todos os membros do corpo por ela representada. V. 14 O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos.

I. MEMBROS UM DOS OUTROS.
Rm 12.12 Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo.
Neste corpo espiritual chamado de igreja de Cristo, a procedência eugénica, econômica ou social de seus membros não faz a menor diferença. Todos, independente de nacionalidade ou cultura são igualmente objetos do amor de Deus e comparecem diante Dele, na mesma condição. A simples compreensão desta verdade, por si só é capaz de promover toda a constituição no processo de união e comunhão entre os membros do Corpo de Cristo, mas infelizmente não parece ser isto o que vemos sendo projetado ao longo da história da igreja. Nosso comportamento como igreja local ou denominacional traduz uma realidade completamente antagônica em relação a unidade projetada por Deus e que foi descrita pelo apóstolo Paulo na sua segunda epístola aos Coríntios. A razão disto está no fato de que em lugar de procurarmos celebrar as coisas que nos une nas nossas semelhanças, temos nos ocupado em coisas que nos faz se sentir diferentes uns dos outros, e com isso, nossa aparência funcional acaba ficando extremamente comprometida e somos vistos pelo mundo como um corpo desconexo e completamente ineficaz, diferente de tudo o que foi descrito na linguagem figurada do corpo apresentada pelo apóstolo Paulo. Rm 12.14 O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. O que Paulo está tentando nos fazer entender é que o corpo deixa de ser funcional se não houver cooperação de forma harmônica entre seus membros. Cada parte tem uma função diferente no corpo mas a essência que lhes da sentido é uma só, o de pertencerem todos a um mesmo corpo. Embora haja diversidade de membros, o corpo é um só, assim deve ser a igreja segundo a narrativa descrita por Paulo. 1Co 12.4-6

II. PARTE UM DOS OUTROS.
1Co 12.26,27 Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele. Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.
Seguindo a didática apresentada pelo apóstolo Paulo presente em todo o contexto do capítulo 12,  ainda podemos perceber uma lei de compensação onde a falta de qualquer um dos membros do corpo, é de alguma forma, compensada por uma atribuição de valor ou por um critério de funcionalidade do mesmo, isto porque, segundo tal descrição as partes do corpo não possuem vida própria, e o corpo deixa de ser funcional se por alguma razão alguma destas partes se separarem. Cada parte tem uma função diferente no corpo, mas uma pertence a outra, e se por uma razão qualquer uma destas partes se desenvolver em detrimento a outra, isso é visto como uma anomalia. Vendo por este ponto apresentado por Paulo, não encontrarmos espaço para divisão ou competição de qualquer tipo, natureza ou forma, e a vontade de Deus fica estabelecida por um ambiente de cooperação e comunhão entre os membros desta mesma família. Mesmo vivendo em um tempo onde a predominância seja o rancor, a inimizade e a competição, a igreja por seu papel, deve ser reconhecida pela demonstração, por meio de palavras, sinais e ações, do amor fraterno entre os seus membros.

CONCLUSÃO:
V.21 O olho não pode dizer à mão: "Não preciso de você!" Nem a cabeça pode dizer aos pés: "Não preciso de vocês!"
A dependência mútua, respeito e cuidado recíprocos na diversidade do corpo é uma evidência da sabedoria de Deus. Cada membro tem necessidade dos demais membros do corpo e nenhum ousa se tornar independente do outro. No corpo humano saudável, os vários membros cooperam, um com o outro, e se compensam nas faltas eventuais, para o bem do corpo. Em hipótese alguma um dirá ao outro: “não preciso de você”. Isso criaria um problema sério para todo o corpo. Seja qual for o tipo de análise que fizermos, uma coisa nunca teremos como mudar, a realidade de que os membros do corpo formam um todo e por conta desse todo, devem agir de forma funcional e harmoniosa. Desta forma a conclusão mais óbvia que chegamos é que a igreja precisa promover de forma integrada a cooperação e a comunhão nos diferentes níveis, dos quais podemos citar: Entre os membros da igreja local, entre as igrejas da mesma denominação, entre as igrejas de diferente denominações localizadas dentro de uma mesma área geográfica, entre as denominações no contexto mais amplo do país, entre as igrejas em todo o mundo. Tudo porém deverá sempre começar, no ambiente de comunhão da igreja local.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

BÍBLIA SAGRADA, A PALAVRA DE DEUS - Parte I

CLASSE DE BATISMO - Lição 3 - 
Texto Básico: Sl 19.1-14
Texto Devocional: 2Tm 3.16,17

Introdução: Ao recebermos o Senhor Jesus como Salvador Pessoal é muito importante que estudemos a Bíblia Sagrada, pois será ela que nos revelará a vontade de DEUS e nos ensinará a viver essa vontade. Na Bíblia, DEUS se revela ao homem, e através dela o homem conhece e se aproxima de Deus. A sua autoria é DIVINA, pois mesmo que seja certa a afirmação de que homens a tenha escrito, todavia o fizeram mediante a inspiração de DEUS. O interprete da Bíblia é o Espírito Santo por isso não conseguiremos captar todo o teor do texto sagrado sem Sua ação na nossa vida. O tema central é o Senhor JESUS CRISTO, encontramos alusão a Ele em todo o texto sagrado seja de forma explicita ou através de símbolos. Agora sabendo que a Bíblia é toda essa plenitude, vamos saber por que devemos estuda-la.

I. A BÍBLIA.
A palavra Bíblia vem do grego “Biblos” que significa livro. Conhecida como “As Sagradas Escrituras”, ela contém a história da Salvação, desde a criação do mundo até as profecias da segunda vinda gloriosa do Senhor Jesus, o Filho de Deus. Assim, podemos definir a Bíblia como o livro sagrado, a Palavra de Deus escrita por diferentes autores mediante a revelação do Espírito Santo. Foi escrita ao longo de 16 séculos, por cerca de 40 autores diferentes, nas mais diferentes condições e épocas. Cada escritor manifestou seu próprio estilo e características literárias, entretanto, há na Bíblia um só plano ou projeto, que de fato mostra a existência de um só autor divino, guiando os escritores. Seu início ocorreu antes da vinda de Cristo, com as chamadas “traduções orais”, que vem a ser as histórias que uns contavam a outros. Por volta de muito tempo atrás, os chamados escribas decidiram “passar para o papel” essas histórias. Com isso, pouco a pouco, a Bíblia foi sendo formada. Ela foi terminada de ser escrita por volta do ano 100 d.C., com o Apóstolo João escrevendo o Apocalipse.

II. A BÍBLIA COMO UM LIVRO.
A Bíblia contém 66 livros. Desses 66 livros, 39 constituem o conjunto de livros que compõem o Antigo Testamento e 27 constituem o conjunto dos livros do Novo Testamento. Podemos afirmar então, que a Bíblia é dividida em duas grandes partes: Antigo e Novo Testamento. A palavra testamento significa aliança ou pacto. A divisão do texto bíblico em capítulos e versículos não vem do original. A primeira Bíblia que trouxe essa divisão foi a chamada Vulgata Latina em 1555.

1. O ANTIGO TESTAMENTO. Possui 39 livros e se divide em 4 partes: Livros da Lei, Livros Históricos, Livros Poéticos e os Livros Proféticos. Os livros proféticos se subdividem em duas partes: Profetas Maiores e Profetas Menores.
  • Pentateuco/ Lei: 5 livros. Gênesis, Êxodo, Levíticos Números e Deuteronômio. Seu conteúdo expõe a criação do mundo e as leis dadas ao povo de Israel no período de sua convivência com as demais nações.
  • História: 12 livros. Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester. Seu conteúdo expõe a historia do povo judeu, sua formação, cativeiro e libertação.
  • Poesia: 5 livros. Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de Salomão. Em seu conteúdo destaca-se a poesia hebraica. Sua exposição é variada e expressa princípios para a formação individual e social.
  • Profecia: Profetas maiores: 5 livros. Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel. Profeta Menores: 12 livros. Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias. O conteúdo destes livros contém relatos referentes a continuação da história do povo judeu em relação a acontecimentos distantes e a outros de cumprimento iminentes no futuro.
2. O NOVO TESTAMENTO. Possui 27 livros e também se divide em quatro partes. Biografia, Historia, Doutrinas ou Epístolas e Profecia.
  • Biografia. 4 livros. Mateus, Marcos, Lucas e João. É chamado Biografia por contar a história do Senhor Jesus aqui na terra. Seu nascimento, ministério morte e ressurreição.
  • História. 1 Livro. Atos dos Apóstolos. Conta a história da trajetória da igreja
  • Doutrinas ou Epístolas. 21 livros ou cartas, sendo 13 Paulinas, 7 universais e 1 aos hebreus. Foram escritas  com o objetivo de ensinar
  • Profecia.1 livro. Apocalipse.

COM INSTRUÇÃO SE CONSTROI COMUNHÃO E UNIDADE

CLASSE JOVENS E ADULTOS LIÇÃO 10

Leitura em Classe: At 2.41-47

Texto Devocional: Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração. Cl 3.16

Introdução: Uma das missões fundamentais da igreja é representado pelo ministério de ensino e a escola bíblica entra neste contexto como um departamento extremamente importante e indispensável. Infelizmente algumas igreja tem se transformado num grupo social onde questões importantes infelizmente são discutidas a luz de paradigmas referenciais que não se baseiam na Palavra de Deus. É bem verdade que determinados paradigmas não devem ser desprezados, mas também é verdade que a Bíblia é a nossa regra de fé e prática e deve ser usada como principal fonte de ensino, ministério e vida da igreja. (Hb 4.12). A Bíblia deve ser a base central no ensino da igreja que será a instruidora aos que se convertem, promovendo o crescimento espiritual e a unidade da fé.(Ef.4:13). Não existe possibilidade de construir uma vida de comunhão verdadeira sem que o fundamento sólido seja o conhecimento da Palavra de Deus.

I. A IMPORTÂNCIA DO ENSINO NA IGREJA.
Ocorrido o evento do Pentecostes, Lucas muda a narrativa do texto passando para uma descrição da vida da igreja em Jerusalém. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42). Lucas cita quatro itens, mas podemos dividi-los em apenas dois: ensino e comunhão. De acordo com o verso 46, o ensino era realizado no templo, enquanto a comunhão ocorria nas casas. O pátio do templo era cercado por alpendres cobertos, frequentemente usados para instrução rabínica. O fato dos cristãos se dedicarem aos ensinamentos dos apóstolos mostra que o Espírito não os levou a uma religião contemplativa, mas a um processo de aprendizagem sob a direção dos apóstolos, cujo ensino era validado por sinais e prodígios (At 2.43). A comunhão espiritual era uma marca distintiva da piedade cristã primitiva. Os fiéis estavam constantemente juntos, não só no templo, mas também em suas casas, onde compartilhavam refeições, celebravam a Ceia do Senhor e oravam (At 2:42,46). Com essas celebrações diárias, eles expressavam sua esperança no breve retorno de Jesus, quando a comunhão do Senhor com eles seria restaurada no reino messiânico (Mt 26.29). Em suas casas os irmãos desempenharam um papel fundamental na vida da igreja primitiva. Os seguidores de Jesus frequentavam as cerimônias diárias do templo (At 3.1), no sábado, estavam nas sinagogas com os judeus (Tg 2.2), mas os princípios distintivos da devoção cristã eram cumpridos nas casas. (Jo 17.23.)

II. A UNIDADE ENTRE OS IRMÃOS.
O trabalho educativo da igreja primitivo era preciso e estabelecia uma relação pessoal de conhecimento entre os crentes e a Pessoa de Deus. Ao mesmo tempo promovia meios pelos quais os crentes adquiriam experiências que os ajudavam a se conhecerem melhor como família. Esta unidade se constituiu no fator vital da igreja de Cristo evitando  os relacionamentos mal vividos que sempre resultam em conflitos que terminam, muitas vezes, em tragédias. A igrej aprendeu a andar em unidade em fatores simples mas que precisam ser imitados pela igreja moderna.
  • Nos Pensamentos. Fl 4.8 A unidade de pensamento faz o caminhar juntos ficar mais tranquilo. Andando em unidade e pensando da mesma maneira, andamos na mesma direção, ampliando os nossos espaços e nos tornando mais íntimos d’Ele.
  • Nas Atitudes. At 4.33 A forma como agimos um com os outros, com atitudes que expressam união, seja na igreja, na família ou em grupo, gera um clima que leva o mundo a ver que temos Espírito Santo em nós.
  • Na Concordância. 1Co 1.10 A unidade real se alicerça na concordância. Quando dois ou mais concordam acerca de alguma coisa, “unidos em um mesmo sentido”, falando a mesma linguagem as conquistas espirituais podem ser alcançadas. (1Co 1:11b)
  • Na Divisão das Tarefas. Mt 9.37 As palavras do Senhor Jesus nos ensina a termos mais sensibilidade na divisão das tarefas. Quando as dividimos proporcionalmente, mostramos que estamos verdadeiramente unidos e que não centralizamos tudo numa só pessoa. Quando dividimos tarefas e cada um as realiza com dedicação e responsabilidade, demonstramos que o nosso trabalho é feito em unidade. Isto é muito agradável a Deus.

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...