segunda-feira, 10 de junho de 2019

TRÊS ATITUDES PARA UMA VIDA FELIZ

Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Salmos 1:1 ARC95


Introdução. A felicidade, o que é? Como definir este que  sem sombra de dúvidas é o bem mais desejado de todas as pessoas? Segundo uma definição da Web, a felicidade pode ser entendida como um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento é a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo.

A felicidade tem ainda o significado de bem estar espiritual ou paz interior. O problema é que as vezes temos o costume de relacionar este bem ou sentimento a coisas que possuímos ou fazemos, tipo: Um carro, uma casa, uma viajem, um emprego melhor. E assim na maioria das vezes nos frustramos quando não alcançamos determinadas coisas que almejamos. E como resultado desta frustração  tendencialmente nos consideramos pessoas tristes.

Contudo, não podemos negar a verdade de que estas coisas podem sim nos conceder momentos felizes, no entanto não serão estas coisas que definitivamente determinarão a nossa verdadeira felicidade. Podemos ser pessoas extremamente felizes e nem por isso termos alcançando todas as coisas projetadas em um determinado espaço de tempo. Mas, é no Livro de Salmos, logo no início do desenvolvimento da narrativa do capítulo um, que conseguimos encontrar uma ideia do sentido real deste sentimento que chamamos de felicidade.

Neste Salmo o escritor consegue enriquecer nosso entendimento com uma descrição de algumas atitudes ou maneiras de vida que invariavelmente podem nos tornar pessoas extremamente infelizes. Vejamos então o que diz o texto: Bem-aventurado o varão, isto é, o homem, que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

Isto visto, percebemos, não uma atitude, mas pelo menos três atitudes que devem ser tomadas, e se observadas, segundo descrição do salmista, poderão fazer de nós pessoas extremamente felizes e bem resolvidas. Então vale a pena observarmos com cuidado cada uma destas atitudes:
1. NÃO ANDAR SEGUNDO O CONSELHO DOS ÍMPIOS.
Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios...
Neste primeiro ponto precisaremos determinar o real sentido das frases "não andar" e "conselho dos ímpios". Neste caso a primeira expressão vai determinar nossa atitude em relação a segunda, por isso, precisaremos entender o que diz primeiramente a segunda, para então depois agirmos como determina a primeira. Para tanto, vamos começar, examinando algumas traduções do Texto sagrado.
NBV-P. Como é feliz o homem que não vai atrás da opinião de pessoas más...
NTLH. Felizes são aqueles que não se deixa levar pelos conselhos dos maus...
Bíblia Ave Maria. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios...


Observadas estas traduções fica fácil entender o que o Salmista está dizendo. E neste caso, quando ele fala "conselho dos ímpios"  ele não está falando de outra coisa senão da "opinião das pessoas más". E aí vem a pergunta: Qual o critério usaremos para definirmos uma pessoa como "má ou malvada". O critério é simples, e foi ensinado por ninguém menos que o Senhor Jesus: Pelas atitudes e pelas escolhas feitas na vida de tais pessoas. MT 12.33 Ou dizeis que a árvore é boa e seu fruto bom, ou dizeis que é má e seu fruto, mau; porque é pelo fruto que se conhece a árvore.
Assim se uma pessoa por seus procedimentos ou atitudes se demonstram uma pessoa de caráter ruim, esta pessoa deve ser evitada e seus conselhos ou opiniões precisam ser severamente analisados e invariavelmente desprezados. Paulo chega mesmo dizer que devemos nos afastar de pessoas assim. Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado. Tito 3:10‭-‬11 ARC. Será este afastamento que determinará o "não andar". Não significa que não devemos mais falar com pessoas assim, mas implica que não devemos andar em conformidade com suas atitudes, conselhos ou opiniões. Tito 3:8 Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens.
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Se não temos como evitar a companhia de tais pessoas, por razão de trabalho, escola, igreja ou coisa do gênero, o melhor a fazer é evitar que as atitudes e o modo de proceder delas nos contaminem, a ponto de nos fazer iguais a elas. Não andar com tais pessoas pode significar até mesmo, não frequentar os lugares que elas costumam frequentar e principalmente, no caso, evitar ser participantes ou mesmo ouvintes de seus conselhos e opiniões. O melhor a fazer é evitar "andar" segundo os seus conselhos ou opiniões, não ser companheiros delas em situações ou lugares que não nos dizem respeito. É por fim, não fazer delas, pessoas a quem devemos dar crédito. Agindo assim, conseguimos dar o primeiro passo.

2. NÃO SE DETER NO CAMINHO DOS PECADORES.
...nem se detém no caminho dos pecadores...
Se na primeira preposição conseguimos identificar as pessoas que a Bíblia chama de ímpios, então devemos acrescentar a esta definição aqueles que agora no texto são identificados por pecadores, que neste caso, são as pessoas que vivem na prática do pecado. 1Jo 3.9 Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.
E se determinamos que as atitudes ou as opiniões de tais pessoas devem ser evitadas, agora percebemos que a segunda preposição se reforça no ensinamento de Paulo de que tais pessoas devem ser evitadas e por isso, não devemos nos "deter" no caminho deles, uma vez que eles, como bem diz a NTLH, em seus caminhos, não querem ou não andam com Deus. Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus...

"Deter-se no caminho dos pecadores" pode não parecer o mesmo que andar no caminho deles. O sentido aqui parece indicar uma atitude de ficar parado, ou manter-se ao lado de tal pessoa. Não parece indicar o de ficar "andando" com ela. Mas na verdade o contexto está dando um sentido de aumento na não participação ou aceitação do adverso. Neste sentido, quando "estamos andando com" significa que estamos dando atenção ao que ele está nos dizendo. Porém quando "nos detemos" ou paramos, é sinal que já estamos sendo convencidos. Assim, mesmo que tal caminho possa nos parecer um caminho agradável ou seguro, o conselho é não nos mantermos nele. Pv 14.12 Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.
Assim, o conselho do Salmista deve ser entendido como um convite a escolher melhor as pessoas com quem andamos e nos relacionamos. Pv 9.6 Deixai os insensatos, e vivei, e andai pelo caminho do entendimento. O caminho do entendimento pode e deve ser entendido como um caminho que inevitavelmente nos conduzirá a lugares bons com pessoas boas. Pv 2.20,21, 22 Para que andes pelo caminho dos bons e guardes as veredas dos justos. Porque os retos habitarão a terra, e os sinceros permanecerão nela. Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os a Lei os os serão exterminados.

3. NÃO SE ASSENTAR A RODA DOS ESCARNECEDORES.
...nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Esta terceira preposição deve ser entendida como o fechamento da ideia geral do texto. O texto se completa no sentido daquilo que ele quer mostrar, que no caso é a "separação" necessária entre os justos e os injustos. Ele começou com o "não andar", em seguida nos convidou a "não nos deter".  Mas agora o texto nos convida a "não nos assentarmos" e o entendimento aqui neste ponto não só estarmos dando completa atenção, mas o de que já fomos plenamente convencidos e agora nós tornamos participantes com eles. Pv 4.19 O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem conhecem aquilo em que tropeçam.

Se assentar a roda dos escarnecedores significa em todos os sentidos nos tornarmos participantes em suas maldades e pecados. Significa sermos iguais a eles e fazer as mesmas coisas que eles fazem. 1Co 7.23 Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens. O que precisamos saber aqui é o fato de que foi pago um preço muito grande para nossa salvação. É algo como a pérola de Grande valor de MT 13.46 e, encontrando uma pérola de Grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a.
A felicidade deve estar na certeza de que pelo sacrifício de Cristo Jesus na cruz do Calvário fomos perdoados de nossos pecados e recebidos como filhos de Deus. Desta forma o nosso prazer, como diz o Salmo na sua continuação, é a Lei do Senhor. Lei que determinou a nossa condição de filhos e que nos mantém na condição de salvos. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor , e na sua lei medita de dia e de noite. Sl 1.2. Assim, ser feliz  não é viver apenas momentos de alegria. Felicidade é ter coragem de enfrentar os momentos de tristeza e sabedoria para transformar os problemas em aprendizado. pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele. 1Co 6:20 NTLH. Ser feliz e viver de acordo com aquilo que Deus projetou para nós.
Aí a tradução da Bíblia "A Mensagem" parece ilustrar muito bem o que estamos tentando dizer: Como Deus deve gostar de você: você não aparece no Bar do Pecado, você não anda à espreita no Beco Sem Saída, você não frequenta a Escola dos Desbocados!

OBSTÁCULOS A COMUNHÃO NA IGREJA

Lição 3 - Adultos
TEXTO BASICO: 1Co 1.10-17 
Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: "Eu sou de Paulo"; ou "Eu sou de Apolo"; ou "Eu sou de Pedro"; ou ainda "Eu sou de Cristo". Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo? Dou graças a Deus por não ter batizado nenhum de vocês, exceto Crispo e Gaio; de modo que ninguém pode dizer que foi batizado em meu nome. (Batizei também os da casa de Estéfanas; além desses, não me lembro se batizei alguém mais.) Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho, não porém com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não seja esvaziada.

TEXTO DEVOCIONAL: Rm 12.2 

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Introdução: Vimos na lição anterior que comunhão não é algo que encontramos pronto, ela precisa ser constituída nos relacionamentos pessoais. A própria dimensão vertical de nossa comunhão com Deus não acontece de forma automática, depende de esforço e disciplina espiritual da nossa parte. Assim, a dimensão horizontal da comunhão na igreja também não vai acontecer de uma hora para outra, ela surgirá a partir dos relacionamentos entre os nós os crentes, pessoas que formam a comunidade cristã. Pois bem, na sexta feira passada, consideramos a importância da vida de comunhão, mais ficamos ainda com algumas dúvidas a serem discutidas hoje, entre elas citamos: Porque é tão superficial o nível de vida comunitária nas igrejas hoje, e quais as causas que nos impedem e vivermos esta comunhão. É o que tentaremos objetivar em entendimento no estudo de hoje. Portanto, bom estudo!


I. IMPEDIMENTOS AO DESENVOLVIMENTO DA COMUNHÃO.
1Co 1.10 Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente UNIDOS, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.
As dúvidas acima, são de natureza bem complexas, e possivelmente deve existir um número amplo de causas que possam explicar o fenômeno Psico, econômico, social e espiritual, que possivelmente é o grande causador da dificultação da vida de comunhão de forma integral na igreja e na comunidade. Teremos de observar algumas dessas possíveis causas e ao mesmo tempo descobrir a luz da Bíblia algumas estratégias que, uma vez seguidas podem nos ajudar a minar tais resistências impedidoras. Então, vamos lá!

1. FALTA DE CONVERSÃO GENUÍNA.
Jo 1.12,13 Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.

Será que todas as pessoas que se reúnem domingo após domingo para cultuar nas igrejas são de fato pessoas que receberam o Senhor Jesus Cristo como Salvador Pessoal? Será que estas pessoas compartilham e defendem verdadeiros valores da doutrina e da cultura cristã? Será que  experimentaram, o novo nascimento ou são apenas pessoas “interessadas” em alguma forma de experiência pseuda-cristã? E os chamados “filhos de crentes? Que cresceram acostumados com a ideia de obrigatoriamente frequentar os cultos, mas responsabilidade que é bom, nada! Pois bem, o que podemos dizer, é que vivemos atualmente um fenômeno conhecido como “segunda” ou “terceira” geração de crentes. E não queremos dizer com isso que eles estejam inteiramente fora dos padrões ou contextos doutrinários da Bíblia, mas também não podemos negar que este fenômeno, por si só, parece ser representado por “crentes” que não experimentaram o nascimento no contexto da fé cristã. Parecem ser pessoas que foram desenvolvendo uma idéia de igreja, porém na grande maioria nunca experimentaram em suas vidas a autenticidade daqueles que, pela fé no Senhor Jesus, receberam o direito de “filhos de Deus”. O resultado e a formação de grupos individualistas sem responsabilidades, sem conhecimento bíblico e sem relacionamentos duráveis e principalmente sem comunhão com o corpo que é a igreja. O pior é que bem poucas igrejas tem consciência desse problema para dedicar a ele tempo necessário par desenvolver estratégias específicas que ajudem no seu equacionamento. Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês. Fp 4:9

2. LIDERANÇA DESCLASSIFICADA.
Como já dissemos, agora repito: Se alguém anuncia a vocês um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! Gl 1:9

As igrejas históricas vem perdendo terreno para supostos grupos que auto se denominam “igreja” e arrebanham muitos adeptos com suas doutrinas repletas de “novidades”. Muitas dessas novas “igrejas” nascem lideradas por pessoas que por uma insatisfação qualquer colocam em descrédito muito daquilo que ao longo da história foi recebido como doutrinas fundamentais da fé cristã, e para piorar ainda mais, a grande maioria das igrejas não estão preparada para lidar ou trabalhar com este problema. Gl 1.6,7 Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. O resultado é que com o surgimento destes inumeráveis grupos ou “novas igrejas” fora dos padrões da Bíblia e com ensinamentos que mais afastam do une o Corpo de Cristo, acontece um afastamento bilateral. Por um lado são as chamadas igrejas históricas que por desconsiderem tais movimentos, procuram manter um distanciamento considerado seguro. Por outro, são os líderes de tais movimentos que se consideram “mais iluminados” que os das igrejas que chamam de “ultrapassadas, não permitem a seus liderados qualquer tipo de comunhão por medo de perdê-los. 1Co 1.11-13 Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: "Eu sou de Paulo"; ou "Eu sou de Apolo"; ou "Eu sou de Pedro"; ou ainda "Eu sou de Cristo". Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo? O pior é que medida que o tempo vai passando, mais crucial esse fenômeno tem se tornado, e as perdas vem se multiplicando. O melhor a fazer neste caso é investigar tais movimentos por suas doutrinas e ensinamentos, se no todo não contradizem as doutrinas fundamentais da fé, devemos procurar manter com eles um relacionamento de comunhão. Caso o contrario, se eles deturpam a Bíblia para embasar conceitos heréticos, o melhor mesmo a fazer mesmo, é manter certa distancia, sem deixar de amá-los. 1Jo 3.11 Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.

3. O PECADO NÃO CONFESSADO.
Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a Lei é boa. Nesse caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.  Rm 7:14-17

Outra causa que vem trazendo muita dificuldades a comunhão na igreja é o pecado não confessado na vida de muitos crentes. Não estamos falando de coisas comuns e pequenas que as vezes parecem ser até meio que inevitáveis, mas falamos de pecados mais específicos que destroem em primeiro plano a vida do envolvido e sua comunhão com Deus e depois, acaba por destruir também a sua comunhão com a igreja. A Bíblia é muito clara em relação ao pecado. Jesus respondeu: Digo a vocês a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. Jo 8:34. O pecado por  nos tornar pessoas escravizadas, acaba nos conduzindo a uma vida de desconfiança, e por consequência tendemos achar que todas as pessoas estão nos julgando ou nos condenando por nossas práticas, embora talvez outras pessoas nem tenham conhecimento delas. Nossas conversas e relacionamentos com outros crentes se tornam meio que superficiais pois temermos que descubram nossas falhas e venhamos a cair num completo descrédito. A orientação bíblica é bem diferente disso, e o ensino continua valendo para os dias de hoje: Tg 5.16 Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.
O problema é que o pecado não confessado traz profundas frustrações e distanciamento da vida em comum da igreja. Ele vai minando aos poucos as forças e consequentemente conduzem a uma queda fatal. Tg 1.13-15 Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: "Estou sendo tentado por Deus". Pois Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ser consumado, gera a morte.

4. INCAPACIDADE DE VIVENCIAR A GRAÇA DE DEUS.
Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Tt 2:11
A falta de comunhão entre nós os crentes pode também ser resultado de uma certa incapacidade nossa em acreditar de forma suficiente na graça salvadora do Senhor Jesus Cristo. Nos tornamos as vezes meios que incapazes de viver a graça em nossa própria experiência diária, e a explicação disso é que em alguns momentos infelizmente permitimos predominar no seio da igreja uma atitude legalista em condenar pessoas por erros cometidos (como visto no ponto anterior). Parece que não aprendemos a separar as pessoas dos seus erros e generalizamos nosso conceito sobre elas agindo como se fossemos os juízes. Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Gl 6:1-2

Em alguns momentos chegamos a ser tão legalistas que olhamos mais para os outros que para nós mesmos. Assim procedendo teremos toda dificuldade em cumprir as palavras de Paulo no texto acima. De acordo com a Bíblia, a igreja deve funcionar como um hospital afim de restaurar a saúde espiritual das pessoas em todos os sentidos e não como um centro condenatório onde as pessoas são colocadas para pagar suas penas. 1Jo 2.1,2 Meus filhinhos, escrevo a vocês estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo. O ambiente da igreja deve ser o mais saudável possível para que as pessoas se sintam a vontade para colocar para fora os seus problemas, sabendo que serão compreendidas a ajudadas. Isso é comunhão. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte. 2Co 12:10

5. A ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DA IGREJA.
Em primeiro lugar, ouço que, quando vocês se reúnem como igreja, há divisões entre vocês, e até certo ponto eu o creio. 1Co 11:18
Este é um ponto é mais estratégico e de certa forma menos teológico, pois vai tratar da estrutura funcional da igreja e para isso parece não haver uma regra específica. A igreja deve ser o melhor lugar do mundo, mas se mal instituída, pode trazer dificuldades a comunhão. Uma estrutura governamental hierárquica muito centralizadora tendencialmente afastará as pessoas por exigir obediência irrestrita em função de uma causa ou ideologia. Todas as pessoas precisam ser respeitadas em suas vontades desde que tais vontades não interfiram diretamente nas doutrinas fundamentais da fé cristã.
Esforço-me para que eles sejam fortalecidos em seu coração, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistério de Deus, a saber, Cristo. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Cl 2:2-3;
Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando vocês mesmos. Tg 1:22.

Por outro lado, uma liderança frouxa demais pode também ser prejudicial. Aqui os dois extremos podem ser ruins. Outro ponto é a organização ou arrumação estrutural do templo e do culto propriamente dito. Um culto formal demais tende a trazer um desconforto e levar as pessoas a mecanizarem demais o processo se distanciando da espiritualidade. Por outro lado, se o culto for espiritual ao extremo a tendência natural é que todo o processo fuja das mãos do dirigente e ele perca por completo a direção do mesmo. O resultado é um culto sem organização e sem hora para terminar. Isto pode trazer um formato muito desproporcional e ao mesmo tempo um distanciamento daqueles chamados “menos espirituais”. Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos... Mas tudo deve ser feito com decência e ordem.1Co 14:33,40. O grande problema neste ponto é o de conseguir equacionar o culto a gosto de todos uma vez que todos nós temos nossa própria visão do certo ou errado. Então aqui deve valer o bom senso e acima de tudo, deve haver respeito uns pelos outros. Cada igreja tem sua forma de culto e desde que não fuja aos padrões doutrinários da Bíblia o ideal é nos adequarmos aquela que melhor nos convier.  O ideal é uma avaliação mais profunda de sua estrutura e estilo de funcionamento a fim de introduzir mudanças necessárias ao atendimento das necessidades de comunhão de seus membros. Samuel, porém, respondeu: Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. 1Sm 15:22

CONCLUSÃO:
É imprescindível reconhecermos estas prováveis causas que impedem a comunhão entre os crentes, mas também imprescindível que cada uma destas causas sejam discutidas e trabalhadas no objetivo de frear o seu avanço. Discutimos algumas causas mais o assunto ainda não está esgotado pois encontraremos outros ponto para serem analisados. O que vale agora, é o entendimento da nossa posição como igreja, vivermos verdadeiramente como irmãos uns dos outros. Na igreja, como em família temos todos uma origem comum, pois nascemos de uma mesma fé. Assim como temos uma vida em comum, pois servimos ao mesmo Senhor. Temos identificação de propósitos, pois cremos em um mesmo céu. As diferenças decorrente das personalidades, deverão ser trabalhadas pois somos todos indivíduos. Nossa disposição será a de nos ajudarmos uns aos outros num ambiente favorável para compartilhar problemas e solidariedade. Todos estes fatores se destacam como comunhão familiar, e vida na igreja implica necessariamente em vida de comunhão. Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça, fruto que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus. Fp 1:9-11


Bibliografia:
A Nova Vida em Cristo/Editora Horizontal/Desenvolvendo a Comunhão na Igreja

O QUE É A COMUNHÃO

Lição 2 - Adultos
Texto Básico: AT 2.41-47 
Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas. Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em casa e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos.

Texto Devocional: Hb 10.24,25 
E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia. 

Introdução: Um dos maiores problemas com que nos deparamos hoje na chamada vida moderna é a intolerância em termos de nossa individualidade pessoal. Vivemos em uma sociedade onde não encontramos espaço para relacionamentos, pois a tal urbanização, que é o fenômeno que reúne milhares de pessoas em uma mesma área geográfica, tem provocado um efeito colateral de distanciamento entre pessoas. Esbarramos-nos uns nos outros e quase não nos comunicamos. Parece que temos medo de desenvolver relacionamentos significativos. Na verdade nunca estivemos tão perto uns dos outros em termos físicos, e ao mesmo tempo tão distantes em termos de relacionamentos pessoais. É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E, se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade. Ec 4:9-12.

Até mesmo na igreja, a família de Deus, parece que acontece a mesma coisa. Mantemos um tipo de relacionamento muito superficial. Nos chamarmos de irmãos, mas até a forma como nos cumprimentamos denuncia uma incapacidade ou uma completa falta de vontade em manter relacionamentos com as pessoas com as quais vivemos no nosso dia a dia. Como irmãos devemos demonstrar amor e aprender a cuidar dos interesses uns dos outros e não olhar somente para a nossa própria vida. Procuramos manter uma certa distância pois tememos encontrar com pessoas enfrentando algum tipo de problema, e caso isso aconteça, nos veremos na contingência de parar a fim de escutá-la, e achamos que não temos tempo viável para isso, afinal estamos sempre muito ocupados. Mas, será no momento em que decidirmos parar um pouquinho para escutar o nosso irmão, e que poderemos ter a certeza que Deus está alegre e finalmente derramará as Suas bênçãos sobre a nossa vida. E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia. Hb 10:24-25

I. COMUNHÃO, O QUE É ISSO?
Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 1Jo 1:6-7
Quando ouvimos a palavra “comunhão” que tipo de imagem formamos na nossa cabeça? Pensamos num cafezinho ou num lanche com os “irmãos” na cantina da igreja? Ou uma conversa  no término do culto, um passeio, um acampamento ou coisa do gênero? A verdade é que temos o mal habito de utilizar o termo “comunhão” para designar nossa participação em atividades como estas, mas este uso da palavra é equivocado, pois o fato de participarmos de atividades sociais com outras pessoas na igreja não significa necessariamente que temos comunhão com elas. Não devemos negar que tais atividades sejam importantes na vida da igreja, mas, entendê-las como sinônimo de comunhão parece meio forçado e não passa de uma simples linguagem cristã. Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Gl 5:13

1. DEFINIÇÃO DO TERMO.
Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Fp 2:1-2
Comunhão é uma das grandes palavras do NT e seu sentido denota alguma coisa que é vital para a saúde espiritual do cristão e que tem um significado central para a verdadeira vida da igreja. Sendo por isto mesmo, extremamente necessário um esclarecimento real do seu sentido para a igreja. Devemos entender o termo comunhão como algo maior do que simplesmente o ato de realizar ou desenvolver alguma coisa em conjunto.Comunhão num sentido mais amplo da palavra, vem do latim "communio.onis," e tem a ver com harmonia no modo de sentir, pensar e agir. Fala de identificação, tem a ver com união ou ligação, com compartilhamento. Em termos jurídicos comunhão fala de Compartilhamento ou posse entre duas ou mais pessoas de uma só coisa; assim como a comunhão de bens.

2. COMUNHÃO NA BÍBLIA.
Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação. 1Pe 4:9
Na Bíblia encontramos a palavra Comunhão na primeira descrição do NT sobre a vida inicial da igreja. At 2.42 Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Para os cristãos da igreja primitiva, comunhão era uma palavra que denotava algo de uma outra natureza e de um nível bem mais profundo. Será na continuação da leitura do texto de Atos 2 que teremos um esclarecimento no sentido e na profundidade da palavra comunhão. A palavra grega que é traduzida por comunhão é “koinonia”, e expressa a idéia de participação, de ter algo em comum, exatamente da forma como está registrado nas Escrituras. Paulo ao descrever a participação na ceia do Senhor, consegue nos dar uma idéia central do significado do termo comunhão. 1Co 10.16 Não é verdade que o cálice da bênção que abençoamos é a participação no sangue de Cristo e que o pão que partimos é a participação no corpo de Cristo? Neste sentido, comunhão pode assumir pelo menos duas formas básicas, a primeira tem a ver em permitimos que outras pessoas “participem” daquilo que temos ou fazemos. A segunda, é quando “participamos” daquilo que uma outra pessoa tem ou está fazendo. Na comunhão cristã ambas estas formas tem o seu lugar. Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro. Pv 27:17

II. A DUPLA DIMENSÃO DA COMUNHÃO CRISTÃ.
A comunhão cristã tem duas dimensões. A primeira é vertical e depois horizontal. No plano horizontal de comunhão que é a nossa preocupação imediata, pressupõem a dimensão vertical como garantia de sua própria existência. A dimensão vertical da comunhão é descrita com muita propriedade pelo apóstolo João. 2Jo 1.3 Proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo. É esta a comunhão que identifica um cristão. João evita uma definição mais precisa, ele apenas diz que a pessoa que não estão em comunhão com o Pai e com o Filho, por mais piedosa que possa parecer, não deve nem mesmo ser considerada cristã. Já na dimensão horizontal da comunhão será o compartilhamento habitual, o constante dar e receber um do outro, que caracterizará o verdadeiro padrão de vida para o povo de Deus. A comunhão com Deus é portanto a fonte de onde se origina toda a idéia da comunhão entre os cristãos. A comunhão com Deus deverá sempre ser o fim último a ser alcançado, e a comunhão cristã será apenas um meio para conseguirmos de fato atingir esta meta. Consequentemente, não deveríamos considerar a nossa comunhão com os outros cristãos como um tipo de capricho espiritual ou mesmo como um acréscimo aos nosso exercícios devocionais privados. A comunhão, pelo contrário, é algo essencial e imprescindível a própria vida cristã. Devemos reconhecê-la como uma necessidade espiritual, pois Deus nos fez de tal maneira que a nossa comunhão com Ele seja alimentada pela nossa comunhão com os nossos irmãos e irmãs em Cristo. Precisamos alimentar nossa comunhão constantemente para que finalmente possamos nos aprofundar e enriquecer a nossa comunhão com o próprio Deus.

CONCLUSÃO.
Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé. Gl 6:10
Termos coisas em comum, vivermos com pessoas em comum, é isso que verificamos na vida da igreja de hoje? Vivemos realmente aquilo que o NT chama de comunhão? Ou será que a realidade atualmente é bem diferente disso? Infelizmente, em muitas igrejas de hoje não teríamos como reconhecer um cristãos que tenham qualquer coisa em comum, a não ser numa reunião que chamamos de culto, num período determinado de um dia conhecido por domingo e num lugar específico que denominamos de “templo”. Terminado o período de culto, e deixado o lugar específico, suas vidas não se tocam mais, caminham por direções completamente separadas e distantes. Não existe orar uns pelos outros, não se ajudam, e algumas vezes nem mesmo parece se conhecerem. Que tipo de comunhão será esta? Porque nossas igrejas, em grande número, não conseguem suprir a necessidade de comunhão entre os seus membros, uma vez que, de acordo com o ensino da Bíblia, a comunhão é parte inseparável de sua natureza de ser?

Bibliografia:
A Nova Vida em Cristo/Darci Dusilek/Editora Hotizontal
www.bibliaon.com
www.dicio.com.br/comunhao/

OS DONS DO ESPIRITO SANTO

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO.
1Co 12.8-10 Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas.

Dentre as insondáveis riquezas espirituais que Deus colocou a disposição da Igreja na terra, destaca-se os dons do Espírito Santo, apresentados pelo Apóstolo Paulo como agentes do poder e da vitória. Sob uma perspectiva geral, trata-se de uma variedade de dons concedidos aos crentes, e uma das maneiras pela qual o Espírito Santo manifesta-se a Igreja. Manifestações estas que visam a edificação e a santificação da mesma. O NT cita uma grande variedade de dons, cuja finalidade sempre é a de capacitar os crentes para servir a Igreja, de forma permanente ou não.

Rm 12.6-8. Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos.  Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos;  se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade. Quem tem autoridade, que use a sua autoridade com todo o cuidado. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria.

Ef 4.11. Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja.

Estes dons, revelam uma intima relação do Espírito Santo com certos ofícios, como os de profetas, apóstolos, pastores, mestres, líderes, e os diáconos. Em todos eles percebemos uma dotação ou capacitação divina, para cumprir devidamente a suas tarefas, parecida como a atuação no AT, tendo como diferença apenas a permanência do Espírito Santo no crente independente de tais manifestações.

I. DEFININDO O TERMOS.
1Co 12:4, Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons.

Dom significa donativo, dádiva, presente. Refere-se também a dote, qualidade natural, poder, virtude ou mérito. Em grego o termo é “charisma” no singular ou “charismata” no plural. “Por isso se esforcem para ter os melhores dons. Porém eu vou mostrar a vocês o caminho que é o melhor de todos.” 1Co 12:3.
Temos ainda o termo “manifestações” do grego “phanerosis” que significa tornar claro, fazer conhecido, ou trazer luz. O sentido do termo é o de revelar as obras que o Espírito Santo realiza através do cristão. “Para o bem de todos, Deus dá a cada um alguma prova da presença do Espírito Santo.” 1Co 12:7.

Segundo uma definição do PR Antônio Gilberto, um dom é uma dotação ou concessão especial e sobrenatural de capacidade para serviço especial da execução do propósito divino para a Igreja e através dela. Em resumo é uma operação especial e sobrenatural do Espírito Santo e por meio do crente.
Conforme Atos, é o Espírito Santo quem governa a Igreja, através dos apóstolos e dos seus colaboradores. At 20.28 Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho que o Espírito Santo entregou aos seus cuidados, como pastores da Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do seu próprio Filho.

O termo batismo vem do grego “baptismós” e significa mergulhar. Na Bíblia vemos o Espírito Santo concedendo dons espirituais aos crentes. O problema é que alguns estudiosos entendem que estes dons foram concedidos apenas aos cristãos do tempo no Pentecostes não fazendo alusão aos nossos dias. Contudo, outro grupo acredita que essas habilidades sobrenaturais estão ainda hoje disponíveis. Este duplo entendimento é responsável pela grande divisão entre as igrejas em duas vertentes quanto a questão dos dons espirituais: “Cessacionistas” e “Continuístas”

CESSACIONISTAS - Concepção Tradicional. O batismo com o Espírito Santo acontece no ato da conversão. Os dons espirituais foram dados para a fundação da igreja e cessaram durante o quarto século de nossa era, quando a igreja tornou-se vigorosa o bastante para prosseguir sem sua assistência. Era um sinal que autenticava os apóstolos como mensageiros de Deus e que somente eles podiam conferir a outros crentes. Os dons cessaram gradualmente com a morte daqueles sobre quem os apóstolos haviam conferido.

CONTINUISTAS - Concepção Pentecostal. O batismo com o Espírito Santo e uma “segunda bênção”, uma segunda experiência que acontece após a conversão. As línguas são a evidência do batismo com o Espírito Santo. Acreditam na atualidade dos dons espirituais baseados em eventos históricos acontecidos a menos de um século, ou seja, os grandes avivamentos. Afirmam ainda que a ausência dos dons espirituais depois do primeiro século se deu em razão da apostasia. Agora nos últimos dias Deus tem “visitado” Sua igreja tornando-a vigorosa pela presença dos dons espirituais.

O Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu que a Igreja não deve ser “ignorante” a respeito dos dons espirituais, por esta razão é imperioso que este assunto faça parte da presente matéria. Para não ficarmos com nenhuma dúvida referente aos dons, podemos dizer que a Bíblia define pelo menos três categorias de dons. São eles:
Os Dons do Espírito Santo. Não se trata de regeneração e nem de conversão, mas sim de dádivas aos que crêem. 1Co 12.7-11
O Dom de Deus. É o Senhor Jesus, o Messias prometido para a salvação da humanidade.
Os Dons de Cristo. São os dons ministeriais entregues a Igreja para sua edificação, conforme  Ef 4.11 e Rm 12.6-8.

II. DEFININDO REGRAS.
Para um melhor entendimento dos dons do Espírito Santo, vamos definir biblicamente algumas regras que devem ser observadas.

Primeiro queremos definir nossa crença, como Batistas Nacionais que somos. No momento em que entregamos nossa vida ao Senhor Jesus, imediatamente, em ato continuo a nossa conversão, “recebemos” o Espírito Santo. “A mesma coisa aconteceu também com vocês. Quando ouviram a verdadeira mensagem, a boa notícia que trouxe para vocês a salvação, vocês creram em Cristo. E Deus pôs em vocês a sua marca de proprietário quando lhes deu o Espírito Santo, que ele havia prometido.” Ef 1:13. Porém, também cremos na existência de uma experiência subsequente a salvação a qual chamamos de “Batismo no Espírito Santo”. “Eu os batizo com água para mostrar que vocês se arrependeram dos seus pecados, mas aquele que virá depois de mim os batizará com o Espírito Santo e fogo. Ele é mais importante do que eu, e não mereço a honra de carregar as sandálias dele.” Mt 3:11. Um batismo de fogo implicando em condenação e juízo, conforme alguns estudiosos interpretam este texto, parece não se harmonizar com o contexto da passagem. Este fogo, de forma alguma pareçe se referir ao inferno. O texto parece indicar mais uma obra purificadora do Espírito Santo na vida do cristão. Segundo o que podemos ver em Atos dos Apóstolos, existe uma obra envolvida no novo nascimento que acontece numa experiência que se segue após a salvação. “Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, ficaram sabendo que o povo de Samaria também havia recebido a palavra de Deus e por isso mandaram Pedro e João para lá. Quando os dois chegaram, oraram para que a gente de Samaria recebesse o Espírito Santo,  pois o Espírito ainda não tinha descido sobre nenhum deles. Eles apenas haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus. Aí Pedro e João puseram as mãos sobre eles, e assim eles receberam o Espírito Santo.” At 8:14-17. Pedro e João foram enviados a Samaria com propósito específico. Os samaritanos haviam recebido a salvação, os apóstolos, no entanto, não pensavam que eles possuíam a totalidade do Espírito Santo que é possível possuir. Assim, Pedro e João foram enviados para orar para que eles, recebessem o Espírito Santo. É fato no texto bíblico que a plenitude do Espírito Santo não é para pecadores, mais para pessoas que receberam Jesus como Senhor e Salvador pessoal. (Jo 14.16,17; At 2.32,33; Jo 4.13,14; 7.37-39).

REGRA Nº 1 - Os dons são do Espírito Santo e não daqueles através dos quais Ele opera. São do Espírito Santo, e, através deles o Espírito Santo opera em quem quer, como quer, quando quer e onde quer, com a finalidade de edificar a Igreja o Corpo de Cristo.

REGRA Nº 2 - O Espírito Santo já foi dado por Deus, assim, não existe necessidade de ficar esperando. Jesus orou para que o Pai enviasse o Consolador para estar sempre conosco. Deus derramou o Espírito Santo e Ele tem estado aqui desde então. Agora, não é questão do Pai “dar” o Espírito Santo a alguém, e sim de alguém “receber” o Espírito Santo. Depois do Pentecostes, não encontramos registros na Bíblia no sentido de mandar alguém ficar esperando.
At 8.5-8. Oito anos após o pentecostes.
At 10. 44-46. Dez anos após o pentecostes.
At 14. 1.3,6. 20 anos após o pentecostes.

REGRA Nº 3 - Nenhum dos Dons do Espírito Santo são naturais. Isto implica dizer que se um dom é sobrenatural, todos os nove são. Assim pela Bíblia podemos afirmar que não existe nenhuma possibilidade de alguém já nascer com qualquer um destes dons.

III. CLASSIFICAÇÃO DOS DONS.
At 12.8-10 Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas.
Os dons, como vimos trabalham geralmente em conjunto. Dificilmente alguém possui apenas um dos nove dons. Na grande maioria das vezes, possuímos alguns destes dons, mais não sabemos identificá-lo, apenas exercemos sem contudo saber o que estamos exercendo. Embora estes dons trabalhem em conjunto, para fins de estudo e uma melhor compreensão dos mesmos vamos seguir uma definição e divisão extraída do livro “A Respeito do Espírito Santo” do Pr Kennet Haggins. A descrição mais simples, segundo Haggins é de que dos nove dons e que três deles dizem algo, três fazem algo e três revelam algo.

Três que “dizem” algo. (Dons de Expressão Verbal).
Profecia: É a expressão vocal sobrenatural mediante o Espírito Santo, num idioma conhecido.
Variedade de Línguas: São expressões vocais mediante o Espírito Santo em idiomas nunca aprendidos pela pessoa que fala. Não conhecido pela pessoa que fala, nem necessariamente sempre compreendido pelo ouvinte.
Interpretação de Línguas: É a capacidade de interpretar as línguas faladas em um idioma desconhecido sem nunca ter estudado para tal.

2. Três que “fazem” algo. (Dons de Poder).
: É uma dotação sobrenatural pelo Espírito Santo mediante a qual aquilo que o homem declara ou deseja, ou que Deus fala, acabará acontecendo.
Operação de Milagres: É uma intervenção sobrenatural no curso usual da natureza, uma suspensão temporária da ordem costumeira mediante O Espírito Santo. (O dom de operação de milagres é uma ação enquanto que o dom da fé é um processo. O primeiro realiza o milagre, ao passo que o segundo recebe o milagre)
Dons de cura: Os dons de cura são dados por Deus visando a cura sobrenatural da enfermidade sem meios naturais de qualquer espécie ou origem.

3. Três que “revelam” algo. (Dons de revelação).
Palavra da Sabedoria: É a revelação sobrenatural pelo Espírito Santo no tocante ao plano e a propósitos divinos na mente e na vontade de Deus. Traz revelações que indicam o futuro.
Palavra do Conhecimento: É a revelação sobrenatural pelo Espírito Santo de certos fatos existentes na mente de Deus. Traz revelações a respeito de coisas passadas ou presentes.
Discernimento de Espíritos: Oferece introspecção na dimensão espiritual tendo alcance limitado, revelando apenas uma classe de objetos, os espíritos. Também revela o tipo de espírito por de trás de uma manifestação sobrenatural.

Estes dons são listados na ordem de sua importância. Dos três dons de revelação, a Palavra da Sabedoria é o melhor deles. Dos três de poder, o dom da Fé é o melhor. Dos três de expressão verbal, a Profecia é o melhor dom.

IV. IDENTIFICAÇÃO E DEFINIÇÃO DOS DONS.

1.OS TRÊS DONS QUE REVELAM ALGO. (Dons de Revelação)

O DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA.
Porque a um, pelo Espirito, é dada a palavra de SABEDORIA...
É uma revelação sobrenatural pelo Espírito de Deus no tocante ao plano e propósito divino na mente e na vontade de Deus que se relacionam com pessoas, lugares ou objetos. A Palavra da Sabedoria é frequentemente usada em conexão com a sabedoria simples (Tg 1.5), que é usada ao lidar com os negócios da vida, mais a sabedoria para lidar com questões da vida não é um dom espiritual da parte do Espírito Santo, pois ela está a disposição de quem pedir. Paulo porém referindo-se ao dom da Palavra da Sabedoria, diz: “...a um é dado...”, isto dá a entender que nem todos terão esta manifestação. A Palavra da Sabedoria, assim como a Palavra do Conhecimento pode vir através de uma voz audível, uma visão, um sonho ou através dos dons vocais de profecia ou variedades de línguas com interpretação.
At 11.28-30
At 21.10,11
At 9.10-16
At 8.26-29
Em se tratando do dom da Palavra da Sabedoria, ela pode ser uma revelação de caráter condicional pois o seu cumprimento, as vezes, pode depender de mudanças de atitudes ou circunstâncias referente ao que se foi revelado (2Rs 20. 1-6). Podem também garantir o livramento iminente num momento de calamidade (At 27.10,23,24)

O DOM DA PALAVRA DO CONHECIMENTO.
... a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento...
É a revelação sobrenatural pelo Espírito Santo de certos fatos existentes na mente de Deus. Deus é dono de todo conhecimento, Ele sabe tudo, porém Ele não revela aos homens tudo quanto sabe, Deus apenas lhes dá uma “palavra” ou uma “parte” daquilo que Ele sabe. Uma palavra é uma parte fragmentária de uma frase, de modo que uma “palavra de Conhecimento”, é simplesmente uma parte fragmentária do conhecimento de Deus. além disso, esta “Palavra de Conhecimento é uma manifestação sobrenatural, assim como todos os dons são. A “Palavra do Conhecimento” não provém de longa experiência com Deus. Existe um conhecimento de Deus que é obtido através  de andar em estreita comunhão com Ele, mais não é idêntico a manifestação sobrenatural da Palavra do Conhecimento. Este dom pode se manifestar através de uma voz audível, de visão, sonho ou através do dom vocal da profecia ou variedade de línguas.
Mediante visão. At 9.10-12; 10.9-20
Mediante revelação interior. Jo 4. 17,18
A revelação trazida pela Palavra do Conhecimento nunca diz respeito ao futuro, a Palavra do Conhecimento traz revelações a respeito das coisas passadas ou presentes.

A diferença entre os dois dons, é que o dom da “Palavra do Conhecimento” traz sempre revelação de conhecimento presente ou conhecimento de alguma coisa que aconteceu no passado, ao passo que a "Palavra da Sabedoria" sempre traz revelação do futuro. Ao ensinarmos a respeito destes dons geralmente fazemos divisão entre eles e lidamos com eles separadamente, no entanto, frequentemente eles operam juntos.

O DOM DO DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS.
... a outro, discernimento de espíritos...
O dom do discernimento de espíritos tem um alcance mais limitado do que os outros dois dons de revelação, porque a sua revelação é limitada a uma única classe de objetos, os espíritos. As revelações trazidas pela Palavra da Sabedoria e Palavra do Conhecimento são mais amplas e se aplicam a pessoas, lugares e a objetos, ao passo que o discernimento de espíritos oferece uma introspecção somente na dimensão dos espíritos. Uma visão poderá trazer consigo uma Palavra de Conhecimento e/ou uma Palavra da Sabedoria, mas a visão propriamente dita seria o dom de Discernimento de Espíritos em operação, porque através dele a pessoa estaria vendo dentro da dimensão espiritual naquele momento. “Discernir” significa “ver”, de modo que a pessoa está discernindo ou vendo no âmbito dos espíritos e na dimensão espiritual. Existem espíritos divinos tanto quanto malignos, desta forma este dom é capaz de revelar o “tipo” de espírito por detrás de uma manifestação sobrenatural.
Ex 33.20-23
At 16.16-18

OS TRÊS DONS QUE FAZEM ALGO. (Dons de Poder)

DOM DA FÉ.
... a outro, fé...
O Dom da Fé é o maior dos três dons de poder. É um dom do Espírito Santo para o crente, para que este possa “receber” o milagre. O Dom da fé, recebe o milagre enquanto que o dom de operação de milagres realiza. A Bíblia apresenta pelo menos quatro tipos de fé, a saber:
Fé Salvífica. Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. Ef 2:8
Fé geral. Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu. Rm 12:3
Fruto do Espírito. Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade. Gl 5:22
Dom da fé. Para uma pessoa o mesmo Espírito dá fé... 1Co 12:9
O dom da fé distingue-se dos demais tipos de fé pelo fato de que, com essa fé especial, há uma manifestação de evidências sobrenaturais. A pessoa consegue, de modo sobrenatural, e contrariamente a todas as probabilidades, crer em Deus para receber o milagre.

DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES.
... a outro, poder para operar milagres...
A operação de Milagres é um dom usado para demonstrar o poder e a grandeza de Deus. na  “Concordância de Young” a palavra grega usada para milagres é “poderes”. Em outras palavras, a operação de milagres é chamada “operação de poderes”. A palavra grega indica “Explosões de Onipotência”, significando “maravilhas que impulsionam e deixam estonteado e atônito”. No sentido original da palavra cada um dos nove dons do Espírito Santo é milagroso, pois são todos sobrenaturais. O dom de operação de milagres, no entanto, é mais específico, pois trata-se de uma intervenção no decurso usual da natureza. A diferença entre o dom da fé e o dom de operação de milagres é que por meio da fé a pessoa é levada por meio do perigo sem sofrer dano algum, mas por meio da operação de milagres as circunstâncias que causam o perigo são mudadas. Quando, por exemplo, Paulo sofreu naufrágio, a tempestade não cessou até chegar ao fim por meios naturais (At 27). Paulo não se levantou para ordenar o fim da tempestade, mais porque Deus lhe falara, Paulo teve fé sobrenatural para crer na proteção divina. Mas agora peço que tenham coragem. Ninguém vai morrer; vamos perder somente o navio.  Digo isso porque, na noite passada, um anjo do Deus a quem pertenço e sirvo apareceu a mim At 27:22-23
Tratava-se do dom da fé em ação. Quando, no entanto, o Senhor Jesus ficou em pé naquele barco durante uma tempestade no Mar da Galiléia e ordenou: “acalma-te” (Mc 4.39), Ele operou um milagre que mudou as próprias circunstâncias que causavam o perigo. 

DOM DE CURAS.
... a outro, dons de curar...
Os dons de cura são dados por Deus visando a cura sobrenatural da enfermidade sem os meios naturais de qualquer origem. Podemos ter dificuldades, por causa de nosso conhecimento limitado, quanto a definição dos demais dons, mais deve haver pouca dificuldade em definir os dons de cura. Quase todos nós sabemos algo a respeito de curas, foi o próprio Jesus quem deu as curas uma posição de destaque em seu ministério (Mt 10.8). Devemos enfatizar o caráter sobrenatural também deste dom que nada tem a ver com a ciência médica ou o conhecimento humano. A cura realizada através deste dom independe de diagnósticos, receitas ou tratamentos, vem mediante a imposição de mãos, a unção com o óleo ou simplesmente por meio de uma palavra. Pedro lhe disse: —Enéias, Jesus Cristo já curou você. Levante-se e arrume a sua cama. Na mesma hora Enéias se levantou. At 9:34. Importante percebermos que tanto em 1Co 12.9, quanto no verso 28, a palavra “dons” está no plural, sendo este o único dom do Espírito Santo, listado que encontra-se no plural. A melhor explicação para isto é que existe diferentes tipos de enfermidades, sugerindo que cada ato de cura vem de um dom específico de Deus. Não podemos nos esquecer que existem possibilidades diferentes na operação sobrenatural da cura, sendo todas elas realizadas por Deus. Na Bíblia encontramos pelo menos três meios para a cura:
A fé de quem está doente.
A fé de quem está ministrando ao doente.
Os dons de curas

OS TRÊS DONS QUE FALAM ALGO (Dons de Expressão Verbal)

PROFECIA.
... a outro, profecia...
Dos três dons de inspiração ou expressão verbal, a profecia é o mais importante. A razão é que são necessário outros dois juntos, a diversidade de línguas e a interpretação, para igualar-se a profecia. Eu gostaria que vocês todos falassem em línguas estranhas, mas gostaria ainda mais que tivessem o dom de anunciar a mensagem de Deus. Porque quem anuncia a mensagem de Deus tem mais valor do que quem fala em línguas estranhas, a não ser que esteja ali alguém que possa interpretar o que está sendo dito, para que toda a igreja seja ajudada espiritualmente. 1Co 14:5. A profecia é a expressão vocal sobrenatural num idioma conhecido. A palavra hebraica que é traduzida “profetizar” significa “sair fluindo”. Transmite o pensamento de “borbulhar” como uma fonte, gotejar, jorrar. A palavra do grego que se traduziu por profetizar significa “falar em prol de outrem” , significando “Falar em nome de Deus, ou ser o seu porta voz”. O simples ato de profetizar, não deve ser confundido com o cargo profético. Existe grande diferença entre a profecia no AT e a profecia no NT. No AT a profecia essencialmente predizia eventos futuros, ao passo que no NT, há uma mudança forte para “proclamação”. No simples dom de profecia não há nenhuma predição, e o fato de alguém profetizar não a torna profeta, significa sim que a pessoa exerceu o dom de profecia. O dom de profecia é dado para edificar a Igreja. Porém quem anuncia a mensagem de Deus fala para as pessoas, ajudando-as e dando-lhes coragem e consolo. 1Co 14:3. Edificar tem o sentido de “carregar” como se fosse uma bateria. Esse dom também é dado para exortar, que significa, segundo o texto grego, “chamar” para mais perto de Deus. Também para consolar. A Igreja não deve ter como infalível toda profecia, porque muitos “falsos profetas” estarão na Igreja. Meus queridos amigos, não acreditem em todos os que dizem que têm o Espírito de Deus. Ponham à prova essas pessoas para saber se o espírito que elas têm vem mesmo de Deus; pois muitos falsos profetas já se espalharam por toda parte. 1Jo 4:1. Daí toda profecia deve ser julgada quanto a sua autenticidade.

O DOM DE VARIEDADES DE LÍNGUAS
... a outro, variedade de línguas...
As variedades de línguas são a expressão vocal mediante o Espírito Santo em idiomas nunca aprendido ou compreendido pela pessoa que fala, nem necessariamente sempre compreendido pelo ouvinte. As línguas são sempre estranhas para que fala, no entanto, nem sempre para quem ouve. Falar em línguas estranhas não tem absolutamente nada a ver com a capacidade linguística, mente ou intelecto do homem, é um milagre vocal, não se tratando, de estudos de idiomas. O dom de variedades de línguas parece ser o mais destacado dos três dons vocais, não significando que seja o melhor, a razão talvez esteja no fato de que muitas perguntas são feitas a respeito das línguas, dando assim parecer ter maior destaque que os outros dons. Aos que crerem será dado o poder de fazer estes milagres: expulsar demônios pelo poder do meu nome e falar novas línguas; Mc 16:17

INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS.
... ainda a outro, interpretação de línguas.
O dom da interpretação de línguas é o menor dos nove dons do Espírito Santo, porque depende de outro dom para poder operar. Não opera a não ser que o dom de variedades de línguas tenha estado em operação. Não se trata de tradução das línguas, é interpretação e tem o propósito de tornar o dom de línguas inteligível aos ouvintes, de modo que a igreja bem como aqueles que possuem o dom possa saber o que foi dito e passa a ser edificado. Eu gostaria que vocês todos falassem em línguas estranhas, mas gostaria ainda mais que tivessem o dom de anunciar a mensagem de Deus. Porque quem anuncia a mensagem de Deus tem mais valor do que quem fala em línguas estranhas, a não ser que esteja ali alguém que possa interpretar o que está sendo dito, para que toda a igreja seja ajudada espiritualmente. 1Co 14:5. Segundo o verso 13, os que falam em outras línguas são exortados a orar pedindo o dom da interpretação. Paulo nos manda buscar este dom não necessariamente a fim de interpretarmos em público, mais sim, a fim de interpretarmos as nossas orações particulares, se Deus assim quiser. Saber aquilo que oramos nos edificaria espiritualmente em grande medida e se Deus quisesse usar publicamente para interpretar mensagens em línguas essa seria uma bênção adicional. Porque, se eu orar em línguas estranhas, o meu espírito, de fato, estará orando, mas a minha inteligência não tomará parte nisso. 1Co 14:14. Existe portanto uma aspecto íntimo desse dom que pode ser muito importante para nós pessoalmente. E também um aspecto público. 1Co 14,13-15,27,28,40

BIBLIOGRAFIA.
A Respeito do Espírito Santo” do Pr Kennet Haggins.

sábado, 2 de março de 2019

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL

Dn 9.24-27 Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador. 

INTRODUÇÃO: As Setenta Semanas de Daniel é uma das grandes profecias extremamente importante da Bíblia pois revela o futuro da nação de Israel incluindo em seu contexto de revelações do período final da Igreja aqui na terra. Na verdade, o bom entendimento em relação a profecia das SETENTA SEMANAS pode nos conduzir tambet a um bom entendimento do Sermão profético descrito em Mateus 24, além de uma boa compreensão do livro de Apocalipse, tendo em vista que esta profecia abrange esses dois contextos Proféticos. Se olharmos atentamente veremos que quase todo o livro de Apocalipse trata de uma aplicação da profecia preditiva das Setentas Semanas de Daniel. Em resumo: Deus deu a Daniel um quadro geral dos eventos futuros relacionados com Israel, e deu a João, no Apocalipse, os eventos relacionados a igreja. A diferença entre às ambos os livros, é que Daniel escreveu seu livro para os leitores judeus enquanto João, escreveu para a Igreja. Esta é a razão de existirem poucas citações no Apocalipse em relação aos judeus.

Deus é o único que pode discorrer sobre o futuro. Ninguém além de Deus, poderia fazer tal apresentação pois somente Ele tem conhecimento e controle do passado, do presente e do futuro das nações em geral. Muitos fatos preditivo da profecia, já se cumpriram e assim o estudo desta profecia torna-se mais edificante e até mais empolgante se considerarmos que estamos agora vivendo no " TEMPO DO FIM " de que falou o profeta Daniel em Dn.8:17 E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, fiquei assombrado e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão se realizará no fim do tempo.

O TEMPO NA HISTORIA.
Dn.9:1,2 No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.

V.1 No ano primeiro de Dario... Este Dário era conhecido por "Dário o Médo". Sucessor no governo da Babilônia, ao rei Belssazar. Foi ele quem escolheu o profeta Daniel para ser um dos três presidentes que foram colocados a frente dos 120 Sátrapas. Ele também, depois do fascinante livramento de Daniel da cova dos leões, publicou um decreto exigindo reverência ao Deus de Daniel em todos os seus domínios. Neste tempo, estava chegando ao fim os Setenta anos de Cativeiro do povo judeu.

V.2 eu, Daniel, entendi pelos livros... Entre suas leituras e estudos devocionais, Daniel chegou  aos "rolos"do profeta Jeremias. Ele os mencionam chamando-os de "as profecias de Jeremias". Possivelmente em suas leituras chegou aos seguintes textos:

Jr.25:11-12 E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto, e estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei da Babilônia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles um deserto perpétuo.

Jr.29:10 Porque assim diz o SENHOR: Certamente que, passados setenta anos na Babilônia, vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar.

Esse rei de que fala Jeremias já havia sido castigado. Então Daniel concluiu que já estava  proximo o tempo para terminarem as "Assolações de Jerusalém ", que continuava destruída. Diante de tal leitura, Daniel, como de custume, se coloca em oração.  Dn 3.3 Eu, pois, dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinzas. 

Uma coisa tocante na oração de Daniel esta no fato dele confessar os pecados da sua nação como se fossem os seus. Dessa forma Daniel identifica-se com o seu povo. Dn 9.5 pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos. Daniel não chegou concluir a sua Oração, e a resposta divina chegou antes mesmo que ele a terminasse, e Deus mobilizou um dos anjos mais proeminentes para lhe trazer a resposta, Gabriel. Dn.9:21,22,23 Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde. Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão.

AS SETENTA SEMANAS.
Dn.9:24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.

Findaram-se os 70 anos e não ocorria o repatriamento dos judeus. O cativeiro tratava de disciplinar Israel por quebra deliberada dos preceitos divinos descritos em Lv .25:3-5; 26:14,33-35. Deus havia determinado a observância de um ano Sabático, quando a terra deveria descansar. Isso devia ser observado cada 7 anos. Durante os quase 500 anos da monarquia de Israel ao seu cativeiro, eles não cumpriram o preceito do Senhor e como resultado, Deus mesmo fez a terra repousar, mantendo seus moradores fora por 70 anos. 70 anos é o total de anos Sabáticos ocorridos no espaço de 490 anos. 2Cr.36.20,21 E os que escaparam da espada levou para a Babilônia; e fizeram-se servos dele e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram.

As Setentas Semanas da profecia de Daniel devem ser entendidas como Semanas de anos; não de dias, para os judeus isto era muito comum. O original não diz "SEMANA", e sim "SETES " (Setenta Setes). Quando se trata de semana de dias, como em Dn.10.2 é acrescentado, em hebraico, a palavra para dias: "YAMIN " Naqueles dias, eu, Daniel, estive triste por três semanas completas.

"Semana de anos". Lv.25:8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.

Seis eventos preditos, a respeito de Israel, em Dn.9:24  ainda não se cumpriram. Por ocasião da última das Setenta Semanas, a Bíblia diz Dn 927 E ele fará firme aliança com muitos por uma Semana" É algo impensável  um pacto entre nações por uma Semana de dias, quando somente o protocolo e as celebrações muitas vezes tomam mais de uma Semana.

A autenticidade da profecia de Dn.9.24-27 foi atestada pelo Senhor Jesus, em Mt.24.15, onde Ele mostra que a última das Setenta Semanas é ainda futura, uma vez que o fato ali citado por Jesus ainda não ocorreu depois que Ele proferiu aquelas palavras.

A DIVISÃO DAS 70 SEMANAS EM TRÊS GRUPOS.
Dn 9.25,26,27 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; me o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

O texto mostra que as Semanas são divididas em 3 três grupos. Sendo Semanas de anos, totalizam 490 anos.
7 semanas = 49 anos
62 semanas = 434 anos
1 semana = 7 anos

DURAÇÃO DO ANO BÍBLICO. 
Ap.12.6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

Ap 13.5 E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.

Pelos textos acima, podemos ver que o ano Bíblico ou profético é de 360 dias, pois 1.260 dias dá 42 meses de 30 dias. Assim temos 42X30=1.260

O PRIMEIRO GRUPO DE SEMANAS.  
7 SEMANAS OU 49 ANOS.
Dn.9:25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

Esse período começou sua contagem com a expedição de um decreto de reconstrução de Jerusalém. Tal decreto foi baixado no ano 445 a.C. por Artezerxes. No livro de Neemias encontramos a ocasião desse decreto; Neemias foi comissionado pelo rei para dar cumprimento a esse ato. Ne 2.4-6  E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao Deus dos céus, E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique. Então o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo.

De acordo com a profecia, no fim dos 49 anos a cidade de Jerusalém deveria estar reconstruida. Porém encontramos no AT pelo menos dois decretos ligados à reconstrução de Jerusalém. O primeiro aconteceu no ano 457 aC, mas tratou especificamente da reconstrução do templo e da restauração do culto, a cargo de Esdras (Ed.7). O outro decreto tratou da reconstrução dos muros e, portanto, da cidade propriamente dita, a cargo de Neemias. É deste decreto que a profecia está tratando. Foi baixado no ano 445 aC. A partir daí, começou a contagem das Setenta Semanas Proféticas.

O SEGUNDO GRUPO DE SEMANAS - 62 SEMANAS OU 434 ANOS
Dn.9:25-26 25  Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.

Agora temos nos períodos subsequentes o surgimento do Messias e sua morte. Após isso, a cidade de Jerusalém foi destruída e guerras continuarsm a prevalecer até o fim. Os 434 anos vão de 397 aC, até os dias da morte do Senhor Jesus. A destruição de Jerusalém pelos Romanos aconteceu nonano 70 dC. Assim, de acordo com a profecia, o Messias morreu antes da destruição da cidade.

TERCEIRO GRUPO DE SEMANAS - UMA SEMANA, ISTO É 7 ANOS.
Dn.9:27 E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

Esta semana citada é Futura. Podemos dizer que acontecerá somente após um longo intervalo que ja passa de 2.000 anos. Se compararmos  Dn.9:27 com as palavra de Jesus em Mt 24.15 poderemos ter uma boa noção deste intervalo de tempo.  Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda). 

A "abominação da desolação" aqui citada pelo Senhor Jesus ainda não se cumpriu, ao que parece e segundo os melhores estudiosos  este fato aponta para uma ação do anticristo em exigir adoração no templo após a  quebra de aliança firmada com os judeus. Então, esta última Semana não deverá começar enquanto Israel estiver fora da sua terra, disperso, e o templo não tiver sido reconstruido. Também nao começará antes da igrigr tertsido arrebatada pelo Senhor Jesus Cristo. Podemos ver no verso 26 de Mateus 24 uma indicação disso. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis.

E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. No começo desse século, especificamente no ano 1948, Israel iniciou a volta à Palestina. Foram 33 votos a favor, 13 contra e dez abstenções na votação da Partilha, que culminou na criação do Estado de Israel. Brasil também se posicionou a favor da divisão.  E um dos grandes responsáveis pela aprovação da partilha que culminou na criação do Estado de Israel foi o embaixador brasileiro Osvaldo Aranha, que presidiu a sessão histórica da Assembleia Geral da ONU. A aprovação se deu em 29 de novembro de 1947, porém a proclamação somente aconteceu em 14 de maio de 1948 por David Ben Gurion, político israelenseI judeu polonês ou polaco que serviu como primeiro chefe de governo de Israel. No entanto os judeus aina não retornaram em sua totalidade. Assim este retorno continua, e um intervalo de tempo encontra-se entre a semana 69 e a semana 70, indicado pela expressão "e até o fim" .

Neste intervalo, Israel continua sendo rejeitado. Lc.13.34,35 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

A história nonentatão não ficou parada nesse tempo de intervalo, pois embora Israel continuar sendo rejeitado, a Igreja idealizada por Deus e finalmente formada preparada e Arrebatada para o céu. Realmente, a profecia das Setenta Semanas nada tem com a Igreja, a não ser indiretamente, neste caso do Intervalo. A septuagésima semana terá inicio no momento em que o anticristo fizer um pacto com Israel, fato que somente acontecerá  após o arrebatamento da Igreja, quando então começa a se contar Sete anos de duração da Grande Tribulação, que é descrita em detalhes no livro de Apocalipse

RESUMO DAS SETENTA SEMANAS. 
Estas "Semanas" Indicadas na profecia de Daniel não faz qualquer referencia ao povo Igreja, dizem respeito diretamente ao povo judeu. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo”. O povo de Daniel são os Judeus e sobre a tua santa cidade. A cidade, Jerusalém. Portanto, as seis coisas aqui preditas, deverão acontecer durante as Setenta Semanas a Israel.

Temos então algumas indicações de fatos que deverão acontecer com o povo judeu.

a) "Fazer cessar a transgressão". Cessar a transgressão aqui, faz referência a transgressão do povo que Daniel acabava de confessar em sua Oração. E de fato isto ainda é futuro.

b) "Dar fim aos pecados". Se o sentido original aquí é deter, restringir, e pode ser entendido como "tornar inativo", indica ainda outro fato que se dará no futuro com o povo judeu.

c) "Expiar a iniquidade". O foco agora indica a obra realizada por Cristo no Calvário que no futuro operará também em favor de Israel. Dizemos "no futuro" porque os judeus ainda não recebem a obra salvífica de Cristo no Calvario e ainda aguardam a vinda do Messias.

d) "Trazer a justiça eterna". Outro fato que terá lugar no futuro. Somente poderá ocorrerá com a Israel pela transformação do homem interior, fato que não esta acontecendo agora. Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor : porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Jr 31:33

e) "Selar a visão e a profecia". Quando o povo judeu andar em retidão, tendo abandonando todas as suas transgressões, a visão e a profecia poderá ser finalmente seladas. Jr.31:34 E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor ; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor ; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.

f) "Ungir o Santo dos santos". Certamente isto faz referência a purificação do templo de Jerusalém que seras profanado pela atuação do anticristo que o próprio texto chama de "Abominação desoladora" Dn.11:31.E sairão a ele uns braços, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o contínuo sacrifício, estabelecendo a abominação desoladora.
O SenhorSJesus referiu também em Mt.24.15 como vimos anteriormente, mas não  custa vermos novamente. Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entendam.

Estas seis coisas, para acontecerem, será necessário que Cristo venha e que Israel seja restaurado e convertido a Ele.

Dn.9:25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

"Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém". Aqui como também  já vimos e dada a indicação do tempo em que deveria começar a primeira Semana. Essa ordem ou decreto, foi entregue a Neemias para sua execução no ano 445 aC.

"Até o Messias, sete semanas e sessenta e duas semanas". Isso totaliza 69 semanas de anos, ou seja, 483 anos. Este é o tempo que vai da reconstrução de Jerusalém pelos repatriados até a morte e ascensão do Messias.

Dn.9:26 E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações.

"Sessenta e duas semanas". Neste ponto acrescenta-se mais as 7 semanas conforme Dn.9:25, perfazendo 69 semanas até a morte e ascensão do Senhor Jesus. "Será tirado o Messias". Ou  será morto o Ungido (ARA). Is.53:8 Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi ele atingido.

"E não será mais". E já não estará ARA. Uma clara referência a morte do Senhor Jesus no Calvário. Mt 23:39 Porque eu vos digo que, desde agora, me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor!

"e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário". Este ponto se cumpriu no ano 70 dC. O Senhor Jesus predisse o que iria acontecer: Porque dias virão sobre ti,  em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas,  e te  derribarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não  deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que  não conheceste o tempo da tua visitação. Lc 19:43‭-‬44

Jerusalém foi destruida pelo exercito romano sob o comando de Tito, então filho de Vespasiano. De acordo com o que lemos nas palavras da profecia de Daniel e segundo historiadores e estudiosos do assunto possivelmente  será de área do antigo Império Romano que deverá proceder o Anticristo. Essa área incluía a Grécia, que era parte do dito império, bem como os demais territórios situados em todo o contorno do mar Mediterrâneo.

"O seu fim". Aquí a descrição do fim da cidade de Jerusalém e de seu santuário, O templo. Isso fala de sua destruição no ano 70 Dc, como demonstrado a cima.

"Será como num diluvio". Ser como um dilúvio indicaique será irresistível e esmagador, assim como foi quando Tito, o General, arrasou a cidade e o povo, com suas tropas.

"E até o fim haverá guerra". A partir deste ponto o tempo torna-se indefinido entre as Semanas 69 e 70.  Muitas coisas deverão acontecer que não será contado como parte das semanas como está bem claro mediante o exame dos versículos 26 e 27.

O tempo não determinado: "Até o fim", já passa de 2.000 anos. Nesse tempo surge a Igreja na Terra e é arrebatada para o céu. Os eventos desse tempo não concernem aos judeus "Teu povo e tua santa cidade" porque no tempo chamado "Até o fim", situado entre a 69 e a 70 semana Israel está fora de sua terra desde o que ocorrido no ano 70 dC.

"Desolações são determinadas". Os tempos do fim serão caracterizados por guerras e misérias.

Dn.9:27 E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

Cinco coisas terão lugar durante a última "Semana", os sete anos de ascendência do Anticristo:

O Anticristo fará uma aliança com os judeus, por sete anos. Notemos as palavras da profecia "Fará firme aliança". Tal aliança o Anticristo quebrará no meio da semana, isto é, decorridos três anos e meio quando a Grande Tribulação terá inicio sobre o povo de Israel. "Sobre a asa das abominações virá o assolador". O Anticristo dominará até que a destruição se derrame sobre ele. Cristo aparecerá para destruir o Anticristo e suas hostes, livrando assim Israel da destruição total quando toda esperança de salvação estiver perdida..."Até que a destruição que está determinada, se derrame sobre ele". Isso ocorrerá na Batalha do Armagedom com a Vinda de Jesus em Glória.

OBSERVAÇÕES
Dn.9:27 E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

"Ele". Trata-se do Anticristo.
"Fará firme aliança". Trata-se de uma falsificação do divino concerto prometido por Deus em Jr.31;31-33.
"Com muitos". Uma referencia ao povo de Israel, já reunido em sua terra.
"Por uma semana". É a última das Setentas Semanas proféticas , que terá lugar na terra, após o Arrebatamento da Igreja.
"Na metade da Semana". Isto é, após três anos e meio Dn.7:24-25; Ap.11:2-3; 12:6,14; 13:5. Nos últimos três anos e meio ocorre a Grande Tribulação propriamente dita, de que falou Jesus em Mt.24.
"Fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares"  Isso demonstra que o templo de Jerusalém estará então reconstruido. Disso falou Jesus em Mt.24:15b “Está no lugar santo”.  2Ts.2:3-4 Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

"Sobre a asa das abominações".  Esta é uma expressão de difícil interpretação. Nº entanto o termo "Abominação" é muito usado na Bíblia para identificar os ídolos. As passagens de Dn.11:31; 12:11 e Mt.24:15, mostra que se trata de um ídolo que devera ser colocado no lugar Santo do templo, que estará então reconstruido. Outras passagens que falam da reconstrução do templo são 2Ts.2:4 o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. 

Ap.11:1-2 E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo e disse: Levanta-te e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram. E deixa o átrio que está fora do templo e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a Cidade Santa por quarenta e dois meses.

"Virá o assolador". Uma referencia direta aapessoa do Anticristo.

"Até que a destruição, que está determinada se derrame sobre ele". Esse ponto da profecia referem-se à derrota final e completa do Anticristo e seus exércitos confederados, no momento em que o Senhor Jesus descer em Glória sobre o Monte das Oliveiras, conforme está registrado em Zc.14:1-5; Mt.24:30; At.1:11; Ap.19:11-16.

A última semana chegará ao fim com a vinda de Jesus em gloria com todos os seus santos para socorrer Israel, destruir a Besta e seus exércitos, e julgar as nações. Virá em seguida o Milênio, que será uma preparação do mundo por mil anos, sob o governo de Cristo, seguindo-se o juízo do Grande Trono Branco, e o perfeito Estado Eterno, conforme 1Co.15:24-25 Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.

Ap.20:5-6 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.

Com o Milênio que terá início o cumprimento das seis bênçãos de Deus sobre Israel, preditas no Versículo 24 da profecia que acabamos de estudar.

Dn.9:24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos.



QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...