sábado, 18 de abril de 2015

SEPARADO PARA DEUS

Lc 2.22, 23 Terminados os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor. (conforme está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito será consagrado ao Senhor),

Int. Consagrar alguém ou algo a Deus foi, desde os mais primórdios tempos, um costume geral entre os povos bíblicos. Não será difícil  encontrarmos na Bíblia textos onde o próprio Deus exigia para si, a separação de pessoas ou coisas. Exemplo. Arão e seus filhos. Ex 28.41 E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também a seus filhos, e os ungirás e consagrarás, e os santificarás.

Definição do termo: Consagrar. Separar ou dedicar para o uso de Deus Êx 13.2 Santifica-me todo primogênito, todo o que abrir a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais; porque meu é.
Lucas registra, e é o único dos evangelistas a fazê-lo,  Maria e José conduzindo Jesus ao Templo de Jerusalém,  quarenta dias depois de seu nascimento. Eles estão cumprindo um ritual de purificação pós-parto, que, de acordo com a lei de Moisés chamava-se "a redenção do primogênito".  ...os pais trouxeram o menino Jesus, para fazerem por ele segundo o costume da lei, v.27. Para cumprirem este ritual José e Maria escolheram a opção mais disponível  aos pobres, aqueles que não podiam comprar um cordeiro, entregavam "Um par de rolas ou dois pombinhos" (v.24). Lv 12.1-4 Mas, se as suas posses não bastarem para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos: um para o holocausto e outro para a oferta pelo pecado...

Pontos importantes podem e devem ser observados aqui:

1. José e Maria, pais de Jesus, não esperavam cumprir qualquer ritual indicado por uma igreja ou denominação evangélica, como judeus eles cumpriam um ritual do "judaísmo" que era a religião oficial daquele povo.  Mesmo em tempos de domínio dos Romanos, um povo completamente alheio aos preceitos divinos, os judeus se mantinham,  na medida do possível fiéis ao Senhor e as suas crenças. ...levaram Jesus a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor...

2. O ato de levar Jesus ao templo para ser apresentado não vinha de nenhum ensinamento apostólico, e nem tinha qualquer intenção de deixar algum exemplo que deveria ser seguido pela igreja. Ainda não haviam sido instituído nem igrejas e nem apóstolos naqueles tempos, a prática era estritamente judaica.

3. Jesus também não pretendeu, por este ato a que foi submetido por seus país, deixar nenhum exemplo para as igrejas que se estabeleceriam. Jesus tinha apenas 40 dias de nascido, uma criança de 40 dias não é capaz de escolher onde ir, o que vestir, o que fazer, muito menos dar exemplo para alguém.

I. AS IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA DA APRESENTAÇÃO DE CRIANÇAS.
A apresentação de crianças, saiu dos tempos bíblicos e acabou se tornando uma prática comum nas igrejas evangélicas. Adotamos a prática por não batizarmos as nossas crianças. Assim, substituímos uma prática pela outra por entender que tal prática tenha se tornado motivo de grande alegria para muitas famílias. Para entender um pouco melhor as implicações no ato de apresentarmos nossos filhos, talvez seja procurarmos entender um pouquinho sobre o assunto batismo.

1. O BATISMO CATOLICO ROMANO.
Os Católicos veem o batismo como um dos sete sacramentos (Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e o Matrimônio). Consideram-no como um ritual "santo" e, fundamental a vida cristã. Pela prática do batismo, segundo ensinam, as porta para a vida no Espírito e o acesso aos demais sacramentos são abertas. Definem o batismo como o sacramento da regeneração pela água e pela Palavra, acreditando que, pela prática dele, a criança é salva tornando-se membro do Corpo de Cristo, regenerada do seu estado de pecador, e livre do paganismo.

2. O BATISMO A LUZ DA BIBLIA.
O nosso pensamento em relação ao batismo, difere circunstancialmente do pensamento católico. O ensino da Bíblia é que  nenhum ritual religioso é suficientemente eficaz para salvação. A salvação advém única e exclusivamente na convicção e na crença na pessoa bendita do Senhor Jesus Cristo. At 4:12 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos. Pensamento confirmado pelo texto de Jo 3:16  Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna. E por Paulo em Rm10.9,10 Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Ainda, é preciso lembrar do “salteador” arrependido na cruz, ao lado de Cristo, que foi salvo sem ter tido ao menos tempo pensar em batismo. Lc 23:43 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

3. A APRESENTAÇÃO.
Curioso em tudo isso é que temos uma crença diferente dos católicos, mas permitimos que sorrateiramente se introduza nas nossas igrejas um pensamento idêntico ao deles substituindo um ritual por outro. (Ritual aqui não é um termo pejorativo) "Ritual" conjunto de gestos, palavras e formalidades, imbuídos de algum valor simbólico, cuja performance é, usualmente, prescrita e codificada por uma religião ou por tradições da comunidade. A prática na apresentação de crianças não traz em si nenhuma conotação mística, como também não há nenhuma ordenança bíblica neste sentido. Podemos entendê-la como um melhoramento de uma prática bíblica judaica habilitada para uma prática de uso eclesiástico sem  nenhum valor salvívico, e nada tendo a ver com perdão de pecados. No entanto este ato pode ser motivo de muita exultação e alegria aos pais e familiares que o entenderem como deve ser entendido. É preciso muito cuidado pois não são poucos os pais que teimam em acreditar que se não apresentarem seus filhos, eles se tornam “pagãos”. É por causa deste pensamento que muitos pais correm para as igrejas para apresentarem seus filhos, e depois... simplesmente desaparecem, somem, nunca mais são vistos.

II. IMPLICAÇOES DO RITUAL.
Pois bem, este é um ato que embora simples,  traz consigo algumas implicações. Jesus, não foi sozinho ou por vontade própria ao templo... Levaram ele.... Ele não escolheu estar ali, não escolheu a roupa que deveria vestir e nem as pessoas que deveriam estar também ali. Para falar a verdade, não fazia a menor ideia do que estava acontecendo ali.

COMPROMETIMENTO.
JESUS não tinha como saber nada  sobre o que iria acontecer, mas seus pais sabiam muito bem. Os pais que hoje trazem seus filhos para serem apresentados na igreja precisam e devem saber que este ato que traz implicações e que esta implicações dizem exatamente em respeito a eles. Mas, fiquem tranquilos, não é nada sobrenatural, nada para se ter medo... A principal implicação e a única da qual me deterei neste opúsculo tem a ver com a palavra "compromisso".
Nossos filhos ainda não possuem idade suficiente que lhes deem condições de escolha, por isso eles precisam ser instruídos, e esta missão de "mostrar" a eles o caminho em que devem andar pertence em primeiro lugar a nós os pais. Pv 22.6 Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. Por isso, devemos ser os maiores interessados em manter nossas vidas comprometidas com o Senhor Jesus. Nossos filhos precisarão aprender a ser bons cidadãos, bons filhos e, principalmente bons  servos de Deus.

a. COMO ISTO FUNCIONA.
Ao "trazermos" nossos filhos para serem apresentados ao senhor, nós o estão consagrando ele a Deus. estamos "entregando" nossos filhos aos cuidados de Deus. Isto é maravilhoso! Mais, não é uma troca, é uma aliança. Deus recebe nossos filhos no sentido de abençoa-los e guardá-los. Nós assumimos a responsabilidade de educá-los nos preceitos bíblicos afim de que eles cresçam conhecendo o Senhor.Moisés nos mostra direitinho funciona esta engrenagem:

Primeiro. Dt 6-9 E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos... A implicação número um desta aliança é o amor e o apego pela Palavra. Não faz sentido querer inculcar algum ensino em alguém sem que esteja primeiro inculcado em nós. Precisaremos amar a Palavra de Deus na prática para que nossos filhos aprendam, na prática, como amar Deus e Sua Palavra. É a parte de vocês na aliança. Tg 1.22-25 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla no espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo e vai-se, e logo se esquece de como era. Entretanto aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer. 

"Entretanto, se continuar olhando com firmeza na lei de Deus que traz a liberdade e não a esquecer, mas praticar o que ela diz, Deus abençoará grandemente essa pessoa em tudo quanto fizer" (Bíblia Viva) Aqui se fundamenta o ensino daquilo que se vive e ama. Não é ensinar por ensinar. Não se trata simplesmente de contar historinhas porque as acha bonitas ou úteis. O ensino aqui deve vir de dentro, fluir da alma, brotar de um coração que acima de tudo, ama as coisas que vem de Deus.

Segundo: ...e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Estamos apenas começando com nossos pequeninos, e em hipótese alguma poderão desistir deles. A segunda implicação está no fato de nunca pensarmos que já falamos de Deus o suficiente.  O aprendizado vem pela persistência, (por osmose). Se não formos insistentes o suficiente na transmissão da Palavra de Deus, os meios de comunicação como a TV ou a internet poderão ser mais convincente, e  fatalmente perderemos esta batalha. Por isso,  ainda no berço, a Bíblia precisa começar a ser inculcada, ela está repleta de belas historias que podem muito bem ser adaptadas a linguagem e ao entendimento deles. Mesmo que eles ainda não entendam a linguagem das palavras, com um pouco de carinho, quem sabe, consigamos falar na "linguagem"  deles. Todas as oportunidade para "inculcar" neles a verdade sobre o Senhor Jesus devem ser aproveitadas ao máximo.

PARA A ESCOLA. Levar nossos filhos na escola é uma alegria que não deve ser desperdiçada. (Não tem preço). É uma oportunidade indescritível poder andar de mãos dadas com eles e  conversar.... o tempo passa muito rápido e daqui a pouco vão restar apenas lembranças... 

EM TODOS OS LUGARES. Portanto, devemos procurar aproveitar todo tempo com eles para falar de Deus. Andado na rua... indo a igreja...brincando no parquinho, ou estando simplesmente em casa. Tudo isso é válido.

DEPOIS DE UM DIA CANSATIVO. Algumas noites, mesmo depois de um dia cansativo e estressante em virtude do trabalho, eles estarão nos esperando desejoso de alguma atenção. Não devemos perder esta oportunidade, podemos brincar nem que seja um pouquinho, assistir TV com eles,  convidá-los a deitar ao nosso lado e falar para eles da Bíblia,  contar historinhas, no final, mesmo que sejamos nós a durma primeiro, posso te garantir,  valerá a pena...

Terceiro: Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos... A terceira implicação está em assumir de vez nossa responsabilidade como pais educadores.  Muitos pais preferem transferir para a igreja ou para as instituições de ensino responsabilidades que são suas. Não é a igreja ou a escola que tem a missão de "educar" nossos filhos, a igreja, e a escola são "ajudadores" nesta missão, elas vão nos auxiliar nesta tarefa, mais os educadores somos nós.

A EBD. A EBD tem sido ao longo de muitos anos a melhor escola de ensino que a igreja dispõe. Infelizmente muitos pais não tem a prática de frequência na EBD, mas, contudo, enviam seus filhos todos os domingos. Isto pode ter um lado negativo, porque acaba passando para eles a ideia de que a EBD não é um lugar tão bom, "se fosse bom, eles iriam juntos!" Também parece não ser uma boa ideia os pais irem a EBD e não levarem seus filhos. Estão impedindo que eles de recebam boa instrução, por pessoas dispostas e preparadas para isso. Não tenhamos dúvidas, a EBD pode ser um excelente "auxiliar" na educação de nossos filhos. Lá eles aprenderão coisas muito mais importantes e edificantes que com toda certeza a televisão ou a Internet não tem para lhes ensinar.

Como sinal na tua mão e por frontais entre os teus olhos.  A Palavra de Deus estando a nossas mãos, nossas mãos não servirão apenas para dar umas "palmadinhas". Pelo contrário, elas estarão sempre prontas e estendidas nos momentos difíceis da caminhada, e não duvidem sempre chega um tempo em que nossos filhos precisarão se sentir seguros, a Palavra de Deus é a segurança que precisamos ter sempre a mão para os auxiliar. 

A Bíblia Viva verte este texto da seguinte forma: "Amarre estes mandamentos nos braços como constante lembrete". Antes de tomarmos qualquer atitude no sentido de punirmos ou corrigirmos nossos filhos, devemos ter o cuidado de ver com os olhos de Deus. Não se trata de deixar sem correção,  mas aprender com Deus. Hb 12.7, 8 É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Com a Palavra na mão,  estamos aptos para corrigir e ajudar. Com a Palavra nos "olhos", estamos prontos para ver com os olhos de Deus. Ef 2.17 que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor,

Quarto e último: ...e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas...  Para finalizar,  não podemos nos esquecer da nossa casa. Ela o ambiente onde vamos criar nossos filhos, por isso nossa casa precisa ser uma extensão da casa de Deus. Tudo que imaginamos ser a casa de Deus, deve ser a nossa casa... A Palavra, a música, a comunhão, o ambiente saudável... Um lugar prazeroso de se estar. Nossos filhos, como nós precisam sentir prazer em estar em casa... Casas onde o ambiente se verifica por brigas, palavrões e panelas voando, certamente nunca será um lugar bom de se estar. Por causa de ambientes como estes que muitas crianças e até adultos, preferem ficar na rua. Paulo nos fala como devemos agir para que nossa casa seja um lugar agradável.

1. Evite ficar falando "palavrões" na frente de seus filhos, nem ache bonito quando ouvir eles falando.Ef 4.29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas ó a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.

2. Evite ficar brigando ou discutindo na frente de seus filhos. Se tiverem que "discutir" qualquer assunto mas acalorado, faça-o,  longe deles, preferencialmente. v.31 Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia.

3. Evite guardar no coração qualquer tipo de recebimento. Procure sempre agir com bondade. Se precisar corrigir seu filho, não o faça no calor da sua ira, espere um pouco até que esteja pronto para falar. v. 32 Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

CONCLUSÃO: Finalmente Arthur será apresentado a Deus, e vocês proverão um ambiente saudável para que ele cresça no temor do Senhor. Ele, agora não está em condições de escolher vir a igreja, mas vocês poderão fazer disto uma rotina prazerosa para ele... O que eu posso dizer... Desde seu nascimento, Arthur, foi separado para Deus...

Mensagem pregada no culto de apresentação do pequenino Arthur filho de meus sobrinhos Márcio e Luana.  Assembleia de Deus em Cerâmica, Nova Iguaçu. 19/04/2015


quinta-feira, 26 de março de 2015

JESUS CRISTO, SENHOR E DEUS

Cl 2.9 Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.

Int. Dentre as muitas indagações relativas a ortodoxia e a fé cristã, tenho por convicção uma verdade que se reveste da mais absoluta certeza, a afirmativa Bíblica de que Jesus Cristo é plenamente Senhor e Deus! Confesso, não tenho plena conviccão teológica em relação a "muitos" assuntos bíblicos, e, ao contrário do que muitos pensam, algumas doutrinas importantes da Bíblia ainda venho aos poucos processado em minha mente, de forma lenta e cuidadosa, para evitar o erro de incair na perigosa rede da falsa interpretação. Porque nós não somos falsificadores da palavra de Deus, como tantos outros; mas é com sinceridade, é da parte de Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo, falamos 2Co 2:17

No entanto, quando o assunto é a divindade  do Senhor Jesus, a Bíblia não nos permite sequer pensar na possibilidade de que um dia, ou em algum tempo, Cristo não tenha sido   Deus em toda a plenitude da palavra. Cl 1.16,17 porque nele (Jesus) foram criadas todas as    coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas. O Apóstolo Paulo de forma contudente e com uma segurança digna de alguém que sabe exatamente o que está dizendo, faz uma bela e inconfundível descrição para a igreja em Colossos. Ele reafirma a imparcialidade que lhe é peculiar a idéia bibliocêntrica da divindade do Mestre, No verso 17 Paulo diz: "Ele (Jesus) é antes de todas as coisas". Frase suficientemente forte no sentido de comprovar a verdade que, em meu coração, é impossível negar: Jesus Cristo é "antes de todas  as coisas" Senhor e Deus! "Ninguem subsistiu antes dele e após Ele, ninguem subsistirá" At 17. 28  porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos...

É uma verdade comprovada ao longo dos vários textos da Bíblia. O próprio Mestre, em nenhum  momento sequer pensou em esconder esta verdade de alguém. Em Jo 8.58 O Senhor Jesus reforça com base solida toda a razão da nossa fé, quando diz: "...Em verdade, em verdade vos   digo que antes que Abraão existisse, eu Sou" Esta comprovação bíblica, teológica e doutrinária, nos impossibilita de negar ou duvidar que em algum momento na história, o Senhor Jesus Cristo não tenha sido Deus em toda plenitude do Seu ser. Cl 2. 9 porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Portanto, este é o grito inconfundível da minha alma "...Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade"  Este é um grito que não se cala mesmo num tempo em que tantas filosofias estranhas ao cristianismo bíblico tentam deturpar o som desta verdade. Eles negam que Jesus Cristo foi ou um dia será plenamente "Senhor e Deus".

1Co 8.6 diz: "todavia para nós..." Eis a resposta da nossa consciência: "...há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.

Esta é a verdade da qual tenho plena e total convicção de fé, portanto, quero apresentar: "Três pilares onde se  sustento com base a minha convicção de que Jesus Cristo é meu Senhor e Deus. "as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo... 1Co 2:13

I. O PILAR DA SUA REVELAÇÃO PESSOAL.
Cl 1.15. o qual  (Jesus) é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.

Ao contrário do que "pareçe" querer nos transmitir o texto, Jesus não se "parece" com Deus. A expressão do escritor bíblico pode ser melhor entendida a luz da NTLH. "Ele, o primeiro Filho, é a revelação visível do Deus invisível; ele é superior a todas as coisas criadas" A expressão "imagem" aqui, não desvincula nem enfraquece a verdade bíblica em relação a divindade do Senhor Jesus, pelo contrário, com esta expressão a Bíblia apenas reforça o argumento da Sua "revelação" pessoal. O texto de Paulo aos Filipenses apresenta Jesus, em toda plenitude da Sua divindade. Paulo apresenta Jesus assumindo uma natureza de homem, mais que em nenhum momento, perde qualquer uma das suas caracteristicas Divina. Paulo diz que Ele se "despojou" da sua glória, isto é, Ele mesmo, por vontade própria, "abriu mão de tudo que era seu..."

No entanto, Ele não deixou de ser o que Ele sempre foi. E Paulo reforça aida mais a idéia. Fp 2:6-7 Ele (Jesus) tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus.  Pelo contrário, ele (Jesus) abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo,             tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano... Quando Paulo diz que Jesus  é a revelação visível do Deus invisível,  Paulo está dizendo que Jesus se tornou o Deus palpável e visível. Dizer que Ele asumiu a forma humana, significa dizer que Ele viveu a vida comum a qualquer ser humano. "....tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano". As caracteristicas humanas vistas em Jesus somente comprovaram sua existência, mais não o desvincula da Sua divindade.  Como Deus Ele se fez homem, e as caracteristicas humanas comprovam a existência do homem que nunca deixou de ser Deus. Rm 1. 19,20 Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lhe manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis. Em Jesus ambas as naturezas (divina e humana) são fatos  indiscutíveis nas Escrituras Sagradas. A Bíblia apresenta Jesus como a "imagem do Deus invisível, primogênito de toda a criação". Cl 1.15. Possuidor dos "atributos invisíveis, eterno poder e divindade. Caracteristicas, que segundo Paulo, "...são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis"  Rm 1.20. Isto é, não existe nenhuma "desculpa" para não crer isto.

II. O PILAR DA SUA MANIFESTAÇÃO DIVINA.
Jo 1:1-3 No começo aquele que é a Palavra  (Jesus) já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela.

A mesma Bíblia que apresenta Jesus com características que são distintivas ao ser humano, apresenta também o Senhor Jesus com características que são inerentes somente a Deus. A Bíblia apresenta "Nele", características tipicamente divinas. Nunca são vista em homens, não são vistas em anjos. Nenhum ser carnal ou espiritual possuem tais características. São características distintivas que fazem uma profunda divisão entre a divindade e a humanidade terrena.

a) ELE É PRÉ EXISTENTE. Jo 1:1 No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus.

Jesus não é uma bela história que começou a ser contada escrita ou editada um dia qualquer em Belém de Judá. A Bíblia é perfeitamente clara ao afirmar: "Jesus sempre existiu".  1Pe 1.20 O qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós. Homens nascem, homens crescem e homens morrem, é uma lei da qual não temos como desviar dela. Jesus, porem é diferente de todos os homens. Ele "sempre existiu" . Jesus não tem começo, 2Tm 1. 9 que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus "antes dos tempos eternos".

  • Jesus não tem fim... Ef 1.10. para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.


b. ELE É REI SOBERANO DETENTOR DE TODO PODER E AUTORIDADE
Ef 1:21-22 Cristo reina sobre todos os governos celestiais, autoridades, forças e poderes. Ele tem um título que está acima de todos os títulos das autoridades que existem neste mundo e no mundo que há de vir. Deus colocou todas as coisas debaixo da autoridade de Cristo e deu Cristo à Igreja como o único Senhor de tudo.

A divindade do Senhor Jesus pode ser comprovada pela autoridade que somente a Ele é atribuída. Em toda história da humanidade, ninguém foi ou será descrito como portador de tamanha honra e tamanho poder. "Deus colocou todas as coisas debaixo da autoridade de Cristo". O Senhor Jesus é descrito pelo texto sagrado como portador de tamanha autoridade que nada, e absolutamente ninguém pode escapar da grandeza poderosa atribuída a Ele. Tamanho é o Seu poder que seria até mais correto dizer que Jesus não possui autoridade, Jesus é, em todos os sentidos, a própria autoridade. Fp 2. 9-11. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus PaiSua Majestade pode ser visto claramente no Seu nome soberano e digno, diante do qual todos os joelhos terão de se prostarem. Sua uma magnificiência está muito acima de qualquer poder temporal que possamos conhecer ou simplesmente termos ouvido falar. Ninguém recebeu tamanha honra nem neste mundo e nem em toda a eternidade. Jo 5. 26,27 Pois assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter vida em si mesmo; e deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homemMuitos nomes se tornaram celébres por seus feitos. Lembramos de nomes como o de Martin Luther King Jr, e sua luta contra o preconceito social. Nelson Mandela, lutando contra o apartaid e a segregação racial. Mahatma Ghandi em sua busca ansiosa pela pacificação mundial. Porém Jesus é muito maior que Luther King, excepcionalmente maior que Ghandi e grandissimamente maior que Mandela. Por mais que tenham feito estes ou qualquer outros nomes, nenhum deles, nenhum deles recebeu um nome majestoso e poderoso como o nome do Senhor Jesus. Ef 1. 21 muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro.

c. PERDOADOR DE PECADOS
Hb 1.3 sendo ele (Jesus) o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a           purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.

]A sentença final deste texto enaltece de maneira honrosa a dignidade majestosa e divina do Senhor Jesus. Ninguem, além Dele, foi capaz de, por iniciativa própria, "entregar" sua própria vida em favor de uma humanidade  condenada e perdida. Ef 5:2 ...Cristo nos amou e deu a sua vida por nós, como uma oferta de perfume agradável e como um sacrifício que agrada a Deus! Não é sem razão que o escritor afirma ter "ele mesmo feito a purificação dos pecados". Atitude sem a qual nenhum de nós teríamos sequer a condição de nos aproximarmos Dele. Porém no ápice final do texto, o Apóstolo de declara a maravilhosa grandeza magestosa do Senhor Jesus ao dizer que Ele: "assentou-se à direita da Majestade nas alturas"

Nos evangelhos é claro o entendimento de que ninguém senão Deus tem poder de perdoar pecados. Mc 2. 7. Por que fala assim este homem? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus?

Lc 5. 21. Então os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?

Neste universo de dúvidas e acusações, Jesus apenas se levanta, e com uma autoridade que lhe é peculiar, dá apenas uma ordem... Apenas uma única ordem... Lc 5. 24, 25 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te  digo: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Imediatamente se levantou diante deles, tomou o leito em que estivera deitado e foi para sua casa, glorificando a Deus. O que dizer e o que pensar se diante dos fatos não existem argumentos? A única coisa a fazer, é nos prostrarmos ante a majestade gloriosa do Senhor Jesus e declarar a certeza de nossa fé. Rm 14. 8 Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.


CONCLUSÃO:
Rm 10. 9. Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

Na certeza da minha fé, cumpro com maior orgulho e na maior reverência, por convicção teológica aquilo que a minha consciência pede em relação ao rei e seu súdito: A Ele, toda dignidade e toda honra.... A nós que se cumpra as palavras do Apostolo Paulo. 2Co 4. 5. Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus.



segunda-feira, 23 de março de 2015

BUSCANDO SANTIDADE E VIVENDO EM AVIVAMENTO

BUSCANDO A SANTIDADE E VIVENDO EM AVIVAMENTO
Rm 8.7, 10 porque a velha natureza pecaminosa dentro de nós é inimiga de Deus. Ela nunca se submete à Lei de Deus, e nunca o fará... Mas se Cristo vive dentro de vocês, seus corpos estão mortos por causa do pecado; no entanto, o espírito está vivo por causa da justiça.

SANTIDADE   É por assim dizer o atributo essencial da Pessoa bendita de Deus. O termo descreve Deus como um ser distinto e inspirador do mais profundo respeito sendo por isso mesmo digno da mais alta e profunda adoração. O termo hebreu "kadosh" que significa "separar" apresenta a santidade como um processo  que consiste antes de tudo em que o homem se  aposse da graça Divina que transforma seu interior fazendo-o participante da santidade e da vida de Deus. Jonathan Edwards, o grande teólogo, disse que para vencer o pecado, devemos substituir um desejo pecaminoso por um desejo mais forte de santidade. A questão não é matar a paixão, mas ser apaixonado pelas coisas certas. O segredo é ser apaixonado pelas coisas de Deus. Gl 5.17 Porque nós por natureza gostamos de fazer as coisas ruins que são justamente o oposto das coisas que o Espírito nos manda fazer; e as coisas boas que desejamos fazer quando o Espírito nos domina são justamente o oposto dos nossos desejos naturais. Estas duas forças dentro de nós estão lutando constantemente uma contra a outra, a fim de ganharem o domínio sobre nós, e os nossos desejos nunca estão livres de suas pressões. O convite, portanto, é para uma separação total e incondicional para Deus pois "Santidade" fala em um coração santo que não suporta viver sem esta busca constante pela santificação. Gl 5.24 Aqueles que pertencem a Cristo Jesus crucificaram seus maus desejos e paixões.

A IMPORTÂNCIA DA SANTIFICAÇÃO A LUZ DA BÍBLIA.
Êx 15:11 Não há outro deus como tu, ó Senhor ! Quem é santo e majestoso como tu? Quem pode fazer os milagres e as maravilhas que fazes?
A Bíblia inteira trata da santificação.  A palavra parece não menos que 600 vezes nas páginas das Sagradas Escrituras, algumas vezes ela se refere ao caráter do homem outras fala dos atributos de Deus.Então este  não é um tema novo, e pelo que podemos ver nas Escrituras, tambem não é um estilo de vida opcional. Santidade é em todos os sentidos um retorno a Deus. O escritor aos Hebreus chega mesmo a fazer a seguinte afirmação: Hb 12.14. Procurem viver em paz com todos e busquem levar uma vida pura e santa, porque aquele que não é santo não verá o Senhor. O conceito da santidade vai sempre apontar para a Pessoa bendita de Deus destacando sua absoluta pureza moral, como um indicador de que Deus não somente é incapaz de pecar como também não tolera de forma algums o pecado. Ez 39.7 “Assim farei o meu povo de Israel conhecer o meu santo nome. Nunca mais permitirei que eles desonrem o meu nome diante de outras nações. Assim todas as nações saberão que eu sou o SENHOR, o Santo de Israel". A santidade mostrar ainda que o domínio de Deus exercido sobre a criação distingue sua perfeição moral do caráter caído  e maculado inerente a todos os seres humanos. 1Sm 2:2 Ninguém é santo como o Senhor ; não existe outro deus além dele, e não há nenhum protetor como o nosso Deus. Portanto vejam a importância da santidade; medida em que nos aproximamos de Deus, mas descobrimos o exercício soberano da Sua majestade gloriosa. Sl 47.8 Assentado em seu santo trono, Deus reina sobre todas as nações. A santidade de Deus aponta para a separação de tudo aquilo que é mau ou corrompido. Em Jó 34.10 lemos: Vocês que têm bom senso, ouçam! Será que Deus faria alguma coisa errada? Será que o Todo-poderoso cometeria injustiças? Mas é o Salmo 99 quem apresenta de forma sublime e contundente toda verdade escondida por trás deste conceito abstrato e descritivo do caráter e do padrão de absoluta perfeição moral pertencente unica e exclusivamente, a Pessoa de Deus.

Os versos 1-3 O SENHOR reina! As nações tremem! O seu trono é sustentado pelos querubins; a terra será abalada!  Grande é o SENHOR em Sião! Ele é exaltado acima de todas as nações! Que as nações louvem o seu grande e poderoso nome, que é santo!
A única coisa que identifica o Senhor deste reino e o atributo pelo qual ele se faz conhecido. O salmista não se preocupa em apresentar um nome,  não faz questão de mencionar nenhuma geneologia e nunca fala dele como uma pessoa humana e finita.
A apresentação fica por conta daquilo que este Rei representa,  do grande poder que Ele detem e por conta do domínio que Ele exerce sobre todo o seu reino. A única coisa que se diz é que como Senhor Ele reina e o seu reino é exaltado sobre de toda e qualquer nação. Por fim o salmista fala do aspecto que melhor classifica o Senhor deste reino. Descrever o Rei não parece ser uma tarefa fácil,  talvez por isso ele não o identifica por um nome mas por um dos seus aspecto mais importante sua santidade: o seu grande e poderoso nome, que é santo! O texto fala do santo Deus cujo nome deve ser reverenciado e adorado por toda a sua criação. Homens, anjos todos os seres viventes, exatamente como nas estrofes 2 e 5 do hino 124 da HC "Adorai-O, anjos poderosos,Vós que Sua glória contemplais! Vós, remidos, já vitoriosos; Graças, rendei-Lhe mais! ...Homens! Jovens! Velhos e meninos! Adorai ao vosso Redentor! Reis e sábios, grandes, pequeninos,Dai-Lhe veraz louvor!"

Os versos 4,5 Como Rei poderoso ele ama a justiça e estabelece o direito, a honestidade e a verdade por todo o Israel. Proclamem a grandeza do SENHOR, o nosso Deus! Ele é santo, e por isso devemos nos curvar até o chão diante dele.
Apartir destes versos  o salmista passa a descrever com mais clareza o conceito de separação do pecado e do mal. Ele passa a descrever Deus como o Rei cujo Reino tem por base a santidade e a justiça. Um Rei que, em virtude do seu grande amor santo e incompreensível estabeleçe por força de lei para o seu reino tudo aquilo que é justo,  honesto e verdadeiro. Sl 11.7. O SENHOR ama a justiça, porque ele é justo. Quem obedece de coração à sua lei, viverá na sua presença.

II. AS POSSIBILIDADES DA SANTIFICAÇÃO.
Ef 4.24. Sim, vocês devem revestir-se do novo ser, criado por Deus, que é parecido com a sua natureza, santa e justa, proveniente da verdade.
A santificação é um processo que nos faz amar mais as coisas de Deus, do que as coisas do mundo. Através da santificação Deus passa a agir em nós de maneira que nos faz ser semelhante a Ele. Se a Santidade é uma escolha,  um estilo de vida, será preciso abrir mão de algumas coisas, e principalmente renunciar a nossa natureza carnal. Rm 8.7, 10 porque a velha natureza pecaminosa dentro de nós é inimiga de Deus. Ela nunca se submete à Lei de Deus, e nunca o fará... Contudo são nas páginas do AT que encontraremos o Deus santo em sua interação com o homem pecador, acreditando neste homem, e por acreditar na possibilidade da redenção,  Deus passa a incentivá-lo a que busque de todas as formas possíveis viver a realidade daquilo na Bíblia se conceitua como "santificação" Lv 19.2 “Diga o seguinte a toda a comunidade de Israel: Sejam santos porque eu, o SENHOR, o Deus de vocês, sou santo"

III. O PADRÃO DA SANTIDADE DIVINA.
Êx 15:11 Não há outro deus como tu, ó Senhor ! Quem é santo e majestoso como tu? Quem pode fazer os milagres e as maravilhas que fazes?
Se o conceito de santidade basea-se na expressão da Pessoa bendita de Deus, isto significa que santidade se expressa quando a mente humana está em consonância com a mente divina. Ser santo, portanto é pensar com o padrão da Palavra de Deus. Evitar o pecado e esforçar-se o máximo para "consagrar" a Deus a nossa vida em uma entrega voluntária e dedicada a Ele, é tudo que se pede num conceito básico de santificação. . Jó 11.13, 14 Contudo, faça um propósito de consagrar o seu coração, e estender as mãos para ele; abandonar o pecado que mancha as suas mãos e não permitir que a maldade habite em sua casa.

1. UMA ENTREGA PESSOAL
O santo deve usar todas as suas forças para ser como o Senhor Jesus. Deve pensar como Ele,  andar conforme a imagem dele e cultivar, como Ele o fruto do Espírito. O santo procura demonstrar interesse em ter um bom testemunho mortificando os desejos do mundo e fujindo das inclinações da carne. Rm8.29. Desde o princípio de tudo, Deus já conhecia os seus escolhidos, e ele também os predestinou para que se tornassem semelhantes à imagem de seu Filho, de tal modo que seu Filho seja o primeiro entre muitos irmãos.

2. UMA ENTREGA MORAL
Ser santo é abominar a mentira,  a difamação,  a maledicência,  o engano, a desonestidade,  e a injustiça mesmo nas pequenas coisas.Ser santo é buscar fidelidade em deveres e relacionamentos. Cl 3.8-10 entretanto, agora é o momento de arrancar e lançar fora todas estas coisas: ira, ódio, maldade, blasfêmia e palavras obscenas. Não mintam uns aos outros; a vida velha que vocês levavam, com toda a sua perversidade, é que fazia essa espécie de coisas; agora ela está morta e desapareceu. Vocês estão vivendo uma espécie de vida totalmente nova, que consiste em estar continuamente aprendendo cada vez mais o que é correto, e procurando constantemente ser cada vez maítimois semelhantes a Cristo, que criou essa vida nova no íntimo de vocês. Lutando para ser bom esposo (esposa), bons filhos, bons patrões,  bons empregados, bons vizinhos, bons amigos, bons cidadões, bons em particular, bons em público,  bons na rua, bons e, casa, bons na igreja.  1Pe 2.1. Portanto, libertem-se dos seus sentimentos de maldade e de todo engano! Acabem com a falta de sinceridade e o ciúme, e parem de falar dos outros por trás.

Conclusão:
É impossível viver o avivamento sem que primeiro experimentemos um processo legítimo de santificação em nossas vidas. Não dá para ficarmos nos enganando com palavras bonitas e bem colocadas se não experimentarmos de vez um processo de transformação.
Deus não está pedindo muito de nós,  Ele só pede,  e para isso Ele nos deu o Seu Espírito,  que vivamos nossa vida de tal maneira  tal que o agrademos em tudo.
At 17.28. ‘Porque nele nós vivemos, e nos movemos, e existimos!’... ‘Nós também somos descendência dele’.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A MUSICA NA IGREJA

Texto: Jó 38.4-7. Onde estavás tú, quando Eu lançava os fundamentos da terra? Faz-mo saber, se tens entendimento. Quem lhes fixou as medidas, se é que tú sabes? Ou quem mediu com um cordel? Sobre o que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina, quando juntas cantavam a estrela da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo.

Dizem que a música é a arte de combinar os sons e o silêncio. Quando paramos e prestamos atenção nos sons que estão a nossa volta, descobrimos que a música é parte integrante da nossa vida. A música sempre foi a melhor maneiras de exteriorizarmos e de expressarmos toda a gama de sentimentos que existe em nosso interior. Através da música somos capazes de expressar muito dos nossos sentimentos. Expressamos alegria, saudade, amor, tristeza, questionamentos, rebeldias, contestações, e muito mais. A favor da música pessoas dedicaram a sua vida inteira, escolas foram fundadas, livros foram escritos, multidões são arrastadas e milhares de composições fonográficas são diariamente registradas. O fato inegável é que do bebê ao ancião, todas as pessoas gostam de ouvir e sentir as vibrações musicais com os seus mais variados estilos e ritimos. Is 44.23. Cantai alegres, vós os céus, porque o Senhor fez isso. Exultai vós as partes mais baixa da terra. Vós montes, retumbai com júbilo, também vós bosques, e todas as árvores em vós. Porque o Senhor remiu a Jacó, e se glorificará em Israel.

DEFINIÇÃO: Definir a música, no entanto, não é uma tarefa fácil, porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, dificilmente encontraremos um conceito que possa ilustrar todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som, organizando-o dentro do tempo. Talvez por essa razão, a música está sempre fugindo a qualquer definição, pois sempre que buscamos, ela se modifica, e evoluiu. A única coisa que talvez podemos afirmar com precisão, é que a música foi criada por Deus, e já existia mesmo, muito antes de haver homens sobre a terra.

A primeira referência que temos da música na Bíblia está em Gn 4.27. "...Jubal, este foi pai de todos os que tocam harpa e órgão".  O texto refere-se as bases de uma cidade que foi edificada por Caim e seus descendentes. Entre os pilares desta sociedade primitiva encontramos pelo menos três que merecem destaque:
  • A agricultura, v.20 "...Jabal este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado"
  • A industria, v.22 "...Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro"
  • A música, v.21 "...Jubal...o pai de todos os que tocam harpa e órgão"
A música está presente em várias passagens do AT, e sempre havia uma forte razão para que alguém se expressar através dela. Em 1Cr 15.16 encontramos Davi ordenando ao chefe dos levitas para designar alguns dos seus irmãos cantores, para tocarem instrumentos musicais, como alaúdes, harpas e címbalos, e levantaram a voz, isto é, cantarem com alegria. Existem também registros em que a música e a dança trouxe  consequências desastrosa, como no caso da filha de Jefeté Jz 11.34 registra que Quando Jefté chegou a Mispá, a sua casa, sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e daças...  Sua filha fez uma dança folclórica em honra aos entes queridos que chegam da guerra, o problema é que Jefté havia feito um voto impensado. vv 30,31 E Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo: Se tu me entregares na mão os amonitas, qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse será do Senhor; eu o oferecerei em holocausto. Flávio Josefo, no livro HISTÓRIA DOS HEBREUS, afirma que Jefeté sacrificou sua filha, assim como havia prometido, muito embora isso não queira dizer que Deus tenha tido prazer em tal sacrifício.

Vemos ocasiões, em que as músicas foram frutos de incensatez e rebeldia sendo utilizada em culto pagão e em festa a idólatria. Ex 32.17,18 - "ouvindo Josué a voz do povo que jubilava..."  A música por sua capacidade de mexer com o corpo, também protagonizou episódios de desavença. Mical, por exemplo, não entendeu a extravasão de Davi, diante de sua alegria pelo retorno da arca e o desprezou. 1Cr 15.29. E sucedeu que, chegando a arca do pacto do Senhor à cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, olhou duma janela e, vendo Davi dançar e saltar, desprezou-o no seu coração. Na Bíblia também encontramos em algumas  ocasiões, o próprio Deus repudiando algumas expressões musicais tipo: Am 5.23 - Parem com o barulho de suas canções religiosas. Não quero mais ouvir músicas de harpas.Vamos encontrar também pessoas que fizeram da música sua maior expressão de culto louvor e adoração ao Senhor. 2Sm 6.14 - Davi, vestindo um manto sacerdotal de linho dançou com todo entusiasmo em louvor a Deus, o Senhor.

Assim é a música, com ela conseguimos chegar pertinho de Deus e o adorá-lo. Sl 47.6. Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvoresOu, com a ajuda dela, nos afastarmos completamente Dele. Am 6.5-7 Vocês fazem músicas, como fez o rei Davi, e gostam de cantá-la com acompanhamento de harpas. Bebem vinho em taças enormes, usam o perfume mais caro, mais não se importam com a desgraça do país

Com a música conseguimos expressar todo nosso sentimento gratidão a Deus. Sl 81.1 Cantai alegremente a Deus, nossa fortaleza; erguei alegres vozes ao Deus de Jacó. Falamos com Deus do nosso amor a Ele. Sl 104.33. Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu existir. E falamos também do nosso sentimento humano. Ct 4.1. Como és formosa, amada minha, eis que és formosa! os teus olhos são como pombas por detrás do teu véu; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que descem pelas colinas de GileadeA música sabe como ninguém falar..  Ela se expressa em ritmos alegres e dançantes, nos fazendo rir e pular de alegria. Outras vezes pode se expressar por ritmos melancólicos e tristes, fazendo lágrimas rolar dos nossos olhos. Em fim, somos todos convidados a cantar, seja em louvor e adoração ao nosso Deus Is 42.10. Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor desde a extremidade da terra, vós, os que navegais pelo mar, e tudo quanto há nele, vós ilhas, e os vossos habitantesOu seja simplesmente para manifestar a alegria.

PERIGOS RELACIONADOS A MUSICA.
Sendo a música a melhor expressão da nossa adoração a Deus, era de se esperar que satanás, de alguma forma viesse utilizar exatamente dela para tentar neutralizar o nosso louvor e a nossa adoração ao verdadeiro Deus. Satanás percebendo a influência e o poder que a música podia exercer sobre a mente humana e se utilizou dela para "infiltrar" mensagens incentivadoras ao uso de drogas, a prática da prostituição, e ao crime. Algumas Bandas se levantaram com músicas que exaltaram o culto satânico. Algumas de forma oculta, com mensagens subliminares. Outras de maneira descaradas usaram suas letras para exaltar o satanismo.

Letras satânicas foram e são cantadas por grandes bandas como:
  • AC/DC
  • THE BEATLES
  • THE ROLLING STONE
  • IRON MAIDEN
  • LED ZEPELIN
  • MOTLEY CRUE
  • BLACK SABBATH

Cantores satanistas se tornaram grande vultos na história da música nacional ou internacional como Ozzi Osbourne e Raul Seixas. Nós mesmo muitas vezes cantamos ou fomos embalados por muitas músicas sem nem mesmo saber ou perceber que estavamos cantando ou ouvindo.

Letras estranhas como a de Raul Seixas: "eu nasci a dez mil anos atrás, e não tem nada neste mundo que eu não saiba demais..."  Ou de Ivete Sangalo, "a minha sorte grande foi você cair do céu, minha paixão verdadeira... O brilho dos teus olhos, meu anjo querubim..." Existe um jogo de palavras. "cair do céu, anjo querubim" Is 14.12. Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que prostravas as nações!

A música "Frisson" "Você caiu do céu, um anjo lindo que apareceu, com olhos de cristal me enfeitiçou... Derrepente você surgiu na minha frente, luz cintilante, estrela em forma de gente..." (Banda Eva)

Parece muito estranho o fato de tais letras exaltar uma figura "caída do céu". E antes que alguém me diga que estou exagerando, deixe-me citar a tradução da letra de uma das músicas dos "AC/DC" intitulada "HELL'S BELLS" ou seja OS SINOS DO INFERNO:

Sou um trovão motorizado, a chuva cai
Eu estou chegando como um ciclone
Meus relâmpagos brilhando pelos céus
Você é apenas um jovem mais vai morrer
Não vou fazer prisioneiros,
Não vou poupar vidas Ninguém vai lutar
Eu tenho meu sino, vou te levar para o inferno
Eu vou te pegar, satã vai te pegar

Sinos do inferno, sim sinos do inferno
Eu estou badalando sinos do inferno
Minha temperatura é alta, sinos do inferno

Eu vou te dar sensações negras  espinha a baixo
Se você é demoníaco é meu amigo
Veja a minha luz branca brilhando enquanto saio a noite
Porque se o bem está a esquerda, eu estou a direita
Não vou fazer prisioneiros, não vou poupar vidas
Ninguém vai lutar
Eu tenho meu sino, vou te levar para o inferno
Eu vou te pegar, Satã vai te pegar.

OS BENS DA MÚSICA EM NÓS
Poderíamos citar tantas outras letras de cantores e bandas com seus estilos satanistas, mas prefiro terminar falando dos benefícios da música para minha vida. A afirmação mais correta e mais contundente é a de que a música é de Deus, e os rítimos musicais, seja quais forem eles, devem ser usados em pura exaltação a Ele. Êx 15.21. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.

Por causa disso, e por causa de tudo que temos dito ou ouvido em relação a música, resta-nos como convicção o fato de que com na nossa vida e com os nosso lábios, em todo o tempo, e enquanto houver forças suficiente, exaltaremos a Deus com o fruto do nosso louvor. portanto:
  • Cantaremos a Ele por todo o bem que ele nos fez Sl 13.6. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem.
  • Ao abrirmos os olhos, pela manhã, quero acordaremos cantando em exultação a força do nosso Grande Deus. Sl: 59.16. Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua benignidade, porquanto tens sido para mim uma fortaleza, e refúgio no dia da minha angústia.
  • Enquanto houver vida, enquanto eu pudermos respirar, cantaremos ao Senhor canções que expresse toda nossa gratidão pela vida. Sl104.33. Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu existir.

 Maranata!

QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...