quarta-feira, 17 de setembro de 2014

PORQUE OS NÃO, NÃO SE DÃO


Jo 4:9 A mulher respondeu: — O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água? (Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.)

"Os judeus não se dão com os Samaritanos
A cidade de Samaria foi a capital do Reino de Israel entre os anos 870 e o ano 721 a.C. Depois de reinar por seis anos em Tirza, Onri, rei de Israel, resolveu construir uma nova capital para o Reino do Norte em uma colina a 11 km a noroeste de Siquém. 1Rs 16. 23,24  "No trigésimo primeiro ano de Asa, rei de Judá, Onri começou a reinar sobre Israel, e reinou doze anos. Reinou seis anos em Tirza. E de Semer comprou o outeiro de Samária por dois talentos de prata, e edificou nele; e chamou a cidade que edificou Samária, do nome de Semer, dono do outeiro".
 
Onri, fez de Samaria a capital de Israel e assim permaneceu até que a Assíria, sob comando do rei Salmanasar cercou a cidade por três anos, tomando-a finalmente  no nono ano de rei Oséias. 2Rs 17.3 Contra ele subiu Salmanasar, rei da Assiria; e Oséias ficou sendo servo dele e lhe pagava tributos.
Salmanasar aprisionou Oséias, destruiu inteiramente o reino de Israel e levou todo o povo como escravo para a Média e para a Pérsia. v.6 No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou Samária, e levou Israel cativo para a Assíria...
 
Salmanasar, para evitar que Israel virasse um deserto, enviou para Samaria e para outros lugares do reino de Israel alguns povos de uma província da Pérsia conhecidos por "chuteenses". Eram conhecidos assim por habitarem ao longo de um rio chamado Chute. Esses novos habitantes de Samaria, eram pelo menos, de cinco nações diferentes, cada uma com seu deus e seu culto particular. 2Rs 17. 24 Depois o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samária em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram Samária em herança, e habitaram nas suas cidades.
 
Como não conheciam o Senhor Deus, e muito menos as Suas leis, estes novos habitantes foram atacados por terríveis feras, e não sabiam o que fazer para escapar desta praga que invadira o país.  2Rs 17.25 E sucedeu que, no princípio da sua habitação ali, não temeram ao Senhor; e o Senhor mandou entre eles leões, que mataram alguns deles.
 
Aconselhados, pediram ao rei da Assíria que lhes enviasse alguns dos sacerdotes hebreus, prisioneiros, para os instruírem na lei de Deus e ensinarem a prestarem-lhe as honras devidas. 2RS 17.28. Veio, pois, um dos sacerdotes que eles tinham transportado de Samária, e habitou em Betel, e lhes ensinou como deviam temer ao Senhor. Logo que aprenderam as leis de Deus, a peste cessou.
 
Um problemas no entanto permanecia, os chutenses tinham seus próprio deuses e tinham cada qual a sua própria religião. 2Rs 17.33 Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus próprios deuses, segundo o costume das nações do meio das quais tinham sido transportados. Passaram a conhecer a respeito do Deus da terra, mas tinham com eles os seus próprios deuses ao quais serviam. v.41. Assim estas nações temiam ao Senhor, mas serviam também as suas imagens esculpidas...

Os chutenses eram espertos e com muita frequência mudavam suas atitudes em relação aos judeus com os quais dividiam a terra. A situação real era a seguinte: Quando os judeus estavam vivendo em paz, as coisas iam bem, não haviam problemas com o governo, os chutenses se diziam irmãos dos judeus, afirmando terem origem num mesmo ramo e eram descendentes de José. Quando porém a sorte dos judeus era contrária e se envolviam em lutas, eles mudavam o discurso, diziam que não conheciam os judeus, e que não eram obrigados a amá-los, pois, os judeus é que tinham vindo de um país afastado para se estabelecer na terra em que eles habitavam. Esta história de desentendimento entre estes dois povos estava apenas no começo.  O historiador Flávio Josefo, no livro História dos Hebreus, descreve vários momentos de desavença entre eles.

Deixa-me então citar rapidamente um outro momento dos relatos de Josefo. Aconteceu durante o exílio assírio, na reconstrução ou restauração do templo por Esdras e Zorobabel. Apenas para nos localizarmos na história, a Bíblia cita primeiro um templo que fora construído pelo Rei Salomão e que foi completamente destruído pelo rei Nabucodonozor, da Babilônia quando este invadiu o Reino do Sul (Judá/Benjamim) Isto, segundo Josefo aconteceu 470 anos, 6 meses e 10 dias desde a construção do Templo, 1602 anos, 6 meses e 10 dias desde a saída do Egito e 1950 anos, 6 meses e 10 dias desde o dilúvio. Pois bem, logo no primeiro ano, reinando sobre os persas, Ciro leu nas profecias de Isaías, escritas 210 anos antes de seu nascimento e 140 anos antes da destruição do Templo, que Deus o havia escolhido como rei sobre várias nações e que ele seria instrumento para fazer o povo judeu voltar a Jerusalém para reconstruir o Templo. Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater nações diante de sua face... Is 45:1. Ciro, deu ordem imediatamente para que fosse feito tudo o que o profeta falara a seu respeito. Que digo de Ciro: Ele é meu pastor, e cumprira tudo o que me apraz; de modo que ele também diga de Jerusalém: Ela será edificada, e o fundamento do templo será lançado. Is 44:28

Sob o comando de Esdras, foram lançados os alicerces do Templo e os judeus trabalharam com ardor para finalmente reconstruí-lo. Ed 1.2 Ciro, rei da Pérsia, por meio desta, anuncia que o Senhor, o Deus do céu, que me deu este vasto império, agora me encarregou de construir para ele um templo em Jerusalém, na terra de Judá.  O rei Ciro permitiu aos judeus retornem a sua terra para ajudarem na reconstrução deste templo. v.3 Todos os judeus residentes neste reino podem agora voltar a Jerusalém para reconstruir este templo do Senhor...

Ai, aparecem os chutenses mais uma vez... A Bíblia narra que as nações vizinhas de Jerusalém, particularmente, quem? Os chuteenses, pediram aos responsáveis pelas obras que deixassem que eles participassem da reconstrução. Ed 4.2 eles se aproximaram de Zorobabel e dos outros chefes e sugeriram: "Deixe a gente trabalhar com vocês, pois estamos tão interessados em seu Deus como vocês; temos oferecido sacrifícios a Ele desde que o rei Esar-Hadom da Assíria nos trouxe para cá. A resposta não os agradou em nada. v.3. Mas Zorobabel, Jesua e os outros chefes judeus responderam: "Não, vocês não podem ter parte nesta obra. Os israelitas é que devem construir o templo do Deus de Israel, exatamente como ordenou o rei Ciro. A partir daí, começa uma conspiração por parte dos chuteenses no sentido de fazer a obra parar. Ed 4.4. Então os residentes locais tentaram desanimar e amedrontar os israelitas. Para isso enviaram agentes pagos ao rei Ciro, os quais contaram mentiras sobre o que se passava...
 
E não pensem que eles desistiram logo, diz a Bíblia que continuaram suas conspirações contra os judeus no reino Assuero, e fizeram a mesma coisa durante o reinado de Artaxerxes. ...Isto continuou assim durante todo o seu reinado, até que o rei Dario, o persa, subiu ao trono. Chegaram mesmo a conseguir a paralisação temporária das obras durante o reino do rei Artexerxes. Ed 4.21 "Portanto, ordeno que esses homens parem a construção do templo até que eu tenha investigado o assunto mais completamente".

v. 24. Assim o trabalho ficou parado até ao segundo ano de Dario, rei da Pérsia. Quando Finalmente os judeus conseguiram terminar as obras, adinvinhem que povo se juntou a eles nas comemorações?  Isto mesmo, os chuteenses! Ed 6.21 E alguns dos pagãos que se estabeleceram em Judá abandonaram seus costumes imorais e se juntaram aos israelitas na adoração ao Senhor Deus. Eles, com a nação inteira, comeram a páscoa e celebraram a festa dos pães sem fermento pelo espaço de sete dias. Houve grande alegria em toda a terra porque o Senhor fez com que o rei da Assíria fosse generoso para com Israel e prestasse auxílio na construção do templo de Deus.

Agora estamos muitos anos a frente destes acontecimentos. Não temos mais uma multidão, mas apenas um homem e uma mulher. Um judeu, uma Samaritana. Jesus havia deixado a Judéia e ao voltar à província da Galiléia, no caminho, teve de passar por Samaria. Era meio-dia, cansado da viagem Jesus chega a uma aldeia chamada Sicar, e vai em direção a um Poço situado em uma propriedade que Jacó havia dado ao seu filho José. Jesus cansado da longa caminhada e do sol quente, senta-se exausto ao lado do poço. João diz que uma mulher veio ao poço para retirar água, e Jesus simplesmente lhe pediu um pouco de água. Jo 4.7 Logo uma mulher samaritana veio tirar água, e Jesus pediu um pouco. Nada de mais, não fosse o fato de que Jesus era judeu, e a mulher, uma chuteense, ou seja, uma Samaritana. E, para surpresa da mulher, o  judeu lhe dirigia a palavra e lhe pedia água! Esse povo nem falam com a gente!  Pensou a mulher, e não só pensou como comentou isso com Jesus. Chegando mesmo a confrontar o Mestre... v. 12. Além do mais, o Senhor é mais importante do que o nosso antepassado Jacó? Insatisfeita ela ainda tem mais uma pergunta... v.20. Mas me diga uma coisa: por que é que vocês, os judeus, insistem em que Jerusalém é o único lugar de adoração, enquanto nós, os samaritanos, dizemos que é aqui (no Monte Gerizim), onde os nossos antepassados adoraram?
 
O tratamento, apesar do peso de todos os anos passados não havia mudado, era o mesmo de tantos anos atrás. Judeus e Samaritanos continuavam a não manterem  aproximação amistosa. O Senhor Jesus veio para de uma vez por todas quebrar este paradígma. Ef 2.14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade. O sentimento que afastou os judeus dos samaritanos por tanto tempo, povos que apesar de vizinhos, viviam tão perto e se mantinham tão longe uns dos outros, parece ser um mesmo sentimento que vem atuando em nossos dias e nos separando uns dos outros. As razões que nos levam a esta atitude de distanciamento são razões que poderiam ser resolvidas, os motivos as vezes são os mais banais, e o pior é que as vezes nem mesmo existe um motivo. O distânciamento sempre parece mais fácil que o dialogo. Afinal, não somos nós que estamos sempre certos e sempre tão cheio de razão? Achamos que uma simples amizade perdida não nos vale o sacrifício de um difícil pedido de perdão. Um amigo a menos, pensamos nós, não fará nenhuma falta! Como estamos enganados... A inimizade nunca é o melhor caminho. A paz sempre deve ser preferida a guerra. E a nossa luta sempre deve ser altruísta. Se tivermos que lutar, que a nossa luta seja sempre pela paz. 2Ts 3.16 Ora, o próprio Senhor da paz vos dê paz sempre e de toda maneira. O Senhor seja com todos vós.

Grandes homens escreveram seus nomes na história, simplesmente lutando em favor da paz. Muito falaram e muito fizeram numa luta as vezes desigual e covarde. Alguns perderam a suas vida nesta luta, mais nunca desistiram de lutar em nome deste ideal chamado paz! Nomes como os de Mahatman Ghandi, Martin Luther King Jr, Nelson Mandela, foram apenas alguns dentre tantos que não abriram mão de seus sonhos por um mundo de paz. Jesus nunca poupou argumentos para falar sobre ela. Jo 14.27. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá... Nosso problema é que sonhamos com a paz, mas quando estamos acordados não abrimos mãos de fazer uma boa guerra!
 
A Bíblia quer nos ensinar a viver bem e melhor nesta vida. Ela nos apresenta princípios que uma vez seguidos, podem evitar as decepções que este mundo mal decidiu infrigir sobre nossas nossas famílias. Não precisamos viver como judeus e samaritanos a vida inteira lutando uma luta tola que na verdade nenhum deles sabem porque qual causa estão lutando. Quero apresentar dois princípios, não mais que isso. Depois me retirarei deste púlpito de forma tranquila e consciente de que o que Deus tinha para dizer, Ele falou...
 
1. O PRINCÍPIO DAS POSSIBILIDADES. Rm 12. 18. Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. É possível viver em paz com todas as pessoas? Talvez nossa resposta seja não, afinal somos tão diferentes um dos outros. Gostamos de coisas diferentes e nossos sentimentos quase sempre são conflitantes com os sentimento das outras pessoas. Concluímos ser impossível viver a paz quando dos gêneros são incompatíveis. Mas, existe um ditado: Quando um não quer... Por esta razão Paulo nos faz um convite a vivermos acima das nossas "possibilidades". Possibilidade é a capacidade de fazer o possível. Viver acima das possibilidades é viver de tal forma que sejamos capazes de gerenciar nossos sentimentos e nossas reações a fim de nos tornarmos capazes de formatar o que consideramos impossível de maneira a torná-lo possível. Por isso o texto diz: "...quanto depender de vós". Será com certeza um exercício diário de utilização de toda nossa capacidade de não gerir sentimentos capazes de nos fazer desejar revidar o mal com o mal. 1Pe 3. 11 aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a. Podemos até estar nos perguntando, será que eu consigo? É um princípio Bíblico, e como todos os princípios bíblicos, a própria Bíblia se encarrega de nos mostrar o caminho. Rm 14.19 Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua. Este princípio tem a ver com um estilo de vida. Uma "contribuição" própria no sentido de vivermos um mundo um pouco melhor. 2Co 13.11 Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.

2. O PRINCÍPIO DO IMPOSSIBILIDADE. Hb 12.14. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Se por um lado existe a possibilidade de vermos nosso mundo em paz, por outro existe a impossibilidade de vermos nosso Senhor sem ela. É preciso entender nossa posição no mundo para viver este segundo princípio. Nós, os salvos em Jesus Cristo, não temos nenhuma razão para vivermos em guerra. O Senhor Jesus "desfez" toda divisão e toda separação que poderia promover a sensação da discórdia. Cl 3.15. E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações... Nossa parte, é viver neste mundo e na Igreja,  de maneira que consigamos conservar de forma permanente todo trabalho que o Espírito Santo operou em nós. Ef  4.3 procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.  O princípio da impossibilidade foi descrito pelo Senhor Jesus, e todo processo pode ser visto amplamente em  Mt 5. 38. Ouvistes que foi dito: ...Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau... É o princípio de resiliência. v.39 "...qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra..." Em casos assim oramos a Deus e pedimos: Senhor me dá graça...  Pois se Deus nos der força queremos quebrar a cara de quem nos afronta.

Neste princípio na maioria das vezes temos que aprender a viver com o difícil sentimento da perda. É mesmo na certeza de estarmos com razão, para evitar o "bate-boca" ficamos calados. v.40 e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; A questão não é servir de "capacho" é evitar o enfrentamento. v.41. e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Quando um não quer... O escritor de Provérbios nos diz que são nas horas das maiores aflições que os amigos se revelam verdadeiros irmãos. O irmão é solidário, é cortês, sabe tratar aos outros com respeito, é incapaz de ver seu próximo passando nescessidade, e fechar-lhe as mãos, pelo contrário, o irmão está sempre pronto para se movimentar a favor do nescessitado. 42. Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.
 
Por fim, o Senhor Jesus dá o "xeque mate", a palavra final. vv 43,44,45 Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; . para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. Na igreja não tem lugar mais para guerrinhas tipo" judeus x samaritanos" Aqui não existem "melhores" nem "piores". Ninguém é mais filho de Deus do que os outros, ninguém é filho predileto. 2Ts 3.16 Ora, o próprio Senhor da paz vos dê paz sempre e de toda maneira. O Senhor seja com todos vós. Quando tivermos que tomar uma iniciativa diante de uma afronta que seja sempre no sentido de terminar a briga ou, melhor ainda, nem permitir que a briga aconteça. 2Pe 3. 14. Pelo que, amados, como estais aguardando estas coisas, procurai diligentemente que por ele sejais achados imaculados e irrepreensível em paz. Este deve ser o nosso modo de viver e o modo de viver da igreja. Como bem disse Martinho Lutero: QUE DEUS NOS AJUDE...
 

At 9.31. Assim, pois, a igreja em toda a Judéia, Galiléia e Samaria, tinha paz, sendo edificada, e andando no temor do Senhor; e, pelo auxílio do Espírito Santo, se multiplicava.
 
 

sábado, 16 de agosto de 2014

UM CORRETO ENTENDIMENTO

Mt 24:15 E Jesus continuou: — Vocês verão no Lugar Santo “o grande terror”, de que falou o profeta Daniel. (Que o leitor entenda o que isso quer dizer!)

Se ficamos apenas no verso 15 de Mateus 24, não preciso dizer que jamais cumpriremos o que foi proposto pelo autor, "entendimento". (Que o leitor entenda o que isso quer dizer!). Algumas verdades bíblicas  jamais serão plenamente  compreendidas a não ser através de um sistemático estudo por parte do leitor  interessado. At 8:30-31 nos mostra que maneira mais fácil de alcançar entendimento é recebendo instrução de pessoas capacitadas e de confiança que saibam  expor a verdade em forma de ensinamento. Nada substitui um bom professor. Filipe correu para perto da carruagem e ouviu o funcionário lendo o livro do profeta Isaías. Aí perguntou: O senhor entende o que está lendo?  Como posso entender se ninguém me explica? respondeu o funcionário. Então convidou Filipe para subir e sentar-se com ele na carruagem. Como vou "entender"? Pergunta o entusiasta leitor em sua carruagem. Isto indica que a simples leitura nem sempre é suficiente para trazer "entendimento" Se porém dizemos que simplesmente ler, nem sempre é suficiente, como procurar, ou onde procurar conhecimento?

I. ONDE PROCURAR ENTENDIMENTO.
Um texto como este de Mateus 24, por exemplo, sempre foi e sempre será motivo de muitas dúvidas. Se quisermos realmente entendê-lo, não será de braços cruzados, é preciso sair em busca de respostas. A verdade que nos tranquiliza em casos como este, é que a resposta está ao nosso alcance, bem pertinho de nós. Onde?

1. NA PRÓPRIA BÍBLIA
2Tm 3.16. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça.
A Bíblia é o primeiro lugar onde devemos procurar respostas. Mais é preciso gastarmos um tempinho extra com Ela. Paulo usa vários termos enfáticos sobre a importância de buscar adquirir entendimento com a leitura. 1Tm 4.13,15 até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino... Ocupa-te destas coisas, dedica-te inteiramente a elas, para que o teu progresso seja manifesto a todos. Ocupar-se, significa literalmente gastar tempo lendo, estudando, meditando, investigando... Quando o assunto é adquirir entendimento, não dá para fazer economia. Tempo nunca temos sobrando. O corre corre do dia nos força a não dispormos tempo para um estudo aplicado da Palavra. Ec 3.1 Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. É preciso "Dedicação" e dedicação tem a ver com interesse. Diz-se que uma pessoa é "dedicada" quando percebe-se nesta pessoa um auto grau de "interesse". Tem muita gente boa que até deseja conhecimento mais, fica só nisso, é preciso mais do que simplesmente "querer". É preciso agir. Dedicação é sacrificar coisas e vontades para realização do objetivo. Abrir mão de coisas como passeios,  descanso, afazeres podem ser sinal que está havendo "interesse" em aprender. Rm 7. 18,19 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.

2. EM FONTES CONFIÁVEIS.
Sl 119. 5,6. Oxalá sejam os meus caminhos dirigidos de maneira que eu observe os teus estatutos! Então não ficarei confundido, atentando para todos os teus mandamentos.
Em matéria de aprendizagem é assim mesmo, se soubermos o caminho correto não haverá dificuldades, chegaremos a um entendimento. Mas, se procurarmos em local errado, corremos o risco de sermos enganado. Por isso, a pergunta do atento leitor de Candece parece que ilustra de forma a nos fazer compreender a necessidade da ilustre figura do professor."Como posso entender se ninguém me explica?" A função do escritor bíblico, em algumas ocasiões era apenas o de registrar fatos ocorridos, estes registros podem apresentar algumas dificuldades ao entendimento. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo. 2Pe 1:21. Se tivermos um professor confiável, que tenha domínio da matéria, ótimo, meio caminho andado. Porém, como nem sempre teremos a nossa disposição a figura de um bom professor, é aconselhável adquirirmos alguns materiais necessários ao estudo da Bíblia.

·         Bíblias de estudo, NTLH)
·         Enciclopédias bíblicas.
·         Dicionários bíblicos.
·         Dicionários da Língua Portuguesa.
·         Um caderno (ou tablet) para anotações é indispensável.

Muita persistência e sede pela palavra também são extremamente necessários
Sl 42.1 Como a corça anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus!

II. CAMINHOS NECESSÁRIOS AO CONHECIMENTO.
2Co 8.11. agora, pois, levai a termo a obra, para que, assim como houve a prontidão no querer, haja também o cumprir segundo o que tendes.
Vejamos por quais caminhos poderemos trilhar na busca do entendimento sem correr o perigo de sermos surpreendidos no meio da nossa caminhada.

1. TEM QUE SER UM CAMINHO SEGURO.
1Tm 4. 16. Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.
Quando o assunto é a Palavra de Deus, todo cuidado é pouco. Se não percorrermos por caminhos seguros corremos o risco de receber ensinos "distorcidos". É preciso muito cuidado com as pessoas e com as instituições que vão nos ensinar. Obviamente, todas as instituições de ensino são tendenciosas. O Seivab, por exemplo, que tem a proposta de ser "interdenominacional" é tendenciosamente um seminário batista. Pois pertence a nossa igreja, que é batista, todos professores são batistas, logo todo ensino seguirá a um roteiro tendencialmente batista. É preciso, portanto conhecer a "denominação" que está por trás da a instituição de ensino que escolhemos para estudar. Se pertence a uma igreja "ortodoxa", correta doutrinariamente ou a uma seita ou igreja contraditória. Todo cuidado é pouco. Alguns ensinos que são ministrados por supostas "instituições de ensino" podem ser verdadeiras armadilhas. Existe muita "porcaria" sendo servida como se fosse boa comida. Muita mentira como se fosse verdade. Rm 1:25 NTLH Eles trocam a verdade sobre Deus pela mentira e adoram e servem as coisas que Deus criou, em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, que deve ser louvado para sempre. Amém!
Por isso...

2. TEM QUE SER UM CAMINHO CONFIÁVEL.
2Tm 3. 14. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
As pessoas responsáveis pelo ensino na igreja, precisam ser pessoas ilibadas, dignas de confiança e que possuam conhecimento sistemático das Escrituras. Se não for assim, também corremos sérios riscos com as heresias e os ensinos distorcidos da Palavra. "...sabendo de quem o tens aprendido" É bom "conhecermos" quem sobe no nosso púlpito para pregar e ensinar a igreja. Não é porque alguém fala bonito, sabe fazer uso das palavras, se se veste de maneira impecável, que tem o direito de ocupar este lugar. O púlpito da igreja é o lugar de onde deve fluir a Palavra da verdade. Não podemos e nem devemos tolerar que "mentirosos" e enganadores assumam esta tribuna. Tt 1:1 Eu, Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, escrevo esta carta. Eu fui escolhido e mandado para ajudar a tornar mais forte a fé que o povo de Deus tem e para fazer com que eles conheçam a verdade ensinada pela nossa religião. Precisamos conhecer um pouco da história, do testemunho de vida com Deus, vida em família. Conhecer a bandeira denominacional e se possível a sua confissão de fé. Assim evitamos termos prejuízos no ensino. Tt 1:7-9 NTLH Pois aquele que tem a responsabilidade do trabalho de Deus... deve ser um homem que não possa ser culpado de nada. Não deve ser orgulhoso, nem ter mau gênio, não deve ser chegado ao vinho, nem violento, nem ganancioso... deve amar o bem. Deve ser prudente, justo, dedicado a Deus e disciplinado. Deve se manter firme na mensagem que merece confiança e que está de acordo com a doutrina. Assim ele poderá animar os outros com o verdadeiro ensinamento e também mostrar o erro dos que são contra esse ensinamento.

3. CONCLUSÃO.-
Tt 1:11 NTLH É preciso fazer com que eles parem de falar, pois estão atrapalhando famílias inteiras por ensinarem o que não devem, com a intenção vergonhosa de ganhar dinheiro
Desde que nossa proposta seja sair em busca de uma correta interpretação, então que seja uma busca feita de forma cuidadosa. Sabendo exatamente o que estamos buscando pois infelizmente encontraremos muitos interessados em desviar-nos do nosso caminho. Tt 1.10. Porque há muitos insubordinados, faladores vãos,e enganadores, especialmente os da circuncisão. Existe sim um grupo de "interessados" em que não encontremos as respostas corretas. Para eles é bem mais "vantajoso" que fiquemos continuemos desconhecendo as verdades da Bíblia. A Bíblia chama tais pessoas de "hereges" ou "faccioso". Tt 3.10,11 Ao homem faccioso, depois da primeira e segunda admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e vive pecando, e já por si mesmo está condenado. Conhecimento não é um "monstro de sete cabeças", é simplesmente entendimento que pode ser adquirido. "sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. 2Pe 1:20. Bíblia inteira é a Palavra de Deus. "homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo". Se seguirmos estes caminhos, dificilmente nos perderemos ou seremos surpreendidos por algum ensinamento ruim.

APÊNDICE.
III. O TEXTO E SUAS RESPOSTAS.
No texto de Mateus, temos algumas perguntas já respondidas, visto que no contexto, logo no primeiro verso, o escritor nos faz a revelação. "Ora, Jesus, tendo saído do templo, ia-se retirando..." Mt 24:1. Jesus é, sem dúvida é o autor deste discurso, pois no verso 25, isto nos é confirmado. "E Jesus continuou: — Vocês verão no Lugar Santo..."

1. DE "QUE" JESUS ESTA FALANDO.
 "...Vocês verão no Lugar Santo “o grande terror”, de que falou o profeta Daniel..."
Desde que sabemos que é Jesus quem está falando. E como é suave para nós ouvir a voz do nosso Mestre. (Mesmo que escrita). Precisamos descobrir, e este será o nosso segundo passo, de "quem" ou de "que"  Jesus está falando. Esta não parece uma missão tão fácil. Talvez precisemos orar como o salmista: Sl 119. 18. Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei. Para este caso, temos algumas pistas que pode ser relevantes:

a) Ele cita uma passagem bíblica profética.
b) Ele destaca um "lugar" importante.
c) Ele nos dá o nome do profeta: "Daniel"
d) Ele faz menção ao aparecimento de uma figura politicamente importante.

Se localizarmos nos escritos do profeta Daniel o texto que Jesus está fazendo menção poderemos encontrar as primeiras respostas que buscamos.Em Dn 9 encontramos o que parece ser o texto mencionado por Jesus. No verso 24, destacamos: Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade... O que conseguimos verificar é que o texto do verso 24 destaca, um período de tempo que necessita de maiores investigações. Precisamos identificar o seu "tempo". "Setenta Semanas"

Destaca ainda uma  "povo" e uma "cidade" que precisaremos descobrir suas verdadeiras identificações. Por fim, o profeta menciona fatos que devem ser   de grande envergadura no desenrolar dos acontecimentos. ... para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo.

2. DE "QUEM" ELE ESTÁ  FALANDO.
O profeta menciona tanto a cidade quanto o santuário, e ambos podem ser entendidos como "lugar santo" "...destruirá a cidade e o santuário..."  Se o "lugar santo" e "santa cidade" se referem ao mesmo lugar, então o Senhor Jesus está falando de algo que deveria acontecer para a cidade de Jerusalém. Resta saber a quem Jesus se refere chamando de "grande terror". Aqui temos, no verso 26: "...o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário..." Os termos "abominação" e "assolador" são vistos ambos no verso 27. "...e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador"  falam de um estado em que  alguém ou alguma coisa é causa destruição de um lugar. Paulo fala sobre este mesmo acontecimento e sobre a mesma suposta pessoa causadora de todo o mal  em 2Ts 2.3 Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Paulo identifica como "homem do pecado e mais a frente apresenta características e origem.  "esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos" 2Ts 2.9,10

3. DE "QUANDO" ELE ESTÁ FALANDO.
"Setenta semanas estão decretadas sobre o   teu povo, e sobre a tua santa cidade... destruirá a cidade e o santuário... sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada..."
As resposta vão ficando cada vez mais complexas cada vez que nos aprofundamos buscando um correto entendimento. O Senhor Jesus fala de um tempo em que alguma coisa muito ruim, pelas mãos de alguém, também ruim, estaria assolando a cidade de Jerusalém. Identificamos a pessoa e o  "lugar" sobre as quais e através de quem tais coisa deveriam acontecer ou teria acontecido. Precisamos agora saber  Senhor Jesus falou de algo que aconteceu (passado). Estava acontecendo (presente). Ou algo que ainda iria acontecer (futuro). 

A primeira pista que temos são às próprias palavras do mensageiro: "...Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade...".  A resposta deve estar no significado da expressão "setenta semanas". Neste caso precisaremos fazer uso de alguma ajuda extrabíblica que pode ser consultar um dicionário bíblico. O que descobri até aqui foi o seguinte: As Semanas da profecia em foco (Dn.9:24-27) não são Semanas de de dias, são semanas de anos. Eis o porque disso:

  • No original o profeta  não diz " SEMANA Ele diz: "SETES " (Setenta Setes).
  • A palavra hebraica traduzida por semana é "SHABUA". Quando se trata de semana de dias, como em  Dn 10.2 "Naqueles dias eu, Daniel, estava pranteando por três semanas inteiras", a palavra para dias é "YAMIN "
  • Para nós pode soar estranho mais na Bíblica a expressão "Semana de anos" era alguma coisa bem natural. Também contarás sete sábados de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias dos sete sábados de anos serão quarenta e nove anos. Lv 25.8
  • Aplicação prática de uma "Semana de anos" pode ser vista no caso Em que Jacó negócio com seu tio Labão o casamento com Raquel. Assim serviu Jacó sete anos por causa de Raquel; e estes lhe pareciam como poucos dias, pelo muito que a amava. Gn 29:20


Seis eventos preditos, a respeito de Israel, em (Dn.9:24), ainda não se cumpriram. No verso 27, por ocasião da última das Setenta Semanas, a Bíblia diz: "E ele fará firme aliança com muitos por uma Semana". Se esta aliança fala de um pacto entre nações, seria fora da realidade pensar em um pacto entre nações por uma Semana de dias, quando somente o protocolo e as celebrações muitas vezes tomam mais de uma Semana. Jesus mostra que a última das Setenta Semanas é ainda futura, uma vez que o fato ali citado ainda não ocorreu depois que Ele proferiu aquelas palavras.

CONCLUSÃO:
Nosso objetivo hoje não é o de dar um estudo de escatologia bíblica. Nosso objetivo é simplesmente incentivar os irmãos a não se contentarem com o inexplicável. A Bíblia é um livro para ser lido, ouvido e entendido. "Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.' Ap 1:3


Mensagem pregada na Missão Vale das Bençãos em Saquarema, Bacaxá.
em 27/07/2014

AS TRISTES ENTREGAS DO REI MANASSÉS


2Cr33.1,2 Tinha Manassés doze anos quando começou a reinar, e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme as abominações dos povos que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel.

Int. Manassés, em hebraico significa: "Quem te faz esquecer". Filho do rei Ezequias e Hefzbá, começou seu reinado em Jerusalém ainda muito cedo, com apenas 12 anos de idade, e reinou por longos 55 anos. 2Rs 21.1 Manassés tinha doze anos quando começou a reinar, e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Hefzibá. O seu reino, apesar de longo, experimentou um dos períodos de maior retrocesso religioso que se tem conhecimento em toda a história de Judá e Jerusalém. 

Por um lado Manassés teve de conviver com os constantes ataques que os assírios imprimiam sobre seu reino, por outro, havia o fascínio que este mesmo rei nutria por coisas ligadas ao espiritismo e ocultismo. 2Rs 21. 9. ...Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.
A soma de tudo isto fez do reino do de Manassés um reino longo e sanguinário, sendo considerado ele um dos piores reis em ações abomináveis ao Senhor. 2Rs 21.16. Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até que encheu Jerusalém de um a outro extremo, afora o seu pecado com que fez Judá pecar fazendo o que era mau aos olhos do Senhor.

"Serão as escolhas que fizermos hoje que determinarão nosso destino amanhã"
O rei Manassés teve toda oportunidade do mundo para viver uma história brilhante e de muito sucesso, ele teve todas as condições necessárias para ser um monarca feliz e bem sucedido. Mais escolheu viver sua vida da pior maneira e, como diz o ditado: "Quando a cabeça não pensa, o corpo padece".

I. MANASSÉS SE ENTREGOU A UMA IDOLATRIA DESMEDIDA E DETESTÁVEL.
2Rs 21.3. Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai tinha destruído, e levantou altares a Baal, e fez uma Asera como a que fizera Acabe rei de Israel, e adorou a todo o exército do céu, e os serviu.
Manassés escolheu o seu próprio caminho, ele definiu sua preferência quando seguiu em direção oposta a tudo quanto seu pai Ezequias havia lhe ensinado e deixado como exemplo.
Seu pai, fora um homem de bem, um servo obediente ao Senhor e o rei que restaurou o culto a Deus num tempo em que o povo havia se distanciado completamente do templo e da adoração. A Bíblia diz que Ezequias... se apegou ao Senhor; não se apartou de o seguir... 2Rs 18.6. Manassés, no entanto, não seguiu nem de longe o exemplo do seu pai Ezequias, diz a Bíblia Confiou no Senhor Deus de Israel, de modo que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. 2Rs 18.5

Mas Manassés não, ele escolheu outros caminhos, ainda muito jovem começou a se envolver em práticas esquisitas e perigosas de envolvimento pagão. 2Rs 21.6 "... e usou de augúrios e de encantamentos, e instituiu adivinhos e feiticeiros; fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira”. Manassés chegou a entregar seu próprio filho a uma espécie de culto satânico, onde sacrifícios humanos eram praticados sem nenhum respeito pela vida. “... até fez passar seu filho pelo fogo...”.

1. MANASSÉS EDIFICOU ALTARES.
“... Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai tinha destruído...”.
Manassés iludido por uma espécie de religiosidade satânica resolve reformar os diversos altares pagãos que fora destruídos por seu pai. Ao reconstruir estes altares, Manassés institui adoração cultual a deuses como Baal e Asera. Além disso, Manassés também se envereda por práticas de adivinhação pela astrologia com consultas aos astros e a adoraração a planetas, estrelas e coisas do gênero. 2Cr 33.5. Edificou altares a todo o exército do céu, nos dois átrios da casa do Senhor. Como se tudo isto ainda fosse pouco, o rei ainda colocou uma imagem da deusa Asera, dentro do templo de Deus, profanando assim o nome do Senhor Deus de Israel. 2Cr 33.7. Também a imagem esculpida do ídolo que tinha feito, ele a colocou na casa de Deus, da qual Deus tinha dito a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa, e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei eu o meu nome para sempre. Deus nunca tolerou este tipo de atitude. A idolatria sempre foi um ato abominável ao Senhor. 1Co 6.9 Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras... herdarão o Reino de Deus.

Moisés avisou muitas vezes:
  • Lv 19.31 Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.
  • Lv 20.6 Quanto àquele que se voltar para os que consultam os mortos e para os feiticeiros, prostituindo-se após eles, porei o meu rosto contra aquele homem, e o extirparei do meio do seu povo.

O profeta Jeremias, não poucas vezes, alertou o povo quanto ao perigo do envolvimento em práticas idólatras como estas. 
  • Jr 10.3,4,5 pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. São como o espantalho num pepinal, e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer o mal, nem tampouco têm poder de fazer o bem.

II. MANASSÉS SE ENTREGOU A PRÁTICAS ABOMINÁVEIS QUE O AFASTOU CADA VEZ MAIS DO DEUS DE SEU PAI EZEQUIAS.
2Cr 33.6. Além disso queimou seus filhos como sacrifício no vale do filho de Hinom; e usou de augúrios e de encantamentos, e dava-se a artes mágicas, e instituiu adivinhos e feiticeiros; sim, fez muito mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira.

Se não bastasse toda prática idólatra aderida pelo rei, um abismo chama outro abismo, e não demorou muito para que Manassés se afundasse ainda mais em práticas ainda piores.
Diz o texto de Crônicas que Manassés fazia adivinhações, praticava magia, feitiçarias e consultava adivinhos e médiuns. Ele pecou muito contra Deus: ...fez muito mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira. Manassés praticava exatamente aquelas coisas que aos olhos de Deus eram abomináveis, e que tinham sido a causa pela qual tantas nações haviam sido destituídas de suas terras pelo próprio Deus. Dt 18.10,11. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem que consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos.

Foram exatamente estas as práticas que o rei Manassés se envolveu. Todas aquelas coisas que a Bíblia diz que são detestáveis aos olhos de Deus. Seu envolvimento nestas práticas foi tão grande que, como vimos, foi capaz de sacrificar seu próprio filho aos demônios. "...Além disso queimou seus filhos como sacrifício no vale do filho de Hinon" O conselho bíblico não deixa confusão, é muito claro. Lv 19.26 ...não usareis de encantamentos, nem agouros.

O Salmos 106. 35-39 ao mostrar todo desagrado de Deus com práticas deste tipo, faz uma descrição detalhada da queda fatal que se segue a pessoas que se envolvem com elas: Antes se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras.  Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço; sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios; e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas, que eles sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue. Assim se contaminaram com as suas obras, e se prostituíram pelos seus feitos.

III. MANASSÉS ENTREGOU-SE A UMA REBELDE RECUSA DE OUVIR A VOZ DO SENHOR DEUS DE ISRAEL.
2Cr 33.10. Falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos
Mesmo sabendo toda a consequência pelas escolhas erradas do rei Manassés, o maior pecado do rei,talvez nem tenha sido todo seu envolvimento idólatra. O maior pecado do rei foi o de recusar-se terminantemente ouvir a voz do Senhor, o Deus de Israel.
Por diversas vezes Deus tentou avisar a este mau rei qual seria seu final caso não parasse com o mal que estava promovendo. Sl 115.8 "Quem faz essas imagens e quem adora esses falsos deuses vai acabar sendo tão tolo quanto eles" Tudo isto para Manassés era em vão, ele não estava disposto ouvir o Senhor. Nem ele, nem o povo que ele governava. 2Cr 33.10 Tanto Manassés como seu povo não deram atenção aos avisos do Senhor.

RESULTADO.
Manassés tanto se aprofundou nestas práticas nojentas que sem perceber chegou ao "Fundo do poço" 2Cr 33.11 Por isso Deus mandou os exércitos assírios, e eles o prenderam (Manassés) com ganchos e o amarraram com correntes de bronze e o levaram para a Babilônia. Preso com ganchos, amarrado com cadeias. Triste fim para um homem que ainda criança teve todas as condições de ser um homem de sucesso.

IV. NA ANGUSTIA MANASSÉS FINALMENTE ENTREGOU SUA VIDA AO SENHOR O DEUS DE SEU POVO ISRAEL E DE SEU PAI EZEQUIAS. 2Cr 33.12 Cheio de pavor e aflito, Manassés orou humildemente ao Senhor Deus, pedindo socorro.

Manassés, agora um miserável príncipe condenado à escuridão de um gelado e úmido cárcere, percebe todo o excesso de seus pecados. Percebe também tudo o quanto perdeu fruto das suas escolhas erradas. Manassés passou a maior parte da sua vida jogando fora toda oportunidade que a vida lhe dera. Agora, tudo estava acabado. Manassés é preso, acorrentado, envergonhado diante do seu povo e da sua família. Ele perdeu tudo, exatamente tudo aquilo que conquistara ao longo de sua vida. Se bem que todas as suas conquistas, já haviam sido desprezadas há muito tempo. Mas, o que diz o texto? v.12. Cheio de pavor e aflito, Manassés orou humildemente ao Senhor Deus, pedindo socorro.

O apavoramento, em olhar em sua volta e ver a que estava reduzido todo seu reino, aflito, Manassés se lembra do Deus de seu pai Ezequias. Talvez, no cárcere, numa úmida e fria cela de prisão, sem mais nenhuma expectativa para vida ele ora, talvez como orasse enquanto pequenino ainda sob cuidado de seus pais. Talvez tenha começado a se lembrar de tudo aquilo que ainda criança havia visto no reino de seu pai Ezequias.

No fundo do poço Manassés recorreu a Deus, e rogou-lhe por compaixão...

O mais lindo de toda essa história, é a resposta de Deus, que nunca despreza um coração arrependido e contrito, diz a Bíblia: v.13. E quando fez assim, o Senhor ouviu, teve misericórdia dele, e respondeu ao seu pedido, levando-o de volta a Jerusalém e ao seu reino! Manassés reconheceu então finalmente que o Senhor era realmente Deus! A sequência histórica é quase inacreditável. Tudo começou com a oração de um coração arrependido. Is 57.15 Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos.
Uma oração que foi ouvida, e a resposta: A QUILO QUE PARECIA IMPOSSÍVEL rei voltou vitorioso e livre para Jerusalém. Do lugar onde só restava esperar pela morte, Manassés encontra a verdadeira vida. Do lugar onde foi deixado para ser esquecido, ele experimenta uma mudança radical em sua vida e reconhece o Deus de seu pai como Senhor Todo Poderoso. "...Manassés reconheceu então finalmente que o Senhor era realmente Deus!"
Conversão fora sincera, é tudo o que se pode dizer da história deste rei. Agora, Seu único pensamento agora era destruir toda a memória das suas ações passadas, e empregou todos os seus esforços em restaurar o culto ao Deus que lhe restituirá o reino. 2Cr 33.15,16 Também retirou os deuses estranhos e a imagem que ele tinha dentro do templo, e fez em pedaços os altares que ele havia construído na montanha onde estava o templo, e os altares que estavam em Jerusalém. Jogou tudo para fora da cidadeManassés consagrou novamente o Templo, mandou reconstruir o altar e purificou toda a cidade. "...Depois, reconstruiu o altar do Senhor e ofereceu sacrifícios sobre ele sacrifícios de paz e ofertas de ações de graça. Exigiu que o povo de Judá adorasse ao Senhor Deus de Israel" Por gratidão a Deus por ter sido liberto da escravidão, Manassés empregou o resto de sua vida em tornar-se agradável aos olhos do Senhor. Assim, por um proceder contrário ao anterior, levou os súditos a imitá-lo no arrependimento tal como o haviam imitado em seus pecados, que tantos males atraíram sobre eles

Mensagem pregada na Missão Vale das Bençãos em Jardim Guapimirim
Dia 10/08/2014

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

EPAFRODITO, UM OBREIRO QUE MERECE SER HONRADO.


Texto: Fp 2.29 Recebei-o, pois, no Senhor com todo o gozo, e tende em honra a homens tais como ele.

Int. Epafrodito foi um crente macedônio de Filipos. Poucas coisas sabemos em relação a este servo de Deus cujo nome significa simpático ou encantador. O Apostolo Paulo identifica Epafrodito chamando-o de "vosso enviado", adjetivo que, contudo, não sinaliza que ele tenha exercido qualquer ofício relevante na igreja de Felipos. Epafrodito pelo que se entende era simplesmente um mensageiro. Faltas de bases bíblicas nos fazem crer que ele não seja o mesmo "Epafras" citado em Cl 1.7 Segundo aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que por nós é fiel ministro de Cristo.

O nome de Epafrodito vai surgir num momento em que a Igreja de Felipos precisava entregar a Paulo alguma coisa importante que o texto identifica como "presente". Paulo estava preso em um cárcere Romano, e a viagem de Filipos a Roma era uma viajem bem difícil e muito perigosa, tanto que Paulo menciona que Epafrodito tenha ficado "esgotado" nesta viagem, gravemente enfermo, chegando mesmo a ficar, como diz Paulo, "as portas da morte" Fp 2.30. Porque pela obra de Cristo chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço.

Mesmo tendo pouca informação sobre Epafrodito, fica como lição para nós, extrema dedicação deste obreiro ao cargo que lhe fora confiado pela igreja. Honra, era tudo o que se podia dar a este servo de Deus. Ficou o exemplo de um crente que, disposto, trabalhou pelo Reino, sendo capaz de lutar contra suas próprias forças para que o serviço de Deus pudesse ser realizado. Rm 2.10 glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem...
Paulo ao citar Epafrodito na sua carta a Igreja em Filipos, utiliza pelo menos três adjetivos com os quais deixa claro sua intenção de honrar a importância e o valor daqueles que nunca desfalecem diante dos perigos e desafios. Fp 2. 29. Recebei-o, pois, no Senhor com todo o gozo, e tende em honra a homens tais como ele.

I. AO IRMÃO. 
Fp 2. 25. Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão...
Paulo sabia o que e de quem estava falando. Epafrodito, no cumprimento de seu ministério mostrou-se mais que apenas um obreiro competente e dedicado. Paulo sabia que podiam contar com ele, por isso Paulo o chama de "meu irmão". Costumamos chamar pessoas como Epafrodito de "pau para toda obra". Pois era do tipo que não escolhe "função", Ele procura fazer, e com a máxima perfeição, qualquer serviço que lhe seja determinado. Estava sempre de prontidão para o caso de a igreja precisar de seus serviços. Talvez, até não fosse tão bom em algumas áreas, mas isto é natural, ninguém consegue ser perfeito em tudo. Epafrodito Contudo procurava executar todas as tarefas que lhe eram confiadas. O fato de ser chamado de "meu irmão" por Paulo, não foi simples formalidade. Apesar de sempre ter sido assim a nossa forma de tratamento uns aos outros. Rm 16.14. Saudai a Asíncrito, a Flegonte, a Hermes, a Pátrobas, a Hermes, e aos irmãos que estão com elesNo caso de Epafrodito, havia um peso diferente na expressão usada por Paulo. Isto é perceptível quando ele acrescenta o pronome possessivo "meu" antes do substantivo "irmão". Quando Paulo se refere à Epafrodito chamando-o de “meu irmão", Paulo estava dizendo alguma coisa do tipo:

1. Epafrodito é alguém que faz seu trabalho com que amor
Fp 2.30. Porque pela obra de Cristo chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço.
Quando os verdadeiros irmãos se revelam? Não são exatamente naquelas horas mais difíceis? Não são nas horas que mais precisamos de ajuda? Epafrodito foi um obreiro assim, pela obra de Cristo, e pelo bem estar da igreja, era capaz de, se preciso, enfrentar a própria morte. Pv 17.17 O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão.
Obreiros "irmãos", para entendermos melhor, são aqueles que não discutem às ordens de Deus, eles querem sempre o bem estar da igreja, e para isso trabalham além de suas próprias forças. Amam a obra de Deus por isso trabalham duro para realizar o trabalho que lhes foi entregue, para eles, seu trabalho é motivo de grande satisfação. Rm 12.5-8 Assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros...
 O obreiro irmão tem alegria no que faz. Nada faz por imposição, faz porque entende seu chamado, e isso para Ele, já é o bastante. ... De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria.

2. Epafrodito é um obreiro que queremos sempre por perto de nós. 
Fp 2.28. Por isso vo-lo envio com mais urgência, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza.
Epafrodito era o obreiro que quando tinha que partir deixava saudades para toda a igreja. Por qualquer lugar que ele passava era sempre bem acolhido, era querido. Epafrodito não dava trabalho, pelo contrário, ele trabalhava, e trabalhava de maneira incansável. Creio mesmo que Epafrodito deveria ser um obreiro muito carismático, aqueles do tipo que estão sempre dispostos a servir. Sua simpatia não tinha objetivo de fazê-lo reconhecido ou ganhar fama. Ela nada fazia esperando ser recompensado. Para Ele, servir já era uma grande honra. Ele não era o tipo de obreiro que buscava glória para si, Epafodito gostava mesmo é de trabalhar na retaguarda por isso Paulo também o chamou também de:

II. COOPERADOR 
Fp 2.25 Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador...
Cooperador é alguém que trabalha para o bem comum, ele não visa interesses próprios, e procura fazer seu trabalho com descrição e de maneira a trazer auxílio às pessoas que estão próximas a ele. 1Co 3. 9,10 Porque nós somos cooperadores de Deus... Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele... O cooperador quase nunca aparece, ele é capaz até de sofrer alguma perda para que a obra de Deus não sofra. Ele não faz nenhuma questão que seu nome seja lembrado ou ovacionado. Ele não quer ser o primeiro, Ele entende que foi colocado ali para auxiliar, não para tomar a frente. Ele era cooperador e obediência é uma virtude do cooperador. 
O Apóstolo João, ao escrever sua terceira carta, menciona três obreiros que haviam sido postos como cooperadores em igrejas sob sua liderança. João elogia dois deles, que se demonstraram verdadeiros e menciona um terceiro obreiro que se comportou de maneira completamente oposta.

1. GAIO. 3Jo1. 1. O ancião ao amado Gaio, a quem eu amo em verdade. O “amor em verdade” descrito por João tem relação ao excelente trabalho realizado por este homem de Deus chamado Gaio. Pelo seu testemunho e pela sua dedicação a igreja, Gaio conquistou fácil à aprovação de todos. v.3 “... os irmãos vieram e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade”.

2. DEMÉTRIO. v.12 De Demétrio, porém, todos, e até a própria verdade, dão testemunho; e nós também damos testemunho; e sabes que o nosso testemunho é verdadeiro. Demétrio também aparece como um obreiro que cumpria seu ministério. João declara seu testemunho em seu favor, com o reforço do testemunho da igreja e da própria verdade.

3. DIÓTREFES. v.9. Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de ter entre eles a primazia, não nos recebe. Nesta carta também aparece o nome de Diótrefes que diferente dos demais mencionados, se destaca como alguém indigno da confiança de João.
Diótrefes bem pode ter sido um obreiro que no princípio mostrou-se bastante solícito, afinal recebera de João a incumbência de liderar uma igreja. O problema é que, depois de um tempo, Diótrefes deve ter achado que era suficientemente capaz de "tocar" a obra sozinho. Achou que não precisava mais ficar debaixo da tutela de João. (Como vemos isto acontecer em nossos dias...). v.10 Pelo que, se eu aí for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, ele não somente deixa de receber os irmãos, mas aos que os querem receber ele proíbe de o fazerem e ainda os exclui da igreja.

Nesta carta João demonstra sua insatisfação com tal obreiro consegue demonstrar todo o mal que pessoas assim podem trazer a obra de Deus. Toda a má atitude deste mal obreiro fica perceptível nas palavras de João. Certamente Epafrodito, Gaio e Demétrio são bons exemplo que deveriam ser seguidos, por nós obreiros, e por qualquer pessoa que almeje trabalhar para o Reino de Deus.

III. COMPANHEIRO NAS LUTAS 
v.25. Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas...
Agora é possível perceber com um pouco mais claridade a proximidade entre Epafrodito e Paulo. Primeiro Epafrodito é visto como irmão, isto fala da afinidade que havia entre ambos. Depois Paulo o chama de cooperador, demonstrando sua interação com a obra de Deus. Agora, Paulo descreve Epafrodito como seu "companheiro nas lutas". O que pode ser entendido pela descrição de Paulo é o que se pode entender pela expressão "companheiro de lutas". Aquele que combate lado a lado. Este lutador não abandona o seu companheiro, pelo contrário, ele o protege com a sua vida e por ele também é protegido. Ec 4. 9,10 Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante.

Quando a batalha se torna mais dura, ali está ele sem temer as investidas do inimigo, afinal ele é companheiro de lutas e está ali para combater junto. v12 E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.

CONCLUSÃO: “... e vosso enviado para me socorrer nas minhas necessidades”.
 "Aquele que caminha junto...”.

Toda descrição que o Apóstolo Paulo fez a respeito de seu amigo Diótrefes, talvez seja exatamente às virtudes que Deus espera de nos em relação a Sua Igreja. Deus quer contar com pessoas cuja integridade seja base essencial para seus ministérios. Obreiros que estejam acima das expectativas humanas do sucesso, onde os melhores são sempre aqueles que possuem os cargos mais importantes. No Reino de Deus não é assim, pelo contrário, no Reino de Deus, os menores são aqueles que são dignos das maiores honras. Lc 7.28. Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas aquele que é o menor no reino de Deus é maior do que ele.

A igreja precisa como nunca de obreiros que sejam irmãos, que amem que abracem que visitem os doentes, os fracos na fé. Que estejam dispostos a gastar a sola do sapato saindo em busca das ovelhas que por alguma razão estão por aí pedidos. A igreja precisa de cooperadores. Pessoas que não fiquem esperando aparecer alguém mais qualificado, mas, porque querem ver o crescimento do Reino, se apresentam sem medo, crendo que toda capacitação vem mesmo é de Deus. A igreja precisa de obreiros que se apresentem como "Companheiros nas lutas" Embora a Bíblia afirme que às portas do inferno não prevalecerão sobre a igreja, às batalhas a serem travadas por Ela, são inumeráveis. Satanás não dorme e não desiste das suas investidas.Um irmão ajudado pelo irmão é como uma cidade fortificada; é forte como os ferrolhos dum castelo. Pv 18.19

Mensagem pregada no dia 20/07/2014
Centro de Recuperação em Queimados



QUATRO AMIGOS E TRÊS PROVAS DE AMIZADE

  Mc 2.4 E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se en...