domingo, 8 de janeiro de 2017

TRÊS CONSELHOS PRÁTICOS DE UM MERCADOR

Ap 3:18 aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
Introdução. O mercador é pessoa cuja função específica é a de nós convencer a comprar sua mercadoria. Na verdade ele é um vendedor nato, por isso o chamam assim.
Geralmente ele é um negociante que compra no atacado para revender no varejo. O interessante é que em razão da maneira que geralmente o mercador trabalha, surgiu um habito de dizer que uma pessoa tem ouvido de mercador. Geralmente isto acontece quando determinada pessoa não está dando atenção a algo que está  sendo dito a ela. Isso surgiu em razão da  maneira em que o mercador lida com os clientes na feira.
O mercador na expectativa de vender sua mercadoria, ele grita o seu preço. O cliente fala ao feirante : “seu produto está muito caro! “, mas o feirante, sem dar nenhuma atenção, continua gritando o seu  preço, o mesmo de antes, fazendo assim, como dizem, ouvido de mercador.
Mais é no livro de Apocalipse, para ser bem exato, no cap 3 e verso 18, encontramos  uma espécie de "negociação" ou algo do gênero. Parece que alguém, um mercador, oferece suas  mercadorias que diga-se de passagem, parecem bem curiosas e extremamente diferentes entre si. Nenhuma particularidade vemos que aproxime uma das outras. O mercador oferece pelo menos três coisas à saber: ouro, vestes brancas e colírio.
A pergunta, já que não estamos fazendo ouvido de mercador, é: O que significam estas coisas e o que podemos aprender neste texto?
Pois bem, vamos analisar as mercadorias que encontramos no TEXTO. Temos aqui pelo menos três espécies de mercadorias oferecidas em forma de "conselho".
➡ CONSELHO PARA COMPRAR OURO.
➡ CONSELHO PARA COMPRAR ROUPAS.
➡ CONSELHO PARA COMPRAR COLÍRIO.
Cada uma destas mercadorias que são oferecidas tem suas particularidades.
➡ O Ouro, é "refinado".
➡ As vestes, são "brancas".
➡ O Colírio tem sedimentação de ungir.
Além destas particularidades, cada uma das mercadorias expostas possuem finalidades especificas:
➡ O Ouro.  Produz o enriquecimento.
➡ As Roupas. Cobrem a nudez.
➡ O Colírio. Aprimora a visão.
O texto faz parte dos escritos do Apocalipse que são direcionados a sete Igrejas da Ásia. No verso em particular, a atenção se volta a sétima e última Igreja, no caso Laodiceia.
Laodiceia, local onde estava a Igreja para a qual fora endereçada uma destas sete cartas, era uma cidade muito rica e florescente da Ásia Menor, situava-se as margens de um rio chamado Lico, e estava bem próxima a cidade de Colossos. O acesso entre Colosso e Laodiceia era feito através de uma estrada principal com grande movimento comercial.  A igreja situada em Laodiceia era grande e considerada uma igreja  sede.
⏩ O Apóstolo Paulo, citou está igreja e foi um grande defensor dos crentes Laodicenses embora ele mesmo não tenha tido oportunidade de visitá-la pessoalmente.
Cl 2:1 Pois quero que saibais quão grande luta tenho por vós, (Colossenses) e pelos que estão em Laodiceia, e por quantos não viram a minha pessoa;
Paulo escreveu aos Colossenses e pediu que enviassem a carta também aos crentes de Laodiceia. Cl 4:16 Depois que for lida esta carta entre vós, fazei que o seja também na igreja dos laodicenses; e a de Laodiceia lede-a vós também.
O intrigante em tudo o que vimos até aqui, é que as informações que encontramos na carta de João, ou melhor, no Apocalipse, parecem estar sendo direcionada a uma outra igreja, bem diferente da Igreja da que Paulo menciona na Epístola aos Colossenses.
Paulo fala dos Laodicenses com um carinho especial. Pois quero que saibais quão grande luta tenho por vós, (Colossenses) e pelos que estão em Laodiceia,
E fala destes crentes, de ambas as igrejas, como crentes ordeiros e firmes na fé. Cl 2:5 Porque ainda que eu esteja ausente quanto ao corpo, contudo em espírito estou convosco, regozijando-me, e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.
EM Apocalipse, a carta que foi ditada pelo Senhor Jesus, e a referência a Igreja de Laodiceia parece contradizer a Igreja mencionada por Paulo. Suas características são profundamente diferentes.
Percebam, por exemplo, duas características apresentadas no Apocalipse em relação aos Laodicenses, que não visualizamos na Epístola aos Colossenses.
➡ No Apocalipse Laodiceia é apresentada como uma Igreja cheia de dúvidas cujos trabalhos quando realizados demonstram extrema falta de critérios. Ap 3:15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!
➡ Laodiceia também aparece como uma Igreja Pobre Espiritualmente e sem percepção de seu próprio estado. Ap 3:17 Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
EM razão da situação caótica em que Igreja foi apresentada na carta apocalíptica, foi que entrou em cena o que denominamos na introdução como um "mercador". Um oferecedor de mercadorias que a princípio nos parece bastante curioso. Agora, observando mais atentamente para o texto, percebemos tais mercadorias como uma espécie de remédio ou solução para os problemas identificados na Igreja.
I. CONSELHO PARA COMPRAR OURO. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças...
Ouro, do latim,  alrum, brilhante. Podemos descrevê-lo como um metal amarelado de certo peso, e muito brilho, mas que em seu estado inicial, pode ser maleável, dúctil e sensível ao cloro. Em seu estado puro o ouro pode ser mole tornando-o impossível para o uso. Geralmente por ser formado de ligas metálicas  com outros metais, o Ouro pode ser encontrado no seu na forma de pepitas.
O Ouro é muito cobiçado por seu valor é seu uso se dá, geralmente em joalharias e na fabricação de moedas, além de ser o padrão monetário de muitos países. O ouro  simboliza pureza, valor, realeza, ostentação, brilho, etc. (A África do Sul é o maior produtor mundial de ouro e o Brasil está em 14° lugar).
NO contexto apocalíptico, o ouro é a primeira mercadoria oferecida pelo mercador. Sua compra seria algo como um caminho oportuno de saída de um estado de "mornidão" espiritual para o acesso à uma vida de entregas melhores e bem maiores no que diz respeito a vida com Deus.
⏩ O Ouro precisa ser trabalhado para que se torne útil para sua aplicação na produção de jóias. Vamos perceber aplicações interessantes que nos indicam formas ou estilos de vidas a serem desenvolvidas para o avanço espiritual em nosso dia a dia. O Ouro indica:
➡ PUREZA. ➡ VALOR. ➡ REALEZA. ➡ BRILHO.
Qual o estado em que os crentes Laodicenses são descritos?
A resposta é: Nem frios nem quentes. A indicação de não terem uma temperatura constante nos faz perceber está existe algum fator defeituoso.  Se não permanecem quentes, isto indica que há um processo de resfriamento que deve ser investigado.
A mornidão espiritual é  entendida como um estado de fraqueza. A expressão "nem frio nem quente" indica um estado que pode simbolizar uma vida uma espiritual irregular. Em um dia   busca e entregas espirituais, mas em outro, o distanciamento da fé
Este é um perigo muito grave e infelizmente não era um problema somente dos Laodicenses. Não é difícil encontrarmos pessoas hoje, na igreja que por razões banais se enfraquecem na fé e como resultado se afastam do culto na Igreja. Olham para seus problemas, suas dificuldades, suas limitações e escolhem não lutar mais...
Para pessoas assim, o mercador oferece o Ouro. Ap 3:15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente... O Ouro por aquilo que representa descreve quatro qualidades necessárias à uma autêntica vida com Deus.
A PUREZA o VALOR, a REALEZA e o BRILHO. Se  permitirmos a ausência destas qualificações em nossa vida espiritual, dificilmente nos manteremos-os constantes em relação a nossa fé.
1. A PUREZA. Pureza é um estado de limpidez, ausência de sujidade ou de contaminações. Representa nosso estado atual, isto é, após nosso encontro pessoal com o Senhor Jesus. Todos os nossos pecados, todos os nossos erros, todas as sujeiras e contaminações simplesmente foram "apagados" pelo sacrifício do Senhor Jesus na Cruz do Calvário. Nosso estado era de "mortos" pela podridão e sujidade dos nossos o pecados. Cl 2. 13,14 e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz;
 Nossa situação mudou de condenados a morrer em nossos delitos e pecados para salvos,  livres de toda a condenação. Rm 8:1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
2. O VALOR. Valor fala de preço, fala de méritos. Aqui a representação fica por conta da cruz de Cristo. Não tínhamos nenhum direito e nada fizemos para merecer os atos da graça salvadora de Deus. Não havia preço que fôssemos capazes de pagar. 1Pe 1:18,19 Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo. 
O preço é altíssimo e não existia fortuna neste mundo capaz de pagar. Sl 49:7,8 Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, nem por ele dar um resgate a Deus, (pois a redenção da sua vida é caríssima, de sorte que os seus recursos não dariam;
Mas, mesmo em decorrência de nossa vida de pecados, Deus nos amou, e nos amou com um amor tão grande que chega ser inatendível. Não conseguimos, com nossa mente humana, vislumbrar a grandeza deste amor. Um amor que deu... Jo 3:16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Após o recebimento do Sacrifício do Senhor Jesus na Cruz do Calvário, toda nossa culpa foi perdoada. Mesmo Não  tendo nenhuma condição de pagar pelo preço estabelecido pelo resgate, mas o Senhor Jesus, pelo seu muito amor com que nos amou, pagou o preço que não tínhamos nenhuma condição de pagar. Ef 5:2 e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.
3. A REALEZA. Realeza e um estado de nobreza. Diz-se que uma pessoa tem "realeza"  quando ela pertence a uma família real. No caso isto se relaciona a Reis, rainhas, príncipes e princesas.  Aqui vemos na realeza a condição que passamos a usufruir diante da Pessoa divina. A vida em contato diário com Deus e com Sua Palavra nos faz portadores de um tesouro incomparável.
Isto nos coloca em um estado de verdadeira comunhão com Deus. Rm 10:12 Porquanto não há distinção entre judeu e grego; porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que o invocam. A Graça Salvadora é, sem dúvida, o maior bem que podemos adquirir.
É um estado de riqueza que não se compara a bem algum deste mundo. Seu valor é infinitamente maior que todo os tesouros que o mundo tem para nós oferecer.  2Co 8:9 pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos.
A realeza representada pelo ouro do mercador aponta para a vida que optamos ter ao lado do Senhor Jesus. Uma vida de filhos e herdeiros com direitos reservados por Deus, para nós no céu.
4. BRILHO. O brilho fala de claridade, fala de luz. Pode representar ainda um estado de destaque ou reconhecimento por aptidões ou por capacidades recebidas diretamente de Deus. Finalmente surge o  o brilho. E este  representa nossa real condição ao lado do Mestre. Em virtude da transformação que experimentamos pelo sacrifício da Cruz no Calvário. Fomos libertos e por causa liberdade nos tornamos portadores de luz para outras pessoas e até  a outras nações.  O brilho representa a ação sobrenatural do Espírito Santo que nos conduz como portadores da mensagem da salvação. As pessoas precisam ver o brilho do Espírito Santo em nós para que sejam alcançados pela Palavra da vida eterna.  1Pe 1:7 Para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;
II. CONSELHO PARA COMPRAR AS VESTES BRANCAS. ... e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez;
Se o Ouro tem toda estas representações que vimos, vamos agora observar as vestes que o mercador oferece. A primeira coisa que devemos notar é que é uma roupa tem uma cor específica, ela é branca. ...e vestes brancas, para que te vistas.
Em segundo lugar, percebemos que a veste tem como característica, cobrir o corpo inteiro. Era, portanto uma veste comprida e com certeza feita de um tecido bem especial. O corpo não ficava a vista. ...e não seja manifesta a vergonha da tua nudez
O que podemos aprender?  Que lições temos desta  mercadoria oferecida pelo mercador? Vejamos...
1. A NUDEZ.  A nudez é um estado da ausência total ou parcial da roupa. Dizemos que uma pessoa está nua, Quando ela está sem roupas. e é deste termo que surge a palavra "nudez". A primeira descoberta do homem após desobedecer a Deus, foi justamente seu estado de nudez. Gn 3:6,7 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
 No Apocalipse o termo assume uma posição espiritual. Quanto o texto fala "vestes brancas" é transmite um estado de qualificação do crente onde o branco vai representar a certeza da nossa eternidade ao lado de Deus. As vestes brancas são a certeza da integridade adquirida na nossa nova morada, os céus.  Ap 3:5 O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
O  livro de Apocalipse nos apresenta de vestes brancas no céu, e mais a frente também somos vistos retornando com o Senhor Jesus Cristo na Sua vinda em glória. Ap 19:14 Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.
As vestes brancas apontam para a eternidade Mas não se trata de uma eternidade qualquer, não fala de uma vida de possíveis possibilidades de alegria. As vestes brancas apresentadas pelo mercador do Apocalipse é a certeza da eternidade ao lado do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Ap 22.14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
III. CONSELHO PARA COMPRAR COLÍRIO. ... e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
A última mercadoria que o vendedor apresenta é o colírio. O colírio é  um medicamento para ser aplicado diretamente nos olhos e serve para tratar problemas relacionados a visão, como desconforto, ressecamento, alergias, etc. Aqui  nesta última mercadoria fica uma representação toda especial, talvez tenha sido a última mercadoria a ser oferecida em razão do seu significado.
Para compreendermos o que representa o colírio, vamos repassar de forma bem resumida as mercadorias anteriores.
1. O Ouro. Representa o sacrifício de Cristo no Calvário, e a libertação que experimentemos ao recebê-lo como Salvador  e Senhor da nossa vida. At 4:12 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.
2. AS VESTES BRANCAS. Representa o Prêmio final pelo nosso arrependimento e por nossa entrega. Mostra que ao final da nossa jornada aqui na terra temos um reino preparados por Deus, para nós no céu. 2Pe 1:11 Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
3. O COLÍRIO. 1Pe 5.4 E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória.
Finalmente temos o colírio. Tudo o que vimos até  aqui, só acontecerá após o uso deste colírio. O colírio apresentado pelo mercador fala da nossa capacitação em ver a perfeita obra que foi feita realizada pelo Senhor Jesus na Cruz do Calvário, e entender este processo da  salvação é a para nós a garantia de que tudo o que vimos até aqui se cumprirá. Gl 2:20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.
O colírio representa a percepção destas coisas espirituais  que nos condiciona a entender e desejar essa nova vida com Deus.
O mercador está oferecendo suas mercadorias... Is 55:1 Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.
Posso ouvir o seu grito... Is 55:2,3 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão! e o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e deleitai-vos com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um pacto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências prometidas a Davi.
Podemos ouvir o mercador oferecer seu produto... Is 52:3 Porque assim diz o Senhor: Por nada fostes vendidos; e sem dinheiro sereis resgatados.
O mercador hoje? Ele é o Jesus Cristo...



sábado, 7 de janeiro de 2017

Romanos Lição V

ESCOLA BÍBLICA VALE DAS BENÇÃOS
EM BACAXÁ/ SAQUAREMA
CARTA AOS ROMANOS
Lição V

Romanos 3.1-31. 1 - QUAL é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? 2 - Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas. 3 - Pois quê? Se alguns foram incrédulos, a sua incredulidade aniquilará a fidelidade de Deus? 4 - De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, E venças quando fores julgado. 5 - E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? (Falo como homem.) 6 - De maneira nenhuma; de outro modo, como julgará Deus o mundo? 7 - Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador? 8 - E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa. 9 - Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; 10 - Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. 11 - Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. 12 - Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. 13 - A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; 14 - Cuja boca está cheia de maldição e amargura. 15 - Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. 16 - Em seus caminhos há destruição e miséria; 17 - E não conheceram o caminho da paz. 18 - Não há temor de Deus diante de seus olhos. 19 - Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. 20 - Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. 21 - Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; 22 - Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. 23 - Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; 24 - Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. 25 - Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; 26 - Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. 27 - Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. 28 - Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. 29 - É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, 30 - Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão. 31 - Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.

Introdução: Finalmente passamos da abordagem dos pecados da igreja em Roma para uma área mais voltada a teologia sistemática. O Apóstolo agora aborda temas mais temáticos procurando mostrar a universalidade do pecado e ao mesmo tempo a inexistência, em Cristo, no que diz respeito a pertencer a este ou a aquele povo. É bem verdade que Paulo inicia sua descrição fazendo uma defesa ao povo judeu, declarando as supostas vantagens em pertencer a este povo.
  • A Circuncisão. v.1 QUAL é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?  Circuncisão refere-se a uma cerimônia religiosa em que é cortada a pele, chamada prepúcio, que cobre a ponta do órgão sexual masculino. Os meninos israelitas eram circuncidados no oitavo dia após o seu nascimento. A circuncisão era sinal da ALIANÇA que Deus fez com o povo de Israel. Gn 17.11 E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós. No NT o termo às vezes é usado para designar os israelitas. Gl 2.8 Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios. Outras vezes o termo significa a circuncisão espiritual, que resulta numa nova natureza, a qual é livre do poder das paixões carnais e obediente a Deus. Cl 2.11 No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; Segundo o dizer de Paulo, embora a circuncisão seja um símbolo externo que indique fidelidade ao Senhorio Divino, esta prática era também uma declaração de que eles haviam recebido diretamente de Deus a Sua Palavra. Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas. v.2. O desafio agora era é recompor a Igreja de Roma do seu presente estado de rebeldia e pecado para um estado de arrependimento e retorno a Deus. O texto que se segue é mais que um convite, é um chamamento para o entendimento de que o pecado é um mal que deve ser extirpado seja em que povo for. Gl 6:15 Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.

I. A CONDENAÇÃO E A INJUSTIÇA HUMANA.
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. v.12
Paulo, assim como fez no inicio da epístola faz uma apresentação do verdadeiro estado da situação humana. Paulo enfatiza desta vez o pecado como uma prática universal que é capaz de atingir não somente os romanos, mas a toda a espécie humana. Na sua afirmação: Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. v.10. Paulo cita as Escrituras para fortalecer o argumento de que a permanência neste estado de vida é um grande engano. Não devemos pensar que por simplesmente estarmos fazendo parte de uma Igreja estabelecida por Deus, nos fazemos verdadeiramente filhos de Deus. O pecado sempre será um excludente deste estado. É claro neste ponto de vista paulino sua descrição generaliza da maneira que se segue:
  •  Não há ninguém que busque a Deus... Não podemos pensar em uma Igreja sem a busca a Pessoa de Deus. Se a Igreja abre mão desta ferramenta fundamental, perde a oportunidade de viver o melhor de Deus para ela neste mundo. O próprio desenvolvimento do culto é uma aproximação onde à busca a Deus é parte integrante. Toda oração é feita direcionada a Deus e cada louvor entoado faz parte da adoração que lhe é devida.  Gl 5:6 Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. O contrário também é verdade, pois a ausência da busca a Deus coloca a Igreja em um estado de queda em direção ao pecado, e a única coisa que nos torna distante do nosso Senhor é exatamente a prática do pecado. Aquilo que deveria ter sido abandonado e não foi nos impede do encontro e de uma vida devocional verdadeira. O pecado, em razão da ausência da busca diária a Deus, vai assumindo nosso tempo, nossas vontades e sem percebermos substituímos nosso devocional por uma vida dupla onde tentamos 
  • viabilizar a prática pecaminosa com a vida na Igreja. ICo 10:21 Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
  • Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. A palavra "extraviar" tem o sentido de perder-se, de não chegar a seu destino, logo, apresenta a real condição do crente que tenta viver da maneira que o apóstolo descreve. A percepção paulina não podia ser outra: Uma pessoa extraviada dos preceitos de Deus caminha em direção contrária a uma vida com Deus. Isto diz respeito ao desvio moral e religioso. Se deixarmos de priorizar as coisas de Deus preferindo exatamente as coisas que Deus disse que deveríamos abandonar, nos tornamos pessoas que embora estejam na igreja, vivem muito longe do Senhor da Igreja. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
  •  sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente... A habilidade para o erro chega ao ponto de atingir a integridade e a credibilidade humana. O engano é uma espécie de moeda nos negócios escusos. Infelizmente muitos crentes, principalmente aqueles que usam de suas habilidades no falar, podem conduzir muitos de seus ouvintes fazendo deles vítimas do erro. Tratam e descumprem seus tratos com a mesma velocidade com que se enveredam cada vez mais neste perigoso terreno do engodo e da mentira. Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios...  Esta descrição da "língua enganosa" vai além das páginas da Carta aos Romanos. Os textos Sagrados tratam deste tema com a mesma seriedade, apontando para o fato de que com discursos do engano muitos fazem de seus ministérios uma espécie ferramenta arrecadadora de recursos de enriquecimento ilícito baseado em mentiras e engodos. Tt 1.10-11 Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. O Apóstolo Pedro, também conhecendo a existência de tais enganadores, faz algumas exigências aos que desejam assumir cargos importantes como o de presbítero. Pedro exige que tal ministério seja livre de ganância e com total voluntariedade no serviço. 1Pe 5:2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
A descrição Paulina que se segue, é capaz de nos deixa muito intrigados e pensativos: vv.14, 15,16 - Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria. Será que Paulo está tratando com crentes mesmo? A sua descrição foge completamente daquilo que a Bíblia determina como estilo de vida. Não tem nenhuma similaridade como os parâmetros bíblicos para nós.
ü  Boca cheia de maldição? A Bíblia nos ensina diferente quando diz: Ef 4.29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.
ü  Pés ligeiros para derramar sangue? O profeta Isaias nos dá melhor direcionamento ao uso dos nossos pés. Is 52.7 Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina!
ü  Caminhos de miséria? Como pode ser isso? O que nos foi oferecido e o que recebemos quando se diz respeito a caminho é o próprio Senhor Jesus. Jo 14.6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

II.  A ABUNDÂNCIA DA GRAÇA DE DEUS.
VV.22,23 Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
A convicção final fica por conta do fato de que o pecado e seus efeitos nocivos podem ser contidos pela fé na Pessoa bendita do senhor Jesus. Este é o grande diferencial na situação descrita pelo Apóstolo Paulo. Fica aqui a condição de escolha. Parece que o melhor a fazer seria dar início a um novo corpo ministerial instituindo novos obreiros para estarem à frente do reanho. Pessoas dedicadas, fiéis a Deus e compromissadas com a Palavra, era o mínimo a se exigir aos candidatos a tais funções. No entanto o Apóstolo prefere seguir um caminho de terapia, de tratamento dos doentes na tentativa de recuperá-los para Deus, ao invés de lançá-los fora. Paulo declara que o pecado sendo um mal que atingiu toda a humanidade era de se esperar em seus resultados tamanha destruição. "Todos Pecaram..." é a descrição paulina da situação. Se tivermos a situação no quadro em que se encontrava, o tratamento não é nada fácil, e a solução será encontrada segundo o conceito de trabalho exercido por cada igreja. E aí, não há como definirmos o tipo de tratamento, o que não podemos é deixar as coisas como descritas pelo apóstolo. vv.28,29 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,

A primeira coisa a se perceber, é a decisão de arrependimento. Se há esta liberalidade, então as coisas se encaminham para um acerto, caso contrário, não há saída, a substituição é inevitável. A Graça de Deus é o elemento de definição em casos assim e a Igreja deve ter em seu estatuto as formas de tratamentos punitivos a tais obreiros ou membros. No caso da Igreja em Roma, sua membresia era composta tanto de judeus como de gregos e Paulo precisou enfatizar que o tratamento deveria ser o mesmo independente da nacionalidade. vv.30,31 Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão. Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.

A conclusão final deste capítulo fica por conta da verdade de que a Fé em Jesus Cristo não pode ser anulada por quem quer que seja. Não existe doutrina capaz de eliminar seus efeitos benéficos em relação ao pecador arrependido. A necessidade mais urgente da Igreja hoje é de pessoas que estabeleçam em suas vidas a comunhão e obediência a Deus.





terça-feira, 15 de novembro de 2016

A ABSOLUTA NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL VALE DAS BÊNÇÃOS EM BACAXÁ, SAQUAREMA – RJ.
"TEOLOGIA, A DOUTRINA DE DEUS”.
LIÇÃO II A ABSOLUTA NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS.

Texto Básico: Salmos 19:1-14 1 - OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. 2 - Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. 3 - Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. 4 - A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, 5 - O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. 6 - A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor. 7 - A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. 8 - Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. 9 - O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente. 10 - Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. 11 - Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa. 12 - Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. 13 - Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. 14 - Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!

Introdução: A Palavra Teologia vem de dois termos gregos: "theos" que significa Deus, e "logos" que significa discurso/ciência, ou tratado. Por se tratar de uma ciência, o estudo da Teologia costuma trilhar por alguns diferentes caminhos que devem ser analisados no sentido de que não fique dúvidas ou mesmo confusão entre as diversas contextualizações. O estudo da Teologia pode caminhar pelos seguintes argumentos:

➡ A Teologia, Estudo ou Ciência de Deus. Esta é a Teologia que investiga tudo o que diz respeito a Pessoa Deus. Por isso, ela também se interessa pelo papel dos homens na história e pela moral. Distinguindo-se essencialmente como teologia revelada, apoia-se naquilo que considera ser a Palavra de Deus, isto é, nos textos da Bíblia, e em teologia natural, apoiando-se na experiência e razão humanas.

Teologia natural ou racional. É a ciência do ser divino ou do ser perfeito, a parte da *metafísica que trata da existência de Deus e de seus atributos, com base exclusivamente na razão humana.

Teologia dogmática ou revelada. Este tipo de teologia se baseia na tradição cristã, sua exposição sistemática e argumentada nos dogmas da fé e das verdades reveladas, com base nos textos sagrados. Pode ser mais bem definida nas definições dos termos escolásticos e patrísticos.

Teologia negativa. Doutrina segundo a qual não podemos ter um conhecimento direto de Deus e de seus atributos, dados os limites da razão humana, porém podemos conhecê-lo apenas através de seus efeitos na criação.

Para cumprirmos o nosso objetivo primordial na EBD, o estudo da Teologia deverá ser investigado criteriosamente as luz das Sagradas Escrituras. Caminharmos por este tema observando, portanto fatos que dizem respeito a Sua Revelação, e em paralelo analisaremos a Pessoa de Deus segundo os argumentos doutrinários defendidos pelos Pais da Igreja e pelas principais Escolas da Igreja antiga. Portanto nossa Teologia assumirá um aspecto de estudo e ciência de Deus segundo a dogmática da Revelação.

I. A EXISTÊNCIA DE DEUS.
“Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo”, Jo 7.17.
O estudo de teologia nos conduz a duas importantes pressuposições em relação a Pessoa de Deus. Primeiro: Deus existe; e logo em seguida: Deus se revelou através da Sua Palavra. A Bíblia Sagrada será o principal documento para compreendermos o que Deus revelou a respeito de Si mesmo e a respeito de Sua relação para com as Suas criaturas. Todo material desta dogmática teológica bíblica, deverá exibir-se em um estudo de Deus feito pela aplicação do método trinitário, que disporá o assunto sob os três títulos: O Deus Pai; O Deus Filho; e O Deus Espírito Santo.

1. PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS.
“Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor”, Os 6.3.
Não vamos conseguir falar de Deus caso não admitamos francamente que Ele existe. A pressuposição da teologia cristã tem uma visão muito bem definida, e não trata a Pessoa de Deus como uma suposição de que exista alguma coisa, por trás de alguma ideia ou ideal, que tenha algum poder ou tendência com algum propósito, a que se possa aplicar o nome de Deus. Absolutamente! A Teologia apresenta Deus como Um Ser Pessoal Auto-Consciente, Auto-Existente, que é a origem de todas as coisas e que transcende a criação inteira, mas ao mesmo tempo é imanente em cada parte da criação. A existência de Deus não é de forma alguma definida por uma ideia ou demonstração lógica que deixe lugar para dúvida. Mas, a verdade da existência de Deus embora seja aceita pela fé, esta fé, se baseia numa informação confiável, que é a Bíblia Sagrada.

Nós os cristãos aceitamos a verdade da existência de Deus pela fé, entretanto nossa fé não é uma fé cega, mas uma fé que se baseia em provas muito bem estabelecidas: “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor”, Os 6.3. Os Teólogos procuram dividir a revelação de Deus à humanidade em pelo menos duas formas distintas. A Revelação Geral que corresponde a verdades em que podemos aprender sobre Deus através da natureza. A Revelação Especial que é a maneira em que Deus revela a verdades em relação a Sua Pessoa de maneira mais específicas.

Primeiramente as Escrituras Sagradas. A revelação nas Escrituras é o tipo de Revelação considerada Especial de Deus. Entretanto a prova argumental bíblica sobre Deus não nos vem na forma de uma declaração explícita, e menos ainda na forma de um argumento lógico, esta não é uma característica dos Livros Sagrados. A Bíblia não se preocupa em provar a existência de Deus. Em razão disso, podemos dizer que o texto que mais se aproximará de uma declaração explícita talvez seja o Hebreus 11:6 “... é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. A Bíblia apenas vai apresentar de forma antecipada a existência de Deus em sua declaração inicial, “No principio criou Deus os céus e a terra”. Neste texto, a Bíblia não somente se preocupa em descrever a Deus como o Criador de todas as coisas, mas o apresenta também como o Sustentador de todas as Suas criaturas,  e Governador de indivíduos e nações. A Bíblia testifica o fato de que Deus opera todas as coisas de acordo com o conselho da Sua vontade, e revela de forma gradativa toda a realização do Seu grandioso propósito de redenção. Podemos ver a Pessoa de Deus em quase todas as páginas da Escritura Sagrada em que Ele se revela em palavras e atos. Esta revelação de Deus constitui a base da nossa fé na existência de Deus, e a torna uma fé inteiramente razoável. “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem, pela loucura da pregação”, 1Co 1.20, 21.

⏩ A revelação de Deus na natureza. Este tipo de revelação é conhecido por "Revelação Geral". Baseia-se em uma expressão teológica para designar a revelação de Deus à humanidade através, em especial, da Sua obra na criação. Em acordo com a declaração do Salmo 19.1 A existência e o poder de Deus podem ser vistos claramente através da observação do universo. OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. A ordem dos detalhes e maravilha da criação fala da existência de um Criador poderoso e glorioso são descritos também na Epístola aos Rm1:20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;

II. A NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS.
A crença na Pessoa de Deus, segundo os estudiosos das religiões, é uma pratica considerada universal mesmo entre as mais atrasadas nações e tribos do mundo, de alguma forma, pode ser notada. Isto não significa, contudo, que no mundo também não existam pessoas que neguem completamente a existência de Deus, e o pior, vamos descobrir que mesmo em terras consideradas cristãs seremos capazes de encontrar um considerável número de pessoas que não vejam Deus como uma Pessoa de perfeições infinitas que realiza todas as coisas segundo um plano predeterminado. É sobre este tipo de forma de negação que vamos nos deter aqui. Este tipo de negação pode assumir várias formas e, na verdade assumiu no curso da história, trazendo um prejuízo sem precedentes a humanidade inteira.

1. ATEÍSMO, A ABSOLUTA NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS.
Sl 14.1 “Diz o insensato no seu coração: não há Deus”
Tendo em vista existir forte prova da ideia de Deus na mente humana, mesmo entre as tribos não civilizadas, Porque algumas pessoas negam a existência de Deus? A resposta está no fato da existência de pessoas que assumem uma posição de "não fé". São Pessoas considerados ateus. Os ateus de uma forma religiosa ou prática negam a existência de Deus, ou simplesmente preferem acreditar que Deus não exista. A saber, existem dois tipos de ateus, os ateus práticos e os ateus teóricos.

Os Ateus práticos. São simplesmente pessoas que não tem uma religião. Em suas vidas práticas não contam com Deus, e vivem como se Deus não realmente não existisse.

Os Ateus Teóricos. Estes tipos de ateus são em regra, de um tipo mais intelectual, e baseiam a sua negação num processo de raciocínio. Procuram provar que Deus não existe usando para este fim aquilo que lhes parece argumentos racionais conclusivos.

Tendo em vista a existência de um senso religioso implantado em todos os seres humanos, pela criação do homem à imagem de Deus, ninguém nasce ateu. O ateísmo resulta de um estado de perversão moral do homem desejoso de fugir de Deus. É deliberadamente cego para o instinto mais fundamental do homem, para as necessidades mais profundas da alma, para as mais elevadas aspirações do espírito humano, e para os anseios de um coração que anda tateando em busca de um ser mais alto; é cego para estas realidades e as procura suprimi-la na "não crença" em Deus.

2. OS ATEUS PRÁTICOS.
As Escrituras como a experiência atestam a existência do que chamamos de "Ateus Práticos". Paulo lembra aos Efésios que eles tinham estado anteriormente “sem Deus no mundo”, Ef 2.12. Confirmando algo que a experiência também dá abundante testemunho. Eles não são necessariamente ímpios notórios aos olhos dos homens, mas podem pertencer aos assim chamados “homens decentes do mundo”, embora consideravelmente indiferentes para com as coisas espirituais. Tais pessoas muitas vezes têm a consciência do fato de que estão em desarmonia com Deus, tremem ao pensar em confrontá-lo e procuram esquecê-lo. Na época presente, milhares desses ateus práticos pertencem à Associação Americana para o Progresso do Ateísmo.

3. OS ATEUS TEÓRICOS.
Os ateus teóricos são diferentes. Geralmente eles são um tipo mais intelectual e procuram justificar a afirmação de que não há Deus por meio de argumentação racional. O professor Flint distingue três espécies de ateísmo teórico, a saber,

Ateísmo dogmático. Nega de forma peremptória a existência de um ser divino.
Ateísmo cético. Duvidam da capacidade da mente humana em determinar se há ou não há um Deus.
Ateísmo crítico. Sustenta que não há nenhuma prova válida da existência de Deus.

Frequentemente estes tipos de ateísmos caminham de mãos dadas, mas mesmo o mais moderado deles realmente declara que toda e qualquer crença em Deus é pura ilusão.

No ateísmo é fácil percebemos um fragmento de pensamento agnóstico, que até admite uma possibilidade da existência de Deus, mas acaba nos deixando sem um objeto de culto e adoração exatamente como faz o ateísmo dogmático. Contudo, o verdadeiro ateu é sem dúvida, o dogmático, pois nele o homem afirma categoricamente a não existência de Deus. Esta afirmação significa uma de duas coisas: Ou ele não reconhece Deus nenhum, de nenhuma espécie, e não erige para si, nenhum ídolo, ou que ele não reconhece o Deus da escritura. Existem muitos poucos ateus que na vida prática não modelam nenhuma espécie de Deus para si próprio. No entanto há um número grande daqueles que teoricamente põem de lado todo e qualquer percepção em relação a Deus; e um número ainda maior dos que romperam com o Deus da Escritura. O ateísmo teórico geralmente está embasado em uma espécie de teoria científica ou filosófica das quais vamos citar:

O MONISMO MATERIALISTA. Em suas várias formas, o ateísmo normalmente anda de mãos dadas com o materialismo pré-socrástico propondo-se a fornecer uma explicação do mundo físico, dizendo que todos os objetos do mundo são compostos por um único elemento ou substância que se enquadra em apenas uma realidade, neste caso a material.

O IDEALISMO SUBJETIVO ABSOLUTO. É um tipo de idealismo se caracteriza pela suposição de que a única realidade plena e concreta é de natureza espiritual materialista e sensível a objetos poucos evoluídos. O Idealismo pode até nos deixar a ideia de Deus, mas nega que haja qualquer realidade que lhe corresponda.

O HUMANISTA MODERNO. O Humanismo moderno, também chamado de "Humanismo Naturalista ou Científico". Se define como uma filosofia que rejeita todo sobrenaturalismo e se apoia na razão e na ciência, na democracia e na razão humana. Para eles a crença básica é: “Deus” simplesmente significa o espírito da humanidade, o sentimento de integralidade, meta racial e outras abstrações desta espécie.

O PANTEÍSMO. Esta filosofia procura fundir o natural com o sobrenatural, o finito e o infinito numa só substância. A Base do ensino Panteísta é "Deus é tudo, e tudo é Deus". Para eles, Deus está presente em todo o universo, em cada elemento. Muitas vezes falam de Deus como base no oculto do mundo fenomenal, mas não o reconhecem como pessoal e, portanto não dotado de inteligência e vontade. Ousadamente declaram que tudo é Deus, assim incluem também Deus a todo o mal do mundo. Spinoza pode ser chamado “O homem intoxicado por Deus”, mas o seu Deus certamente não é o Deus que os cristãos cultuam e adoram. Seguramente, não pode haver dúvida da presença de ateus teóricos no mundo. Quando David Hume expressou dúvida a respeito da existência de um ateu dogmático, o Barão d’Holbach replicou: “Meu caro senhor, neste momento estais sentado à mesa na companhia de dezessete pessoas dessa classe”. Os que são agnósticos quanto à existência de Deus podem diferir um tanto do ateu dogmático, mas eles, como estes últimos, deixam-nos sem Deus.

bibligrafia.
http://question.org.portuguese.revelaçãodedeus.
Teologia sistemática, Louis berkhof
http//Winkipedia.org.materialistas
wwwhumanismosecular.org

CARTAS AOS ROMANOS LIÇÃO IV

ESCOLA BÍBLICA VALE DAS BENÇÃOS
EM BACAXÁ/ SAQUAREMA.  CARTA AOS ROMANOS
LIÇÃO IV " A Questão do Julgamento"

Texto Básico: Romanos 2:1-16 1 - PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo. 2. E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem. 3 - E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus? 4 - Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? 5 - Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; 6 - O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: 7 - A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; 8 - Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade; 9 - Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego; 10 - Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego; 11 - Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. 12 - Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. 13 - Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. 14 - Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; 15 - Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; 16 - No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.

Introdução: Paulo inicia este novo capítulo dando a impressão de que pretende mudar o assunto discorrido no primeiro capítulo. Mas o que ele faz é trazer uma palavra de repreensão ou de alerta aos crentes que vivem uma vida de aparências. Paulo depois de tratar de assuntos de tamanha seriedade, ele agora precisa se dirigir para membros, em plena atividade, que vivia uma aparência fingida, condenando outras pessoas, mas fazendo exatamente o que tais pessoas faziam. Condenavam a prática do pecado, mas viviam na mesma prática. Paulo se vê obrigado a exorta estes "crentes" ou supostos crentes, que para piorar as coisas,  talvez até ocupassem posições de liderança, mais, no entanto, eram exatamente iguais aos citados anteriormente. Viviam de forma disfarçada suas vidas de depravação e pecados e no sentido de esconderem suas práticas pecaminosas, faziam uso de uma prática que não era autorizada por Deus que é de julgar outras pessoas. Ainda mais pelo fato de que tais "julgadores" cometiam as mesmas práticas pecaminosas das pessoas que eles julgavam.

Mas Paulo é claro na sua colocação: PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo. Vamos observar mais de perto as circunstâncias que envolvem toda essa problemática, e com certeza servirá de luz que nos ensinará a não trilhar por caminhos parecidos. Bom estudo!

I.  A QUESTÃO DO JULGAMENTO.
v.3 E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?
Paulo começa este capítulo com uma palavra pouco utilizada em nosso vocabulário: "Inescusável". A Tradução Revista e Corrigida (RC) utiliza o termo "Indesculpável" e é acompanhada pela NVI e pela NTLH, que muda apenas as colocações das palavras: "Você não tem desculpa...". O dicionário Informal traduz o termo inescusável como algo que não se pode desculpar por deixar de fazer. Segundo o mesmo dicionário a palavra é muito utilizada em direito penal. Significa dizer que o indivíduo não pode se retratar depois de cometido o ilícito. De outra sorte, trazendo para o meio social, não cabe pedir desculpas. Como exemplo o dicionário cita que em crimes de calúnias e difamação (artigos 138 e 139) é escusável a retratação, enquanto que no crime de injúria (artigo 140) é inescusável, ou seja, não há retratação. Paulo sabe exatamente o que e com quem está falando. O pecado deve ser tratado de forma muito séria e não podemos abrir precedentes para quem quer que seja. A vida cristã é uma vida de compromisso com a Palavra de Deus e disto, não podemos abrir mão.

1. UMA DOENÇA APARENTEMENTE SEM CURA.
...porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.
Quando olhamos para a aparência, forma ou atitude de uma pessoa utilizando nossa capacidade de percepção em relação a ela, na verdade, podemos estar fazendo um julgamento. Achamos a pessoa boa ou ruim, agradável ou insuportável. O pior é que muitas vezes erramos em nosso conceito. No caso da Igreja em Roma a situação foi um pouco pior. Parece que além de membros comuns, havia certas lideranças que constantemente julgavam outros membros. No entanto estes que se ocupavam em julgar eram pecadores no mesmo grau das pessoas que eles julgavam. Cometiam exatamente os mesmos pecados. Não precisamos dizer que Deus a tudo vê, nada fica oculto aos seus olhos, e Ele mesmo se encarrega de fazer a separação.

E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem. Lembram-se do texto do joio e do trigo? Foi o próprio Deus quem fez a separação. Mt 13.26-30 26 - E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. 27 - E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio? 28 - E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?  29 - Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. 30 - Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro. Não cabe a nós o dever de julgar quem quer que seja. Se existem pessoas comprovadamente na prática do pecado, e a Igreja toma conhecimento, existem critérios no tratamento a tais pessoas. Elas não são expulsas nem desprezadas, mas, dependendo do pecado deverá enfrentar disciplinas que são previamente estabelecidas.

Durante o período de disciplina, tais pessoas devem ser orientadas no sentido de abandonarem tal prática e serem acompanhadas em oração. O problema de Roma era que as pessoas que deviam ser orientadores, eram praticantes dos mesmos tipos de pecados. Tornando assim impraticável a cura para os doentes, na verdade, todos estavam doentes. Deus tem o poder de trazer a cura, mas o tratamento deve ser extremamente com orientação Bíblica. Os que pregam a Palavra devem ser os primeiros a procurarem viver uma vida de retidão. O remédio para o pecado é o arrependimento genuíno das práticas pecaminosas e o abandono de tais práticas. Sem arrependimentos e o abandono de tais práticas, não haverá cura. Pv 28:13 O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.

2. A FALSA EXPECTATIVA.
E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?
Parece que a os crentes romanos vivam enganados em suas expectativas. Eles julgavam os irmãos na fé, a liderança, por certo aplicava algum tipo de punição por suas práticas, mas quando se tratava deles, eles fingiam nada estar acontecendo, parece que tinha uma falsa expectativa de que por possuírem algum cargo de trabalho, algum privilégio ou mesmo alguma liderança na igreja, não sofreriam nenhuma pena. Talvez, até o momento desta epístola, pensavam que eram "intocáveis". Mas não por Deus que a tudo vê, e é bom que não haja ilusão neste sentido, pois a Bíblia é bem clara: Gl 6.7-8 Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.

Seja qual for o caso, seja o considerado de menor escalão até o considerado, mas alto grau na Igreja, deve haver algum tipo de disciplina que seja aplicado. Não é possível que sejamos conduzidos por pessoas completamente envolvidos em pecados. A disciplina não deve ser unilateral. Independente de quem cometeu o pecado, os erros devem ser punidos exemplarmente. É muito comum em nossos dias casos de pastores ou líderes de departamentos que se envolveram em casos de pedofilia, adultério, homossexualismo ou coisas do gênero, e absolutamente nada sofreram como punição por seus erros. Quando são disciplinados, geralmente suas penas são muito brandas em virtude do pecado e da responsabilidade por eles exercida. “... cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?". Suas penas, em relação a seus cargos, deveriam ser maiores do que a pena de um membro que não exerce nenhum cargo de liderança.

II. O PECADO DO HOMEM E A IRA DE DEUS.
v. 5 Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;
Paulo ao falar do tipo de vida que os romanos estavam levando não poupou argumentos para provar o quanto eles estavam agindo de forma errada. Primeiro ele fala do coração e cita o estado do coração dos crentes romanos. Ele os classifica como duros e impenitentes.

Coração duro. Um coração classificado como duro, neste caso, não tem a ver com sua consistência física, mas de seu estado emocional. Geralmente pessoas com o coração assim, são pessoas com dificuldades de perdoar, de amar, de buscar companhias, de ceder, de pedir perdão, etc. Estes sentimentos impedem todo tipo de relacionamento, inclusive o relacionamento com Deus. Talvez fosse uma das razões em que os crentes romanos preferiam julgar a dar uma oportunidade ao arrependimento e a cura.

Coração Impenitente. Um coração impenitente é um coração incapaz de avaliar consequências. Ele prefere continuar no erro a dar condições de acertos a outras pessoas,

Paulo tenta trazer entendimento ao coração dos crentes romanos que uma busca se faz necessária no sentido de alcançarem o perdão divino. Ao mesmo tempo os exortam a que ajudem aqueles que como eles precisam da cura. O remédio é apresentado no verso 6. Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? O remédio necessário encontra-se exatamente na postura de reconhecimento da Pessoa de Deus, e é o que Paulo faz questão de apresentar aos Romanos, o Deus paciente, longânime e benigno cujo prazer está em oferecer o perdão ao pecador arrependido.

O profeta Isaías reforça o argumento em Is 57.15 Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos. Aqui, o coração contrito é o coração arrependido e disposto a voltar-se para Deus.

Paulo aproveita o argumento é trata logo de apresentar aos romanos a condição reservada segundo as escolhas que eles fizerem.

A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção. v.7. Paulo começa descrevendo a situação infinitamente melhor para aqueles que, como ele diz, "procuram a incorrupção". Esta procura deve ser entendida como a resolução da mudança de vida, do abandono de vez do pecado e decisão consciente em servir ao Senhor com fidelidade. O resultado: A vida eterna!

Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade. v.8.  Paulo não esconde a condição final para aqueles que preferem continuar em pecado. Ele apresenta um estado de indignação da parte de Deus em relação ao homem contencioso, que vive em desobediência conduzindo sua vida em iniquidade contra a Pessoa divina. o resultado apresenta duas palavras que devem ser extremamente temidas:

TRIBULAÇÃO: O sentido desta palavra é bem patente: Aflição, agonia, tormento, adversidade, angustia, grande luta. Podemos descrever uma pessoa atribulada como alguém que em virtude de seu desespero, não consegue ver uma saída para a situação em que se encontra.

ANGUSTIA. Vimos que angustia é uma definição do termo tribulação, no entanto o termo é mais abrangente, pois define um estado de depressão física acompanhado de opressão. A angústia trás fraqueza, desânimo, mau humor, insatisfação e em muitos casos leva ao estado do suicídio. Em resumo, a angústia é um estado de extremo sofrimento.

O mais intrigante nisso tudo, é que ambos os estados descrito por Paulo relaciona-se a eternidade. Se já é difícil imaginarmos a tribulação e angustia por um tempo finto, imaginem tribulação e a angustia por um tempo que não tem fim. Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão... v.9a

CONCLUSÃO:
13,16- Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados... No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.
Paulo deixa claro ao final do verso 2 que o fato de ser ouvinte, não o livra o ser humano de seus pecados. A justificação somente acontece quando recebemos o Senhor Jesus Cristo e vivemos uma vida de obediência a Palavra de Deus. Esta é a base para nossa salvação


















sábado, 12 de novembro de 2016

DEZ LONGOS ANOS...

DEZ LONGOS ANOS...

Is 54.17 Toda ferramenta contra ti não prosperará, e toda língua que se levantar contra ti em juízo tú a condenarás; está é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor.

Int. O que conteceu a dez anos que merece ser lembrado? Isto mesmo, uma coisa que aconteceu em uma década que mereçeu ter ficado em nossa lembrança? Em dez anos o que buscamos? Em dez anos o que fizemos de relevante?

Sem dúvidas, estamos falando de um tempo muito logo e consequentemente muitas coisas aconteceram ao longo deste tempo.

EM uma década aconteceram coisas que nos marcaram, que nos trouxe momentos de muitas felicidades. Mas, em dez anos não tivemos somentes momentos bons. Fomos surpreendidos por sentimentos ou acontecimentos ruins. Perdas irreparáveis. Coisas que fizemos ou mesmo deixamos de fazer e que talvez nem seja bom ficar comentado, afinal passaram. É melhor evitarmos lembranças que podem ser tristes ou desagradáveis.

O Culto de hoje tende a nós conduzir, como que em uma máquina do tempo a uma data no passado. Na verdade nem sabemos ao certo está data

 Mas, Estamos falando de voltar uma década... 120 longos meses. 3.600 dias.  86.400 horas. 5.184.000 minutos e  311.040.000 segundos.

Nossa máquina do tempo pretende nos conduzir a 311 bilhões de segundos de volta ao passado...

O que veremos exatamente lá que compense todo este esforço? A nossa pergunta deve estar sendo: O que  aconteceu nestes 10 anos que compense ser lembrados e festejados?

Talvez uma olhadinha a nossa Volta traga a resposta a nossa dúvida. Uma simples olhada, talvez seja a resposta que estamos procurando...

Hoje é um dia extremamente especial, é o dia de falarmos de um acontecimento que marcou vidas e trouxe para um só lugar muitas famílias, formando, o que somos hoje, uma única família.

Hoje é Dia de falarmos de uma história que começou a ser escrita a dez anos atrás por dois homens.  Um neste tempo já fixava residência próximo daqui. Outro vem lá do Sul do País, apenas um ano em que tudo começará.  
Ambos foram obedientes a um chamado divino que os confrontou diante de suas disponibilidade de tempo e aptidão para agradar aquele que os chamou.

Receberam um convite e Fizeram a escolha que mudou suas vidas para sempre. O Chamado acontece assim mesmo, somos convidados a escolher obedecer ou não. Um chamado pode ser negligênciado, ou podemos aceitá-lo de bom grado. Mas deixa eu dizer uma coisa escolher obedecer...  é sempre a melhor escolha. 2Co 10. 4,5 pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo;

Obediência a Cristo, foi a escolha que fizeram. Talvez eu esteja falando de pessoas que nem escolheram ou fizeram questão de assumir qualquer responsabilidade igual a essa. Talvez eles  não se viam com a menor condição. Mas o interessante, e que marca está história, é que Deus gosta de pessoas assim. Fp 1:21-23 Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher.Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.

É é exatamente por isso que desta história podemos e queremos aprender importantes lições.

1. AS MELHORES ESCOLHAS NEM SEMPRE SÃO AS QUE ACHAMOS SEREM AS MELHORES ESCOLHAS. MAS,  AS MELHORES ESCOLHAS SÃO AQUELAS QUE DEUS SABE SER A MELHOR ESCOLHA. Jo 15:16 Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

Talvez precisemos parar um pouquinho  para entender esta teologia. Viver com Cristo, segundo Paulo, é milhões de vezes melhor do que qualquer outra coisa imaginável. É algo tipo o que disse o salmista. Sl 84.10 Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil...

Paulo, como qualquer um de nós, teve suas dúvidas. Questionamentos que as vezes, como a ele, nos impele a fazermos ou deixarmos de fazer alguma coisa. Em razão das nossas dúvidas, temos nossas escolhas como certas ou erradas. E sempre tendemos optar pelo lado do que simplesmente achamos ser o melhor caminho. Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher...

Paulo viveu um momento assim, em um momento do seu ministério ele achou que o melhor mesmo a fazer, era "estar com Cristo". Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Partir e estar com o Senhor era o melhor negócio para o Apóstolo. Qualquer oferta que fosse diferente desta não lhe enchia os olhos. Mas, entretanto havia um outro lado, um lado em que os servos de Deus sabem que suas escolhas nem sempre são as melhores... não sei então o que hei de escolher...

O servo de Deus, em momentos assim, com dúvidas, preferem que Deus assuma o controle de suas decisões. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor...

O melhor para Paulo talvez não fosse o melhor para Deus... Exatamente como para nós...  E, talvez seja o que aconteceu a dez anos atrás.

Deus em Sua vontade estabelece uma nova Igreja que deveria começar... Chama um Pastor e mostra a ele, nem sei como um lugar...

Um novo trabalho em um lugar no Estado do Rio de Janeiro. Para o qual usou o Pastor Josué de Sousa Silva, pastor uma igreja lá de Belford-Roxo, cidade situada em uma região chamada "Baixada Fluminense". O endereço cercado por nomes  de passarinhos. A rua da Igreja? Bem-te-vi. E Deus resolveu que havia um povo em outro lugar  com o qual Ele queria estabelecer mais um lugar de união e congressamento.  Um lugar onde o povo pudesse se reunir para adoração e conhecimento da Sua Palavra.

Talvez se perguntassem a qualquer um de nós sobre a questão diríamos: Porque o Rio de Janeiro? Um estado que o censo de 2015, indicava uma população de 16.550.024 habitantes? Talvez nossa reação fosse dizer: Nossa que besteira, o Rio está cheio de Igrejas...

Mas Deus, além do estado, Deus escolhe um Município. Em meio a 92 municípios, Deus escolhe Saquarema, capital nacional do surf, com 175 anos de idade (165 ná época) e uma população, em 2010 de 82.359 habitantes.

Mas, Se fôssemos indagados, talvez de novo a  nossa resposta ainda seria: Em Saquarema tem Igrejas que não acabam mais....

É Deus estabelece além da cidade, um bairro: Bacaxá. Um bairro com seus atrativos. Comércios, Mercados, lojas e excelentes lugares para lanchar e "jogar conversa fora". Com uma população de aproximadamente 5.272 habitantes que representam não menos que 7,10% da poulação de Saquarema Quer coisa melhor?

Mas, talvez diríamos também: Bacaxá também tem muitas Igrejas!

Mas e a vontade de Deus? Onde ela fica? E daí se existem muitas Igrejas? Para Deus Bacaxá era o lugar ideal. E isto bastava! Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho...

Parece que alguém acreditou... Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos...

Dois homens, que para falar a verdade, não sei como aconteceu. Simplesmente Acreditaram. Eles, ou um deles está presente... Pode nos contar melhor como a história. O outro está de "molho" em casa. Quebrou o braço.

2. NÃO SOMOS NÓS QUE ESCOLHEMOS O LOCAL "ONDE" DAREMOS FRUTOS, DEVEMOS ESCOLHER DAR FRUTO E, PARA QUEM VAMOS DAR FRUTOS. Mt 717 Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.

Rio, Saquarema, Bacaxá, Raia... Nossa certeza hoje é que Deus escolheu este lugar. Hoje passado mais de 311 bilhões de segundos... Temos uma certeza: "Este lugar frutificou" Conseguimos agora entender o que talvez não  entendíamos a dez anos atrás.

Talvez o que aconteceu por intermédio destes dois homens que não olharam para suas próprias forças, sirva de lição para nós que queremos fazer alguma coisa para o Senhor Jesus. As capacidades..  Os chamados..  Os planos ou ideais, Simplesmente estar em ouvir Deus e atender o Seu chamado. A Bíblia está repleta de homens que atenderam o chamado de Deus independente das circunstâncias. Homens que resolveram frutificar para Deus em um jardim que foi  por Deus estabelecido.

O fruto tem um tempo, tem uma estação apropriada... Frutos nascem e crescem segundo um tempo pré estabelecido por Deus. Mas nós temos os nossos próprios gostos, nossas próprias razões. Mas na verdade, bem no fundo do nosso coração queremos mesmo frutificar para o nosso Deus . Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça,

Talvez do nosso jeito, mas queremos frutificar... Talvez desconhecemos que Deus espera que frutifiquemos. Fomos escolhidos por Deus exatamente para este fim, "frutificarmos". Mas precisamos entender também que não somos nós que   escolhemos o terreno. ...e vos designei, para que vades e deis frutos...

Quem nos designa é  Deus. Designar tem o sentido de indicar, apontar, nomear. Portanto, todas estas tarefas ficam por conta DELE. Ef 4.11,12 E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;

Será que a Dez anos atrás Saquarema, melhor dizendo, Bacaxá, era o melhor lugar para dar frutos? Poderíamos citar lugares como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Leblom, Ipanema, quem sabe Aterro do Flamengo, sei lá, são apenas opiniões.

Mas Deus traz ambos para Saquarema. Nada contra SAQUAREMA, mas talvez, a dez anos atrás haviam lugares "mais indicados" para fazer a obra de Deus".

Mas o que dizer se Deus tinha um povo em Saquarema... E era em Bacaxá que seus escolhidos naquele tempo deveriam frutificar.

Lembrem-se: Nossa escolha deve ficar somente por conta de para quem nós vamos frutificar. Jo 15.1,2 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto.

Se escolhemos dar frutos para Deus os resultados será frutos viçosos e maduros. Bacaxá é assim, uma Igreja, fruto da vontade divina. Deus escolheu homens dispostos que estavam dispostos a frutificar para Deus. O resultado podemos ver hoje.
3. QUEM VAI ESTABELECER O TEMPO DE  MEUS FRUTOS FRUTIFICAREM NÃO SÃO AQUELES QUE ME PLANTARAM, MAS SERÁ DEUS AQUELE QUE DÁ O CRESCIMENTO. Jo 15.4,5 Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

A entrega a Deus é a soma do resultado final. Qualquer coisa que fizermos para Deus, deve ser acompanhada de uma entrega sem medidas e sem medo. ...a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

Dez anos se passaram, muita gente chegou logo no inicio, muita gente chegou nos tempos posteriores, muitos saíram e muitos continuam chegando. Igreja é assim mesmo. Pessoas chegam e saem o tempo todo.

Não temos a medida de tempo exata. O que temos é o que foi dito até agora. Deus estabeleceu, um pastor que abraçou a Sua vontade de  Um obreiro que aceitou o desafio. Outro pastor que chegou. Ambos se uniram com o objetivo de ver a vontade de Deus frutificar. Hoje eles são pastores nesta Igreja...

Parabéns Bacaxá, parabéns SAQUAREMA, parabéns Rio de Janeiro. Parabéns Pr Jorge Ocaci, parabéns Pr Wellington Santana vocês fazem parte do plano de Deus e agiram segundo a vontade que Ele estabeleceu para o povo dessa localidade.  Obrigados porque vocês disseram sim a vontade de Deus... TODA A RAIA VÓS Agradecem...

2Cr 15.7 Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.

 

domingo, 6 de novembro de 2016

A REFORMA PROTESTANTE

"A REFORMA PROTESTANTE"
Rm 1.17 Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.

INTRODUÇÃO: Estamos no ano de 1521, o dia, 21 de janeiro, mais precisamente na cidade de Worms na Alemanha. É noite, mas uma noite diferente das muitas noites que já foram vividas naquela cidade alemã. É possível percebermos uma movimentação diferente, há um número muito grande de pessoas que chegando a todo momento na cidade, são homens que possuem  influência  em especial no Catolicismo romano, e na política.

Derrepente...  Uma carruagem vem se aproximando no trote lento do seu cavalo que vai colocando-a em movimento, e  direcionando-a a entrada da cidade.  Um homem se coloca de pé na carruagem...  Como se a tudo estivesse observando...

Mas espere...  Não é um homem qualquer, trata-se do Dr. Martinho Lutero. Não é difícil reconhecê-lo, afinal, não se fala de outra coisa senão dos últimos acontecimentos que envolvem a vida deste destacado servo de Deus. Lutero, podemos chamá-lo assim, se coloca de pé na carruagem, e segue observando todos os detalhes dos altos muros e das enormes Torres do Castelo de Winttenberg. Este servo de Deus sabia que Satanás seria o seu grande inimigo ali naquela cidade, mas também sabia que o Senhor Jesus, seria, também ali, o seu grande defensor.

Derrepente, um hino começa a ecoar dos lábios daquele jovem pregador... Um belo hino, de sua própria autoria, que parafraseava as palavras de um conhecido texto da Bíblia, o Salmo 46 cujo tema é: Confiança em Deus. Era tudo o que o jovem pregador precisava naqueles momentos... Castelo forte é o nosso Deus, espada e bom escudo. Com Seu poder defende os seus, Em todo trans agudo... 

Salmos 46:1-11 - 1. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. 2. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; 3. ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. 4. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o lugar santo das moradas do Altíssimo...

PARTE II
Para entendermos de fato os detalhes do movimento que ficou conhecido como Reforma Protestante será preciso voltarmos um pouquinho mais na história...

Lembram da máquina do tempo que nos conduziu  semana passada, há dez anos ao passado? Pois bem, nossa viagem hoje deverá ser um pouco mais longa. Precisaremos voltar algo em torno de cinco séculos de história. Só assim poderemos conhecer de perto alguns acontecimentos importantes deste movimento religioso iniciado por aquele que começou como um simples monge agostiniano, Martinho Lutero é o se nome.

I. O INÍCIO DE TUDO.
Começamos nossa viajem no ano de 1483, dia 10 de Novembro para ser bem exato. Estamos em um estado       alemão da Saxônia, Eislebem. Passaram exatos 68 anos desde que um dos mais famosos precursores da Reforma chamado João Hus, foi Sentenciado e morto por ordem do papa. No momento da sua execução, João Huss disse em alto e bom som: “podem matar o ganso, mas daqui a cem anos surgirá um cisne que não poderão queimar”.

1.NASCE MARTINHO LUTERO.
É Neste cenário histórico que nasce Martinus Luter (Martin Luther), filho de Hans Luther e Margarethe Lindeman. Pouco se sabe de sua infância. Foram tempos bem difíceis, pois tanto seu pai quanto sua mãe  sempre foram muito intolerantes para com o filho.

Aos dezessete anos, em 1501, Lutero ingressou na Faculdade de Erfurt, onde tocava alaúde e recebeu o apelido de "Filosofo". O Jovem Lutero graduou-se em bacharel em 1502 e concluiu o mestrado em 1505, sendo   o segundo entre dezessete candidatos.

Ainda estamos em 1505, e o jovem bacharel e mestre Martinho Lutero, atendendo uma vontade paterna, se inscreve na escola de direito  da mesma faculdade. Mas um dia, voltando de uma visita que fizera aos seus pais, no caminho, uma tempestade com  descargas elétricas faz com que um raio caia bem próximo dele o deixando aterrorizado: "Ajuda-me, Sant'Ana! Eu me tornarei monge!" foi o grito de socorro do inexperiente "mestre". 

2. LUTERO E A VIDA MONÁSTICA.
Sobrevivido aos raios, e a contra gosto de seu pai, Lutero deixa a Faculdade, vende seus livros, e entra para a ordem dos Agostinianos, de Frankfurt, em 17 de Julho de 1505. Lutero agora é apenas um monge.

NO entanto, apesar de todo desconforto e penitência em que fora exposto, Lutero foi um monge de vida exemplar. Aplicava-se a pratica de prolongados tempos de jejum, esmola vá e chegou em uma ocasião dormir, sem nenhum agasalho na friagem da neve alemã. Lutero foi socorrido pela manhã em estado de quase morte...

Quanto mais Lutero tentava alcançar Deus de acordo com os ritos da Igreja Medieval, mais distante ele se sentia. Até que Lutero encontra um amigo: Johann Von Stauptouioz, ou simplesmente "Staupitz". O seu superior na Ordem. Staupitz lhe fez entender a grandeza da misericórdia de Deus. "Em vez de torturar-te por causa do pecado, lança-te nos braços do Redentor. Confia nele, na justiça de Sua morte... O Filho de Deus... se fez homem para dar-te a certeza do favor divino... Ama Aquele que primeiro te amou".

Staupitz, para ajudar Lutero a sair das suas excessivas reflexões condenatórias, ordena ao monge uma Carreira acadêmica. E em 1507, Lutero é ordenado Sacerdote. Em 1508 começou a lecionar na Universidade de Winttenberg, onde recebeu seu bacharelado em Estudos Bíblicos em 19 de março de 1508.

3. FINALMENTE ROMA...
No verão de 1511, a negócio de sua Ordem, Lutero fez finalmente uma visita a Roma. Depois de quatro semanas de caminhada, chegou a porta de tão sonhada cidade, se coloca de joelhos e brada:  "SANTA ROMA, EU TE SAÚDO"

Em Roma Lutero rezou em muitas igrejas e visitou lugares sagrados dos santos mártires. Viu muitas relíquias e ouviu muitas histórias dos poderes milagreiros. Para livrar o seu pai do Purgatório subiu de joelhos a Scala Sancta, escadaria que se dizia trazida da casa de Pilatos; em cada degrau recitava o “Pai Nosso”. Antes de chegar ao topo surgiu-lhe uma pergunta: “Quem sabe se tudo isto é verdade?” Lutero, decepcionado  com tudo o que vê em Roma se escandaliza, mas volta ao mosteiro e ao seu ensino. Mais tarde deixa registrada as seguintes palavras: "Ninguém pode imaginar que pecados e ações infames se cometem em Roma... Por isso costumam dizer: Se há inferno, Roma está construída sobre ele".

19 de outubro de 1512. Neste Dia Lutero é graduado em Doutor em Teologia. Em 21 de outubro, é recebido no senado da Faculdade Teológica com o título de "Doutor em Bíblia". E em 1515, é nomeado vigário de sua ordem tendo sob sua autoridade onze monastérios.

II. AS INDULGÊNCIAS
Jd 1.3,4 Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso; Jesus Cristo.
Chegamos ao ano de 1516. Estamos agora em uma localidade próxima a Winttenberg, onde mora Lutero.  Podemos ver ao longe a Igreja de Santa Maria, onde ele costumava pregar, vemos também a igreja do Castelo, chamada de "Todos os Santos".  Mas esperem mais um pouco, na mesma cidade aparece um frade dominicano alemão, seu nome Johann Tetzel. Ele foi enviado pelo arcebispo de Mongúncia com uma missão: Vender Indulgências emitidas pelo papa.

Indulgências era uma espécie de documento que, apresentado como favores divinos, concedidos aos homens, mediante os méritos do papa, perdoava os pecados. As indulgências eram adquiridas em troca de dinheiro que, conforme os que os vendiam, seria usado na construção da Basílica de São Pedro, em Roma. Diziam eles: “Ao tilintar da moeda no fundo do cofre, uma alma e livre do purgatório”. 

Tt 1.11 Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. Ao entrar em uma cidade, este pretensioso e blasfemo chamado Tetzel, era recebido pelo povo como a se fosse o próprio Deus. Um mensageiro vinha adiante dele, anunciando: "A graça de Deus e do santo padre está as vossas portas!”.

Tetzel subia ao púlpito, e como um verdadeiro artista, exaltava as indulgências como se fosse o mais precioso dom de Deus. Ele declarava que em virtude dos "certificados de perdão", todos os pecados, inclusive os que mais tarde o comprador quisesse cometer ser-lhe-iam perdoados, e que "mesmo o arrependimento não seria necessário". Tetzel assegura aos ouvintes que as indulgências tinham poder de salvar inclusive os mortos; no exato momento que o dinheiro tinia de encontro ao fundo de sua caixa, a alma em cujo favor era pago escaparia do purgatório, ingressando no céu. 

1. A REAÇÃO DE LUTERO.
3Jo 1.11 Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus.
Lutero não era mais um simples monge. O conhecimento da verdade adquirida por ele, já o tornava capaz de julgar os méritos da venda das tais indulgências papais. E Lutero via esse fato como um verdadeiro assalto aos poucos recursos do povo e completo desrespeito ao futuro eterno do povo alemão.

Diante de tal encenação, Lutero não se contém e enche-se de horror. Muitos de sua congregação  compraram tais "certidões de perdão” e iam a ele para confessar seus pecados esperando receber a absolvição, não por estarem arrependidos, mas pelos fundamentos das indulgências. Como era de se esperar, Lutero se recusa, advertindo-os que sem arrependimento e mudança de vida pereceriam em seus pecados. 

2. AS 95 TESES DE LUTERO.
Até que finalmente amanhece o dia em 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, quando grande multidão comparecia a igreja do castelo na cidade de Winttenberg, Lutero havia afixado na porta da catedral, 95 teses, denunciando o abuso gritante da venda das indulgências papais. Esse método era o mais comum de se denunciar uma disputa nos meios universitários da época, e não havia nada de dramático no ato. Lutero cria que receberia apoio dos papas ao revelar os males da venda das indulgências.

No entanto, Estas teses espalharam-se por toda a Alemanha, e em breve semanas já repercutiam por toda a Europa. Muitos dedicados romanistas leram as proposições com grande regozijo, reconhecendo nelas a voz de Deus.

Inicialmente o PAPÁ até achou graça nas teses de Lutero, dizendo: “Um alemão embriagado escrevera as teses, quando estiver sóbrio mudará de opinião" Mas não tardou para que ele mesmo tivesse que mudar de ideia e começasse a agir contra Lutero, o“monge rebelde”.

3. A EXCOMUNHÃO DE LUTERO.
Tt 1.7,10 Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus. Não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores...
A primeira atitude do papa Leão X foi ordenar em 1518 que o Professor em Teologia Dominicano Silvestre Mazzolino investigasse o assunto, e este não demorou em denunciar Lutero como alguém que opós-se de maneira implícita a autoridade do Sumo Pontífice,  discordando da sua bula. Lutero é declarado hereje e apóstata.

O Papa envia uma intimação exigindo imediatamente o comparecimento de Lutero  em Roma para retratação. Mas, percebendo o perigo que se desenhava, o eleitor da Saxônia, admirador  da capacidade do ilustre professor de sua Universidade,  resolve protegê-lo, não permitindo sua viajem a Roma. Ele ordena que o caso fosse resolvido na Alemanha. Decisão que a contragosto teve de ser a atada pelo Papa.

Na cidade, Leipzig na Alemanha, Seguiram-se as conferências dos enviados do papa contra Lutero.  Mas nada puderam fazer.  Lutero estava firme em suas opiniões quanto a sua nova fé. Em debate Lutero declarou que o papa não possuía autoridade divina e que os concílios eclesiásticos não eram infalíveis. Tais declarações marcaram finalmente o rompimento de Lutero com a Igreja Romana.

III. LUTERO, O GRANDE LÍDER DA REFORMA.
Lutero agora estava no centro da batalha. Ele mesmo começava a ver a sua causa como redenção nacional. Sua doutrina de salvação e justificação pela fé estava produzindo efeitos inimagináveis.  Em 1520 Lutero finalmente revela-se como o grande líder nacional, ao escrever o livro:
“A Nobreza Cristã da Nação Alemã”.
Neste livro Lutero proclama a queda da muralha romanista atrás da qual o papa havia CONSTRUÍDO todo o seu poder.

Logo após, Lutero escreveu outros dois livros:
“Cativeiro Babilônico da Igreja”
“Sobre a Liberdade Cristã”.

Enquanto os livros eram publicados, na Alemanha era publicada a bula de excomunhão de Lutero, coisa que ele já esperava. A bula obrigava Lutero e os simpatizantes da sua causa, a retratarem-se de suas “heresias” dentro de 60 dias, e ainda determinava que caso não o fizessem seriam tratados como hereges, isto é, presos e condenados à morte.

Pelas autoridades da igreja foi ordenada ao povo que queimasse todos os livros de Lutero, ação que foi posta em prática imediatamente pelos legados do papa. Lutero no entanto respondeu com as mesmas atitudes, queimando publicamente todos livros que continham os decretos do papa.

1. LUTERO E A DIETA IMPERIAL EM WORMS.
Em janeiro de 1521, finalmente o papa publicou a terrível sentença na qual excomungava Lutero condenando-o a todas as penalidades consequentes as suas heresias.

Mas, para que essa bula tivesse efeito legal, dependia das autoridades civis levarem Lutero à morte. O que forçava o caso a ter de ir a Dieta Imperial que deveria se reunir naquele mesmo ano, em Worms. Esta seria a primeira Dieta do governo do Imperador Carlos V, que sofria forte pressão do papa para condenar Lutero à morte.

Citado a comparecer a Dieta, certo de que marchava para a morte, Lutero não teve medo. Seus amigos chegaram a tentar impedi-lo de ir a Worms, pois o caso João Huss continuava bem vivo em suas lembranças. Mas em resposta a todos que se esforçavam por dissuadi-lo, Lutero, fiel a sua chamada de Deus, responde: “ainda que haja em Worms tantos demônios quanto sejam as telhas nos telhados, confiando em Deus, eu aí entrarei”. Depois de dar ordens acerca da continuação do trabalho, caso ele não voltasse mais, Lutero partiu resoluto...

2. LUTERO PERANTE O IMPERADOR.
Durante a sua viagem a Worms, o povo afluiu em massa para ver o grande homem que desafiava a autoridade do papa. Lutero pregou ao ar livre, porque as igrejas não mais comportavam as grandes multidões que queriam ouvir seus sermões. Finalmente chegamos à 21 de Janeiro de 1521, onde ao avistar as torres dos castelos e as igrejas de Worms, Lutero levanta-se na carruagem em que viajava e canta o seu hino preferido, o mais famoso da reforma “CASTELO FORTE” (323CC). Ao entrar na cidade foi acompanhado por uma grande multidão.

No dia seguinte, dia 22 de Janeiro, Lutero é levado perante Imperador Carlos V, ao lado do qual se achavam o delegado do papa, seis eleitores do Império, vinte e cinco duques, oito margraves, trinta cardeais e bispos, sete embaixadores, os deputados de dez cidades e grande número de príncipes, condes e barões.  Sabendo que tinha de comparecer perante uma das mais imponentes assembleias de autoridades religiosas e civis de todos os tempos, Lutero passou a noite anterior em oração e vigília. Prostrado com o rosto em terra lutou com Deus, chorando e suplicando:

“Oh Deus Todo Poderoso! A carne é fraca, o diabo é forte! Ah, Deus, meu Deus! Que perto de mim estejas contra a razão e a sabedoria do mundo. Fá-lo, pois somente Tu o podes fazer. Não é a minha causa, mas sim é a Tua. Que tenho eu com os grandes da terra? É a Tua causa Senhor, a Tua justa e eterna causa. Salva-me, oh Deus fiel! Somente em Ti confio, oh Deus! Meu Deus...vem, estou pronto a dar, como um cordeiro,a minha vida. O mundo não conseguirá prender a minha consciência ainda que esteja cheio de demônios; e se o meu corpo tem de ser destruído, a minha alma te pertence, e estará contigo eternamente".

Conta-se que na ocasião de Lutero transpor a porta para comparecer perante a Dieta, o veterano general Greudsburg, colocou a mão no ombro do Reformador e disse-lhe: “Pequeno monge, vais a um encontro diferente, do qual eu, ou qualquer outro jamais experimentamos mesmo nas nossas conquistas mais Ensanguentadas. Contudo, se a causa é justa, e sabes que o é, avança em nome de Deus, e não temas nada. Deus não te abandonará ”.

Quando o porta-voz do papa exigiu que Lutero se retratasse perante assembleia, respondeu o Reformador: “Se não me refutardes pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos - desde que não creio somente nos papas e nos concílios, sendo evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros – a minha consciência tem de ficar submissa a Palavra de Deus. Não posso retratar-me, nem retratarei de qualquer coisa, desde que não é justo, nem seguro, agir contra a consciência. Deus me ajude. Amém.”

A sentença de morte contra Lutero teria de ser cumprido rapidamente, o que não aconteceu porque o príncipe da Saxônia, simulou um sequestro, enquanto Lutero voltava para Winttenberg, levou-o, alta noite, ao castelo de Wartburgo. No castelo, Lutero passou muitos meses, disfarçado tomou como nome “Cavaleiro Jorge”, e o mundo o consideravam morto.

Contudo, no seu retiro, livre dos inimigos, pela grande quantidade de literatura, que saíra da sua pena, de fato, logo o mundo soube que Lutero vivia.

Profundo conhecedor do grego e do hebraico, traduziu o N.T. para a língua do seu povo, em apenas três meses. Poucos meses depois a obra estava impressa e nas mãos do povo. Contudo, a maior obra de toda a sua vida, sem dúvida, fora a de dar ao povo alemão a Bíblia na sua própria língua.

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...